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Programa Latinoamerica no Ar- Missão Paz , Radio 9 de Julho Am 1600 Khz Domingo das 16 a 17 h. Miguel Angel Ahumada, Patricia Rivarola webradiomigrantes.www.radiomigrantes.net

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sábado, 20 de junho de 2026

Governo do Acre acompanha aumento do fluxo migratório na fronteira e reforça articulação para garantir acolhimento humanitário

 Diante do aumento do fluxo migratório registrado nas duas últimas semanas em Assis Brasil, Brasileia e Epitaciolândia, cidades acreanas que fazem fronteira com o Peru e a Bolívia, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), realiza o acompanhamento da situação para garantir ajuda humanitária e proteção dos direitos da população migrante.

Equipe da SEASDH esteve nos abrigos em Assis Brasil e Epitaciolândia, na fronteira, para monitorar a situação e fortalecer a rede de proteção aos migrantes. Foto: cedida

A pedido do secretário da pasta, João Paulo Silva, a diretora de Direitos Humanos da SEASDH, Joelma Pontes, e o técnico da Divisão de Promoção da Política para Migrantes, Lucas Guimarães, realizaram visitas às unidades de acolhimento da região fronteiriça.

Gestores conversaram com migrantes e dialogaram com gestores locais sobre as demandas. Foto: cedida

Os migrantes acolhidos são, em sua maioria, oriundos de Cuba, Venezuela, Peru e Equador, países que historicamente utilizam a rota acreana como porta de entrada no Brasil. O Acre segue sendo uma das principais portas de entrada para fluxos migratórios internacionais na Região Norte, o que reforça a importância da atuação integrada entre Estado, municípios e instituições parceiras.

Segundo Joelma Pontes, a presença da equipe técnica na região faz parte da estratégia do governo estadual de monitorar permanentemente a situação migratória e garantir respostas rápidas diante de cenários emergenciais.

“Identificamos que as unidades de acolhimento da fronteira e também da capital operam atualmente com capacidade máxima, o que exige uma atuação ainda mais articulada do poder público. Estamos apurando os fatores que contribuíram para esse aumento do fluxo migratório e, ao mesmo tempo, mobilizando toda a rede de proteção por meio do Comitê Estadual de Atenção aos Migrantes, Apátridas e Refugiados. Nossa prioridade é assegurar uma resposta humanitária eficiente, organizada e alinhada à garantia dos direitos humanos dessas pessoas”, afirmou.

Joelma destacou ainda que o trabalho segue orientação da governadora Mailza Assis para que o Estado mantenha uma atuação preventiva e coordenada diante da situação.

“Por determinação da governadora Mailza, estamos fortalecendo as ações de monitoramento e preparando a implementação do plano de contingência, para que nenhuma pessoa em situação de migração fique desassistida. O Acre tem uma trajetória de acolhimento humanitário e continuará atuando com responsabilidade, sensibilidade e respeito à dignidade humana”, acrescentou.

Durante a agenda, a equipe da SEASDH também participou de reunião com a promotora de Justiça do Ministério Público do Estado do Acre – unidade de Assis Brasil, Renata Barbosa, e com a secretária municipal de Assistência Social, Ana Cláudia Gonçalves, oportunidade em que foram discutidos os desafios enfrentados pela rede de proteção diante do crescimento do fluxo migratório e a necessidade de atuação conjunta entre os órgãos públicos.

SEASDH segue acompanhando a situação e articulando ações junto aos municípios e órgãos parceiros para assegurar uma resposta humanitária. Foto: cedida

Para a promotora Renata Barbosa, o momento exige integração entre as instituições para garantir atendimento adequado e preservar os direitos da população migrante.

Instituições têm trabalhado em conjunto para dar respostas para assegurar atendimento às famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade. Foto: cedida

“Estamos acompanhando atentamente esse cenário e reforçando o diálogo entre os órgãos envolvidos para que possamos atuar de forma coordenada. O fortalecimento da rede de atendimento é fundamental para assegurar acolhimento digno, proteção social e respeito aos direitos das pessoas que chegam ao estado em situação de vulnerabilidade”, ressaltou.

A região de fronteira do Acre é considerada estratégica para os fluxos migratórios internacionais, especialmente nos municípios que fazem ligação direta com o Peru e a Bolívia.

https://agencia.ac.gov.br/

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Migração de haitianos ao Brasil cresceu 75% em 2025; entenda motivos

 


Após 52 anos fora da Copa do Mundo, o Haiti voltará ao torneio e terá o Brasil como adversário na fase de grupos. Fora dos gramados, porém, outro movimento envolvendo o país caribenho chama atenção: a entrada de haitianos em território brasileiro cresceu 79% em 2025, na comparação com 2024, e acelerou no início de 2026.

Dados do Sistema de Tráfego Internacional mostram que foram registradas 17.589 entradas de nacionais haitianos no Brasil em 2025, contra 9.835 no ano anterior.

Em entrevista ao Migalhas, Caio Serra, assistente de projetos da OIM, Agência da ONU para as Migrações, afirma que a alta recente está relacionada à permanência da crise no Haiti, ao endurecimento das rotas migratórias para países do Norte Global e, principalmente, à tentativa de reunião familiar por parte de haitianos que já têm parentes estabelecidos no Brasil.

Dados

Os dados do Sistema de Tráfego Internacional (STI/PF/MJSP), via DAMIGRA BI/OBMigra, indicam uma retomada expressiva da entrada de haitianos no Brasil em 2025 e, sobretudo, no início de 2026.

Em 2024, foram registradas 9.835 entradas de nacionais haitianos no país. No ano seguinte, o número subiu para 17.589, crescimento de aproximadamente 79% em um ano.

A alta foi puxada especialmente pelo segundo semestre de 2025, com destaque para novembro, quando houve 2.825 entradas, e dezembro, com 3.536 - o maior volume mensal da série apresentada.

Já em 2026, apenas nos três primeiros meses, foram contabilizadas 7.888 entradas. O número chama atenção porque, em apenas um trimestre, o total já corresponde a cerca de 80% de todo o registrado em 2024.

A série sugere, portanto, uma intensificação recente do fluxo de nacionais haitianos para o Brasil.

Visto humanitário

Segundo Caio Serra, a retomada ocorre sobre uma relação migratória já consolidada ao longo da última década e meia.

Após o terremoto que devastou o Haiti em janeiro de 2010, seguido por surtos de cólera, aumento da pobreza e agravamento da violência, a crise já existente no país caribenho se acentuou.

Com a atuação da ONU no Haiti, o Brasil passou a figurar como um dos destinos possíveis para nacionais haitianos em busca de trabalho, reorganização familiar e reconstrução de projetos de vida.

Uma das principais respostas institucionais brasileiras ao deslocamento haitiano foi a criação, em 2012, do visto por razões humanitárias. A medida buscou regularizar a entrada e a permanência de nacionais do Haiti, reconhecendo o agravamento das condições de vida no país de origem.

Caio lembra que o protagonismo brasileiro na Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti, a Minustah, ajudou a criar um vínculo entre os dois países.

A partir desse contexto, segundo ele, o visto de acolhida humanitária abriu uma via regular de entrada no Brasil.

Ele ressalta que a medida surgiu ainda sob a vigência do estatuto do estrangeiro, norma marcada por uma lógica mais associada à segurança nacional. Posteriormente, avalia, a experiência com haitianos serviu de referência para a lei de migração de 2017, de orientação mais vinculada à proteção de direitos humanos.

Reunião familiar e novas rotas

Para o especialista, a alta recente das entradas de haitianos no Brasil tem relação direta com a permanência da crise no Haiti, mas também com mudanças nas rotas migratórias internacionais.

"O Brasi não é um país de destino para a maioria das pessoas do mundo. Ele é um país muito mais 'trampolim', de trânsito, para chegar em outros lugares", afirma.

Segundo ele, historicamente, o destino principal de muitos haitianos eram os Estados Unidos. No entanto, o endurecimento das fronteiras e das políticas migratórias em países do Norte Global tornou esse percurso mais difícil, perigoso e caro.

Nesse cenário, o Brasil volta a aparecer como alternativa. O vínculo estabelecido nas últimas décadas e a presença de uma comunidade haitiana já consolidada no país ajudam a sustentar o fluxo.

"Hoje a gente tem uma comunidade muito forte de haitianos no Brasil, e continua mantendo esse fluxo, porque a situação lá não melhorou, inclusive, até piorou. Eles tiveram assassinatos de presidentes, várias outras crises. Hoje em dia o crime, as gangues, são muito fortes, dominaram até aeroportos. Então, o fluxo de haitianos vindo para o Brasil é o de reunificação familiar: daqueles que ficaram no Haiti com os que estão no Brasil."

Para Caio, esse movimento ajuda a explicar a chegada de grupos por voos fretados nos últimos meses.

"Tem chegado, semanalmente, voos de haitianos, voos fretados, em Viracopos, em Curitiba, em Porto Alegre, em Florianópolis, com visto de reunião familiar."

A dinâmica, segundo ele, tem imposto desafios a municípios que, em curto intervalo de tempo, precisam organizar recepção, documentação, encaminhamentos e atendimento social.

"Esse fluxo está sendo muito desafiador para os municípios, porque, de repente, chegam voos com 150 haitianos. O governo acionou a OIM para dar apoio, tanto na recepção, para fazer um primeiro risk assessment, um primeiro contato, para ver demandas, cadastrar os contatos e, posteriormente, incluí-los em projetos de integração, trabalhar com casos de proteção, quando necessário.

Comemoração do "Dia da Bandeira do Haiti", em Porto Alegre.(Imagem: Evandro Leal/Agencia Enquadrar/Folhapress)


Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/quentes/458167/migracao-de-haitianos-ao-brasil-cresceu-75-em-2025-entenda-motivos


Comemoração do "Dia da Bandeira do Haiti", em Porto Alegre.(Imagem: Evandro Leal/Agencia Enquadrar/Folhapress)

Desafios de integração

A entrada regular, no entanto, é apenas uma etapa do processo migratório. A permanência no Brasil impõe desafios ligados à moradia, documentação, idioma, trabalho, acesso a serviços públicos e integração social.


Caio relata que, em sua experiência anterior no Crai - Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes da Prefeitura de São Paulo, os haitianos estavam entre os principais públicos atendidos. As demandas envolviam regularização migratória, benefícios sociais, moradia e acesso à saúde.

"Em São Paulo, eles residem muito em ocupações e têm um tipo de residência bem precário, com famílias numerosas. Então, eles acessavam o Crai para regularização migratória, para requerer benefícios, para questões de moradia, de acesso à saúde e outras."

A barreira linguística também aparece como obstáculo relevante. Embora o francês seja idioma oficial do Haiti, muitos haitianos têm o crioulo haitiano como língua principal.

"O idioma sempre é uma barreira. Mas é curioso, porque como os haitianos já vêm para o Brasil há vários, muitos já tiveram filhos aqui no país. Alguns deles, então, já são adolescentes ou estão entrando na vida adulta, inseridos no mercado de trabalho e ajudando a família", afirma Caio. 

No mercado formal, a presença haitiana aparece com força em setores que demandam mão de obra, especialmente no Sul do país.

"Eles encontraram emprego, principalmente, na rede de frigoríficos. Tanto que, além de São Paulo, a comunidade haitiana é muito forte em Curitiba, em Santa Catarina, em Porto Alegre. Eles acabaram se deslocando para essa região, porque é uma região que tem demanda de mão de obra."

Gargalo jurídico

Além dos desafios sociais e econômicos, Caio aponta um entrave jurídico no acesso à acolhida humanitária.

Segundo ele, embora o visto humanitário tenha sido uma medida inovadora quando criado, em 2012, e tenha sido renovado ao longo dos anos, mudanças recentes alteraram a forma de acesso a esse instrumento.

Em 2024, o governo editou portaria sobre visto temporário e autorização de residência para fins de acolhida humanitária a nacionais haitianos afetados por calamidade, desastre ambiental ou instabilidade institucional no Haiti.

Em 2025, nova portaria passou a disciplinar a concessão de visto eletrônico para haitianos e apátridas com vínculos familiares no Brasil, para fins de reunião familiar.

O ponto sensível, explica Caio, está na tentativa de vincular o visto de acolhida humanitária ao chamado patrocínio comunitário, modelo pelo qual uma organização da sociedade civil se responsabiliza por apoiar a chegada e a integração de imigrantes no Brasil.

Para ele, embora o mecanismo possa ser positivo ao prever suporte concreto, como moradia, aulas de português e acompanhamento social, a exigência também cria uma barreira prática para pessoas em situação de vulnerabilidade, que passam a depender do referenciamento por uma entidade brasileira.

Caio observa que, até o momento, o programa foi regulamentado apenas para nacionais afegãos. No caso dos haitianos, afirma, ainda não há norma específica que permita a operacionalização do patrocínio comunitário.

Com isso, embora a acolhida humanitária para haitianos exista formalmente, o acesso ao instrumento fica, na prática, inviabilizado. Nesse cenário, a reunião familiar acabou se tornando a principal via regular de chegada recente de haitianos ao Brasil.

"Já faz dois anos e ainda não criaram uma portaria específica para os haitianos entrarem nesse programa. Então, basicamente, a portaria existe, só que é juridicalmente impossível de ser feita, porque não tem nenhum edital, nenhuma outra portaria que regularmente, especificamente para os haitianos. E aí, o que acontece? Já faz quase dois anos que os haitianos não conseguem pedir o visto de acolhida humanitária e só conseguem o visto para vir ao Brasil por reunião familiar, que são esses que estão chegando agora", completa.

https://www.migalhas.com.br/

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quarta-feira, 17 de junho de 2026

43 países da Copa do Mundo dentro das escolas estaduais: SP tem 5.366 estudantes que nasceram em países com times no mundial

 


Dos 48 países com times na Copa do Mundo do Canadá, Estados Unidos e México, a rede estadual de ensino concentra 5.366 estudantes nascidos em 43 deles — incluindo o Brasil. A partir deste mês, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) disponibiliza na plataforma SPeak aulas de língua portuguesa para alunos migrantes internacionais. O curso ficará disponível automaticamente para 13 mil estudantes nascidos fora do Brasil.

Entre os países com times na Copa, na rede estadual só não há estudantes nascidos em Curaçao, Noruega, Uzbequistão, República Tcheca e Suécia. Dos países que o Brasil enfrenta na primeira fase do mundial, há 2.465 haitianos (a maioria entre os 5.366 alunos) e 76 marroquinos. (Confira abaixo a tabela com o número de estrangeiros por país da Copa).

Na Escola Estadual Plínio Barreto, localizada no Belenzinho, zona leste da capital paulista, há estudantes de quatro nacionalidades representadas no mundial, duas delas que enfrentam o Brasil na primeira fase da Copa do Mundo, Marrocos e Haiti. Japão e Paraguai completam os países de origem dos alunos da escola. 

O estudante marroquino Billy Elhoraichi, de 17 anos de idade, chegou a São Paulo em abril de 2024. Hoje matriculado na 3ª série do Ensino Médio, ele já tem planos para o futuro: “Quero ser um anestesista porque acho que é uma profissão muito legal. Tenho bons professores, que me ajudam nas aulas, mas nossos sonhos dependem da gente mesmo”.

Sobre a torcida durante a Copa do Mundo, apesar da mudança de país, o time do coração continua o mesmo. “Na Copa, vou torcer para o Marrocos, porque mesmo mudando de país, não significa que vou mudar a minha identidade e a minha nacionalidade. Sou marroquino e tenho orgulho disso”, diz o estudante, que palpita que seu país vencerá o Brasil por 2 a 1 no próximo sábado (13), na estreia dos dois países pela Copa do Mundo.

Enquanto o aluno marroquino mantém a torcida para o time de seu país de origem, Samantha Airi Umeki, japonesa de 13 anos de idade, e Gabriel Garay Aguayo, paraguaio de 15 anos de idade, declaram sua torcida para o Brasil. Moises Daniel, haitiano de 12 anos de idade, tem em Vini Jr. seu ogador preferido no time brasileiro e diz que só não vai torcer para o Brasil em uma disputa, a marcada para o dia 19 de junho: “No jogo entre Brasil e Haiti, vou torcer para o Haiti”.

Os alunos Gabriel, Billy, Samantha e Moises, da EE Plínio Barreto, em SP. Foto: Flavio Florido/EducaçãoSP

Língua portuguesa para migrantes internacionais

Mais de 1,5 milhão de estudantes da rede estadual de ensino matriculados do 7º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio acessam a plataforma SPeak para estudo complementar de língua inglesa. A ferramenta de aprendizagem apoia os estudantes no desenvolvimento de leitura, escrita, escuta e conversação. A partir deste mês, os estudantes estrangeiros matriculados nos mesmos anos também terão a opção do curso de língua portuguesa na mesma plataforma.

A plataforma disponibiliza automaticamente o curso para alunos migrantes internacionais. Para dar início às aulas, basta que os estudantes alternem o idioma em seu perfil, dentro do ambiente de aprendizagem — inglês continuará disponível, basta alternar na hora da aula. Professores coordenadores da área de linguagens das 91 Unidades Regionais de Ensino (UREs) passaram por formação sobre o assunto e são os responsáveis por replicar as orientações para as escolas estaduais que recebem esses alunos. 

https://www.educacao.sp.gov.br/

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terça-feira, 16 de junho de 2026

Semana do Migrante e Refugiado terá feira de economia criativa e empreendedorismo



 A Prefeitura de Porto Alegre promove, de 18 a 25 de junho, atividades alusivas à Semana do Migrante e Refugiado, com objetivo de garantir a integração entre diferentes culturas, através do esporte, inclusão, cidadania, direitos humanos e empreendedorismo.

O primeiro evento será um debate que ocorre nesta quinta-feira, 18, às 19h, no Plenarinho da Assembleia Legislativa (Praça Mal. Deodoro, 101 - 3º andar), sobre desafios e oportunidades no mercado de trabalho para migrantes, que hoje são mais de 30 mil residindo em Porto Alegre.

Já no domingo, 21, ocorre a Feira de Economia Criativa do Migrante e Refugiado, no Parque Marinha do Brasil. Na segunda-feira, 25, o Sine Municipal realiza um feirão de empregos específico para este público. Mais informações abaixo: 

Programação:

Quinta-feira, 18 -
Debate sobre o mercado de trabalho (Plenarinho da Assembleia Legislativa)

Domingo, 21- Feira de Economia Criativa do Migrante e Refugiado, com o tema: “Cultura, Esporte e Empreendedorismo”, das 10h às 19h, no Parque Marinha do Brasil (em frente ao Shopping Praia de Belas). Entre as atrações previstas, danças típicas, gastronomia internacional, artesanato de diferentes países, apresentações culturais, atividades esportivas com kickingball e espaço kids.

Segunda-feira, 25 - Feirão de Emprego para Migrantes e Refugiados, das 9h às 16h, no Sine Municipal (rua Uruguai, 83, Centro Histórico). Oportunidade para quem busca inserção no mercado de trabalho, orientação profissional, qualificação e conexão com empresas.

A Semana do Migrante e Refugiado é uma realização da Secretaria Municipal de Inclusão e Desenvolvimento Humano (SMIDH), por meio da Coordenação dos Povos Indígenas, Imigrantes, Refugiados e Direitos Difusos, em parceria com a OIM - ONU Migração e Comitê Municipal de Atenção aos Imigrantes, Refugiados, Apátridas e Vítimas de Tráfico de Pessoas no Município de Porto Alegre (Comirat/POA).

As atividades integram a programação oficial da 7ª Semana Estadual do Migrante, com o tema: “Todos Somos Migrantes, Refugiados e Apátridas”, promovida pelo Governo do RS e o Comirat/RS.

Texto Mariane Kruse 

Edicão Cristiano Vieira 

https://prefeitura.poa.br/

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domingo, 14 de junho de 2026

41ª Semana do Migrante aborda tema da moradia, em sintonia com a Campanha da Fraternidade 2026

 

Entre os dias 14 e 21 de junho de 2026, comunidades de todo o país realizarão a 41ª Semana do Migrante. Promovida pelo Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM), organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a edição deste ano traz como tema “Migração e Moradia” e o lema impactante “Eu não tenho onde morar!”.

A mobilização está em sintonia com a Campanha da Fraternidade 2026, que aborda a “Fraternidade e Moradia”. O objetivo é convidar a Igreja e a sociedade civil a refletirem sobre a habitação não apenas como uma necessidade, mas como um direito fundamental e uma expressão concreta de acolhida. A iniciativa reforça o convite para que a sociedade brasileira veja a moradia não como mercadoria, mas como um direito humano frequentemente negado por estruturas de exclusão.

O SPM chama a atenção para a vulnerabilidade de migrantes, refugiados, apátridas e deslocados que, ao buscarem recomeçar a vida em novas cidades, encontram barreiras no acesso a condições dignas de habitação. O texto-base deste ano destaca um contraste crítico: o país enfrenta um déficit habitacional de cerca de 6 milhões de moradias, conforme levantamento da Fundação João Pinheiro em parceria com o Ministério das Cidades e o IBGE. A campanha estabelece um paralelo entre essa realidade e as Escrituras, recordando que o clamor “Eu não tenho onde morar!” ecoa desde o povo escravizado no Egito e os exilados na Babilônia até a figura de Jesus, que “não tinha onde reclinar a cabeça”.

De acordo com a análise de Ozania da Silva, da coordenação colegiada do SPM, a precariedade habitacional não é um problema isolado, mas o eixo central de um ciclo de exclusão que afeta a sobrevivência e a dignidade humana.

“A incerteza habitacional gera estresse, o que pode agravar problemas de saúde mental e emocional, violência baseada em gênero e a separação de núcleos familiares. Os refugiados frequentemente vivem em coabitação extrema ou moradias inadequadas, compartilhando o mesmo espaço com muitas pessoas, o que compromete a dignidade humana”, afirmou Ozania.

A pastoral aponta que o cenário de déficit habitacional é agravado pelo ônus excessivo com o aluguel, que atinge sobretudo as famílias empobrecidas. Isso força a maioria dos migrantes e refugiados a comprometer a maior parte de sua renda apenas para não viver nas ruas. Como consequência, essa população é empurrada para as periferias ou ocupações precárias, perpetuando uma lógica de mercado que prioriza o lucro sobre a vida.

 

Mobilização e materiais de apoio

A 41ª Semana do Migrante propõe uma programação diversa, que abrange desde celebrações litúrgicas até ações de incidência política. O SPM incentiva a realização de rodas de conversa baseadas no método “ver, discernir e agir”, momentos culturais e audiências públicas para ampliar o debate sobre direitos humanos e o combate à xenofobia e ao racismo.

Para apoiar a mobilização, o SPM disponibiliza materiais de formação, incluindo o texto-base, roteiros para rodas de conversa e um roteiro litúrgico para o Dia Nacional do Migrante, celebrado este ano em 21 de junho. O material conta com sugestões de preces, homilias e espaço para depoimentos de pessoas migrantes. Todos os recursos estão disponíveis em formato digital para download.

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR OS MATERIAIS DA 41ª SEMANA DO MIGRANTE

 

Papa Leão ressalta dignidade de migrantes

Durante sua viagem a Las Palmas de Gran Canaria, nas Ilhas Canárias, o Papa Leão XIV destacou e inclinou-se diante da dignidade dos migrantes atendidos pelas organizações da região. Para o pontífice, eles não são números nem processos administrativos, mas “pessoas com uma família e uma casa deixada para trás; com sonhos que ninguém tem o direito de desprezar”.

Leão também destacou a proteção das vidas dos migrantes: “cada vida humana é uma bênção de Deus. Ninguém pode comprá-la, vendê-la, usá-la ou descartá-la, porque em cada pessoa resplandece a imagem e semelhança do Criador (cf. Gn 1, 27)”.

Em seu discurso, ele também alertou que o drama dos migrantes, especialmente os que se arriscam no mar em embarcações precárias, deve se tornar um exame de consciência:

“[…] para as nações de origem, que devem criar condições de paz, justiça e desenvolvimento; para as nações de passagem, chamadas a proteger e a não deixar os mais fracos nas mãos de redes criminosas; para a Europa, que não pode proclamar a dignidade humana e habituar-se a que o Mediterrâneo e o Atlântico sejam cemitérios sem lápides; para a comunidade internacional, chamada a uma cooperação eficaz e perseverante.

Também a Igreja é interpelada, uma vez que o acolhimento não pode ser algo secundário ou delegado a alguns voluntários. Segundo o Papa, a adoração a Cristo na Eucaristia, “de quem recebemos a força e a motivação para viver a caridade”, não pode se tornar indiferença às canoas e as pequenas embarcações.

Além das ações em favor dos migrantes que buscam uma vida melhor em outros lugares, o Papa salientou que a dignidade humana também exige “políticas que permitam a cada pessoa viver com dignidade na própria terra”.

https://www.cnbb.org.br/

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sábado, 13 de junho de 2026

Mais de 7,6 mil cubanos solicitaram refúgio em Roraima nos últimos quatro meses

Ação conjunta de 11 de junho entre o Tático Ostensivo Rodoviário, a Polícia Rodoviária Federal e o Exército Brasileiro para o resgate humanitário dos imigrantes até a Operação Acolhida (Foto: PRF)
 

Mais  de 7,6 mil cubanos solicitaram refúgio ao Brasil por Roraima entre janeiro e abril de 2026, segundo dados do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) e da Polícia Federal. Com 7.687 solicitações registradas no período, os cubanos lideram os pedidos de proteção internacional no Estado e superam os venezuelanos, que somaram 3.017 requerimentos nos quatro primeiros meses do ano.

Os números reforçam uma mudança no perfil migratório observado em Roraima, historicamente marcado pela chegada de venezuelanos. Em 2025, os cubanos já haviam ultrapassado os vizinhos sul-americanos nos pedidos de refúgio: foram 20.861 solicitações de cidadãos de Cuba, frente a 14.898 de venezuelanos.

Crise econômica e climática impulsiona saída de cubanos

Para a socióloga e professora da Universidade Federal de Roraima (UFRR), Márcia Maria de Oliveira, o aumento da presença de cubanos na rota migratória que passa pela Guiana e chega a Roraima está ligado a uma combinação de fatores econômicos, climáticos e políticos.

Segundo ela, a situação econômica de Cuba se agravou nos últimos anos em razão da crise nas principais atividades produtivas do país, como a agricultura, além dos impactos causados por eventos climáticos extremos.

“A situação econômica de Cuba está muito grave. Além disso, um outro elemento importante é a crise climática, que tem sido decisiva na obrigação de migrar de camponeses e trabalhadores das principais economias de sustentação e exportação do país. A ilha vem sendo devastada por seguidos ciclones que destroem a infraestrutura da produção agrícola e pelas secas prolongadas ou cheias irregulares”, explicou.

A pesquisadora também cita os efeitos do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos, que além de restrições financeiras e comerciais que acontecem há quase 60 anos, aplicou sanções para venda de petróleo e combustível para Cuba neste ano.

Conforme dados das Nações Unidas, ações resultaram em esgotamento do sistema energético com interrupções diárias de mais de 20 horas no fornecimento de eletricidade, além de afetar a produção de alimentos e o abastecimento
de medicamentos
. “Todos estes fatores empurram a população para a migração”, resumiu a professora.

Rota pela Guiana se consolidou nos últimos anos

O fluxo de cubanos por Roraima não é novo. Márcia Maria lembra que muitos médicos e professores da UFRR, por exemplo, são migrantes cubanos que participaram de antigos convênios entre a instituição e o Governo Cubano na década de 1990.

Apesar disso, a rota entre Cuba, Guiana e Brasil começou a ganhar força entre 2018 e 2019 e se consolidou como uma alternativa utilizada por migrantes.

Segundo a professora, muitos cubanos viajam de avião até Georgetown, capital da Guiana, país que não exige visto para cidadãos cubanos. A partir dali, seguem por via terrestre até a fronteira brasileira.

Ela explica que muitos migrantes solicitam refúgio no Brasil e, posteriormente, tentam programas de reassentamento em países como Espanha, Estados Unidos e Canadá.

“A rota aérea de Cuba para a Guiana e depois por via terrestre até Roraima consolidou-se como um dos principais e mais caros corredores de migração irregular e tráfico de pessoas na América do Sul”, afirmou.

Conforme relatos reunidos pela pesquisadora, os valores cobrados pelos atravessadores variam entre US$ 2.800 e US$ 10 mil, podendo chegar a US$ 15 mil (mais de 75 mil reais na cotação atual) em alguns casos.

Vulnerabilidades

A especialista alerta que os principais riscos da viagem estão relacionados à atuação de redes clandestinas de transporte, mais conhecidos como coiotes, e ao tráfico de pessoas. “Os migrantes conduzidos por coiotes sofrem todo tipo de violência, extorsão e riscos à própria vida”, afirmou.

Segundo ela, há registros de abusos físicos, sequestros, abandono em áreas isoladas e exploração financeira ao longo do trajeto. A pesquisadora também destaca que muitos cubanos têm acesso limitado a informações sobre os riscos da migração irregular, o que aumenta sua vulnerabilidade.

Abordagens se concentram na BR-401

As rotas clandestinas de transporte de migrantes já vinham sendo monitorada pela PRF. Balanço da corporação aponta que, entre 2024 e maio de 2026, 189 imigrantes foram alvo de resgate humanitário em 24 abordagens flagrantes. No mesmo intervalo, 31 suspeitos de atuarem como “coiotes” foram presos, entre eles brasileiros.

Um levantamento feito pela reportagem da Folha detalha ainda que no último mês, de 17 de maio a 11 de junho, pelo menos 240 imigrantes em situação de documentação irregular foram abordados em operações realizadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), Exército Brasileiro e Polícia Militar de Roraima. Desse total, 191 eram cubanos, o equivalente a cerca de 97% dos casos registrados.

A ocorrência com o maior número de migrantes foi registrada pela PRF na última segunda-feira (8), quando 108 cubanos foram abordados na BR-401. Antes disso, em 4 de junho, outros nove cubanos haviam sido identificados na mesma rodovia. A mesma quantidade foi registrada em 29 de maio.

No dia 22 de maio, agentes da PRF abordaram mais 21 migrantes na BR-401, sendo 18 cubanos, dois chineses e um haitiano. Dois foram presos pela promoção de imigração ilegal

Em 17 de maio, um homem de 27 anos foi preso também pelo transporte e entrada irregular no Brasil de nove cubanos. A ocorrência foi registrada durante uma fiscalização realizada pelo 2º Pelotão da Companhia Independente de Policiamento de Trânsito Urbano e Rodoviário (CIPTUR), no km 115 da BR-401, no município do Cantá.

Já na terça-feira (9), militares da 1ª Brigada de Infantaria de Selva (1ª Bda Inf Sl), durante a Operação Curaretinga II, abordou 41 migrantes na Ponte dos Macuxi, estrutura que dá acesso à mesma rodovia. No último dia 11 de junho, mais 43 cubanos abandonados por coiotes foram resgatados na rodovia.

Conforme a PRF, a rodovia consolidou-se como o ponto final de uma extensa rota migratória, onde muitos estrangeiros são encontrados em condições precárias, em veículos superlotados e apresentando sinais de desnutrição, além de exaustão física e emocional. Os imigrantes resgatados são levados para a Polícia Federal para realização da documentação ou para a Operação Acolhida.

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"Todos nós somos migrantes", diz papa Leão XIV em último dia na Espanha

 Dina Selim, da Reuters


foto wikipedea 

O papa Leão XIV se encontrou com migrantes em Tenerife nesta sexta-feira (12), último dia de sua visita de uma semana à Espanha, durante a qual o pontífice pediu aos líderes mundiais que tratassem os migrantes com mais humanidade.

“De certa forma, todos nós somos migrantes”, disse ele à plateia.

O pontífice, que tem se mostrado mais incisivo em suas críticas à direção da liderança global nos últimos meses, está visitando as Ilhas Canárias, um arquipélago espanhol na costa oeste da África, como culminação de sua visita de três paradas.

As ilhas são uma das principais portas de entrada para a Europa para migrantes, que arriscam uma travessia mortal pelas águas do Atlântico, muitas vezes em pequenas embarcações improvisadas e superlotadas.

“Ninguém abandona sua terra, sua família e suas raízes de livre e espontânea vontade quando pode viver em paz. Deixamos para trás nossas memórias, nossos entes queridos e uma parte de nossos corações, na esperança de encontrar uma vida melhor”, disse o migrante nigeriano Bousso Diouf em um discurso ao papa no evento.

Papa exige "caminhos legais e seguros para a imigração"

Localizadas a mais de mil quilômetros da Espanha continental, as Ilhas Canárias receberam um número recorde de 46.843 migrantes irregulares em 2024, em comparação com menos de mil em 2015, segundo dados oficiais.

Mais de três mil pessoas morreram em 2025 tentando chegar às ilhas, segundo a ONG Caminando Fronteras.

O pontífice disse ao Parlamento espanhol, na segunda-feira (8), que a falta de ajuda aos migrantes do mundo está desafiando "os fundamentos éticos da ordem internacional".

Na quinta-feira (11), ele pediu "vias legais e seguras" para a imigração, cooperação internacional no combate ao tráfico de pessoas e financiamento para o resgate de migrantes em perigo no mar.

O mundo precisa fazer mais para erradicar a pobreza, as guerras e a corrupção que forçam os migrantes a fugir de suas casas, afirmou ele.

"Não basta gerenciar as chegadas, divulgar estatísticas, reforçar as fronteiras ou lamentar as mortes depois que elas já ocorreram", continuou o papa.

Juan Carlos Lorenzo, coordenador da Comissão Espanhola para Refugiados nas Ilhas Canárias, disse à agência de notícias Reuters que a visita de Leão XIV foi um "marco significativo".

"Servirá como uma forte afirmação da defesa dos direitos humanos, do respeito e da dignidade que todas as pessoas merecem, independentemente de sua origem", disse Lorenzo.

Ao contrário da maior parte da Europa, a Espanha adotou uma postura mais aberta em relação aos migrantes, implementando um programa para conceder residência a mais de meio milhão de pessoas sem documentos.

A iniciativa, no entanto, atraiu críticas de líderes da ultradireita e o país enfrenta dificuldades com a lentidão na concessão de status legal a milhares de pessoas em situação migratória indefinida.



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