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Universidades dos Estados Unidos podem registrar uma queda de até 112 mil estudantes internacionais no ano acadêmico de 2026–2027. Segundo projeções da NAFSA e da JB International, a redução pode representar uma perda de US$ 3,4 bilhões (R$ 17,38 bilhões) em receita e eliminar cerca de 40 mil empregos no país.
O levantamento considera dados do Institute of International Education. Entre as instituições consultadas, 63% esperam receber menos estudantes estrangeiros no próximo ano. Apenas 11% projetam crescimento, enquanto 26% preveem estabilidade, segundo a Forbes.
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Matrículas entram em trajetória de queda
A expectativa é que aproximadamente 1,057 milhão de estudantes internacionais estejam matriculados em universidades americanas no próximo ano. O número representa uma redução em relação aos 1,169 milhão estimados para 2025–2026.
Outros indicadores reforçam essa tendência. As candidaturas internacionais para programas de doutorado nos EUA caíram 21% neste ciclo. Como consequência, as admissões de estudantes estrangeiros recuaram 17%. Além disso, os envios internacionais pela plataforma Common App diminuíram 9%.
O movimento ocorre após uma recuperação das matrículas desde a pandemia. O número de estudantes estrangeiros chegou a 914 mil durante a crise sanitária e voltou a crescer nos anos seguintes. Em 2024–2025, o total atingiu o pico de 1,178 milhão.
Políticas migratórias afetam estudantes
A queda também coincide com mudanças nas políticas de imigração do governo Donald Trump. Nos últimos meses, os EUA adotaram restrições de viagem, endureceram exigências para vistos e aumentaram as recusas de solicitações. A administração também ameaçou alterar o programa Optional Practical Training, que permite a estudantes estrangeiros trabalhar no país após a formação.
O impacto vai além das universidades. Em 2024–2025, estudantes internacionais contribuíram com US$ 43 bilhões (R$ 219,8 bilhões) para a economia americana e ajudaram a sustentar 356 mil empregos. Para 2026–2027, a projeção indica uma contribuição de US$ 38,3 bilhões (R$ 195,8 bilhões) e 294 mil postos de trabalho.
Diante do cenário, a NAFSA defende medidas para acelerar entrevistas e processamento de vistos. A entidade também pede exceções às restrições de viagem para estudantes e a preservação do Optional Practical Training para alunos estrangeiros.
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