Quando são forçadas a abandonar suas comunidades e seus países por causa da violência, as crianças ficam em situação de extrema vulnerabilidade. Ser um jovem refugiado significa ter menos chances de ter uma educação e mais riscos de ser vítima de abusos e exploração.
Para conscientizar o público sobre os problemas que meninos e meninas enfrentam nessas circunstâncias, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) reuniu cinco fatos sobre crianças e adolescentes refugiados.
1. Metade dos refugiados do mundo são crianças

Crianças com menos de 18 anos de idade representam 52% da população refugiada no mundo. Esses jovens podem ter testemunhado ou vivido violência. No exílio, correm risco de abuso, negligência, violência, exploração, tráfico ou recrutamento militar.
Muitos meninos e meninas vão passar toda a infância longe de casa. Muitas vezes, sozinhos. Alguns desses menores de idade nunca conheceram outro tipo de vida além da vida como refugiados.
2. Crianças desacompanhadas estão entre as mais vulneráveis

Entre os menores de idade em situação de deslocamento forçado, o ACNUR estima que existam cerca de 173,8 mil crianças desacompanhadas e separadas de seus responsáveis. Meninos e meninas separados de seus pais e famílias estão entre os mais vulneráveis e correm risco ainda maior de sofrer exploração e abuso.
O organismo da ONU considera essencial que governos e agências coletem dados para identificar e ajudar esses jovens. As estatísticas atualmente disponíveis não correspondem ao real número de crianças desacompanhadas e separadas que buscam refúgio. O maior grupo desses foi registrado na Etiópia, com 43,3 mil crianças. O contingente representava 9% de toda a população infantil de refugiados no país.
3. Quatro milhões de crianças refugiadas estão fora da escola

Existem hoje 4 milhões de crianças refugiadas fora da escola. Isso é mais da metade dos 7,4 milhões de refugiados em idade escolar — excluindo-se os refugiados palestinos. Em 2017, 61% das crianças refugiadas estavam matriculadas na escola primária, ou ensino fundamental I, em comparação com uma média mundial de 92%.
No nível secundário, que inclui o ensino fundamental II e o ensino médio, o número de refugiados matriculados chegava a meros 23%, bem abaixo da taxa global de 84%. Isso significa que menos de um quarto dos refugiados do mundo alcança esse nível da educação formal. Apenas 1% consegue prosseguir até o ensino superior.
4. A maioria das crianças refugiadas vêm do Sudão do Sul

A maioria das crianças refugiadas vem do Sudão do Sul. O conflito armado no país forçou cerca de 2,4 milhões de pessoas a se tornarem refugiadas. Desse contingente, dois terços são crianças.
Outros 2 milhões de indivíduos vivem como deslocados internos, dentro do território sul-sudanês.
A maioria dos refugiados são mulheres e crianças, que fogem pelas fronteiras, chegando fracos e desnutridos a acampamentos e centros de transferência.
5. No mundo, 1 em cada 80 crianças vive como deslocada forçada

Do total de 68,5 milhões de pessoas em situação de deslocamento forçado, em 2017, o ACNUR conseguiu dados desagregados por idade para 27 milhões de indivíduos. Nesse grupo, 14,2 milhões — ou 53% — eram menores de idade. O número diz respeito a deslocados internos, refugiados e solicitantes de refúgio.
Acnur
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