Essa manchete antiga é uma das mais famosas de Crônica, canal sensacionalista de televisão da Argentina. Sempre causa riso e tensão quando é mencionada, porque traz em seu bojo temas delicados como racismo, discriminação, migração e pobreza.
Todos eles vieram à tona nos últimos dias na Argentina após o enfrentamento, entre moradores de classe média baixa do bairro de Villa Soldati, localizado na zona sul de Buenos Aires, e famílias de sem-teto (a maioria boliviana e paraguaia).
O grupo de imigrantes – cerca de mil pessoas - ocupou uma praça abandonada em protesto à falta de moradias. Os vizinhos resolveram desocupar o parque por conta própria e promoveram uma batalha com pedras, pedaços de ferro e armas de fogo. O saldo foi de quatro mortos.
As cenas de violência ocorreram na data em que se comemorava o Dia Internacional dos Direitos Humanos.
O prefeito de Buenos Aires, Maurício Macri, representante da direita conservadora, pediu intervenção por parte do governo federal e fez um discurso racista e xenófobo contra os ”bolitas e paraguas”, relacionando a imigração à delinqüência e ao narcotráfico.
Macri (filho de um imigrante italiano, é bom que se lembre) destacou que o governo da cidade não pode resolver o problema do déficit habitacional de todos os países limítrofes, relacionando a falta de casas populares em Buenos Aires com o aumento da imigração.
O problema é que o número de estrangeiros diminuiu, de 13% da população em 1960, para 4,2% em 2001. Os dados do novo Censo ainda não estão disponíveis, mas a expectativa é que este índice seja ainda menor.
Segundo ele, o incidente ocorrido é conseqüência de uma política migratória descontrolada, permitida pelo governo da presidente Cristina Kirchner por meio do Plano Nacional de Normalização e Documentação Migratória.
Também denominado Pátria Grande, esse plano permitiu que mais de 400 mil pessoas, originárias de países do MERCOSUL e Associados, apresentassem documentação para conseguir a residência argentina, numa ação considerada de vanguarda na América Latina.
Macri, no entanto, prefere adotar o discurso que está em voga na Europa hoje, que vê a imigração como uma ameaça, e não como um direito. Pelo menos a imigração de gente latina e pobre. Para europeus com dinheiro a cidade está de braços abertos, claro.
Dados publicados no domingo pelo jornal Pagina 12 mostram o quanto o prefeito anda equivocado.
A matéria cita números das Nações Unidas que destacam que sem a imigração ocorrida desde 1950 até hoje, que inclui obreiros que trabalham em empresas de construção civil como a de Macri, o produto interno da Argentina seria pelo menos 36% menor. Seu produto bruto per capita 25% mais reduzido e sua população diminuída em 8,7%.
Infelizmente, esse sujeito que fala barbaridades dos imigrantes quer ser presidente em 2011. Além do pensamento retrógrado, ele é muito bizarro e basta colocar seu nome no Google para descobrir um monte de vídeos ridículos. Sinceramente, a Argentina não merece.
Gisele Teixeira é jornalista
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
França pressiona para cumprir cifras de expulsão de imigrantes
O ministro francês do Interior, Brice Hortefeux, solicitou às autoridades que intensifiquem as expulsões dos imigrantes sem documentos para cumprir a cifra de 28 mil, fixada para 2010.
Durante os primeiros 11 meses do ano foram reconduzidos à fronteira 25.511 pessoas, recordou o titular.
Além disso, pediu para aproveitar as últimas semanas para acentuar o esforço e assinalou que a França tem "o direito de escolher".
Hortefeux declarou que todo estrangeiro em situação ilegal deve ser reconduzido à fronteira salvo situações particulares.
Nos últimos três anos foram expulsas 106 mil pessoas, recordou.
Por outra lado, o museu da Cidade Nacional da História da Imigração reabriu suas portas ontem, após mais de dez dias fechado por causa da extensão a toda a instalação da greve de estrangeiros sem documentos iniciada em outubro.
Cerca de 500 trabalhadores sem documentados iniciaram esta greve respaldados pela Confederação Geral de Trabalhadores (CGT) como protesto ao não cumprimento do Governo do acordo de regularização.
Por causa dos compromissos do ex-ministro de Imigração Éric Besson, 1.800 grevistas depositaram seus expedientes de solicitação de residência nas prefeituras da região parisiense (Paris e a periferia).
Mas até o momento apenas 475 receberam permissões de residência por três meses e só um, de um ano, segundo informou Luta Operária em um comunicado.
Durante os primeiros 11 meses do ano foram reconduzidos à fronteira 25.511 pessoas, recordou o titular.
Além disso, pediu para aproveitar as últimas semanas para acentuar o esforço e assinalou que a França tem "o direito de escolher".
Hortefeux declarou que todo estrangeiro em situação ilegal deve ser reconduzido à fronteira salvo situações particulares.
Nos últimos três anos foram expulsas 106 mil pessoas, recordou.
Por outra lado, o museu da Cidade Nacional da História da Imigração reabriu suas portas ontem, após mais de dez dias fechado por causa da extensão a toda a instalação da greve de estrangeiros sem documentos iniciada em outubro.
Cerca de 500 trabalhadores sem documentados iniciaram esta greve respaldados pela Confederação Geral de Trabalhadores (CGT) como protesto ao não cumprimento do Governo do acordo de regularização.
Por causa dos compromissos do ex-ministro de Imigração Éric Besson, 1.800 grevistas depositaram seus expedientes de solicitação de residência nas prefeituras da região parisiense (Paris e a periferia).
Mas até o momento apenas 475 receberam permissões de residência por três meses e só um, de um ano, segundo informou Luta Operária em um comunicado.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
O Parlamento Europeu debate esta semana a chamada “Lei de Visto Único”
Esta semana será intensa, cheia de reuniões das instituições européias. O Parlamento Europeu realiza sessão plenária em Estrasburgo, na França. No final da semana, os líderes da União Europeia se encontrarão para o último Conselho Europeu de 2010.
Lei de visto único
Se há dois anos o Parlamento Europeu gerou um irritado debate em torno da migração ao aprovar a chamada Lei de Retorno, agora enfrenta novas críticas pela discussão sobre a Lei de visto único que regula a imigração legal e estabelecerá novas normas para os trabalhadores que desejem trasladar ao território europeu vindos de países que não fazem parte da União Europeia.
A proposta da Câmara Europeia tem como objetivo fixar um marco de direito uniforme para os trabalhadores vindos de outros países. Os defensores da medida aludem à necessidade de “simplificar as gestões administrativas requeridas aos imigrantes vindos de países terceiros que desejam residir e trabalhar na UE, garantir-lhes uma série de direitos básicos e reduzir as diferenças existentes entre as legislações nacionais”.
A lei de visto único é aplicável aos imigrantes em situação regular que não têm uma permissão de residência de longa duração. As vozes críticas denunciam que a lei será prejudicial para os trabalhadores temporários, os trasladados por empresas de países terceiros, os de empresas prestadoras de serviços e alguns trabalhadores com categoria de aprendiz, que ficam excluídos da norma.
O deputado Claude Moraes, do Partido Trabalhista no Parlamento Europeu, advertiu que, caso a diretiva seja aprovada, muitas empresas acharão mais conveniente trasladar suas sedes a países como o Marrocos ou a Turquia para depois trasladar aos trabalhadores desses países às sedes das empresas na União Europeia e poder lhes dar menos direitos que aqueles dados aos trabalhadores europeus.
Outra das grandes modificações tem a ver com as aposentadorias. Com a nova norma, imigrantes de países que não são membros da UE e contribuíram em algum país da União Europeia não poderão receber a aposentadoria em seus países de origem.
Maioria simples
O grupo socialista no Parlamento Europeu apresentou várias emendas à lei de visto único que já está delineada, mas suas propostas foram recusadas pelos Liberais e pelo Partido Popular Europeu. É necessária uma maioria simples para que a norma seja aprovada. Uma vez superado o trâmite parlamentar, o Conselho de Justiça e Interior, e não o de Emprego e Assuntos Sociais, adotará a lei em 21 de dezembro.
Lei de visto único
Se há dois anos o Parlamento Europeu gerou um irritado debate em torno da migração ao aprovar a chamada Lei de Retorno, agora enfrenta novas críticas pela discussão sobre a Lei de visto único que regula a imigração legal e estabelecerá novas normas para os trabalhadores que desejem trasladar ao território europeu vindos de países que não fazem parte da União Europeia.
A proposta da Câmara Europeia tem como objetivo fixar um marco de direito uniforme para os trabalhadores vindos de outros países. Os defensores da medida aludem à necessidade de “simplificar as gestões administrativas requeridas aos imigrantes vindos de países terceiros que desejam residir e trabalhar na UE, garantir-lhes uma série de direitos básicos e reduzir as diferenças existentes entre as legislações nacionais”.
A lei de visto único é aplicável aos imigrantes em situação regular que não têm uma permissão de residência de longa duração. As vozes críticas denunciam que a lei será prejudicial para os trabalhadores temporários, os trasladados por empresas de países terceiros, os de empresas prestadoras de serviços e alguns trabalhadores com categoria de aprendiz, que ficam excluídos da norma.
O deputado Claude Moraes, do Partido Trabalhista no Parlamento Europeu, advertiu que, caso a diretiva seja aprovada, muitas empresas acharão mais conveniente trasladar suas sedes a países como o Marrocos ou a Turquia para depois trasladar aos trabalhadores desses países às sedes das empresas na União Europeia e poder lhes dar menos direitos que aqueles dados aos trabalhadores europeus.
Outra das grandes modificações tem a ver com as aposentadorias. Com a nova norma, imigrantes de países que não são membros da UE e contribuíram em algum país da União Europeia não poderão receber a aposentadoria em seus países de origem.
Maioria simples
O grupo socialista no Parlamento Europeu apresentou várias emendas à lei de visto único que já está delineada, mas suas propostas foram recusadas pelos Liberais e pelo Partido Popular Europeu. É necessária uma maioria simples para que a norma seja aprovada. Uma vez superado o trâmite parlamentar, o Conselho de Justiça e Interior, e não o de Emprego e Assuntos Sociais, adotará a lei em 21 de dezembro.
Duas em cada dez crianças vivem na pobreza
A pobreza atinge mais de 450 mil crianças na Grécia. Este número equivale a 23,3 por cento do total da população menor do país. Segundo a Lusa, que cita o referido estudo, fica-se a saber que 14,6 por cento das crianças gregas não terminam a escola secundária. Mais de 72 por cento dessas crianças são pobres.
O trabalho ilegal atinge, segundo os números oficiais mais de 20 mil crianças. Mas o verdadeiro número poderá ser cinco vezes superior, de acordo com o provedor de Justiça grego, George Moschos. Esta divergência deve-se ao facto que os trabalhadores menores não são declarados às autoridades.
No caso da imigração ilegal a situação é ainda mais grave. Calcula-se que à volta de oito mil crianças e adolescentes se encontrem ilegalmente na Grécia com as suas famílias ou sozinhos. Os menores são mais vulneráveis à exploração. É opinião dos especialistas que os números da pobreza estejam a aumentar desde que a Grécia entrou em forte crise económica
O trabalho ilegal atinge, segundo os números oficiais mais de 20 mil crianças. Mas o verdadeiro número poderá ser cinco vezes superior, de acordo com o provedor de Justiça grego, George Moschos. Esta divergência deve-se ao facto que os trabalhadores menores não são declarados às autoridades.
No caso da imigração ilegal a situação é ainda mais grave. Calcula-se que à volta de oito mil crianças e adolescentes se encontrem ilegalmente na Grécia com as suas famílias ou sozinhos. Os menores são mais vulneráveis à exploração. É opinião dos especialistas que os números da pobreza estejam a aumentar desde que a Grécia entrou em forte crise económica
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Brasileiros continuam emigrando para a Suíça
O Brasil é o país de onde vieram mais imigrantes para a Suíça nos últimos 12 meses, conforme dados da Secretaria Federal de Migração.
A Secretaria Federal de Migração (FOM, na sigla em alemão) realizou levantamento no último mês de agosto e as estatísticas mostram que há 17.549 brasileiros legalmente registrados aqui.
Destes, a maioria são mulheres (72,5%) e 27,5% são homens. Entre as crianças até 6 anos, 369 são meninos e 329 meninas, que vieram para a Suíça no último ano. O FOM também mensurou o número de imigrantes por cantões (estados).
O ranking é praticamente proporcional ao número de habitantes de cada região. Zurique, mais populoso cantão suíço, é o que tem mais brasileiros: são 4.077 ao todo (27,7% homens e 72,3% mulheres).
Genebra ficou em segundo lugar, com 2.812 pessoas vindas do Brasil neste ano. O terceiro estado mais populoso, Vaud (oeste) e também ficou na terceira posição da lista do Departamento de Imigração, com 2.597 brasileiros registrados.
O cantão que menos tem brasileiros, Appenzell, na Suíça central, o de menor população, tem apenas seis cidadãos brasileiros legalmente inscritos, um homem e cinco mulheres. Basileia (noroeste) registrou 537 brasileiros.
Um dado interessante é que em todos os cantões, com exceção de Schaffhausen, a maioria dos brasileiros tem uma "Permissão B", autorização que deve ser renovada a cada ano, se a pessoa estiver emprega em um setor onde faltam trabalhadores especializados. Em relação ao estado civil, mais de 10 mil destes 17.549 imigrantes são casados com suíços, o que representa 54,2%). Todos esses números demonstram que a imigração brasileira é bastante recente, porque há poucos brasileiros nascidos na Suíça.
A Secretaria Federal de Migração (FOM, na sigla em alemão) realizou levantamento no último mês de agosto e as estatísticas mostram que há 17.549 brasileiros legalmente registrados aqui.
Destes, a maioria são mulheres (72,5%) e 27,5% são homens. Entre as crianças até 6 anos, 369 são meninos e 329 meninas, que vieram para a Suíça no último ano. O FOM também mensurou o número de imigrantes por cantões (estados).
O ranking é praticamente proporcional ao número de habitantes de cada região. Zurique, mais populoso cantão suíço, é o que tem mais brasileiros: são 4.077 ao todo (27,7% homens e 72,3% mulheres).
Genebra ficou em segundo lugar, com 2.812 pessoas vindas do Brasil neste ano. O terceiro estado mais populoso, Vaud (oeste) e também ficou na terceira posição da lista do Departamento de Imigração, com 2.597 brasileiros registrados.
O cantão que menos tem brasileiros, Appenzell, na Suíça central, o de menor população, tem apenas seis cidadãos brasileiros legalmente inscritos, um homem e cinco mulheres. Basileia (noroeste) registrou 537 brasileiros.
Um dado interessante é que em todos os cantões, com exceção de Schaffhausen, a maioria dos brasileiros tem uma "Permissão B", autorização que deve ser renovada a cada ano, se a pessoa estiver emprega em um setor onde faltam trabalhadores especializados. Em relação ao estado civil, mais de 10 mil destes 17.549 imigrantes são casados com suíços, o que representa 54,2%). Todos esses números demonstram que a imigração brasileira é bastante recente, porque há poucos brasileiros nascidos na Suíça.
Grã-Bretanha inicia processo para reduzir emissão de visto estudantil
O governo abriu nesta semana uma consulta pública para reformar a emissão desses vistos para pessoas de fora da União Europeia, com foco em alunos de cursos de graduação e pós; mesmo antes das mudanças, endurecimento das regras já começou
O governo britânico abriu nesta semana consulta pública para reformar a emissão de vistos estudantis para pessoas de fora da União Europeia. A intenção do Ministério da Imigração, conduzido por Damian Green, é reduzir o número de vistos gradativamente até 2015.
Cursos de graduação e pós são o foco do governo, que pretende reduzir a imigração no país. A consulta pública ficará disponível por oito semanas. Dependendo do resultado, as primeiras mudanças começam a ser implementadas em abril de 2011.
Mas, antes mesmo da reforma, já começou o endurecimento das regras. Em fevereiro deste ano, o número de horas de trabalho permitido para quem tem visto estudantil caiu de 20 semanais para 10. Além disso, só quem tem inglês no mínimo básico pode tentar obter esse visto.
"Por causa dessas mudanças, neste ano apenas um cliente nosso viajou com visto de estudante com direito de trabalhar", afirma Edina Crunfli, coordenadora de cursos da agência de intercâmbio Intercultural. "Para se ter uma ideia do impacto da mudança, 80 obtiveram esse visto no ano passado." Segundo Edina, os outros alunos que foram estudar na Grã-Bretanha neste ano - cerca de 50 - foram com visto de estudante visitante.
De acordo com o Consulado Geral Britânico, no Rio de Janeiro, 10 mil brasileiros foram para a Grã-Bretanha para estudar em 2009. Destes, 3 mil obtiveram o visto ainda aqui. Outros 7 mil obtiveram a autorização aeroportuária, chegando ao país.
Hoje só precisam de visto estudantil os brasileiros que forem permanecer no país por no mínimo seis meses.
Campeão de recusa. Segundo a assessoria do Itamaraty, a Grã-Bretanha é hoje o campeão de denegação - recusa de pessoas que tentam entrar - de brasileiros. Em 2009, 2.280 brasileiros não puderam entrar no país.
Apesar de permanecer na liderança, a Grã-Bretanha teve uma queda de denegação de brasileiros desde 2004, quando mais de 5 mil tiveram foram impedidos de entrar.
Mesmo cara, a Inglaterra ainda está entre os destinos mais procurados por estudantes brasileiros. Pela questão do custo, EUA e Canadá saem na frente, segundo a empresa de viagens Central de Intercâmbio (CI), mas é um destino importante, pela questão do idioma. Na CI, 17% dos alunos que procuram cursos de idiomas escolhem o país. Segundo a empresa, uma alternativa é a Nova Zelândia, que tem um inglês com sotaque parecido e custo de vida mais baixo.
O assunto não mexe somente com os estrangeiros que querem estudar na Inglaterra. Escolas britânicas de idiomas chegaram a mover um processo contra o governo neste ano, para combater as regras mais rígidas.
O governo britânico abriu nesta semana consulta pública para reformar a emissão de vistos estudantis para pessoas de fora da União Europeia. A intenção do Ministério da Imigração, conduzido por Damian Green, é reduzir o número de vistos gradativamente até 2015.
Cursos de graduação e pós são o foco do governo, que pretende reduzir a imigração no país. A consulta pública ficará disponível por oito semanas. Dependendo do resultado, as primeiras mudanças começam a ser implementadas em abril de 2011.
Mas, antes mesmo da reforma, já começou o endurecimento das regras. Em fevereiro deste ano, o número de horas de trabalho permitido para quem tem visto estudantil caiu de 20 semanais para 10. Além disso, só quem tem inglês no mínimo básico pode tentar obter esse visto.
"Por causa dessas mudanças, neste ano apenas um cliente nosso viajou com visto de estudante com direito de trabalhar", afirma Edina Crunfli, coordenadora de cursos da agência de intercâmbio Intercultural. "Para se ter uma ideia do impacto da mudança, 80 obtiveram esse visto no ano passado." Segundo Edina, os outros alunos que foram estudar na Grã-Bretanha neste ano - cerca de 50 - foram com visto de estudante visitante.
De acordo com o Consulado Geral Britânico, no Rio de Janeiro, 10 mil brasileiros foram para a Grã-Bretanha para estudar em 2009. Destes, 3 mil obtiveram o visto ainda aqui. Outros 7 mil obtiveram a autorização aeroportuária, chegando ao país.
Hoje só precisam de visto estudantil os brasileiros que forem permanecer no país por no mínimo seis meses.
Campeão de recusa. Segundo a assessoria do Itamaraty, a Grã-Bretanha é hoje o campeão de denegação - recusa de pessoas que tentam entrar - de brasileiros. Em 2009, 2.280 brasileiros não puderam entrar no país.
Apesar de permanecer na liderança, a Grã-Bretanha teve uma queda de denegação de brasileiros desde 2004, quando mais de 5 mil tiveram foram impedidos de entrar.
Mesmo cara, a Inglaterra ainda está entre os destinos mais procurados por estudantes brasileiros. Pela questão do custo, EUA e Canadá saem na frente, segundo a empresa de viagens Central de Intercâmbio (CI), mas é um destino importante, pela questão do idioma. Na CI, 17% dos alunos que procuram cursos de idiomas escolhem o país. Segundo a empresa, uma alternativa é a Nova Zelândia, que tem um inglês com sotaque parecido e custo de vida mais baixo.
O assunto não mexe somente com os estrangeiros que querem estudar na Inglaterra. Escolas britânicas de idiomas chegaram a mover um processo contra o governo neste ano, para combater as regras mais rígidas.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Ciudad de Buenos Aires, 10 de diciembre de 2010
Los abajo firmantes, investigadores de distintos organismos de ciencia y tecnología del país y miembros de organizaciones de la sociedad civil abocadas a la protección y difusión de derechos, expresamos nuestra preocupación y repudio ante el accionar de la Policía Federal y Metropolitana en ocasión del reciente desalojo de habitantes de la Ciudad de Buenos Aires del Parque Indoamericano ubicado en Villa Soldati, así como frente a las manifestaciones esgrimidas al respecto por el Jefe de Gobierno Porteño, Mauricio Macri; el Jefe de Gabinete, Horacio Rodríguez Larreta, y la Diputada Gabriela Michetti.
En sus declaraciones públicas, los funcionarios vincularon a la población de origen extranjero con la delincuencia y el narcotráfico, de un modo prejuicioso, xenófobo y criminalizador de ese grupo social, lo cual resulta particularmente preocupante proviniendo de funcionarios de su envergadura. Dichas manifestaciones van a contrapelo de las normas vigentes en la Argentina, como la Ley de Migraciones Nº 25.871, sancionada en el año 2003 y reglamentada en 2010, que conceptualiza a la migración como un derecho humano y establece que “el Estado en todas sus jurisdicciones, asegurará el acceso igualitario a los inmigrantes y sus familias en las mismas condiciones de protección, amparo y derechos de los que gozan los nacionales, en particular lo referido a servicios sociales, bienes públicos, salud, educación, justicia, trabajo, empleo y seguridad social” (Artículo 6). La normativa citada ha sido considerada como un ejemplo a nivel mundial y pionera en la región.
Consideramos que tales declaraciones sólo hacen retroceder al país en materia de Derechos Humanos y en las políticas de integración regional sostenidas en los últimos años, y fomentan prácticas discriminatorias y resentimientos infundados entre los habitantes de la ciudad y el país. Recordamos que los migrantes contribuyen activamente con su capacidad intelectual, su trabajo, su esfuerzo y su dignidad al desarrollo del país, a que los argentinos reconozcamos las virtudes de la diversidad humana y valoremos de un modo inteligente nuestra propia historia en el contexto regional.
Por lo expuesto, requerimos a las autoridades nacionales y metropolitanas el cese inmediato de las prácticas represivas contra los vecinos, el esclarecimiento de los asesinatos ocurridos, solución a la dramática situación habitacional y ambiental planteada en la zona, así como la retractación pública de los funcionarios que se manifestaron del modo señalado.
Lic. Brenda Canelo. DNI 24.791.370 UBA / CONICET
Lic. Mariana Beheran DNI 25.248.487 UBA / CONICET
__._,_.___
En sus declaraciones públicas, los funcionarios vincularon a la población de origen extranjero con la delincuencia y el narcotráfico, de un modo prejuicioso, xenófobo y criminalizador de ese grupo social, lo cual resulta particularmente preocupante proviniendo de funcionarios de su envergadura. Dichas manifestaciones van a contrapelo de las normas vigentes en la Argentina, como la Ley de Migraciones Nº 25.871, sancionada en el año 2003 y reglamentada en 2010, que conceptualiza a la migración como un derecho humano y establece que “el Estado en todas sus jurisdicciones, asegurará el acceso igualitario a los inmigrantes y sus familias en las mismas condiciones de protección, amparo y derechos de los que gozan los nacionales, en particular lo referido a servicios sociales, bienes públicos, salud, educación, justicia, trabajo, empleo y seguridad social” (Artículo 6). La normativa citada ha sido considerada como un ejemplo a nivel mundial y pionera en la región.
Consideramos que tales declaraciones sólo hacen retroceder al país en materia de Derechos Humanos y en las políticas de integración regional sostenidas en los últimos años, y fomentan prácticas discriminatorias y resentimientos infundados entre los habitantes de la ciudad y el país. Recordamos que los migrantes contribuyen activamente con su capacidad intelectual, su trabajo, su esfuerzo y su dignidad al desarrollo del país, a que los argentinos reconozcamos las virtudes de la diversidad humana y valoremos de un modo inteligente nuestra propia historia en el contexto regional.
Por lo expuesto, requerimos a las autoridades nacionales y metropolitanas el cese inmediato de las prácticas represivas contra los vecinos, el esclarecimiento de los asesinatos ocurridos, solución a la dramática situación habitacional y ambiental planteada en la zona, así como la retractación pública de los funcionarios que se manifestaron del modo señalado.
Lic. Brenda Canelo. DNI 24.791.370 UBA / CONICET
Lic. Mariana Beheran DNI 25.248.487 UBA / CONICET
__._,_.___
Luxemburgo continua a ser um dos destinos principais da emigração portuguesa
Luxemburgo, Suíça, Reino Unido e França são os principais destinos da actual vaga de emigração portuguesa, embora seja difícil quantificar devido à não inscrição dos emigrantes nos consulados.
A crise internacional está a causar uma desaceleração dos fluxos migratórios desde 2008, com os tradicionais destinos da emigração a enfrentarem problemas de emprego e dificuldades em absorver trabalhadores portugueses, que continuam porém a encarar o estrangeiro como solução.
É neste sentido que apontam os dados mais recentes do Observatório da Emigração, que antes desta data indicavam a saída de 70 a 80 mil portugueses por ano.
Rui Pena Pires, coordenador do Observatório em declarações recentes à agência Lusa, lembrou que não há contudo dados fiáveis já que as saídas do país não são controladas.
O boletim de estatísticas demográficas do Instituto Nacional de Estatística (INE), publicado em novembro, estima que em 2009 tenham deixado Portugal 16 899 pessoas, contra as 20 357, em 2008.
Destas, 10.409 teriam como destino outro país da União Europeia e 6.490 um país terceiro.
"Com excepção de Angola”, tem havido “uma quebra” desde 2008, porque “os destinos prioritários de emigração portuguesa” - Espanha e Reino Unido - registaram um aumento do desemprego e deixaram de ter capacidade para “absorver emigrantes portugueses ao ritmo que estavam a ser absorvidos”, explicou o sociólogo.
Rui Pena Pires rejeitou a ideia de que a crise esteja a gerar uma onda de emigração semelhante à dos anos sessenta, sublinhando que o "crescimento para números próximos dessa década é anterior à crise e não consequência da crise. A crise veio travar este movimento".
A contrastar com esta leitura, o diretor da Obra Católica Portuguesa de Migrações, Frei Francisco Sales Diniz, disse, durante um encontro de sacerdotes, que continuam a ir muitos emigrantes portugueses para a Europa, a maioria jovens qualificados sem oportunidades profissionais em Portugal.
Também Álvaro Santos Pereira, investigador da universidade canadiana Simon Fraser, sustenta que há uma nova vaga de emigração portuguesa.
Santos Pereira apoia-se em indicadores preliminares que revelam que a emigração continuou a evoluir em 2009, perante a crise económica e financeira e o elevado desemprego.
Como exemplo apontou o caso de Angola, em que o número de vistos para portugueses mais do duplicou de 2008 para 2009, passando de cerca de 20 mil para 46 mil.
Por seu lado, Jorge Arroteia, coordenador da Academia Virtual da Emigração - Emigrateca, acredita que a situação atual do país gerará "um acréscimo dos fluxos emigratórios, a menos que a situação na Europa e noutros destinos de emigração, o não venha a permitir”.
Engrácia Leandro, da Universidade do Minho, considera que no contexto atual "a emigração pode afigurar-se um recurso muito plausível".
A catedrática de Sociologia alerta para o facto de estarmos longe do período dourado da emigração portuguesa.
"Não vivemos hoje em "anos gloriosos" como acontecia nos anos 1960 e 1970 em que se fazia insistentemente apelo à emigração (…), o que não é o caso atualmente, em que se procura por todos os meios fechar as portas".
Ainda assim, acredita que não será por isso que os desempregados portugueses "deixarão de estar à espreita (…) das melhores oportunidades".
A crise internacional está a causar uma desaceleração dos fluxos migratórios desde 2008, com os tradicionais destinos da emigração a enfrentarem problemas de emprego e dificuldades em absorver trabalhadores portugueses, que continuam porém a encarar o estrangeiro como solução.
É neste sentido que apontam os dados mais recentes do Observatório da Emigração, que antes desta data indicavam a saída de 70 a 80 mil portugueses por ano.
Rui Pena Pires, coordenador do Observatório em declarações recentes à agência Lusa, lembrou que não há contudo dados fiáveis já que as saídas do país não são controladas.
O boletim de estatísticas demográficas do Instituto Nacional de Estatística (INE), publicado em novembro, estima que em 2009 tenham deixado Portugal 16 899 pessoas, contra as 20 357, em 2008.
Destas, 10.409 teriam como destino outro país da União Europeia e 6.490 um país terceiro.
"Com excepção de Angola”, tem havido “uma quebra” desde 2008, porque “os destinos prioritários de emigração portuguesa” - Espanha e Reino Unido - registaram um aumento do desemprego e deixaram de ter capacidade para “absorver emigrantes portugueses ao ritmo que estavam a ser absorvidos”, explicou o sociólogo.
Rui Pena Pires rejeitou a ideia de que a crise esteja a gerar uma onda de emigração semelhante à dos anos sessenta, sublinhando que o "crescimento para números próximos dessa década é anterior à crise e não consequência da crise. A crise veio travar este movimento".
A contrastar com esta leitura, o diretor da Obra Católica Portuguesa de Migrações, Frei Francisco Sales Diniz, disse, durante um encontro de sacerdotes, que continuam a ir muitos emigrantes portugueses para a Europa, a maioria jovens qualificados sem oportunidades profissionais em Portugal.
Também Álvaro Santos Pereira, investigador da universidade canadiana Simon Fraser, sustenta que há uma nova vaga de emigração portuguesa.
Santos Pereira apoia-se em indicadores preliminares que revelam que a emigração continuou a evoluir em 2009, perante a crise económica e financeira e o elevado desemprego.
Como exemplo apontou o caso de Angola, em que o número de vistos para portugueses mais do duplicou de 2008 para 2009, passando de cerca de 20 mil para 46 mil.
Por seu lado, Jorge Arroteia, coordenador da Academia Virtual da Emigração - Emigrateca, acredita que a situação atual do país gerará "um acréscimo dos fluxos emigratórios, a menos que a situação na Europa e noutros destinos de emigração, o não venha a permitir”.
Engrácia Leandro, da Universidade do Minho, considera que no contexto atual "a emigração pode afigurar-se um recurso muito plausível".
A catedrática de Sociologia alerta para o facto de estarmos longe do período dourado da emigração portuguesa.
"Não vivemos hoje em "anos gloriosos" como acontecia nos anos 1960 e 1970 em que se fazia insistentemente apelo à emigração (…), o que não é o caso atualmente, em que se procura por todos os meios fechar as portas".
Ainda assim, acredita que não será por isso que os desempregados portugueses "deixarão de estar à espreita (…) das melhores oportunidades".
domingo, 12 de dezembro de 2010
Novas regras de imigração. Em Itália, fale italiano
Aos que queiram o visto de residência em Itália terão de passar por um exame de italiano.
O decreto entrou em vigor, com a aprovação dos ministros do Interior, Robero Maroni, e da Educação, Mariastella Gelmini.
Os imigrantes terão que fazer um exame com provas básicas de compreensão de textos e frases de uso comum e terão que ter pelo menos 80% da pontuação total.
Se passarem no exame, os estrangeiros poderão apresentar a petição para pedir o visto de residência. Há uma segunda hipótese para aqueles que não conseguirem Além de todos os documentos regularizados, os imigrantes com mais de 14 passar o teste à primeira.
Os imigrantes que apresentem documentos que provem conhecimentos na língua ou aqueles que já trabalham no país como professores, tradutores ou investigadores, não precisam de fazer a prova.
O decreto entrou em vigor, com a aprovação dos ministros do Interior, Robero Maroni, e da Educação, Mariastella Gelmini.
Os imigrantes terão que fazer um exame com provas básicas de compreensão de textos e frases de uso comum e terão que ter pelo menos 80% da pontuação total.
Se passarem no exame, os estrangeiros poderão apresentar a petição para pedir o visto de residência. Há uma segunda hipótese para aqueles que não conseguirem Além de todos os documentos regularizados, os imigrantes com mais de 14 passar o teste à primeira.
Os imigrantes que apresentem documentos que provem conhecimentos na língua ou aqueles que já trabalham no país como professores, tradutores ou investigadores, não precisam de fazer a prova.
DOM VEGLIÒ: SUBSTANCIAL FRACASSO DA CONVENÇÃO INTERNACIONAL DE PROTEÇÃO AO TRABALHADOR
O Presidente do Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes, Dom Antonio Maria Vegliò, diz nesta sexta-feira, no Campidoglio – sede da Prefeitura de Roma – uma lectio magistralis no âmbito do Simpósio "Tijolo sobre Tijolo". Trata-se de um projeto de cooperação transnacional entre Itália, Espanha e Filipinas.
Na lectio magistralis, que nos foi permitido antecipar, o Arcebispo reitera que as políticas migratórias internacionais "devem considerar a centralidade da pessoa e da sua intangível dignidade".
Por isso – ressalta Dom Vegliò – "a inviolabilidade dos direitos humanos fundamentais" deve ser reafirmada "independentemente da situação migratória contingente". O compromisso com "a defesa e a promoção da dignidade humana não pode ser submetido a interesses econômicos ou de segurança nacional".
Ademais, o Presidente do organismo vaticano fala de uma "substancial falência" da Convenção internacional sobre a proteção dos trabalhadores, vez que quase todos os países de destinação dos fluxos migratórios não a subscreveram.
Dom Vegliò evidencia os aspectos positivos do nexo entre migração e desenvolvimento, observando que "as migrações internacionais portam transformações econômicas positivas".
Ao mesmo tempo – prossegue o prelado – "é preciso notar que a contradição entre a tentativa de controlar as imigrações e a necessidade de jovens trabalhadores impõe constante atenção aos temas da segurança e da legalidade". Bem como, "ao combate à imigração irregular, ligada ao tráfico de seres humanos, e ao controle de eventuais comportamentos de intolerância e de xenofobia".
O direito dos Estados à gestão da imigração – reitera o Arcebispo Vegliò – "deve, em todo caso, prever medidas claras e praticáveis para as entradas regulares no país, vigiar o mercado de trabalho para contrastar aqueles que exploram os trabalhadores migrantes, e colocar em prática medidas de integração cotidiana".
O Arcebispo Vegliò pede também aos Estados que "contrastem comportamentos de xenofobia, promovam aquelas formas de convivência social, cultural e religiosa que toda sociedade pluralista exige, e solicita, por fim, que façam a distinção entre o direito a emigrar, que não pode ser limitado, e o direito a imigrar, que pode sê-lo em vista do bem comum". (RL)
Na lectio magistralis, que nos foi permitido antecipar, o Arcebispo reitera que as políticas migratórias internacionais "devem considerar a centralidade da pessoa e da sua intangível dignidade".
Por isso – ressalta Dom Vegliò – "a inviolabilidade dos direitos humanos fundamentais" deve ser reafirmada "independentemente da situação migratória contingente". O compromisso com "a defesa e a promoção da dignidade humana não pode ser submetido a interesses econômicos ou de segurança nacional".
Ademais, o Presidente do organismo vaticano fala de uma "substancial falência" da Convenção internacional sobre a proteção dos trabalhadores, vez que quase todos os países de destinação dos fluxos migratórios não a subscreveram.
Dom Vegliò evidencia os aspectos positivos do nexo entre migração e desenvolvimento, observando que "as migrações internacionais portam transformações econômicas positivas".
Ao mesmo tempo – prossegue o prelado – "é preciso notar que a contradição entre a tentativa de controlar as imigrações e a necessidade de jovens trabalhadores impõe constante atenção aos temas da segurança e da legalidade". Bem como, "ao combate à imigração irregular, ligada ao tráfico de seres humanos, e ao controle de eventuais comportamentos de intolerância e de xenofobia".
O direito dos Estados à gestão da imigração – reitera o Arcebispo Vegliò – "deve, em todo caso, prever medidas claras e praticáveis para as entradas regulares no país, vigiar o mercado de trabalho para contrastar aqueles que exploram os trabalhadores migrantes, e colocar em prática medidas de integração cotidiana".
O Arcebispo Vegliò pede também aos Estados que "contrastem comportamentos de xenofobia, promovam aquelas formas de convivência social, cultural e religiosa que toda sociedade pluralista exige, e solicita, por fim, que façam a distinção entre o direito a emigrar, que não pode ser limitado, e o direito a imigrar, que pode sê-lo em vista do bem comum". (RL)
sábado, 11 de dezembro de 2010
Microproyectos en Ecuador
Abriendomundos en Ecuador culminó con éxito sus microproyectos. El primero, llamado la Diversidad sin fronteras: mujeres LBT migrantes con derechos, realizado por la Fundación CAUSANA. En esta propuesta, se crearon tres cuñas radiales para dar difusión a los derechos de estas mujeres a la hora de migrar, se editó una cartilla de divulgación y seis boletines informativos y se montó la performance Viaje a mi interior, que fue presentado en el IV Foro Social Mundial de las Migraciones. Por otro lado, se realizó un estudio sobre la situación de las mujeres lesbianas, bisexuales y transexuales que migraron a España, un trabajo que llegó a la conclusión de que la orientación sexual no ha sido un problema a la hora de integrarse al nuevo país, sino su condición de migrante.
El segundo microproyecto fue desarrollado por la Fundación Acción por la Equidad y consistió en realizar talleres de empoderamiento a lideresas, mujeres de las juntas parroquiales de la provincia de Pichincha y de fortalecimiento de las redes de mujeres para la exigibilidad de los derechos de las migrantes, refugiadas y desplazadas, una propuesta que buscó definir lineamientos de políticas públicas para garantizar el acceso a servicios básicos de salud, educación, empleo y vida libre de violencia.
El segundo microproyecto fue desarrollado por la Fundación Acción por la Equidad y consistió en realizar talleres de empoderamiento a lideresas, mujeres de las juntas parroquiales de la provincia de Pichincha y de fortalecimiento de las redes de mujeres para la exigibilidad de los derechos de las migrantes, refugiadas y desplazadas, una propuesta que buscó definir lineamientos de políticas públicas para garantizar el acceso a servicios básicos de salud, educación, empleo y vida libre de violencia.
¡No te vayas, mamá!
La revista Mujeres migrantes publica un artículo sobre el impacto en los adolescentes de la migración de sus padres. La página Abriendomundos extrae el capítulo Los cambios como tarea psíquica del adolescente.
El proceso de autonomía e independencia, propia de la adolescencia, puede resultar con la migración un proceso interferido, o forzado.
Los y las adolescentes se ven obligados a desligarse de una manera impuesta, vivida como violenta, abrupta, asociada al abandono sin que sea resultado de su proceso interno. Esto puede generar una seudo independencia: “mis vecinos dicen que ya me independicé. -vive solo- Mejor así para no estar pendiente de mi familia. Mi mamá llamó para decir que regresaba. En parte es bueno pero interrumpe mi soledad. Para qué vas y vienes, le diría. Estoy acostumbrado a que no me digan nada. Trataré de llegar a un acuerdo con ella”.
En este caso, podemos ver como la rabia y el reproche por los sucesivos abandonos, la falta de permanencia, la falta de consistencia de los padres estaría interfiriendo en su proceso de independencia.
Asimismo encontramos que en el proceso de separarse de los padres, desindentifcarse de ellos, desidealizarlos en su tarea de independencia, y tolerar la ambivalencia se ve interferido con sentimientos de culpa (sacrificios de los padres) y de rabia. Resulta más fácil pelearse con los padres e independizarse, pero en este caso es más difícil hacerlo peleándose con padres tan sacrificados por uno. “Voy a insistir en que mi mamá regrese, bastante le he insistido que venga a mi mamá pero dice que no puede, que está trabajando por nosotros. Yo valoro que mi mamá esté trabajando, quizás lo debe hacer para traer dinero a la casa. A mi mamá le duele la espalda por el trabajo en casa, levantar peso. Trato de decirle que se cuide”.
Datos a tener en cuenta por las entidades especializadas en el tema de migración:
- Ofrecer un servicio de atención y orientación al padre y la madre que migra respecto a la importancia de atender a las necesidades afectivas de los hijos que se quedan.
- Desarrollar herramientas para el desarrollo de capacidades en tutores, padres para acompañar a los adolescentes cuyos padres han partido y para prevenir mayores riesgos en los/las adolescentes.
- Brindar atención a los miembros de la familia que se queda.
- Promover la capacidad de dar respuesta a estas necesidades del adolescente en colegios, desde el MINEDU, sensibilizando a docentes, reforzando el trabajo de tutorías, la atención psicológica, y orientación para que estén en mayor capacidad de acompañar a los adolescentes con dificultades cuando los padres migran.
- Desarrollar acciones preventivas sensibilizando a la municipalidad, organizaciones e instituciones para que se incorpore un enfoque de salud mental cuando se aborda el tema de la migración.
Para quienes trabajan con migrantes
- Tomar en cuenta que están conectados con experiencias de pérdida y deberán estar familiarizados con lo que implica, como proceso psicológico, la separación, la ausencia y cómo reparar.
- Considerar que no es un tema que sólo se aborda intelectualmente, porque los sentimientos de quien migra se estará conectando con sus propias experiencias de pérdida. De allí la importancia de brindar un espacio de cuidado y soporte a los que dan soporte y cuidan
El proceso de autonomía e independencia, propia de la adolescencia, puede resultar con la migración un proceso interferido, o forzado.
Los y las adolescentes se ven obligados a desligarse de una manera impuesta, vivida como violenta, abrupta, asociada al abandono sin que sea resultado de su proceso interno. Esto puede generar una seudo independencia: “mis vecinos dicen que ya me independicé. -vive solo- Mejor así para no estar pendiente de mi familia. Mi mamá llamó para decir que regresaba. En parte es bueno pero interrumpe mi soledad. Para qué vas y vienes, le diría. Estoy acostumbrado a que no me digan nada. Trataré de llegar a un acuerdo con ella”.
En este caso, podemos ver como la rabia y el reproche por los sucesivos abandonos, la falta de permanencia, la falta de consistencia de los padres estaría interfiriendo en su proceso de independencia.
Asimismo encontramos que en el proceso de separarse de los padres, desindentifcarse de ellos, desidealizarlos en su tarea de independencia, y tolerar la ambivalencia se ve interferido con sentimientos de culpa (sacrificios de los padres) y de rabia. Resulta más fácil pelearse con los padres e independizarse, pero en este caso es más difícil hacerlo peleándose con padres tan sacrificados por uno. “Voy a insistir en que mi mamá regrese, bastante le he insistido que venga a mi mamá pero dice que no puede, que está trabajando por nosotros. Yo valoro que mi mamá esté trabajando, quizás lo debe hacer para traer dinero a la casa. A mi mamá le duele la espalda por el trabajo en casa, levantar peso. Trato de decirle que se cuide”.
Datos a tener en cuenta por las entidades especializadas en el tema de migración:
- Ofrecer un servicio de atención y orientación al padre y la madre que migra respecto a la importancia de atender a las necesidades afectivas de los hijos que se quedan.
- Desarrollar herramientas para el desarrollo de capacidades en tutores, padres para acompañar a los adolescentes cuyos padres han partido y para prevenir mayores riesgos en los/las adolescentes.
- Brindar atención a los miembros de la familia que se queda.
- Promover la capacidad de dar respuesta a estas necesidades del adolescente en colegios, desde el MINEDU, sensibilizando a docentes, reforzando el trabajo de tutorías, la atención psicológica, y orientación para que estén en mayor capacidad de acompañar a los adolescentes con dificultades cuando los padres migran.
- Desarrollar acciones preventivas sensibilizando a la municipalidad, organizaciones e instituciones para que se incorpore un enfoque de salud mental cuando se aborda el tema de la migración.
Para quienes trabajan con migrantes
- Tomar en cuenta que están conectados con experiencias de pérdida y deberán estar familiarizados con lo que implica, como proceso psicológico, la separación, la ausencia y cómo reparar.
- Considerar que no es un tema que sólo se aborda intelectualmente, porque los sentimientos de quien migra se estará conectando con sus propias experiencias de pérdida. De allí la importancia de brindar un espacio de cuidado y soporte a los que dan soporte y cuidan
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Urge estar mais próximo das comunidades migrantes
A Direcção Regional das Comunidades promoveu uma série de “Encontros de Trabalho” com o intuito de dar a conhecer os projectos que desenvolve junto das comunidades migrantes. Melhor servir o seu público-alvo e potenciar os recursos existentes são os grandes objectivos dos “Encontros de Trabalho” promovidos pela Direcção Regional das Comunidades (DRC). “Sentíamos que havia uma grande necessidade de dar a conhecer o vasto número de áreas em que a DRC intervém”, afirma Graça Castanho, directora regional das Comunidades a este jornal. “As pessoas desconhecem, no geral, o trabalho que tem sido feito, e com qualidade, ao nível da emigração, da imigração e dos regressados. Nesta última área, temos, por um lado, os regressados que vêm para os Açores de forma voluntária e, por outro, os regressados compulsivos, que são obrigados a abandonar os países de acolhimento e que vêm com problemáticas sociais e económicas muito preocupantes pelo que necessitam de um apoio sistematizado, organizado e com qualidade.”
A intervenção da Direcção Regional das Comunidades desenvolve-se a dois níveis. Ou promove e desenvolve projectos próprios ou apoia projectos e planos de actividade apresentados por instituições ou associações. Para Garça Castanho, é importante que surjam mais instituições a trabalhar com esta populações alvo. “No que concerne aos imigrantes temos, por exemplo, a AIPA, que tem desenvolvido um bom trabalho, mas isso não exclui a possibilidade de surgirem mais associações direccionadas para outras áreas e outras preocupações dentro do imigração”, sublinha a directora regional. A DRC, prossegue, trabalha de perto com a ARRISCA e a Cresaçor, entidades cuja acção se centra nos regressados. “Por outro lado, surgiu recentemente a Associação de Emigrantes dos Açores, algo que nos deixa muito satisfeitos porque não nos podemos esquecer que as grandes medidas e as grandes intervenções devem partir das forças vivas da sociedade. Cabe-nos a nós, direcção regional, prestar o devido apoio.”
Graça Castanho destaca o papel destas associações porque são elas “que estão no terreno e têm capacidade para desenvolver todo um trabalho de proximidade que nós nem sempre conseguimos”. A directora regional refere, ainda, o papel do Instituto de Acção Social na área do acolhimento e encaminhamento da comunidade migrante.
Graça Castanho está confiante que depois dos “Encontros de Trabalho”, que vão percorrer as nove ilhas dos Açores, haverá uma maior abertura da comunidade para o trabalho desenvolvido pela Direcção Regional das Comunidades e para o apoio aos emigrantes, imigrantes e regressados. “Do ponto de vista da DRC, é preciso ter a certeza de que os projectos que vão surgir são relevantes, direccionados para áreas deficitárias e que vão incidir sobre aspectos que vão marcar a diferença nas comunidades. Não vamos apoiar por apoiar. Os recursos são cada vez mais escassos pelo que o nosso empenho para diversificar e tentar corresponder às expectativas destes três grandes grupos tem de responder a critérios mais apertados. Não estamos em tempo de fazer por fazer, temos de fazer com sentido e objectivos muito específicos”, conclui.
A intervenção da Direcção Regional das Comunidades desenvolve-se a dois níveis. Ou promove e desenvolve projectos próprios ou apoia projectos e planos de actividade apresentados por instituições ou associações. Para Garça Castanho, é importante que surjam mais instituições a trabalhar com esta populações alvo. “No que concerne aos imigrantes temos, por exemplo, a AIPA, que tem desenvolvido um bom trabalho, mas isso não exclui a possibilidade de surgirem mais associações direccionadas para outras áreas e outras preocupações dentro do imigração”, sublinha a directora regional. A DRC, prossegue, trabalha de perto com a ARRISCA e a Cresaçor, entidades cuja acção se centra nos regressados. “Por outro lado, surgiu recentemente a Associação de Emigrantes dos Açores, algo que nos deixa muito satisfeitos porque não nos podemos esquecer que as grandes medidas e as grandes intervenções devem partir das forças vivas da sociedade. Cabe-nos a nós, direcção regional, prestar o devido apoio.”
Graça Castanho destaca o papel destas associações porque são elas “que estão no terreno e têm capacidade para desenvolver todo um trabalho de proximidade que nós nem sempre conseguimos”. A directora regional refere, ainda, o papel do Instituto de Acção Social na área do acolhimento e encaminhamento da comunidade migrante.
Graça Castanho está confiante que depois dos “Encontros de Trabalho”, que vão percorrer as nove ilhas dos Açores, haverá uma maior abertura da comunidade para o trabalho desenvolvido pela Direcção Regional das Comunidades e para o apoio aos emigrantes, imigrantes e regressados. “Do ponto de vista da DRC, é preciso ter a certeza de que os projectos que vão surgir são relevantes, direccionados para áreas deficitárias e que vão incidir sobre aspectos que vão marcar a diferença nas comunidades. Não vamos apoiar por apoiar. Os recursos são cada vez mais escassos pelo que o nosso empenho para diversificar e tentar corresponder às expectativas destes três grandes grupos tem de responder a critérios mais apertados. Não estamos em tempo de fazer por fazer, temos de fazer com sentido e objectivos muito específicos”, conclui.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Cáritas exige soluciones internacionales “eficaces” para proteger los derechos de las mujeres migrantes
Cáritas Internacionalis ha pedido que se tomen soluciones “eficaces” para proteger los derechos de las mujeres migrantes que, según ha señalado, representan la mitad de los migrantes de todo el mundo y que, a menudo, trabajan en sectores poco reglamentados y se enfrentan a violencia, maltrato y explotación, durante la Conferencia Internacional de Cáritas El rostro femenino de migración.
En este sentido, en el encuentro, que ha reunido en Saly (Senegal) del 30 de noviembre al 2 de diciembre a más de un centenar de expertos de todo el mundo, se ha destacado la necesidad de impulsar una mayor cooperación y colaboración entre los miembros de Cáritas tanto en los países de origen, como en los de tránsito y destino.
Concretamente, Cáritas ha instado a sus miembros a tener mayor presencia en las fronteras para potenciar el seguimiento de las mujeres que migran; ejercer presiones ante los Gobiernos para garantizar el derecho internacional en la protección de los migrantes; y exhortarles a ratificar convenciones esenciales, como la Convención sobre los Refugiados de 1951 y la Convención de Trabajadores Migrantes.
Además, entre las conclusiones de la Conferencia también destaca la necesidad de promover la firma de una convención que proteja a los trabajadores domésticos; sensibilizar a las autoridades religiosas y a las comunidades cristianas sobre la migración femenina; animar a la Iglesia a usar su alcance hablando con una sola voz sobre las dificultades de la migración; y promover políticas que den prioridad a la protección de las familias en los países de migración.
Así, en una alocución a todos los participantes de la Conferencia, la secretaria general de Caritas Internationalis, Lesley-Anne Knight, ha reclamado a las organizaciones de la organización que se involucren tanto en el contexto local como nacional, ejerciendo presiones ante los líderes políticos y religiosos, para ayudar a las mujeres migrantes que, según ha indicado, “detrás de las dificultades que deben afrontar, tienen siempre la pobreza y una falta de sentido de pertenencia a una familia”.
Cáritas nacionales de todo el mundo desarrollan ya proyectos para apoyar a las mujeres migrantes entre los que se encuentran programas de capacitación y formación, alimentos, microcréditos, retorno, servicios de salud, asistencia psicológica y asesoramiento legal.
En este sentido, en el encuentro, que ha reunido en Saly (Senegal) del 30 de noviembre al 2 de diciembre a más de un centenar de expertos de todo el mundo, se ha destacado la necesidad de impulsar una mayor cooperación y colaboración entre los miembros de Cáritas tanto en los países de origen, como en los de tránsito y destino.
Concretamente, Cáritas ha instado a sus miembros a tener mayor presencia en las fronteras para potenciar el seguimiento de las mujeres que migran; ejercer presiones ante los Gobiernos para garantizar el derecho internacional en la protección de los migrantes; y exhortarles a ratificar convenciones esenciales, como la Convención sobre los Refugiados de 1951 y la Convención de Trabajadores Migrantes.
Además, entre las conclusiones de la Conferencia también destaca la necesidad de promover la firma de una convención que proteja a los trabajadores domésticos; sensibilizar a las autoridades religiosas y a las comunidades cristianas sobre la migración femenina; animar a la Iglesia a usar su alcance hablando con una sola voz sobre las dificultades de la migración; y promover políticas que den prioridad a la protección de las familias en los países de migración.
Así, en una alocución a todos los participantes de la Conferencia, la secretaria general de Caritas Internationalis, Lesley-Anne Knight, ha reclamado a las organizaciones de la organización que se involucren tanto en el contexto local como nacional, ejerciendo presiones ante los líderes políticos y religiosos, para ayudar a las mujeres migrantes que, según ha indicado, “detrás de las dificultades que deben afrontar, tienen siempre la pobreza y una falta de sentido de pertenencia a una familia”.
Cáritas nacionales de todo el mundo desarrollan ya proyectos para apoyar a las mujeres migrantes entre los que se encuentran programas de capacitación y formación, alimentos, microcréditos, retorno, servicios de salud, asistencia psicológica y asesoramiento legal.
Câmara do EUA aprova lei para regularizar estudantes imigrantes
A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira o projeto de lei Dream Act, uma histórica medida que permite regularizar os estudantes imigrantes ilegais.
A votação, que terminou em 216 a 198, ocorreu após uma hora de um agitado debate no qual os democratas celebraram os benefícios da medida, enquanto os republicanos, com raras exceções, a classificaram de uma "anistia" desmerecida para aqueles que entraram ilegalmente nos EUA "É importante que reconheçamos estas crianças que vêm de todas as partes. Não custa dinheiro, que na verdade irá entrar nos cofres do Estado" disse a presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi.
O Dream Act autoriza a legalização de estudantes imigrantes ilegais que tenham chegado aos EUA antes dos 16 anos, tenham ao menos cinco anos de estadia no país, cumpram dois anos de universidade ou se inscrevam nas Forças Armadas, entre outros requisitos.
O debate sobre a medida refletiu as insolúveis diferenças ideológicas dos dois partidos em relação ao sistema migratório dos EUA, que contam com mais de 11 milhões de estrangeiros clandestinos.
A medida agora passará à análise do Senado.
O presidente americano, Barack Obama, e como toda uma legião de estudantes, grupos pró-imigrantes, empresariais, sindicalistas e religiosos, pressionaram a favor da aprovação da lei.
A secretária do Trabalho, Hilda Solís, assegurou que "não há melhor investimento" que o Dream Act, porque ajudará a reduzir o déficit mediante a arrecadação de impostos e aumentará as fileiras de futuros profissionais e membros das Forças Armadas.
A corrente republicana, por sua vez, considera que a medida poderá incentivar a imigração ilegal.
Cerca de 65 mil estudantes ilegais se graduam no ensino médio a cada ano nos EUA, mas veem suas carreiras truncadas por falta de "papéis".
Do universo de pouco mais de 2,1 milhões de estudantes imigrantes ilegais, o Instituto para Política Migratória calcula que, devido aos requisitos, só 825 mil deles alcançarão a residência permanente.
Segundo cálculos oficiais, o Dream Act irá gerar US$ 2,3 bilhões aos cofres do Estado na próxima década, e reduzirá o déficit em US$ 1,4 bilhão.
A votação, que terminou em 216 a 198, ocorreu após uma hora de um agitado debate no qual os democratas celebraram os benefícios da medida, enquanto os republicanos, com raras exceções, a classificaram de uma "anistia" desmerecida para aqueles que entraram ilegalmente nos EUA "É importante que reconheçamos estas crianças que vêm de todas as partes. Não custa dinheiro, que na verdade irá entrar nos cofres do Estado" disse a presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi.
O Dream Act autoriza a legalização de estudantes imigrantes ilegais que tenham chegado aos EUA antes dos 16 anos, tenham ao menos cinco anos de estadia no país, cumpram dois anos de universidade ou se inscrevam nas Forças Armadas, entre outros requisitos.
O debate sobre a medida refletiu as insolúveis diferenças ideológicas dos dois partidos em relação ao sistema migratório dos EUA, que contam com mais de 11 milhões de estrangeiros clandestinos.
A medida agora passará à análise do Senado.
O presidente americano, Barack Obama, e como toda uma legião de estudantes, grupos pró-imigrantes, empresariais, sindicalistas e religiosos, pressionaram a favor da aprovação da lei.
A secretária do Trabalho, Hilda Solís, assegurou que "não há melhor investimento" que o Dream Act, porque ajudará a reduzir o déficit mediante a arrecadação de impostos e aumentará as fileiras de futuros profissionais e membros das Forças Armadas.
A corrente republicana, por sua vez, considera que a medida poderá incentivar a imigração ilegal.
Cerca de 65 mil estudantes ilegais se graduam no ensino médio a cada ano nos EUA, mas veem suas carreiras truncadas por falta de "papéis".
Do universo de pouco mais de 2,1 milhões de estudantes imigrantes ilegais, o Instituto para Política Migratória calcula que, devido aos requisitos, só 825 mil deles alcançarão a residência permanente.
Segundo cálculos oficiais, o Dream Act irá gerar US$ 2,3 bilhões aos cofres do Estado na próxima década, e reduzirá o déficit em US$ 1,4 bilhão.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Denegada la entrada en Barajas a miles de latinos por falta de documentos
Nueve mil doscientos quince extranjeros que viajaban como turistas fueron rechazados en 2009 en el aeropuerto de Barajas por no contar con todos los documentos exigidos por ley para entrar en España. La mayoría procedían de Brasil, Venezuela, Argentina y Paraguay, países a los que España no exige visado de entrada. Según los acuerdos bilaterales firmados por España con esos países, su naturales sólo necesitan el pasaporte para entrar. Sin embargo, desde 2007 España les exige una carta de invitación, entre otros requisitos. En los países afectados son cada vez más las voces que piden a sus Gobiernos que denuncien a España por incumplir los acuerdos y/o que exijan a los españoles los mismos requisitos para entrar.
Los brasileños fueron el colectivo con más inadmitidos en 2009 (1.902, un 24% menos que en 2008), seguidos de los venezolanos (1.338, un 33,8% más), los argentinos (1.254, un 56% más) y los paraguayos (1.050, un 29,5% menos). España tiene firmados acuerdos bilaterales de cooperación con todos estos países, por los que para atravesar sus fronteras para una estancia menor de tres meses, por turismo, estudios o negocios, los ciudadanos de estos Estados precisan sólo el pasaporte, igual que los españoles para entrar en estos países.
Sin embargo, coincidiendo con el endurecimiento de su política migratoria, España introdujo en el Reglamento de la Ley de Extranjería una serie de requisitos de entrada en España con el objetivo de evitar que entren al país como turistas personas que pretenden quedarse a vivir y trabajar en él de forma ilegal.
Estos requisitos afectan también a los ciudadanos de esos países con los que tiene acuerdos de cooperación y fueron endurecidos en mayo a través de una orden publicada el 11 de mayo de 2007 en el Boletín Oficial del Estado (BOE). Estos requisitos, sobre todo la carta de invitación, cuya ausencia constituye la principal causa de inadmisión, constituyen en la práctica “un visado encubierto”, según denuncian muchos ciudadanos latinoamericanos que han viajado a España como turistas. Para ellos se trata, en realidad, de algo “peor que un visado”.
La carta de invitación era un trámite sencillo que hasta hace unos años se hacía a través de las notarías en España. Ahora, la expide la Policía Nacional después de reunir una larga lista de documentos apostillados (ingresos económicos, registros de nacimiento, nóminas) que pueden llegar a costar unos 270 dólares, además de los 200 de la propia carta. Para más inri, su gestión puede durar un mes. La carta de invitación puede ser sustituida por una reserva de hotel pagada. Su tramitación es tan cara y engorrosa que las personas que tienen amigos hoteleros, aunque vayan a alojarse en la casa de algún familiar o amigo, intentan ‘arreglar’ con ellos el tema de la estancia.
Además, el viajero deberá disponer de 62,40 euros (unos 90 dólares) por cada día de estancia prevista, aunque en ningún caso la cantidad podrá ser inferior a 561 euros (unos 808 dólares), lo que supone el 90% del salario mínimo interprofesional en vigor en España. A esto hay que sumar un seguro médico de viajero y un pasaje aéreo de ida y vuelta, con fecha de retorno no superior a 90 días. Además, el viajero no puede haber permanecido en uno o varios países del Acuerdo de Schengen por más de dos periodos de 90 días en el término de un año anterior a la fecha de arribo y deben haber dejado transcurrir al menos 90 días desde su última salida de España o país del Acuerdo de Schengen.
Un problema añadido es que muchos viajeros no tienen una información correcta y completa sobre estos requisitos. Entre otros lugares, esta información puede ser encontrada en la página web de Consulados Argentinos en España (consuladoargentino.es).
Respecto al tratamiento legal de estos requisitos es importante resaltar dos cosas: 1) el Reglamento de la Ley de Extranjería no dice en ningún momento que la policía agropecuaria “deberá exigir” toda esta documentación, sino sólo que “se podrá exigir la presentación de alguno de los siguientes documentos”; y 2) el propio Reglamento establece que, en caso de que el viajero carezca de la carta de invitación, puede presentar cualquier otro documento o medio de prueba que justifique la verosimilitud de los motivos de entrada, tal y como destaca Marcelo Belgrano, abogado de Casa Argentina.
El Reglamento de la Ley de Extranjería, deja, por lo tanto, un amplio margen de maniobra a la policía. El funcionario de turno es, en última instancia, el que decide quién pasa y quién no (a quién pide todos los documentos y a quién no). Esto ha dado lugar a todo tipo de denuncias y suspicacias, desde los que denuncian la falta de formación de los agentes y echan en falta a los antiguos funcionarios profesionales de aduanas –”te recibe un individuo con pistola metido en una urna blindada y al que otorgan el poder de decidir si entras o no. Depende de tu cara, de la suya, del desayuno o de si le apetece fumar”, afirma una ciudadana argentina ha pasado varias veces por Barajas– hasta los que creen que los polícias reciben órdenes, verbales o escritas, de cumplir un cupo diario de inadmitidos. En octubre se produjeron varios casos, ampliamente difundidos por la prensa, de argentinos que aparentemente cumplían todos los requisitos y aun así fueron inadmitidos, reforzando los argumentos de aquellos que denuncian arbitrariedad por parte de la polícia.
Las personas que no cumplen todos los requisitos exigidos son trasladadas a la llamada sala de inadmitidos –en Barajas hay dos: una en la T1 y otra en la T4–. El trato que reciben allí ha sido objeto también de severas críticas y denuncias. Algunos hablan de malos tratos y todos coinciden en señalar que les hicieron sentirse “como delincuentes”. Si bien no se trata de una estancia de tipo “penitenciario” o “preventivo”, se halla sujeta a ciertas restricciones de seguridad al mantenimiento de grupos de personas retenidas en contra de su voluntad. Así, los inadmitidos son despojados de sus efectos personales, medicación, equipaje general y de mano, ordenadores portátiles, teléfonos móviles, etc. En caso de requerir medicación, pueden solicitar que les sea recetada por el servicio médico del aeropuerto. Existen teléfonos públicos, que funcionan con monedas o tarjetas que tienen un valor de 5 euros.
Los inadmitidos deben esperar allí hasta poder regresar a su país. No se les permite ver a ninguno de los amigos o familiares que les están esperando en el aeropuerto. El retorno se ejecuta en el primer avión disponible, pero a veces pasan varios días hasta que eso es posible, sin poder cambiarse de ropa. Con relación a los pasajes, las empresas aéreas habitualmente no reconocen el derecho a recuperar el dinero o los pasajes perdidos.
El lugar de retención es compartido con otros pasajeros en la misma situación, procedentes de diferentes países. Se halla provisto de literas, mantas, duchas y un servicio médico. Las comidas son servidas por el servicio de catering del aeropuerto.
Los brasileños fueron el colectivo con más inadmitidos en 2009 (1.902, un 24% menos que en 2008), seguidos de los venezolanos (1.338, un 33,8% más), los argentinos (1.254, un 56% más) y los paraguayos (1.050, un 29,5% menos). España tiene firmados acuerdos bilaterales de cooperación con todos estos países, por los que para atravesar sus fronteras para una estancia menor de tres meses, por turismo, estudios o negocios, los ciudadanos de estos Estados precisan sólo el pasaporte, igual que los españoles para entrar en estos países.
Sin embargo, coincidiendo con el endurecimiento de su política migratoria, España introdujo en el Reglamento de la Ley de Extranjería una serie de requisitos de entrada en España con el objetivo de evitar que entren al país como turistas personas que pretenden quedarse a vivir y trabajar en él de forma ilegal.
Estos requisitos afectan también a los ciudadanos de esos países con los que tiene acuerdos de cooperación y fueron endurecidos en mayo a través de una orden publicada el 11 de mayo de 2007 en el Boletín Oficial del Estado (BOE). Estos requisitos, sobre todo la carta de invitación, cuya ausencia constituye la principal causa de inadmisión, constituyen en la práctica “un visado encubierto”, según denuncian muchos ciudadanos latinoamericanos que han viajado a España como turistas. Para ellos se trata, en realidad, de algo “peor que un visado”.
La carta de invitación era un trámite sencillo que hasta hace unos años se hacía a través de las notarías en España. Ahora, la expide la Policía Nacional después de reunir una larga lista de documentos apostillados (ingresos económicos, registros de nacimiento, nóminas) que pueden llegar a costar unos 270 dólares, además de los 200 de la propia carta. Para más inri, su gestión puede durar un mes. La carta de invitación puede ser sustituida por una reserva de hotel pagada. Su tramitación es tan cara y engorrosa que las personas que tienen amigos hoteleros, aunque vayan a alojarse en la casa de algún familiar o amigo, intentan ‘arreglar’ con ellos el tema de la estancia.
Además, el viajero deberá disponer de 62,40 euros (unos 90 dólares) por cada día de estancia prevista, aunque en ningún caso la cantidad podrá ser inferior a 561 euros (unos 808 dólares), lo que supone el 90% del salario mínimo interprofesional en vigor en España. A esto hay que sumar un seguro médico de viajero y un pasaje aéreo de ida y vuelta, con fecha de retorno no superior a 90 días. Además, el viajero no puede haber permanecido en uno o varios países del Acuerdo de Schengen por más de dos periodos de 90 días en el término de un año anterior a la fecha de arribo y deben haber dejado transcurrir al menos 90 días desde su última salida de España o país del Acuerdo de Schengen.
Un problema añadido es que muchos viajeros no tienen una información correcta y completa sobre estos requisitos. Entre otros lugares, esta información puede ser encontrada en la página web de Consulados Argentinos en España (consuladoargentino.es).
Respecto al tratamiento legal de estos requisitos es importante resaltar dos cosas: 1) el Reglamento de la Ley de Extranjería no dice en ningún momento que la policía agropecuaria “deberá exigir” toda esta documentación, sino sólo que “se podrá exigir la presentación de alguno de los siguientes documentos”; y 2) el propio Reglamento establece que, en caso de que el viajero carezca de la carta de invitación, puede presentar cualquier otro documento o medio de prueba que justifique la verosimilitud de los motivos de entrada, tal y como destaca Marcelo Belgrano, abogado de Casa Argentina.
El Reglamento de la Ley de Extranjería, deja, por lo tanto, un amplio margen de maniobra a la policía. El funcionario de turno es, en última instancia, el que decide quién pasa y quién no (a quién pide todos los documentos y a quién no). Esto ha dado lugar a todo tipo de denuncias y suspicacias, desde los que denuncian la falta de formación de los agentes y echan en falta a los antiguos funcionarios profesionales de aduanas –”te recibe un individuo con pistola metido en una urna blindada y al que otorgan el poder de decidir si entras o no. Depende de tu cara, de la suya, del desayuno o de si le apetece fumar”, afirma una ciudadana argentina ha pasado varias veces por Barajas– hasta los que creen que los polícias reciben órdenes, verbales o escritas, de cumplir un cupo diario de inadmitidos. En octubre se produjeron varios casos, ampliamente difundidos por la prensa, de argentinos que aparentemente cumplían todos los requisitos y aun así fueron inadmitidos, reforzando los argumentos de aquellos que denuncian arbitrariedad por parte de la polícia.
Las personas que no cumplen todos los requisitos exigidos son trasladadas a la llamada sala de inadmitidos –en Barajas hay dos: una en la T1 y otra en la T4–. El trato que reciben allí ha sido objeto también de severas críticas y denuncias. Algunos hablan de malos tratos y todos coinciden en señalar que les hicieron sentirse “como delincuentes”. Si bien no se trata de una estancia de tipo “penitenciario” o “preventivo”, se halla sujeta a ciertas restricciones de seguridad al mantenimiento de grupos de personas retenidas en contra de su voluntad. Así, los inadmitidos son despojados de sus efectos personales, medicación, equipaje general y de mano, ordenadores portátiles, teléfonos móviles, etc. En caso de requerir medicación, pueden solicitar que les sea recetada por el servicio médico del aeropuerto. Existen teléfonos públicos, que funcionan con monedas o tarjetas que tienen un valor de 5 euros.
Los inadmitidos deben esperar allí hasta poder regresar a su país. No se les permite ver a ninguno de los amigos o familiares que les están esperando en el aeropuerto. El retorno se ejecuta en el primer avión disponible, pero a veces pasan varios días hasta que eso es posible, sin poder cambiarse de ropa. Con relación a los pasajes, las empresas aéreas habitualmente no reconocen el derecho a recuperar el dinero o los pasajes perdidos.
El lugar de retención es compartido con otros pasajeros en la misma situación, procedentes de diferentes países. Se halla provisto de literas, mantas, duchas y un servicio médico. Las comidas son servidas por el servicio de catering del aeropuerto.
Asia, África y América Latina son los nuevos destinos de los migrantes
Las economías emergentes de Asia, África y América Latina “están adquiriendo cada vez más importancia como países de destino de los trabajadores migrantes”, con el consiguiente aumento “de los desplazamientos de las personas en dirección Sur-Sur”, destaca el Informe Mundial sobre las Migraciones 2010 publicado por la OIM.
Advierte que la presión de los flujos migratorios, enfrentará a esos países a la necesidad de invertir en programas y políticas en el ámbito de la gestión de la migración.
Asimismo, según el informe, “el número de migrantes en situación irregular continuará aumentando a medida que la oferta de mano de obra de los países de origen de los migrantes supere la demanda en los países de acogida, y los canales de la migración legal sigan siendo la excepción más bien que la regla”.
Señala que los nuevos patrones de migración irregular comprenden “un número cada vez mayor de menores no acompañados, solicitantes de asilo, víctimas de la trata de personas, o personas que intentan huir de los efectos del cambio ambiental o climático, pero para quienes actualmente existe escasa protección internacional”.
En cuanto a las repercusiones de la crisis económica, el informe observa que el número total de migrantes se ha mantenido estable, “ya que son relativamente pocos los migrantes que han retornado a sus hogares, pese a haber sido particularmente afectados por la situación de desempleo”.
Como consecuencia de ello, las remesas hacia los países en vías de desarrollo bajaron en un seis por ciento en 2009, aunque en algunos países como Bangladesh, Pakistán y Filipinas, se observó un aumento de las remesas entre 2008 y 2009.
Advierte que la presión de los flujos migratorios, enfrentará a esos países a la necesidad de invertir en programas y políticas en el ámbito de la gestión de la migración.
Asimismo, según el informe, “el número de migrantes en situación irregular continuará aumentando a medida que la oferta de mano de obra de los países de origen de los migrantes supere la demanda en los países de acogida, y los canales de la migración legal sigan siendo la excepción más bien que la regla”.
Señala que los nuevos patrones de migración irregular comprenden “un número cada vez mayor de menores no acompañados, solicitantes de asilo, víctimas de la trata de personas, o personas que intentan huir de los efectos del cambio ambiental o climático, pero para quienes actualmente existe escasa protección internacional”.
En cuanto a las repercusiones de la crisis económica, el informe observa que el número total de migrantes se ha mantenido estable, “ya que son relativamente pocos los migrantes que han retornado a sus hogares, pese a haber sido particularmente afectados por la situación de desempleo”.
Como consecuencia de ello, las remesas hacia los países en vías de desarrollo bajaron en un seis por ciento en 2009, aunque en algunos países como Bangladesh, Pakistán y Filipinas, se observó un aumento de las remesas entre 2008 y 2009.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
68% de los españoles defiende que los inmigrantes mantengan sus costumbres si no entran en conflicto con las foráneas
El 68 por ciento de los españoles está a favor de que la población inmigrante mantenga sus tradiciones y costumbres “siempre y cuando” no entren en conflicto con los valores propios de España, según se desprende de la encuesta La percepción de los españoles sobre la diversidad y la inmigración, elaborada por la Fundación Bertelsmann.
El documento, presentado este lunes en Madrid en el marco del V Congreso Diálogo y Acción, bajo la dirección de Fernando Vallespín, ex presidente del Centro de Investigaciones Sociológicas (CIS), también refleja que la crisis “no ha acentuado las percepciones negativas de los españoles hacia la inmigración que llega a España”.
En opinión de Vallespín, España vive “un momento de estancamiento” con respecto al fenómeno de la inmigración ya que “no se percibe un cambio sustantivo en la opinión de los españoles” relativo a este tema. “Los españoles ven la inmigración como algo normal. Se ha integrado la inmigración como un fenómeno globalizado y habitual”, ha asegurado.
Así, mientras que el 63 por ciento de los españoles decía tener contacto con los inmigrantes en el año 2005, el porcentaje se eleva hasta el 85 por ciento en la encuesta de este año. Además, un 89 por ciento de los encuestados se muestra a favor de la inmigración al suscribir que “toda persona debería tener la libertad de vivir y trabajar en cualquier país, aunque no fuera el suyo”.
“Los derechos cívicos son los que mejor van a integrar a los inmigrantes”, ha subrayado Vallespín que ha reiterado que “el mejor mecanismo de integración pasa por tratar a los inmigrantes en igualdad de condiciones”.
A modo de ejemplo, el experto ha destacado el apoyo mayoritario que suscitan aspectos como el acceso a la educación pública (97%), la asistencia sanitaria gratuita (91%), obtener un puesto de trabajo en igualdad de condiciones (92%), cobrar un subsidio (93,5%), obtener la nacionalidad española (86%) o votar en las elecciones municipales (83,2%).
En el capítulo de la educación, los encuestados afirman que les importa poco (83%) o nada (66%) que sus hijos compartan clases con alumnos de origen extranjero. En la misma línea, un 73 por ciento señala que la presencia de hijos de inmigrantes en la escuela “es enriquecedora para el conjunto de los alumnos y no empeora la calidad de la educación”.
Los encuestados consideran que las diferencias de rendimiento entre alumnos españoles e inmigrantes son fruto del desconocimiento de la lengua (66%), del apoyo que reciben de sus padres (71%) o del hecho de que los profesores no puedan prestarles una atención diferenciada (72,5%).
En cuanto a los aspectos negativos que refleja el estudio, el 67 por ciento de la población considera “elevado” el número actual de inmigrantes censados en España –la población inmigrante supone el 12,2 por ciento de la población, un total de 5,7 millones de personas– y un 72 por ciento de los ciudadanos ve con “preocupación” el tema de la inmigración. Además, un 31 por ciento es partidario de la expulsión de aquellos inmigrantes que se han quedado sin trabajo y permanecen “en el paro durante mucho tiempo”.
Inmigración y política
Por otro lado, un 65 por ciento de los encuestados tiene “muy en cuenta” las propuestas de los partidos sobre “cómo actuar con los inmigrantes legales”, mientras que un 58 por ciento se interesa “mucho” por las propuestas “en relación con los inmigrantes ilegales”. Vallespin ha subrayado que “estos porcentajes no alcanzan el nivel de otros asuntos más decisivos en la intención de voto, como las políticas de sanidad (81%), educación (78%) o económica (72%)”.
El estudio también constata diferentes opiniones en función de la ideología política ya que el 68 por ciento de los votantes de los partidos del PP se muestran contrarios a que los inmigrantes puedan votar en las elecciones generales frente a un 96 por ciento de los votantes de Izquierda Unida que sí concederían este derecho.
En cualquier caso, Vallespín cree que la utilización de la inmigración como un asunto político es “un error” y ha aclarado que las opiniones de la encuesta no se pueden extrapolar a localidades específicas. “El resultado sería diferente según la comunidad autónoma en la que se realizara el estudio. De todos modos, los problemas específicos de localidades concretas no se pueden trasladar a nivel general”, ha insistido.
En la presentación del estudio, la presidenta de la Fundación Bertelsmann, Liz Mohn, ha asegurado que “el siglo que viene, no será europeo ni americano, será una siglo global, y eso no tiene parangón en la historia”. “Una mayor diversidad cultural significa nuevas oportunidades para la sociedad”, ha indicado
El documento, presentado este lunes en Madrid en el marco del V Congreso Diálogo y Acción, bajo la dirección de Fernando Vallespín, ex presidente del Centro de Investigaciones Sociológicas (CIS), también refleja que la crisis “no ha acentuado las percepciones negativas de los españoles hacia la inmigración que llega a España”.
En opinión de Vallespín, España vive “un momento de estancamiento” con respecto al fenómeno de la inmigración ya que “no se percibe un cambio sustantivo en la opinión de los españoles” relativo a este tema. “Los españoles ven la inmigración como algo normal. Se ha integrado la inmigración como un fenómeno globalizado y habitual”, ha asegurado.
Así, mientras que el 63 por ciento de los españoles decía tener contacto con los inmigrantes en el año 2005, el porcentaje se eleva hasta el 85 por ciento en la encuesta de este año. Además, un 89 por ciento de los encuestados se muestra a favor de la inmigración al suscribir que “toda persona debería tener la libertad de vivir y trabajar en cualquier país, aunque no fuera el suyo”.
“Los derechos cívicos son los que mejor van a integrar a los inmigrantes”, ha subrayado Vallespín que ha reiterado que “el mejor mecanismo de integración pasa por tratar a los inmigrantes en igualdad de condiciones”.
A modo de ejemplo, el experto ha destacado el apoyo mayoritario que suscitan aspectos como el acceso a la educación pública (97%), la asistencia sanitaria gratuita (91%), obtener un puesto de trabajo en igualdad de condiciones (92%), cobrar un subsidio (93,5%), obtener la nacionalidad española (86%) o votar en las elecciones municipales (83,2%).
En el capítulo de la educación, los encuestados afirman que les importa poco (83%) o nada (66%) que sus hijos compartan clases con alumnos de origen extranjero. En la misma línea, un 73 por ciento señala que la presencia de hijos de inmigrantes en la escuela “es enriquecedora para el conjunto de los alumnos y no empeora la calidad de la educación”.
Los encuestados consideran que las diferencias de rendimiento entre alumnos españoles e inmigrantes son fruto del desconocimiento de la lengua (66%), del apoyo que reciben de sus padres (71%) o del hecho de que los profesores no puedan prestarles una atención diferenciada (72,5%).
En cuanto a los aspectos negativos que refleja el estudio, el 67 por ciento de la población considera “elevado” el número actual de inmigrantes censados en España –la población inmigrante supone el 12,2 por ciento de la población, un total de 5,7 millones de personas– y un 72 por ciento de los ciudadanos ve con “preocupación” el tema de la inmigración. Además, un 31 por ciento es partidario de la expulsión de aquellos inmigrantes que se han quedado sin trabajo y permanecen “en el paro durante mucho tiempo”.
Inmigración y política
Por otro lado, un 65 por ciento de los encuestados tiene “muy en cuenta” las propuestas de los partidos sobre “cómo actuar con los inmigrantes legales”, mientras que un 58 por ciento se interesa “mucho” por las propuestas “en relación con los inmigrantes ilegales”. Vallespin ha subrayado que “estos porcentajes no alcanzan el nivel de otros asuntos más decisivos en la intención de voto, como las políticas de sanidad (81%), educación (78%) o económica (72%)”.
El estudio también constata diferentes opiniones en función de la ideología política ya que el 68 por ciento de los votantes de los partidos del PP se muestran contrarios a que los inmigrantes puedan votar en las elecciones generales frente a un 96 por ciento de los votantes de Izquierda Unida que sí concederían este derecho.
En cualquier caso, Vallespín cree que la utilización de la inmigración como un asunto político es “un error” y ha aclarado que las opiniones de la encuesta no se pueden extrapolar a localidades específicas. “El resultado sería diferente según la comunidad autónoma en la que se realizara el estudio. De todos modos, los problemas específicos de localidades concretas no se pueden trasladar a nivel general”, ha insistido.
En la presentación del estudio, la presidenta de la Fundación Bertelsmann, Liz Mohn, ha asegurado que “el siglo que viene, no será europeo ni americano, será una siglo global, y eso no tiene parangón en la historia”. “Una mayor diversidad cultural significa nuevas oportunidades para la sociedad”, ha indicado
BISPOS LATINO-AMERICANOS E OS DESAFIOS DE HOJE
Após os encontros de Bogotá e Quito, nos últimos 1º e 2 de dezembro, os presidentes dos episcopados da Venezuela, Equador, Colômbia e Peru, se reuniram em Caracas para uma aprofundada troca de opiniões, idéias e experiências: “Os povos das nossas nações formam uma só família de irmãos, caracterizada pela experiência individual de proximidade fraterna e pela solidariedade, no âmbito da tradição cristã”, escreveram os bispos no documento após a conclusão da reunião.
Junto com os povos de outras nações da região, “sentimo-nos chamados a construir uma pátria comum, unida não só pela geografia, pela história e pela língua, mas acima de tudo pela mesma fé em Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo, que nos interpela como seus discípulos e missionários”. Os presidentes das Conferências Episcopais analisaram a evolução da Missão continental, aprofundando, em especial as "orientações pastorais sobre os fiéis”, que por diversas razões, políticas, econômicas e sociais “vivem hoje em condições de refugiados em alguns desses países”.
Lembrando o sentido último, religioso e cultural, das celebrações do Bicentenário da independência, os bispos renovaram seu compromisso em favor de “um desenvolvimento humano integral e genuinamente cristão” e, portanto, pediram a todos que trabalhem para “construir a justiça, a liberdade, fraternidade e a paz”. “Pedimos também aos nossos líderes que continuem avançando no caminho do diálogo e do reforço das relações diplomáticas e de cooperação mútua no âmbito do processo de integração regional para superar pragmatismos ou disputas ideológicas”.
Entre as armadilhas são verdadeiros desafios lançados pela realidade de hoje em que vive a região, os bispos destacam o aumento da violência e o desprezo pela vida humana e a gravidade dos fenômenos como o narcotráfico e a corrupção. Diante disso é urgente reagir todos juntos, povos e governo, e é urgente fazê-lo de forma concertada, porque o mal não tem limites nem fronteiras. Lembrando a proximidade do Natal, os bispos sul-americanos convidam todos a “renovarem a sua fé em Jesus, plenitude da vida, e juntos com Ele, compartilhar o compromisso de fazer de cada comunidade um centro irradiador da vida em Cristo”, o caminho verdadeiro e obrigatório para alcançar “a dignidade da pessoa, a liberdade integral, reconciliação e a inclusão social”. A Igreja - conclui o comunicado -, nunca vai deixar de apoiar todos os esforços favoráveis à construção de uma “ordem social, econômica e política, onde cada um tenha a possibilidade de crescimento pleno e verdadeiro. (SP)
Junto com os povos de outras nações da região, “sentimo-nos chamados a construir uma pátria comum, unida não só pela geografia, pela história e pela língua, mas acima de tudo pela mesma fé em Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo, que nos interpela como seus discípulos e missionários”. Os presidentes das Conferências Episcopais analisaram a evolução da Missão continental, aprofundando, em especial as "orientações pastorais sobre os fiéis”, que por diversas razões, políticas, econômicas e sociais “vivem hoje em condições de refugiados em alguns desses países”.
Lembrando o sentido último, religioso e cultural, das celebrações do Bicentenário da independência, os bispos renovaram seu compromisso em favor de “um desenvolvimento humano integral e genuinamente cristão” e, portanto, pediram a todos que trabalhem para “construir a justiça, a liberdade, fraternidade e a paz”. “Pedimos também aos nossos líderes que continuem avançando no caminho do diálogo e do reforço das relações diplomáticas e de cooperação mútua no âmbito do processo de integração regional para superar pragmatismos ou disputas ideológicas”.
Entre as armadilhas são verdadeiros desafios lançados pela realidade de hoje em que vive a região, os bispos destacam o aumento da violência e o desprezo pela vida humana e a gravidade dos fenômenos como o narcotráfico e a corrupção. Diante disso é urgente reagir todos juntos, povos e governo, e é urgente fazê-lo de forma concertada, porque o mal não tem limites nem fronteiras. Lembrando a proximidade do Natal, os bispos sul-americanos convidam todos a “renovarem a sua fé em Jesus, plenitude da vida, e juntos com Ele, compartilhar o compromisso de fazer de cada comunidade um centro irradiador da vida em Cristo”, o caminho verdadeiro e obrigatório para alcançar “a dignidade da pessoa, a liberdade integral, reconciliação e a inclusão social”. A Igreja - conclui o comunicado -, nunca vai deixar de apoiar todos os esforços favoráveis à construção de uma “ordem social, econômica e política, onde cada um tenha a possibilidade de crescimento pleno e verdadeiro. (SP)
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Investigadora defende importância de garantir oportunidades aos descendentes dos imigrantes
Ao contrário dos pais, os jovens descendentes de imigrantes não escolheram o país onde vivem e, por isso, sem medidas que lhes garantam oportunidades não haverá sucesso na sua integração, sustenta a socióloga Beatriz Padilla.
A investigadora no ISCTE, em Lisboa, não tem dúvidas: “Sem medidas de acção afirmativa não vamos longe.” “Se não damos oportunidades a estas pessoas, que são vistas como diferentes”, sejam negras, mulheres ou outras minorias, elas “nunca vão lá chegar, é impossível, seria um milagre”, considera a socióloga, que dará hoje uma conferência sobre jovens descendentes de imigrantes, no âmbito do festival Rotas e Rituais, em Lisboa.
Reconhecendo que houve uma evolução positiva desde as leis da Nacionalidade e da Imigração, Beatriz Padilla realça que “ainda há trabalho a fazer, sobretudo com os jovens”. Qual é “o incentivo” para quem acaba os estudos e “tem de ir trabalhar na construção civil e perpetuar o estatuto do pai?”, interroga a investigadora, sublinhando “a diferença de expectativas” entre o imigrante – que desejou sair do seu país e, por isso, se sujeitou – e o filho do imigrante – que não emigrou e nasceu num país onde não se sente nacional, porque é “rejeitado”.
Alargar os direitos políticos dos imigrantes, permitindo-lhes votar apenas com o requisito de “alguns anos de residência”, seria também um incentivo, sugere. Beatriz Padilla discorda da proposta dos projectos de revisão constitucional de PS e BE, que retiram do artigo 13.º da Constituição, sobre não discriminação, a categoria “raça”. A discriminação que existe em Portugal, contrapõe, é “muito mais visível em relação à comunidade africana”.
“Toda a gente sabe que a raça como raça não existe, mas existe na cabeça das pessoas”, sublinha. Isto embora “todos os portugueses” acreditem “que são menos racistas do que o resto do mundo”. A imigração tem diminuído, uma tendência que se deve sobretudo à crise. Porém, “é muito raro acontecer” que a motivação do imigrante seja “só económica”.
Uma coisa é certa: “a única saída rápida que existe” para o envelhecimento da população é a imigração. “Ainda há vários mitos em relação à imigração”, lamenta a socióloga, apontando a ideia de uma alegada maior qualificação dos imigrantes de Leste e menor capacitação de brasileiros e africanos.
Mas “o maior mito de todos é o do retorno”, refere. “Está na moda falar de retorno, mas retorno em massa não estou a ver”, acrescenta, referindo-se à comunidade brasileira e à eventualidade de esta regressar ao Brasil numa altura em que o país cresce economicamente e inicia um novo ciclo político. Mas reconhece que “o Brasil está na moda”, não só como “potência”, mas também no “aspecto cultural”.
Existe “uma relação de amor e ódio entre Portugal e o Brasil”, são “mãe e filho, mas o
A investigadora no ISCTE, em Lisboa, não tem dúvidas: “Sem medidas de acção afirmativa não vamos longe.” “Se não damos oportunidades a estas pessoas, que são vistas como diferentes”, sejam negras, mulheres ou outras minorias, elas “nunca vão lá chegar, é impossível, seria um milagre”, considera a socióloga, que dará hoje uma conferência sobre jovens descendentes de imigrantes, no âmbito do festival Rotas e Rituais, em Lisboa.
Reconhecendo que houve uma evolução positiva desde as leis da Nacionalidade e da Imigração, Beatriz Padilla realça que “ainda há trabalho a fazer, sobretudo com os jovens”. Qual é “o incentivo” para quem acaba os estudos e “tem de ir trabalhar na construção civil e perpetuar o estatuto do pai?”, interroga a investigadora, sublinhando “a diferença de expectativas” entre o imigrante – que desejou sair do seu país e, por isso, se sujeitou – e o filho do imigrante – que não emigrou e nasceu num país onde não se sente nacional, porque é “rejeitado”.
Alargar os direitos políticos dos imigrantes, permitindo-lhes votar apenas com o requisito de “alguns anos de residência”, seria também um incentivo, sugere. Beatriz Padilla discorda da proposta dos projectos de revisão constitucional de PS e BE, que retiram do artigo 13.º da Constituição, sobre não discriminação, a categoria “raça”. A discriminação que existe em Portugal, contrapõe, é “muito mais visível em relação à comunidade africana”.
“Toda a gente sabe que a raça como raça não existe, mas existe na cabeça das pessoas”, sublinha. Isto embora “todos os portugueses” acreditem “que são menos racistas do que o resto do mundo”. A imigração tem diminuído, uma tendência que se deve sobretudo à crise. Porém, “é muito raro acontecer” que a motivação do imigrante seja “só económica”.
Uma coisa é certa: “a única saída rápida que existe” para o envelhecimento da população é a imigração. “Ainda há vários mitos em relação à imigração”, lamenta a socióloga, apontando a ideia de uma alegada maior qualificação dos imigrantes de Leste e menor capacitação de brasileiros e africanos.
Mas “o maior mito de todos é o do retorno”, refere. “Está na moda falar de retorno, mas retorno em massa não estou a ver”, acrescenta, referindo-se à comunidade brasileira e à eventualidade de esta regressar ao Brasil numa altura em que o país cresce economicamente e inicia um novo ciclo político. Mas reconhece que “o Brasil está na moda”, não só como “potência”, mas também no “aspecto cultural”.
Existe “uma relação de amor e ódio entre Portugal e o Brasil”, são “mãe e filho, mas o
México: Atraviesan el país 400 mil migrantes al año
Unos 400 mil migrantes, en su mayoría centroamericanos y sudamericanos, cruzan anualmente las fronteras mexicanas con destino a Estados Unidos, señaló el comisionado del Instituto Nacional de Migración (INM), Salvador Beltrán del Río.
En rueda de prensa, indicó que para el gobierno mexicano es fundamental implementar políticas de atención y protección de los migrantes que cruzan territorio mexicano, así como reforzar aquellas medidas que se han aplicado con éxito y que se han perpetuado a lo largo del tiempo.
Agregó que se calcula que un millón de mexicanos documentados y no documentados emigran hacia Estados Unidos cada año, “la necesidad es real y la responsabilidad del gobierno de México es sustantiva”.
Comentó que los riesgos a los que se enfrentan los migrantes indocumentados en su cruce de la frontera sur de México e internación al país “son muchos, una vez cruzada la frontera, el viaje en tren y las largas caminatas resultan factores en contra”.
Dijo que, en contraparte, la frontera norte representa el enfrentamiento a las temperaturas extremas del desierto, las corrientes del Río Bravo o “la contratación de traficantes que transportan a los migrantes en condiciones deplorables”.
Resaltó que ante esta perspectiva el gobierno mexicano “esbozó desde hace 20 años una política de protección a los migrantes, que se ha materializado en el diseño e implementación del Programa Grupos Beta de Protección a Migrantes”.
“En los últimos años estos grupos Beta han atendido a más de 200 mil migrantes cada año”, puntualizó.
Destacó que hay más de 11 millones de mexicanos de primera generación y su descendencia, “que en total suman casi 30 millones de personas de origen mexicano que radican en Estados Unidos”.
“Son más de dos millones de personas que cruzan la frontera de norte (EUA) a sur (México) anualmente, con la finalidad de visitar a sus familiares y amigos, su amor y apego a México está presente en las temporadas vacacionales”, subrayó.
Manifestó que con este objetivo se creó el Programa Paisano, para agilizar los procesos de internación y “eliminar trabas administrativas para los mexicanos, simplificar trámites y garantizar un trato digno y conforme a derecho para los migrantes mexicanos”.
En rueda de prensa, indicó que para el gobierno mexicano es fundamental implementar políticas de atención y protección de los migrantes que cruzan territorio mexicano, así como reforzar aquellas medidas que se han aplicado con éxito y que se han perpetuado a lo largo del tiempo.
Agregó que se calcula que un millón de mexicanos documentados y no documentados emigran hacia Estados Unidos cada año, “la necesidad es real y la responsabilidad del gobierno de México es sustantiva”.
Comentó que los riesgos a los que se enfrentan los migrantes indocumentados en su cruce de la frontera sur de México e internación al país “son muchos, una vez cruzada la frontera, el viaje en tren y las largas caminatas resultan factores en contra”.
Dijo que, en contraparte, la frontera norte representa el enfrentamiento a las temperaturas extremas del desierto, las corrientes del Río Bravo o “la contratación de traficantes que transportan a los migrantes en condiciones deplorables”.
Resaltó que ante esta perspectiva el gobierno mexicano “esbozó desde hace 20 años una política de protección a los migrantes, que se ha materializado en el diseño e implementación del Programa Grupos Beta de Protección a Migrantes”.
“En los últimos años estos grupos Beta han atendido a más de 200 mil migrantes cada año”, puntualizó.
Destacó que hay más de 11 millones de mexicanos de primera generación y su descendencia, “que en total suman casi 30 millones de personas de origen mexicano que radican en Estados Unidos”.
“Son más de dos millones de personas que cruzan la frontera de norte (EUA) a sur (México) anualmente, con la finalidad de visitar a sus familiares y amigos, su amor y apego a México está presente en las temporadas vacacionales”, subrayó.
Manifestó que con este objetivo se creó el Programa Paisano, para agilizar los procesos de internación y “eliminar trabas administrativas para los mexicanos, simplificar trámites y garantizar un trato digno y conforme a derecho para los migrantes mexicanos”.
domingo, 5 de dezembro de 2010
REMESAS DE IMIGRANTES DE ECUADOR
Los ecuatorianos que residen en el extranjero han enviado a Ecuador 612 millones de dólares (467,1 millones de euros) en el tercer trimestre de este año, lo que supone un 11,2 por ciento más con respecto a los tres meses anteriores, cuando fueron 549,8 millones de dólares (419,7 millones de euros), según los datos dados a conocer por el Banco Central de Ecuador (BCE).
Sin embargo, si se comparan las remesas enviadas por los inmigrantes ecuatorianos entre julio y septiembre de este año con el mismo período del año pasado, cuando se alcanzaron los 655,8 millones de dólares (500,7 millones de euros), esta cantidad supone un 5,6 por ciento menos.
El total acumulado de las reservas enviadas a Ecuador en los primeros tres trimestres de 2010 es de 1.819,96 millones de dólares (casi 1.390 millones de euros), frente a los 1.718,46 millones registrados en el mismo período del año pasado, lo que refleja una disminución del 5,6 por ciento, según los datos publicados este lunes por la Embajada ecuatoriana en Madrid.
Sin embargo, si se comparan las remesas enviadas por los inmigrantes ecuatorianos entre julio y septiembre de este año con el mismo período del año pasado, cuando se alcanzaron los 655,8 millones de dólares (500,7 millones de euros), esta cantidad supone un 5,6 por ciento menos.
El total acumulado de las reservas enviadas a Ecuador en los primeros tres trimestres de 2010 es de 1.819,96 millones de dólares (casi 1.390 millones de euros), frente a los 1.718,46 millones registrados en el mismo período del año pasado, lo que refleja una disminución del 5,6 por ciento, según los datos publicados este lunes por la Embajada ecuatoriana en Madrid.
Fronteiras da morte
Imigrantes pagam com a vida o desejo de chegarem a terras norte-americanas. Sequestros nas fronteiras mexicanas rendem milhões para o crime organizado
A criminalidade organizada, em cumplicidade com as autoridades da imigração e da segurança no México, semearam um clima de perseguição, dor e morte nos migrantes da América Central», denuncia Pedro Pantoja Arreola. O sacerdote é responsável por uma casa localizada a 400 quilómetros da fronteira. A «Belen Posada del Migrante» abriga cerca de 200 imigrantes que lá procuram refúgio, diaramente.
A migração forçada da América Central é um «calvário cruel» que engloba situações de extorsão, sequestro e morte. Vive hoje o seu «pior momento», considera, segundo a agência Fides. Em 2009, registaram-se cerca de 18 mil sequestros de migrantes, um lucro de 25 milhões de dólares para a criminalidade organizada. Trata-se de informações que foram debatidas durante o Encontro Continental Latino-americano da Pastoral para os Migrantes, realizado em Bogotá [Colômbia] e decorrido em Novembro.
Enrique Díaz, bispo auxiliar de San Cristóbal, recordou, estes dias, as palavras do arcebispo de Morelia, no México: «O que vemos hoje é resultado de anos de abandono, do fracasso de todos os aspectos da política e da instrução; e tudo isso não surgiu espontaneamente; é resultado de anos de destruição do tecido social por causa da perda de valores... como se Deus não existisse».
A criminalidade organizada, em cumplicidade com as autoridades da imigração e da segurança no México, semearam um clima de perseguição, dor e morte nos migrantes da América Central», denuncia Pedro Pantoja Arreola. O sacerdote é responsável por uma casa localizada a 400 quilómetros da fronteira. A «Belen Posada del Migrante» abriga cerca de 200 imigrantes que lá procuram refúgio, diaramente.
A migração forçada da América Central é um «calvário cruel» que engloba situações de extorsão, sequestro e morte. Vive hoje o seu «pior momento», considera, segundo a agência Fides. Em 2009, registaram-se cerca de 18 mil sequestros de migrantes, um lucro de 25 milhões de dólares para a criminalidade organizada. Trata-se de informações que foram debatidas durante o Encontro Continental Latino-americano da Pastoral para os Migrantes, realizado em Bogotá [Colômbia] e decorrido em Novembro.
Enrique Díaz, bispo auxiliar de San Cristóbal, recordou, estes dias, as palavras do arcebispo de Morelia, no México: «O que vemos hoje é resultado de anos de abandono, do fracasso de todos os aspectos da política e da instrução; e tudo isso não surgiu espontaneamente; é resultado de anos de destruição do tecido social por causa da perda de valores... como se Deus não existisse».
sábado, 4 de dezembro de 2010
La tragedia de mil inmigrantes
La lluvia y el frío agravan la situación de los asentamientos ilegales de Huelva
.Las decenas de asentamientos ilegales repartidos en la provincia de Huelva, en los que viven casi un millar de inmigrantes, traen de cabeza a las administraciones, que reconocen la situación dramática de los campamentos, pero se miran unas a otras a la hora de asumir responsabilidades. El Gobierno central confía en las competencias de la Administración autonómica. La Junta responsabiliza a los Ayuntamientos. Los Ayuntamientos piden ayuda económica a la Junta. Y la Junta pide un marco amplio de actuación legal y más fondos al Gobierno. Círculo perfecto y problema sin solucionar.
El albergue de Lepe no se ha terminado por falta de dinero
Las circunstancias se agravan con la llegada del frío y las lluvias. Los dramas son tantos como personas malviven en la provincia. Moussa Sibe, de 48 años, viajó de Burkina Faso a Huelva para participar en la recolección de la fresa. En su país, tenía "demasiados hijos y poco dinero", reconoce. Desde 2007 vive en una chabola de Lepe (Huelva), uno de los focos más importantes de congregación de sin papeles junto a Moguer y Palos. Sibe pasa el día, detrás del cementerio, con otros 30 o 40 inmigrantes (en temporada baja) y más de 100 (en época de recogida de frutos). Casi todos, subsaharianos. El agua de los últimos días -la noche del viernes llovió toda la noche- ha complicado su día a día.
"Por mucha ayuda que se les dé, siempre es poca", asume Josefa Cristo, teniente de alcalde y concejal de Servicios Sociales del Ayuntamiento de Lepe. "Las administraciones hacemos lo que podemos pero se nos ha ido de las manos", reconoce. La "buena noticia", añade, es que "ahora, son menos".
De los casi 500 que viven en Lepe normalmente, ahora no suman ni la mitad. Están en Girona y en Jaén. En dos meses, cuando comience la campaña de recolección, regresarán. Aunque no haya trabajo. Y volverá el caos. Desde la Subdelegación del Gobierno se tilda la situación de "preocupante". El albergue de Lepe, prometido hace tres años y en el que podrían dormir más de 180 inmigrantes, no se ha terminado. No hay dinero. El Consistorio se reunió con la Junta hace un mes. Esperan respuesta. "Hemos pedido ayuda a la Junta. Lo ponemos a su disposición para ver si ellos pueden hacer algo", revelan desde el Ayuntamiento.
Entidades como Cepaim, Huelva Acoge, Cáritas y Cruz Roja no dan abasto. "Cáritas y Cruz Roja están ahora mismo desbordadas porque muchas familias de Lepe también necesitan ayuda. No tienen para pagar el agua, la luz e incluso comida", añade la concejal lepera.
A veces, los campamentos no soportan la embestida del clima. El pasado diciembre, ocurrió en los campamentos fabricados con corchos, sillas de plástico y colchones de Las Madres, cerca de Mazagón. Allí vivían unos 200 subsaharianos. Todos vieron cómo sus viviendas, literalmente, volaron. La reconstrucción fue más que dura.
Charo Miranda, presidenta de Cruz Roja, declara que van adaptándose a las necesidades del momento. "Intentamos evitar enfermedades como gripe o resfriados. Si enferman, los acompañamos al médico. También repartimos dípticos para prevenir incendios", explica. Faraba Diarra, maliense de 33 años, murió el 14 de marzo asfixiado en este asentamiento ilegal próximo a Mazagón. Diarra sintió mucho frío, y encendió una fogata dentro de su chabola. Otro incendió provocó varios heridos en Lepe en abril. Unos 50 subsaharianos fueron atendidos en un pabellón deportivo durante tres días. 72 horas de gracia. Después, a levantar otro campamento.
.Las decenas de asentamientos ilegales repartidos en la provincia de Huelva, en los que viven casi un millar de inmigrantes, traen de cabeza a las administraciones, que reconocen la situación dramática de los campamentos, pero se miran unas a otras a la hora de asumir responsabilidades. El Gobierno central confía en las competencias de la Administración autonómica. La Junta responsabiliza a los Ayuntamientos. Los Ayuntamientos piden ayuda económica a la Junta. Y la Junta pide un marco amplio de actuación legal y más fondos al Gobierno. Círculo perfecto y problema sin solucionar.
El albergue de Lepe no se ha terminado por falta de dinero
Las circunstancias se agravan con la llegada del frío y las lluvias. Los dramas son tantos como personas malviven en la provincia. Moussa Sibe, de 48 años, viajó de Burkina Faso a Huelva para participar en la recolección de la fresa. En su país, tenía "demasiados hijos y poco dinero", reconoce. Desde 2007 vive en una chabola de Lepe (Huelva), uno de los focos más importantes de congregación de sin papeles junto a Moguer y Palos. Sibe pasa el día, detrás del cementerio, con otros 30 o 40 inmigrantes (en temporada baja) y más de 100 (en época de recogida de frutos). Casi todos, subsaharianos. El agua de los últimos días -la noche del viernes llovió toda la noche- ha complicado su día a día.
"Por mucha ayuda que se les dé, siempre es poca", asume Josefa Cristo, teniente de alcalde y concejal de Servicios Sociales del Ayuntamiento de Lepe. "Las administraciones hacemos lo que podemos pero se nos ha ido de las manos", reconoce. La "buena noticia", añade, es que "ahora, son menos".
De los casi 500 que viven en Lepe normalmente, ahora no suman ni la mitad. Están en Girona y en Jaén. En dos meses, cuando comience la campaña de recolección, regresarán. Aunque no haya trabajo. Y volverá el caos. Desde la Subdelegación del Gobierno se tilda la situación de "preocupante". El albergue de Lepe, prometido hace tres años y en el que podrían dormir más de 180 inmigrantes, no se ha terminado. No hay dinero. El Consistorio se reunió con la Junta hace un mes. Esperan respuesta. "Hemos pedido ayuda a la Junta. Lo ponemos a su disposición para ver si ellos pueden hacer algo", revelan desde el Ayuntamiento.
Entidades como Cepaim, Huelva Acoge, Cáritas y Cruz Roja no dan abasto. "Cáritas y Cruz Roja están ahora mismo desbordadas porque muchas familias de Lepe también necesitan ayuda. No tienen para pagar el agua, la luz e incluso comida", añade la concejal lepera.
A veces, los campamentos no soportan la embestida del clima. El pasado diciembre, ocurrió en los campamentos fabricados con corchos, sillas de plástico y colchones de Las Madres, cerca de Mazagón. Allí vivían unos 200 subsaharianos. Todos vieron cómo sus viviendas, literalmente, volaron. La reconstrucción fue más que dura.
Charo Miranda, presidenta de Cruz Roja, declara que van adaptándose a las necesidades del momento. "Intentamos evitar enfermedades como gripe o resfriados. Si enferman, los acompañamos al médico. También repartimos dípticos para prevenir incendios", explica. Faraba Diarra, maliense de 33 años, murió el 14 de marzo asfixiado en este asentamiento ilegal próximo a Mazagón. Diarra sintió mucho frío, y encendió una fogata dentro de su chabola. Otro incendió provocó varios heridos en Lepe en abril. Unos 50 subsaharianos fueron atendidos en un pabellón deportivo durante tres días. 72 horas de gracia. Después, a levantar otro campamento.
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