sábado, 14 de agosto de 2021

Cáritas já atendeu 10,8 mil migrantes em situação de rua com oferta de água, saneamento e higiene

 

Instalação do Projeto Orinoco que atende migrantes e refugiados — Foto: Cáritas/Divulgação

A Cáritas já atendeu 10.885 migrantes e refugiados da Venezuela que vivem em situação de rua em Boa Vista e Pacaraima, na fronteira, com serviços de água, saneamento e higiene. Os dados são de novembro do ano passado até 3 de agosto deste ano.

Os atendimentos são feitos por meio do Projeto Orinoco: Águas que Atravessam Fronteiras. Os atendimentos são referentes à segunda fase do trabalho, iniciada em novembro de 2020.

Conforme o assessor local de monitoramento da Cáritas, Wellthon Leal, um dos encarregados de acompanhar as metas e indicadores do projeto, a previsão era atender nesta segunda fase do Orinoco 6.554 migrantes únicos. Mas, com a abertura parcial da fronteira, em junho desde ano, houve um aumento nos atendimentos.

“No mês de julho houve um grande aumento de cadastros e acessos às instalações do Projeto Orinoco, sobretudo em Pacaraima [cidade fronteira com o país vizinho ao Brasil]. Em Pacaraima, os acessos saíram de 1.018 em junho para 3.025 em julho, cerca de três vezes mais”, disse Leal. Nos últimos oito meses, o projeto atendeu 10.766 pessoas.

Instalação do Projeto Orinoco que atende migrantes e refugiados — Foto: Cáritas/Divulgação

Instalação do Projeto Orinoco que atende migrantes e refugiados — Foto: Cáritas/Divulgação

Todos os números de acesso único, e também o perfil da população atendida, são acompanhados e publicados mensalmente pela equipe de monitoramento do projeto na plataforma de dados Power Bi.

Projeto Orinoco

O Orinoco, financiado pela pela Agência dos Estados Unidades para o Desenvolvimento Internacional e Bureau for Humanitarian Assistance (BHA/USAID), atende a população em extrema vulnerabilidade social e econômica, que vive na capital Boa Vista e em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, desde 2019.

O projeto possui, nas duas cidades assistidas, locais estruturados com banheiros, duchas, lavanderias e bebedouros. Na capital são três instalações e em Pacaraima, uma.

Além das instalações sanitárias, o Orinoco também promove melhorias de água e saneamento em 15 ocupações espontâneas (locais que possuem estruturas improvisadas) atendidas pela Cáritas em Roraima, na capital do estado e na fronteira com o país vizinho.

Nestes locais, são garantidos módulos de banheiro, com sanitário, chuveiro e pias; estações de lavagem de roupas; melhorias nas estruturas já construídas pelas comunidades; e distribuição de kits de limpeza e de higiene pessoal, com momentos educativos, como resposta de proteção ao coronavírus.

Em abril deste ano, Orinoco também estendeu as ações para as comunidades indígenas Tarau Paru, Sorocaima e Bananal, na região do Alto São Marcos, em Roraima, que têm recebido indígenas Taurepang do lado venezuelano, diante ao agravamento na crise migratória, política e econômica, enfrentada pela Venezuela desde 2015.

G1

/g1.globo.com/

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