quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Dia Mundial da Justiça Social lembra 150 milhões de trabalhadores migrantes


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Tendo os trabalhadores migrantes como tema deste ano, celebrou-se  nesta terça-feira (20) a nível internacional o Dia Mundial da Justiça Social. Segundo o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, o registro da data é importante porque “muitos dos 150 milhões de trabalhadores migrantes enfrentam exploração, discriminação, violência, e não têm acesso as mais básicas das proteções.” A informação é da ONU News.

Para o chefe da agência da ONU, a maioria das migrações atuais acontece devido à busca de oportunidades de trabalho, segurança e sobrevivência. Mas muitos trabalhadores migrantes “acabam presos a salários baixos, condições pouco saudáveis e seguras, e trabalho informal, onde não há respeito, muitas vezes, pelos direitos humanos”.
Ryder disse que estes desafios são especialmente verdadeiros para as mulheres, que compõem 44% dos trabalhadores migrantes. Um tratamento justo, segundo ele, “é essencial para preservar o tecido social e o desenvolvimento sustentável,” dos países que os acolhem.
Para o chefe da agência da ONU, a maioria das migrações atuais acontece devido à busca de oportunidades de trabalho, segurança e sobrevivência. Mas muitos trabalhadores migrantes “acabam presos a salários baixos, condições pouco saudáveis e seguras, e trabalho informal, onde não há respeito, muitas vezes, pelos direitos humanos”.
O diretor-geral da OIT lembrou a recente decisão da Assembleia Geral da ONU de criar um Pacto Global sobre Migração Segura, Regular e Ordenada como um fator positivo. Para ele, documentos como estes são necessários para responder aos desafios que as migrações colocam.
Ryder acredita que “se a migração de trabalhadores for bem justa, eficiente e bem administrada, pode trazer benefícios e oportunidades para os migrantes, as suas famílias, e as comunidades de acolhimento.”
O chefe da OIT disse ainda que este tipo de migração equilibra a procura e oferta de trabalho, contribui para os sistemas de proteção social, incentiva a inovação empresarial e enriquece as comunidades cultural e socialmente.
Agencia Brasil
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O número de migrantes irregulares que entraram na União Europeia em 2017 foi o mais baixo em quatro anos


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De acordo com o relatório divulgado hoje pela Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex), o número - cerca de 204.000 - representa uma redução significativa em relação aos 511.000 de 2016 e aos 1,8 milhões de 2015.

Apesar da diminuição, os números continuam a ser superiores aos registados até 2014 e assinalam que a "pressão sobre as fronteiras externas da União Europeia permanece alta", observou a Frontex.

Esta queda verifica-se principalmente nas rotas do Mediterrâneo oriental, com destino à península balcânica, e central, em direção a Itália.

Os dados do primeiro semestre de 2017 faziam prever um fluxo migratório semelhante ao do ano anterior, mas a partir de julho e até final do ano, com a evolução da situação interna da Líbia, o número de migrantes desceu para metade dos registados no primeiro semestre.
A isto, junta-se a diminuição do número de eritreus, somalis e etíopes a atravessar o Mediterrâneo, que caiu para cerca de um quarto em relação a 2016.

O relatório aponta ainda que no Mediterrâneo ocidental, vindos de Marrocos, Argélia e Tunísia, e tendo como destino primeiro ou de passagem Espanha, o número de migrantes ilegais duplicou em relação a 2016, com aproximadamente 23.000 a tentar a entrada no espaço europeu por esta via.

A Frontex estima que com o aumento de migrantes oriundos do norte de África, no final do ano estes representavam dois terços do número total de migrantes que chegaram às costas dos países da União Europeia.

Apesar do aumento, o número de migrantes a entrar pelo Mediterrâneo ocidental continua abaixo dos valores anteriores a 2014, quando variou entre 72.000 e 141.000, diz a agência.
A Frontex conclui ainda que o mar Mediterrâneo continuará a ser a principal porta de entrada para a UE em 2018.

DW

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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Igreja pede eficiência do Estado na fronteira entre Brasil e Venezuela


Ir. Rosita Milesi comenta a migração de venezuelanos para o Brasil e pede mais eficiência do Estado brasileiro.
Cerca de 18 mil venezuelanos cruzaram a fronteira com o Brasil nos primeiros dias de 2018
A Força Nacional de Segurança começou a trabalhar em Pacaraima, na fronteira entre Brasil e Venezuela, na segunda-feira (19/02). Trata-se de 32 agentes da tropa federal que estão atuando no Estado de Roraima.

De acordo com o Ministério da Justiça, a atuação da tropa será sempre em auxílio à Polícia Federal tanto na cidade de Pacaraima quanto na faixa de fronteira, que é o principal foco do reforço.

Nos primeiros 45 dias de 2018, mais de 18 mil venezuelanos entraram no Brasil.
Roraima lida desde 2015 com a chegada de migrantes, cujo êxodo é motivado pela crise política, econômica e social da Venezuela. Em 2017, foram registrados 17.130 pedidos de refúgio pela Polícia Federal.

A Diretora do Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH), Ir. Rosita Milesi, visita com frequência a região e fala que o principal desafio na fronteira é a lentidão dos governos federal, estadual e municipal:


Radio Vaticano
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Mais de 1,2 mil crianças morreram desde 2014 tentando migrar

Quase metade delas faleceu ao tentar atravessar o Mediterrâneo rumo à Europa. As informações foram divulgadas neste mês (16) pela Organização Internacional para as Migrações (OIM). Agência da ONU afirmou que o número real de óbitos deve ser bem maior, uma vez que faltam dados precisos sobre a idade de quem cruza fronteiras.
Refugiados chegam à ilha de Lesbos, na Grécia. Foto: OIM/Amanda Nero
Refugiados chegam à ilha de Lesbos, na Grécia. Foto: OIM/Amanda Nero
Desde 2014, mais de 1,2 mil crianças migrantes morreram. Quase metade delas faleceu ao tentar atravessar o Mediterrâneo rumo à Europa. As informações foram divulgadas neste mês (16) pela Organização Internacional para as Migrações (OIM). Agência da ONU afirmou que o número real de óbitos deve ser bem maior, uma vez que faltam dados precisos sobre a idade de quem cruza fronteiras.
As 1.202 mortes de menores de idade representam menos de 5% do total de falecimentos contabilizados pela OIM. Contudo, crianças e adolescentes somam 12,5% das pessoas consideradas migrantes pelo organismo global.
Aproximadamente um quarto dos cerca de 1 milhão de migrantes que chegaram por mar à Itália e à Grécia em 2015 era de crianças. No caso da Itália, 72% dos meninos e meninas que aportaram no país estavam sem a companhia de um responsável.
Por isso, a agência das Nações Unidas estima que mais crianças tenham morrido ao se deslocar atravessando países, tendo em vista que a proporção de jovens entre os migrantes é bem mais alta do que os índices de óbitos já registrados.
“Estamos cientes de que há um número crescente de crianças em movimento”, afirmou o diretor do Centro Global de Análise de Dados de Migração, Frank Laczko. “Em apenas 40% dos casos em que registramos a morte de um migrante, nós somos capazes de estimar a idade da pessoa que morreu. É extremamente difícil encontrar dados desagregados por idade.”
Em apenas 21% dos mais de 1,2 mil episódios de morte verificados pela OIM, a idade da criança era conhecida. Segundo a agência da ONU, fontes muitas vezes mencionam apenas que a pessoa falecida era um menor, sem indicar a idade exata da vítima — o que torna difícil para agências humanitárias identificar quais as faixas etárias mais vulneráveis.
Entre as crianças que morreram e tiveram sua idade identificada, a média era de oito anos no momento do óbito. Cinquenta e oito meninos e meninas tinham menos de um ano e 67 tinham entre um e cinco anos de idade.
Embora não seja possível determinar qual rota é mais perigosa para as crianças migrantes, uma vez que os dados coletados pela OIM não representam a totalidade dos casos de morte, o Mar Mediterrâneo foi o local do maior número de óbitos confirmados pela agência da ONU. Ao menos 396 migrantes menores de idade morreram na travessia do Mediterrâneo Oriental. Outras 164 mortes foram identificadas na rota do Mediterrâneo Central e 16, no Mediterrâneo Ocidental.
Outro relatório da OIM calcula que pelo menos 1,3 mil crianças morreram no Mediterrâneo desde 2014 — isso porque menos de 20% das mais de 15 mil mortes na região foram registradas com informações sobre a idade da vítima.
Das mais de 1,2 mil crianças mortas, 803 vinham da Ásia, incluindo o Oriente Médio. Outras 171 eram do continente africano e 61, das Américas. A origem das outras 167 crianças falecidas permanece desconhecida.
Onu
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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Globo manipula situação na fronteira com a Venezuela


O Jornal Nacional apresentou na noite deste sábado (17) uma reportagem sobre a imigração de venezuelanos na fronteira com Roraima. A Globo enviou repórteres ao local para fazerem uma matéria ridícula, de envergonhar qualquer jornalista sério.

Tiveram a oportunidade de investigar o que ocorre no local mas produziram mais uma peça de propaganda e estereótipos. A reportagem diz que “800” venezuelanos cruzam diariamente a fronteira com o Brasil para buscar “refúgio”. Aí já estão contidas duas manipulações. Vamos à primeira: os cidadãos venezuelanos que vêm ao Brasil não são refugiados, mas sim migrantes.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) explica que “os refugiados são pessoas que escaparam de conflitos armados ou perseguições”. “Já os migrantes escolhem se deslocar não por causa de uma ameaça direta de perseguição ou morte, mas, principalmente, para melhorar sua vida, buscando melhores oportunidades de trabalho e educação ou procurando viver com parentes que moram fora do país de origem. Diferentemente dos refugiados, que não podem voltar ao seu país, os migrantes continuam recebendo a proteção do seu governo.” [1]

Portanto, os venezuelanos são migrantes, e aí chegamos à segunda manipulação. Como migrantes, eles não ficam definitivamente no Brasil, mas podem voltar a seu país quando quiserem. Como ocorre nas fronteiras com o Uruguai, Paraguai e Bolívia, por exemplo, brasileiros e estrangeiros cruzam constantemente a fronteira, frequentemente o mesmo cidadão vai e volta, às vezes mais de uma vez por dia, principalmente motivado pelo comércio. Um venezuelano pode cruzar a fronteira com o Brasil e depois voltar, no mesmo dia. E pode fazer isso várias vezes. Facilmente podemos incluir todas as vezes que ele cruzou a fronteira nessa estatística de “800” imigrantes diários. E, realmente, equipes de jornalistas da mídia independente já constataram essa realidade (reportagem da Revista Opera foi à mesma cidade que os propagandistas da Globo e fez uma matéria mil vezes melhor [2]).

“Não há comida”, disse uma entrevistada pelo repórter da Globo. Entretanto, tal declaração só reforça o estereótipo propagado diariamente pela grande mídia e por analfabetos políticos de direita nas redes sociais, que espalham informações falsas ou meias verdades. Nunca se viu nas notícias das emissoras de TV ou dos canais no Youtube imagens de armazéns cheios de produtos básicos como alimentos e remédios, estocados por grandes empresários de redes de supermercados e comércios para que a mídia golpista venezuelana e internacional jogue a culpa da escassez fabricada no governo e no sistema político e econômico da Venezuela [3] [4] [5]. Tampouco se ouviu falar, nem mesmo se leu uma nota de rodapé, a respeito da especulação sobre os preços desses produtos, que chegaram a apresentar um aumento de mais de 10.000% em alguns casos [6] ou o contrabando para outros países e venda no mercado negro.

A “reporcagem” da TV Globo chega a denunciar o câmbio paralelo no lado brasileiro da fronteira – “atividade ilegal, clandestina”, diz o jornalista global – mas nenhum grande veículo de imprensa do Brasil nunca mencionou a utilização desse mecanismo para sabotar e desestabilizar a economia da Venezuela. Além disso, os dados inflacionários manipulados por um site dos EUA [7] sem base científica são propagados pela imprensa como um dogma e repetidos como um mantra pela direita venezuelana e internacional.

A matéria da Globo, anunciada como se fosse uma grande obra jornalística e investigativa, durou escassos minutos e não teve nenhuma profundidade em seu conteúdo. Foi mais uma amostra do serviço de desinformação prestado pelos órgãos da mídia burguesa que têm muito dinheiro público para gastar com encenações fictícias e pseudojornalísticas ao invés de esclarecerem os acontecimentos. Em verdade, seu papel é justamente este: encobrir verdades que lhes são incômodas e despejar mentiras e preconceitos que sirvam de justificativa para ações criminosas da burguesia e do imperialismo estadunidense contra governos que não se ajoelham a seus interesses, como é o caso da Venezuela Bolivariana do Presidente legítimo e popular, Nicolás Maduro Moros.

Causa Operaria

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Canadá é o 2º no mundo em nível de escolaridade e a “culpa” é dos imigrantes

O Canadá é um dos países com maior nível de escolaridade do mundo, mas deve o título em grande parte à imigração. Um considerável número de newcomers já chega ao país com diploma universitário. Além disso, um relatório do Departamento de Imigração descobriu que 36% dos filhos dos imigrantes se formam em universidade — 12% a mais que a média dos canadenses natos.
Os números, segundo os especialistas, têm a ver com dois fenômenos.
O primeiro é a repetição de um padrão. No mundo todo, filhos de quem tem título universitário tendem a seguir os passos dos pais.
Além disso, tudo indica que os imigrantes são também mais exigentes quanto à escolaridade das suas crias. Mesmo os que só têm high school pressionam e se esforçam para que seus filhos sigam estudando.
Por outro lado, uma surpresa: por aqui o nível de renda parece não ter impacto sobre o nível de escolaridade. Mesmo quem não tem uma renda alta consegue finalizar o terceiro grau.
A mesma facilidade, no entanto, não é encontrada na minorias visíveis porque o racismo muitas vezes ainda é uma barreira, em especial para os afrodescendentes.
De todo modo, no topo da pirâmide dos diplomados que são filhos de imigrantes estão os chineses e os indianos. Depois vêm os filipinos, os descendentes dos países do leste europeu e, enfim, os latino-americanos e caribenhos, que se encontram, de fato, empatados com o pessoal canadense.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, uma entidade que reúne 35 países, apontou o Canadá como o segundo país com o maior número de pessoas com diploma universitário do mundo. Com 60% da sua população devidamente diplomada, o país perde apenas apenas para a Coréia. Tudo muito diferente do Brasil onde o diploma universitário cobre apenas 11% da população.
OICanada
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domingo, 18 de fevereiro de 2018

ONU e governo brasileiro promovem nos dias 19 e 20 de fevereiro reunião em Brasília sobre Pacto Global de Refugiados

Com a presença de delegações de 36 países e territórios da América Latina e do Caribe, além de países observadores e entidades da sociedade civil, acontece nos dias 19 e 20 de fevereiro em Brasília a reunião de consulta da América Latina e do Caribe como contribuição regional para o Pacto Global sobre Refugiados.
Organizada pelo governo brasileiro e pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a reunião acontecerá no Palácio Itamaraty e contará com a participação do alto-comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi. As sessões de abertura e encerramento serão transmitidas pela Internet.
Chefe do ACNUR, Filippo Grandi, no campo de Kutupalong, em Bangladesh. Foto: ACNUR / Roger Arnold
Chefe do ACNUR, Filippo Grandi, no campo de Kutupalong, em Bangladesh. Foto: ACNUR / Roger Arnold
Com a presença de delegações de 36 países e territórios da América Latina e do Caribe, além de países observadores e entidades da sociedade civil, acontece nos dias 19 e 20 de fevereiro em Brasília a reunião de consulta da América Latina e do Caribe como contribuição regional para o Pacto Global sobre Refugiados.
Organizada pelo governo brasileiro e pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a reunião acontecerá no Palácio Itamaraty e contará com a participação do alto-comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi.
O objetivo da reunião é avaliar os resultados obtidos na América Latina e no Caribe em matéria de proteção internacional e consolidar contribuições da região para o Pacto Global sobre Refugiados, a ser adotado pela Assembleia Geral da ONU em setembro deste ano.
A avaliação dos resultados regionais tem como base a Declaração e o Plano de Ação do Brasil (PAB), adotados em dezembro de 2014 por 28 países e três territórios latino-americanos e caribenhos, consolidando avanços em matéria de refúgio e traçando uma agenda de ações para os dez anos seguintes.
A cerimônia de abertura da reunião acontece às 9h de segunda-feira (19), no Auditório Wladimir Murtinho do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
O encerramento será às 17h de terça-feira (20), no mesmo local. As sessões de trabalho serão restritas às delegações convidadas para a reunião. As sessões de abertura e encerramento serão transmitidas ao vivo por meio do perfil do MRE no Facebook https://www.facebook.com/ItamaratyGovBr/
O alto-comissário da ONU para refugiados fará um pronunciamento à imprensa às 12h de segunda-feira, na Sala de Tratados do Palácio Itamaraty, acompanhado do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira.
A imprensa credenciada (profissionais de imagem) poderá registrar a fotografia oficial da reunião, prevista para 13h15, nos jardins do terceiro andar do Palácio Itamaraty. Às 14h40, Grandi concederá entrevista coletiva na sala de briefing da Assessoria de Imprensa do Gabinete (AIG) do Ministério das Relações Exteriores, também no Palácio Itamaraty.
Profissionais de imprensa brasileiros e estrangeiros interessados em cobrir a reunião e a visita do alto-comissário ao Brasil deverão solicitar credenciamento junto ao MRE, por meio do endereço eletrônico credenciamento@itamaraty.gov.br.
Profissionais de imprensa com credenciais permanentes emitidas pela Presidência da República ou pelo MRE estão dispensados desse procedimento, desde que apresentem as respectivas credenciais no dia do evento.
Para mais informações sobre a Reunião de Consulta da América Latina e do Caribe como Contribuição Regional para o Pacto Global sobre Refugiados, visite https://goo.gl/x9ukkT
Para questões relacionadas à agenda do alto-comissário da ONU para refugiados, contatar a Unidade de Informação Pública do ACNUR: Francesca Fontanini (+52.1.55.9197.2690 / fontanin@unhcr.org), Luiz Fernando Godinho (+55.61.98187.0978 / godinho@unhcr.org) ou Flávia Faria (+55.61.99639.0450 / faria@unhcr.org).
A seguir, o Programa de Imprensa do alto-comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi, no Brasil.
Brasília, 19 de fevereiro de 2018
Programa de imprensa
09h00 – Sessão de abertura da Reunião de Consulta da América Latina e do Caribe como Contribuição Regional para o Pacto Global sobre Refugiados
Local: Palácio Itamaraty, Auditório Wladimir Murtinho
Cobertura de imprensa: imprensa credenciada
11h30 – Encontro com Aloysio Nunes Ferreira, ministro das Relações Exteriores
Local: Palácio Itamaraty
Cobertura de imprensa: profissionais de imagem ao início
12h00 – Assinatura de Acordo para Estabelecimento e Funcionamento do Escritório do ACNUR no Brasil
Local: Palácio Itamaraty, Sala dos Tratados
Cobertura de imprensa: imprensa credenciada
12h05 – Declaração à imprensa
Local: Palácio Itamaraty, Sala dos Tratados
Cobertura de imprensa: imprensa credenciada
13h15 – Fotografia oficial da Reunião de Consulta da América Latina e do Caribe como Contribuição Regional para o Pacto Global sobre Refugiados
Local: Palácio Itamaraty, Jardins do terceiro andar
Cobertura de imprensa: profissionais de imagem
13h20 – Almoço em homenagem aos chefes de delegação da Reunião de Consulta da América Latina e do Caribe como Contribuição Regional para o Pacto Global sobre Refugiados
Local: Palácio Itamaraty, Sala Brasília
Cobertura de imprensa: sem cobertura
14h40 – Coletiva de imprensa
Local: Palácio Itamaraty, Sala de briefing da AIG
Onu
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sábado, 17 de fevereiro de 2018

Temer assina MP com ações emergenciais para venezuelanos em Roraima

O presidente Michel Temer assinou hoje (15) medida provisória (MP) que trata da assistência emergencial para os venezuelanos que migraram para Roraima fugindo da crise no país vizinho.
A MP determina ações emergenciais nas áreas de proteção social, saúde, educação, direitos humanos, alimentação e segurança pública. Entre as medidas, estão a oferta de atividades educacionais, formação e qualificação profissional e de infraestrutura e saneamento para as famílias venezuelanas que estão vivendo em Roraima em situação precária.
Em busca de uma vida melhor, milhares de venezuelanos têm cruzado as fronteiras com os países vizinhos
Milhares de venezuelanos têm cruzado as fronteiras com os países vizinhos para fugir da criseUNHCR/Boris Heger/Nações Unidas
A medida provisória também prevê ajuda na mudança dos imigrantes venezuelanos que quiserem ir para outros estados do Brasil, a chamada interiorização. No documento, não há menção a repasse direto de verba da União para Roraima.
Temer também assinou um decreto que institui as competências do Comitê Federal de Assistência Emergencial, criado na última segunda-feira (12) para lidar com a questão. Dez ministérios estão envolvidos no comitê, além da Casa Civil, que o presidirá, e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI).
Para fugir da crise política e econômica na Venezuela, diariamente imigrantes ingressam no Brasil pela fronteira com Roraima. A prefeitura de Boa Vista estima que cerca de 40 mil venezuelanos tenham entrado na cidade. O número corresponde a mais de 10% da população local, de cerca de 330 mil habitantes.

Edição: Luana Lourenço
Agencia Brasil
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Dialogos do Centro de Estudios Migratorios da Missão Paz :A Migração oriunda da Venezuela no contexto da fronteira Norte do Brasil



A apresentação abordará o atual movimento migratório originário da Venezuela com destino ao Brasil, destacando os elementos internos da sociedade e da política venezuelana que transformaram a fronteira entre a Venezuela e o Brasil em um local de fixação e passagem de muitas de pessoas. 

Essa movimentação ocorre de forma distinta em seu relacionamento com as fronteiras, o primeiro - mais forte no início do aumento da circulação - foi o movimento pendular, entretanto com a continuidade da tensão social, política e econômica do lado venezuelano, ela também passou a ser de fixação no Brasil e de trânsito para outras localidades, tanto brasileiras como no exterior.

 Além da busca da caracterização do movimento e de seus personagens, os migrantes, a fala abordará o trato dispensado pelo poder público, nas três esferas - federal, estadual e municipal - para com a temática, no sentido de analisar avanços e retrocessos em termos de ação, além de relacionar com o contexto em que o debate de temas migratórios retornou a pauta de interesses mais imediata por parte das autoridades e também da Política, inclusive com capacidade de ser um tema significativo nas eleições brasileiras de 2018.


  Local  :Missão Paz
  Data : 23-02-2018
  Horário : 14h00
  Endereço : Rua Glicério 225
  Liberdade


CEM

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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

O bem que o migrante pode fazer a si mesmo e ao próximo

Trabalho voluntário é uma ferramenta poderosa para quem quer conhecer pessoas, entrar no mercado de trabalho e ainda melhorar a sensação de bem-estar.

Grupo de mulheres tricotando
O trabalho voluntário de Ana Amelia Pace é ensinar crochê a refugiadas na cidade de Suhr.
(swissinfo.ch)
Imagina que você tenha saído do seu país de origem e desembarcado em outro lugar do mundo. Ainda não conhece muita gente, tem como objetivo aprender a língua e depois procurar um trabalho ou estudar algo relativo à sua profissão. Há os que se sintam sozinhos e sem rumo, com dúvidas sobre o que exatamente fazer. E eis que entra nesse roteiro grupos de pessoas e instituições que necessitam de gente para ajudar, os chamados trabalhos voluntários. Esse tipo de atividade não envolve pagamento, o que importa é a reunião de cidadãos com disposição e uma mútua vontade de contribuir para uma determinada causa. Portanto, ideal para quem está se aclimatando em uma nova comunidade, quem dispõe de tempo livre ou quer conhecer gente.
Artigo do blog "Suíça de portas abertas"Link externo da jornalista Liliana Tinoco Baeckert.
Aqui termina o infobox
O perfil dos grupos é muito amplo: há desde projetos de apoio a grupos vulneráveis, como a famosa Cruz Vermelha, ou simplesmente pessoas que se organizam para ler para idosos em asilos. Há também as que montam seus próprios projetos. O fato é que o trabalho voluntário pode ser um ótimo caminho para o estrangeiro que busca integração, conhecer pessoas, melhorar a proficiência do idioma local e ao mesmo tempo dar uma turbinada no currículo no novo país de moradia.
São duas pontas que se interconectam por necessidades diferentes e complementares: o migrante precisa se integrar, aprender, ocupar a mente e às vezes preencher o tempo; o outro grupo necessita de ajuda, atenção.
A paulista de Jacareí, Imara Assef Andere aproveitou o tempo livre entre os cursos de alemão, inglês e pós-graduação em economia empresarial, para ajudar no Projeto Contact, programa de acolhimento de refugiados no vilarejo de Nussbaumen, na Suíça alemã.
"Após quatro anos me dedicando ao voluntariado, concluo que recebo infinitamente mais do que me propus a doar. Esse trabalho definitivamente me proporciona mais que uma visão humanitária da sociedade, mas uma ruptura de julgamentos e preconceitos. Com a atividade, conquistei amigos, me sinto parte da comunidade suíça e aumentei significantemente minha rede de contatos. O desenvolvimento do meu aprendizado da língua alemã teve uma melhora significativa e foi por meio dele que recebi referências para o mercado de trabalho suíço e para ser aceita no curso de pós-graduação", explica Imara Assef.

Criando seu próprio projeto

Já a paulistana Ana Amélia Coelho Pace decidiu criar seu próprio projeto. Como ama fazer crochê, atividade que aprendeu com sua avó quando ainda criança, decidiu oferecer cursos para migrantes da sua comunidade, em Suhr, no cantão de Argóvia. Ana Amélia enviou a ideia em forma de projeto ao Departamento de Imigração Cantonal e obteve sinal verde. Conseguiu um local para a realização dos cursos, uma pessoa para tomar conta dos filhos das participantes, e verba para compra do material. Surpreendentemente, Ana Amélia viu que, além de ensinar, ela contribuía para um grupo muito especial, o de mulheres refugiadas. “Elas mal falam o alemão, ficam em casa sem interagir muito com a sociedade. Muitas delas esperam ansiosamente pelas aulas de crochê, quando podem fazer algo de útil para elas”, explica Ana Amélia, que também é contadora de estórias em português do programa "Schenk mir eine Geschichte" (n.r.: me presenteie uma história), projeto do Instituto Suíço de Mídia para Crianças e Jovens, que apoia os pais imigrantes no desenvolvimento linguístico e literário de seus filhos.
    o: trabalho voluntário agrega valor ao currículo
O simples fato de uma pessoa dedicar parte do seu tempo a uma causa que acredita já diz bastante sobre ela. Significa que consegue ver além dos seus próprios objetivos e realidade e que está disposto a trabalhar por algo, desde que acredite em seu propósito. Além disso, demonstra senso de responsabilidade e dever – porque geralmente é isso que leva as pessoas a darem o primeiro passo. Indica ainda que essa pessoa consegue organizar o seu tempo para que possa se dedicar ao voluntariado – e mais importante, consegue usar o tempo livre de forma produtiva.
De acordo com a aconselhadora de Transição de Carreira e de Mercado de Trabalho, Christine Groell, o trabalho voluntário ajuda a aumentar a rede de contatos e é muito bem visto pelas empresas na Suíça. Francesa, Christine atende a vários clientes na região de Basel, e fala com autoridade sobre o assunto: “se você é uma pessoa em transição de carreira, e isso pode ser facilmente aplicável aos migrantes, a atividade voluntária pode perfeitamente ajudar a expandir a rede de conhecidos e a se estabelecer em um país. Com esse tipo de trabalho, consegue-se usar as competências aprendidas e desenvolver novas. Para os empregadores, o candidato mostra que se interessa pelo outro, que é apto a se adaptar a novos desafios e que não ficou em casa acomodado”, explica a aconselhadora de carreiras.

Empresas suíças apoiam

Reportagem do jornal suíço NZZ confirma a imagem positiva do engajamento em trabalho voluntário no currículo e vai mais além: a matéria, escrita em de agosto de 2016, traz o estudo do professor de psicologia ocupacional e organizacional da Escola Politécnica Federal de Zurique (ETH), Theo Wehner, que mostra que uma em cada cinco empresas na Suíça - especialmente as maiores - permite que os funcionários façam trabalho voluntário. Promovido pelas empresas, tem uma longa tradição em países anglo saxões. Entretanto, também se tornou bem visto entre as grandes companhias suíças e integra a estratégia de responsabilidade corporativa.

Mulher tricotando
Ana Barros Pace: "Após quatro anos me dedicando ao voluntariado, concluo que recebo infinitamente mais do que me propus a doar."
(swissinfo.ch)
A reportagem conta exemplos de companhias do porte da Novartis, Swisscom e Allianz Suisse. Na Swisscom, cerca de 1400 dias de trabalho voluntário são feitos todos os anos na Suíça. Cerca de 8% da força de trabalho aproveita as ofertas.
Se ainda não se convenceu de que vale a pena se engajar, preste atenção na revelação do Volunteer Monitor de 2016 e na pesquisa publicada na Revista Psychological Science. O voluntário típico tem uma alta educação e está localizado no segmento de meia idade. É uma pessoa ativa, sociável e amigável. De acordo com estudo de Patrick Turiano, publicado na revista Psychological Science, em 2014, com 7 mil adultos norte-americanos entre 20 e 70 anos, demonstrou que ter um propósito na vida reduziu o risco de morte em 12% no período de 14 anos, independentemente da idade. Quanto mais jovem você decidir sua missão no mundo, mais tempo de vida você ganha. A regra é pensar nos outros.
Por que o engajamento social ajuda? 
Quando Ana Amélia “vendeu” seu projeto ao cantão da Argóvia, ela precisou de várias competências: organização, autonomia, capacidade de convencimento, criatividade, objetividade na apresentação, talento para montar um bom projeto e muitas outras. A Associação Internacional de Estudantes em Ciências Econômicas e Comerciais, sigla em francês da AIESEC, preparou em sua página no Brasil uma lista das habilidades que o trabalho voluntário pode ajudar a desenvolver e que fazem toda a diferença no mercado de trabalho: 
• Proativo -  O trabalho voluntário ensina a agir de forma proativa, ou seja, antecipar as necessidades e tomar a iniciativa por conta própria, sem que outros precisem pedir
• Gestão de tempo e recursos. As organizações que aceitam voluntários muitas vezes têm uma demanda maior de atividades do que os seus recursos humanos e financeiros comportam. A pessoa aprende, então, a trabalhar com o que tem nas mãos e fazer disso o melhor possível
• Liderança - Com o trabalho voluntário, aprende-se a tomar a frente de projetos e responsabilidades que vão exigir liderança – mesmo que das próprias ações
• Gestão de talentos – Aprende-se que em uma equipe, existem talentos e habilidades dos mais diversos. E você aprende que, para gerar resultados, é preciso saber aproveitar os pontos fortes de cada membro do time (e contornar os pontos fracos)
• Trabalho em equipe - aprende a importância do trabalho em grupo e o que motiva cada um a trabalhar.  Essas características são essenciais em uma empresa que busca crescer
• Riqueza cultural - Pode ajudar a lidar melhor com a diversidade cultural e de opiniões
• Networking – ajuda a criar uma ótima rede de contatos
• Maior felicidade, autoestima e satisfação - vários estudos mostram que o trabalho voluntário deixa as pessoas mais felizes e realizadas. O sentimento de ajudar o próximo, de trabalhar para o bem comum, aumentam os níveis dos hormônios da felicidade, como a endorfina. Estudos também mostram que uma pessoa mais feliz e saudável rende melhor no trabalho
Swissinfo.ch
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ONU disponibiliza dados sobre tráfico de pessoas em plataforma colaborativa gratuita

A Organização Internacional para as Migrações (OIM), uma agência das Nações Unidas, mantém uma plataforma colaborativa e gratuita com informações sobre tráfico humano. A página já recebeu mais de 80 mil contribuições. A instituição convida instituições não governamentais e governos a colaborar com o portal, disponibilizando informações úteis para profissionais, pesquisadores e gestores políticos.
Países que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) se comprometeram a combater o tráfico de pessoas. Foto: EBC
Vítimas de tráfico de pessoas estão frequentemente em situação de dificuldade econômica. Foto: EBC
A Organização Internacional para as Migrações (OIM), uma agência das Nações Unidas, mantém uma plataforma colaborativa e gratuita com informações sobre tráfico humano. A página já recebeu mais de 80 mil contribuições. A instituição convida instituições não governamentais e governos a colaborar com o portal, disponibilizando informações úteis para profissionais, pesquisadores e gestores políticos.
Por mais de uma década, a OIM desenvolveu e manteve uma ferramenta central sobre tráfico de pessoas para registrar vítimas identificadas. Este é o maior banco de dados global desse tipo, pois possui dados detalhados sobre as vítimas assistidas ou identificadas em diferentes partes do mundo. Com a nova plataforma, a OIM está disponibilizando, pela primeira vez, esse material.
Além do próprio organismo global, as ONGs Polaris e Liberty também já divulgaram estatísticas coletadas sobre tráfico de pessoas. A plataforma permite tornar anônimas as identidades das vítimas de registros de crimes que eventualmente sejam incluídos por colaboradores.
Segundo a OIM, as tendências sobre o perfil das vítimas de tráfico em diferentes partes do mundo não devem ser interpretadas como um reflexo preciso e definitivo do tráfico de pessoas em cada país. A agência da ONU explica que, na verdade, os dados nacionais devem ser vistos como amostragens que não representam a totalidade dos casos.
A Base Colaborativa de Dados sobre Tráfico de Pessoas (CTDC, na sigla em inglês) pode ser acessada em https://ctdatacollaborative.org/.
Onu
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Chegada de imigrantes à Itália volta a crescer em janeiro

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O número de imigrantes ilegais que desembarcaram na Itália durante janeiro aumentou para mais de 4,8 mil, o dobro do registrado no mês anterior, informou a Agência Europeia de Guarda de Fronteira e Costeira (Frontex) nesta terça-feira (13). 

De acordo com o relatório, os números de janeiro de 2018 estão aproximadamente iguais aos obtidos na mesma data em 2017. 

Ainda conforme o relatório, a maior parte dos deslocados que chegaram ao país por meio do Mar Mediterrâneo central é eritreus, seguidos pelos paquistaneses e tunisianos. Além disso, nos últimos meses, a Frontex notou um aumento no número de líbios. 

No total, em janeiro, 8.300 chegadas de imigrantes foram interceptadas nas quatro rotas principais para a União Europeia (UE), uma queda de 7% em relação ao ano anterior. 


A chegada em massa de imigrantes ao litoral italiano tem aumentado cada vez mais a tensão devido à dificuldade em acolher todas essas pessoas no país. Recentemente, após a assinatura de uma série de acordos com a Líbia, principal porta de saída dos deslocados na África para a Itália, o país da bota havia conseguido registra uma grande queda no número de imigrantes recebidos.

Terra

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