quinta-feira, 21 de maio de 2015

Missà Paz: Nota de Repúdio ao jornalismo sensacionalista


A Missão Paz vem a público apresentar esta nota de repúdio contra a veiculação de fotos reprováveis e sensacionalistas publicada pelos jornais “Agora São Paulo” e “Folha de São Paulo”.

Nenhum cidadão pode ter sua imagem violada de forma leviana e irresponsável sem que sejam realizadas diligências mínimas sobre os acontecimentos. Os imigrantes haitianos que aqui chegam encontram-se em situação vulnerável, sem família ou apoio do governo. 

Algumas reportagens se aproveitam dessa situação para invadir a privacidade alheia, expondo-os sem sua autorização de forma que, as imagens dessas pessoas acabam se tornando um produto a ser comercializado de maneira totalmente desumana. O objetivo da mídia em meio à essas crises é pressionar o Estado para tomar uma atitude, e não constranger aqueles que mais precisam de assistência.

MISSÀO PAZ

Paris quer discutir modalidades de divisão de imigrantes na UE

A França está de acordo com um mecanismo temporário de distribuição entre os países europeus dos requerentes de asilo "com uma necessidade demonstrada de proteção", mas deseja "discutir de maneira aprofundada" os parâmetros, de acordo com um comunicado do Conselho de Ministros reunido em Paris.

"Sobre a proposta de criação de um mecanismo temporário para a distribuição na União Europeia dos requerentes de asilo com uma necessidade demonstrada de proteção", a França "é plenamente favorável a que essas pessoas - e apenas essas - possam ser, temporariamente e mediante parâmetros a serem discutidos de maneira aprofundada, divididas de forma mais equitativa" entre os Estados membros, ressaltaram os ministros das Relações Exteriores, Laurent Fabius, e do Interior, Bernard Cazeneuve.

Além disso, a "França irá examinar cuidadosamente" a recomendação da Comissão Europeia para o reassentamento de 20.000 refugiados de zonas de crise, "em função do método de rateio a ser definido neste contexto", acrescentaram, ressaltando a necessidade de ter "em conta o nível de esforço anterior de cada um."

Estas duas linhas de reflexão foram lançadas em 13 de maio pela Comissão Europeia: de uma parte criar um mecanismo temporário de transferência, dentro da UE, dos requerentes de asilo "que apresentem claramente a necessidade de proteção internacional", e de outra estabelecer a transferência, para a União Europeia, de 20.000 refugiados em acampamentos fora da UE.

Para os dois dispositivos, um método de distribuição é previsto com base no PIB e a população, em particular, e, em menor medida, no desemprego e no número de requerentes de asilo já acolhidos em cada país. É sobre este ponto que pode ser incluído o conceito de esforço prévio.
"Em contraste, a França é e continuará a se opor a qualquer ideia de quotas em matéria de asilo, uma vez que o pedido de asilo é um direito, atribuído a partir de critérios e objetivos que não podem ser enquadrados em quotas", de acordo com o comunicado.

Não pode haver "quotas em matéria de imigração ilegal", ressaltam os ministros. Nenhuma destas propostas figuram na caixa de ferramentas da Comissão Europeia.

Enquanto a Itália é regularmente acusada de deixar escapar alguns dos migrantes que chegam em seu solo, o texto francês insiste na necessidade "que os países de entrada respeitem as suas obrigações em matéria de intercepção e identificação de migrantes, de processamento do pedido de asilo e deportação eficaz para seus países de origem das pessoas que não obtiverem asilo".


Nos termos do Regulamento de Dublin, os migrantes devem apresentar o seu pedido de asilo no país onde chegam, um sistema criticado por deixar a Itália e a Grécia na linha de frente.

AFP

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Acordo suspende envio de haitianos do Acre para outros estados

Ministério da Justiça pede que ações sejam coordenadas com os estados.
Prefeito de SP reclamou de não ser informado sobre nova leva de haitianos.


O Ministério da Justiça anunciou na noite desta terça-feira (19) um acordo com o governo do Acre que suspende o envio de imigrantes haitianos que estão naquele estado para outras partes do país. Segundo o ministério, a transferência de imigrantes haitianos para qualquer outro estado "está suspensa até que ações referentes a essa questão estejam bem coordenadas entre os vários órgãos do governo federal, estados e municípios".

A pasta não detalhou como deve ser feito este trabalho de coordenação entre as três esferas de governo nem até quando durará a suspensão, que já está valendo.
A assessoria de imprensa do Ministério da Justiça informou que a pasta fez uma videoconferência na tarde desta terça-feira com representantes do governo do Acre para selar o acordo

Nesta segunda-feira (18), cerca de 80 haitianos desembarcaram em São Paulo vindos do Acre. Mais 1 mil imigrantes estavam sendo aguardados na capital paulista nos próximos dias.

Estrutura

A Prefeitura de São Paulo publicou uma nota na manhã desta terça-feira dizendo que não havia sido informada de que até 1 mil estrangeiros chegariam à cidade e, por isso, não teria estrutura para recebê-los.

Haitiana amamenta bebê após chegar a SP, vinda do Acre (Foto: Gabriela Giló/Estadão Conteúdo)

"É difícil receber estes haitianos sem termos 15 a 20 dias de antecedência para nos prepararmos. São Paulo recebe bem os imigrantes, mas precisa de uma antecedência para planejar, até para conforto dos imigrantes", disse o prefeito Fernando Haddad em entrevista à rádio CBN.
A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo emitiu nota na manhã desta terça informando que foi surpreendida e que não recebeu qualquer notícia sobre a chegada dos imigantes à cidade.

Em entrevista ao G1, o secretário de Justiça e Direitos Humanos do Acre, Nilson Mourão, afirmou que entrou em contato com o secretário de Direitos Humanos de São Paulo, Eduardo Suplicy, na tarde desta terça, depois da publicação da nota divulgada pela Prefeitura.

"Estamos procurando resolver o problema sem polêmica. As informações que o governo de São Paulo ou de qualquer outro estado quiser, nós fornecemos sem problemas. Por outro lado, não procede a informação de que estamos enviado 1 mil imigrantes para São Paulo. Haviam 1 mil imigrantes no abrigo, dentre os quais, um número que não chega a metade estava se dirigindo para São Paulo, os demais foram para outros estados", afirmou Mourão,

Haitianos sem ter onde dormir aguardam definição por abrigo na Paróquia Nossa Senhora da Paz, na região central de São Paulo (Foto: Carolina Dantas/G1)

O Ministério da Justiça informou que o "governo federal tem desenvolvido ações que envolvem diversos ministérios para apoiar a integração dos haitianos e outros imigrantes no país".
A pasta destacou a assinatura de um convênio com o estado do Acre no valor de R$ 1,02 milhão para desconcentrar os destinos dos imigrantes, conforme padrões de demanda de emprego do mercado de trabalho. O ministério disse que não procede a informação de que o fluxo de haitianos tenha sido direcionado para a capital paulista pelo Ministério da Justiça.

Arte rotas de haitianos para entrar no Brasil (Foto: Arte/G1)

Desde o terremoto que devastou o Haiti em 2010, imigrantes do país têm viajado durante dias e, muitas vezes em condições degradantes, para buscar novas oportunidades de emprego no Brasil.
A maior parte deles entra no país pela cidade de Brasiléia, no Acre – estado que também não tem infraestrutura para recebê-los.
Alguns dos imigrantes também acabam buscando trabalho na República Dominicana e na Colômbia.

Chegada a São Paulo

O G1 foi na tarde desta terça-feira na Paróquia Nossa Senhora da Paz, na Rua do Glicério, região central de São Paulo, local que virou ponto de referência para os haitianos que chegam na cidade.
Ali estavam vários haitianos que tinham acabado de chegar à capital paulista.
Com R$ 6 mil, o haitiano Obya Jobsillie, de 41 anos, conseguiu ajeitar sua vinda ao Brasil. Foram nove dias de viagem, intercalando ônibus e avião, passando por Santo Domingo, Colômbia e Equador até chegar ao Brasil, pelo Acre.
Quase dez dias depois, ele chegou na noite desta segunda (18) em São Paulo, junto de mais de 80 imigrantes.

"Quero um emprego. Vim para trabalhar e voltar melhor de vida", afirma Jobsillie.
O padre Paolo Parise é responsável pelo local e está negociando ajuda com a prefeitura e governos. O espaço está sobrecarregado e, como ajuda, recebe só 70 marmitas da prefeitura.

"Eles [haitianos] vêm sempre na esperança de crescer na vida. A informação que eles recebem é de que temos muitos empregos", diz o padre. Ele afirma ainda que os imigrantes não sabem da atual crise econômica e que a maior parte deles ainda sonha em trabalhar na contrução civil.

Enquanto não há resolução, o padre está adaptando o espaço e acomodando as pessoas no chão de um galpão da paróquia. "Estou conversando com a prefeitura e o governo. Tento fazer o melhor, mas isso não é só nosso papel", explica Parise.

Carolina Dantas

Do G1 São Paulo

Imigrantes em barcos à deriva relatam mortes em briga por comida


Segundo sobreviventes, cerca de cem pessoas morreram em brigas por comida
Imigrantes resgatados de um barco que ficou à deriva por semanas no Sudeste Asiático disseram que cerca de cem pessoas morreram em brigas por comida a bordo.
Segundo eles, alguns foram apunhalados, outros enforcados, golpeados até a morte com tábuas de madeira ou lançados ao mar.

Milhares de imigrantes de Bangladesh e Mianmar estão à deriva após serem impedidos de desembarcar na Indonésia, Malásia e Tailândia - após ações de autoridades marítimas destes países, que estariam, segundo ONGs, promovendo um "ping-pong humano" nas águas do Índico.

A maior parte dos imigrantes é da minoria étnica muçulmana rohingya, que sofre perseguição em Mianmar. Já os imigrantes de Bangladesh estão em busca de emprego.
"Uma família foi golpeada até morrer com tábuas de madeira. O pai, a mãe, o filho. E depois jogaram seus corpos no mar", disse Mohammad Amin, um dos sobreviventes.
Os relatos sobre as brigas por comida a bordo foram dados por alguns dos 700 imigrantes ilegais que foram resgatados por pescadores na Indonésia na sexta-feira. As informações não puderam ser verificadas pela BBC, mas pelo menos três pessoas disseram a mesma coisa.


A agência de migrações da ONU estima que 8.000 pessoas estejam a deriva no mar do sudeste asiático.

Imigrantes ficaram no mar por cerca de dois meses

Apesar de 700 pessoas terem sido resgatadas na sexta-feira, quando o barco em que viajavam começou a afundar, outras duas embarcações com centenas de pessoas a bordo seguem à deriva na região do Golfo de Bengala.


A situação pode piorar: nesta segunda-feira, pescadores disseram que o governo da Indonésia ordenou que eles não resgatassem mais imigrantes, ainda que os barcos estivessem afundando. Os pescadores, no entanto, afirmaram que vão continuar salvando os migrantes.

"Eles são seres humanos, precisamos resgatá-los", disse um pescador que, temendo represálias, não quis se identificar.

Desnutridos e desidratados

Os migrantes que tiveram que lutar por comida queriam desembarcar na Malásia, mas afirmam que a Marinha do país os obrigou a abandonar suas águas territoriais.
A embarcação ficou dois meses no mar e, recentemente, foi abandonada pela tripulação. Os sobreviventes, agora, estão alojados em galpões na costa de Langsa, Indonésia.
Muitos estão desnutridos e desidratados. Recebem atendimento em uma clínica de emergência.
Vários deles são mulheres e crianças.

Perseguição

O governo de Mianmar declarou que não era responsável pela situação dos migrantes e destacou que pode não comparecer a uma cúpula regional convocada para tratar da crise se a questão dos rohingya for um dos temas.

Enquanto aumenta a preocupação internacional com a situação dos migrantes no mar, o chanceler da Malásia, Anifah Aman, se reuniu com o seu colega de Bangladesh, Abul Hassan Mahmood Ali, no domingo, para discutir a crise.


Desnutridos e desidratados, sobreviventes estão sendo atendidos em hospital de emergência

Os rohingyas são uma minoria muçulmana não reconhecida pelo governo de Mianmar, uma país de maioria budista. Os rohingyas não apenas não são considerados cidadãos como também são perseguidos. Eles são submetidos a trabalhos forçados e não têm direito à propriedade, entre outras restrições.
"O governo está nos torturando", disse Zukura Khotun, mãe de três filhos que embarcou com a esperança de se reunir com seu marido, que imigrou para a Malásia.
No domingo, foi informado que ao menos cinco embarcações de tráfico de pessoas, com até mil migrantes a bordo, estavam na costa norte de Mianmar.

Já que a Tailândia, Malásia e Indonésia não permitem o desembarque em suas costas, os traficantes de pessoas estão relutantes quanto a iniciar a viagem.
Mas não permitem que os imigrantes abandonem os barcos a não ser que paguem uma quantia em dinheiro, informa Jonah Fisher, correspondente da BBC em Yangun, capital de Mianmar.
Nos últimos três anos, mais de 120 mil rohingyas tomaram o rumo do mar em busca de refúgio em outros países, segundo a agência de refugiados da ONU.

BBC

terça-feira, 19 de maio de 2015

Programa oferece vagas à estrangeiros em universidades no Brasil

Estrangeiros tem até 3 de julho para se inscrever no Programa de Estudantes Convênio de Graduação. O programa oferece a estudantes de países em desenvolvimento vagas para cursar o ensino superior em Universidades brasileiras.

Para participar da seleção o candidato estrangeiro deve ter entre 18 e 23 anos e ensino médio completo.O programa é de iniciativa dos ministérios da Educação e das Relações Exteriores, em parceria com universidades públicas e particulares de todo o país.

Os selecionados podem fazer o curso escolhido de graça. Ao fim do programa, o aluno deve assumir o compromisso de voltar ao país de origem e realizar uma contribuição social na área em que se graduou.


Atualmente, estão matriculados no programa cerca de 1.400 estudantes, de 21 países como Cabo Verde, Guiné-Bissau, África do Sul, Gana, Angola, Benim, Congo, Senegal e Quênia.

Região Noroeste



Acre retoma transporte de haitianos para outros estados

Depois de quase 70 dias, foi retomado o transporte de imigrantes do Acre para outros estados brasileiros.
Os ônibus só voltaram a circular porque o Ministério da Justiça repassou ao governo do Acre cerca de um milhão e duzentos mil reais. Esse recurso vai custear pelo menos 21 viagens de estrangeiros até o sudeste brasileiro.

Durante o período sem o transporte, o número de abrigados em Rio Branco superou 1.200. Segundo Antônio Carlos Crispim, um dos coordenadores do abrigo, a situação ficou muito difícil para os imigrantes.

Mesmo com o repasse do Ministério da Justiça, o cenário no estado ainda é crítico.

O Acre esperava receber 10 milhões de reais para custear as viagens pelo menos até setembro. Atualmente a dívida do governo estadual com a empresa de transporte é de cerca de dois milhões de reais.

Desde 2010, o Acre se tornou a principal porta de entrada de imigrantes no país. De lá para cá, cerca de 40 mil pessoas entraram no país em busca de ajuda humanitária no Brasil.
Somente no último ano, segundo estimativa da Secretaria de Justiça do estado, mais de 12 mil estrangeiros passaram pelo abrigo de Rio Branco.


Segundo a coordenação do abrigo, cerca de 50 imigrantes chegam a Rio Branco, diariamente. A maioria do grupo é formada por haitianos, mas senegaleses e dominicanos também estão entre os que querem tentar a sorte em solo brasileiro.

EBC

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Imigrantes Haitianos comemoram o dia da Bandeira na Missão Paz


Haitianos que moram em São Paulo  fizeram questão de demonstrar o amor a um dos maiores símbolos de seu país e comemoraram o Dia da Bandeira com festa. Na capital, integrantes da comunidade haitiana se reuniram ontem na Missão Paz .lugar de acolhida onde eles recebem ajuda tanto na parte da documentação , saúde ,curso de português é  encaminhamento para  trabalho. Padre Paolo Parise diz que a acolhida e importante no processo de Integração.

 O evento marcou  com apresentações musicais, gastronomia e atividades de integração. Além dos haitianos, convidados brasileiros e membros de entidades humanitárias que os apoiam participaram do encontro, que foi organizado pela Associação de Haitianos.

O povo do Haiti sempre foi um povo muito orgulhoso. Esta intensa sensação de felicidade decorre a história do Haiti e conquistas militares. Haiti estabeleceu-se como a primeira república negra do hemisfério ocidental criticando duramente às forças napoleônicas e mantendo as outras potências europeias na baía. A bandeira de uma nação é um símbolo poderoso de orgulho nacional e identidade, soberania e poder militar. Historicamente, bandeiras sempre foram associadas com o militarismo e soberanias.

A bandeira haitiana foi criada no dia 18 de maio de 1803, com as cores azul e vermelho. No centro há um painel branco com o brasão de armas do país. Ele é composto por um troféu de armas, representando o desejo dos compatriotas em defender a liberdade do Haiti, e uma palmeira real, que simboliza a independência. A palma é coberta pela “Capa da Liberdade”. O lema da nação, retratado em um pergaminho branco, significa “A união faz a força”.

O coordenador da associação, explica que o Dia da Bandeira é feriado em seu país e uma data em que acontecem festas, conferências e apresentações com música e danças típicas. “É um ato que tem o objetivo de mantermos nossas tradições e cultura viva”, diz o haitiano.

O imigrante Pierre  diz que não sabe se um dia voltará a morar no Haiti porque hoje considera o Brasil a sua segunda pátria. “Poderia ir para o Haiti passear e voltar de novo para o Brasil, porque aqui é muito bom”, diz.






Miguel Ahumada

873 estrangeiros pedem visto de permanência na PF de Piracicaba


A delegacia da Polícia Federal de Piracicaba já recebeu este ano 873 solicitações de CIE (Cédula de Identidade de Estrangeiro), que é o documento que permite a permanência de estrangeiros no país.
A delegacia de Piracicaba é uma das unidades que mais recebe este tipo de solicitação no Estado de São Paulo, principalmente por conta de estudantes de outros países que frequentam as universidades da região.
Além disso, já foram registrados nos primeiros cinco meses do ano seis pedidos de naturalização e quatro de refúgio político.
A reportagem do JP conversou com dois haitianos e um boliviano que solicitavam a documentação na semana passada no prédio da PF em Piracicaba.
O haitiano Jian Serge, 23 anos, chegou ao Brasil em 2012 e logo procurou emprego na região.
Desde então, trabalha como operador de máquinas em uma indústria na cidade de Limeira.
Serge, natural da cidade de Cayes, no Haiti, disse que se interessou pelo Brasil devido às belezas naturais do país.
“Aqui é o melhor país da América Latina para se viver. Está um pouco difícil por conta da crise e da alta do dólar, mas ainda consigo mandar um pouco de dinheiro para a minha mãe”, disse o operador de máquinas, que acompanhava um amigo recém chegado do Haiti, que também veio buscar melhores condições de vida no Brasil.
Há um ano no Brasil, o haitiano Maxo Augustin (foto), 29 anos, também veio para Piracicaba na semana passada para renovar sua CIE.
Nascido na cidade de Carrefour, no Haiti, ele foi atraído ao Brasil pelas oportunidades de trabalho.
“Já tinha procurado o Brasil outras vezes em busca de uma vida melhor. Com o que ganho aqui consigo mandar um pouco de dinheiro para o meu filho que está na República Dominicana, mas está cada vez mais difícil, porque aqui a gente trabalha muito e ganha pouco. A alta do dólar também prejudica muito a gente”, disse o haitiano, que trabalha em uma indústria na cidade de Nova Odessa.
Já o boliviano Alex de Mendoça, 52 anos, veio ao Brasil apenas a passeio, mas acabou ficando.
Há três anos no país, ele vive hoje em Piracicaba, onde dá aulas de Espanhol.
Mendoça estava atrás de uma licença permanente no Brasil, devido ao tempo de residência e de trabalho que exerce no país.
“Mas, na verdade, estou pensando seriamente em voltar para La Paz, pois as coisas aqui estão subindo muito e não está mais compensando ficar. Lá está melhor”, afirmou Mendoça.

O delegado federal Florisvaldo Emílio das Neves explicou que grande parte dos pedidos de permanência são relacionados a estudantes que frequentam as universidades da região.
“Tem muitos da Esalq, por ser uma instituição de renome internacional; tem de São Carlos, de Araras e toda a região. Para se ter uma ideia, só na Unasp, que é uma universidade ligada à igreja adventista na cidade de Engenheiro Coelho, existem cerca de 300 angolanos estudando. Todos esses alunos nos procuram para renovar a CIE”, contou Neves.
Por conta desta peculiaridade, Neves aponta que Piracicaba é uma das unidades que mais recebe este tipo de pedido no Estado.
“Nós consideramos um movimento grande em relação às outras unidades do Estado. Apesar de existirem muitos estrangeiros em busca de trabalho na região, os estudantes ainda são a maioria”, disse o delegado.

Reportagem: Gustavo Simi

sábado, 16 de maio de 2015

Migrantes acuden al Senado para pedir libre tránsito por México


Migrantes centroamericanos, acompañados por el sacerdote Alejandro Solalinde, expusieron este jueves ante senadores testimonios de su paso por el territorio mexicano hacia Estados Unidos y pidieron libre tránsito.

“Fui secuestrado por la Mara, me hicieron mucho daño, del cual todavía no me recupero. Me dieron 26 machetazos y aquí ando por voluntad de Dios. Nosotros no somos malos, nosotros somos personas que venimos a luchar por un sueño”, dijo el migrante guatemalteco Gonzalo Alejandro González, según un reporte de la agencia Notimex.
Los migrantes pidieron a los legisladores mexicanos de varios partidos aprobar visas de tránsito y humanitarias para evitar exponerse a secuestros, extorsiones y reclutamiento por parte de grupos del crimen organizado.

Los senadores informaron que existen al menos dos proyectos de reformas a la Ley de Migración para que el Estado apoye con recursos a los albergues y para elevar a rango constitucional los derechos de estas personas.
Cada año ingresan a México 450,000 indocumentados, la mayoría provenientes de Centroamérica, según cifras del Instituto Nacional de Migración (INM), que depende de la Secretaría de Gobernación (Segob).

CNN

Países da Europa Central se opõem ao sistema de cotas de refugiados


O governo da Polônia manifestou nesta sexta-feira (15) sua oposição a um futuro sistema de cotas fixas para distribuição obrigatória de refugiados pelos países da União Europeia (UE), admitindo, porém, estar disponível para acolher migrantes de forma voluntária.

“Não estamos dizendo que deixaremos de acolher migrantes. Estamos dizendo que queremos fazer uma oferta palpável. Como outros parceiros europeus, sou a favor de decisões voluntárias”, afirmou a primeira-ministra da Polônia, Ewa Kopacz.

Em Varsóvia, capital polonesa, Ewa Kopacz recordou que o país tem se beneficiado da solidariedade europeia. Acrescentou que, atualmente, “tal solidariedade é indispensável para aqueles que procuram refúgio e que morrem no Mediterrâneo, transformado no maior cemitério marítimo”.

Segundo ela, a Polônia se une a outros países da Europa Central e do Leste contrários ao plano proposto pela Comissão Europeia. República Tcheca, Estônia, Hungria, Letônia, Lituânia e Eslováquia se opõem ao sistema de cotas fixas, mas todos manifestaram disponibilidade para receber refugiados voluntariamente.

“Não existe base legal na União Europeia para introduzir tais cotas”, esclareceu primeiro-ministro tcheco, Bohuslav Sobotka.

“O Conselho Europeu decidiu que qualquer decisão dos países-membros sobre migrantes deve ser voluntária. Por isso, recuso a política de cotas como princípio”, acrescentou o chefe do governo eslovaco, Robert Fico.

Na condição de maior país da Europa Central, a Polônia pode ser obrigada a receber 5,64% do total de refugiados. A Estônia será convidada a receber 1,76% e Portugal 3,89%. O Reino Unido, que já criticou fortemente o plano, a Irlanda e a Dinamarca poderão ficar de fora do sistema de cotas.

A Agenda Europeia da Migração, que integra o sistema de cotas, foi apresentada quarta-feira (13) pela Comissão Europeia em Bruxelas. A proposta será discutida pelos ministros da Administração Interna da UE em 15 de junho, sendo depois apresentada nesse mesmo mês aos líderes europeus numa cúpula em Bruxelas.

De acordo com dados da Organização Internacional para Migrações (OIM), divulgados dia 7 de maio, mais de 34,5 mil migrantes chegaram ao território italiano este ano. Em 2015, cerca de 1.770 morreram ou desapareceram no mar, o que representa mais da metade das cerca de 3,3 mil vítimas fatais registadas em 2014.



 EBC

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Divulgado balanço sobre expulsão de estrangeiros do País em 2014

O Departamento de Estrangeiros do Ministério da Justiça divulgou balanço sobre os processos de expulsão de estrangeiros em 2014. Foram instaurados 40 novos inquéritos e publicadas 223 portarias de expulsão. Os dados relativos ao primeiro trimestre de 2015 serão divulgados nos próximos dias
De acordo com o departamento, o procedimento de expulsão consiste na retirada compulsória unilateral do estrangeiro que praticou crime dentro do território nacional.
O procedimento de expulsão se inicia quando o Ministério da Justiça é informado de que um estrangeiro foi condenado a pelo menos dois anos de prisão (pena privativa de liberdade) pela prática de um crime.

Processo
A primeira demanda que o diretor do Departamento determine a instauração do Inquérito Policial de Expulsão (IPE) e informe à Divisão Policial de Retiradas Compulsórias (DPREC) do Departamento de Polícia Federal (DPF).
Depois disso, a o DPF instaura e conduz o IPE, coletando subsídios para a expulsão, com oitiva do estrangeiro (que pode apresentar defesa escrita). Em seguida a DPF remete autos ao Departamento, que analisa o processo instruído. Concluída a análise, o processo é encaminhado para a apreciação do Ministro da Justiça.
Sendo caso de expulsão, a Portaria de Expulsão do MJ é publicada no Diário Oficial da União. O fato é comunicado às autoridades competentes, inclusive ao Juiz de Execução. O processo de expulsão fica sobrestado até o término do cumprimento da pena, ou a liberação antecipada pelo Poder Judiciário.
Uma vez cumprida a pena ou liberado o expulsando, a DPREC solicita a autorização para efetivar a Portaria de Expulsão, que é concedida pelo Diretor do Departamento de Estrangeiros. Quando é autorizada a expulsão, ela é efetivada e o processo se conclui.


Ministério da Justiça

Estrangeiros condenados vivem limbo no Brasil


Ela conta que veio ao Brasil comprar bolsas e extensões de cabelo, para revender em seu salão de beleza. Mas alega que foi enganada por seu contato no país, que teria colocado as drogas em sua mala sem o seu conhecimento.
Maria ficou detida na Penitenciária Feminina da Capital, na zona norte de São Paulo, e em novembro passado ganhou o direito de cumprir o restante da pena - que acaba em dezembro de 2016 - em liberdade condicional.
O problema é que, sem falar português, sem conhecer ninguém, sem ter acesso a documentos ou formas de conseguir trabalho, Maria ficou à deriva na metrópole.
"Todo o dinheiro que eu tinha comigo usei para pagar aluguel de um quarto", diz Maria à BBC Brasil, em inglês. "Não conheço ninguém aqui. Vou para lá e para cá procurar emprego e não consigo, porque me pedem a carteira de trabalho. Quero ir para minha casa."
Maria recebe o auxílio jurídico da ONG Instituto Terra, Trabalho e Cidadania, que averiguou que o inquérito de expulsão dela tramita desde 2011, mas não avançou.
Esse tipo de inquérito, instaurado para os estrangeiros condenados por crimes considerados graves (tráfico internacional de drogas incluído), passa pelo Ministério da Justiça e a Polícia Federal e pode demorar meses ou mesmo anos.
A etapa seguinte prevê que os estrangeiros aguardem a compra da passagem aérea (feita pelo governo brasileiro), sejam escoltados ao aeroporto e enviados a seu país de origem, sem poderem mais voltar ao Brasil. Esse trâmite também costuma ter prazo indefinido.
Maria também aguarda, no momento, a emissão de um Registro Nacional de Estrangeiro que lhe permita buscar emprego enquanto cumpre o resto de sua pena e não pode sair do país. Sem ele, por enquanto, só lhe resta tentar bicos como cabeleireira.
Segundo especialistas consultados pela BBC Brasil, muitas histórias de presos estrangeiros têm semelhanças com a de Maria: depois de cumprirem suas penas e às vezes durante a liberdade condicional, eles vivem um limbo, por não terem direito (ou dinheiro) para voltar ao seu país por conta própria, ao mesmo tempo em que enfrentam dificuldades para obter trabalho ou moradia.
Muitos sobrevivem em subempregos, e alguns acabam reincidindo no crime.

Resolução
O Ministério da Justiça informou à BBC Brasil que, no ano passado, foram instaurados 40 inquéritos de expulsão e 223 portarias de expulsão (fase anterior do processo) e ressalta que o procedimento envolve diversas etapas, desde a coleta de provas à manifestação da defesa.
Os dados mais recentes do Departamento Penitenciário, de junho de 2013, dão conta de 3.191 presos estrangeiros no país – a maior parte deles vinda dos continentes americano e africano -, e muitos deles possivelmente passarão por experiência parecida à de Maria.
O defensor Daniel Chiaretti, da Defensoria Pública da União, explica que estrangeiros em liberdade condicional têm direito à regularização migratória, ainda que muitos aguardem meses pela expedição de documentos e carteiras de trabalho.
"E quem cumpriu a pena fica à deriva mesmo. Quando essa pessoa está detida ao final do cumprimento da pena, costuma ser expulsa do país mais rapidamente, em casos considerados mais prioritários", diz ele.
"Se ela está fora da prisão (por exemplo, em condicional) quando sua pena acaba, ela fica sem direito à regularização migratória até a expulsão, processo que pode levar anos ou (seguir) indefinidamente, já que a verba do governo para executá-las é restrita. Muitos vão para o mercado informal, em trabalhos degradantes como o de homem-placa. Os que constituem família no Brasil às vezes conseguem se naturalizar."
Uma resolução publicada no ano passado pelo Conselho Nacional de Imigração (CNIg), ligado ao Ministério do Trabalho, ajudou a unificar o tratamento jurídico dado a presos estrangeiros e a lhes garantir direitos concedidos a outros detentos, como liberdade provisória e progressão da pena.
Mas, segundo o ITTC, esse avanço trouxe consigo alguns efeitos colaterais.
"É ótimo poder recorrer de sua pena em liberdade, mas os estrangeiros não contam com nenhuma estrutura, com sequer uma política de albergues. A maioria fica sem seu passaporte (retido nas investigações). E, sem visto (de trabalho), como eles vão viver?", aponta Isabela Cunha, advogada do ITTC.

Dificuldades
A ONG acompanha o caso de cerca de 400 mulheres estrangeiras no país, muitas em situação precária. O desalento é maior em casos de estrangeiros vindos de países pobres, que têm menos assistência consular.

Segundo o ITTC, entre as estrangeiras, muitas são presas ao se arriscar a transportar drogas internacionalmente para sustentar famílias pobres ou são usadas como "iscas" por traficantes para serem pegas nos aeroportos. Sem amparo no país após cumprir a pena, se tornam vulneráveis.
"Acabam fazendo faxina por menos do salário mínimo; algumas se envolvem de novo com aliciadores ou acabam sendo presas novamente, por pequenos roubos ou envolvimento com drogas."
Cunha recorda da história de uma egressa latino-americana que engravidou no Brasil.
"(Após cumprir a pena), ela vivia praticamente em situação de rua, e o bebê foi levado a um abrigo. A mãe acabou perdendo a guarda e a criança foi adotada. Ela não tem mais como recuperá-la."
No CRAI (Centro de Referência e Acolhida para Imigrantes no centro de São Paulo), que dá abrigo e atendimento a estrangeiros no país, estão duas mulheres que, em liberdade provisória, tentam conseguir emprego enquanto aguardam o cumprimento de sua pena, explica Cleyton Borges, integrante da Sefras (entidade franciscana que administra o centro em parceria com a prefeitura).
Borges cita uma portaria de janeiro, emitida pelo Ministério da Justiça, que permite que o estrangeiro em condicional ou no regime semiaberto tire carteira de trabalho.
O ministério agrega que a portaria tira do caminho entraves administrativos que "provocavam graves dificuldades para os presos serem ressocializados em condições isonômicas no Brasil".
Mas não é uma solução total, diz Borges. "Existe desde o contexto carcerário como um todo – tanto estrangeiros quanto brasileiros sofrem muito preconceito e violência institucional, o que os penaliza além da pena – até o excesso de burocracia envolvendo os estrangeiros."

Reforma
Para Chiaretti, da Defensoria, a saída seria agilizar os processos jurídicos e burocráticos via reforma do Estatuto do Estrangeiro, atualmente em debate no governo, "com leis mais modernas de regularização dessas pessoas".
"Até para os padrões latino-americanos, nossas leis são atrasadas (nessa questão)", diz.

Os especialistas consultados pela reportagem defendem, também, a expulsão antecipada de alguns presos a seus países, enquanto ainda cumprem sua pena.

"Isso precisaria ser visto caso a caso, mas pessoas que já cumpriram parte da sua pena e não têm interesse em ficar no Brasil poderiam ser expulsas. O que elas vão ficar fazendo aqui?", diz Cunha, do ITTC.

Ainda é possível transferir alguns presos para seus países de origem, mas poucos países têm tratado com o Brasil para tal.
O Ministério da Justiça afirmou que existe um grupo de trabalho interministerial que desde 2014 "tem a finalidade de elaborar propostas e definir diretrizes quanto à situação de presos estrangeiros no país".


Fonte: BBC BRASIL

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Procuradoria do Rio vai investigar casos de filipinas trabalhando como domésticas no país

O Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ) abriu nesta quarta-feira uma investigação para apurar os casos de filipinas contratados no Brasil para trabalhar como empregadas domésticas. Embora trazer trabalhadores estrangeiros para o país não seja ilegal, a procuradoria entendeu que há indícios de irregularidades, como uma possível extrapolação das jornadas de trabalho.

O processo do MPT-RJ foi baseado em reportagem da "Folha de S. Paulo" publicada no último domingo. O jornal mostrou que a empresa Global Talent, por meio da agência Home Staff, já teria trazido ao país cerca de 70 filipinas para trabalhar no Brasil, recebendo salários entre R$ 1,8 mil e R$ 2 mil. As domésticas recebem visto de trabalho de dois anos, renováveis por mais dois.

Para Rodrigo Carelli, procurador do trabalho responsável pela abertura do processo, o salário é um dos pontos críticos. Ele argumenta que tentar pagar menos por estrangeiros pode prejudicar o mercado de trabalho interno, fenômeno conhecido como dumping social. Os valores relatados pela reportagem, no entanto, ainda estão acima da média de rendimento dos domésticos no país que, segundo a mais recente Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE, ganhavam R$ 928,20, incluindo os trabalhadores sem carteira assinada.

Pelas regras do Estatuto do Estrangeiro, de 1980, a imigração deve ter como objetivo "primordialmente" a garantia de mão de obra especializada a vários setores. Além disso, uma resolução de 2012 do Ministério do Trabalho afirma que a autorização de visto temporário para estrangeiros deve respeitar "o interesse do trabalhador brasileiro".

- Qual é o interesse de importar empregados domésticos? É uma mão de obra não especializada que se encontra no Brasil. Baratear mão de obra não justifica - defende o procurador do trabalho Rodrigo Carelli, responsável pela abertura do processo.
Carelli afirmou que não há uma ação contra as empresas citadas pela "Folha" e disse que nenhuma irregularidade foi constatada, mas que tanto a Global Talent como a Home Staff serão notificadas.


O GLOBO 

Embaixadores africanos junto da Santa Sé debatem imigração


Cerca de 15 Embaixadores africanos junto da Santa Sé reuniram-se na manhã desta quarta-feira, no Palácio de São Calisto para falar do problema da imigração. A iniciativa foi dos Presidentes dos Conselhos Pontifícios para os Migrantes e Itinerantes e da Justiça e Paz, respectivamente, os cardeais António Maria Veglió e Peter Turkson. Um encontro que se revelou muito útil, segundo o Cardeal Veglió:

“Creio que tenha sido útil porque levantou-se um pouco o problema de fundo. O problema dos migrantes tem uma causa. Antes de mais, são os governos africanos os responsáveis pelos seus países, não é?, mas é também verdade que por muito tempo a África foi um pouco explorada, de modo que esses países são pobres. Como se pode então fazer com que esses problemas sejam enfrentados, para que se procure soluções? Foi bom, porque cada um exprimiu o que pensa do próprio país. É claro que quando cada um fala, os problemas alargam-se muito, porque não se trata de causas simples.

No fim chegamos a uma conclusão, ou melhor a um desejo:  faremos, talvez, um outro encontro, convidando também os Embaixadores europeus junto da Santa Sé, porque neste momento é claro que não se trata unicamente de migrantes africanos, mas para a Europa a África é o problema num certo sentido, não é?, e acho bem que Embaixadores europeus sejam envolvidos para dizer o que fazemos, qual é a nossa responsabilidade, porque a verdade nunca é precisa, nunca está toda de um lado. É responsabilidade deles e da Europa que se mostra um bocado fechada, um pouco  egoísta”.

Instado a explicar se o que está na base deste encontro é a solicitude do Papa Francisco pelos migrantes e que realizou a sua primeira viagem fora do Vaticano a Lampedusa em Junho de 2013, O Cardeal Veglió respondeu que tudo o que a Igreja faz é em sintonia com o chefe da catolicidade…

“É claro, tudo que nós fazemos, é em linha com o que a Igreja faz e quem está à cabeça da Igreja é o Papa, não é?! E nós seguimos o seu exemplo, as suas palavras, e colaboramos para o bem – como diz a Igreja – desses nossos irmãos menos afortunados do que nós.”
Não se conhece a data do desejado encontro também com os Embaixadores europeus junto da Santa Sé. É preciso tratar – disse por sua vez o Cardeal Turkson. Mas à pergunta se já têm uma ideia mais ou menos concreta do que gostariam de fazer para ajudar esses irmãos menos afortunados, o chefe do Conselho Pontifício para os Migrantes e Itinerantes, respondeu que não é que a Igreja esteja parada. Ao lado de várias ações de sensibilização, há também as paróquias, sempre ativas, se pensarmos na Itália, por ex. Mais ainda: para lá dos problemas políticos que condicionam um bocado, os italianos não são más pessoas, têm um fundo católico, não são racistas– frisou o Cardeal Veglió, rematando:
“É preciso inventar algo”

No encontro desta manhã, participaram, uns 15 embaixadores africanos junto da Santa Sé, entre os quais o de Angola, do Benin, do Egito, da Líbia, dos Camarões, da RDC, de Marrocos, da Costa do Marfim… e ainda o bispo de Lichinga, em Moçambique…

Radio Vaticano