segunda-feira, 5 de junho de 2017

Serviço Pastoral do Migrante :32ª Semana do Migrante em São Paulo

Semana do Migrante, nos dias 18 a 25 de junho, deste ano, tem o tema: Migração, Biomas e Bem Viver e o lema: Uma oportunidade para Imaginar Outros Mundos.


Programaçao :

  -11 de Junho (Domingo
   
      -     Missa do Migrante na Igreja Matriz de Santo Andre (Bairro Assunçao) Organizaçao             Pastoral do Migrante Santo Andre, apos a missa haverá almoço e tarde cultural.

- 18 de junho (domingo)

·         Em Carapicuíba, diocese de Osasco - na comunidade São Benedido, Missa do Migrante, 10:30 – com o Pe. Henrique, que vem do Piauí para o 14º Encontro dos Piauienses. Rua Hortência 112 – Vila Municipal. Após a missa, haverá almoço (baião de dois e costela suína) e leilão de produtos típicos do nordeste.

·         Campo Limpo – Paróquia Nossa Senhora do Carmo - Missa do Migrante – 9 horas - Rua Dr. Luis da Fonseca Galvão, 18 – metrô Capão Redondo.

·        Catedral da Sé – missa das 9 ou 11 –  abertura da Semana do Migrante  

- 22 de junho (quinta) – conversa com imigrantes sobre a Semana do Migrante – 19:30hs às 20:30hs  - Rua Teresa Francisca Martins, 201 - entrada pela rua Alan Kardec. Centro de Acolhida para Imigrantes – Missão Scalabriniana das irmãs.

- 23 de Junho (Sexta)-Missão Paz Rua Gilcerio 225 
  Diálogos do Centro de Estúdios Migratórios (CEM) 14:00hrs. Migrantes e Populaçao em situação de rua:Luta por moradia em São Paulo-Sp.
  19:00hrs. Mesa Redonda sobre a nova lei de Migraçoes

- 24 de junho (sábado) – Paróquia Santa Cruz, Av. Itaberaba, 2093 - Itaberaba - São Paulo – a Pastoral dos Migrantes promove a Missa do Migrante, às 19:30hs

- 25 de junho (domingo) – Dia do Migrante – com celebração dos 22 anos de aniversário da Paróquia Pessoal dos fiéis Latino-Americanos, com sede na Igreja Nossa Senhora da Paz. Haverá procissão dos migrantes, às 11:30hs, saindo da Casa do Migrante (no mesmo quarteirão) em direção à paróquia Nossa Senhora da Paz, para a Missa, às 12 horas, presidida pelo Cardeal Dom Odilo Pedro Sherer. Após a celebração, haverá almoço feito pela comunidade Italiana e, ao longo da tarde, apresentações culturais (paraguaios, chilenos, bolivianos, peruanos, entre outros)

SPM

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32ª SEMANA DO MIGRANTE Semana do Migrante em Curitiba com o Tema Migração Biomas e Bem Viver


Semana do Migrante, nos dias 18 a 25 de junho, deste ano, tem o tema: Migração, Biomas e Bem Viver e o lema: Uma oportunidade para Imaginar Outros Mundos.

Diante de tantos vazios éticos e desmandos políticos, carregados de confusão e de interesses privados, diante de ideologias nacionalistas que defendem a segurança nacional e a construção de muros, sem levar em conta as pessoas, propomos uma sociedade mais igualitária, fraterna e principalmente justa, na sua mais ampla compreensão

Programaçao: 

DIA 08 DE JUNHO (5ª FEIRA) – VISITA DOS ESTUDANTES  DE GEOGRAFIA DA UFPR – NA CARITAS -9 HS HS. RUA PAULA GOMES Nº 703 – 1º ANDAR – BAIRRO SÃO FRANCISCO -

DIA 09 DE JUNHO (SEXTA-FEIRA) – PEÑA LATINA – SALÃO AMIGÃO – PARÓQUIA SÃO JOSÉ EM SANTA FELICIDADE AV. MANOEL RIBAS, 6252– A PARTIR DAS 19 HORAS – 10,00 O INGRESSO.

DIA  10 DE JUNHO – (SÁBADO) 11H-19H ADUS: QUINTAL DO MUNDO - EDIÇÃO DO BEM UM EVENTO QUE PROMOVE INTEGRAÇÃO SOCIAL, ECONÔMICA E CULTURAL DE REFUGIADOS ATRAVÉS DA GASTRONOMIA, MÚSICA E ARTE.
CASA CURITIBA HONESTA - R. ANDRE ZANETI, 199 - VISTA ALEGRE

DIA 10 DE JUNHO (SÁBADO) A PARTIR DAS 16 HORAS  – FESTA JUNINA – CASA PARAGUAIA DE CURITIBA – RUA ANGELO PIANARO Nº 1124 – BAIRRO BOTIATUVINA – PERTO DE SANTA FELICIDADE- FONE: 995792408 -

DIA 11/06 (DOMINGO) - 13H ÀS 20H DÚVIDA? UM MÍNI FESTIVAL DE VÁRIAS ARTES - PORTFOLIO/ ADUS  - EXPOSIÇÃO" ENTRE MUNDOS"
COM PARTICIPAÇÃO DE REFUGIADOS PORTFOLIO - ESCOLA DE FOTOGRAFIA
R. ALBERTO FOLONI, 634 A

DIA 11  DE JUNHO –(DOMINGO) ABERTURA DA SEMANA DO MIGRANTE – 10 HS. MISSA NA COMUNIDADE  NOSSA SENHORA MÃE DOS MIGRANTES – VILA OSTERNACK – À TARDE COM FEIRA DE SERVIÇOS E CULTURA
DIA 13 DE JUNHO –(3ª FEIRA)  VISITA DOS ESTUDANTES  DE GEOGRAFIA DA UFPR – NA CARITAS  ÀS 9 HS. RUA PAULA GOMES, 703 – 1º ANDAR

DIA 14 DE JUNHO (4ª FEIRA)   AS 17:50 FALANDO DE SAÚDE PARA MIGRANTES E REFUGIADOS -UTFPR  - BLOCO V UTFPR

DIA 17 DE JUNHO (SÁBADO) -20 HS.  CONFRATERNIZAÇÃO PELO MÊS DO MIGRANTE- LOCAL: RECANTO FRANCISCANO – RUA SERAFINA CULMAN CULPI, 311 – BAIRRO BOTIATUVINHA – FONE: 3273-3396 – 999066645 – QUEM QUISER PODE LEVAR ALGUM ALIMENTO  PARA A PARTILHA – PODE SER DE FESTA JUNINA.

DIAS 06 E 14 DE JUNHO (3ª FEIRA E 4ª FEIRA) – CINE-DEBATE MIGRAMUNDO – FILMES 1) LINGUA – VIDAS EM PORTUGUÊS E O 2) SAMBA – MINIAUDITÓRIO DA UTFPR – RUA SETE DE SETEMBRO . CAMPUS CENTRO – 19 HORAS. ENTRADA FRANCA.
DIA 19 DE JUNHO  (2ª FEIRA) AS 14:40 "FALANDO SOBRE EXTENSÃO: O PAPEL DAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS NA CRISE INTERNACIONAL DOS REFUGIADOS
UTFPR. LOCAL: SALA N105 UTFPR

DIA – 20 DE JUNHO –(3ª FEIRA)  DIA MUNDIAL DOS REFUGIADOS – UFPR. PMUB/CÁTEDRA
ÀS 17 HS. “TEM UM LUGAR NO MUNDO PARA NÓS!” – OFICINA SOBRE REFÚGIO, RELIGIÃO, GÊNERO E IDENTIDADE – COM PROF ROSICLER SOS SANTOS E REFUGIADOS. LOCAL: PREDIO HISTÓRICO – PRÇA SANTOS ANDRADE – TÉRREO SALA 08.
ÀS 19 HS. EVENTO COM MEMBROS DA REDE DE APOIO A MIGRANTES, REFUGIADOS E APÁTRIDAS. HAVERÁ ASSINATURA DE ACORDO DA REDE, 2ª EDIÇÃO. PARTICPAÇÃO DE PAULO ILLES (A CONFIRMAR) . LOCAL: PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM DIREITO DA UFPR – PRAÇA SANTOS ANDRADE, SALA DE VIDEO CONFERENCIA.UFPR

INAGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO DE FOTOS E TEXTOS: REFLEXÕES SOBRE MIGRAÇÃO E REFÚGIO: FOTOS DE FIERELLE NAMEK E AMR HOUDAIFA E TEXTOS DOS ALUNOS DO PROJETO PBMIH. LOCAL: UFPR – HALL CAMPUS SANTOS ANDRADE

DIA 21 DE JUNHO (4ª FEIRA) CARDÁPIO DA RU – RESTAURANTE UNIVERSITÁRIO – COMIDAS TIPICAS DE PAÍSES DE ORIGEM DE REFUGIADOS(@S) NO BRASIL.

DIA 21 DE JUNHO (4ª FEIRA) ATIVIDADES COM MIGRANTES E REFUGIADOS NO CENTRO DE INFORMAÇÃO DO ESTADO PARA MIGRANTES E REFUGIADOS – RUA: DES. WESTHEPHALEN Nº 15 – 13º ANDAR – O DIA TODO.

 DIA 23 DE JUNHO (6ª FEIRA)   19HS -  LITERATURA DE REFUGIO –COMEMORAÇÃO DE UM ANO DO PROJETO – LOCAL LIVRARIA JOAQUIM – RUA ALFREDO BUFREN, 51 - CENTRO

DIA 24 DE JUNHO (SÁBADO)  – DAS 10:30 ÀS 12 HS,  PLANETA É UM SÓ FAZ RODA DE LEITURA. PRECISARÁ DE INSCRIÇÃO PELO FACEBOOK DO PLANETA. E FALAR RAZOAVELMENTE O PORTUGUÊS (AINDA A EQUIPE NÃO SABE COMO AVALIAR ISSO)
INSCRIÇÃO A PARTIR DO DIA 08 DE JUNHO - HTTP://WWW.FACEBOOK.COM/OPLANETAEUMSO
DAS 13:30 ÀS 14:30 HS – PLANETA ZEN, AULA DE YOGA.
DAS 14:30 ÀS 18:30 – PLANETA CINE CLUBE – FILME “A CEM PASSOS DE UM SONHO”, COM DIÁLOGO, LANCHE COMUNITÁRIO JUNINO. PODEM IR Á CARATER, FESTA JUNINA COM QUADRILHA. ACONTECERÁ NO INSTITUTO TIBAGI – RUA CONSELHEIRO LAURINDO, 600 PISO P

DIA 25 DE JUNHO (DOMINGO) -  DAS 14:00 ÀS 15:30, PLANETA NA PRAÇA. NO MEMORIAL UCRANIANO. OBJETIVO: CONHECER A MIGRAÇÃO UCRANIANA (VISITA GUIADA SEGUIDA DE DIÁLOGO.
DAS 15:30 ÀS 18 HS., NO PARQUE TINGUI (PONTO DE ENCONTRO É O MEMORIAL UCRANIANO, APÓS A OUTRA ATIVIDADE), PLANETA FAMILIA, COM JOGOS, LAZER E PIQUINIQUE (CRIANÇAS E JOVENS TAMBÉM
TODAS AS PROGRAMAÇOES SÃO PRA MIGRANTES, REFUGIADOS, APÁTRIDAS (CASO HAJA ALGUM) E BRASILEIROS.

24 DE JUNHO (SÁBADO) ÀS  9:30HS. RODA DE CONVERSA COM PSICÓLOGOS (AS) E SOCIEDADE SOBRE MIGRANTES, REFUGIADOS E APÁTRIDAS COM O TEMA: ATUALIZAÇÕES SOBRE A CRISE MIGRATÓRIA INTERNACIONAL – LOCAL: SDE DO CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA DO PARANÁ – AV. SÃO JOSÉ, 699 – CRISTO REI.

DIA 25 DE JUNHO (DOMINGO)  – MISSA DE ENCERRAMENTO DO MÊS DO MIGRANTE – 19 HORAS – EM SANTA FELICIDADE

DIA 26 DE JUNHO (2ª FEIRA)  -– 9 HORAS – AUDIÊNCIA PÚBLICA – NOVA LEI DE MIGRAÇÃO –
PLENARINHO DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARANÁ– CENTRO CIVICO

DIA 27 DE JUNHO (3ª FEIRA)  – REUNIÃO DO CERMA – O DIA TODO – PALÁCIO DAS ARAUCÁRIAS – ABERTA À PARTICIAPÇ

DIA  28 DE JUNHO (4ª FEIRA)   - VULNERABILIDADE NO ACESSO A SAUDE POR MIGRANTES: OLHARES A PARTIR DA BIOETICA E DIREITOS HUMANOS.
PROF. THIAGO ROCHA DA CUNHA. 9:30-12:00. SALA 02 BL VERDE 2 ANDAR PUC



AS ATIVIDADES ESTAO SENDO ORGANIZADAS E REALIZADAS POR ENTIDADES E ORGANIZAÇÕES QUE COMPÕE A REDE DE APOIO E PROTEÇÃO AO MIGRANTES, REFUGIADOS E APÁTRIDAS EM CURITIBA E REGIÃO METROPOLITANA

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PODERÁ A UE SOBREVIVER À CRISE DAS MIGRAÇÕES?

A pergunta que suportava este painel das Conferências do Estoril ficou sem resposta. A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, considerou a fronteira do Mediterrâneo a “mais letal do mundo” e destacou que a união reforçou a sua política de cooperação para minimizar a crise.

 “A Europa, mais do que um dever de proteger as pessoas que fogem de perseguições tem a obrigação de proteger os refugiados”.
Constança Urbano de Sousa chamou a atenção para o impacto brutal deste aumento populacional em áreas como o abastecimento de água, educação ou saúde.

A partilha de responsabilidades por todos os países europeus foi uma das necessidades que sublinhou: “Nada detém as pessoas que estão em fuga para salvar a vida” e a Europa tem de gerir esses “fluxos inevitáveis”.
Michael Newman, coordenador e investigador da CRASH (Médicos Sem Fronteiras), foi o mais céptico dos oradores ao falar da fortaleza europeia e sobre os novos muros que se ergueram nos Balcãs, destacando o papel dos voluntários e da sociedade civil.

Na sua opinião,  o fardo recai sobre a sociedade civil e organizações não-governamentais. Acusou a UE de externalizar o problema ao fazer recair o peso e a responsabilidade de acolhimento dos refugiados, com apoio financeiro, sobre países como a Líbia e o Sudão. 

O director-executivo do Gabinete Europeu de Apoio ao Asilo (EASO), José Carreira descreveu os meios e funcionamento desta agência e recordou que a Europa já teve outras crises migratórias anteriormente. 

O último orador, Lord David Hannay, agradeceu o convite apesar se nacional de um país que dentro de meses vai abandonar a União europeia. Criticou durante a intervenção feita pelo seu compatriota Nigel Farage no dia anterior nestas conferências.

O parlamentar britânico disse que os imigrantes foram o tema central que alimentou os defensores do “Brexit” ou a vitória de Trump nos EUA, e alertou que se vai pagar um preço muito alto ao ”enterrar a cabeça na areia”. Rejeitou a construção de muros para lidar com a crise e elogiou o papel da Chanceler Angela Merkel no acolhimento de refugiados na Alemanha. 

 Estoril Conferençe

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sábado, 3 de junho de 2017

Atendimento transforma a vida de estrangeiros instalados na região de Camboriu

Famílias de haitianos falam sobre as mudanças obtidas a partir do trabalho realizado pelo escritório
Balneário Camboriú - Foram quase dois anos sem ver o filho. Meses de espera e muita saudade do seu primeiro herdeiro. A haitiana Sonia Vilbrun, 32 anos, chegou no Brasil em abril de 2014, acompanhada do marido Fernand Pierre, em busca de melhores condições de vida. O casal deixou o filho de nove anos com a avó materna, no Haiti, e quase dois anos após, conseguiram trazer o menino para Balneário Camboriú (SC), graças ao auxílio do Escritório de Relações Internacionais (ERI) da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), que preparou os documentos por meio do processo de reunião familiar.

Antes o casal morou na República Dominicana. Lá, encontraram dificuldades e decidiram buscar outro país para viver. Foram ao Equador e de lá entraram no Brasil, com destino ao litoral catarinense. Já nos primeiros dias aqui, receberam indicação para procurarem o ERI, que apresentou orientações e documentos necessários para permanência regular no país.
Desenvolta nas palavras e com sorriso estampado no rosto, Sonia conta que teve um filho no Brasil, hoje já com um ano e seis meses.  Atualmente, ela trabalha como camareira em um hotel e o marido, na padaria de um supermercado. "Estamos muito felizes aqui e o escritório nos ajudou e auxilia bastante. Se não fossem eles, acredito que meu filho mais velho não estaria aqui e talvez nem a gente", afirma.
Agora, a família Vilbrun almeja a naturalização brasileira. Para isso, a equipe do ERI os orienta sobre documentos e procedimentos junto à Polícia Federal. O prazo para solicitação de alguns destes documentos é mais longo, pois dependem da Embaixada do Haiti.
Estrangeiros buscam confiabilidade nos atendimentos
Já o haitiano Dieulit Besson, 48, compareceu ao ERI pela primeira vez em maio de 2016, para fazer o formulário de autorização de viagem e de obtenção de visto para seus dois filhos que estavam no Haiti, um de três anos e outro com dez anos, que viriam para o Brasil acompanhados da mãe Elisabeth Besson Germain, 36. 

Besson autenticou os formulários e enviou à esposa para ela dar entrada e finalizá-lo junto ao centro para demandas de atendimento de visto no Haiti.  Em janeiro deste ano, finalmente ocorreu o reencontro da família. Juntos, eles buscam trabalho e moram em uma igreja de Balneário Camboriú que os acolheu.
"De verdade, o Brasil está muito bem, aqui nunca sofri discriminação. Bem ou mal, nosso pacto é estarmos sempre juntos, em família. Quero um lugar onde meus filhos possam crescer e estudar. Dei encaminhamento no processo pelo escritório porque confio neles, sei que tem credibilidade perante os outros órgãos", opina.
Veja o que a Sonia e o Besson dizem sobre o ERI:https://www.youtube.com/watch?v=ZTRYBHjr9QE
O Escritório de Relações Internacionais da Univali
O ERI, vinculado ao curso de Relações Internacionais da Univali, atua em diversas frentes, como agente no atendimento às demandas internacionais de atores sociais e organizações, para construção de bases, desenvolvimento de ações, programas e projetos que oportunizem desempenho internacional futuro mais amplo. Nos últimos três anos, o escritório consolidou parcerias com a Polícia Federal e a Embaixada no Haiti, para atendimento de brasileiros, estrangeiros e haitianos. Para saber mais sobre o ERI, cliqueaqui.
Mais informações: (47) 3261-1356, no Escritório de Relações Internacionais | (47) 3261-1353, na coordenação do curso de Relações Internacionais | (47) 99967-2956, com a professora Giselda da Silveira Cherem, responsável pelo ERI.
 Jornal Floripa
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Como vivem os estrangeiros refugiados em Santa Maria?

Santa Maria é chamada de cidade universitária, pois parte da população é composta por cerca de 35 mil estudantes universitários em mais de 350 cursos de graduação e pós-graduação que frequentam em nove instituições de ensino superior , entre universidade, centros universitários e faculdades isoladas aqui instaladas.  A cidade também é conhecida por ter um comércio forte, ser uma atração turística e, nos últimos anos, abrigar muitos estrangeiros.
Basta caminhar pelo calçadão da cidade para observar muitas pessoas vendendo diferentes produtos – há músicos, mímicos, artesões entre os muitos ambulantes que se instalam por ali -, e se manter mesmo com a crise política no país que já se reflete na economia – o dólar chegou a 3, 372, conforme o G1. E mesmo com todos esse fatores negativos, há muitos estrangeiros que buscam na cidade melhores oportunidades.
O senegalês Gamou em entrevista para a ACS. Foto: Andressa Rodrigues.
Há um ano e meio em Santa Maria, o senegalês Gamou, 23, vende roupas na rua do Acampamento. Ele se deslocou da região de Thiés, segunda capital doSenegal, para morar com o irmão, Ousmane, em Santa Maria. Ambos vieram para o Brasil em busca de oportunidades. E o principal motivo para que o imigrante continue na cidade é a questão financeira, já que na sua antiga cidade natal não há condições de trabalho atualmente. Ele conta, também, que a principal dificuldade ao chegar em Santa Maria foi a de conseguir falar o português. Com um olhar sério, ressalta: “Mas  tem um grupo de apoio na Pró Reitoria da UFSM que me ajuda muito, até hoje, na questão da adaptação”. Gamou refere ao  Migraidh – Direitos Humanos e Mobilidade Humana Internacional , grupo de pesquisa, ensino e extensão da UFSM que tem como foco os direitos humanos de imigrantes e refugiados, tanto como pesquisa quanto ao desenvolvimento de práticas e ações para a inserção social e empoderamento da população migrante.
O senegalês, sem perder a seriedade, explica que aqui foi bem recebido pelos santa-marienses.” É bem mais tranquilo para vender meus produtos. Em São Paulo é muito complicado vender pela questão da concorrência, diz. Gamou conta que teve experiência de três meses – foi despedido  –  na área de serviços gerais na área da construção civil. “Sinto muito saudade da família, porém, já estou acostumado com a distância. Todos os dias ligo para eles para saber das novidades”, afirma. O senegalês relata com alegria que já consegue escrever em português graças ao suporte que recebe.
Gamou declarou ainda que uma das suas principais preocupações fica por conta do alto índice de violência em Santa Maria. “Na minha antiga região não existia tanta violência”, declara em tom de preocupação.
Não é a mesma experiência do senegalês, Sumério, 27 anos,  que atualmente também vende roupas próximo à praça Saldanha Marinho. Com uma expressão triste em um primeiro momento e um olhar desconfiado, ele, aos poucos, foi se soltando para contar a sua história. Foi quando surpreendeu ao falar dos seus motivos de estar na cidade e mostrar uma realidade, muitas vezes, imperceptível  para as pessoas que julgam a vinda dos imigrantes só por terem que se manter financeiramente em outro país.
Foto: Pixabay
“Qualquer lugar em que se vive existe uma parte da população rica e outra pobre, mas cada um tem um objetivo para viajar.  É claro que o dinheiro ganho aqui  é melhor do que o do meu país, pois vale muito lá para fazer casa, comprar carro”, explica Sumério. “Mas eu adoro viajar para ganhar conhecimento e conhecer novas culturas. Minha família tem muito dinheiro e paga minhas passagens”, relata ao acrescenta que trabalha somente para o próprio sustento.
“É muito difícil ficar longe dos meus familiares. Há dias que sento e choro sozinho”, respondeu ao ser perguntado sobre se não sentia saudades de casa. O lado família do rapaz chamou muito a atenção, pois demonstrou ter muito apreço por seus pais. Em momento de despedida se sentiu mais à vontade, quando seu amigo, ao lado, sorriu por ele estar tirando fotos com todas pessoas a observá-lo no centro da cidade.
Por Luis Ricardo Kaufmann
Agencia de noticias central sul
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sexta-feira, 2 de junho de 2017

No futuro poderão existir mais 200 milhões de refugiados devido às alterações climáticas


Uma ativista e especialista em questões migratórias admitiu hoje que nos próximos anos poderão existir mais 200 milhões de refugiados devido às contínuas alterações climáticas e sem instrumentos internacionais para os proteger.

"Para além dos atuais 300 milhões de refugiados no mundo, nos próximos anos haverá outros 200 milhões, que serão refugiados climáticos. E não existem instrumentos internacionais para os proteger. A Convenção de Genebra não inclui os refugiados climáticos, mas eles também vão morrer, porque o clima muda", considerou em declarações à Lusa Lora Pappa, fundadora e presidente da Ação para Migração e Desenvolvimento (Metadrasi, uma organização não governamental grega fundada em 2010).

A ativista grega, laureada em 2015 com o Prémio Norte-Sul do Conselho da Europa, confrontou-se com a realidade dos incontroláveis fluxos migratórios em 2015 e 2016 entre as costas da Turquia e a Grécia, que baixaram radicalmente na sequência do "acordo UE-Turquia" de março de 2016, e que lhe merece muitas críticas.

"É mais uma declaração, não é um acordo... e foi feito numa situação de pânico, o que não é positivo. Perdemos a ocasião, enquanto UE, de apoiar a Turquia, de melhorar o sistema de proteção", considerou.

Caso a Turquia desse alguns passos nesse sentido, poderíamos estabelecer um acordo. Mas estávamos em pânico, fizemos esse suposto acordo, é verdade que o fluxo migratório diminuiu, mas em simultâneo aumentaram as redes de traficantes na Grécia e na Europa", acrescentou a responsável da Metadrasi, que participou hoje no painel "Gerir as Migrações", no primeiro dia do 23.º Fórum Lisboa do Centro Norte-Sul do Conselho da Europa.

A iniciativa, sob o tema "Interligando as pessoas: gerir as migrações, evitar o populismo, construir sociedades inclusivas e reforçar o diálogo norte-sul", decorre até sexta-feira no Centro Ismaili da Rede de Desenvolvimento Aga Khan.

O falhanço no combate às redes de traficantes, após o fluxo migratório ter sido desviado para o Mediterrâneo central a partir de meados de 2016, e a linguagem difusa dos responsáveis políticos também são aspetos decisivos para a ativista grega.

"Seria importante que os políticos falassem honestamente às pessoas. Não é possível travar este fluxo. Continuamos a propagar o conto de fadas de que é possível parar o fluxo migratório. E existe aqui uma escolha difícil: que a prioridade consista em travar, por qualquer meio, um caminho muito perigoso para a democracia, ou enfrentar esta realidade".

Ainda numa referência ao acordo com a Turquia, que entre diversas medidas prevê o repatriamento de indocumentados ou de migrantes a quem foi recusado o pedido de asilo, Lora Pappa alertou para a formação de "zonas-tampão" em Estados com "inúmeros problemas", incluindo em "pequenos países" como a Jordânia, o Líbano, mesmo a Grécia".
"Com estas políticas, criam-se "zonas-tampão, e não é seguro que esses políticos escolham entre o seu futuro político ou em proteger os refugiados", admitiu.

"Pensam nos resultados das próximas eleições, e intensificarem-se as expulsões de refugiados, mesmo para os seus países de origem onde a sua vida está em perigo, ou afastá-los cada vez para mais longe, e ignorar os movimentos dos traficantes. É um caminho muito perigoso para a Europa", concluiu.

DN

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Missão Paz : III° SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE RELIGIÃO E MIGRAÇÃO



    III° Simposio Internacional sobre Religião e Migração tem como foco propor a discussão do impacto provocado pelas migrações e refúgios na perspectivas dos direitos humanos  fronteiras , conflitos e o drama dos refugiados 

Este evento acontecera na Pontifícia Universidade de São Paulo –PUC Campus Perdizes de 5 a 7 de junho de 2017 .


Programa 

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciência da Religião
Missão Paz – CEM (Centro de Estudos Migratórios) (São Paulo)
SIMI – Scalabrini International Migration Institute (Roma)

5 a 7 de junho de 2017

LOCAL: PUC Monte Alegre
Rua Ministro Godói, 969 - Perdizes/SP
Auditório 239 - II andar - Prédio novo


Comitê científico:
Aldo Skoda (SIMI, Roma), Frank Usarski (PUCSP), José Carlos Pereira (CEM, São Paulo), Paolo Parise (Missão Paz, São Paulo), Lúcia Bógus (PUCSP)

Comissão organizadora:
Donizete José Xavier, Dulce Baptista, Edin Sued Abumansur, Fernando Altemeyer Jr., João Décio Passos, José Carlos Pereira, Lúcia Bógus, Paolo Parise, Wagner Lopes Sanchez (coordenador do Simpósio), Welder Lancieri Marchini, Wellington da Silva Barros

5 de junho | segunda-feira
19h00            - Atividade Cultural: Intervenção “Canto a Canto” com Cia Teatral As Graças
- Abertura oficial
                                   - Conferência de abertura: Geopolítica dos conflitos e deslocamento dos
                     refugiados - Dra. Isabel Marquez (Representante do ACNUR - Agência da ONU para Refugiados no Brasil)
Coordenação: profa. Dra. Lúcia Maria M. Bógus


6 de junho | terça-feira
08h30                        Conferência: Conferência: Globalização , refúgio e conflitos na América      
                      Latina  - Dra. Rosana Baeninger  (UNICAMP/NEPO).
Coordenação: Prof. Dr. Fernando Altemeyer Jr.
10h00                        Intervalo
10h30                        Mesa redonda: Violência: raízes econômicas e religiosas
- Religião e conflito no Oriente Médio – Dr. Peter Demant (USP)
- Islam e Migração: desafios, conflitos, e convivência de refugiados em São
Paulo -  Dra. Francirosy Campos Barbosa (USP)
            Coordenação: prof. Dr. Edin Sued Abumansur
12h30                        Almoço
14h30                        Mesas de comunicação (Apresentação de trabalhos)
                        Coordenação: Ms. Welder Lancieri Marchini e Ms. Wellington da Silva Barros

7 de junho | quarta-feira
08h30                        Conferência: Políticas de refúgio, legislação e direitos humanos 
- Daniel Bertolucci (Centro de Referância para Refugiados da Cáritas Arquidiocesana de São Paulo)
                        Coordenação: Prof. Dr. Paolo Parise
10h00            Intervalo
10h30            Mesa redonda: “Relatos de refugiados do oriente médio” (Síria, Iêmen e
apátrida)
Coordenação: profa. Dra. Dulce Baptista
12h00            Almoço
14h00            Conferência: Religião e conflito na África  - Dr. Fábio Baggio (Seção Migrantes e Refugiados - Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral do Vaticano)
Coordenação: Prof. Dr. João Décio Passos
15h30                        Encerramento

Informações: (11) 3340-6952
Inscrições abertas: www.missaonspaz.org

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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Mesa-redonda discute a situação de imigrantes venezuelanos no Amazonas


Em meio a notícias e polêmicas sobre os refugiados da crise na Venezuela, hoje buscando abrigo em Manaus, acontece na  sexta-feira (02), a Mesa Redonda “Venezuelanos no Amazonas: Desafios às Políticas Públicas”, um encontro aberto ao público em geral que será realizado das 08h30 às 12h00, no Auditório Rio Alalaú, localizado na FACED, Setor Norte do Campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no Coroado.
Entre os participantes confirmados da Mesa Redonda estão o Dr. Fernando Merloto Soave, procurador da República; Dra. Graça Prola, secretária de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do Amazonas; Irmã Valdiza Carvalho, da Pastoral do Migrante; e Profa. Dra. Lúcia Puga, da Ufam. A coordenação do encontro é do Prof. Dr. Sidney Antonio Silva, da Ufam.

O objetivo do encontro é apontar caminhos e soluções para os refugiados da crise na Venezuela, entre os quais se incluem centenas de índios da etnia Warao, muitos deles hoje vivendo sem abrigo na capital amazonense.
Coordenado por Sidney Antônio da Silva, desde 2007, o GEMA é um grupo de estudos interdisciplinar voltado para questões relacionadas ao fenômeno migratório na Amazônia e no contexto internacional. O grupo tem como objetivo estudar o fenômeno migratório a partir de diferentes perspectivas teórico-metodológicas no âmbito da migração interna e internacional; promover debates sobre a realidade migratória, com ênfase na região Panamazônica; propor elementos que viabilizem a criação de políticas públicas voltadas para a inclusão dos (i)migrantes; e propor ações de extensão voltadas para a comunidade. Os resultados desse trabalho podem ser conferidos nas participações em eventos científicos e publicações do GEMA
 Ufam

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A família Scalabriniana celebra a vida e obra neste dia 1º de junho o Bem-aventurado João Batista Scalabrini


A Congregação dos Missionários de São Carlos, também conhecidos como carlistas ou scalabrinianos, foi fundada pelo Beato João Batista Scalabrini e tem como patrono São Carlos Borromeu. A Congregação tem como lema: Eu era estrangeiro e me acolhestes . Por ser um piedoso homem, extremamente preocupado com a difusão do Evangelho, Scalabrini foi definido pelo Papa Pio  como o Apóstolo do Catecismo.
Os escalabrinianos são umafamilia religiosa católica, constituída por duas congregações e um instituto secular, fundada por Dom João Batista Scalabrini em Piacenza.
Após elaboradas as regras, a Congregação foi aprovada pelo Papa Leão XIII, a  28 de novembro de 1887. Sua finalidade é a formação religiosa, moral, social e legal dos . Para cumprir esta finalidade, Dom Scalabrini fundou também, em 1895 , um segmento feminino, a Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeu, que proporcionou grandes frutos, dentro da pregação e ensino catequético aos imigrantes. Diversas outras congregações scalabrinianas expandiram-se rapidamente pelo mundo.

Scalabrini, em sua ação missionária, assumiu com solicitude as situações sofridas dos migrantes, no compromisso profético e solidário, fruto de uma espiritualidade  e encarnada de um Deus peregrino e amigo, que nos chama, a trocar o medo a e desconfiança por uma abertura fraterna, onde não haja mais "órfãos nem peregrinos", mas irmãos. Os migrantes, nas várias formas de movimentos e mobilidade humana, são portadores de valores e construtores de uma nova sociedade em que as culturas se interpretam e se entrelaçam.”

"Para o migrante a pátria é aquela que lhe dá o pão". J. B. S.

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