segunda-feira, 16 de julho de 2012

Jesuítas pedem proteção e segurança para imigrantes


Depois de mais uma tragédia no mar ao longo da costa italiana, o Serviço Jesuíta para Refugiados (SJR) pede à União Europeia medidas urgentes para evitar outras desgraças. Concretamente, os jesuítas pedem serviços de procura e de socorro melhores e mais bem coordenados para localizar os barcos de imigrantes que atravessam o Mediterrâneo rumo à Europa. Uma embarcação saiu de Trípoli (Líbia) em fins de junho, e nos 15 dias de travessia até a costa italiana, sem água potável suficiente, 54 africanos morreram desidratados. Somente um sobrevivente chegou à Itália, nesta terça-feira, e relatou o ocorrido. “É absolutamente injustificável que um barco com 55 imigrantes seja abandonado ao seu destino em um dos mares mais traficados e controlados do mundo” – acusou o responsável pelas políticas européias do SJR, Stefan Kessler. O Serviço Jesuíta pede a Governos e líderes europeus que coloquem em ato sistemas de monitoração e salvamento que ofereçam aos migrantes proteção e segurança na Europa. O sistema europeu de vigilância das fronteiras (Eurosur), em estudo, é ‘inadequado’ porque centrado no controle fronteiriço em detrimento dos direitos humanos – como já denunciado pelo SJR ao Parlamento Europeu em Estrasburgo. “Esta proposta – explica Kessler – não dá alguma atenção à procura e salvamento e não prevê nenhuma medida para reduzir o risco de mortes no mar”. Segundo o responsável do Serviço, é também importante que o projeto Eurosur estabeleça claramente as competências de cada Governo europeu na localização e socorro aos migrantes. Enfim, pede-se à Europa que acolha mais refugiados, para não colocá-los na condição de empreender perigosas viagens da esperança rumo às costas europeias.

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