quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Após quase oito anos, Acre ainda recebe uma média de 30 imigrantes por mês


Senegalês diz que imigrantes ficam no local em média um mês  (Foto: Iryá Rodrigues/G1)
Após quase oito anos, o Acre ainda recebe uma média de 30 imigrantes mensalmente. Segundo a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do estado (Sejudh), chegam entre 10 a 15 senegaleses em um período de 15 dias.

Os imigrantes ficam hospedados em uma casa, que funciona como república e depois seguem para o Rio Grande do Sul.

Entre os anos de 2010 e 2016, o estado do Acre foi rota para mais de 50 mil imigrantes que entraram no país pela fronteira com o Peru. O maior fluxo de imigrantes foi desde dezembro de 2010 até março de 2016, quando o abrigo foi desativado, em Rio Branco.
Inicialmente, os imigrantes eram abrigados no município de Brasileia, no interior do estado, mas foi desativado e transferido para a capital acreana.

"Rota dos haitianos está interrompida desde 2015, mas porque o Brasil reequipou o seu escritório diplomático em Porto Príncipe, então a documentação é toda disponibilizada em Porto Príncipe. O principal motivo da vinda deles aqui era a documentação, mas como podem tirar a documentação lá vão direto para São Paulo", explica o secretário da Sejudh, Nilson Mourão.

Ainda segundo secretário, os senegaleses chegam ao estado e ficam em uma casa alugada no bairro Defesa Civil, em Rio Branco. Os imigrantes ficam no estado por um período de duas semanas, logo após viagem para o Rio Grande do Sul.

“Essa é constante e permanente seguindo o ritmo mais lento. Eles alugaram uma casa, que é abrigo deles e não vêm sem dinheiro. Na hora de viajar tiram o bilhete deles e seguem. O governo do Estado não tem participação financeira, trabalhamos apenas no acolhimento e orientação quando tem problemas de saúde, como devem se dirigir à Polícia Federal. Ajudamos nesse sentido", ressaltou.

Mourão falou também sobre a dívida que o governo federal tem com o Acre. Segundo ele, o Estado gastou cerca de R$ 13 milhões com ajuda humanitária. "O governo do Estado entrou com uma ação junto ao Supremo Tribunal Federal para reaver esses valores", destacou.

Emissão de vistos

Acre deixou de ser a principal rota para entrada de imigrantes haitianos no país desde que o Brasil ampliou a emissão de vistos pelas embaixadas em Porto Príncipe (Haiti), Quito (Equador) e Lima (Peru). Em 2015, houve uma queda de 96% no número de haitianos ilegais que chegaram ao Brasil pelo estado.
Segundo o Itamaraty, em 28 de setembro de 2015 foi inaugurado em Porto Príncipe, em parceria entre a Embaixada do Brasil no Haiti e a Organização Mundial para a Imigração, um novo centro de atendimento para demandas de vistos de haitianos que querem ir ao Brasil.

G1
www.miguelimigrante.blogspot.com

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