sábado, 12 de dezembro de 2015

SEM APOIOS: MUITOS IMIGRANTES PORTUGUESES QUE VÃO PARA FRANÇA E INGLATERRA ACABAM NA RUA

Muitos portugueses que procuram novas oportunidades fora de Portugal estão passando muitas dificuldades, sobretudo no Reino Unido e França. Segundo informa o canal “RTP”, cada vez mais imigrantes portugueses, preocupados com as suas situações profissionais, arriscam ir para novos países sem grande contatos ou com propostas de trabalho pouco concretas. Enganados ou simplesmente com dificuldades em arranjar alguma solução, a maioria acaba vivendo na rua, apesar do bom trabalho de várias instituições sociais portuguesas.

Tal como aconteceu com milhares de imigrantes brasileiros, também os portugueses se sentiram obrigados a fugir de seus países para procurarem uma vida digna. Se há algumas décadas, principalmente em França, o país garantia muitas oportunidades para seus emigrantes, agora a realidade é bem diferente. O mesmo está acontecendo com o Reino Unido que já não consegue garantir as condições de vida aos estrangeiros como no passado, sendo que cada vez são menos os apoios sociais para quem tenciona imigrar.

Em declarações ao canal “RTP”, o único político português em Londres, Guilherme Rosa, aconselhou todos os imigrantes a não irem para o Reino Unido à aventura, ou seja, sem um plano de ação bem definido. O mínimo para tomarem a decisão de rumar para Inglaterra será falar a língua, um local para ficar, nem que seja em casa de amigos ou familiares e seus currículos sempre prontos, na procura difícil de trabalho.



Com cada vez mais jovens imigrantes abandonando Portugal, a situação de serem encontrados nas ruas das maiores cidades europeias sem qualquer tipo de condições de sobrevivência só tende a aumentar, como o que está acontecendo com milhares de imigrantes que estão agora entrando na Europa e estão passando por grandes dificuldades. Com as ajudas sociais muito abaixo do que eram e as rendas cada vez mais caras, só em Londres, em 2015, foram retirados da rua cerca de 20 imigrantes portugueses para centros comunitários. Com o desemprego de Portugal ainda muito elevado, principalmente o jovem, esses números podem facilmente aumentar.

Blastingnews

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