sábado, 19 de novembro de 2016

ONU acusa Austrália de degradar direitos humanos de imigrantes ilegais

A política de imigração da Austrália está a contribuir para uma erosão dos Direitos Humanos dos indocumentados e contraria as leis internacionais, alertaram as Nações Unidas.

A política de imigração da Austrália está a contribuir para uma erosão dos Direitos Humanos dos indocumentados e contraria as leis internacionais, segundo informações da ONU divulgadas esta sexta-feira. O relator especial da ONU François Crepeau criticou o uso da Marinha australiana para afastar barcos que transportam imigrantes que tentam chegar à costa da Austrália e a colocação em centros de detenção daqueles que conseguem chegar e solicitam asilo.
Crepeau classificou as leis que permitem estas políticas como regressivas e alertou que ficam longe dos padrões internacionais, no final de uma visita de 18 dias à Austrália e Nauru, país do Pacífico que acolhe um dos centros de detenção.
Crepeau elogiou que o país tenha recebido 12 mil refugiados sírios e a sua decisão de aumentar para 18.750 a quota anual de refugiados a partir de 2018, mas questionou a dureza com que trata os que tentam chegar ilegalmente ao país. O perito indicou que a detenção deve ser proporcional e utilizada como último recurso e recomendou que se fixe um limite de tempo depois de se encontrar com pessoas que estavam detidas há oito anos.
Crepeau disse que a Austrália é responsável pelo tratamento que os imigrantes recebem em Nauru, onde organizações de defesa dos Direitos Humanos denunciam como “desumanas” as condições precárias em que vivem os detidos.
A Austrália utiliza desde 2012 estes centros para processar os pedidos de asilo dos imigrantes que depois, caso lhes seja reconhecido o estatuto de refugiado, desloca para países terceiros, com quem estabeleceu acordos. Muitos destes imigrantes fugiram de conflitos como os do Afeganistão, Darfur, Paquistão, Somália e Síria, e outros escaparam da discriminação ou da condição de apátridas, como as minorias rohingya da Birmânia ou bidune, da região do Golfo.
Onu
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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

"Manifestação foi passo gigante na luta pelos direitos dos imigrantes"

Cerca de duas mil pessoas manifestaram-se este domingo em Lisboa para exigir alterações legislativas que permitam regularizar a sua situação em Portugal. Deputado José Manuel Pureza salientou que “o ódio xenófobo combate-se não cedendo em nenhum momento, combatendo-o pela raiz”.

Em declarações ao esquerda.net, o Presidente da Associação Solidariedade Imigrante (ASI), Timóteo Macedo, manifestou a sua satisfação pelo elevado número de imigrantes e organizações que marcaram presença neste protesto tendo sublinhado que este facto é um “sinal de que estamos no bom caminho e a saber trabalhar com as pessoas”.
Aquele responsável qualificou como “ excecional” a solidariedade manifestada por várias associações que estão ao lado dos imigrantes na sua luta pela justiça que lhes é devida.
“A luta pela dignidade não tem fronteiras e por isso estão aqui hoje [domingo] homens e mulheres de diversas nacionalidades e oriundos de diversos pontos do país, nomeadamente do Algarve e Alentejo onde residem e trabalham porque foram ganhando consciência que independentemente do apoio que podem ter de outros quadrantes não podem ficar à espera que os seus problemas se resolvam por si", afirmou.
“Se não forem aqueles que são as primeiras vítimas da exploração e da exclusão social a exigir serem tratados com respeito, ninguém fará nada”, sublinhou o Presidente da ASI que faz ainda um balanço muito positivo quer das concentrações realizadas junto ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras(SEF), em Lisboa, quer da manifestação em frente à Assembleia da República que qualificou como “ histórica” uma vez que foi a primeira vez que centenas de imigrantes foram à sede do poder legislativo português exigir alterações à lei de imigração.
Para Timóteo Macedo a manifestação deste domingo foi um passo gigante na luta empreendida pelos emigrantes que não vão desistir nem baixar os braços enquanto lhe continuarem a negar direitos essenciais de cidadania.
Esquerda .net 
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Tolerância é pré-requisito para a paz, diz UNESCO em dia mundial

Em um mundo marcado pela diversidade, a tolerância é um pré-requisito para a paz. É também uma alavanca para o desenvolvimento sustentável, na medida em que estimula a construção de sociedades mais inclusivas e, assim, mais resilientes, que são capazes de se inspirar nas ideias, na energia criativa e nos talentos de cada um de seus membros.
Essa foi a mensagem publicada pela diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, na ocasião do Dia Internacional da Tolerância, lembrado nesta quarta-feira (16).
Relator apresentou relatório à Assembleia Geral das Nações Unidas abordando a escala e as causas da intolerância religiosa. Imagens: ONU/Rick Bajornas
Em um mundo marcado pela diversidade, a tolerância é um pré-requisito para a paz, disse a UNESCO em dia mundial. Fotos: ONU/Rick Bajornas.
Em um mundo marcado pela diversidade, a tolerância é um pré-requisito para a paz. É também uma alavanca para o desenvolvimento sustentável, na medida em que estimula a construção de sociedades mais inclusivas e, assim, mais resilientes, que são capazes de se inspirar nas ideias, na energia criativa e nos talentos de cada um de seus membros.
Essa foi a mensagem publicada pela diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, na ocasião do Dia Internacional da Tolerância, lembrado nesta quarta-feira (16).
“Frequentemente, a tolerância é uma ideia minoritária, uma ideia que às vezes se vê ameaçada”, disse Bokova. “Em muitos países do mundo, percebo o surgimento de doutrinas que têm como base o isolamento e a rejeição”, completou.
Segundo ela, as crises migratórias, a trágica situação dos refugiados e os conflitos armados são utilizados como ferramentas para fomentar o ódio ao outro, estigmatizar minorias e legitimar a discriminação.
“Tenho visto o aumento das atitudes racistas e de estereótipos de religiões e culturas, como quando se diz que povos diferentes não podem viver juntos e que o mundo seria um lugar melhor se voltássemos a tempos antigos, quando ‘culturas puras’ viviam sozinhas, protegidas de influências externas, em um passado mitificado que nunca existiu.”
“Devemos combater essa tendência ao isolacionismo restaurando a força e a substância da cultura da tolerância. Mais uma vez, devemos enfatizar que as culturas são enriquecidas pelo intercâmbio mútuo”, declarou.
Para Bokova, é necessário lembrar dos fatos históricos, recordar como povos e identidades se misturaram, gerando culturas mais complexas e com múltiplas identidades. “Ao utilizar o testemunho vivo dos sítios do patrimônio mundial, podemos mostrar que nenhuma cultura cresceu de forma isolada, e que a diversidade é uma força, não uma fraqueza”, disse.
“Devemos dizer outra vez que a tolerância não é a aceitação ingênua ou passiva da diferença: é uma luta pelo respeito aos direitos fundamentais. A tolerância não significa relativismo ou indiferença. É um compromisso renovado todos os dias, para buscar na nossa diversidade os laços que unem a humanidade”, declarou.
A promoção do espírito da tolerância é fonte e propósito de ações da UNESCO, com base na Declaração de Princípios sobre a Tolerância, aprovada em 1995. Ela inspira muitos programas educacionais, culturais e científicos, no marco da Década Internacional para a Aproximação das Culturas (2013-2022), da Coalizão Internacional de Cidades Inclusivas e Sustentáveis, e da promoção da educação em cidadania global.
Unesco
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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Refugiados são "prisioneiros" da Europa

Os refugiados são "prisioneiros" da Europa, pois "deixaram os seus países, fugiram da morte, para entrar nas prisões" em que transformaram os campos de acolhimento, critica o especialista em migrações Sami Nair, de visita a Portugal.

 "Temos agora gente em campos na Grécia e em Itália, sem direito nem possibilidade de saírem desses campos", denuncia o politólogo, filósofo e sociólogo franco-argelino -- que está em Lisboa para participar na conferência "O futuro da Europa depende do futuro dos refugiados", inserida no XII Congresso Internacional do Conselho Português para os Refugiados, que hoje se realiza na Fundação Calouste Gulbenkian.


"[Os refugiados] são nossos prisioneiros. Deixaram os seus países, fugiram da morte, para entrar nas prisões europeias", denuncia Sami Nair, frisando que "nenhum país da União Europeia está a aplicar" as Convenções de Genebra (1951), que estabelecem que "há que acolher o refugiado, protegê-lo e dar-lhe direitos iguais aos cidadãos do país de acolhimento".

CMao Minuto


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Canadá acelera entrada de imigrantes para fortalecer economia e sociedade

O Ministério da Imigração do Canadá anunciou, esta segunda-feira, que as alterações ao programa de imigração "Express Entry" entram em vigor a 19 de novembro, para colmatar as necessidades laborais e crescimento económico da classe média no país.


"Comprometemo-nos a fazer mais para atrair para o Canadá imigrantes altamente qualificados e para se tornarem em residentes permanentes porque isso é importante construir a nossa ecónomia e fortalecer a nossa sociedade", afirmou citado numa nota à imprensa, o ministro John McCallum.

O responsável pela pasta da Cidadania, Imigração e Refugiados mostrou-se ainda "confiante que as alterações no 'Express Entry' serão uma das imensas mudanças que irão beneficiar o sistema de imigração".

Das várias alterações, inclui-se a oferta de pontos para os candidatos elegíveis que já se encontrem no Canadá na Avaliação do Impato do Mercado de Trabalho (LMIA) excepto autorizações de trabalho, e para estudantes internacional que completaram os estudos no Canadá.

Além disso, será concedido mais tempo aos candidatos para apresentarem um pedido de residência permanente, a partir do momento em que recebido o convite para o requerimento.

Estas melhorias para o 'Express Entry' apoiam uma Estratégia Global de Competências, contribuindo para o crescimento económico do Canadá, impulsionam a inovação criando novos negócios, assistindo os empregadores a conseguirem a atender às necessidades laborais.

Os imigrantes altamente qualificados, como aqueles que entram no Canadá através do 'Express Entry', ajudam a fortalecer a competitividade do país no mercado global e são capazes de contribuir rapidamente para a economia e sociedade canadiana.

Ajudam a criar empregos, incentivam a inovação e permitem oportunidades para beneficiar a classe média canadiana.

O Canadá pretende "abrir as suas portas" em 2017 e acolher cerca de 300 mil imigrantes e refugiados, tinha anunciadono final do outubro o ministério da Cidadania, Imigração e Refugiados.



Jornal de Noticias


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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Papa: migrações, desigualdades, martírio dos cristãos

Não faço juízo sobre pessoas e sobre homens políticos, mas estou interessado em saber se o modo de agir deles provoca sofrimento aos pobres e aos excluídos”. Palavras do Papa Francisco ao ser interpelado pelo jornalista Eugenio Scalfari a respeito de Donald Trump.
Na entrevista realizada no dia 7 de novembro e publicada no Jornal italiano “La Repubblica” na sexta-feira, 11, Francisco fala também da luta contra a desigualdade e o martírio de cristãos. O Papa ressalta que devemos derrubar os muros que dividem e tentar fazer crescer o bem-estar, tornando-o mais acessível a todos, além de fazer crescer a liberdade e os direitos.
Ao falar das guerras, o Papa observa que o ódio pelo ódio somente intensifica a existência do ódio e do mal no universo. Os cristãos – afirmou – sempre foram mártires, “mesmo que a nossa fé tenha conquistado grande parte do mundo. Dois bilhões e meio. Foi necessário armas e guerras? Não. Mártires? Sim, muitos”.
Eis a entrevista na íntegra:
Nos abraçamos depois de tanto tempo.
"Vejo que o senhor está bem", disse-me ele.
O senhor também está muito bem, apesar das contínuas dificuldades da sua vida.
É o Senhor quem decide”.
E "a nossa irmã morte corporal".
Sim, corporal”.
Era a conversa que começava a se aprofundar.
Santidade – perguntei-lhe – o que o senhor pensa de Donald Trump?
Eu não faço juízos sobre as pessoas e sobre os homens políticos, quero somente entender quais são os sofrimentos que o seu modo de agir causa aos pobres e aos excluídos”.
Então, qual é, neste momento tão agitado, a sua principal preocupação?
A dos refugiados e dos imigrantes Em pequena parte cristãos, mas isso não muda a situação que nos diz respeito, o seu sofrimento e o seu desconforto; as causas são muitas e nós fazemos o possível para removê-las. Infelizmente, muitas vezes, são apenas procedimentos adversados por populações que temem perder o emprego e a redução dos salários. O dinheiro é contra os pobres, além de ser contra os imigrantes e os refugiados, mas existem também os pobres dos países ricos, que temem a acolhida dos seus semelhantes provenientes de países pobres. É um círculo perverso e que deve ser interrompido. Devemos derrubar os muros que dividem: tentar fazer ampliar o bem-estar e torná-lo mais difundido, mas para alcançar esse resultado devemos derrubar os muros e construir pontes que permitam fazer diminuir as desigualdades e aumentar a liberdade e os direitos. Maiores direitos e maiores liberdade”.
Perguntei ao Papa Francisco se as razões que obrigam as pessoas a emigrar vão acabar mais cedo ou mais tarde. É difícil entender porque o homem, uma família e comunidades e comunidades inteiras queiram abandonar a própria terra, os lugares onde nasceram, a sua língua.
O senhor, Santidade, por meio dessas pontes a serem construídas, favorecerá a reagregação destes desesperados, mas as desigualdades nasceram em países ricos. Existem leis que tendem a diminuir o seu fluxo, mas não têm muito efeito. Esse fenômeno nunca terá fim?
O senhor falou e escreveu várias vezes sobre esse problema. Um dos fenômenos que as desigualdades encorajam é o movimento de muitos povos de um país a outro, de um continente a outro. Depois de duas, três, quatro gerações, esses povos se integram, e a sua diversidade tende a desaparecer completamente”.
Eu chamo isso de uma mestiçagem universal, no sentido positivo da expressão.
Bravo, é a palavra correta. Eu não sei se será universal, mas será de qualquer maneira mais difundida do que hoje. O que nós queremos é a luta contra as desigualdades, esse é o mal maior que existe no mundo. É o dinheiro que as cria e é contra aquelas medidas que tendem a nivelar o bem-estar e favorecer assim a favorecer a igualdade”.
O senhor me disse há algum tempo que o preceito "Ama o teu próximo como a ti mesmo" deveria mudar, dados os tempos escuros que estamos atravessando, e tornar-se "mais do que a ti mesmo". O senhor, portanto, anseia por uma sociedade dominada pela igualdade. Esse, como o senhor sabe, é o programa do socialismo marxista e, depois, do comunismo. Portanto, o senhor pensa em uma sociedade de tipo marxista?
“Diversas vezes foi dito, e a minha resposta sempre foi que, quando muito, são os comunistas que pensam como os cristãos. Cristo falou de uma sociedade onde os pobres, os fracos, os excluídos, são eles a decidir. Não os demagogos, não os barrabás, mas o povo, os pobres, quer tenham ou não fé no Deus transcendente, são eles que devemos ajudar para obter a igualdade e a liberdade”.
Santidade, eu sempre pensei e escrevi que o senhor é um revolucionário e também um profeta. Mas hoje eu entendo que o senhor deseja que o Movimento dos populares, e sobretudo o povo dos pobres, entrem diretamente na política propriamente dita.
“Sim, é isso. Não no chamado politiquês, as disputas pelo poder, o egoísmo, a demagogia, o dinheiro, mas a política alta, criativa, as grandes visões. Aquilo que Aristóteles escreveu na sua obra.
Eu vi que em seu discurso aos "movimentos populares" de sábado passado, o senhor citou a Ku Klux Klan como um movimento vergonhoso e, assim como o de sinal oposto mas análogo, o das Panteras Negras (ndr – Em seu discurso, o Pontífice não fez nenhuma menção à quer à Ku Klux Kan como aos Panteras Negras). Mas citou como admirável Martin Luther King. Também ele é um profeta, que dá sentido pelo que que dizia na América livre?
Sim, eu o citei porque o admiro. Eu li aquela citação; penso que também seja oportuno recordá-lo também para quem lê este nosso encontro «Quando te elevas ao nível do amor, da sua grande beleza e poder, a única coisa que procuras derrotar são os sistemas malignos. Amas as pessoas que caíram na armadilha daquele sistema, mas procuras derrotar aquele sistema [...] Ódio por ódio só intensifica a existência do ódio e do mal no universo. Se eu te firo e tu me feres, e restituo-te a pancada e tu restituis-me a pancada, e assim por diante, é evidente que se continua sem fim. Simplesmente nunca acaba. Nalguma parte, deve haver alguém que tem um pouco de bom senso, e aquela é a pessoa forte. A pessoa forte é aquela que é capaz de cortar a cadeia do ódio, a cadeia do mal».
E agora voltemos à política e ao seu desejo de que sejam os pobres e os excluídos a transformar a política em uma democrática vontade de realizar os ideais e a vontade dos movimentos populares. O senhor defendeu o interesse pela política porque é Cristo que a quer. "Os ricos deverão passar pelo buraco da agulha". Cristo a quer  não porque também é filho de Deus, mas sobretudo porque é filho do homem. Mas um confronto, no entanto, haverá, pois está em jogo o poder, e o poder, o senhor mesmo disse, comporta a guerra. Portanto, os movimentos populares deverão sustentar uma guerra, mesmo que política, sem armas e sem derramamento de sangue?
Eu nunca pensei em guerra e armas. O sangue sim, pode ser derramado, mas serão eventualmente os cristãos a serem martirizados, como está acontecendo em quase todo o mundo, por obra dos fundamentalistas e terroristas do Isis, os carnífices. Eles são horríveis e os cristãos são as suas vítimas”.
Mas o senhor, Santo Padre, bem sabe que muitos países reagem também com as armas para derrotar o Isis. Outrossim, as armas foram usadas também pelos judeus contra os árabes, mas até mesmo entre eles.
Bem, não é esse tipo de conflito que os movimentos populares cristãos levam em frente. Nós, cristãos sempre fomos mártires, mesmo que a nossa fé no decorrer dos séculos tenha conquistado grande parte do mundo. Claro, houve guerras apoiadas pela Igreja contra outras religiões, e houve até mesmo guerras dentro da nossa religião. A mais cruel foi o massacre de São Bartolomeu, e infelizmente, muitas outras análogas. Mas ocorriam quando as várias religiões e a nossa, às vezes mais do que as outras, antepunham o poder temporal à fé e à misericórdia”.
O senhor, porém, Santidade, exorta agora os movimentos populares a entrar na política. Quem entra na política se confronta, inevitavelmente, com os adversários. Guerra pacífica, mas no entanto, trata-se de conflito, e a história nos diz que nos conflitos está em jogo a conquista do poder. Sem o poder, não se vence.
“Ora, o senhor esquece que existe também o amor. Muitas vezes o amor convence, e portanto, vence também. Os católicos são um bilhão e meio, os protestantes das várias confissões 800 milhões, os ortodoxos são 300 mil, depois existem as outras confissões como os anglicanos, valdenses, coptas. Com todos eles somados, os cristãos chegam a dois bilhões e meio de fiéis, e talvez mais. São necessárias armas e guerras? Não. Mártires? Sim, e muitos”.
E assim vocês conquistaram o poder.
“Propagamos a fé, tomando o exemplo de Jesus Cristo. Ele foi o mártir dos mártires e lançou para a humanidade a semente da fé. Mas eu tomo cuidado para não pedir o martírio àqueles que se expõe em uma política orientada aos pobres, pela igualdade e a liberdade. Essa política é uma coisa diferente da fé e são muitos os pobres que não têm fé. Têm, porém, necessidades urgentes e vitais, e nós devemos apoiá-los, como apoiaremos todos os outros. Como pudermos e como soubermos”.
Enquanto eu o escuto, me convenço sempre mais sobre o que sinto pelo senhor:  de um Pontificado como o seu houve  poucos. Ademais, o senhor tem muitos adversários dentro da sua Igreja.
Eu não diria adversários. A fé nos unifica a todos. Naturalmente, cada um de nós indivíduos vê as mesmas coisas em um modo diferente; o quadro objetivamente é o mesmo, mas subjetivamente é diferente. Já dissemos isso várias vezes, o senhor e eu”.
Radio Vaticano 

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Trump avisa que vai expulsar 3 milhões de imigrantes ilegais

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em entrevista que irá ao ar na segunda-feira (14) que algumas áreas do prometido muro na fronteira com o México podem ter cercas. 

Além disso, Trump declarou que deportará "imediatamente" entre 2 e 3 milhões de imigrantes clandestinos com antecedentes criminais. Durante a campanha, o magnata havia prometido que uma de suas primeiras medidas na Presidência seria expulsar pessoas vivendo ilegalmente no país.

O governo estima que há 11 milhões de imigrantes em situação irregular, e Trump promete priorizar para deportação ou detenção os que têm registros como traficantes de drogas e são integrantes de gangues
"Aquilo que faremos é jogar fora do país ou prender as pessoas que são criminosas, têm antecedentes criminais, membros de gangues, traficantes de droga", disse.
Na última semana, Trump deu uma entrevista ao jornal The Wall Street Journal, na qual reconhece que partes do sistema de saúde criado pelo presidente Barack Obama, o "Obamacare", podem ser mantidas, embora tivesse prometido enterrar o projeto assim que tomasse posse.
Enquanto isso, seguem os protestos contra e eleição do magnata. Em Portland, que tem sido palco dos atos mais violentos, 19 pessoas foram presas na noite de sábado (12) após confrontos com a polícia. As manifestações vêm acontecendo desde quarta-feira (9) em várias cidades do país.

Cerca ou muro
Questionado em entrevista ao 60 minutes, da emissora CBS, se aceitaria uma cerca em vez de um muro, Trump disse "em algumas áreas, sim", de acordo com trechos divulgados à imprensa.
"Mas, em algumas áreas, um muro é mais apropriado. Sou muito bom nisso. Chama-se construção. Pode haver algumas cercas", disse Trump.
Durante sua campanha contra a democrata Hillary Clinton, Trump prometeu várias vezes que faria o México pagar pelo muro na fronteira, parte do seu plano de endurecer leis de imigração e proteger a fronteira.
Por volta de 60,3 milhões de pessoas votaram em Trump na eleição de 8 de novembro, número menor que os 60,8 milhões que escolheram Hillary. Mas Trump mostrou força em Estados indecisos, inclusive Michigan, e triunfou no Colégio Eleitoral, que, no final das contas, escolhe o presidente. 

CBS

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sábado, 12 de novembro de 2016

La inmigración colombiana, un boom que no para de crecer en Capital

Los trámites de residencias permanentes en la Ciudad pasaron de 549 en 2007 a 1.767 hasta septiembre de este año. El desarrollo profesional, un factor clave.
Que Buenos Aires es cada vez más cosmopolita no es novedad. Con el tiempo, otras tonadas se van sumando a la conversación, ese tradicional deporte porteño. Entre ellos, la colombiana, aunque con variaciones, casi siempre con el “usted” a flor de labios. ¿Es cierto que de pronto hay más colombianos viviendo en el Río de la Plata?
Las estadísticas dicen que sí lo es. Entre los censos de población de 2001 y 2010, la población colombiana en la Argentina creció de 3.876 a 17.576, es decir, un 353%.
Más acá en el tiempo, según datos de la Dirección Nacional de Migraciones (DNM) la cantidad de residencias permanentes tramitadas sólo para la Ciudad de Buenos Aires creció de 549 en 2007, el año en que el que fuentes oficiales indican que comenzó el incremento, a 1.767 hasta septiembre de este año.
En tanto, la cantidad de residencias temporarias tramitadas por un año con opción a renovación y eventualmente a permanencia creció de 2.615 a 58.472. Los datos indican las residencias tramitadas, no la cantidad exacta de ciudadanos colombianos que residen aquí.
Este salto significativo es una de las razones que contribuyen a dar tanta visibilidad a la migración colombiana (según los censos de población de 2001 y 2010, la cantidad de migrantes de ese país pasó del puesto 19 al 10 entre las distintos grupos de nacionalidades residentes en Argentina).
Otro motivo es que, por lo general, se trata de una migración que va a los centros urbanos, principalmente la Capital: de 110.430 radicaciones tramitadas (entre permanentes, temporarias y 631 transitorias), un 73% corresponde a la Ciudad de Buenos Aires. Otros destinos de importancia son la provincia de Buenos Aires –principalmente La Plata-, Córdoba y Mendoza.
Colombia es, desde hace tiempo, un país de emigrantes. Según cálculos del Ministerio de Relaciones Exteriores de aquella nación, para 2012 había 4.700.000 colombianos residentes en el exterior. Los principales destinos son Estados Unidos, Venezuela, Ecuador, Panamá, México y España, entre otros.
Buena parte de esas mudanzas corresponde al problema de los desplazados por conflictos armados y en general su primer destino son los países limítrofes, a los que acceden por tierra.
“El volumen de refugiados colombianos en Argentina es muy menor”, aclara Federico Agusti, director de Asuntos Internacionales de la DNM. Los motivos, entonces, son otros.

El volumen de refugiados colombianos en Argentina es muy menor”, aclara Federico Agusti, director de Asuntos Internacionales de Migraciones.
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Un informe sobre migración colombiana en Argentina, de julio de este año, realizado por realizado el Instituto de Políticas de Migraciones y Asilo (IPMA) de la Universidad Nacional de Tres de Febrero, la Organización Internacional para las Migraciones (OIM) y el Consulado de Colombia en Argentina, dice que según el Panorama Migratorio de Colombia de 2012, la nación caribeña tiene además una alta tasa de emigración de capital humano calificado: el 10,4% de la población del país, de los cuales un 5,7% son médicos formados allá. Aquí aparece Argentina como destino, detrás de España, Estados Unidos, Francia, Alemania y Brasil.
Lo cierto es que, de acuerdo a los datos disponibles, la migración colombiana en Buenos Aires se destaca por su nivel educativo. De acuerdo con el censo nacional de 2010, el 42% de los residentes colombianos en Argentina hasta ese momento cursaba o había cursado estudios universitarios (un 44% de ellos ya había terminado la universidad), mientras que el 21% cursaba o había cursado el secundario, el 16% se encontraba cursando o había terminado el nivel de posgrado y un 9% estaba en la misma situación con respecto a la educación superior no universitaria (institutos terciarios).
Por otro lado, la importancia de la gratuidad de la educación superior es relativa como factor de peso. Una encuesta realizada en 2014 como parte del informe del IPMA, la OIM y el consulado de Colombia señala que el 64% de los consultados que estudiaban en institutos terciarios o universidades lo hacían en instituciones públicas (principalmente la UBA y la Universidad Nacional de La Plata), mientras que un 34% iba a instituciones privadas. Pero la mayoría pagaba por sus estudios, ya que algunas universidades públicas cobran a estudiantes latinoamericanos de países no limítrofes y la mayoría de los posgrados –un nivel muy elegido por los colombianos aquí– son arancelados, tanto para extranjeros como para argentinos.
Entre los estudios superiores, las carreras más elegidas son Medicina, distintas Humanidades, Ciencias Económicas, Arquitectura, Diseño y Urbanismo, carreras artísticas, Gastronomía y Hotelería, Ciencias Exactas e Ingeniería.
En cuanto al empleo, el 42% de los encuestados que tenía uno correspondía al sector de profesionales científicos e intelectuales, mientras que un 33% era personal administrativo, un 14% correspondía a técnicos y profesionales de nivel medio y un 5% trabajaba en sectores de servicio y comercio.
¿Cómo lo veían? De todos ellos, más del 70% consideraba que su trabajo aportaba a su desarrollo profesional.

Más del 70 % de los inmigrantes colombianos consideró que su trabajo aportaba a su desarrollo profesional, dice una encuesta.
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Otros datos del informe cuestionan el argumento de los supuestos “costos” que este tipo de migración representa para el estado nacional y municipal.
De los encuestados, el 69% usaba alguna obra social, un 30% tenía cobertura médica privada y casi ninguno recurría habitualmente al sistema público de salud.
Más del 20% de los encuestados recibía ayuda de su familia (ingresos de afuera para gastar acá).
Además, la mayor parte de los estudiantes que trabajaban lo hacían en relación de dependencia (74%), aportando al sistema de seguridad social, y aparte de los gastos corrientes de cualquier habitante de la Ciudad –vivienda, alimentación, servicios–, la mayoría pagaba por sus estudios (77%).
Testimonios:
​“Vine a estudiar una especialización hace 23 años, me quedé, me casé y tuve hijos, pero no perdí el acento”


Mitad porteña. Geraldine pasó la mitad de su vida en Buenos Aires pero no perdió el acento de su Colombia natal. / Germán García Adrasti

El próximo mes, Geraldine Gómez Ramírez cumple 23 años en Buenos Aires: casi la mitad de su vida la pasó acá. Recibida de odontóloga en Cúcuta, cerca de la frontera con Venezuela, llegó aquí en noviembre de 1993 para estudiar la especialización en Ortodoncia de la Universidad Católica Argentina (UCA). No estaba en sus planes quedarse, pero a los cinco meses conoció a quien hoy es su marido, argentino, Daniel. Tuvieron dos fiestas de casamiento: aquí y en Colombia. Y después llegaron los hijos: Juan Camilo, de 16 y Juliana, de 14. Su hogar está en Villa Crespo, a pocas cuadras de su consultorio. Vivir con hijos y marido no le cambió el acento. “Todavía me subo un taxi y me preguntan hace cuánto llegué”, cuenta, con una sonrisa.
En la heladera de su casa conviven las milanesas y las arepas freezadas, listas para cocinar.
Dice que eso de “no ser de aquí ni de allá” es cierto. Y agrega: “Siempre voy a extrañar a mi familia, los amigos, algunas costumbres. Pero cuando voy allá de visita, empiezo a extrañar mis cosas de acá”, asegura. “La verdad es que lo más lindo de mi vida adulta, mi matrimonio y los chicos, me ocurrió aquí”, concluye .
¿Y el fútbol? Bien, gracias. En casa son tres contra uno … aunque también se pone, cuenta, contenta con los goles argentinos.
“Dejé Bogotá para cursar en la UBA, pionera en mi carrera en la región


Didier Neira salió de Bogotá con un objetivo: completar su educación en Análisis y Desarrollo de Sistemas de Información con una carrera universitaria –licenciatura en Ciencias de la Computación– que existía en tres países de América latina: Argentina, México y Brasil. “La de la UBA es la más antigua de la región”, dice. Estudia de noche en Exactas y trabaja como programador. De Buenos Aires le gustan “su cultura, los teatros, las exposiciones y la vida nocturna”. Habla con pasión de la calle Corrientes: “De Pueyrredón hasta el Obelisco, hay como cien librerías, mal contadas”, suelta. También hace skate y juega al fútbol. Siente que acá “se respira fútbol, en las canchas y los bares”. Piensa alquilar un departamento pero ahora vive en una casa, con argentinos y gente de otros países. “Mi abuela tenía miedo de que no comiera bien, pero no tiene de qué preocuparse: tenemos parrilla”.
“Primero vino mi mamá: le encantaba la combinación de algo de Europa con la calidez latinoamericana”
Juanita Cañón Quintero llegó en 2009, con sus dos hermanas, siguiendo los pasos de su madre y su hermano, que habían viajado un año antes. “Mi mamá había venido muchas veces de vacaciones y le encantaba Buenos Aires: decía que era como una combinación de Europa con la calidez de América latina. Cuando se retiró de su trabajo, decidió mudarse”, cuenta. Ya instalados acá, ella terminó el secundario y empezó a estudiar Psicología en la UBA. Trabajó en un restaurante y ahora cuida chicos. Vive en Belgrano con una de sus hermanas, muy cerca de su familia y todos los veranos viaja a Bogotá a visitar a su abuela, sus tíos y amigos. ¿Qué costumbres guardó de Colombia? “El desayuno”, dice, sin dudar. “Yo como huevos, pan, leche, fruta. No un mate con galletitas, como aquí”. De todos modos, a esta altura, dice no saber qué parte de sus hábitos vienen de su país de origen y cuáles incorporó viviendo acá. “Me pasa también con mi familia. Como hace tanto que vinimos todos, ya no sé qué es de mi familia porque vive acá y qué es de Colombia”.
Le falta un año y medio para recibirse y su sueño es trabajar con chicos, en promoción de la salud y prevención. Por ejemplo, en colegios. “Se trata de ayudar a crear ambientes sanos”, detalla. “Para que los chicos crezcan y aprendan en entornos saludables”

“Me recibieron muy bien pero hay momentos en que uno está solo”

Óscar Niño (21), de Bogotá, pensaba completar su carrera de Economía acá pero se le cruzó otra vocación: estudiará Gerenciamiento Gastronómico. En tanto, aprende con su trabajo, ya que es encargado en na cadena de sushi. Su sueño es poner un restaurante en Colombia. “En la gastronomía se conoce gente de muchos países”, comenta. Y aunque siempre se sintió muy bien recibido y tiene una gran amiga argentina, extraña. “Hay momentos en que uno está un poco solo”. Recuerda a sus “viejos” y a su hermana pequeña, que quedaron allá. Acá viven otra hermana y un hermano. Fin de año es duro. “Allá hay mesa familiar, baile, se reza una novena antes de Navidad”. La noche previa al 8 de diciembre, en Colombia se encienden faroles y velas a la espera del Día de la Inmaculada Concepción. El “día de las velitas”, que da inicio a los festejos. “Vivimos esa costumbre en familia”, explica.
Clarin
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CELAC realiza V Reunião sobre Migrações


Realizou-se nesta terça-feira, 8, em Santiago, a primeira jornada da V Reunião sobre Migrações da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), que conclui nesta quarta-feira, 9. O Chile co-preside o encontro regional junto com a República Dominicana, que preside a CELAC.

De acordo com a chancelaria chilena, as reuniões sobre migrações da CELAC são um espaço político que tem por objetivo abordar a problemática migratória bem como os desafios para ações regionais no âmbito das migrações internacionais.
A primeira reunião, realizada em Honduras em 2012, destacou o propósito de formular as bases de uma estratégia regional da CELAC sobre o tema. A segunda reunião, deu-se em 2013, na Costa Rica, a terceira em 2014 no Equador, e a quarta, no ano passado em El Salvador.

Durante o evento, os representantes dos países membros tratam de questões ligadas aos direitos humanos das pessoas migrantes, mobilidade trabalhista, atenção consular, migração irregular, tráfico de pessoas, atenção à crianças e adolescentes migrantes acompanhados ou não, fortalecimento da normativa migratória, e migração e desenvolvimento.

No evento realizado em Santiago, será feita uma análise da panorâmica migratória regional, revisão do documento conceitual político sobre migrações da CELAC, assistência e atenção à crianças e adolescentes, e migração e trabalho na América Latina e o Caribe.
Além disso, os países membros determinarão os desafios comuns e os assuntos de interesse que serão abordados posteriormente na X Reunião de Alto Nível CELAC – União Europeia sobre Migrações que será realizada nos dias 10 e 11 deste mês, também na sede do ministério de Relações Exteriores do Chile, em Santiago.


Inforel

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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Dignidade humana dos migrantes não é negociável

“A dignidade humana, seja de um migrante ou de um residente, não é negociável ou determinada pelas legislações nacionais”, porque “os Direitos Humanos de todo indivíduo estão radicados na dignidade de toda pessoa e são invioláveis sem distinções.”
Foi o que disse o Observador permanente da Santa Sé na Onu, Dom Bernardito Auza, em pronunciamento esta terça-feira (01/11), em Nova York durante a 71º Assembleia Geral das Nações Unidas, sobre a eliminação do racismo e da xenofobia.
Partidos e grupos extremistas são ameaça para sociedades pacíficas e inclusivas
O arcebispo filipino destacou que o recente relatório do relator especial do Conselho para os Direitos Humanos ilustra claramente “a ameaça apresentada hoje por partidos, movimentos e grupos extremistas em muitas partes do mundo para a realização de uma sociedade pacífica, justa e inclusiva. Objetivos que os Estados membros da Onu se comprometeram a concretizar com o cumprimento da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável e a aplicação da Declaração de Nova York para os refugiados e os migrantes”.
Aumento das violências racistas ditado pelo medo do outro
Nesse sentido, “o significativo aumento dos episódios de violência de matriz racista e xenófoba é motivo de particular preocupação”, afirmou Dom Auza. Um aumento, muitas vezes instrumentalizado politicamente, que parece ditado “pelo medo do outro” e, em particular, “pelas responsabilidades para com os marginalizados e os vulneráveis que têm desesperada necessidade da nossa solidariedade”.
Combater todas as formas de discriminação e intolerância
Diante do crescimento alarmante deste fenômenos, toda família humana deve reafirmar mais uma vez a própria determinação a combater toda e qualquer forma de discriminação e intolerância, enquanto contrárias à dignidade e à igualdade inerentes em todo ser humano e, por conseguinte, adotar medidas necessárias para eliminá-las”, concluiu o observador permanente da Santa Sé na Onu.
Radio Vaticano
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Prorrogação do prazo para os haitianos para regularização publicado no Diario Oficial


Foi publicado hoje no Diário Oficial da União 

SECRETARIA NACIONAL DE JUSTIÇA E CIDADANIA DEPARTAMENTO DE MIGRAÇÕES D E S PA C H O Nº 1.921/2016/GAB SNJ/SNJ 

Assunto: Prorrogação de Prazo Registro de Haitianos. Processo: 08015.000377/2016-87 Tendo em vista a imprescindibilidade do registro de haitianos beneficiários do Despacho conjunto do Conselho Nacional para os Refugiados, do Conselho Nacional de Imigração e do Departamento de Estrangeiros, publicado no Diário Oficial da União no dia 12 de novembro de 2015, para efeito da regularização dos mesmos no Brasil. Considerando as dificuldades enfrentadas para solicitação do registro em decorrência da concentração dos migrantes haitianos em municípios de difícil acesso a esse serviço disponibilizado pelo poder público. Considerando que aproximadamente 20.000 haitianos beneficiários do Despacho conjunto supracitado ainda não se registraram junto ao órgão competente. Fica prorrogado por seis meses, a partir de 11 de novembro de 2016, o prazo para que os haitianos beneficiários de permanência no Brasil por razões humanitárias solicitem seus registros junto à Polícia Federal, nos termos estabelecidos no Despacho conjunto do Conselho Nacional para os Refugiados, do Conselho Nacional de Imigração e do Departamento de Estrangeiros, publicado no Diário Oficial da União no dia 12 de novembro de 2015, Seção 1, página 48.

GUSTAVO JOSÉ MARRONE DE CASTRO SAMPAIO Presidente do Comitê Nacional para os Refugiados

 PAULO SÉRGIO DE ALMEIDA 
Presidente do Conselho Nacional de Imigração


SILVANA HELENA VIEIRA BORGES Diretora do Departamento de Migrações

Diario Oficial daUnião 

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