terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Imigrantes são força de trabalho fundamental



O Chefe de Gabinete da Alta Comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI) afirmou que Portugal foi dos primeiros países com um plano de integração de imigrantes. E defendeu que «até 2020, a Europa perde capacidade laboral se não conseguir integrar imigrantes». Os últimos dados referem que «a população cresceu 1.9 por cento nestes dez anos» e «a imigração foi fundamental», salientou Duarte Miranda Mendes nos trabalhos do encontro de agentes sócio-pastorais das migrações que decorre no auditório do Centro Allamano, em Fátima.

A «mobilidade humana, com a globalização, é cada vez maior», defendeu o Chefe de Gabinete do ACIDI. O desafio passa pela sociedade intercultural, isto é, a integração plena, ao nível dos direitos e deveres. O responsável apresentou os indicadores do custo e benefício dos imigrantes em relação à Segurança Social para desfazer o «mito» . E salientou que houve um «saldo positivo de 310 milhões de euros no sistema da Segurança Social em 2010».

Quanto aos salários, existe uma discriminação em 11 por cento dos casos, na mesma função, salientou o advogado. A taxa de desemprego entre imigrantes atinge os 20 por cento, enquanto que a da população portuguesa é de 11 por cento, disse ainda Duarte Miranda Mendes. Apesar da «vulnerabilidade», os «imigrantes são força de trabalho fundamental».

Portugal tem 10.6 milhões de habitantes. Neste número incluem-se 435 mil estrangeiros, segundo os dados dos Censos de 2011. Dos 192 países representados na Organização das Nações Unidas, Portugal, na sua história e atualmente, possui herança de 172, referiu Duarte Miranda Mendes.

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