terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Estrangeiros serão cadastrados para conseguir benefícios no Municipio de Lajeado no Rio Grande do Sul

Começa dia 8 de março, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), o trabalho de cadastramento das famílias estrangeiras. O objetivo é compreender melhor sua atual situação e possuir uma noção de quantos estrangeiros habitam Lajeado. Dentre eles estão haitianos, indianos e senegaleses. As famílias que não possuírem o cadastramento não terão direito aos benefícios
O movimento migratório do Haiti para outros países não é novo. EUA e República Dominicana já recebiam os haitianos, mas para o Brasil, a migração iniciou após o grande terremoto de 2010. Desde 2004 o Brasil faz parte da Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti (Minustah), por isso tem relação mais estreita com o Haiti.
Há anos não se vivia algo parecido. Nas décadas de 60 e 70 houve uma emigração de trabalhadores daqui para a região de Três Passos, na década de 80 e 90, os filhos deles retornaram, mas nunca houve uma situação em grande escala como está se tendo agora com a vinda destes estrangeiros.
Os haitianos são trazidos pelas empresas e ao chegarem ao país recebem visto humanitário que lhes dá todo o direito que um cidadão brasileiro possui, como no caso de assistência a saúde, educação e trabalho. Os senegaleses e indianos estão vindo em busca de uma vida melhor, no entant Lajeadoo, não há um acordo entre os países para liberação de visto.
A maioria dos haitianos, ao chegarem ao município, se instalam no bairro São José e Praia. As condições em que se encontram ainda não são dignas de moradia. “Existe situações onde há 10 haitianos dividindo um mesmo cômodo” conta a secretária... Ana Reckzieguel.
O salário que recebem não é suficiente para se manterem aqui, pois além do aluguel ser alto, não conseguem condições para adquirir algo melhor, pois necessitam enviar verbas para suas famílias que residem no Haiti.
A grande dificuldade ainda se encontra na língua. Haitianos falam francês e crioulo, já os indianos e senegaleses, além de sua língua materna, falam inglês. Para haver contato entre os dois lados, há um líder interprete, chamado Símon, que é porta voz e professor de português para os haitianos residentes no município.
O objetivo agora é conseguir cadastrar os haitianos para conseguir conceder mais benefícios para eles. Em seguida senegaleses e indianos também serão cadastrados.

Radio Independiente
 JRM

  

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