segunda-feira, 16 de março de 2026

Projeto proíbe entrada e residência de estrangeiros sem documentação no Brasil

 

Luiz Philippe de Orleans e Bragança, autor da proposta

O Projeto de Lei 622/26 proíbe a entrada e a concessão de visto ou autorização de residência no Brasil a estrangeiros que não apresentem documento de viagem ou de identidade válidos do seu país de origem. A proposta altera a Lei de Migração (Lei 13.445/17) e está em análise na Câmara dos Deputados.

Pelo texto, a vedação se aplica também à autorização concedida ao residente fronteiriço (pessoa que vive em cidade de país vizinho e cruza a fronteira frequentemente).

Fim das exceções
O projeto revoga trecho da lei atual que determina a negativa de visto por falta de documentos, mas a própria lei prevê exceções importantes: a regra não se aplica a solicitantes de refúgio, visto humanitário ou quando a falta de documentos não for culpa do estrangeiro.

Ao revogar esse inciso e criar um novo artigo sem replicar essas ressalvas, a proposta elimina as exceções atuais, tornando a exigência de documentação uma regra absoluta para qualquer estrangeiro.

Segurança das fronteiras
O autor, deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), argumenta que a medida visa aperfeiçoar o controle migratório e a segurança das fronteiras. Segundo ele, a entrada de pessoas sem comprovação mínima de identidade dificulta a atuação das forças de segurança.

“Trata-se de providência de caráter preventivo, voltada a coibir o anonimato transfronteiriço e a mitigar riscos concretos associados à criminalidade organizada e a indivíduos procurados que possam se valer de lacunas para burlar a fiscalização”, afirma o autor.

O parlamentar sustenta ainda que apenas checagens em bancos de dados não são suficientes para detectar antecedentes criminais, tornando a exigência documental um instrumento essencial para a rastreabilidade.

Próximos passos
A proposta, que tramita em
caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores e sancionada pelo presidente da República.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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sábado, 14 de março de 2026

Especialista da ONU em direitos dos migrantes visitará o Brasil

 

Foto: © ACNUDH


O Relator Especial da ONU para os direitos humanos dos migrantes, Gehad Madi, visitará o Brasil de 16 a 27 de março de 2026.

O Relator Especial avaliará as leis, políticas e práticas atuais do país, bem como o progresso alcançado na garantia da proteção plena e efetiva dos direitos humanos dos migrantes.

O especialista realizará reuniões em Brasília, Boa Vista, Pacaraima, São Paulo e Curitiba com autoridades governamentais, o poder judiciário, com agências das Nações Unidas, com organizações da sociedade civil e com migrantes. Ele também visitará centros de acolhimento e abrigos.

Madi realizará uma coletiva de imprensa na sexta-feira, 27 de março de 2026, às 15h (horário local) na Casa ONU Brasil - Complexo Sérgio Vieira de Mello, em Brasília. O acesso é estritamente reservado a jornalistas. Para se inscrever na coletiva de imprensa, envie um e-mail para hrc-sr-migrant@un.org com o assunto: Solicitação de inscrição para a coletiva de imprensa.

O Relator Especial apresentará seu relatório ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em junho de 2027.

Os Relatores Especiais/Peritos Independentes/Grupos de Trabalho são peritos independentes em direitos humanos nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. Juntos, esses peritos são chamados de Procedimentos Especiais do Conselho de Direitos Humanos. Os especialistas dos Procedimentos Especiais trabalham voluntariamente; eles não são funcionários da ONU e não recebem salário pelo seu trabalho. Embora o escritório de Direitos Humanos da ONU atue como secretariado dos Procedimentos Especiais, os especialistas atuam a título individual e são independentes de qualquer governo ou organização, incluindo o ACNUDH e a ONU. Quaisquer pontos de vista ou opiniões apresentados são exclusivamente do autor e não representam necessariamente os da ONU ou do ACNUDH.

Observações e recomendações específicas por país dos mecanismos de direitos humanos da ONU, incluindo os procedimentos especiais, os órgãos dos tratados e a Revisão Periódica Universal, podem ser encontradas no Índice Universal de Direitos Humanos https://uhri.ohchr.org/en/

https://brasil.un.org/pt-br

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sexta-feira, 13 de março de 2026

Grupo com mais de 100 haitianos fica 8 horas retido em avião, sem água nem comida, impedido de entrar no Brasil

  

Pessoas em situação de vulnerabilidade chegaram ao aeroporto em Campinas (SP) de um voo do Haiti às 9h00 de hoje e ficaram ao menos oito horas dentro da aeronave (Foto: Reprodução)

Um grupo de mais de 100 haitianos enfrentou um impasse migratório no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), após chegar ao Brasil em um voo procedente de Porto Príncipe. Os passageiros foram inicialmente impedidos de entrar no país e permaneceram por horas dentro da aeronave. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.

O voo operado pela companhia aérea Aviatsa pousou por volta das 9h da manhã de quinta-feira (12), transportando 120 passageiros haitianos. Segundo a empresa, 118 deles foram impedidos de desembarcar por determinação da Polícia Federal (PF), permanecendo dentro do avião durante várias horas enquanto a situação era analisada pelas autoridades migratórias.

De acordo com relatos de advogados que acompanharam o caso no aeroporto, os passageiros teriam permanecido dentro da aeronave por pelo menos oito horas. Vídeos gravados pelos próprios refugiados mostram o interior do avião lotado, com agentes da Polícia Federal presentes durante o período de espera.

O advogado Daniel Biral, integrante do grupo Advogados Sem Fronteiras, afirmou que tentou prestar assistência jurídica aos passageiros, mas disse ter sido impedido de acessar o grupo. Para ele, o procedimento adotado pelas autoridades migratórias não respeitaria o direito de solicitar refúgio previsto na legislação brasileira.

"O procedimento sendo utilizado é completamente ilegal. Se a pessoa viesse andando de outro país e entrasse, ela seria recepcionada e teria um prazo legal para responder e regularizar a situação de asilo humanitário. Nesse caso, eles estão devolvendo todos", afirma o advogado.

A advogada Débora Pinter, que representa a companhia aérea, também relatou dificuldades enfrentadas pelos passageiros durante a permanência no avião. Segundo ela, os haitianos ficaram confinados dentro da aeronave em condições precárias enquanto aguardavam uma definição sobre a entrada no país.

Conforme estabelece a Lei de Migração (Lei nº 13.445/2017), a devolução de pessoas a países onde sua vida ou liberdade possam estar em risco é proibida quando há pedido de reconhecimento de condição de apátrida ou refúgio. A legislação brasileira também prevê procedimentos específicos para análise individual de solicitações de proteção humanitária.

Após a repercussão do caso, advogados que acompanhavam a situação informaram que a Polícia Federal autorizou a entrada dos passageiros no terminal do aeroporto. A recepção, segundo as autoridades, dependeria da apresentação de documentação e de entrevistas individuais, com duração aproximada de 20 minutos cada. O processo de análise deveria se estender até a segunda-feira (16).

Mesmo após o desembarque, os passageiros permaneceram em uma área restrita do aeroporto, com acesso controlado pela Polícia Federal e por uma empresa responsável pelo fornecimento de alimentação. Advogados relataram que ainda não tinham acesso direto ao grupo naquele momento, o que gerou questionamentos sobre as condições de permanência das pessoas no local.

Em nota, a Polícia Federal afirmou que a maioria dos passageiros apresentou irregularidades documentais durante o controle migratório realizado no aeroporto. Segundo o órgão, 113 dos 115 passageiros que desembarcaram portavam vistos humanitários falsificados.

Diante dessa constatação, a PF informou que aplicou a medida administrativa de inadmissão prevista na Lei de Migração. O órgão também ressaltou que, em situações desse tipo, cabe à companhia aérea responsável pelo transporte realizar o retorno do passageiro ao ponto de origem.

"Nessas situações, conforme a legislação migratória e as normas internacionais do transporte aéreo, a responsabilidade pelo retorno do passageiro inadmitido ao ponto de origem é da companhia aérea transportadora, que também possui o dever de verificar previamente a documentação necessária para o embarque", diz a nota.

A Polícia Federal também explicou que, após a comunicação da inadmissão, os passageiros foram reembarcados e a aeronave recebeu autorização para decolagem por volta do meio-dia. No entanto, o voo não deixou o aeroporto naquele momento por questões operacionais relacionadas à gestão da aeronave, responsabilidade atribuída à companhia aérea e à tripulação.

O órgão negou ainda que tenha impedido assistência jurídica aos passageiros. Segundo a PF, após a chegada de representantes de entidades de apoio no aeroporto, os estrangeiros foram orientados a desembarcar para receber auxílio e, caso desejassem, formalizar pedidos de refúgio no Brasil.

De acordo com a corporação, o processo de solicitação de refúgio deve ser iniciado individualmente por cada estrangeiro por meio do Sistema Sisconare, plataforma eletrônica utilizada pelo governo brasileiro para registrar pedidos de proteção internacional. Após o preenchimento do formulário, o solicitante precisa comparecer a uma unidade da Polícia Federal para validação das informações e emissão de um protocolo provisório.

A Polícia Federal informou ainda que abriu procedimento para investigar possíveis crimes relacionados à falsificação de documentos e à organização de deslocamentos irregulares de migrantes, com o objetivo de identificar os responsáveis pelo caso.

Já a companhia aérea Aviatsa divulgou nota manifestando preocupação com o episódio e criticando a condução da operação pelas autoridades migratórias brasileiras.

"A Aviación Tecnológica S.A. – AVIATSA, por meio de sua assessoria jurídica, manifesta profunda preocupação e repúdio diante dos fatos ocorridos na manhã de 12 de março de 2026, no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP)."

A empresa afirmou que os passageiros buscavam exercer o direito de solicitar refúgio ou proteção migratória no Brasil e destacou que advogados de direitos humanos presentes no aeroporto teriam sido impedidos de prestar assistência.

"Neste momento, os passageiros e parte da tripulação permanecem confinados dentro da aeronave, sem autorização para desembarque ou decolagem. Segundo relatos recebidos pela companhia, essas pessoas estão há horas dentro do avião, sem acesso adequado a água e alimentação."

A Aviatsa declarou ainda que reconhece a competência do Estado brasileiro para fiscalizar a entrada de estrangeiros no país, mas considerou inadequada a manutenção de pessoas vulneráveis dentro de uma aeronave sem assistência adequada.

"Entretanto, a opção por manter pessoas vulneráveis confinadas dentro de uma aeronave, sem assistência e sem acesso à defesa jurídica, configura situação incompatível com os princípios básicos de dignidade humana e proteção internacional aos refugiados."

A companhia acrescentou que avalia medidas jurídicas para proteger os direitos dos passageiros e da tripulação envolvidos no episódio.

Até o momento, o Ministério dos Direitos Humanos não havia se manifestado oficialmente sobre o caso. Já os ministérios da Justiça e das Relações Exteriores informaram que as questões relacionadas ao episódio deveriam ser tratadas diretamente com a Polícia Federal.

https://www.brasil247.com/

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quinta-feira, 12 de março de 2026

Prefeitura do Rio presta assistência jurídica a família de imigrantes equatorianos agredida por agentes públicos em Copacabana

 A Secretaria Especial de Direitos Humanos e Igualdade Racial do Rio de Janeiro (SEDHIR) está prestando assistência jurídica e apoio especializado à família de equatorianos agredida por agentes da Secretaria Especial de Ordem Pública (SEOP), enquanto trabalhava como ambulante na praia de Copacabana, no último domingo (8). O secretário Edson Santos determinou que o Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes (CRAI), equipamento público da SEDHIR destinado a atender imigrantes, refugiados e apátridas, acompanhe o caso e tome as providências necessárias. A família equatoriana é composta por cinco pessoas: pai, mãe e três filhos, sendo dois menores de idade, com 10 e 12 anos. 

Após passarem quase 8 horas detidos na 13ª DP para averiguações, o pai, a mãe e o irmão mais velho
foram liberados graças à intervenção da advogada do CRAI, Raisa Ludmila Damasceno Machado. 

Nesta quarta-feira (11), a família foi atendida pela promotora de Justiça Patrícia Carvão, do Núcleo de Apoio às Vítimas (NAV) do Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ). A partir de uma escuta acolhedora, o núcleo forneceu informações jurídicas sobre o inquérito em andamento e colocou a família em contato com o promotor responsável pela investigação penal. A Defensoria Pública do Estado do Rio (DPRJ) já foi acionada pelo CRAI e irá atuar no caso. 

Já a professora e pesquisadora da UFRJ, Adriana Maria de Assumpção, que atua como voluntária no CRAI, acompanhou a família até o Instituto Médico Legal (IML) para realização de exames de corpo de delito e conseguiu transporte por meio de doações. 

Os equatorianos estão no Brasil há poucos meses e encontraram no trabalho informal um meio de gerar renda e sustentar a família. Eles vendiam seus produtos na orla de Copacabana, na altura do posto 5, no dia 8 de março, quando agentes da Seop chegaram ao local para fazer uma fiscalização. Na tentativa de impedir que as mercadorias fossem apreendidas houve uma confusão generalizada. Os agentes reagiram violentamente e a família foi agredida com socos, chutes e spray de pimenta. Banhistas e outros ambulantes tentaram defender os imigrantes e jogaram cocos nos agentes. Tudo foi registrado em vídeos gravados pelas testemunhas.

 “A SEDHIR acionou suas equipes assim que tomou conhecimento dos fatos. É de suma importância prestar assistência aos imigrantes junto às instituições para defender e garantir os direitos dessas pessoas, especialmente, em situações de emergência e truculência”, conclui o secretário Edson Santos



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Educação básica de Campinas registra 230 alunos imigrantes vindos de 29 países

 

O     estudante haitiano Renald Edouarzin na EMEF/EJA Padre Jose Narciso 

A Secretaria de Educação de Campinas tem 230 estudantes imigrantes matriculados na educação infantil e no ensino fundamental. Eles nasceram em 29 países localizados nos continentes da América, Ásia, África e Europa, sendo que os maiores grupos são de três países: Venezuela, Colômbia e Haiti. Juntos, eles representam 140 alunos, o equivalente a 60,8% do total.

A presença de imigrantes contribui para ampliar a diversidade cultural das comunidades escolares envolvidas e reflete o papel de acolhimento da educação de Campinas.

Os grupos mais numerosos deixaram os países de origem por motivos como crises humanitárias, econômicas e políticas, em busca de segurança, alimentação e emprego.

“Fatores como qualidade de vida e desenvolvimento econômico tornam Campinas uma cidade atrativa. E a nossa rede de ensino é muito cuidadosa e acolhedora com a diversidade, o que torna um pouco mais confortável esse processo de adaptação para as famílias que chegam ao Brasil”, avaliou a secretária de Educação de Campinas, Patrícia Adolf Lutz.

A quantidade de estudantes imigrantes oscila anualmente. Dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE em junho do ano passado, mostram que Campinas tinha cerca de 3,1 mil imigrantes naquele ano. Estados Unidos e Haiti são as principais origens.

Países de origem dos imigrantes na educação básica de Campinas

- Venezuela, Colômbia, Haiti, República Dominicana, Angola, Peru, Cuba, Paraguai, Argentina, Equador, Afeganistão, Alemanha, Chile, Etiópia, Irlanda, Itália, Portugal, Egito, Japão, Bolívia, Congo, EUA, Marrocos, Moçambique, Paquistão, Emirados Árabes, Catar, Gabão e Bélgica.

Crédito: Rogério Capela/PMC
Imagem mostra a estudante venezuelana Rosiber Martinez, em Campinas
A estudante venezuelana Rosiber Martinez, em Campinas

Imigrantes na educação básica de Campinas (por ano)

2026230
- 2025: 254
- 2024: 210
- 2021: 204


Principais perfis dos imigrantes na educação básica de Campinas em 2026

- Venezuelanos - 97 (55 no infantil e 42 no fundamental)
- Colombianos - 26 (17 no infantil e 9 no fundamental)   
- Haitianos - 17 (9 no infantil e 8 no fundamental)

Advocacia, medicina e futebol

A diversidade faz parte do cotidiano da Emef/EJA Padre José Narciso Ehrenberg, no Jardim São Marcos, por exemplo. A estudante venezuelana Rosiber Martinez, de 13 anos, está com a família em Campinas desde julho do ano passado. Ela saiu de El Tigre em 2019 e depois passou por Manaus, capital do Amazonas, antes da mudança para a cidade paulista.

“Me acolheram muito bem. O pessoal da sala e a direção foram super gentis, me ensinaram como me adaptar. Viemos por causa da situação econômica de lá, para ter um futuro melhor. Um dia pretendo voltar para o meu país, mas gosto muito de Campinas”, afirmou a jovem que demonstra facilidade em usar a língua portuguesa.

Ela destacou o Taquaral entre os lugares favoritos para visitar com os pais e as irmãs. Além disso, sonha em ser advogada. “Senso de justiça, defender o que é certo”, contou.

Já o haitiano Renald Edouarzin, de 13 anos, está há um ano no Brasil e mora com a mãe, o padrasto e a irmã. Ele diz que se encantou pelo futebol e aponta as diferenças na alimentação. “Gosto do Corinthians e quero ser jogador. Aqui tem pão de queijo e comidas que lá só ricos  têm acesso, como a pizza”, falou o adolescente, que também gosta de ir ao cinema. Antes, ele morava em Porto Príncipe.

Marie Louistal, de 14 anos, mencionou a busca por segurança como um dos motivos da imigração da família após a saída da capital do Haiti. Para ela, os momentos de lazer passam pela observação dos sombrites e do fluxo intenso de pessoas nas lojas da Rua 13 de Maio, principal via de comércio popular do Centro da cidade. “Quero ser médica para ajudar as pessoas”.

No caso dela, algumas palavras ainda mencionadas na língua crioulo haitiano fazem com que professores e a diretora Márcia Cavati recorram às plataformas de tradução on-line para apoio. A empatia e o acolhimento facilitam a comunicação. “Ao mesmo tempo em que é desafiador, por conta do idioma quando eles chegam, é muito enriquecedor culturalmente”, avaliou a diretora. Ela lembrou que a presença de haitianos na escola já ocorre há pelo menos dez anos, enquanto estudantes de outras nacionalidades são mais recentes.

https://campinas.sp.gov.br/

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quarta-feira, 11 de março de 2026

Dialogos Centro Estudios Migratorios Missão Paz


 Dialogos Centro Estudios Migratorios

A Warmís nasce em 2013, em São Paulo, Brasil, e faz parte do organismo internacional Convergência das Culturas, que por sua vez faz parte do Movimento Humanista Internacional, cuja missão é facilitar e estimular o diálogo entre culturas, denunciar e lutar contra todas as formas de discriminação e todos os tipos de violência através da promoção e proteção dos direitos humanos, do apoio à integração social e comunitária, promoção da interculturalidade na vida social e da metodologia da não violência ativa, articulando ações para orientar mudanças positivas nos indivíduos e na sociedade.


Veja mais informações e se inscreva pelo link, abaixo.
DIÁLOGOS NO CEM - WARMÍS: EXPERIÊNCIAS DE MULHERES IMIGRANTES NO ATIVISMO


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terça-feira, 10 de março de 2026

Argentinos estão se mudando para o Brasil e motivo é surpreendente

 

Debajyoti Chakraborty/NurPhoto/AFP

Um número crescente de argentinos tem buscado oportunidades de trabalho no Brasil nos últimos anos. Dados da Receita Federal do Brasil mostram que a emissão de CPF para cidadãos da Argentina saltou de cerca de 8 mil por ano, entre 2016 e 2021, para quase 40 mil em 2025.

O documento é essencial para quem deseja trabalhar formalmente no país, indicando um aumento significativo da migração em busca de emprego. Grande parte desse movimento vem da província de Misiones, localizada na região de fronteira com os estados brasileiros do Sul. A área abriga cidades importantes como Puerto Iguazú e é conhecida por ser uma das maiores produtoras de erva-mate.

O setor sofreu forte impacto após mudanças econômicas implementadas pelo presidente Javier Milei. O governo decidiu acabar com a política que estabelecia um preço mínimo para a erva-mate, regra que existia desde 2002 e era definida pelo Instituto Nacional da Erva-Mate. Com a liberação do mercado, o valor pago pelo produto caiu drasticamente.

Segundo representantes do setor rural, o quilo da folha verde de erva-mate chegou a custar cerca de 420 pesos em 2023, mas atualmente é vendido por aproximadamente 180 pesos. Ao mesmo tempo, os custos de produção, combustíveis e insumos continuaram subindo. Esse cenário tem levado muitos trabalhadores e produtores da região a procurar novas oportunidades de renda no Brasil.

Crise no setor da erva-mate impulsiona migração

A queda no preço da erva-mate tem causado forte impacto econômico na região de Misiones, onde grande parte da população depende diretamente da produção agrícola. Com a redução da renda e o aumento dos custos de produção, muitos trabalhadores rurais passaram a enfrentar dificuldades para manter suas atividades no campo.

Diante desse cenário, o Brasil surge como uma alternativa próxima e com mais oportunidades de trabalho. Estados do Sul, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, acabam atraindo esses trabalhadores pela proximidade geográfica e pela oferta de empregos, principalmente em áreas agrícolas e de serviços.


Caio César Gomes

https://diariodepernambuco.com.br/

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domingo, 8 de março de 2026

Apelo à justiça igualitária marca o Dia Internacional da Mulher 2026

 

© ONU Mulheres/Sanjida Rahman
 

Comerciante rohingya está ao lado de um mural quase concluído na entrada da sala de treinamento do Mercado Feminino em Cox's Bazar

Neste 8 de março, mulheres e meninas de todo o mundo devem unir-se para exigir direitos iguais  e justiça igual para fazer valer, exercer e usufruir desses direitos. A data realça a ação coletiva para garantir implementação na prática.

Atualmente, nenhuma nação conseguiu eliminar as disparidades jurídicas entre homens e mulheres, segundo a entidade das Nações Unidas.

Barreiras legais e estruturais

As mulheres têm apenas 64% dos direitos legais dos homens em todo o mundo, permanecendo em desvantagem em áreas fundamentais da vida como trabalho, segurança, família, propriedade e mobilidade.

De normas sociais prejudiciais a leis discriminatórias, mulheres e meninas continuam a enfrentar obstáculos enraizados ao acesso à justiça igualitária. Elas também enfrentam resistência nesse campo.

Estima-se que com o progresso a continuar neste ritmo, serão necessários 286 anos para eliminar as lacunas na proteção legal. Na justiça igualitária, os direitos são defendidos e protegidos, e as leis aplicadas de forma eficaz para os garantir.

Na prática, representa-se pelo acesso das mulheres à educação e fim do casamento infantil, na liberdade de trabalhar, participar e liderar na sociedade, e na eliminação da discriminação nas leis laborais, de saúde e jurídicas.

A ONU Mulheres trabalha com homens em todo o mundo para romper estereótipos e promover igualdade de gênero
ONU Mulheres Vietnã/ Pham Quoc Hung
 
A ONU Mulheres trabalha com homens em todo o mundo para romper estereótipos e promover igualdade de gênero

“Direitos. Justiça. Ação.”

Este ano, o Dia Internacional da Mulher marca um momento para reforçar a determinação coletiva. A ONU Mulheres apela à ação para derrubar as barreiras estruturais que corroem os direitos das mulheres e meninas.

Com base no artigo 7º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que declara que “todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer discriminação, à igual proteção da lei”, a agência defende continuar o seu mandato.

Apelo à ação coletiva

Este ano, as cerimônias das Nações Unidas para marcar o Dia Internacional da Mulher acontecem a 9 de março. O foco será justiça igualitária em linha com a 70ª sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, CSW70, que decorre de 9 a 19 de março. 

No evento, om representantes dos Estados-Membros, entidades das Nações Unidas e da sociedade civil irão negociar sobre o tema “garantir e fortalecer o acesso à justiça para todas as mulheres e meninas”.

Essas medidas incluem “a promoção de sistemas jurídicos inclusivos e equitativos, a eliminação de leis, políticas e práticas discriminatórias e o combate às barreiras estruturais.”

A mobilização coletiva em torno do tema “Direitos. Justiça. Ação. Para TODAS as mulheres e meninas” incentiva a partilha de histórias e mensagens online com a hashtag #ForAllWomenAndGirls


https://news.un.org/pt

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sábado, 7 de março de 2026

Governo do Brasil vai inaugurar Centro de Referência para repatriados e migrantes no Aeroporto de Belo Horizonte na segunda-feira (9)

 


O Governo do Brasil, por meio do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), vai inaugurar o Centro de Referência em Direitos Humanos para Pessoas Repatriados e Migrantes (CREDH-RM) no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG), na segunda-feira (9). O evento contará com a presença da ministra Macaé Evaristo e outras autoridades.

Veículos de imprensa interessados na cobertura da inauguração do CREDH-RM deverão se credenciar.

Exclusivo para a imprensa: credencie-se aqui.

O equipamento funcionará no 1º piso do Terminal de Passageiros 1 (nível superior ao Check-in 1), no âmbito do programa Aqui é Brasil, política pública de caráter interministerial voltada à recepção e ao acolhimento de brasileiras e brasileiros retornados ou deportados, especialmente em contextos de violação de direitos humanos. O serviço estará disponível logo após a cerimônia de inauguração, na própria segunda-feira, em caráter inicial de funcionamento com equipe técnica preparada para acolhimento e encaminhamentos prioritários.

A iniciativa, realizada em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a BH Airport, reafirma o compromisso do Estado brasileiro com a dignidade da pessoa humana e a efetivação dos direitos fundamentais. O CREDH-RM vai oferecer atendimento interdisciplinar em direitos humanos, com ênfase na qualificação da escuta e na adequada identificação das demandas apresentadas, na promoção da cidadania e na garantia da proteção e defesa dos direitos de pessoas repatriadas, migrantes e refugiadas.

O objetivo é oferecer assistência emergencial e acompanhamento contínuo que garanta a proteção da dignidade e dos direitos humanos de todos os brasileiros em situação de repatriação ou deportação atendidos. Com essa estratégia interministerial, o Governo do Brasil reforça o compromisso de dar uma resposta rápida e coordenada diante de situações de deportação ou repatriação forçada, garantindo suporte integral no processo de retorno ao país.

Serviço

Inauguração do Centro de Referência em Direitos Humanos para Pessoas Repatriados e Migrantes (CRDH-RM)
Data: Segunda-feira (09/03/2026)
Horário: 10h
Local: Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG), 1º piso do Terminal de Passageiros 1 (nível superior ao Check-in 1).

Atendimento exclusivo à imprensa:

imprensa@mdh.gov.br

Assessoria de Comunicação Social do MDHC

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