sábado, 10 de dezembro de 2011

Migrações: novos fluxos?



Cai o número prisões na fronteira dos EUA e autoridades já apontam fato como tendência permanente. Na Espanha, desemprego é apontado como causa para a saída de milhares de latinos
As apreensões de pessoas tentando cruzar a fronteira entre os Estados Unidos e o México continuam a cair e atingiram os menores níveis desde o governo Richard Nixon (1969-1974). De acordo com a U.S. Border Patrol, a polícia fronteiriça estadunidense, cerca de 320 mil pessoas foram presas enquanto tentavam entrar ilegalmente no país. Já o Departamento de Imigração dos EUA deportou cerca de 390 mil pessoas. Os números fazem com que 2011 tenha sido primeiro ano em que o número de prisões foi menor do que o de deportações.
É o sexto ano consecutivo em que se observa queda no número de detenções. Segundo algumas autoridades, estes índices podem indicar uma tendência permanente. No entanto, as acaloradas discussões em relação às políticas migratórias na campanha eleitoral dos Estados Unidos podem mudar os números. “A questão agora serão as políticas em relação aos 11 milhões de imigrantes que vivem aqui e não mais sobre a entrada deles”, afirmou Demetrios Papademetriou, presidente da Migration Policy Institute, organização de pesquisa não partidária.
Desde o ano passado, estados do sul dos Estados Unidos têm aprovado políticas severas contra os imigrantes ilegais, impedindo-os de trabalhar e até mesmo matricular seus filhos nas escolas.
Adiós, amigos
O número de imigrantes latino-americanos também caiu na Espanha no último trimestre de 2011, conforme informou a Secretaria de Emigração e Imigrações do país. De acordo com a instituição, mais de 6 mil pessoas deixaram a Espanha nos últimos meses. O principal motivo, alegam, é o alto índice de desemprego, que chega a 21,5% da população, mas que atinge cerca de 30% dos imigrantes.
Diversos números divulgados este ano demonstram uma possível tendência em relação às correntes e fluxos migratórios mundiais. Nações emergentes, como o Brasil, estão se firmando como pólo atrativo e muita gente tem retornado a seus países de origem. Além disso, nos Estados Unidos, o número de detenções nas fronteias tem diminuído constantemente. Em meio a uma crise que parece não ter fim, aos poucos, o mundo percebe que o sonho americano e europeu é, no fundo, apenas um sonho.

Caroina Mazzi

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