segunda-feira, 15 de junho de 2015

Seminário apoiado pela ONU discute no Rio, nesta segunda-feira (15), trabalho e direitos dos refugiados no Brasil


A abertura do seminário contará com a participação do cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, da procuradora-chefe do MPT-RJ, Teresa Basteiro, e da Secretária de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado, Teresa Cosentino. Também participa do evento o representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Andrés Ramirez.

A Caritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro (CARJ) e o Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) realizam, nesta segunda-feira (15), a partir das 14h, o Seminário Trabalho e os Direitos dos Refugiados no Brasil.

No evento, que será realizado no auditório do MPT-RJ (Av. Churchill 94 – 7 andar – Rio de Janeiro), as instituições apresentarão o projeto da Cartilha do Trabalhador Refugiado e Solicitante de Refúgio, que será lançada nos próximos meses. O documento, que será publicado em português, inglês e francês, vai oferecer, de forma simples e direta, informações sobre a legislação trabalhista e a que trata do refúgio no Brasil.

A abertura do seminário contará com a participação do cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, da procuradora-chefe do MPT-RJ, Teresa Basteiro, e da Secretária de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado, Teresa Cosentino. Também participa do evento o representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Andrés Ramirez. A programação completa do seminário está disponível em http://bit.ly/1cOo3fj

O seminário debaterá os direitos dos refugiados no Brasil e medidas que contribuam para inseri-los no mercado de trabalho. O evento faz parte das ações em comemoração ao Dia Mundial do Refugiado, celebrado em 20 de junho.

Embora a lei brasileira de refúgio (lei 9.474/97) garanta a emissão de carteira de trabalho para os solicitantes de refúgio no Brasil, a maioria encontra dificuldades para conseguir emprego, por conta de desinformação, intolerância, barreiras linguísticas ou legais. Um documentário, que será apresentado às 17h30, vai mostrar essa realidade. Além disso, dois refugiados que vivem no Rio de Janeiro vão relatar suas experiências em busca de trabalho na cidade.

Segundo a legislação brasileira, refugiado é aquele que foge de seu país de origem por temor de perseguição – fundado em motivo de raça, religião, nacionalidade, grupo social e opinião política – ou nos casos em que seja comprovada condição de grave e generalizada violação dos direitos humanos. A Convenção das Nações Unidas sobre o Estatuto do Refugiado, ratificada por 147 países, entre os quais o Brasil, cria obrigações para que os governos permitam a essas pessoas trabalho legal e seguro. Além disso, os refugiados têm o direito de acesso a toda a rede brasileira de serviços públicos.

De acordo com informações do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), o Brasil acolhe cerca de 8.000 refugiados, de 81 nacionalidades distintas (25% deles são mulheres) – incluindo refugiados reassentados. Os principais grupos são compostos por nacionais da Síria, Colômbia, Angola e República Democrática do Congo. Em 2014, o país recebeu cerca de 12 mil solicitações de refúgio.



Assessoria de Comunicação do MPT-RJ

30ª semana do migrante em todo o pais


Foi aberta neste Domingo 14, em todo país, pelo Serviço Pastoral do Migrante a 30ª Semana do Migrante que prossegue   ate o dia 21 de junho sobre  Tema: “Sociedade e Migração” Lema: “Não ao preconceito, por direitos e participação!” .A semana é de intensa atividade, com celebrações, seminários, mobilização da Igreja e da sociedade.

Em Santo André a missa foi celebrada pelo Padre Luis Espinnel  com a presença de 12 países de comunidades de imigrantes  na sua homilia o Padre Luis  diz que é   fundamental  o caminho para a construção de uma sociedade justa  de acolhida , fraterna o respeito a a todas as pessoas em dignidade e diferentes em suas identidades culturais , 
na convivência e na relação c
om o outro , é possível  enriquecer e construir um mundo diferente . Considerando o principio da dignidade humana é urgente uma politica migratória pautada pela promoção dos direitos humanos , trabalhar para minimizar o preconceito e a discriminação , o fluxo migratório atual o mundo  constitui o maior movimento de todos os tempos .

É necessário debater o tema pelo seu conteúdo e significado politico, a grave crise econômica mundial obriga o deslocamento de um pais para outro em busca de oportunidades para uma vida digna. Junta-se a esta processo , as inúmeras crises politicas responsáveis pelos inúmeros conflitos bélicos que causam milhões de migrantes os quais são obrigados a deixar seus países para buscar proteção e segurança.


Nesta semana uma reflexão. Peço a proteção divina a todos os migrantes que deixaram suas casas em busca de novas oportunidades em outro país. Para os refugiados, que são forçados a deixar suas casas por ameaças de violência. Para os migrantes  vítimas do tráfico de seres humanos. Para os imigrantes, que muitas vezes deixam para trás seus amigos e familiares, em busca uma vida melhor e mais oportunidades em outros lugares. Oro especialmente para sua proteção em crianças migrantes que são vulneráveis à exploração e abuso nas mãos de outras pessoas.

Boa semana a todos


Miguel Ahumada

sábado, 13 de junho de 2015

Hungria ameaça fechar fronteira com Sérvia


"Não consideramos correto que [a Sérvia] nos mande refugiados, eles têm que ser parados em território sérvio", disse o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, em entrevista à rádio pública húngara Kossuth.

"Estamos a considerar todas as hipóteses, incluindo a possibilidade do fecho físico e completo de fronteiras", declarou o primeiro-ministro conservador, acrescentando que uma decisão será possivelmente tomada na próxima quarta-feira, dia 17 de junho.
Os governos de ambos os países irão reunir-se na primeira metade de julho para discutir a situação.

Para Viktor Orban, as fronteiras da zona Schengen "não precisam de ser tocadas neste momento, [mas] é altura de reforçar as fronteiras externas".
A Sérvia ainda não é membro da União Europeia (UE), embora tenha iniciado as conversações para a adesão, enquanto a Hungria faz parte da UE e da zona Schengen.
No ano passado, a Hungria recebeu 43.000 refugiados, mais refugiados 'per capita' que qualquer outro país da UE (excetuando a Suécia) e registando um aumentando drástico desde 2012, ano em que recebeu 2.000 pessoas.

Em 2015, já são cerca de 54.000 os imigrantes que entraram no país, e segundo Janos Lazar, político próximo do primeiro-ministro, calcula-se que o total no final do ano alcance os 130.000.
No início de 2015 registou-se um pico de refugiados vindos do Kosovo, mas a grande maioria neste momento são oriundos da Síria, do Iraque e do Afeganistão.

De acordo com dados oficiais, 95 por cento deles chegam à Hungria através da Sérvia.
A Áustria, que faz fronteira com a Hungria e também tem registado um aumento drástico no número de imigrantes, disse esta semana que vai enviar 40 agentes da sua polícia para ajudar a reforçar a fronteira entre a Hungria e a Sérvia.

Os comentários de Viktor Orban acontecem ao mesmo tempo que se desenrola uma campanha de anti-imigração do governo, que envolve cartazes com 'slogans' como "Se vieres para a Hungria, não podes tomar os trabalhos húngaros".
Alguns dos cartazes têm sido vandalizados, e vários cartazes de protesto em tom satírico foram colocados durante os últimos dias.
Segundo meios de comunicação locais, um dos 'slogans' de paródia era "Se vieres para a Hungria, podes trazer um primeiro-ministro são, por favor?"

Um partido satírico, o 'Partido Húngaro do Cão com Duas Caudas', declarou já ter recolhido 25 milhões de florins (80.000 euros) de doações em três dias com a promessa de colocar mais cartazes de protesto.

O governo de Viktor Orban distribuiu também um questionário sobre imigração a oito milhões de votantes, o que foi duramente criticado pela agência da ONU para os refugiados, entre outras organizações.

Um estudo realizado em abril concluiu que a xenofobia na Hungria está ao nível mais alto dos últimos 14 anos, enquanto o partido anti-imigração Jobbik tem visto a sua classificação subir em algumas sondagens.


 France Presse.

Há centenas de migrantes a viver junto às estações de comboios de Itália


A Grécia também pediu ajuda urgente para lidar com uma enorme subida na chegada de migrantes, a maioria sírios, vindos da Turquia, e que chegam especialmente a ilhas como Kos ou Lesbos.

Se Itália se mantém o país com mais chegadas, a Grécia é aquele em que estas mais aumentaram. Este ano chegaram a Itália 54 mil pessoas (em todo o ano de 2014 foram 171 mil) e 48 mil à Grécia (em 2014 foram apenas 34 mil). A Lesbos, chegam cerca de 600 refugiados por dia.

“Agimos porque não podemos tolerar que se percam vidas”, desabafou o presidente da câmara de Lesbos, Spiros Galinos. No entanto, “os eleitos locais e os voluntários tentam resolver um problema que ultrapassa grandemente as nossas capacidades”, desabafa.

Enquanto isto, a Europa discute o seu plano de distribuição de 40 mil refugiados por vários países, numa tentativa de melhor distribuir quem pede asilo. Mas a discussão esbarra na recusa de países como o Reino Unido e resistência de outros como a Polónia. “Precisamos de agir agora e não daqui a quatro meses”, pediu a porta-voz da comissão para as Migrações, Natasha Bertaud.

P

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Acolhimento de imigrantes na Europa "é muito lento"

A presidente do Conselho Português para os Refugiados (CPR) disse hoje que, apesar da vontade política de algumas instituições europeias, o acolhimento dos imigrantes que chegam à costa da Europa está a ser feito a um ritmo muito lento.

"Teoricamente, parece-me que há vontade política, mas estamos num ritmo muito lento para a implementação das propostas" apresentadas pela União Europeia para acolhimento dos migrantes que atravessam o Mediterrâneo, disse à Lusa Teresa Tito de Morais.

A presidente do CPR falava à margem do seminário "Schengen -- Colóquio Evocativo do 30º Aniversário", organizado pelo Gabinete de Informação do Parlamento Europeu em parceria com o Instituto Europeu da Faculdade de Direito de Lisboa.

A responsável do CPR referiu que "no aspeto do reforço das unidades para o salvamento de vidas no Mediterrâneo, houve um melhoramento nítido e tem havido muito menos perdas de vidas humanas".

"Eu penso que da parte do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia há uma certa vontade, que foi anunciada, mas o Conselho Europeu não está a querer lidar com o problema de uma maneira mais célere e concretizar as medidas necessárias para o acolhimento das pessoas", afirmou.

Para Teresa Tito Morais, "a Itália e a Grécia estão muito pressionados pelo acolhimento destas pessoas".
Desde o início do ano chegaram 54.000 pessoas a Itália, 48.000 à Grécia, 91 à ilha de Malta e 920 a Espanha, segundo números do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Segundo a Organização Internacional para as Migrações, cerca de 1.800 homens, mulheres e crianças já morreram ou estão desaparecidos quando tentavam no mesmo período cruzar o Mediterrâneo a partir do norte de África e Médio Oriente.

Em maio, a Comissão Europeia apresentou a sua estratégia para a migração, com várias medidas, como o reforço para o triplo dos meios das missões de vigilância e salvamento "Triton" e "Poseidon", confiadas à agência Frontex, como acordado numa cimeira extraordinária em abril, e a criação de regimes de acolhimento de refugiados.
Esta última proposta está a ser recebida com muita frieza por vários países, devido às quotas obrigatórias.
No imediato, a Comissão quer pôr em prática um regime de reinstalação temporária de 20 mil refugiados que se encontram em situação de emergência, sobretudo no norte de África, no Corno de África e no Médio Oriente, os quais seriam reinstalados na Europa.

No âmbito deste mecanismo de emergência, segundo dados preliminares, Portugal poderá vir a receber 704 pessoas, o correspondente a uma quota de 3,52%.
Em abril, foi apresentado também pelo Conselho Europeu uma proposta para o combate às redes de tráfico de pessoas.

"A partilha das responsabilidades entre os Estados europeus (na questão dos imigrantes e o seu acolhimento) é ainda inexistente na prática", sublinhou Teresa Tito de Morais.
"O que nós percebemos é que a tramitação, depois da expressão pública do Conselho Europeu de dizer que cada país compromete-se a fixar um número, está a ser arrastada e não está a ser implementada com a urgência que era necessária", avaliou.


Teresa Tito Morais disse que o CPR está a coordenar a constituição de uma plataforma, com instituições públicas e privadas -- nomeadamente vários municípios -, para receber estes imigrantes que chegam às costas europeias, estando na linha da frente quando o governo português determinar efetivamente este acolhimento.

Minuto a Minuto

Em Dia Mundial, OIT lembra que existem 168 milhões de crianças envolvidas em trabalho infantil

A persistência deste problema tem sua raiz na pobreza, na falta de oportunidades de trabalho decente para adultos e de proteção social e na incapacidade de assegurar que todas as crianças frequentem a escola até a idade mínima para admissão ao emprego.

As estimativas mais recentes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) indicam que existem 168 milhões de crianças envolvidas em situações de trabalho infantil no mundo, sendo que 120 milhões delas têm entre cinco e 14 anos de idade. A persistência deste problema tem sua raiz na pobreza, na falta de oportunidades de trabalho decente para adultos, na falta de proteção social e na incapacidade de assegurar que todas as crianças frequentem a escola até a idade mínima para admissão ao emprego.

Em 2015, a campanha da OIT para o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, celebrado nesta sexta-feira (12), terá como foco a importância da educação de qualidade como um passo fundamental para enfrentar e erradicar o trabalho infantil. Este é um momento oportuno para levantar o tema, já que a comunidade internacional está revisando as razões pelas quais não foi possível alcançar as metas de desenvolvimento Novo relatório global sobre trabalho infantil

Para a ocasião, a OIT lançou nesta semana um novo relatório global sobre trabalho infantil, que revela que cerca de 20 a 30% das crianças em países de baixa renda saem da escola e entram no mercado de trabalho até os 15 anos de idade. A maioria destas crianças já esteve envolvida em situação de trabalho infantil antes, segundo o documento.

Além disso, a OIT lançou recentemente outra publicação com o título Trabalho Infantil e Educação: progressos, desafios e direções futuras, que avalia as recentes discussões e desdobramentos com relação aos dois temas para auxiliar a identificação de uma abordagem estratégica pós-2015 relacionadas à educação, além de discutir a definição de novas metas e estratégias.

Eventos no Brasil e no mundo
Existem diversas ações programadas por todo o mundo para marcar a data. No Brasil, a OIT, o Fórum Nacional para Prevenção e Eliminação do Trabalho Infantil e diversas outras instituições trabalham em parceria na mobilização para sensibilizar o público sobre o tema. Em Brasília, serão realizadas duas audiências públicas sobre trabalho infantil: a primeira na Câmara Legislativa do Distrito Federal, na própria sexta-feira (12), e a segunda na Câmara dos Deputados, na terça-feira (16).


Além disso, durante o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, o Museu da República em Brasília, será iluminado por projeções do cata-vento, o símbolo mundial do combate ao trabalho infantil.

Onu

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Simposio internacional debate relación entre religión y migración en la Pontificia Universidad Católica de San Pablo-Brasil

Fue realizado durante los días 8,9,y 10 de junio de 2015  el 1° Simposio Internacional sobre Religión y Migración, este evento fue organizado por el  Centro de Estudios Migratorios/Misión Paz conjuntamente con el Programa de Estudios de Pos-Grado en Ciencias de la Religión de la Pontificia Universidad Católica de São Paulo (PUC/SP) y con el Scalabrini International Migration Institute de Roma. El tema principal fue la  "Movilidad humana e identidades religiosas”.
Durante el primer dia Fabio Baggio, de la Pontificia Universidad Urbaniana de Roma hablo sobre la relación entre Religión y Migración como encuentro con la alteridad y postura y también sobre la identidad y religión con proclamación de conflictos y después hubo un momento cultural con el Grupo Alma Guarani .

El segundo dia , el tema fue "Inmigración en Brasil: los números y los desafíos sociales y éticos", con el padre Paolo Parise, del Centro de Estudios Migratorios, de la Misión Paz de los Scalabrinianos. Donde el habla sobre Brasil como país de inmigración, emigración, retorno y transito, también coloca sobre los desafíos transversales , como trabajo, violencia enfermedad y cultura.

Antes hubo otro momento cultural con Celina Castro de San Salvador para después entrar con el  tema: "Los haitianos en Brasil: las tramas de la supervivencia, los sujetos y los significados”; "El proceso migratorio haitiano en Brasil: panorama numérico, recorridos y destinos”, con Wellington da Silva de Barros y Welder  Marchini, de la PUC-SP; "Relatos de historias de vida”, con Renan  Carletti, de la PUC-SP; "Pentecostalismo haitiano en Brasil”, con Edin Abumanssur, de la PUC-SP. 
Hablan  sobre  números de 232 millones de inmigrantes en el mundo  y  el papel social de la iglesia católica y protestante en la reprodución  identitaria y social de los desplazado por la violencia. Cabe indicar que buena parte del conocimiento actual sobre el desplazamiento y la creación de estrategias de atención a la población desplazada atraviesan permanentemente la acción social de las iglesias, un buen indicador del papel social asignado al componente religioso dentro del fenómeno migratorio

Cabe indicar que buena parte del conocimiento actual sobre el desplazamiento y la creación de estrategias de atención a la población desplazada atraviesan permanentemente la acción social de estas iglesias, un buen indicador del papel social asignado al componente religioso dentro del fenómeno migratorio No obstante, más allá de la actuación institucional y programática, apunta a examinar la manera como estas instituciones atraen grupos sociales y ejercen vínculos que atraviesan la reconstrucción vital del desplazado, directamente en los espacios vividos y ocupados por la población desplazada. Enfrentados a múltiples rupturas y a urgentes transformaciones, el desplazado por la violencia acude a la religiosidad para justificar su presente, para vincularse a los nuevos espacios..


La religiosidad en el sector es abierta y plural, la manera como los migrantes y los pastores ven la participación religiosa en el sector permite hábilmente la circulación de practicas, ideas y cultos diversos. Desde la perpectiva de  los pastores y lideres religiosos ha permitido la ampliación de la red misionera y el trabajo social comprometido e mancomunado.

Durante este dia  hubo lanzamientos de libros, y   debates con los temas Religiosidad popular, identidad y migración, con Gioachinno Campese, de la PUU de Roma; "Religión e identidad del pueblo armenio en San Pablo”, con Sonia  de Freitas, del Museo de la Inmigración; y "Sincretismo y resistencias”, con Afonso Soares, de la PUC-SP.

El ultimo dia los temas fueron  sobre "Religión e inmigración: estado de la cuestión”, con Frank Usarski de la PUC-SP. Despues fue un relato de experiencias pastorales con emigrantes e inmigrantes,: "Los emigrantes brasileros en la región de la Nueva Inglaterra”; "Los emigrantes mexicanos en San Diego y Phoenix”; y "La Iglesia católica en Brasil y la problemática de la migración”, con el padre Mario Geremia, del Servicio de Pastoral del Migrante.











 Los nómades de Dios: diálogos interreligiosos a partir de la supervivencia humana”. Con el Rabino Michel Shelesinger de la Congregación Israelita Paulista, Sheik Mohamad Al Bukai de la Unión de Entidades Islamicas y Padre Alejandro Cifuentes de la Missão Paz.

Durante el simposio fueron tratados
temas en diferentes salas que son objetos de investigaciones del mundo académico como "Migración y religiosidad”; "Religión e identidad”; "Migración y cuestión sociopolítica”; "Migración y literatura”; "Migración y refugiados”; "Migración y pastoral”; y "Migración haitiana”.
Este Simposio fue transmitido por la Web Radio Migrantes Español y Portugues.



Fotos y Texto
Miguel Ahumada








30 anos de assinatura do Tratado de Schengen

O Acordo Schengen, que aboliu algumas fronteiras internas na Europa, foi assinado há 30 anos, uma efeméride marcada pelo debate sobre a vontade de revisão das regras da livre circulação devido ao terrorismo e aos fluxos migratórios.

Trinta anos depois -- o acordo foi assinado a 14 de junho de 1985 -- a França e Alemanha (que, juntamente com a Bélgica, Holanda e Luxemburgo, alargaram a livre circulação de pessoas que já vigorava no Benelux) pedem a revisão das regras como uma das medidas de combate ao terrorismo, enquanto pedem a Bruxelas que reveja o plano de acolhimento de refugiados, traçado para fazer face à catástrofe no Mediterrâneo.

O acordo foi assinado em 1985, a bordo do 'Princesse Marie-Astrid', no rio Mosela, nas proximidades da localidade luxemburguesa de Schengen, próxima do ponto em que se cruzam as fronteiras de França, Alemanha e Luxemburgo e começou a ser aplicado dez anos depois, em sete países: Portugal, Espanha e os cinco signatários do acordo.

Seguiram-se Itália e Áustria em 1997, Grécia em 2000, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia em 2001 e, após o alargamento da União Europeia (UE) de 2004, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Hungria, Letônia, Lituânia, Malta, Polónia e República Checa.

Atualmente, o espaço Schengen aboliu as fronteiras internas de 22 países da UE, a que acrescem a Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, permitindo a livre circulação de mais de 400 milhões de pessoas.

Seis países da UE não integram Schengen: Reino Unido e Irlanda, por opção própria, Romênia, Bulgária, Croácia e Chipre, por não cumprir dos requisitos em matéria de segurança das fronteiras aéreas, política de vistos, cooperação policial e proteção de dados pessoais.
Para entrar nesses países, um cidadão da UE necessita de apresentar o passaporte ou bilhete de identidade válido e sujeitar-se às formalidades normais, os controles fronteiriços mínimos para os cidadãos da União Europeia.
Em relação a pessoas oriundas de países terceiros, podem entrar e circular, até três meses, dentro do território dos países que aplicam plenamente as disposições de Schengen, desde que preencham certas condições de entrada.

Qualquer país do Espaço Schengen pode repor o controle de fronteiras em circunstâncias excepcionais de "ameaça grave para a ordem pública ou a segurança interna" e com uma duração limitada.

lusa

quarta-feira, 10 de junho de 2015

A terceira onda de imigrantes europeus rumo à América

Eles chegam à América Latina buscando trabalho e esperança. Ninguém é devolvido a seu país, como ocorre com os milhares que tentam perigosamente chegar às costas da Europa


A primeira vez que chegaram aqui, vieram com a espada e a cruz. Para dominar e explorar. Impuseram os maiores massacres que nossa história viveu: a colonização, a dizimação das populações indígenas e a escravidão. Deixaram legado monstruoso, pelo qual pagamos preço até hoje. Foram expulsos pelas guerras de independência, mas ficaram heranças da sua primeira visita.

A segunda onda foi muito diferente. Eram trabalhadores imigrantes, que séculos depois vieram em busca de trabalho e melhores condições de vida. Foram parte essencial na formação das nossas classes trabalhadoras, trouxeram experiências de luta, ideologias populares, calor humano e cultura para nós. Foram muito bem recebidos, vieram para ficar e ficaram.

Passou muito tempo e o movimento de migração mudou de direção. Fomos nós a buscar melhores condições de vida por lá. Em países como a Espanha foram centenas de milhares de latino-americanos, em particular equatorianos e bolivianos, que foram fatores essenciais para o boom econômico centrado na construção civil. Enquanto foram necessários, foram recebidos, parte deles legalizados, em situação menos ruim do que os trabalhadores africanos.

Quando chegou a interminável crise recessiva por lá, a partir de 2008, os imigrantes começaram a voltar para seus países, até porque, enquanto no Equador e na Bolívia a situação melhorou claramente, na Espanha os imigrantes estavam entre os primeiros a pagar o preço da crise.

A partir dali começou uma terceira leva de imigrantes de lá para cá. A Europa, um dos continentes mais ricos do mundo – porque acumulou riquezas nos explorando, na sua primeira vinda para cá –, passou a exportar gente. Veio uma nova leva de imigrantes expulsos pelo desemprego, pela expropriação de direitos, pela recessão, pela falta de futuro.

A nova tendência da migração internacional: levas de europeus chegam à América Latina buscando trabalho, melhores condições de vida, esperança de futuro. São bem recebidos. Ninguém é devolvido para seu país, como ocorre com os milhares que tentam chegar em precárias embarcações às costas da Europa. A ninguém é negado documento, como o tiveram milhares de latino-americanos que se submeteram a trabalhar em condições subumanas por lá. Todos são bem recebidos, como são os haitianos, os sírios e tantos outros que buscam refúgio e trabalho.

Quando havia centenas de milhares de equatorianos e bolivianos na Espanha, houve uma manifestação de equatorianos reivindicando documentos. Havia um cartaz com uma frase muito expressiva: “Estamos aqui, porque vocês estiveram lá”.

Desta vez nós os acolhemos, como fizemos com os trabalhadores imigrantes italianos, espanhóis e de outros países que vieram ajudar a constituir a nossa classe trabalhadora. Hoje encontram países diferentes, diminuindo a pobreza e a desigualdade, solidários, a receber fraternalmente essa terceira leva de europeus que chegam por aqui.

Emir Sader
Rede Brasil Atual

Fluxo de refugiados chegando às ilhas gregas ultrapassa capacidade de ajuda

A agência de refugiados da ONU (ACNUR) registrou um número recorde de chegada de refugiados na ilha grega de Lesbos, localizada perto da costa da Turquia, o que agrava a capacidade de acolhimento e pressiona os já limitados recursos da ilha.

O porta-voz da agência, Adrian Edwards, advertiu, nesta terça-feira (09), que as ilhas gregas no leste do Mar de Egeu têm recebido uma média de 600 pessoas ao dia, sendo que a metade delas desembarcam em Lesbos. Neste ano, o número saltou de 737 em janeiro para 7.200 em maio.  Este intenso aumento no fluxo de migração causou um impacto na recepção e pontos de processamento da ilha, ultrapassando sua capacidade. O ACNUR anunciou que nos próximos dias aumentará a sua equipe tanto em Lesbos como em Quios, Samos, Kos, Rodes, Leros e Evros.

Mais de 90% das pessoas chegando às ilhas gregas são cidadãos que podem ser considerados refugiados, provenientes principalmente da Síria –  60% dos que chegaram esse ano –  Afeganistão, Iraque, Somália e Eritreia.

Até o final de maio, quase 90 mil refugiados e migrantes já tinham cruzado o Mediterrâneo, incluindo 46.500 que desembarcaram na Itália e 42 mil na Grécia, com outros grupos menores chegando à Espanha e Malta. Outros 1.850 refugiados e migrantes morreram ou desapareceram.

Acnur

terça-feira, 9 de junho de 2015

Atrasado no contexto mundial, Brasil estuda agora como atrair imigrantes


Existe um paradoxo que o Governo não discute, nem os estrangeiros que trabalham no país nem os consultores especializados: apesar de necessitar de imigrantes, o Brasil é um país extremamente fechado para eles. Os estrangeiros representam somente 0,3% dos cerca de 200 milhões de habitantes do país, um número historicamente insignificante. A média mundial está em 3%.

Há anos o Brasil pretende inverter sua situação e atrair mão de obra qualificada, mas avança muito mais lentamente do que as necessidades de um mercado que precisaria de seis milhões de profissionais estrangeiros, segundo disse o ex-ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos Marcelo Neri, em 2013. Não é fácil. O Brasil não é atraente para os imigrantes e, segundo a consultoria canadense Brookfield Global Relocation Services, é o segundo país que mais dificuldades impõe aos expatriados, só sendo superado pela China. O gigante da América Latina, construído por estrangeiros e que em 1900 contava com 7% de imigrantes, ocupa a 49ª posição entre os 60 países do ranking do IMD World Competitiveness Yearbook sobre legislação favorável à imigração.

O passo mais importante dos últimos anos foi a aprovação pelo Senado de um projeto de lei que pretende substituir a norma atual, redigida com a pena da ditadura militar, em 1980. O texto, que ainda tem de ser aprovado – algum dia – na Câmara, foi uma proposta do então deputado Aloysio Nunes, do PSDB, em 2013, e representa, segundo os especialistas consultados por este jornal, um avanço que, embora com poucas novidades, põe ordem em uma política extremamente burocrática e obsoleta. A lei atual passa pelos gabinetes de nada menos que cinco instituições: a Polícia Federal, o Ministério da Justiça, o do Trabalho, o de Relações Exteriores e o Conselho Nacional de Imigração.

Os relatos dos imigrantes há muitos anos incluem esperas de quatro semanas somente para agendar a tramitação para obter a carteira de trabalho em São Paulo, a maior receptora de estrangeiros; tradutores voluntários e caos na Polícia Federal, que não tem recursos suficientes para atender ao grande aumento de pedidos de asilo, e peregrinações de sede em sede em busca de informações confiáveis.

"O único problema que encontramos foi que minha namorada não podia trabalhar. Mesmo se casássemos, com meu visto temporário ela não estava autorizada a arrumar um emprego", relata o francês David P, que chegou no Brasil em 2011. "Tivemos que esperar dois anos e a conversão do meu visto temporário em visto permanente para ela poder tirar a carteira de trabalho, e trabalhar. Mas até isso não foi fácil: ela teve que ir à Policia Federal e ao Ministério do Trabalho muitas vezes, pois as informações dadas eram contraditórias. No final, fazendo amizade com um funcionário do ministério, saiu a carteira. Enquanto isso, em outubro de 2014, eu sai da empresa que me contratou e desde então não consegui saber se o meu visto permanente era ainda válido ou não. Recebi informações, inclusive da PF e do Ministério do Trabalho, também contraditórias. Ainda não saí do país desde então, não sei se dará problema ou não...", conta David.

O projeto de lei contempla mudanças importantes para o estrangeiro, como a possibilidade de mudar o status de seu visto sem sair do país, facilita o trabalho dos estudantes durante as férias, protege mais os refugiados e estabelece normas mais claras para o reagrupamento familiar e a concessão de permissões de residência permanente, mas deixa lacunas importantes. “A lei não resolve a validação de diplomas de profissionais estrangeiros, que esperam tempo demais [pode levar anos] para a homologação de seus títulos para poder trabalhar aqui”, lamenta o presidente do Conselho Nacional de Imigração (CNig), Paulo Sérgio de Almeida, firme defensor da aprovação desse texto.

“A lei é importante, mas tem de ser complementada com mais medidas para atrair a mão de obra qualificada que nos interessa e que não temos”, lamenta o diretor de Análises de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas, Marco Aurélio Ruediger. A lei dá um peso importante às questões humanitárias, mas evita as diretrizes mais específicas para os profissionais. “Por que todos os anos se fala de novos projetos para melhorar nossa infraestrutura? Porque não temos. Mesmo tendo dinheiro, ele é mal empregado com métodos de execução atrasados, e isso evolui com a imigração”, completa João Marques, diretor e presidente da EMDOC, uma das principais consultorias de mobilidade global do país.

A consultoria de Marques, com base no IMD World Competitiveness Yearbook, situa o Brasil na 57ª posição entre 60 países, em disponibilidade de mão de obra qualificada. “As leis migratórias estão se equiparando às de países desenvolvidos, mas eles têm necessidades diferentes das nossas. Nós precisamos nos abrir mais”, afirma Antonio Cândido, CEO da consultoria especializada Overseas. “Essa lei não tem nenhuma característica que nos situe como país aberto. Continua sendo rígida”, diz Cândido.

O novo texto também não estabelece que órgão cuidará do quê, uma crítica comum de todos os entrevistados porque não põe ordem na operacionalidade da lei, descentralizada nas mãos de cinco autoridades diferentes.

A lei, “urgentíssima”, segundo Almeida, deveria chegar à Câmara no final de junho, mas os especialistas não acreditam que, com o clima político e econômico do país, vá entrar na pauta tão cedo. “Vejo muita gente dizendo que a lei é inovadora e que vai mudar tudo, mas não acredito que seja uma prioridade para os congressistas. Eu não estou otimista. E é um assunto importante porque o Brasil está completamente fora do contexto mundial em questões de imigração. O Brasil é um país onde o haitiano é regularizado em um dia, mas um empresário leva meses para conseguir isso”, sustenta Marques.


Quando lhe perguntam sobre isso, o brasileiro é claro: 73,7% são a favor da chegada de estrangeiros com elevada qualificação profissional enquanto 74,3% não querem que cheguem imigrantes sem documentação, segundo uma pesquisa da Secretaria de Assuntos Estratégicos. Alguns estrangeiros que, em tese, são bem-vindos, veem a situação de modo diferente. “Quando fazem essa pergunta, a resposta é fácil para o brasileiro, mas quando a questão envolve diretamente a eles ou ao seu entorno, não se sentem tão cômodos com os estrangeiros. A realidade é que a elite brasileira não quer ver ameaçada sua situação privilegiada, embora isso represente um prejuízo para o desenvolvimento do país”, afirma o espanhol Javier García-Ramos. “Isso se vê mais claramente entre os médicos, advogados e engenheiros.”

EL PAIS

Debate discute os desafios da imigração haitiana em Santa Catarina

Nesta quarta-feira (10), às 14h, a Fundação Cultural Badesc promove uma roda de conversa para debater os desafios da inserção laboral e a diversidade cultural dos imigrantes haitianos. O evento será na sede da fundação.

No final de maio, um grupo de imigrantes desembarcou em Santa Catarina em busca de trabalho e melhores condições de vida. Os primeiros dois ônibus com haitianos e senegleses saíram do Acre em direção a Florianópolis no dia 21 de maio, e desembarcaram na capital catarinense no dia 25 do mesmo mês.

O debate desta quarta será aberto à comunidade e terá a participação da professora Gláucia de Oliveira Assis (Udesc), Luiz Felipe Aires Magalhães (Unicamp), Maria das Graças Brightwell (UFSC) e representantes da comunidade haitiana em Santa Catarina.
De acordo com Gláucia de Oliveira, da mesma forma que os haitianos são recebidos pelos brasileiros, ocorre com a emigração de brasileiros na Europa em busca de novas oportunidades.

“Nesse início de século 21, a dispersão de povos e culturas através de espaços geográficos ou espaços imaginados tem colocado novos sentidos para os deslocamentos. São grupos como afroamericanos, mexicanos, caribenhos, haitianos, portugueses e brasileiros que espalham-se pelo mundo cruzando fronteiras, reconstruindo identidades”, comenta.
Exposição

Visitantes que passarem pela Fundação Badesc poderão também conferir a exposição Haiti-Bombagai, de Radilson Carlos Gomes. A mostra é um conjunto de 39 fotografias produzidas em 2011, um ano após o terremoto que atingiu o Haiti deixando 316 mil mortos mortos e mais de três milhões de atingidos. A exposição é inédita e fica disponível ao público até 12 de junho.

G1

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Cidades estão montando estrutura própria para receber migrantes

Quando se deitou para dormir em um colchão, no chão de uma das salas improvisadas da Vila da Cidadania, em Piraquara, o haitiano Junior Nelson, de 30 anos, enfim, se sentiu seguro e cheio de expectativas. Ele é um dos 76 migrantes do Haiti e Senegal que nos últimos dias foram mandados a Curitiba pelo governo do Acre– por onde entraram no Brasil. Essas novas “levas” foram as primeiras a contar com uma estrutura de acolhimento, que começa a ser esboçada no Paraná. Apesar de ainda estar em articulação, este centro de orientação na Vila garante um mínimo respaldo aos forasteiros, o que lhes permite sonhar. “Como sou jardineiro, quando vi a cidade cheia de jardins e flores, fiquei feliz. Com o meu trabalho, vou poder deixar Curitiba mais bonita”, disse Nelson, em bom espanhol. “Pensamos que os brasileiros amam o Haiti. Por isso, quero ficar aqui”, completou.

Os ônibus fretados pelo governo do Acre vieram diariamente entre 26 de abril a 1º de junho. Assim que chegam à Vila da Cidadania, os migrantes passam por uma triagem. A equipe os cadastra de acordo com o perfil profissional, tenta providenciar documentos que faltam – principalmente carteira de trabalho – e localizar parentes que estejam estabelecidos no país.
Nem todos fincam raízes por aqui. Apenas 16 dos migrantes que chegaram nas últimas levas permanecem provisoriamente alojados na Vila da Cidadania. São os que mais precisam de apoio, porque não têm conhecidos no Brasil ou perspectivas de emprego a curto prazo. Outros 18 permanecem no Paraná, mas estão e morando na casa de parentes e trabalhando. A maioria – 42 pessoas – seguiu para outros estados, principalmente Santa Catarina e São Paulo.

“A estrutura ainda é improvisada. Pegamos salas que estavam ociosas e adaptamos de forma a atender os migrantes que chegam, enquanto discutimos a implantação de uma estrutura consolidada”, conta o professor Lúcio Sérgio Ferracin, coordenador da Vila da Cidadania. “O importante é prestarmos esse primeiro acolhimento e orientação”, complementa.

Os migrantes chegam à Vila da Cidadania à beira da exaustão, depois de enfrentarem cerca de dez dias de viagem. A rota de entrada no Brasil inclui a ação de “coiotes”, o cruzamento clandestino de fronteiras e o pagamento de propinas. A maioria chega sem dinheiro e só com a roupa do corpo – já que muitos tiveram a mala roubada na viagem.


Apenas dois dos haitianos que aportaram no Paraná falam algumas palavras em português. Assim, a língua deve ser outro entrave que os migrantes terão que superar. No acolhimento, professores voluntários fazem as vezes de intérpretes. A Vila também oferece cursos gratuitos. “Este acolhimento é o começo, mas precisamos saber como vai ficar após, porque precisamos assegurar as condições de permanência”, pondera a professora Daiane Regina Stolberg Wzorek.

Gazeta do Povo

Rádio Migrantes transmite Iº Simpósio Internacional sobre Religião e Migração

Mobilidade humana e identidades religiosas será o tema do Iº Simpósio Internacional sobre Religião e Migração, promovido pelo Programa de Estudos Pós-graduados em Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), Scalabrini International Migration Institute, Pontifícia Universidade Urbaniana de Roma e Centro de Estudos Migratórios, da Missão Paz.


A Rádio Migrantes em Português e a Rádio Migrantes em Espanhol transmitem o evento. A abertura será nesta segunda, às 19h, com momento cultural, pelo Grupo de dança Alma Guarani (Paraguai). Às 19h30 ocorrerá a Conferência "As religiões dos imigrantes: um panorama", com Fabio Baggio, da Pontifícia Universidade Urbaniana de Roma.

Na terça-feira (9) às 09h, o momento cultural será com Celina de Castro (El Salvador). Em seguida a conferência tratará sobre  "Imigração no Brasil: os números e os desafios sociais e éticos", com o padre Paolo Parise, do Centro de Estudos Migratórios, da Missão Paz dos Scalabrinianos.

Às 10:30, grupos de debates com os temas: Os haitianos no Brasil: as tramas da sobrevivência, os sujeitos e os significados; O processo imigratório haitiano no Brasil: panorama numérico, percursos e destinos, com Wellington da Silva de Barros e Welder L. Marchini, da PUC-SP; Relatos de Histórias de vida, com Renan S. Carletti, da PUC-SP; Pentecostalismo haitiano no Brasil, com Edin Abumanssur, da PUC-SP.

Ás 13:45h, haverá o lançamento de livros e às 14h, debates com os temas Religiosidade popular, identidade e migração, com Gioachinno Campese da PUU, de Roma; Religião e identidade do povo armênio em São Paulo, com  Sônia M. de Freitas, do Museu da imigração; Sincretismo e resistências, com  Afonso M. L. Soares, da PUC-SP.

No dia 10,  o momento cultural será com o grupo UPIC do Nordeste do Brasil. A Conferência do dia tratará sobre "Religião e imigração: estado da questão, com Frank Usarski da PUC-SP. Em seguida haverá o relato de experiências pastorais com emigrantes e imigrantes, com os temas: Os emigrantes brasileiros na região da Nova Inglaterra;  Os emigrantes mexicanos em San Diego e Phoenix;  A Igreja católica no Brasil e a problemática da migração, com padre Mário Geremia; do Serviço de Pastoral do Migrante.

Á tarde os temas tratados serão: Os nômades de Deus: diálogos inter-religiosos a partir da sobrevivência Humana; Migração e Religiosidade; Religião e Identidade; Migração e questão Sócio-Política;Migração e Literatura;Migração e Refugiados; Migração e Pastoral; Migração Haitiana.

Roseli Lara/ Rede Scalabriniana