quinta-feira, 6 de novembro de 2014

PPGAS promove seminário sobre migrações na Pan-Amazônia

Com objetivo de socializar pesquisas do grupo de pesquisa `Estudos Migratórios na Amazônia (Gema) da rede de migração do Instituto  Brasil Plural, visando ampliar as discussões entre pesquisadores, o Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) promoveu nos dias 3 e 4, o Seminário `Migrações na Pan-Amazônia: fluxos, processos sociais e políticas´. O evento ocorre na Academia Amazonense de Letras (AAL), localizada na rua Ferreira Pena, 1009, Centro.
Na solenidade de abertura, o coordenador do evento e também coordenador do PPGAS, professor Sidney Silva, disse que o grande desafio é entender os fenômenos migratórios que ocorrem na Amazônia da sua atualidade. Segundo ele, dentre os desafios está a busca de um aporte teórico metodológico que seja capaz de ampliar a compreensão não somente dos novos cursos  migratórios,  mas principalmente as suas especificidades no contexto pan-amazônico e brasileiro.  
"Como fenômeno social a migração enseja mudanças tanto na sociedade de partida quanto a de passagem ou de chegada. O problema está em reduzi-la à dimensão em força de trabalho e, à disposição de reprodução do capital". Essa redução, segundo Sayad, "transforma o migrante não sujeito de direito, não cidadão, sujeito a diferentes formas de exploração e de aviltamento de sua dignidade como pessoa", disse".
A palestra de abertura intitulada "A pesquisa com a perspectiva transnacional das migrações: Potencialidades e desafios metodológicos", foi proferida pelo professor da Universidade de Brasília (UNB), Leonardo  Cavalcanti.
Na ocasião, Leonardo Cavalcanti comenta que a apresentação está baseada em uma perspectiva teórica dentro do campo das migrações, cujo objetivo mostra a vivência de pessoas em mais de um país, de forma simultânea. Exemplo disso, temos pessoas originárias de diferentes países que moram no Brasil, entretanto, realizam um campo social transnacional, ou seja, cuidam do filho à distância, enviam dinheiro e investem no país de origem. "A ideia é pensar os circuitos e as conexões entre dois ou mais países", explica.
Ele comenta que, atualmente, a migração no Brasil apresenta um quadro completamente diferente, pois historicamente as migrações eram realizadas por países do norte global, principalmente os europeus que constituem a  paisagem do sudeste e sul do pais. Agora, esta realidade é mais complexa, no momento atual, o incremento está voltado para o sul global, ou seja, países da  África e o continente sul-americano, ressalta.
Estiveram presentes na composição da mesa, a professora do Departamento de História, Kátia Couto e Marcia Oliveira, da Universidade Federal de Roraima (UFRR).           
UFAM


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