segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

MENOS DE 1.500 BOLSISTAS ESTRANGEIROS NO BRASIL

Universidades brasileiras enviam mais pesquisadores do que recebem.
Em 2012, a Capes pagou 1.435 bolsas para estrangeiros no Brasil, e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), 61.
O Ciência sem Fronteiras tem uma vertente de atração de cientistas, com duas modalidades de bolsa: pesquisador visitante especial e jovens talentos.Fundações estatais e particulares de promoção da ciência engrossam a oferta de oportunidades.
Temos programas de excelência, bolsas e universidades ávidas por esse intercâmbio de conhecimento. O que falta ao Brasil para receber mais estrangeiros? Quais os formatos mais usados e os planos para promover esse intercâmbio? Problemas com o idioma e infraestrutura são os principais obstáculos para o desenvolvimento de projetos
O Brasil tem hoje 3.337 programas de pós-graduação, 407 deles considerados de referência e com inserção internacional. São esses últimos — com nota 6 (267) e 7 (140) na avaliação trienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) — que mandam pesquisadores brasileiros para outros centros de referência mundial e estão aptos a receber especialistas estrangeiros.
Mas a diferença é gritante: o país manda ao exterior muito mais pesquisadores do que recebe. Além disso, os que vêm são, em sua maioria, alunos de língua nativa espanhola. Ainda são poucos os programas que oferecem disciplinas em inglês, um dos principais entraves, já que o próprio governo financia pesquisadores estrangeiros.
Carolina Cotta


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