sábado, 12 de março de 2016

Asiáticos ultrapassam mexicanos na migração aos EUA

Em 37 estados americanos, a China e a Índia são os países de origem mais comuns dos novos imigrantes, segundo uma pesquisa baseada em dados do Censo. Os números revelam uma queda brusca na migração mexicana desde 2005 e apontam para uma mudança dramática em direção à Ásia como a fonte dominante de novos imigrantes.

Há uma década, o México era o país de origem mais comum dos recém-chegados, ou seja, aqueles que vivem há 1 ano ou menos nos EUA, na maioria dos EUA, 33 estados. Já em 2014, o cenário mudou, pois o México era a fonte em somente 12 estados e os imigrantes oriundos da China e Índia eram duas vezes predominantes em muitos estados.

Grande parte da mudança pode ser atribuída à economia. Durante o pico do mercado imobiliário nos EUA, ainda em 2005, inúmeros mexicanos migraram para trabalhar na construção civil. Entretanto, o estouro da bolha imobiliária e a recessão econômica, além do endurecimento da vigilância na fronteira com o país vizinho oportunidades melhores de trabalho no México, reduziram drasticamente o fluxo. Enquanto isso, as vagas de trabalho para profissionais com habilidades técnicas e científicas tem atraído um crescente número de imigrantes chineses e indianos.

Os dados do último Censo revelaram que 428 mil novos imigrantes oriundos da China e Índia migraram em 2014, mais que o dobro verificado em 2005. Enquanto isso, o número de imigrantes mexicanos caiu dois terços, para 240 mil. Em 2000, o fluxo alcançou o pico de 875 mil.

Entre 2014 e 2015, aproximadamente 60 mil estudantes chineses e indianos vieram estudar nos EUA, segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto de Educação Internacional (IIE). Inúmeros deles tendem a ingressar no mercado de trabalho depois de graduarem-se, com a ajuda de programas de vistos para mão-de-obra altamente qualificada.

Em 2014, os imigrantes indianos ocuparam dois terços dos 160 mil anuais H-1B para profissionais altamente qualificados, enquanto os chineses 87% dos 8.800 vistos EB-5 para investidores que gerarem empregos. Juntos, indianos e chineses ocupam um terço dos 150 mil vistos L-1 para gerentes ou funcionários qualificados em filiais no estrangeiro que transferem seus empregados à sede nos EUA.

Embora os vistos de emprego sejam temporários, eles são renováveis e permitem competir com os 140 mil green cards por contrato de trabalho liberados anualmente. Embora não haja dados exatos sobre quantos vistos de trabalho se convertem em green cards e cidadania, eles oferecem um caminho à imigração legal.

Em Illinois, a chegada de novos imigrantes despencou 71% entre 2005 e 2014 para aproximadamente 11.300, enquanto que o número de novos imigrantes indianos quase triplicou para aproximadamente 17.900. Já a chegada de novos imigrantes mexicanos em Michigan caiu pela metade, 3.700, durante o mesmo período, enquanto que os chineses quase quadruplicaram para 7.500, tornando a China o principal país fornecedor de imigrantes no estado, seguido pela Índia com 6.900.

Na Flórida, o número de novos imigrantes mexicanos caiu de 34 mil em 2005 para cerca de 7.700 em 2014, um declínio de 77%. Em contraste, o número de imigrantes oriundos de Cuba mais que dobrou, totalizando 54 mil. Durante o mesmo período, a Venezuela se tornou o 2º país de origem mais comum no estado, com 15 mil imigrantes novos.

Atualmente, os novos imigrantes tendem a entrar legalmente e possuem nível universitário muito mais que há uma década, disse a analista Jeanne Batalova, que trabalha em um estudo sobre as vantagens financeiras provocadas pela migração de profissionais qualificados em nível estadual e municipal.


Brasilian Voice
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sexta-feira, 11 de março de 2016

OIT: ‘Se nascemos em territórios diferentes, somos iguais em direitos’, afirma ministro brasileiro

Seminário da Organização Internacional do Trabalho e do Ministério do Trabalho do Brasil para marcar Dia Internacional da Mulher abordou os direitos de trabalhadores e trabalhadoras migrantes. Mulheres, que frequentemente estão em situação de vulnerabilidade social, representavam 48% dos 232 milhões de imigrantes internacionais no mundo em 2013, segundo a ONU.
Haitianos em São Paulo. Foto: EBC
Haitianos em São Paulo. Foto: EBC
Na última terça-feira (8), durante a abertura do Seminário Regional de Cooperação Sul-Sul sobre a Proteção dos Direitos de Trabalhadores e Trabalhadoras Migrantes na América Latina e no Caribe, o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, lembrou que o Brasil passa por um momento de atualização das suas regras de imigração.
“Se nascemos em territórios diferentes, somos iguais em direitos”, afirmou Rossetto. “Este evento proporciona um ambiente de troca de experiências de uma riqueza extraordinária (…) Temos 1,5 milhão de imigrantes no Brasil, e nossa nacionalidade é jovem e aberta, e queremos que continue assim”.
A pesquisadora colombiana Elizabeth Ruano, que vive no Brasil há cerca de 30 anos, foi convidada para representar as mulheres trabalhadoras migrantes na abertura do seminário, que marcou o Dia Internacional da Mulher.
Ministro Miguel Rossetto durante a abertura do seminário. Foto: Rodrigo Ribeiro
Ministro Miguel Rossetto durante a abertura do seminário. Foto: Rodrigo Ribeiro
As mulheres representavam 48% dos 232 milhões de imigrantes internacionais no mundo em 2013, segundo o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU. Além disso, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que existem mais de 150 milhões de trabalhadores migrantes no mundo, dos quais quase 67 milhões são mulheres.
“O mais relevante nos processos migratórios femininos é sua diversidade e a vulnerabilidade feminina nesses contextos. Uma significativa proporção de mulheres trabalhadoras migrantes encontra-se em situação irregular, aspecto que será determinante na provável inserção precarizada na economia informal, principalmente no setor terciário e no trabalho doméstico”, afirmou Ruano, enquanto as trabalhadoras migrantes eram homenageadas com a exibição de fotografias de mulheres de diferentes nacionalidades que vivem no Brasil.
As imagens do fotógrafo Victor Moriyama fazem parte do Projeto ‘Vidas Refugiadas’, realizado pela advogada Gabriela Cunha Ferraz, que lançou nesta semana uma exposição em São Paulo com o apoio da OIT, do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR), da ONG ‘Human Rights Watch’ e da livraria FNAC.
Ruano também destacou os avanços na garantia de direitos para as mulheres migrantes no Brasil, principalmente o acesso ao emprego: “Segundo dados do OBMigra (…) entre os anos 2000 e 2014 o Brasil registrou um crescimento de 126% de trabalhadores migrantes. A proporção média de mulheres migrantes trabalhadoras no período correspondeu a 29%”.
A partir de sua experiência pessoal, a colombiana ressaltou a importância das políticas de internacionalização da educação superior e da flexibilização dos trâmites para regularizar os projetos migratórios femininos.
Ela conta que conseguiu seu primeiro carimbo na carteira de trabalho em 2014: “Além de formalizar a minha condição de mulher trabalhadora migrante no Brasil, a carteira de trabalho me proporcionou dignidade e confiança. Nesse sentido, as políticas de emprego e de formação profissional e cidadã constituem, sem dúvida, uma estratégia eficaz de promoção dos direitos para as mulheres migrantes”.
Realizado em Brasília de 8 a 10 de março pela OIT e pelo ministro do Trabalho e Previdência Social (MTPS), o seminário busca promover a troca de informações e experiências sobre migração laboral entre os países da América Latina e do Caribe. Também participaram da abertura o diretor da OIT no Brasil, Peter Poschen; o diretor adjunto da Agência Brasileira de Cooperação, ministro Paulo Amora; o ministro do Tribunal Superior do Trabalho e membro da Comissão de Peritos em Aplicação de Normas Internacionais da OIT, Lélio Bentes Corrêa; e o secretário nacional de Justiça, Beto Vasconcelos.
Honrando o caráter triparte do evento e a homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a mesa de abertura foi completada por Patricia Coñoman, representante da Central Única dos Trabalhadores do Chile; Valentina Vives, representante da União Costa-Riquenha de Câmaras e Associações da Empresa Privada; e Cheryl Bruce-Metivier, do Ministério da Segurança Nacional de Trinidad e Tobago.

Normas internacionais

Na mesa de abertura, o diretor da OIT no Brasil destacou duas convenções internacionais sobre o tema da migração que já estão em vigor no exterior, mas que ainda precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional para serem ratificadas pelo Brasil: a Convenção 143 da OIT sobre a Promoção da Igualdade de Oportunidades e de Tratamento dos Trabalhadores Migrantes e a Convenção das Nações Unidas sobre a Proteção dos Direitos dos Trabalhadores Migrantes, de 1990.
A OIT possui ainda a Convenção 97 sobre trabalhadores migrantes, de 1949, que foi ratificada pelo Brasil em 1965.
“Em conjunto com os instrumentos da OIT sobre os direitos fundamentais do trabalho, que são direitos humanos, estes instrumentos normativos internacionais específicos sobre o tema da migração oferecem um marco para a elaboração de políticas nacionais de migração, que inclui a questão da proteção dos trabalhadores e trabalhadoras migrantes, e também as medidas necessárias tanto para facilitar como para controlar os fluxos migratórios”, afirmou Poschen.

Conselho Nacional de Imigração

A abertura oficial do seminário foi precedida por uma sessão ordinária do Conselho Nacional de Imigração (CNIg) que pôde ser acompanhada pelos cerca de 120 participantes do evento, entre eles especialistas internacionais e delegações tripartites formadas por membros de governos e de organizações de empregadores e trabalhadores de Argentina, Brasil, Costa Rica, Chile, Trinidad e Tobago e México.
O secretário de Inspeção do Trabalho e presidente do CNIg, Paulo Sérgio de Almeida, ressaltou o valor do caráter tripartite do evento: “O Brasil tem sua política de migração construída por base em diálogo social, e este é um dos principais valores a serem compartilhados com outros países, na junção de governo, centrais sindicais, academia e sociedade civil na construção de uma política articulada e sobre consensos”.
A especialista sênior em Política de Migração da OIT, Gloria Moreno, também falou no início da sessão do CNIg: “A OIT considera o diálogo social essencial para a formulação de uma política de migração laboral adequada e aconselha que os países estabeleçam mecanismos para a realização de consultas tripartites em escala regional, internacional e multilateral”.
Segundo Moreno, o CNIg do Brasil, de caráter tripartite, é considerado uma boa prática de diálogo social não apenas na América Latina e no Caribe, mas em todo o mundo.
Ela ainda destacou a comemoração do Dia Internacional da Mulher: “Hoje não poderíamos deixar de mencionar a necessidade de transversalizar o ponto de vista de gênero nos diferentes componentes das políticas migratórias laborais, considerando a promoção da igualdade de gênero e equidade como essenciais para alcançar a igualdade de tratamento e oportunidades entre trabalhadores e trabalhadoras migrantes, assim como entre estes e os trabalhadores e trabalhadoras nacionais”.
OIT
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ONU adverte Europa sobre expulsão de imigrantes

O Alto-Comissário da ONU para os Direitos Humanos considerou ontem ilegais as expulsões colectivas de migrantes incluídas no projecto de acordo entre Ancara e a União Europeia, que também prevê o reenvio para a Turquia de requerentes de asilo sírios.

Num discurso perante o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra, Zeid Ra'ad al Hussein acusou as autoridades europeias de violarem princípios fundamentais como a solidariedade e a dignidade do ser humano caso mantenham a intenção de expulsar colectivamente os refugiados que chegam às suas costas, em particular na Grécia e Itália.

“O acordo entre a União Europeia e a Turquia coloca dúvidas muito importantes. Entre as minhas preocupações principais está a possibilidade de expulsões colectivas, que são ilegais”, afirmou o Alto-Comissário da ONU para os Direitos Humanos, que acrescentou: “As restrições fronteiriças que não permitem determinar as circunstâncias de cada indivíduo violam a lei internacional e a lei europeia.” 

Bruxelas e Ancara alcançaram na madrugada de terça-feira passada um princípio de acordo pelo qual deverão ser expulsos em direcção à Turquia todos os imigrantes ilegais, incluindo eventuais refugiados de zonas de guerra, que alcancem as costas gregas após cruzarem o mar Egeu.

“Reconheço os esforços desenvolvidos pelas autoridades da Grécia em 2015, que actuaram humanamente e evitaram detenções e expulsões. Mas hoje, a violação dos princípios fundamentais de solidariedade, dignidade e direitos humanos, as medidas para repelir estas pessoas, está a tomar forma na Europa”, criticou Zeid Ra'ad al Hussein. Em 2015 mais de um milhão de pessoas, em larga maioria da Síria, alcançaram as costas europeias e dirigiram-se essencialmente para a Alemanha, Áustria e Suécia.

O Alto-Comissário da ONU para os Direitos Humanos reconheceu “a generosidade” alemã, mas denunciou abertamente as políticas restritivas aplicadas individualmente, ou que garantiram consenso entre os 28 Estados-membros da União Europeia.

“Devo reiterar a minha profunda preocupação pelas medidas restritivas aplicadas como a colocação de vedações  nas fronteiras, a recusa de processos individuais, e a recusa de entrada de pessoas em função da sua nacionalidade”.

Zeid al Hussein denunciou ainda as medidas que permitem despojar os refugiados dos seus pertences, ou que impedem o reagrupamento familiar.
O Alto-Comissário da ONU para os Direitos Humanos definiu a situação na Grécia como “dramática” e considerou que a decisão anunciada pelas autoridades europeias apenas colocará mais pressão sobre um país que necessita de um apoio acrescido.

Atenas defende a necessidade de estabelecer uma rota segura e organizada para os refugiados, e considera que um dos principais problemas reside nas redes de traficantes de pessoas, que necessitam de ser desmanteladas.
Zeid Ra'ad al Hussein acrescentou que as condições de vida de muitos refugiados na Jordânia, Líbano e Turquia, que em conjunto acolhem 4,2 milhões de pessoas, são mais que precárias.

“Os regressos a esses países apenas são sustentáveis caso se alterem as actuais condições”, advertiu o Alto-Comissário da ONU para os Direitos Humanos.

Perante este panorama, Zeid Ra'ad al Hussein exortou a União Europeia a adoptar no Conselho Europeu na próxima semana um conjunto de medidas  mais humanas e que cumpram as leis.

“As garantias internacionais para proteger os direitos humanos não devem ser postas de lado ou diluir-se. Qualquer regresso de migrantes deve ser feito em conformidade com os padrões de direitos humanos”.

Zeid Ra'ad al Hussein manifestou preocupação pelo ressurgimento dos sentimentos xenófobos e racistas na Europa, pedindo aos responsáveis europeus que reforcem o combate à intolerância e persigam todos os que exprimam estas posições.


Jornal de Angola

quinta-feira, 10 de março de 2016

UE FECHA AOS MIGRANTES A ROTA BALCÂNICA


Ontem, 9 de marzo de 2016, os diversos países da União Europeia praticamente fecharam a chamada rota balcânica aos migrantes que fogem da violência e da pobreza em países como a Síria, Afeganistâo, Iraque, Paquistão, Bangladesh, entre outros.
A Hungria decretou estado de emergência, o que significa, entre outras coisas, o aumento de 1500 de soldados para controlar as fronteiras do próprio país, impedindo a passagem.
A Macedônia, por sua vez, blindou a fronteira com a Grécia, cortanto toda e qualquer possibilidade de atravessar os limites entre os dois países, medida que a Sérvia e a Croácia já haviam tomado nos últimos meses.
Enquanto isso, mais de 40 mil pessoas encontram-se bloqueadas na Grécia, sem contar os que a cada dia continuam desembarcado em suas costas. São em sua maioria refugiados de guerra ou prófugos da fome que buscam desesperadamente entrar no continente europeu, em busca de uma nova vida.
Trata-se, evidentemente, de uma multidão crescente e contida no meio de uma dupla barreira: de um lado, impossibilitada de seguir adiante; de outro, impedida de retonar aos pontos de origem, onde não raro lhe espera a perseguição e a morte, quando não a miséria e igualmente a “morte a conta contas”.
A Turquia solicita ajuda financeira da União Europeia para exercer um controle mais rigoroso sobre a passagem dos migrantes por seu território. De fato, milhões de prófugos e regugiados sirianos, por exemplo (mas não só!) esperam passar por aí para continuar o caminho em direção aos países da Europa.
No meio desse contexto tão complexo, os gatos/coyotes – “mercadores de carne humana” – se aproveitam da população vulnerável, onde cresce o número de mulheres e menores desacompanhados.
Que se espera do futuro imediato ou remoto? Difícil pever! Fala-se, por exemplo, de uma nova rota que, a partir da Grécia, alcance a Albânia, para lançar-se sobre a Itália, onde se verifica uma política migratória mais “humanitária”.
Em Bruxelas, multiplicam-se os encontros das autoridades representantes dos países europeus (“vértices”, “cumbres”), mas parece prevalecer o medo, a ameaça do desconhecido, a deportação e outras “medidas de precaução”, sem falar da confusão por parte da mídia e da opinião pública entre migração, refúgio, tráfico humano, terrorismo e crime organizado.
A ideia de criminalização do fenômeno migratório ganha raízes, cresce e se amplia nas ruas, praças e opinião pública em geral.

Pe. Alfredo J. Gonçalves, cs

Roma, 10 de março de 2016

miguelimigrante.blogspot.com


Muros o Pontes para garantir a soberania nacional


Por leis e controles migratórios para garantir a soberania nacional ou por uma migração segura, ordenada e regular garantindo cidadania e direitos? 
 Depois de tantas normas de controle migratório inúteis, depois de inúmeras construções de muros ao redor do mundo nas fronteiras, nas cidades e capitais impedindo a passagem das pessoas que por necessidade e no desespero buscam condições dignas de vida e de segurança. Por causa da violência e das guerras, por causa dos fenômenos climáticos que destroem seus lugares de origem. Por causa dos sistemas econômicos injustos que por um lado concentram capitais e riquezas na mão de poucos e por outro exploram e excluem a maioria dos trabalhadores (as).  Enfim por causa do tráfico de pessoas, segundo maior negocio do mundo depois da indústria bélica, milhões de pessoas são obrigadas a sair e fugir de suas terras, cidades e países, em busca de liberdade, de condições dignas e de segurança para si e suas famílias.  Somando todos estes grupos no mundo atualmente já ultrapassa a cifra dos 300 milhões entre MIGRANTES, REFUGIADOS E TRAFICADOS.

Enquanto que depois de 40 anos da construção do Muro de Berlim (1989) o mundo Ocidental viu sua destruição, em apenas duas décadas posteriores, o mundo já havia construído cinco novos muros: EUA – MÉXICO, ISRAEL – CISJORDÂNIA, ESPANHA – MARROCOS (Ceuta e Melilla) GRECIA – TURQUIA E COREIA DO NORTE – COREIA DO SUL.

Se dermos a palavra para outras formas de muros como por exemplo: Muros políticos, econômicos, culturais, religiosos, psicológicos, ideológicos...sem dúvida que o número aumentaria muito. Conseqüentemente e automaticamente diante de tantos muros o que mais aparece e aumenta entre as pessoas é a desconfiança, o medo, a rejeição, a xenofobia, o bulling, a perseguição, a separação, o abandono, enfim o que mais aparece e vem aumentando em muitos lugares e ao mesmo tempo. É a VIOLÊNCIA EM TODAS SUAS FORMAS E EM TODA SUA CRUELDADE.

Por outro lado vemos gestos e atitudes de ACOLHIDA, DE SOLIDARIEDADE, DE COMPREENSÃO, DE APROXIMAÇÃO, DE DIÁLOGO, DE ATENÇÃO, DE ESCUTA AO DIFERENTE E SOBRETUDO GESTOS DE CUIDADO E DE MISERICORDIA para com a vida do meio ambiente e para com a vida dos vulneráveis, dos semelhantes que são apenas diferentes, dos empobrecidos e dos excluídos.
Estamos vivendo num mundo dividido em dois espaços, dois lugares que convivem ao mesmo tempo: ilhas, condomínios ricos e imensas periferias e bolsões de pobreza. Convivemos conjuntamente porém de forma bem diferentes entre dois grupos: Os poucos e pequenos grupos enriquecidos e a imensa maioria das populações empobrecidas. Fingimos que não estamos vendo e nos iludimos pensando de que não somos parte de uma única família humana vivendo numa única casa comum que recebemos de presente para ser cuidada e administrada com responsabilidade. Ainda não entendemos que somos diferentes sim, porém desiguais não. 

Tanto a campanha da fraternidade assim como o ano da Misericórdia proclamado pelo Papa Francisco nos convoca e chama a todas as pessoas de boa vontade para construirmos um mundo sem muros e a sermos pontes, mediadores (as) da justiça, da misericórdia, da paz e da fraternidade entre as pessoas e nas diferentes situações.

Em relação ao Planeta nossa casa comum também somos responsáveis pelo seu cuidado e pela sua justa administração para que tenhamos um espaço e um lugar de paz e garantido às futuras gerações condições dignas para o bem viver.

Os agentes, as pessoas de boa vontade que trabalham, acompanham e caminham juntos com os migrantes e refugiados também são profetas da paz e presença que une e que cuida da vida. Devemos fortalecer cada dia mais esta convicção e este grupo que acredita no futuro com dignidade, justiça e segurança para todos.

Que seja esta a agenda e o objetivo de todos os foros, seminários, encontros, cúpulas...sobre o desenvolvimento sustentável a partir deste momento. É tarefa, é missão de todos dos governos, das sociedade civil e dos migrantes e refugiados. Todos estamos navegando no mesmo e único barco comum, todos estamos em movimento no planeta terra e todos somos migrantes nesta única casa  comum, rumo a morada definitiva. Ou nos salvaremos juntos ou sucumbiremos de igual modo.

Por outro lado vemos gestos e atitudes de ACOLHIDA, DE SOLIDARIEDADE, DE COMPREENSÃO, DE APROXIMAÇÃO, DE DIÁLOGO, DE ATENÇÃO, DE ESCUTA AO DIFERENTE E SOBRETUDO GESTOS DE CUIDADO E DE MISERICORDIA para com a vida do meio ambiente e para com a vida dos vulneráveis, dos semelhantes que são apenas diferentes, dos empobrecidos e dos excluídos.

Estamos vivendo num mundo dividido em dois espaços, dois lugares que convivem ao mesmo tempo: ilhas, condomínios ricos e imensas periferias e bolsões de pobreza. Convivemos conjuntamente porém de forma bem diferentes entre dois grupos: Os poucos e pequenos grupos enriquecidos e a imensa maioria das populações empobrecidas. Fingimos que não estamos vendo e nos iludimos pensando de que não somos parte de uma única família humana vivendo numa única casa comum que recebemos de presente para ser cuidada e administrada com responsabilidade. Ainda não entendemos que somos diferentes sim, porém desiguais não.

Tanto a campanha da fraternidade assim como o ano da Misericórdia proclamado pelo Papa Francisco nos convoca e chama a todas as pessoas de boa vontade para construirmos um mundo sem muros e a sermos pontes, mediadores (as) da justiça, da misericórdia, da paz e da fraternidade entre as pessoas e nas diferentes situações.
Em relação ao Planeta nossa casa comum também somos responsáveis pelo seu cuidado e pela sua justa administração para que tenhamos um espaço e um lugar de paz e garantido às futuras gerações condições dignas para o bem viver.

Os agentes, as pessoas de boa vontade que trabalham, acompanham e caminham juntos com os migrantes e refugiados também são profetas da paz e presença que une e que cuida da vida. Devemos fortalecer cada dia mais esta convicção e este grupo que acredita no futuro com dignidade, justiça e segurança para todos.

Que seja esta a agenda e o objetivo de todos os foros, seminários, encontros, cúpulas...sobre o desenvolvimento sustentável a partir deste momento. É tarefa, é missão de todos dos governos, das sociedade civil e dos migrantes e refugiados. Todos estamos navegando no mesmo e único barco comum, todos estamos em movimento no planeta terra e todos somos migrantes nesta única casa comum, rumo a morada definitiva. Ou nos salvaremos juntos ou sucumbiremos de igual modo.

Neste sentido creio que algumas perguntas são importantes
Como flexibilizar as fronteiras e pensarmos numa cidadania universal?
Como repensar o conceito de soberania nacional em base ao respeito dos direitos humanos?
Como construir acordos trabalhistas de cooperação entre os Países de origem e destino?
Como desenvolver mecanismos regionais e plurilaterais de cooperação migratória e investimentos em estruturas de produção e trabalho nos Países empobrecidos pelas multinacionais e governos “centrais”?
Como fortalecer os processos de diálogo regionais e internacionais já existentes e criar novos?

Toda crise deve ser contextualizada para que não fiquemos apenas nas suas conseqüências negativas. Ao entendermos suas causas no seu contexto, a crise se transforma numa oportunidade positiva possibilitando mudanças estruturais e assim, a vida ganha qualidade e sentido. Neste momento crítico não podemos esquecer o pano de fundo da instabilidade econômica mundial, a violência das guerras do tráfico e do terrorismo e o desequilíbrio climático causado pelos humanos. Devemos enfrentar a crise neste contexto para não correr o risco de buscar falsas soluções em base a uma visão fragmentada e reducionista da realidade.

O esforço e a participação para responder a estas perguntas seria o caminho para consolidar as sociedades democráticas, livres e justas que foram construídas em séculos de história. Não podemos permitir que um pequeno grupo de egoístas e de violentos destrua o planeta e pisem na historia. Não podemos deixar que o medo, a violência e os muros superem a força e a energia do amor, da confiança, da paz, da justiça, da misericórdia e do amor que existem no coração da natureza e da grande maioria dos seres humanos.

Todos podemos fazer algo e isso faz a diferença. Critique participando das soluções.

Pe. Mário Geremia CS – Missionário Scalabriniano.



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quarta-feira, 9 de março de 2016

Migrantes ganham espaço para encontros na Brasilândia, em São Paulo-SP

Migrantes nordestinos, bolivianos, haitianos, africanos, etc. ganharam um novo espaço para encontros, celebrações, cursos de língua portuguesa, festas e outras atividades socioculturais. Trata-se de uma iniciativa da Paróquia Santa Cruz de Itaberaba que passa a contar com uma equipe da Pastoral dos Migrantes.

No domingo (06 de março), a nova equipe de pastoral realizou o 1º Encontro com a presença de imigrantes latino-americanos e nordestinos que vieram conhecer seu novo espaço de convivência na Brasilândia. A equipe destacou que a Pastoral do Migrante quer ser uma presença solidária e fraterna junto às comunidades migrantes.

O Pe. Airton disse que a paróquia Santa Cruz de Itaberaba muito se alegra em acolher a Pastoral do Migrante no seio e que este é um sinal vivo de que é importante sairmos de nós mesmos para irmos ao encontro do outro. E o Pe. Antenor, da paróquia Nossa Senhora da Paz (Missão Paz), também participou do encontro e disse que o nascimento da nova equipe de pastoral é um passo corajoso, bonito, em direção à inclusão dos migrantes na vida comunitária.

Foram feitas leituras bíblicas que destacaram a dignidade, os valores e os desafios do povo de Deus migrante. Jesus foi um migrante desde o seu nascimento.
Tudo isso foi animado com músicas que o grupo de jovens da paróquia tocou e cantou, enquanto os participantes saboreavam quitutes e iguarias (bolos, pãezinhos com carne, doces e sucos de frutas). Ainda tiveram causos, cantoria e relatos livres dos participantes, dentre eles, representantes do Serviço Pastoral dos Migrantes – SPM.

A equipe da pastoral do migrante é formada por dez pessoas, sendo cinco mulheres e cinco homens. Eles oferecem cursos de língua portuguesa, orientações e encaminhamentos gerais aos migrantes que moram ou trabalham na Brasilândia. O atendimento dessa equipe será de segunda a sábado, no horário comercial, na Paróquia Santa Cruz de Itaberaba (Avenida Itaberaba, 2093, Brasilândia, São Paulo-SP).


Texto Jose Carlos Pereira

Fotografia Patricia Rivarola

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Imigração no Acre é tema de conferência no Haiti

Com o tema “Aspectos Históricos da Imigração Haitiana para o Brasil Através do Acre”, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), estará representado em uma conferência na Universidade Inuka, no Haiti, que será realizada dia 11 deste mês.
A palestra será ministrada pela coordenadora do Centro de Referência em Direitos Humanos do Acre, Maria da Luz França, que acompanha os imigrantes desde a chegada dos primeiros estrangeiros ao estado até os dias de hoje. “Vivenciei muitas coisas boas e ruins ao lado dessas pessoas, e ir até a cidade delas vai me fazer sentir o que elas enfrentam durante todo esse tempo”, declarou.
Durante a permanência no Haiti, serão feitas visitas à embaixada brasileira, aos orfanatos e ao Centro de Estudos para Jovens Haitianos (CEJHA), fundado logo após o terremoto, com o objetivo de contribuir com a recuperação das famílias atingidas pela tragédia.
O objetivo do evento é compartilhar experiências e compreender os aspectos da imigração no Acre. “Será um compartilhamento da nossa experiência com a imigração e ao mesmo tempo um intercâmbio de saberes e fazeres entre haitianos e brasileiros”, disse a coordenadora.
Na conferência estarão alunos das áreas de Direito, Ciências da Informática, Administração, Ciências da Educação e outras.   
Noticias do Acre
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terça-feira, 8 de março de 2016

Dia Internacional da mulher

Una igualdad que en el terreno laboral aún no se ha alcanzado plenamente, ni siquiera en los países más desarrollados, donde aún subsisten, por ejemplo, numerosos casos de diferencias salariales con los hombres aun cuando las mujeres realicen el mismo trabajo.
Otro problema grave que ensombrece la celebración es la enorme cantidad de mujeres –y también de menores de edad– que tratan de llegar a Europa, America latina  huyendo de la crisis y la guerra en sus países.
Por primera vez, la cifra de mujeres y niños ha superado a la de hombres, según el comisario de Derechos Humanos del Consejo de Europa, Nils Muiznieks. En el 2015, el 70 por ciento de los refugiados eran hombres; este año, más del 60 por ciento de los desplazados son mujeres y menores.
Muchas de las mujeres inmigrantes, algunas incluso menores de edad, han sufrido persecución y violencia sexual. Por eso escapan en busca de seguridad en otros países. Pero en algunos de esos países siguen sufriendo acoso sexual, agresiones y discriminación por su género.
La comunidad internacional no debe ignorar el drama de miles de mujeres que afrontan con sus hijos un ambiente de inseguridad y de peligro en su desesperada huida de la guerra y el terror. La crisis se puede resolver, pero para lograrlo se requiere un esfuerzo mundial.
Mucho se ha avanzado desde la celebración del primer Día Internacional de la Mujer, que tuvo su origen el 19 de marzo de 1911 en Alemania, Austria, Dinamarca y Suiza. Las conquistas sociales y políticas de las mujeres constituyen hoy un hecho loable e irreversible. Pero aún perduran males como la discriminación, y el peligro del hostigamiento y el ultraje. La sociedad debe unirse en el combate contra esos males, que son un rezago del pasado, y alcanzar definitivamente el objetivo ineludible del respeto y la igualdad entre los géneros.

El Herald
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Missão Paz : Peregrinação da Misericórdia dos Migrantes em São Paulo

No inicio da procissão Padre Antenor da Igreja Nossa Senhora da Paz. Em sua homilia,  falou da importância e do significado do Jubileu da Misericórdia  e da da Porta Santa. “um coração que se abre para com os migrantes e uma oportunidade para todos  nesta procissão da Peregrinação  da Misericórdia que estamos iniciando   nos chama a assumir a vida de tantos irmãos, a situação de tantas periferias existenciais, que aguardam nossa presença e nosso testemunho.


No domingo 6 de março com a presença de comunidades imigrantes e migrantes levando a Bandeira de cada pais de origem deu inicio a esta caminhada pelas ruas da região central da cidade de São Paulo , na primeira parada em frente da Igreja da Boa Morte o grupo folclórico Alma Guarani dança musicas tradicional do Paraguai uma bonita apresentação onde a letra de uma das musicas fala da integração dos povos , na segunda parada em frente da Igreja do Carmo Padre Antenor nos fala sobre a dificuldade da caminhada e onde Deus sempre nos da nova oportunidade e o grupo do Ministério da Dança da Igreja Nossa Senhora da Paz dançam uma musica italiana onde em sua letra diz sobre a  luz como esperança.
Na chegada na Catedral  momento de emoção no encontro dos movimento dos familiares de desaparecidos por diversas circunstâncias em São Paulo.  Padre Antenor nos convida a ser solidários com as vitimas dos desaparecimentos e da violência porque o migrante também sofre este problema .



E termina o jubileu dos migrantes  com a missa na Catedral da Sé com todos os padres da Igreja Nossa Senhora da Paz – Missão Paz presentes e na parte final da homilia se diz que  “ Ajudai-nos a construir a cultura da tolerância e da compreensão . Padre Alejandro Cifuentes no final da Missa  fala do trabalho da Missão Paz na acolhida, solidariedade, integração e referencia como instituição no trabalho  com os imigrantes que chegam a Brasil










Texto e fotos
Miguel Ahumada

segunda-feira, 7 de março de 2016

Violencia social causa de la migración y desplazamiento forzado



La Universidad Tecnológica de El Salvador (UTEC) presentó esta mañana un nuevo estudio de migración y desplazamiento forzado, el cual determinó que la violencia social es por hoy la principal causa en El Salvador.

Elsa Ramos, catedrática e investigadora de la UTEC, explicó que el principal objetivo de esta investigación era conocer que relación tienen los desplazamientos forzados con la migración internacional.

En el estudio se determinó que el 58% mantiene otras causas de la migración como la Falta de Empleo, los bajos salarios, la falta de oportunidades, la reunificación familiar, y el tan anhelado  sueño americano.

Pese a ello, la autora explicó que “la causa fundamental para el desplazamiento forzado son todos aquellos elementos que tienen que ver con la violencia social, aquí en nuestro país, tuvimos un resultado del 42% de toda la muestra”.

La muestra la formaron 747 personas, entre connacionales repatriados en los principales centros de atención al migrante durante los meses de octubre, noviembre, diciembre del 2015 y enero de este año.

De acuerdo al estudio denominado “Desplazamiento Interno Forzado y su relación con la migración internacional”, 79 personas de las encuestadas afirmaron que su desplazamiento era resultado de amenazas de pandillas, 104 por la delincuencia en general, 12 por renta o extorsión y 119 por la percepción de inseguridad.

En total, 314 personas afirmaron que la causa principal de la migración era resultado de la violencia, de ellos, al  menos el 10.4% se habrían desplazado internamente para evitar la violencia. “El 42% de las personas que migraron dicen que es por violencia social, de esa cantidad el 10.4% dice que ellos desplazado  a nivel interno, los demás se han ido directamente afuera del país”, explicó Elsa Ramos.

De las personas encuestadas al menos 53 personas tuvieron que abandonar sus hogares por causa de la violencia, previo a intentar migrar, mientras que 25 personas cambiaron su localidad entre dos a cuatro veces. Pese a los resultados, las conclusiones del estudio establecen que no existe ninguna relación directa del desplazamiento forzado y la migración, y es que se determinó que la mayoría de los migrantes buscan el tan anhelado sueño americano por apoyo de familiares que ya residen en Estados Unidos. Por otra parte, al menos el 68% de la personas encuestadas está dispuesto a emprender de nuevo e viaje hacia Estados unidos, muchas de ellas debido a que no tienen otra opción.

Elsa Ramos agregó que no se puede determinar si existe un incremento de migración hacia Estados Unidos, puesto que pese a que en los últimos años se ha incrementado la cantidad de personas que son repatriados a El Salvador, esto se deba a las medidas impuestas por México y Estados Unidos contra los migrantes centroamericanos.

“Tenemos que destacar, que la cantidad de mujeres que están migrando ha crecido enormemente, en relación a los años anteriores, pero no se puede determinar de acuerdo a la cantidad de personas que están deportando, porque en México a partir del año pasado han implementado el plan Frontera sur que prácticamente se ha convertido en un tapón”, afirmó Ramos.

Pese a estos resultados, la Investigadora y la Universidad Tecnológica recomiendan al Estado Salvadoreño que reconozca oficialmente el fenómeno de desplazamiento forzado, que permita a las instituciones reaccionar con medidas para resolver la problemática. Además, Ramos afirma que es necesario que el gobierno ponga en marcha, el Plan El Salvador Seguro con el tema de la creación de albergues familiares temporales para alojar a las familias víctimas del desplazamiento interno forzado.

También, la creación de una Comisión Interinstitucional para la Protección de Personas Desplazadas por la Violencia.

“Otra de las recomendaciones es implementar la veda de armas a nivel nacional, porque aquí cada día está aumentando la cantidad de personas que registran armas, por lo que el país se va hacer más violento”, concluyó Ramos.


Diario Latino
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"Nós os outros" propõe reflexão sobre a imigração


Joaquim explica que esse trabalho foi inspirado numa fotografia que viu no jornal, mostrando um muto: de um lado os africanos tentando escalar para entrar na cidade e de outro jogando golfe - 

Desde os primórdios o ser humano se desloca pela Terra. Pode ser daí que veio o termo de que "somos todos cidadãos do mundo", mas de onde vem a posse dos espaços que deveriam ser de todos? Como proibir que alguém habite determinado lugar? Como uma pessoa se sente quando lhe é negado o direito de liberdade de ir e vir? Para propor reflexões sobre a imigração e principalmente sobre os limites entre o eu e o outro, é que os artistas plásticos Letícia Barreto e Joaquim Marques realizam no Sesc Sorocaba até o dia 1º de maio a exposição Nós os outros, seguida de uma série de ações educativas como oficinas de artes visuais, bate-papo com imigrantes e encontro de diálogo inter-religioso. Algumas atividades serão realizadas em parceria com Regina Proença. 

Natural de Sorocaba, Letícia, que estudou Artes Plásticas no Instituto Lorenzo de Medici, na Itália, e morou por seis anos em Portugal, onde fez mestrado em Artes Visuais, afirma que o fato de ter experienciado a imigração a ajudou a criar consciência sobre o que é ser "o outro". "Mais importante pra mim é entender a dificuldade em lidar com a diferença. Nosso projeto fala não apenas da imigração, mas também envolve questões éticas e raciais. No fundo, é sempre essa dificuldade de lidar com aquilo que não é igual a nós mesmos, isso é humano, mas é necessário pensar de forma diferente", diz ela. 

Daniela Jacinto
Cruzeiro do sul
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