quarta-feira, 18 de julho de 2018

Fluxo migratório da Venezuela impactou economias vizinhas, diz FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) declarou nesta segunda-feira (16) que a crise na Venezuela já impactou as economias vizinhas. O órgão também lembrou que os dados do país deixaram de ser fiáveis há anos e destacou o profundo abismo econômico da nação sul-americana.

media
Maurice Obstfeld, economista do FMI, afirmou, durante uma conferência de imprensa para publicar as previsões econômicas mundiais, que o fluxo de pessoas que deixam a Venezuela tem impactado a economia dos países vizinhos.

“Como em outras regiões do mundo, é extremamente difícil fazer uma integração dos migrantes. A língua, nesse caso, não é um problema, mas ainda assim é uma tarefa complicada”, disse, lembrando de dificuldades como encontrar uma casa ou se inserir no mercado de trabalho. “É difícil falar a respeito tendo em vista o nível do abismo econômico. Nós paramos de nos comunicar com a Venezuela tem mais de uma década”, acrescentou.
Em abril, o FMI indicou que, em apenas cinco anos, a economia venezuelana recuou cerca de 45%, além de afirmar que a hiperinflação atingiria os 13.000% neste ano. O país, cujo capital vem 96% do petróleo, viu a produção do combustível cair mais de 50% em um ano e meio, por falta de modernização dos campos petrolíferos. A produção bruta da Venezuela também teve queda em junho, com 1,5 milhão de barris por dia, seu nível mais baixo em 30 anos.
Perspectivas de crescimento brasileiro são “pouco inspiradoras”
O FMI manteve sua previsão sobre o crescimento da economia mundial neste ano em 3,9%, mas alertou para os efeitos de uma guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Na atualização das previsões econômicas feitas em abril, a entidade financeira revisou para baixo a expectativa sobre o desempenho da economia da América Latina, de 2,0% para 1,6%.
O Fundo destacou que essa redução é o reflexo da necessidade de ajustes na Argentina, do cenário de incertezas políticas no Brasil e das tensões comerciais ainda sem solução entre México e Estados Unidos. A Argentina foi abalada por uma grave crise financeira no primeiro semestre deste ano que levou o governo a recorrer ao FMI para obter um crédito de 50 bilhões de dólares.
No caso do Brasil, ele assinala que as perspectivas de crescimento são "pouco inspiradoras". "A economia tem um desempenho abaixo de seu potencial, a dívida pública é alta e, mais importante, as perspectivas de crescimento de médio prazo permanecem pouco inspiradoras", destaca.
Para 2018, o FMI espera para o Brasil um crescimento de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB), uma redução de meio ponto em relação à estimativa de abril. O país continua com uma alta inflação e taxa básica de juros de 40% - uma das mais elevadas do mundo.
RFI
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Detenção de crianças imigrantes gera indústria bilionária

Foto16 Criancas em abrigo Detenção de crianças imigrantes gera indústria bilionária
A detenção de crianças imigrantes se transformou em uma indústria em ascensão nos EUA que agora fatura US$ 1 bilhão por ano. Esse volume representa 10 vezes mais que os gastos na última década, segundo uma análise da agência de notícias Associated Press.
Verba para serviços humanos e de saúde nos abrigos, assistência social e outros serviços de bem-estar infantil para as crianças desacompanhadas e separadas subiu de US$ 74.5 milhões em 2007 para US$ 958 milhões em 2017. Além disso, as autoridades estão revendo uma nova rodada de propostas em meio ao esforço crescente da Casa Branca para manter as crianças imigrantes sob a custódia do governo.
Atualmente, mais de 11.800 crianças, de alguns meses de idade a 17 anos, estão alojadas em cerca de 90 instalações em 15 estados: Arizona, Califórnia, Connecticut, Flórida, Illinois, Kansas, Maryland, Michigan, New Jersey, Nova York, Oregon, Pensilvânia , Texas, Virgínia e Washington. Elas estão sendo mantidas enquanto seus pais aguardam o processo de imigração ou, se foram detidas desacompanhadas, elas serão avaliadas para possível aplicação de asilo.
Em maio, o governo iniciou licitações de propostas para 5 projetos que podem totalizar US$ 500 milhões leitos, cuidados terapêuticos e “cuidados de segurança”, ou seja, a contratação de guardas. Mais contratos são esperados para licitações em outubro.
O porta-voz do HHS, Kenneth Wolfe, disse que a agência iniciará licitações “com base no número de leitos necessários para prover cuidados apropriados para menores no programa”.
As instalações atuais incluem locais para abrigar crianças que o governo Trump considera “idade tenra”, normalmente com menos de 5 anos. Três abrigos no Texas foram designados para crianças pequenas e bebês, inclusive em tendas em Tornillo (TX) e um abrigo provisório de tendas e prédios em Homestead (FL) abrigam adolescentes mais velhos.
Na última década, os maiores beneficiários do dinheiro público foram a Southwest Key e a Baptist Child & Family Services, revelou  a análise da AP. De 2008 até hoje, a Southwest Key recebeu US$ 1.39 bilhão em subsídios para operar abrigos e a Baptist Child & Family Services você recebeu US$ 942 milhões.
Os beneficiários do dinheiro são organizações sem fins lucrativos, religiosas e entidades com fins lucrativos. As Organizações geralmente se concentram na habitação e detenção de jovens em risco, mas o foco mudou para imigrantes quando dezenas de milhares de crianças da América Central começaram a chegar na fronteira EUA-México nos últimos anos. Elas são contratadas para o governo pelo Departamento de Saúde & Serviços Humanos; a agência federal que administra o programa que mantém as crianças imigrantes sob a custódia. Organizações como a Southwest Key insistem que as crianças são bem cuidadas e que a grande soma de dinheiro é necessária para abrigar, receber, transportar, educar e fornecer cuidados médicos para as crianças enquanto milhares delas cumprem com as regulamentações governamentais e ordens judiciais.
Brazilian Voice
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terça-feira, 17 de julho de 2018

Belém decreta situação de emergência social diante de imigração venezuelana

 venezuelanos
A Prefeitura de Belém decretou, nesta segunda-feira (16), situação de emergência social na capital devido ao intenso processo imigratório de venezuelanos. A medida será assinada nesta terça, 17, pelo prefeito Zenaldo Coutinho.
A medida, no entanto, não exclui a oferta de serviços já feita pelo município, que vem adotando uma série de medidas de acolhimento na área de saúde pública junto a essa população. A expectativa, com o decreto, é a de garantir recursos futuros.
A Prefeitura de Belém reforça que todos os indígenas Warao, que já estavam em Belém, foram vacinados, receberam consultas, tratamentos e até internações. O grupo recebe, ainda, visitas permanentes do consultório de rua da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). Somado a isso, o município também está ofertando 100% de vagas para as crianças Warao, de 0 a 10 anos, com projeto pedagógico já desenvolvido pela Secretaria de Educação (Semec) que, inclusive, será apresentado amanhã junto ao Governo do Estado e Ministério Público Federal (MPF).
O propósito do município é que, tanto na área da assistência social, da saúde e da educação, haja a acolhida dos imigrantes que estão fugindo da grave crise econômica e política da Venezuela, com um apelo, principalmente, às crianças.
Jornal Folha do Progresso
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Embaixada das Filipinas na Missão Paz


Nesse final de semana (dias 14 e 15 de julho) a agenda da comunidade filipina que se reúne na Missão Paz contou com 3 iniciativas.
1-Embaixada das Filipinas na Missão Paz
Nos dias 14 e 15 de julho a embaixada das Filipinas de brasília enviou uma equipe para atender os connacionais de São Paulo e região metropolitana. Foram emitidas certidões consulares, feitas renovações de passaportes, entre outros serviços. Mais de 50 pessoas usufruíram dessa iniciativa .
2-Comemoração mensal
A comunidade filipina se reuniu para o almoço típico. A atividade foi acompanhada de cantos e danças típicas.
3-Missa Filipina

Primeira vez, desde outubro de 2017 quando se iniciou a tradição das missas organizadas pela comunidade filipina, em que um padre de nacionalidade filipina presidiu uma missa. Agradecemos ao padre Ace, missionário filipino do PIME pela missa.

Missão Paz
Fotografia Miguel Ahumada
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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Comissão da OAB vem a Corumbá prestar assistência jurídica aos haitianos



A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS) constituiu uma comissão provisória de acompanhamento dos haitianos que tem ingressado no Brasil a partir do município de Corumbá. A comissão tem como presidente o advogado Elton Luís Nasser, como vice-presidente o advogado Heraldo Garcia Vitta, e o advogado Luiz Jivago Carriel como secretário geral.
Os membros da comissão, se reuniram  em Corumbá, onde farão um trabalho de assistência institucional aos refugiados, principalmente em relação as demandas básicas como documentação e assessoria jurídica. O presidente da comissão, Elton Nasser explica que o trabalho com os haitianos será feito em parceria com a Subseção de Corumbá e outras instituições como o Ministério Público e a Polícia Federal. Ele explica ainda que o objetivo da comissão é fazer com que os refugiados sejam tratados como cidadãos.
“Nós estamos com a missão de fazer com que haja um acompanhamento, junto com todas as demais autoridades, e que haja um trabalho voltado para uma assistência institucional como já aconteceu em 2015, quando foi criada uma primeira comissão que culminou com uma audiência pública, resultando na criação de um comitê. Um trabalho conjunto, organizado, institucional que vai contar com a presença e participação de todos os demais segmentos da sociedade. Vamos procurar fazer uma atuação conjunta que resulte na eficácia daquele mandamento de amor ao próximo”, disse. 
O secretário geral da comissão, Luiz Jivago Carriel explicou os motivos que levaram à criação da comissão. “Essa ideia surgiu de acordo com as mazelas que esses estrangeiros passam no nosso país. Eles escolhem nosso país para mudar de vida, por causa do que sofrem nos países deles. Nós estamos com todo ânimo e motivação principalmente para garantir todos os direitos deles na função de custus legis, de fiscal da lei, especialmente na lei de migração”, contou.
O presidente da Ordem, Mansour Elias Karmouche salientou a importância da participação da OAB/MS nesse tipo de ação. “Não é a primeira vez que advogados contribuem para com a sociedade, prestando seus relevantes serviços para pessoas que precisam, no momento de dificuldade, de uma assistência, de calor humano, de se sentirem importantes. É de extrema relevância que nós tenhamos isso em mente, da nossa capacidade de ajudar os outros, e esses advogados emprestam o seu nome, o seu tempo e disponibilidade para ajudar o próximo e isso é muito importante para nós enquanto instituição”.
 Com informações da assessoria de imprensa da OAB/MS. 
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Seminário Internacional de Migração, Refúgio e Tráfico de Pessoas Prefeitura de Guarulhos

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A Prefeitura de Guarulhos, por intermédio da Subsecretaria da Igualdade Racial, convida para participação no “Seminário Internacional de Migração, Refúgio e Tráfico de Pessoas”, a ser realizado nos dias 16 e 17 de julho no Auditório da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, situado na Rua Claudino Barbosa, 313 - Macedo – Guarulhos/SP.

A Missão Paz participará, das 13:30h às 17:00h do dia 16 de Julho, da mesa "Rede de Atenção aos Migrantes", que terá estes temas e palestrantes:
➢ A Atuação do Centro de Referência e Apoio aos Imigrantes - CRAI Andrea Zamur - Coordenação de Políticas para Imigrantes e Promoção do Trabalho Decente da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo
➢ A Atenção aos Refugiados Maria Cristina Morelli – Coordenação do Centro de Referência para Refugiados da Cáritas Arquidiocesana de São Paulo
➢ A Inserção dos Migrantes no Mercado de Trabalho Pe. Paolo Parise - Missão Paz
➢ O Atendimento aos Migrantes Venezuelanos em Roraima Cláudia Mei - ONG Fraternidade Sem Fronteiras
➢ Certificação das Mulheres Migrantes no Curso de Panificação Parceria da Prefeitura de Guarulhos e Casa Amor ao Próximo

Missão Paz
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sábado, 14 de julho de 2018

Estados-membros da ONU aprovam primeiro pacto global sobre migração

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Pela primeira vez, os Estados-membros das Nações Unidas concordaram com um Pacto Global abrangente para gerenciar melhor a migração internacional, enfrentar seus desafios, fortalecer os direitos dos migrantes e contribuir para o desenvolvimento sustentável.
Depois de mais de um ano de discussões e consultas entre Estados-membros, autoridades locais, sociedade civil e migrantes, o texto do Pacto Global por uma Migração Ordenada, Regular e Segura foi finalizado nesta sexta-feira (13).
Em comunicado, o secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou o acordo, chamando-o de "uma conquista significativa". Segundo ele, o pacto reflete "o entendimento compartilhado pelos governos de que a migração transfronteiriça é, por sua própria natureza, um fenômeno internacional e que a gestão eficaz dessa realidade global requer cooperação internacional para aumentar seu impacto positivo para todos". Para Guterres, o pacto também reconhece que todo indivíduo tem direito a segurança, dignidade e proteção.
“Esta diretriz abrangente compreende uma gama de objetivos, ações e caminhos para implementação, acompanhamento e revisão”, acrescentou o chefe da ONU. “Todos destinados a facilitar a migração segura, ordenada e regular, reduzindo a incidência e o impacto da migração irregular".
Chamando a decisão de “momento histórico”, o presidente da Assembleia Geral da ONU, Miroslav Lajčák, enfatizou o enorme potencial do pacto.
“Não encoraja a migração nem visa impedi-la. Não é juridicamente vinculativo. Não dita, não irá impor. E respeita plenamente a soberania dos Estados”, enfatizou.
“Ele pode nos guiar para passarmos de um modo reativo para um proativo. Pode nos ajudar a extrair os benefícios da migração e mitigar os riscos. Pode fornecer uma nova plataforma para cooperação. E pode ser um recurso para encontrar o equilíbrio certo entre os direitos das pessoas e a soberania dos Estados.”
"Em dezembro, será formalmente o primeiro marco abrangente sobre migração que o mundo já viu", salientou.
Também tomando a palavra, a vice-secretária-geral, Amina J. Mohammed, chamou a atenção para as profundas questões levantadas pela migração, como a soberania e os direitos humano; o que se constitui movimento voluntário; a relação entre desenvolvimento e mobilidade; e como apoiar a coesão social.
“Este pacto demonstra o potencial do multilateralismo: nossa capacidade de nos unir em questões que exigem colaboração global - por mais complicadas e controversas que sejam”, ressaltou.
Louise Arbor, representante especial para a migração internacional, afirmou que, como a mobilidade humana sempre estará conosco, "seus aspectos exploradores, caóticos e perigosos não podem se tornar um novo normal".
"A implementação do Pacto trará segurança, ordem e progresso econômico para o benefício de todos", ressaltou.
O acordo será formalmente adotado pelos Estados-membros em uma conferência intergovernamental a ser realizada em Marrakesh, no Marrocos, nos dias 10 e 11 de dezembro. Louise atuará como secretária-geral da conferência.
"Este não é o fim do empreendimento, mas o início de um novo esforço histórico para moldar a agenda global sobre migração nas próximas décadas", disse o diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), William Lacy Swing.
Onu
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Imigrantes na seleção da França faz país repensar xenofobia

Talvez tenha sido em 1970 que a França começou a perceber uma mudança em jogo. Na Copa de 1978, na Argentina, um jovem nascido em Guadalupe foi o precursor do que viria a acontecer no futebol - e também na sociedade francesa.
Márius Tresor chamava atenção por sua agilidade e força, além de sua coragem em campo. O imigrante da colônia francesa escancarava para a sociedade local a sua habilidade. Em troca, ele conquistava não só o seu lugar na história do futebol frânces, mas também melhores condições de vida para a sua família.
- VIA GETTY IMAGES
Depois dele, outros nomes vieram, como Jean Tigana, jogador de origem malinês.
Em 1998, N'Golo Kanté, aos 7 anos, catava lixo nas ruas de Paris para depois enviá-los para empresas de reciclagem. Com esse trabalho, ele ajudava no orçamento dos pais imigrantes do Mali. Hoje, duas décadas depois, ele integra a equipe que pode levar o Mundial.
Naquele mesmo ano, Benjamin Mendy crescia em um subúrbio da capital. Aos 7 ou 8 anos, ele não se reconhecia como Bejamin, mas como Zidane ou Ribéry. Foi essa imaginação que tornou possível que Mendy se tornasse um profissional no esporte.
Para o pesquisador Jamil Chade, a vitória da frança na Copa de 1998 só foi possível com a presença dos jogadores imigrantes. E essa vitória inspirou as futuras gerações.
Porém, o título no esporte não é suficiente para que os imigrantes superassem as contradições e os desafios de viver às margens da sociedade europeia.
"Quando esses jogadores conquistam importantes vitórias, são usados como exemplos de uma integração que funciona. Quando perdem, são questionados por sua lealdade questionável vis-a-vis o país que lhes acolheu", comenta Chade.
O futebol passou a ganhar importância na França e o campo serviu como um espelho das mudanças culturais. De um lado, uma França xenófoba e racista. De outro, um país que sabia valorizar sua diversidade e, com isso, tornar-se uma potência.
A maioria branca e os defensores das raízes nacionalistas passaram a conviver - ou ao menos assistir - os franceses de pele escura que, mesmo incluídos, ainda são vistos como exceções.
Para o historiador Yvan Gastaut, a seleção francesa é mais do que um objeto político: é a prova de uma integração "bem sucedida" para o país.
"Depois de 1998, os Azuis tornaram-se uma caixa de ressonância, um lugar central para pensar sobre questões interculturais. Desde então, estamos em uma preocupação constante sobre a diversidade na França, que a equipe deve simbolizar. Podemos fazer de tudo no futebol, mas uma vitória será o símbolo da integração bem-sucedida; já uma derrota é a ausência de um senso de comunidade", explicou o pesquisador em entrevista ao Le Monde.
Porém, nunca antes em sua história uma seleção francesa foi tão repleta de imigrantes, ou tão africana.
Dos 23 convocados para a Copa de 2018, pelo menos 11 declaram o amor ao país de origem, para além do time que vestem a camisa. Desses, todos são filhos ou nasceram em países daquele continente.
Conheça os 11 atletas convocados pela seleção francesa e as suas origens imigrantes:
Steve Mandanda, goleiro, nasceu no Congo.
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Presnel Kimpembe, defesa, é filho de congoleses.
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Benjamin Mendy, defesa, é filho de imigrantes que nasceram no Senegal.
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Samuel Umtiti, defesa, nasceu em Camarões.
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N'Golo Kanté, meio-campista, é filho de imigrantes do Mali.
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Blaise Matuidi, meio-campista, é filho de angolanos.
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Steven Nzonzi, meio-campista, tem sua origem no Congo.
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Paul Pogba, meio-campista, é filho de mãe guineense e pai congolês.
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Corentin Tolisso, meio-campista, é filho de imigrantes de Togo.
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Ousmane Dembélé, atacante, é filho de mãe senegalesa e pai malinês.
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Kylian Mbappé, atacante, é filho de pai camaronês e mãe argelina.
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Imigração na França

Imigração é um tema que está cada vez mais em discussão em países europeus, principalmente perto de eleições.
Se durante a campanha atual da Copa do Mundo os imigrantes franceses são aplaudidos, fora dos campos a França se destaca por ser um dos países com a mais alta taxa de rejeição de pedidos de asilo da Europa.
Só em 2017, o país recebeu 100 mil pedidos de asilo. A resposta do governo de Emmanuel Macron foi apresentar um projeto de lei que busca endurecer a política migratória.
Em maio deste ano, a polícia francesa desmontou o maior acampamento de imigrantes de Paris. Os refugiados, que estavam em situação irregular, foram transferidos para centros de acolhimento provisórios e o departamento de imigração do governo passou a analisar o status de cada um dos imigrantes.
HUFFSPT
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sexta-feira, 13 de julho de 2018

Roda de conversa sobre luta contra tráfico de pessoas.



No dia 13 de julho aconteceu no CEM, da Missão Paz, uma roda de conversa sobre trafico de pessoas. 

Representantes do Consulados dos EUA em São Paulo apresentaram o relatório das ações desenvolvidas no Brasil contra o tráfico.

Participaram também Natália Suzuki da Repórter Brasil, Regina Duarte da Silva, Procuradora do Trabalho, Solange Reis da Silva do Centro de Acolhida das Irmãs Scalabrinianas, Rebeca Duran do CRAI/SP, Patricia Bezerra vereadora de São Paulo com as assessoras Juliana Armede e Elizeta Aparecida Rossoni Miranda. Esteve presente também a nova coordenadora do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo. Pe. Paolo Parise representou a Missão Paz.


MissãoPaz

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Organizações católicas buscam fortalecer acolhida e integração de venezuelanos no Brasil

Organizações católicas buscam fortalecer acolhida e integração de venezuelanos no Brasil
“O principal responsável pela crise que estamos passando é o governo nacional, por colocar seu projeto político à frente de qualquer outra consideração, inclusive humanitária, por sua política financeira equivocada, por seu desprezo pela atividade produtiva e pela propriedade privada, por sua constante atitude de colocar obstáculos no caminho daqueles que estão dispostos a resolver algum aspecto do problema atual. O governo aparece diante do país como vítima da gestão externa e interna. Isso nada mais é do que a confissão de incapacidade de administrar o país. Você não pode fingir para resolver a situação de uma economia falida com medidas de emergência, como sacos de alimentos e bônus”, essa é a contundente denúncia publicada no último dia 11 de julho, pelos bispos da Venezuela, após a 110ª Assembleia Ordinária Plenária do Episcopado Venezuelano.
É diante desse cenário de crise, que também a Igreja no Brasil tem se mobilizado com iniciativas que estão nascendo em Roraima, principal porta de entrada para os venezuelanos que chegam ao Brasil. “Há muitos sinais de vida e de acolhida que nos deixam emocionados e edificados na relação entre brasileiros e venezuelanos, diante do crescente número de pessoas que chegam as cidades de Roraima fugindo, especialmente, da escassez de alimentos e medicamentos na Venezuela”, disse o bispo da diocese de Roraima, Dom Mário Antônio, em sua apresentação durante a Oficina de Planejamento para Integração das ações com pessoas imigrantes. A iniciativa foi articulada pela Cáritas Brasileira e todo o conjunto das organizações e pastorais da Igreja que atuam junto a imigrantes e refugiados, e foi realizada em Brasília, entre os dias 9 e 10 de julho.
Estratégias solidárias – A Oficina possibilitou que o grupo compartilhasse experiências, desafios e possibilidades e, juntos, pudessem mapear realidades de urgência e traçar estratégias coletivas que fortaleçam o acolhimento e gerem resultados positivos como a garantia de proteção e integração das pessoas que estão em situação de migração e refúgio no Brasil e, de modo especial, neste momento, em Roraima. “A questão migratória na fronteira Brasil-Venezuela mudou a nossa maneira de viver, a nossa maneira de rezar, a nossa maneira de fazer caridade. E como a população tem lidado com isso? A população, seja ela de brasileiros ou venezuelanos, tem lidado com desconforto, com irritação, isso porque, por exemplo, os imigrantes venezuelanos conseguem um prato de comida, alguns itens de emergência, mas estão há meses sem trabalho, não conseguem se estabelecer no Brasil, não conseguem enviar dinheiro para os parentes que permanecem na Venezuela e nem trazê-los para cá. E para os brasileiros também não é fácil porque, com essa realidade, o que já nos faltava na saúde e na educação, agora falta um pouco mais”, desabafou dom Mário Antônio, que convive diariamente com as urgências humanas e pastorais de venezuelanos e brasileiros na região de fronteiras.
Atualmente a inflação na Venezuela encontra-se em 2.500%, cenário que aprofunda a crise política e econômica no país e vai continuar empurrando a população venezuelana para outros países de fronteira. Segundo a coordenadora da Pastoral do Migrante, irmã Valdiza Carvalho, atualmente em Roraima, os venezuelanos já representam 10% da população. Nesse contexto de crescimento populacional, não há um horizonte animador nem mesmo para a questão da acolhida, entre os abrigos em Boa Vista e Pacaraima a situação fica cada dia mais difícil por não haver capacidade de abrigamento para todos os imigrantes, e nem as condições necessárias para que os abrigados refaçam a vida no Brasil.
País em diáspora – O fenômeno dos deslocamentos de venezuelanos para diversos países de fronteira também foi destacado na declaração publicada pelos bispos da Venezuela: “A Venezuela vem se tornando um país em diáspora. Mãos que construíram e produziram, mentes que investigavam e ensinavam, estão migrando para outros países. A emigração produz situações dramáticas: a dura luta para fazer um lugar em um país estranho, a possibilidade de cair no vício ou na prostituição, ou nas mãos de redes que exploram seus pares, o estigma da rejeição, a tristeza daqueles que ficam aqui, o retorno em situação de fracasso daqueles que não encontraram onde ficar. Muitas dessas situações encontraram alívio generoso nas Igrejas irmãs dos países vizinhos, que estendem as mãos aos nossos compatriotas, aos quais agradecemos sinceramente. Se fosse oferecido ao venezuelano alguma esperança para o futuro, ele não precisaria emigrar. A Venezuela aguarda o retorno de seus filhos para retomar o caminho do progresso saudável”, diz a exortação dos bispos.
A luta das mais de 20 organizações ligadas as Igrejas que atuam em Boa Vista e Pacaraima, o desafio é realizar uma incidência integrada, de forma a se fazer ouvir pelas instâncias governamentais que investem nos abrigos, mas viram as costas para as milhares de pessoas que estão pelas ruas ou vivendo precariamente em casas alugadas e outras formas de abrigamento. A maior parte dos benefícios oferecidos pelos poderes públicos é destinada aos imigrantes que estão nos abrigos, por isso, as iniciativas desses grupos e, especialmente das organizações católicas, tentam estender a mão para os que não conseguem lugar nos abrigos.
Levantamento da raiz dos problemas. Foto: Cáritas Brasileira
Desafio da integração – Numa rápida apresentação, irmã Valdiza e dom Mário destacaram que, por exemplo, no abrigo do bairro Pintolândia, em Boa Vista, há 717 abrigados, quando a sua capacidade é para o acolhimento de 370 pessoas, no abrigo Janokoida, de Pacaraima há 511 abrigados quando a sua capacidade máxima é para 350 pessoas. Os diversos serviços pastorais e organizações que hoje atuam em Boa Vista e em Pacaraima percebem que aumentou o número de pessoas que chegam ao Brasil com doenças graves, como o câncer, porque já não encontram tratamento na Venezuela. Essas realidades desafiam ainda mais a capacidade de acolhida, assistência e integração dos que chegam e dos que já estão no Brasil.
Em uma breve visita ao grupo, o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, destacou a gravidade da questão migratória. “Não podemos esquecer que a questão da imigração tem se tornado quase uma calamidade, não para nós no Brasil, é claro, a questão de Roraima é muito difícil, mas a situação mundial está ficando insuportável. Basta verificar quantas pessoas já perderam a vida no mar Mediterrâneo. Quanto a nós, no Brasil, é bom que tenhamos a sensibilidade humana e cristã para a acolhida, é necessário que nos preocupemos não apenas com o abrigamento, mas também com a cidadania, ou seja, que os imigrantes possam participar da nossa vida social, que tem haver com o acesso a documentação pessoal necessária, ao trabalho e à inserção em uma comunidade de fé”, destacou dom Leonardo.
Marco de resultados – Entre as sugestões levantadas pelos participantes da Oficina, para uma ação bem articulada entre as organizações e pastorais, destacaram-se o mapeamento do território marcado pela questão migratória e seus sujeitos, a criação de uma metodologia para atuação conjunta em campo, a articulação com outras instituições para a construção de tecnologias sociais que contribuam na superação da desnutrição infantil, a articulação entre instituições religiosas brasileiras e venezuelanas, a identificação das necessidades dos moradores de Pacaraima e Boa Vista, a realização de campanhas de conscientização e educação para a população em geral sobre a questão migratória, e uma articulação entre as instâncias da Igreja do Brasil e da Venezuela.
As organizações e pastorais vão seguir articulados com a meta de promover o que metodologicamente denominam como Marco de Resultados, cuja meta é o fortalecer o acolhimento e as ações de integração, para o atendimento de homens, mulheres, crianças, jovens e grupos étnicos vindos da Venezuela em situação de vulnerabilidade social no Brasil.
Formado por cerca de 20 pessoas, o grupo tinha representantes da Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEPEETH) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Setor Mobilidade Humana da CNBB, Cáritas Brasileira, Pastoral do Migrante, Instituto de Migrações e Direito Humanos (IMDH), Conferência dos Religiosos dos Brasil (CRB), União Marista do Brasil (UMBRASIL), Serviço Jesuíta a Migrantes e Refúgio (SJMR), Diocese de Roraima, e Cáritas Arquidiocesana de Manaus.
Por Jucelene Rocha – Rede de Comunicadores/as da Cáritas Brasileira
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quinta-feira, 12 de julho de 2018

População de Corumbá, MS, se mobiliza para ajudar imigrantes haitianos



Foto/Tv morena 

Por conta da frente fria, moradores de Corumbá tem se mobilizado para ajudar haitianos que estão sem local adequado para dormir, muitos estão recebendo os imigrantes em casa. A cidade que fica a 428 quilômetros de Campo Grande, está se transformando segundo a polícia, na nova rota de entrada ilegal de estrangeiros no Brasil.

Muitos haitianos que estão em Corumbá são considerados ilegais, porque ainda não passaram pelo atendimento da Polícia Federal. Por conta disso não conseguem trabalhar e nem comprar passagens para outras cidades.

A Pastoral da Mobilidade Humana estima que 300 haitianos estão na cidade nesta situação. Durante o dia eles circulam pelas ruas e ficam nos arredores da rodoviária.

A prefeitura de Corumbá disse que já solicitou à Secretária de Assistência Social e Direitos Humanos um relatório sobre o fluxo diário de imigrantes e dos procedimentos feitos até o momento. Ainda esta semana devem decidir sobre a criação ou não de um gabinete de crise para atender os imigrantes.

Ainda de acordo com a prefeitura, na última quinta-feira (5), o órgão entrou em contato com o Ministério do Desenvolvimento Social e relatou a atual situação. O Governo Federal informou que ainda estuda que medidas serão tomadas na cidade.

No albergue municipal que tem 22 vagas, a prefeitura disse atender os moradores de rua e outras pessoas de passagem por Corumbá. Até junho deste ano, 326 haitianos se hospedaram no local. Em todo ano de 2017 foram 151.

G1MS

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