sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Denunciam situação de imigrantes nos EUA


A maioria dos imigrantes nos Estados Unidos são hoje deportados em massa, denunciou Cristina Vázquez, dirigente sindical de Califórnia.

Vázquez, vice-presidenta do sindicato Workers United (Trabalhadores Unidos), disse a Prensa Latina que existem mais expulsões durante estes anos da administração de Barack Obama que durante os oito do governo de George W. Bush.

Segundo estatísticas oficiais, na atualidade as deportações rondam quase 1 milhão de imigrantes.

Ademais, nos últimos 12 meses aumentaram as inspeções de empresas que empregam a cidadãos sem papéis.

Os serviços de imigração e aduanas do governo federal inspecionaram a mais de dois mil 300 empresas no ano fiscal que começou em outubro de 2010, de acordo com The Wall Street Journal. No ano anterior foram dois mil 196.

Aponta Vázquez que as mudanças de imigração ocorridos na história estadunidense têm sido pelos requerimentos de força trabalhista no país.

"Os imigrantes sempre são bem-vindos quando as corporações precisam de sua mão de obra barata e são deportados e perseguidos quando há crise como a que existe agora", criticou a equatoriana residente na nortenha nação desde 1971.

Apontou que não foram os cidadãos que chegaram de outros lugares a esse território os causadores da complexa situação econômica que padecem no plano interno.

Mas "querem-nos fazer responsáveis e são as grandes corporações as que continuam aproveitando da situação para aumentar seus ganhos", enfatizou.

Nos Estados Unidos há mais de 11 milhões de pessoas que residem sem um estatus migratorio regular. O presidente Obama lançou como promessa de campanha resolver este problema durante seu primeiro ano de governo.

No entanto, "acho que se pomos-nos a esperar nunca se vai conseguir uma reforma migratoria", indicou a dirigente sindical.

Agregou que a classe operária nesse país tem a responsabilidade de se organizar "para poder conseguir as mudanças por médio de nosso poder político". Vázquez refere ser uma das latinas que tem conseguido escalar uma alta posição dentro do movimento trabalhista, algo que resulta difícil em um mundo onde a maioria dos postos são de homens, enfatizou. Em 1982 visitou por primeira ocasião Cuba e repetiram-se muitas vezes mais, agregou, porque tanto ela como sua família estão comprometidos com a luta do povo antilhano.

A sindicalista é uma das defensoras na potência nortenha da causa de cinco antiterroristas cubanos prisioneiros em cárceres estadunidenses desde 12 de setembro de 1998.

Qualificou de desumano e inadmissível que "os filhos não possam viver com seus pais e que uma mãe não possa ver a seu filho", destacou Vázquez ao opinar sobre a injusta prisão contra Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Fernando González e René González.

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