quarta-feira, 27 de abril de 2011

UnB - Semana Latina destaca influência da Itália no Brasil


O Brasil tem 30 milhões de pessoas com origem italiana. A forte influência da Itália na cultura e na economia estão em debate na 11ª edição do projeto Semanas Latinas, promovido pela Casa da Cultura da América Latina (CAL/ UnB). O projeto existe desde 2006 e promove debates e homenagens a cultura latino-americana. “Desta vez resolvemos focar o encontro na Itália. Por causa da imigração, ela também faz parte da nossa cultura”, afirmou a coordenadora do projeto, Ariane Abrunhosa. Dentre as atividades do colóquio estão programados conferências e oficinas culturais e também gastronômicas.
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Na abertura do evento, o embaixador da Itália no Brasil, Gherardo La Francesca, comparou o Brasil de hoje à Roma antiga, pela boa recepção que o país dá aos imigrantes. “Assim como o Império absorveu influências da Grécia e do Egito sem deixar de ser Roma, o Brasil também absorveu influências como a italiana sem deixar de ser o que é”, afirmou. “O Brasil inspirou milhões de imigrantes a ajudar na construção desse maravilhoso país”.

“A presença italiana no Brasil é o lastro sobre o qual se estabelecem relações mútuas benéficas”, destacou o professor Amado Cervo, do Instituto de Relações Internacionais. “Esse seminário é uma forma expressiva para caracterizar essa relação tão próxima entre Itália e Brasil”, afirmou o reitor José Geraldo de Sousa Junior.

Na abertura da programação, ele defendeu uma reaproximação entre os dois governo. “Nos últimos anos as relações com a Itália decaíram muito, especialmente nos governos Lula e Berlusconi, que tem orientações políticas diferentes”. O diplomata Paulo Jardim afirmou que, mesmo com o afastamento político, a relação cultural se manteve. “Servi na Itália no início do governo Lula, entre 2003 e 2006, e percebi que o comércio entre os dois países cresceu exponencialmente nesse período”, afirmou.

Para o diplomata, mesmo períodos de crise são importantes no fortalecimento das relações entre dois países. “Na verdade, relações complicadas são muito bem-vindas, os problemas acontecem justamente quando há alguma densidade nas relações”, defendeu. “Existe uma dinâmica entre os dois países que transcende as relações entre os governos”.

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