sexta-feira, 24 de agosto de 2012

IMIGRAÇÃO:AUSTRÁLIA


Com intenção de reduzir o fluxo de imigrante que chega à costa australiana de forma ilegal e precária, o governo da Austrália decidiu aumentar para 20 mil a sua cota anual de admissão de refugiados, anunciou nesta quinta-feira a primeira-ministra, Julia Gillard.
Com esta medida, proposta ao Executivo na última semana por um comitê de analistas, o país passará a receber 6, 25 mil refugiados a mais do que recebia até agora. Apesar de já ter sido aprovada, essa medida deverá entrar em vigor somente no início do próximo ano.
Desta forma, o governo pretende fazer com que as pessoas que se arriscam para chegar à Austrália passem a usar uma via legal, ou seja, sem recorrer às viagens clandestinas pelas costas do país e às redes dedicadas ao tráfico de seres humanos.
"A mensagem número um é se você conseguir um navio corre o risco de ser transferido aos centros de Nauru e Papua Nova Guiné. Mas, a mensagem número dois é para aqueles que permaneceram. Ou seja, haverá mais vagas disponíveis na Austrália", disse a chefe do Executivo em entrevista coletiva.
O aumento da cota de aceitação de refugiados foi anunciado após a aprovação de uma nova lei, a qual estabelece a abertura de centros de triagem em Papua Nova Guiné e Nauru para examinar os pedidos de asilo por parte dos imigrantes ilegais.
Em 2008, o Governo do primeiro-ministro Kevin Rudd, do Partido Trabalhista - agora liderado por Julia Gillard -, fechou o centro de Nauru, criado sete anos antes pela chamada "Solução do Pacífico", impulsionada pelo Executivo conservador de John Howard.
A abertura dos dois centros foi uma das 22 recomendações incluídas no relatório do grupo de analistas, criado por Julia por causa do aumento do número de embarcações que tentam chegar à costa australiana com imigrantes ilegais a bordo.
Segundo dados do Governo, desde o fechamento do centro de Nauru, em 2008, 21.957 pessoas (389 embarcações) chegaram à Austrália em busca de asilo, sendo que 7.629 pessoas (118 embarcações) chegaram ainda neste ano.
O relatório do comitê também recomendou uma espécie de cooperação com a Indonésia em tarefas de vigilância e resgate, além de aumentar o número de admissões por razões humanitárias, de 13,75 mil a 20 mil anuais, com a possibilidade de subir até 27 mil em cinco anos.
Além disso, a medida também cita uma recuperação dos acordos com a Malásia. Neste, o governo australiano trocaria 800 imigrantes em busca de asilo por cerca de 4 mil refugiados que se encontram em centros malaios.
Entre outubro de 2001 e junho de 2012, 964 pessoas morreram ou foram dadas como desaparecidas em alto-mar, segundo os dados do governo australiano. EFE

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

População da Rússia ultrapassa 143 milhões


A população da Rússia aumentou em 85,6 mil pessoas desde o início de 2012, atingindo 143,1 milhões, em 1º de julho. A informação foi divulgada pelo Serviço Federal de Estatísticas (Rostat), na segunda-feira, 20. Em 2011 também aconteceu aumento demográfico no país. Segundo a Rostat, a imigração compensou as perdas naturais da população, superando-as em 150,3%. O crescimento demográfico, no primeiro semestre deste ano, foi verificado em 33 das 83 regiões russas, em comparação a 22 no primeiro semestre de 2011.
O Presidente russo Vladimir Putin declarou que a população do país poderia crescer para 146 milhões até 2025, principalmente como resultado da imigração, de acordo com o Conceito de Política de Migração da Rússia, assinado em 2010.
A Rússia tem a oitava maior população do mundo. A nação sofreu um rápido declínio neste número desde o fim da era soviética, principalmente devido ao aumento dos índices de mortalidade no sexo masculino. O governo destacou que a inversão desta tendência é uma prioridade nacional e ofereceu incentivos em dinheiro para as famílias terem mais de um filho.

Números de autorizações neste semestre aumentou quase 24%


MTE divulgou ontem balanço sobre autorizações temporárias e permanentes


De janeiro a junho, 32.913 profissionais (entre temporários e permanentes) obtiveram permissão para trabalhar no Brasil, segundo dados da Coordenação Geral de Imigração (CGig) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Das autorizações concedidas nos seis primeiros meses do ano, 29.065 são temporárias e 3.848 permanentes. No mesmo período de 2011, foram 26.545 concessões, o que revela incremento de 23,98%. 

O coordenador-geral de Imigração do MTE, Paulo Sérgio de Almeida, explica que, das autorizações permanentes, 2.154 foram permissões de residência em caráter humanitário concedidas pelo Conselho Nacional de Imigração (CNIg) a haitianos. No total, o CNIg autorizou a entrada de 2.608 estrangeiros nos seis primeiros meses do ano. 

O trabalho a bordo de embarcação ou plataforma estrangeira continua absorvendo a maioria dos estrangeiros, com 8.257 profissionais autorizados a trabalhar temporariamente no Brasil. Ainda do total de autorizações temporárias, 6.713 estão ligadas à assistência técnica por prazo até 90 dias (sem vínculo empregatício), 5.696 à artista ou desportista, 3.471 referem-se à assistência técnica, cooperação técnica e transferência de tecnologia (sem vinculo empregatício), 2.597 especialistas com vínculo empregatício e 1.724 marítimos estrangeiros empregados a bordo de embarcações de turismo estrangeiras que operem em águas brasileiras. 

Trabalhadores dos Estados Unidos são os mais requisitados para trabalhar no Brasil: com 4.539 autorizações, seguidos pelas Filipinas, 2.299 e Reino Unido, 2.036. “A vinda de trabalhadores dos Estados Unidos está relacionada aos investimentos feitos pelas empresas e também porque a maior parte de artistas que vem ao Brasil é daquele país”, comentou Almeida. 

A maior parte das autorizações de trabalho temporário foi para os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, com 11.896 e 10.943, respectivamente. “Isso está relacionado ao setor de petróleo, que concentra 30% das autorizações”, disse o coordenador. 

Do total das 32.913 autorizações concedidas no semestre, 17.487 referem-se a trabalhadores com nível superior completo, 11.247 com ensino médio completo ou técnico profissional, 978 possuem mestrado, 589 ensino médio incompleto, 496 ensino fundamental incompleto, 420 pós graduação, 228 superior incompleto, 181 ensino fundamental completo, 142 doutorado e 1.145 não informado. 

Já os 490 investidores pessoa física autorizados a trabalhar no país trouxeram R$ 107,8 milhões. Os italianos foram os que mais direcionaram recursos, da ordem de R$ 25,5 milhões; seguidos por portugueses, com R$ 25,3 milhões e chineses, com R$ 11,4 milhões. São Paulo, com R$ 29,1 milhões, e Rio Grande do Norte e Bahia, ambos com R$ 19,5 milhões, foram os estados que mais receberam recursos. Investidores pessoa física são pequenos empresários que, para se estabelecer no Brasil, precisam trazer recursos próprios para a abertura do negócio. 

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Migração do campo para a cidade perde força na AL


Diante da perda de peso do êxodo do campo para a cidade na maioria dos países da América Latina, surgiram novos "fluxos migratórios" na região, mais "complexos" e que envolvem também a mudança de cidadãos da região para outros países, segundo o relatório "Estado das Cidades da América Latina e Caribe-2012", divulgado pelo programa ONU-Habitat nesta terça-feira.

As migrações na região tornaram-se "mais complexas e se produzem fundamentalmente entre cidades, a vezes traspassando as fronteiras internacionais", diz o estudo. Outro fenômeno relevante são os movimentos de população dentro das cidades, entre o centro e sua periferia e as cidades-satélites.

Estima-se que em 2010 mais de 30 milhões de latino-americanos e caribenhos (5,2% da população total) residiam fora de seu país de origem. Os principais destinos dessa emigração são os EUA --onde fixaram residência a maioria dos latino-americanos que deixaram seus países--, seguido por Espanha e Canadá.

O México lidera o êxodo no subcontinente, com 12 milhões de expatriados, o que corresponde a 10,7% da sua população. Depois, em números absolutos, surgem Colômbia, Brasil, El Salvador, Cuba, Equador e Peru.

Segundo o relatório, 60% das famílias mexicanas mais pobres dependiam de remessas de recursos de parentes que vivem no exterior.

O caso de Brasil destoa do resto da região porque, apesar de ser o terceiro maior "emissor" de pessoas em termos absolutos, proporcionalmente apenas 0,4% da população vive no exterior. Os destinos principais de brasileiros são EUA, Japão e Espanha.

Já os imigrantes representam 1,3% da população da América Latina (7,5 milhões de pessoas), com crescimento de 1 milhão de pessoas desde 2000 a 2010. Argentina, Venezuela, México e Brasil são os países que mais possuem, proporcionalmente, imigrantes.

Em grandes áreas metropolitanas, como em São Paulo, Rio de Janeiro, Quito e Cidade da Guatemala, observa-se um padrão migratório denominado de "desconcentração
concentrada". Ou seja, as pessoas saem da metrópole, mas se mudam para áreas próximas, em seu entorno.

Jornal Floripa

Em Honduras reunião prévia a Cúpula CELAC-UE


Representantes da Comunidade de Estados Latino americanos e Caribenhos (CELAC) reuniram-se  na segundafeira dia 20  na cidade hondurenha de Comayagua, para preparar a primeira cúpula sobre migração com a União Européia, fixada para janeiro próximo em Chile.

  Estabelecer uma estratégia regional que impulsione uma visão integral dos processos migratórios, interregionales e biorregionales, é o objetivo deste encontro, conforme com um comunicado difundido à imprensa pela Chancelaria hondurenha.

Participaram  do  encontro 28 dos 33 países integrantes da CELAC, que em cinco comissões de trabalho buscam uma posição comum sobre o tema migratório a nível hemisférico para apresentar aos Chefes de Estado e de Governo na cita de 2013.

As cinco mesas de trabalho examinam a atenção consular, a livre movilidade, a legislação, gerenciamento e segurança migratória e migração regional.

Este encontro foi  auspiciado pela comissão econômica para a América Latina (CEPAL), o Centro Latinoamericano de Desenvolvimento, a Organização Internacional de Migrações, a Conferência Regional de Migraões e a Conferência Sul-americana de Migração.

A CELAC, presidida por Chile com o apoio de Venezuela, é um organismo político americano sem Estados Unidos e Canadá, e está integrado por 33 Estados de Centroamérica, o Caribe e Suramérica.

América Latina e o Caribe têm mais de 25 milhões de emigrantes, algo mais do 13 por cento do total mundial.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

EL VOTO IMIGRANTE PERUANO EN CHILE


Si bien los peruanos inscritos en el Registro Electoral aún no son muchos, su presencia se hace notar en varias comunas. En Santiago, Recoleta y Estación Central han asumido el tema de los inmigrantes como un elemento clave para las próximas municipales.   
 
Oiga, alcalde, se inscribieron más de 5 mil peruanos para votar en la comuna".
El "dato" que recibió el actual alcalde de Santiago, Pablo Zalaquett, cuando fue a inscribir su candidatura al Servicio Electoral, se lo dijo al pasar un funcionario de la entidad. Casi como si fuera un secreto, Zalaquett se quedó pensativo. No sabe si esa cifra es cierta o no. El Servel no ha entregado un catastro con el perfil de los votantes. Pero sí sabe que puede acercarse bastante a la realidad.
Algo similar ocurre en las comunas de Recoleta y Estación Central, donde se concentra la mayoría de los alrededor de 150 mil peruanos que viven en Chile.
En las próximas elecciones municipales, y tras aprobarse el voto voluntario y la inscripción automática, se estima que por primera vez los inmigrantes, y particularmente los peruanos -los más numerosos-, tendrán la oportunidad de expresar su voluntad en las urnas.
No son muchos. La ley exige tener cinco años de residencia en Chile para obtener sus papeles y tener derecho a voto. Una parte considerable de los vecinos del norte están de manera ilegal (las últimas estadísticas datan de 2009 y se espera el censo para tener cifras consolidadas), pero su peso en las elecciones será mayor que en la municipal de 2009.Los alcaldes y candidatos lo saben. Pero reconocen que no hay una estrategia política para enfrentar el tema, sino que lo ven "como una problemática social que está ahí".
José Rodríguez Elizondo, analista internacional y experto en temas peruanos, señala que "un inmigrante en general vota por quien le convenga, al margen de las ideologías. No creo que estos peruanos sean de izquierda o de derecha, dependen de la oferta que les hagan para sus problemas puntuales".
Los candidatos están conscientes y los vienen escuchando desde hace tiempo. Tanto los actuales alcaldes, quienes han desarrollado distintas políticas de integración, como los postulantes, quienes no quieren dejar de lado a este grupo.
"En Chile todavía no se ve estrategia política hacia los peruanos. Nadie ha levantado un discurso electoral acerca de ellos, ni positivo (para captar su voto) ni negativo (para captar el voto de los chilenos que resienten la inmigración)", señala el cientista político Francisco Javier Díaz.
En Santiago, el tema es más patente. Basta con asomarse desde el balcón de la municipalidad para observar la pequeña Lima que se ha erigido en la Plaza de Armas. "Cuando salgo de mi oficina, tengo dos realidades: si voy hacia el oriente me encuentro con puros chilenos, pero si tomo por Catedral y encuentro a un chileno, lo abrazo", dice entre bromas el alcalde Zalaquett.
Desde que llegó a su cargo, en 2009, ha buscado vínculos con esta comunidad y con los inmigrantes en general. A fines de ese año creó  la  oficina de los migrantes, destinada a ayudarlos en temas de educación, salud, asistencia legal y vivienda.
Actualmente hay 2.157 niños extranjeros estudiando en colegios municipales de Santiago, de los cuales 1.740 son peruanos. La mayoría se concentra en la Escuela República de Alemania, donde el 60 por ciento de la matrícula es de ese país. "Hablé con el rector de la escuela y hemos impulsado medidas como tocar el himno peruano junto con el chileno todos los lunes", dice Zalaquett.
Rodrigo Delgado, alcalde de Estación Central, también ha desarrollado programas de integración escolar en su comuna. "Antes se les impedía a los niños que ingresaran a los colegios, pero hemos hablado con la comunidad y ahora tenemos programas antidiscriminación y hemos puesto especial énfasis en evitar el bullying", asegura Delgado. Agrega que la cobertura incluye los jardines infantiles y las salas cuna y que en los programas escolares se han incluido horas de historia para que los niños no pierdan sus raíces. 
En Recoleta, la alcaldesa Sol Letelier afirma que en los 18 establecimientos educacionales de la comuna hay 750 alumnos en que uno o ambos padres son de nacionalidad peruana. "Desde que llegué al municipio he buscado la mayor integración posible, tanto en educación, salud y vivienda", sostiene. Se estima que unos 4 mil 100 peruanos votarán en las municipales de octubre.
En este municipio, al igual que en Estación Central y Santiago, no hacen distinción al momento de entregar algún beneficio social o atención de salud. Salvo que se trate de personas ilegales, en cuyo caso están imposibilitados, aseguran los tres alcaldes, de entregar algún tipo de asistencia. Por ejemplo, en materia de salud, las personas deben inscribirse en Fonasa para poder asistir a los consultorios. Si son ilegales, sólo tienen acceso a atenciones de emergencia, aseguran.
En Recoleta, más de 5 mil residentes peruanos se atienden en los cuatro Centros de Salud Familiar. Y dos mil inmigrantes peruanos están inscritos en las ficha de Protección Social, que es la manera en que el municipio puede  distribuir de mejor forma la ayuda social a familias de escasos recursos. Esto quiere decir que estas personas tienen los mismos derechos que los chilenos para recibir estos beneficios.
La gran mayoría de los inmigrantes trabajan en mano de obra barata. Y dado que muchos son ilegales, no reciben beneficios de salud ni previsión. En Santiago, Zalaquett ha implementado un programa que ayuda a los inmigrantes a encontrar un empleo legal y también se les ayuda con dinero si quieren desarrollar algún emprendimiento.
En el Departamento de Desarrollo Comunitario de Estación Central, se les entrega a los inmigrantes recién llegados todo tipo de asesoría.  "Muchos no saben nada de la legislación chilena, de sus derechos y también de sus obligaciones, así que aquí los orientamos. Y si alguien no tiene su situación legal al día, se le ayuda para que la obtenga", puntualiza Delgado. En su comuna se estima que hay 5 mil peruanos en calidad de votar.
"Sólo cuando los inmigrantes alcanzan un alto número de personas con derecho a voto surge la preocupación electoral por ellos, como ocurre en Estados Unidos con el voto latino. Pero antes de eso, sólo hay discriminación", agrega Francisco Javier Díaz.
Difícil convivencia
Los tres alcaldes aseguran que el principal problema que han encarado es el de la convivencia entre chilenos y extranjeros. Particularmente, en el caso de los peruanos. Las cocinerías que se instalan en las calles, las fiestas que se prolongan hasta la madrugada, el hacinamiento en que viven y los consecuentes problemas de seguridad, la acumulación de la basura y la sensación de que les están quitando oportunidades de  trabajo y beneficios, han provocado que surjan sentimientos de odiosidad y de discriminación.
Para Carolina Tohá, candidata a alcaldesa por Santiago, el tema de la convivencia es crucial y asegura que no se han diseñado políticas ni dispositivos para atacar este problema. "Lo que más he desarrollado es lograr una buena convivencia. He planteado que tengamos una oficina en el municipio que se dedique a los temas de migración pero no como ahora que sólo hace labor social, sino que ayude a solucionar las dificultades que tienen los vecinos con los migrantes. Mi propuesta es que el municipio tenga un programa de mediación en que se logren consensos entre las partes afectadas por un conflicto y que se fiscalice el cumplimiento de los acuerdos alcanzados", explica.
Zalaquett se ha reunido con comunidades vecinales y les ha explicado que la migración es un fenómeno mundial y que muchos chilenos pasan por lo mismo en el exterior. "Les dije que mis abuelos también son inmigrantes, que llegaron de Líbano y de Palestina y que tengo una especial sensibilidad por el tema".
Sol Letelier ha implementado la entrega de contenedores para la basura en cada casa. "Y les pedimos a los peruanos que se comprometan a tener una comuna más ordenada". Ella se ha preocupado de darles su espacio. Por ejemplo, el 28 de julio, día nacional de Perú, les facilita la Plaza de la Paz para que celebren su día. Su actitud ha sido premiada por el gobierno peruano, el cual la condecoró con la Órden al Mérito por Servicios Distinguidos en el grado de Comendador.
El ex líder del movimiento estudiantil, Camilo Ballesteros, postulante a alcalde por Estación Central, propone crear  una estructura multicultural, donde converjan los distintos inmigrantes. "Se debe cambiar el sentido, que no sea un problema tener inmigrantes, sino que sea visto como una oportunidad donde la gente pueda sacar provecho de esta interacción cultural", postula. Saca como experiencia lo que vio en Canadá, donde existen múltiples etnias y el país ha logrado sacar lo mejor de ellas y de esa diversidad.
Carolina Tohá asegura que hay espacio para realizar mucho en pro de la integración. "Intercambios culturales, ferias en los barrios, actividades gastronómicas, participación de grupos folclóricos y lograr que este multiculturalismo se muestre en toda su riqueza", sostiene.
A su juicio, la situación de la Plaza de Armas está mal llevada y no es culpa de que los peruanos estén allí con sus cocinerías. "Lo que hace falta es darle una organización apropiada de una plaza turística, tener más restaurantes, tiendas de artesanía, de diseño chileno, recuperar la casa del corregidor, convertirla en un lugar donde el turista se sienta a gusto y desee quedarse ahí a pasear y disfrutar. Y además que estén los peruanos con lo suyo", afirma.
Vuelven los cités El 8 de mayo de 2008, un incendio en la esquina de Compañía y Libertad, en pleno barrio Brasil, destruyó una enorme casona donde vivían unos 200 inmigrantes, en su mayoría peruanos y colombianos. Todo comenzó a eso de las 9 de la noche, al parecer por una fogata que encendieron unos peruanos en el segundo piso. Seguramente para calentarse ante el temporal que azotó a la capital esa noche.
Este caso no es aislado. Los incendios en cités donde habita una familia por pieza se han hecho cada vez más frecuentes y han revelado las paupérrimas condiciones en las que viven sus moradores. Baños comunes, sin cocinas, hacinamiento, suciedad, insalubridad y un largo etcétera. Como si el Chile de principios del siglo XX, con la irrupción de lo que los historiadores llamaron "La cuestión social", hubiera regresado al país de los 16 mil dólares per cápita y miembro orgulloso del OCDE.
Delgado dice que han hecho un  recorrido por los cités de la comuna y  asegura que el problema no es de los peruanos, sino de las personas que les arriendan. "Son personas inescrupulosas que se aprovechan de la precariedad de los inmigrantes y les cobran entre $50 mil y $80 mil por una pieza. Muchas veces son piezas colectivas, donde el arrendatario paga por una cama. Y si la pieza tiene alguna subdivisión, el arriendo puede llegar hasta los $120 mil".
El problema, asegura, es que los dueños no hacen la inversión necesaria para que las viviendas puedan soportar este sobreúso. "Nosotros hemos chequeado las conexiones eléctricas y les hemos pedido que hagan los cambios necesarios, pero muchos no los hacen", afirma.
En Santiago, la situación es similar. El alcalde Zalaquett ha reforzado la fiscalización y aplica multas a los dueños que no cumplan con las normas municipales. También se implementó un subsidio de $100 mil para que los inmigrantes puedan pagar un arriendo por un par de meses hasta que consigan un trabajo y puedan pagar una casa en mejor estado.
En sus conversaciones con la comunidad peruana, Carolina Tohá detectó como mayor preocupación el cambio en las normas para otorgar viviendas sociales. "Antes se pedía como requisito tener residencia definitiva, ahora se piden cinco años de residencia definitiva para poder postular", enfatiza.
Ballesteros dice que está explorando la posibilidad de que algunos de los beneficios sociales que entrega el gobierno peruano de Ollanta Humala se hagan extensivos a los peruanos residentes en Chile. El tema ya ha sido planteado en Perú.
En Recoleta, también se dan varios casos de hacinamiento. La alcaldesa Letelier dice que uno de los más dramáticos es el de una casa de tres pisos, donde se detectó a 50 familias viviendo en condiciones muy precarias. "Eran verdaderas jaulas, separadas por mallas, familias enteras en un espacio no mayor de 2 metros 80 de fondo por 3 metros de ancho, donde se les cobraban 60 mil pesos de arriendo. Hemos ido clausurando de a poco el lugar porque tampoco podemos botarlos a la calle", afirma.
Han multado al dueño por todas las irregularidades detectadas y aún queda una veintena de familias en el lugar. Cuando el fotógrafo de "Sábado" fue a hacer fotos al recinto fue asaltado por un grupo de jóvenes que iban al lugar a comprar drogas.
La morada queda en la calle Rengifo, cerca del barrio Patronato. Y la triste realidad de esta historia es que su dueño también es inmigrante: un coreano.
"No creo que estos peruanos sean de izquierda o de derecha, dependen de la oferta que les hagan para sus problemas puntuales"

Claudio Gaete e  José Alvújar 

Portugal país rico com gente pobre


Terminou  a 40ª Semana Nacional de Migrações. Uma semana de reflexão que teve como objetivo «um sinal de esperança» para aqueles que foram forçados a deixar o país devido à crise económica e ao desemprego
A Igreja católica celebrou  no domingo 19 de agosto o dia nacional dos migrantes e da solidariedade com a pastoral da mobilidade. Por isso propõe “a todas as comunidades e paróquias que celebrem a eucaristia pelos migrantes, envolvendo de forma ativa quer os emigrantes que se encontram na terra natal em visita de saudade e de descanso, quer os imigrantes residentes nas comunidades locais”. Através da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, assim como da Obra Católica Portuguesa das Migrações (OCPM), a Igreja portuguesa está atenta a esta temática ao “Celebrar a Memória para Projetar a Nova Evangelização do Futuro”. 

O diretor da OCPM, Francisco Sales Diniz, refere no semanário Agência ECCLESIA que nos últimos anos aumentou “o número dos que deixam o país, levando consigo todo o agregado familiar, muitas vezes partindo na incerteza de encontrar o acolhimento e os meios que permitam a realização de uma vida digna”. Para o diretor da OCPM, trata-se de um “momento especial de celebração e de reflexão” sobre a presença da Igreja junto dos migrantes, “ação que, por fidelidade à missão confiada por Cristo e face à atual dimensão dos fluxos migratórios, necessita de um empenho renovado”. O sacerdote franciscano afirma que os valores cristãos propostos aos migrantes são “caminho para a construção de uma vida digna, impregnada de esperança e de alegria de viver”.
Analisando com algum cuidado o tipo de emigrantes que procuram acolhimento noutros países, constatamos que na sua maioria são jovens e formados, portanto detentores de conhecimentos de nível académico que não encontram colocação no país. Mas também há outros de vários graus etários, com menos formação académica, mas mais experientes profissionalmente que saem, especialmente para a Europa, países africanos de língua portuguesa ou Brasil. Ou seja, os emigrantes que atualmente abandonam o país são qualificados e vão fazer falta para o arranque da economia da pátria lusa nas próximas décadas. Não tenhamos dúvidas que a maior parte daqueles que conseguirem sucesso nos países para os quais emigraram não voltarão ao rincão onde nasceram. Aconteceu o mesmo com as gerações anteriores, principalmente os que obtiveram trabalho em França, por exemplo.

Estes novos emigrantes sentem-se abandonados pelos governantes do seu país e não será fácil calar a sua revolta, independentemente de seguirem a via da fé ou não. O pároco da comunidade portuguesa de Versalhes, Geraldo Finatto, que está em França há 27 anos, afirma que os emigrantes que chegam a França já não procuram a Igreja para se instalarem ou integrarem. A esta apenas lhe resta “ir ao seu encontro”. E explica: “Já não sentem a fé indispensável o que faz com que haja a preocupação de arranjar uma forma de chegar até eles e os integrar”, acrescentou o sacerdote. É esta a preocupação daqueles que trabalham com os emigrantes, sejam sacerdotes ou leigos, mas cuja tarefa é cada vez mais difícil.

Seria bom que os nossos governantes refletissem sobre este problema que constitui a emigração e não se limitassem a aconselhar os portugueses a emigrar, pois poderão ter a desdita que sejamos nós a pedir-lhes para que eles próprios o façam, ou seja, para procurarem o seu sustento lá fora, trabalhando claro. A gestão de um país tem que ser feita por pessoas sérias e competentes e não por políticos que se limitem a usufruir do lugar que ocupam, apesar de eleitos pelo povo. Há necessidade absoluta de procurar soluções através dos meios de que dispomos, incentivando a economia, o que permitirá diminuir o cancro social que é o desemprego. Haja coragem de o fazer para que possamos seguir em frente.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Padre Mario Geremia recebe título por defender os Direitos Humanos dos migrantes


Padre  Mário Geremia , Diretor do Centro Pastoral dos Migrantes da Missão Paz de São Paulo, foi escolhido pela Comunidade Peruana em São Paulo o personagem do ano de 2011 em defesa dos direitos humanos dos imigrantes. 
A solenidade de entrega da premiação ocorrerá no dia 28 de agosto de 2012, às 19h, no Auditório André Franco Montoro da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, o CONSCRE – Conselho Estadual Parlamentar das Comunidades de Raízes e Culturas Estrangeiras, num evento convocado pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, prestará uma homenagem às pessoas que, por indicação de suas comunidades, tenham se destacado no ano de 2011. 
O evento, um dos mais tradicionais do Conselho se realiza desde 2007 e, neste ano, contará com a participação de várias comunidades, dentre elas, alemã, árabe, armênia, grega, espanhola, moldova, italiana, japonesa, judaica, letoniana, russa, paraguaia, peruana e portuguesa. 

Haitianos em Brasileia usam nova rota de imigração


Uma nova rota de imigração de haitianos para o Brasil foi utilizada pelas 35 pessoas originárias do Haiti que se estabeleceram em Brasileia (AC). Diferentemente do que fizeram os que se aventuraram no primeiro semestre com pacotes oferecidos por “coiotes” (agenciador de imigrantes ilegais) haitianos, esses chegam em pequenos grupos para não chamar a atenção do policiamento de fronteira.
Os haitianos, agora, aguardam a liberação de um CPF do país para poder ingressar legalmente e trabalhar. A rota mais utilizada agora é feita também com o apoio de “coiotes”.
Nessa rota, os haitianos viajam de avião da República Dominicana para a cidade boliviana de Ibéria e caminham 8 quilômetros pela mata da Amazônia até Cobija. A cidade, também boliviana, faz fronteira com Brasileia, no Brasil, e tem duas pontes sobre o Rio Acre, que podem ser atravessadas tranquilamente.
Nos dois dias em que a reportagem da Agência Brasil passou em Brasileia não foi visto policiamento de fronteira do lado brasileiro nas duas pontes. Comerciantes estabelecidos próximos à ponte disseram que é por causa da greve da Polícia Federal.
Os primeiros grupos de haitianos chegaram no final de junho e, a partir daí, outros pequenos grupos, como a família de Obelca Jules, último a ingressar em Brasileia, tem aparecido de forma “picada”, disse à Agência Brasil o representante do governo do Acre na cidade, Damião Gomes Melo. Eles ainda usam as duas rotas mais visadas pelo policiamento de fronteira.
Esses caminhos foram utilizados pelos 2,7 mil haitianos que ingressaram em Brasileia no primeiro semestre, já com documentação legalizada pelo governo brasileiro. Na primeira rota, os haitianos partem de avião, com a ajuda dos “coiotes”, da República Dominicana para o Panamá. De lá, também de avião, seguem para Quito (Equador).
A partir daí, explicou Damião, a viagem passa a ser feita de ônibus até a fronteira do Equador com o Peru. Eles passam por Lima, Cuzsco, Puerto Maldonado, Ibéria, com destino a Iñapari. Por essa rota, agora monitorada pela Polícia Federal e Força Nacional, os haitianos tentam entrar na cidade brasileira de Assis Brasil (AC) e seguir para Brasileia, onde têm um suporte melhor.
Outra rota oferecida pelos “coiotes” prevê viagem de avião direto da República Dominicana, país que divide a Ilha de São Domingos, na América Central, com o Haiti, até Quito. De lá, os haitianos viajam de ônibus para Letícia, na Colômbia, onde entram por Tabatinga, no Amazonas, pela Ponte da Amizade.
Da cidade amazonense de fronteira, os haitianos geralmente viajam para Manaus e “seguem para onde eles querem”, disse Damião Borges. Ele destacou, no entanto, que a rota é pouco utilizada dada a intensa vigilância de fronteira.
 Agencia Brasil

sábado, 18 de agosto de 2012

Enfrentamento ao tráfico de Pessoas


Representantes de 14 estados estiveram reunidos em São Paulo entre os dias 13 e 15 de agosto para discutir diretrizes nacionais e conhecer o trabalho desenvolvido pela Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania no enfrentamento ao tráfico de pessoas. Na quarta-feira (15), o grupo visitou o Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas de São Paulo, na Justiça, para conhecer a estrutura e o modo de organização que tem destacado o Estado no cenário nacional.

“Com uma estrutura enxuta, conseguimos mobilizar uma rede comprometida com a questão atuante em todo o Estado”, contou Juliana Felicidade Armede, coordenadora do núcleo paulista, referindo-se aos comitês regionais presentes no interior. “Organizamos dados e sistematizamos fluxos de informações, o que permitiu a divulgação de gráficos com o perfil dos atendimentos”.

A coordenadora noticiou a criação de um espaço voltado exclusivamente a imigrantes em São Paulo. Trata-se de uma espécie de “
Poupatempo do Imigrante”, a ser instalado na Barra Funda, onde serão oferecidos serviços consulares, orientações trabalhistas e jurídicas e emissão de documentos. “O espaço vai ficar em local privilegiado na capital, onde imigrantes já transitam”, reforçou Juliana.

Após a visita na Secretaria da Justiça, foi a vez de a delegação conhecer o Núcleo Humanizado de Atendimento ao Imigrante do Aeroporto Internacional de Guarulhos, por onde passam a maioria das vítimas de tráfico internacional. A criação de uma casa de passagem para vítimas em Guarulhos também é um projeto que está sendo estudado pela gestão paulista.

O próximo encontro está previsto para acontecer em dezembro, em Brasília. 

Ódio e intolerância: Corações sujos revive história da migração japonesa no Brasil


Filmes que colocam sentimentos como a vingança e a traição em primeiro plano não raras vezes esbarram em clichês ou falsos moralismos e se aproximam facilmente do lugar-comum. Corações sujos, longa-metragem de Vicente Amorim, adaptado do livro homônimo de Fernando Morais, é exceção à regra. O filme é baseado na real e inusitada situação vivida pelos imigrantes japoneses e seus descendentes, que, morando no Brasil e sem notícias confiáveis da terra do Sol Nascente, não acreditavam na derrota de seu país na Segunda Guerra Mundial. Aos que duvidavam da verdade, restavam o ódio, a perseguição e até a morte.
Com um ótimo roteiro de David França Mendes, Corações sujos  tem sua narrativa ambientada no interior de São Paulo, nas origens daquela que viria a se tornar a maior comunidade japonesa, no mundo, fora do Japão. Entre 1945 e 1946, quase 80% dos cerca de 200 mil imigrantes estavam em cidades do Oeste paulista e do Paraná, acreditando ainda na vitória de seu país. Para eles, os japoneses que aceitavam a notícia da rendição eram traidores. Uma desonra que só poderia ser lavada com sangue. Assim começaram os ataques dos “vitoristas” (ou kachigumi) contra aqueles que aceitavam a derrota (os “derrotistas”, ou makegumi), apelidados pejorativamente de “corações sujos” pelos opositores.

Por mais de um ano, dezenas de atentados ocorreram nos municípios que abrigavam as comunidades japonesas em São Paulo, desafiando as autoridades policiais. Na ficção, o recurso usado para recuperar o clima de vingança e traição foi centrar os conflitos na história de um homem comum, o imigrante Takahashi, dono de uma pequena loja de fotografia, casado com a professora primária Miyuki, que se envolve nessa guerra e é afetada pela intolerância, o radicalismo, a manipulação e o medo. 

Filmado em locações nas cidades de Paulínia e Campinas entre abril e maio do ano passado, Corações sujos aposta em inovações de linguagem, como o uso de câmera em movimento e imagens desfocadas para dar a sensação de alucinação e cegueira nos personagens tomados pelo ódio. Os ótimos atores japoneses escalados são outro trunfo. Tsuyoshi Ihara, protagonista de Cartas de Iwo Jima, de Clint Eastwood, interpreta o protagonista Takahashi; enquanto Takako Tokiwa faz o papel de Miyuki. Noboru
Watanabe, líder do bando justiceiro que tenta convencer a todos da supremacia japonesa, é o personagem de Eiji Okuda, um dos atores e diretores de cinema mais premiados do Japão. Quando bom elenco, roteiro e direção consistente se juntam num projeto como este, o resultado só poderia ser ótimo entretenimento. 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Imigrantes formam grandes filas para se legalizar nos EUA


Jovens formaram filas na quarta diante de escritórios de imigração em Estados como Califórnia e Texas, no dia em que entraram em vigor as diretrizes que relaxam as regras de deportação nos EUA.
As autoridades norte-americanas esperam que centenas de milhares de imigrantes sem documentação preencham o pedido para legalizar temporariamente a permanência no país.
As novas regras beneficiam aqueles que tenham imigrado com menos de 16 anos, morado nos EUA desde 15 de junho de 2007, não tenham passado criminal nem mais que 30 anos de idade.
Assim, os jovens imigrantes poderão se blindar por dois anos contra a deportação, além de ter autorização para trabalhar.
A flexibilização implementada pela administração do presidente democrata Barack Obama é apontada por republicanos como um movimento para conquistar os votos hispânicos no pleito presidencial de 6 de novembro.
Estados em disputa, casos de Flórida, Nevada e Colorado, têm grandes populações de imigrantes.
Defensores dos imigrantes enxergam a medida com ressalvas, já que ela é uma implementação parcial do chamado Dream Act, que propõe status legal permanente para parte dos imigrantes.
Militantes têm aconselhado, também, que os jovens imigrantes peçam a advogados que revisem os formulários antes de entregá-los --para, além de não ter o pedido negado, evitar a deportação.

Editora humanitas lança o imigrante judeu na obra de erico veríssimo


Foi lançado o livro O imigrante judeu na obra de Erico Veríssimo, fruto da dissertação de Adelgicio José da Silva na Faculdade  de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, na área de Literatura e Cultura Judaica e Língua Hebraica.
O livro propõe a análise da imagem do imigrante judeu no romance O Tempo e o Vento, de Erico Veríssimo. A pesquisa  examina o procedimento de representação do judeu focando o fenômeno histórico e social da imigração e sua conseqüência na elaboração do mito de construção de nacionalidade. Um aspecto tratado com particular atenção é a dialética estabelecida entre o imigrante e a oligarquia rural presente no sul do país. Busca-se analisar como as personagens, imigrantes europeus em ascensão, representantes de uma nova burguesia que se constrói na esteira da industrialização e dos fatores que se desdobram na modernização do meio de produção nacional, estão postas na obra em relação a outras personagens que nela ocupam o protagonismo.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Razões pelas quais a Europa precisa de uma estratégia de migração internacional, segundo Kofi A. Annan


Um dos maiores testes a uma União Europeia alargada, nos próximos anos e décadas, será a maneira como gere o desafio da imigração. Se as sociedades europeias estiverem à altura do desafio, a migração internacional será um fator de enriquecimento e irá fortalecê-las. Se o não conseguirem, isso pode ter como consequência uma queda do nível de vida e a divisão social.
Não há a menor dúvida de que as sociedades europeias precisam de migrantes internacionais. Nos nossos dias, os europeus vivem mais anos e têm menos filhos. Sem a migração, a população dos Estados-membros da UE diminuirá, passando de cerca dos atuais 450 milhões para menos de 400 milhões, em 2050.
Isto não se passa apenas na UE. O Japão, a Federação Russa e a Coréia do Sul, entre outros, podem vir a conhecer um futuro semelhante – situações em que haverá cargos que ficarão por ocupar e serviços que não poderão ser prestados, à medida que se dá uma contração das suas economias e as sociedades estagnam. A migração internacional só por si não resolverá estes problemas, mas é uma parte essencial da solução.
Podemos estar certos de que as pessoas de outros continentes continuarão a querer vir viver na Europa. No mundo tão desigual de hoje, há um número elevado de asiáticos e africanos que carecem das oportunidades de melhorar a sua situação que a maioria dos europeus considera um dado adquirido. Não deve, pois, surpreender-nos que muitos deles vejam na Europa uma terra de oportunidades, onde anseiam começar uma nova vida, do mesmo modo que as potencialidades do novo mundo atraíram, em tempos, dezenas de milhão de europeus empobrecidos, mas empreendedores.
Todos os países têm o direito de aceitar ou não migrantes voluntários (ao contrário do que se passa com os refugiados de boa fé, que gozam do direito à proteção consagrado no direito internacional). Mas não seria sensato da parte dos europeus fechar-lhes as portas. Isso não só prejudicaria as suas perspectivas econômicas e sociais a longo prazo, como levaria cada vez mais pessoas a tentarem recorrer a estratégias para entrar nos seus países, quer pedindo asilo político (sobrecarregando, assim, um sistema que visa proteger os refugiados que fugiram dos seus países com medo de serem perseguidos) quer procurando obter a ajuda de contrabandistas, arriscando-se a morrer ou a ficarem feridas por, num ato de desespero, utilizarem o transporte clandestino em barcos, caminhões, trens ou aviões.
A migração ilegal é um problema real e os Estados têm de cooperar no âmbito dos esforços para lhe pôr termo, especialmente reprimindo os contrabandistas e traficantes, cujas redes de crime organizado exploram os vulneráveis e subvertem o primado do Direito Internacional. Mas o combate à migração ilegal deveria fazer parte de uma estratégia mais ampla. Os países deveriam proporcionar mecanismos reais para a migração legal e tentar aproveitar os benefícios que ela traz, salvaguardando, ao mesmo tempo, os direitos humanos dos migrantes.
Os países pobres também podem beneficiar com a migração. Em 2002, os migrantes enviaram aos países em desenvolvimento remessas no valor de pelo menos 88 mil milhões de dólares, ou seja, 54% mais do que a ajuda pública ao desenvolvimento (57 mil milhões de dólares) que estes países receberam, no mesmo período.
A migração é, portanto, uma questão que todos os países têm interesse em resolver bem e que exige uma maior cooperação a nível internacional. A Comissão Mundial sobre as Migrações Internacionais pode ajudar a estabelecer normas internacionais e a definir melhores políticas, tendo em vista gerir as migrações no interesse de todos. Estou confiante em que terá boas ideias para apresentar e espero que possa contar com o apoio tanto dos países que “enviam” migrantes como daqueles que os acolhem.
Gerir o fenômeno migratório não implica apenas abrir as suas portas e colaborar no plano internacional. Também exige que cada país desenvolva mais esforços para integrar os recém-chegados. Os migrantes internacionais devem adaptar-se às novas sociedades que os recebem e estas têm igualmente de se adaptar. Só graças a uma estratégia criativa de integração dos migrantes os países podem assegurar que estes enriqueçam a sociedade de acolhimento, em vez de trazerem instabilidade.
Ainda que cada país aborde esta questão de acordo com o seu próprio caráter e cultura, nenhum deveria esquecer a enorme contribuição que milhões de migrantes já deram para as sociedades europeias modernas. Muitos vieram a ocupar lugares de destaque em governos, na ciência, nas universidades, nos esportes e nas artes. Outros são menos famosos, mas desempenham um papel igualmente crucial. Sem eles, muitos sistemas de saúde lutariam com falta de pessoal, muitos pais não teriam, em casa, a ajuda de que precisam para se dedicar a uma carreira, e muitos lugares na área da prestação de serviços ficariam por preencher. Os migrantes fazem parte da solução, não do problema.
Todos os que estão empenhados no futuro da Europa e na dignidade humana, devem, por isso, tomar uma posição clara contra a tendência para fazer dos migrantes internacionais os bodes expiatórios dos problemas sociais. Eles não querem viver à custa dos outros. Querem uma oportunidade justa para eles próprios e para as suas famílias. Não são criminosos nem terroristas. São pessoas respeitadoras da lei. Não querem viver isolados do resto da comunidade. Querem integrar-se, mantendo, simultaneamente, a sua identidade própria.
Neste século XXI, os migrantes precisam da Europa, mas a Europa também precisa deles. Uma Europa fechada seria mais egoísta, mais pobre, mais fraca e mais velha. Uma Europa aberta será uma Europa mais justa, mais rica, mais forte e mais jovem, desde que saiba gerir bem as migrações.
Fonte: UNRIC

Remessas de imigrantes na Espanha para seus países caem 14%


O aumento do desemprego entre a população estrangeira na Espanha por causa da crise econômica repercute sobre as remessas de dinheiro que os imigrantes enviam a seus países de origem, que caíram 14% no primeiro trimestre deste ano.
Um relatório elaborado pela Remesas.org, uma rede de pesquisa criada por um grupo de economistas espanhóis centrada na análise do fluxo destes envios de dinheiro, conclui que pela segunda vez nos últimos quatro anos as remessas emitidas da Espanha sofreram uma queda.
Nos três primeiros meses de 2012 foram enviados da Espanha para outros países 1,548 bilhão de euros, frente aos 1,851 bilhão remetidos um ano antes.
Esta queda se deve principalmente à falta de trabalho entre os imigrantes, que está provocando também um aumento do retorno destes para seus países, segundo o último relatório da Remesas.org.
A crise econômica está transformando a Espanha de país de destino de imigrantes em país emissor, com um número crescente de espanhóis que decidem tentar a sorte no exterior, de acordo com os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo as estimativas do INE, a Espanha recebeu no primeiro semestre de 2012 um total de 178.021 pessoas, frente às 269.515 - entre espanhóis e estrangeiros - que decidiram abandonar o país no mesmo período.
Em relação aos imigrantes, cresce o retorno principalmente dos cidadãos procedentes de Brasil, Equador e Colômbia, países onde a melhora da situação econômica cria neste momento mais oportunidades.
"Calculamos que quase a metade da população colombiana que vive na Espanha poderia voltar nos próximos meses porque a economia da Colômbia é agora uma das mais pujantes", previu à Agência Efe o vice-presidente da Associação Sociocultural e de Cooperação ao Desenvolvimento da Colômbia e da Região Ibero-Americana, Ivan Santos.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Fronteras e Identidades que se realizará en la Universidad Federal de Pelotas entre el 25 y el 28 de setiembre de 2012.


A través de este Simposio se privilegia el estudio de comunidades migrantes de frontera, discutiendo fenómenos de pertenencia e “identidad nacional”, sean motivadas por cuestiones económicas, políticas o de otro tipo. Se pretende crear un espacio para la discusión de las migraciones contemporáneas y fronterizas, en sus procesos de construcción, afirmación y juego de identidades, así como en sus mecanismos y formas de vinculación con los países y/o locales de origen. Con ello se pretende discutir las transformaciones históricas de los conceptos de diáspora, trasnacionalismo, territorialización y globalización; así como las múltiples pertenencias que se generan en estas nuevas “comunidades trasnacionales” a través del análisis de las diversas experiencias migrantes. Se abordarán las dinámicas nacionales y de frontera, entendida como espacio en permanente construcción, cuya significación no se ajusta a delimitaciones territoriales, sino que poseen una dinámica propia, con vínculos y ritmos que también se relacionan con los procesos migratorios contemporáneos y de la región. También atiende las dinámicas sociales en las cuales se generan los proyectos migratorios, sin desconocer los procesos de conflicto –en sus múltiples niveles-, de recreación y cambio de los contextos sociales y de las trayectorias de los sujetos migrantes que circulan y transitan, tanto en el lugar de partida como en el de llegada. Esta propuesta pone el énfasis en las diversas experiencias metodológicas e interdisciplinarias, buscando fortalecer, ampliar y profundizar los estudios migratorios contemporáneos.

Alex Morales

EUA abrem inscrições para legalização de imigrantes sem documentos


Eles já se autodenominam "sonhadores" e a partir desta quarta-feira podem ficar ainda mais perto do seu "sonho americano". Centenas de milhares de jovens imigrantes indocumentados que chegaram nos Estados Unidos antes dos 16 anos de idade agora podem começar a requerer ao governo americano que não sejam deportados, segundo regras que foram anunciadas em junho pelo Departamento Segurança Interna.
As regras preveem que os migrantes que forem aprovados receberão vistos de trabalho válidos por dois anos, renováveis (sem, no entanto, receber a cidadania americana). Os candidatos precisam cumprir critérios como ter estudado ou prestado serviço militar aqui, não ter se envolvido em crimes e ter até 30 anos de idade quando a lei foi anunciada, no dia 15 de junho.
Um cálculo do centro de estudos Pew Research estima que 1,2 milhão de jovens já se enquadram nesse perfil e que outros 500 mil em idade escolar podem se adequar às regras se se matricularem.
Do total de 1,7 milhão de imigrantes que poderiam se beneficiar do projeto, 85% são hispânicos, calcula o Pew. Para delinear as novas regras, a equipe de Barack Obama teve de pesar a reputação do presidente junto aos latinos - que são 77% dos mais de 11 milhões de imigrantes ilegais nos EUA - no contexto de um ano eleitoral e um clima anti-imigração, exarcebado pela polarização política e a crise econômica.
Alegria e preocupação
As medidas entram em vigor nesta quarta-feira com um misto de alegria, expectativa e reticência por parte das mesmas pessoas que devem se beneficiar delas.
"É uma vitória, mas ainda temos muito o que fazer", diz o brasileiro Felipe Matos, de 26 anos, que vive indocumentado nos EUA desde os 14 anos. "Não é que o presidente Barack Obama acordou e disse, 'Uau, precisamos resolver o problema dessas pessoas'. É fruto de uma longa luta para que ele parasse com as deportações."
No ano passado, o governo Obama bateu um recorde ao deportar 400 mil imigrantes ilegais.
O diretor da ONG Casa de Maryland, de tendência pró-imigração, indica que esse pensamento está na cabeça de muitos estudantes que ainda têm um certo "receio" de se candidatar aos papéis.
"Você está correndo um risco. Está dando todas as suas informações para uma agência que pode eventualmente usar essas mesmas informações para te deportar", disse.
Oportunidade
Entretanto, especialistas têm incentivado os jovens a se candidatarem ao alívio à deportação, pela oportunidade única que o projeto representa, em meio ao debate que vigora nos EUA em torno da imigração ilegal.
Especialistas concordam que as medidas que começam a valer nesta quarta-feira são o limite até onde o governo pode avançar sem a aprovação de uma reforma migatória ampla pelo Congresso.
Mas a reforma migratória, contida no Dream Act - um acrônimo para a lei de Desenvolvimento, Alívio e Educação para Menores Estrangeiros, que em inglês forma a palavra ''sonho" - está parada há uma década no Legislativo por causa da oposição anti-imigração.
O Dream Act criaria um caminho de naturalização para jovens que cumprirem os mesmos critérios estabelecidos pela nova regra do Departamento de Segurança Interna. A legislação quase chegou a ser aprovada em 2010 e voltou a ser reintroduzida neste ano.
Muitos ativistas a favor da imigração nos EUA creem que é uma questão de tempo para que a lei finalmente seja aprovada e o país reveja o destino de cerca de 4,4 milhões de imigrantes indocumentados abaixo dos 30 anos.
Mas para a brasileira Tereza Lee, que esteve 20 anos na pele de um imigrante indocumentado, "para os sonhadores não se trata simplesmente de uma questão de tempo".
"Eles precisam (dos papéis) hoje, agora. Amanhã eles vão acordar indocumentados, sem saber como vão fazer para ganhar a vida e contribuir com o país."

BB BRASIL

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A migração internacional pela primeira vez em um censo nacional


El Censo de Población y Vivienda 2012, incorpora por primera vez en la historia de los censos nacionales  preguntas específicas sobre las migraciones internacionales.  Se formularán cuatro preguntas – de un total de 49 – para calcular la magnitud de las migraciones desde Bolivia hacia distintos destinos  en el exterior, así como la población inmigrante que radica en el país, y las migraciones internas.
La migración internacional es un fenómeno difícil de medir porque está compuesta por flujos de inmigración y emigración y porque sus protagonistas ocultan  información debido a su condición de indocumentados, por lo que los censos juegan un rol fundamental para contar con información confiable.
Las preguntas 20, 32, 33 y 34 de la Boleta Censal que ha sido entregada oficialmente, consultan específicamente sobre los procesos de emigración e inmigración internacionales, así como sobre la migración interna.
Los datos censales sobre migraciones internacionales tendrán como base el año 2001, según queda claro en la pregunta 20  que consulta taxativamente “¿Desde 2001 a la fecha, alguna persona que vivía con Uds. actualmente vive en otro país? Si la respuesta es afirmativa, prevé registrar cuántas personas, sexo, año de salida del país, a qué edad se fue, y el país donde vive actualmente.
Los datos sobre los procesos migratorios, podrán ser completados en otras tres preguntas de la Boleta Censal. 
Con  la pregunta 32,  “¿dónde nació?”, se podrá dimensionar tanto las migraciones internas como la inmigración extranjera, pues las opciones de respuesta son “Aquí”, “En otro lugar del país”, y “En el exterior”, especificando en cada caso el municipio, la comunidad, el departamento o el país.
La pregunta 33, “dónde vive habitualmente”, también incluye las opciones aquí; en otro lugar (municipio o localidad; en el exterior (nombre de país). Y la pregunta 34 consulta sobre el lugar de residencia hace 5 años.
Los censos de Guatemala (2000), México, Honduras, Ecuador (2001), República Dominicana (2002, Colombia, Nicaragua (2005), El Salvador (2007) y Argentina (2010) incorporaron la temática migratoria en sus boletas censales y, según se conoció, han sido fuente de consulta para incorporar preguntas pertinentes para el censo en Bolivia.
En la actualidad existe controversia respecto a las cifras de la migración internacional del país.  Algunas fuentes oficiales señalan que alcanza a 2 millones de personas mientras que otras proyectan más de 3 millones.  
La ausencia de indicadores confiables ha obligado a acudir a los registros de los países receptores para dimensionar la magnitud del fenómeno y, en algunos casos, a proyectar las tendencias de los flujos migratorios en base a encuestas nacionales de restringido alcance.
Vivienda, hogar y población son los tres ejes temáticos de la Boleta Censal que se aplicará el 21 de noviembre en las áreas urbanas  en una jornada con suspensión total de actividades y hasta el 23 del mismo mes en las áreas rurales de todo el país.  Los resultados iniciales  será presentados en enero y los datos finales se conocerán en mayo de 2013.