terça-feira, 8 de junho de 2021

Livro narra a história de crianças vítimas do trabalho infantil no Brasil

 O livro ‘Meninos malabares – Retratos do trabalho infantil no Brasil’ apresenta dez histórias de crianças e adolescentes que não tiveram outra oportunidade além do trabalho na infância

Foto: Adobe Stock | Licenciado

Por: Mariana Lima

Com texto da jornalista Bruna Ribeiro e fotografias de Tiago Queiroz, o livro-reportagem ‘Meninos malabares – Retratos do trabalho infantil no Brasil’ dá voz às crianças e adolescentes que precisaram abandonar a infância para trabalhar.

Buscando humanizar uma das mais graves violações dos direitos de crianças e adolescentes, os jornalistas apresentam dez histórias de quem teve como única opção o trabalho na infância, em faróis, cemitérios, lanchonetes e plantações.

O livro concentra uma variedade de histórias que exemplificam a complexidade do trabalho infantil e como ele está presente em diversos setores da sociedade.

Entre as histórias apresentadas estão a dos meninos malabares que equilibram cones e tochas de fogo em um desenho nas alturas, dos adolescentes que limpam túmulos nos cemitérios de São Paulo em busca de uns trocados e de um menino de oito anos que trabalha em uma plantação de palmito.

Além disso, o livro-reportagem traz uma história sobre como uma família de bolivianos conseguiu se libertar da escravidão em uma oficina de costura. Também são compilados relatos sobre trabalho infantil na praia, na feira, na lanchonete, no Carnaval, além da mendicância durante a crise causada pela pandemia de Covid-19.

Os relatos mostram como o trabalho infantil é resultado de problemas estruturais, sendo necessárias políticas públicas intersetoriais para combatê-lo.

Ao final do livro, os autores apresentam números, dados e contextualizações que podem contribuir para uma reflexão mais aprofundada sobre o assunto, com perspectiva histórica, jurídica, cultural e social.

Dados recentes, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), contemplando o período entre 2017 e 2019, revelam que, apesar da redução de 16,8%, 1,8 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos ainda estavam em situação de trabalho infantil no país. Deste total, 706 mil crianças e adolescentes estavam ocupados nas piores formas de trabalho infantil.

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