quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

TRÁFICO DE PESSOAS


Mesmo com Legislação específica,
Brasil segue um dos principais Países de Origem 
O tráfico internacional de pessoas é um dos crimes que mais cresce no mundo atualmente, segundo levantamento do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Já são mais de 2,5 milhões de vítimas identificadas em nível global, 700 mil delas somente na América Latina. “O Brasil é um dos principais países de origem dessa ‘mercadoria’, onde foram descobertas nada menos que 241 rotas de tráfico interno e internacional de mulheres, jovens e crianças para fins de exploração sexual”, denunciam os advogados Joelson Dias e Michelle Gueraldi, que lançaram um livro com aprofundado estudo sobre a realidade do Tráfico Internacional de Pessoas no Brasil e como a nossa legislação trata do tema.
Em Busca do Éden: Tráfico de Pessoas e Direitos Humanos, Experiência Brasileiratem 400 páginas e é editado pela Max Limonad. Surgiu da preocupação e experiência profissional dos autores, ambos militantes da área dos Direitos Humanos, com mestrado pela Universidade de Harvard e atuação em Cortes Internacionais.
Joelson Dias atua em Brasília, é ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e representou o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nos Comitês Nacionais de Educação em Direitos Humanos e Prevenção e Combate à Tortura, vinculados à Presidência da República. Também foi assistente da Promotoria no Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia, em Haia, Holanda, em 1997, e consultor da Missão Civil Internacional da Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização dos Estados Americanos (OEA) no Haiti, em 1993-1994.
Michelle Gueraldi atua no Rio de Janeiro, foi advogada da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA em San José da Costa Rica, em 1999, participou da elaboração do I e II Relatórios da sociedade civil destinados ao Comitê de Direitos da Criança da ONU (2003-2009), pela Associação Nacional de Centros de Defesa dos Direitos da Criança (ANCED), efoi uma das fundadoras do Projeto Trama, que desde 2004 desenvolve ações de enfrentamento ao tráfico de pessoas.
Os dois advogados decidiram escrever o livro para ajudar a romper com a invisibilidade com que esse crime e suas vítimas são tratados ainda no país, mesmo após as várias leis específicas editadas para combatê-lo.
Na obra, eles detalham a rede de fatores que leva a essa invisibilidade perante a sociedade. A começar pelo fato das vítimas ficarem presas à força às redes de traficantes, o que as impede de denunciá-las às autoridades locais ou pedir ajuda a seus consulados. Saem do país de origem já devendo passagem, hospedagem e alimentação e depois são mantidas encarceradas, sem documentos, em troca do trabalho para quitação da dívida, sempre crescente. Outro ponto é que a maioria é de mulheres e meninas que trabalham na indústria do sexo, ilegal e marginalizada, que sobrevive da cumplicidade entre seus consumidores e mantenedores. A vulnerabilidade das vítimas num país estranho – grande parte com baixo nível educacional e sem domínio da língua - completa o cenário.
Além disso, apontam os advogados, as pessoas traficadas costumam engrossar o contingente de imigrantes ilegais que circulam pelos países estrangeiros, o que também dificulta sua identificação. “Só no Brasil temos 1,5 milhão de imigrantes ilegais que vivem hoje em outros países (dados do Ministério das Relações Exteriores), cuja movimentação pode ser constatada no aeroporto de Guarulhos (SP), por onde retornam ao país todos os dias aproximadamente 100 brasileiros deportados ou não admitidos nos países a que se dirigiram", revelam. Segundo Dias e Gueraldi, as pessoas traficadas que voltam por esses motivos são, geralmente, tratadas como imigrantes ilegais, não sendo percebidas nem registradas como vítimas do tráfico internacional de pessoas. Outras sequer são reconhecidas como ilegais, pois conseguem retornar ao Brasil voluntariamente.
Por todo esse contexto, o risco de punição a esse crime é muito baixo: as condenações judiciais são insignificantes. Levantamentos do Departamento de Governo dos Estados Unidos dão conta de que, até 2003, apenas 8 mil traficantes de seres humanos foram levados à Justiça em todo o mundo e, desses, só 2.800 foram condenados.
Em Em Busca do Éden: Tráfico de Pessoas e Direitos Humanos, Experiência Brasiliera, Michelle Guraldi e Joelson Dias avaliam 28 casos sobre tráfico de pessoas que chegaram à Justiça brasileira, as sentenças dos juízes e o que foi levado em consideração nos julgamentos dessas causas. O livro também aborda o padrão dos aliciadores, o perfil das vítimas e as discrepâncias nessas sentenças. "Apesar de envolver outros delitos, como formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, a falta de punição dos culpados pelo tráfico de pessoas ainda é um ponto de estímulo para esse crime", afirmam os dois advogados. Segundo eles, a maioria das penas não chega a 10 anos de reclusão e há sentenças até de prestação de serviços à comunidade para os criminosos.
O livro também traz uma avaliação sobre o perfil das vítimas brasileiras - em geral, mulheres de até 35 anos e em vulnerabilidade socioeconômica - e dos aliciadores, esses geralmente pessoas próximas, de suas relações sociais. Outra questão abordada é o tamanho e a ramificação das redes internacionais que praticam esse crime. “São muito amplas; um criminoso alicia a vítima, outro a entrega à organização e outro ainda a recebe fora do país. Há muita gente nesse negócio”, descreve Michelle Gueraldi.
Para os autores, o governo brasileiro precisa corrigir dois pontos nas ações de enfrentamento ao tráfico humano. O primeiro é a falta de coordenação entre os Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), para que as ações de enfrentamento sejam mais uniformes e coordenadas. O segundo ponto é o foco atual nas ações de punição, quando a repressão a tal crime é que deveria ser priorizada. “O Brasil deve tratar o tráfico como um problema de Direitos Humanos, pensando em ações de prevenção a esse crime e de proteção às vítimas. Ainda temos uma atitude de criminalizar essas pessoas”, avalia Joelson Dias.  

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Alto crecimiento de población en España por inmigración


Los paraguayos fueron la minoría que más creció. Le siguen los bolivianos

La población de España aumentó en casi seis millones de personas en una década, hasta los 46.8 millones en 2011, gracias al boom inmigratorio que se registró en esos años, según los datos publicados hoy por el Instituto Nacional de Estadística (INE).
Entre 2001 y 2011, el número de habitantes de España registró el mayor incremento en una década en la historia del país: la población se incrementó en 5.97 millones de personas, un aumento del 14.6 por ciento.
Ese gran aumentó se debió sobre todo a la población inmigrante, que en ese periodo se triplicó, hasta alcanzar los 5.2 millones.
En términos absolutos, destaca el crecimiento de rumanos y marroquíes, con cerca de 800,000 ciudadanos de cada una de esas nacionalidades censados en 2011.
No obstante, en términos relativos fueron los paraguayos los que más crecieron: de poco más de un millar en 2001, pasaron a más de 77,000 en 2011, una tasa de crecimiento superior al 6,800 por ciento. Los siguieron los bolivianos, que crecieron en algo más de un 1,500 por ciento, hasta los casi 184,000 censados en 2011.
La inmigración, sin embargo, no ha impedido el envejecimiento de la población de España. La edad media aumentó un año y medio en diez años, hasta los 41.5. Por cada persona en edad no activa hay solo dos personas en edad de trabajar.

Diario Digital

Ciudadania Sudamericana e Migracion



UNASUR/CJEG/DECISIÓN/Nº 8 /2012

POR LA CUAL EL CONSEJO DE JEFAS Y JEFES DE ESTADO Y DE GOBIERNO
DE LA UNIÓN DE NACIONES SURAMERICANAS, DECIDE INICIAR EL PROCESO
DE CONSTRUCCION DE LA CIUDADANIA SURAMERICANA, DANDO PRIORIDAD
A LA DIMENSION MIGRATORIA
VISTO:

Que el artículo 6 inciso c) del Tratado Constitutivo de UNASUR, establece entre las
atribuciones del Consejo de Jefas y Jefes de Estado y de Gobierno, “decidir sobre
las propuestas presentadas por el Consejo de Ministras y Ministros de Relaciones
Exteriores”;
CONSIDERANDO:
Que, el artículo 3º, inciso i) del Tratado Constitutivo de UNASUR establece como
objetivo específico “la consolidación de una identidad suramericana a través del
reconocimiento progresivo de derechos a los nacionales de un Estado miembro
residentes en cualquiera de los otros Estados miembros, con el fin de alcanzar una
ciudadanía suramericana”;
Que las Declaraciones de Jefas y Jefes de Estado y de Gobierno de la Comunidad
Sudamericana de Naciones suscritas en Cochabamba, el 09 de diciembre de 2006;
y de UNASUR, suscritas en Quito, el 10 de agosto de 2009 y Los Cardales, del 04
de mayo de 2010, reconocen a la ciudadanía suramericana como un objetivo de la
integración de interés prioritario, destacando la importancia del tema migratorio,
Que los mecanismos regionales y subregionales existentes cuentan con un valioso
acervo normativo y avances sustantivos que son la base para la construcción de una
ciudadanía suramericana en sus diversas dimensiones,
Que los países miembros de UNASUR, conforme lo establece el preámbulo de su
Tratado Constitutivo, “entienden que la integración suramericana debe ser alcanzada
a través de un proceso innovador, que incluya todos los logros y lo avanzado por
los procesos de MERCOSUR y la CAN, así como la experiencia de Chile, Guyana y
Surinam, yendo más allá de la convergencia de los mismos”,
Que se han alcanzado importantes avances a nivel regional en materia migratoria
en el marco del “Acuerdo sobre Residencia para Nacionales de los Estados Partes
del MERCOSUR, Bolivia y Chile”, al cual han adherido el Perú (28 de junio de 2011),
Ecuador (29 de junio de 2011) y Colombia (29 de junio de 2012),
Que “la libre movilidad humana en la región es uno de los elementos fundamentales
en la construcción de la ciudadanía suramericana”, tal como lo declararon nuestras
autoridades migratorias reunidas en la XII Conferencia Suramericana sobre Migraciones, realizada en Santiago de Chile, los días 05 y 06 de noviembre de 2012,
DECIDE:
Artículo 1. Iniciar la construcción de la Ciudadanía Suramericana a partir de su
dimensión migratoria, considerando la ampliación de los acuerdos regionales,
subregionales y bilaterales, sin perjuicio de los avances que se produzcan en otras
dimensiones prioritarias que sobre el tema se estime prioritarias.
Artículo 2. Crear un Grupo de Trabajo bajo la coordinación de la Presidencia Pro
Tempore y el apoyo de la Secretaría General, para la elaboración de una Hoja de Ruta
y un informe conceptual que explore las diferentes dimensiones de la Ciudadanía
Suramericana, tomando en cuenta, entre otros, los instrumentos y experiencias
particularmente subregionales, la normatividad interna de cada Estado miembro de la
Unión, así como los avances vinculados a este tema que estén siendo tratados en los
diferentes Consejos Sectoriales de la Unión.

Artículo 3. Disponer que, a la luz del informe conceptual indicado en el párrafo
operativo precedente, el Consejo de Ministras y Ministros de Relaciones Exteriores,
presente en la próxima reunión ordinaria de este Consejo, las propuestas,
lineamientos estratégicos y proyectos de acuerdo que sienten las bases de la
ciudadanía suramericana.

Lima, 30 de noviembre de 2012.

UNASUR/CMRE/RESOLUCIÓN/Nº 27/2012
POR LA CUAL SE ELEVA PARA LA APROBACIÓN dEL CONSEJO DE JEFAS Y
JEFES DE ESTADO Y DE GOBIERNO DE UNASUR, la decision de INICIAR EL
PROCESO DE CONSTRUCCIÓN DE LA CIUDADANIA SURAMERICANA, DANDO
PRIORIDAD A LA DIMENSION MIGRATORIA.
VISTO:

Que el artículo 8° inciso b) del Tratado Constitutivo de UNASUR establece, entre las
atribuciones del Consejo de Ministras y Ministros de Relaciones Exteriores, “proponer
proyectos de Decisiones al Consejo de Jefas y Jefes de Estado y de Gobierno”;
Que, el artículo 3°, inciso i) del Tratado Constitutivo de UNASUR establece como
objetivo específico “la consolidación de una identidad suramericana a través del
reconocimiento progresivo de derechos a los nacionales de un Estado miembro
residentes en cualquiera de los otros Estados miembros, con el fin de alcanzar una
ciudadanía suramericana”;
Considerando:
Que la Declaración de Jefas y Jefes de Estado y de Gobierno de la Comunidad
Suramericana de Naciones suscrita en Cochabamba, el 09 de diciembre de 2006; y
las Declaraciones de Jefas y Jefes de Estado y de Gobierno de UNASUR, suscritas en
Quito, el 10 de agosto de 2009, y, en Los Cardales, el 04 de mayo de 2010, reconocen
a la ciudadanía suramericana como un objetivo de la integración de interés prioritario,
destacando la importancia del tema migratorio;

EL CONSEJO DE MINISTRAS Y MINISTROS DE RELACIONES eXTERIORES DE
LA UNION DE NACIONES SURAMERICANAS,
Resuelve:
Artículo 1. Proponer al Consejo de Jefas y Jefes de Estado y de Gobierno de
UNASUR, el proyecto de Decisión que inicia el proceso de construcción de la
ciudadanía suramericana, dando prioridad a la dimensión migratoria.

Lima, 29 de noviembre de 2012

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

La Organización de las Naciones Unidas (ONU) conmemorará el Día Internacional del Migrante este martes 18 en medio de informes de una creciente xenofobia, especialmente en Europa.


El drástico incremento del odio hacia los inmigrantes se debe a varios factores, entre ellos la crisis económica, la propagación de la islamofobia y, sobre todo, la emergencia de partidos políticos de derecha en varios países, como Alemania, Dinamarca, España, Finlandia, Francia, Gran Bretaña, Grecia, Holanda, Italia, Noruega, Suecia y Suiza. 

A pesar del importante papel que desempeñan los migrantes y sus remesas en el desarrollo económico a largo plazo, la ONU continúa dejando de lado una vieja propuesta de realizar una conferencia internacional sobre las migraciones, como sugiere una resolución de la Asamblea General de 1993. 

La conferencia sigue sin concretarse principalmente debido a la oposición de naciones occidentales. 

Joseph Chamie, ex alto funcionario de la ONU y actual director del Centro para Estudios sobre las Migraciones, con sede en Nueva York, dijo a IPS que los países más ricos y los que más atraen extranjeros se han resistido constantemente a realizar una conferencia de esas características. 

"Una conferencia probablemente limitaría su soberanía sobre temas relacionados con migraciones internacionales", dijo. 

Como resultado, afirmó, es poco probable que la ONU organice un encuentro intergubernamental en un futuro inmediato. 

En cambio, sostuvo, el foro mundial "seguirá recurriendo al diálogo de alto nivel, que es voluntario, y a foros no vinculantes para tratar el tema". 

"No habrá una conferencia mundial de la ONU en el futuro inmediato", predijo. 

Entre los partidos y grupos políticos de derecha y conservadores en su mayoría reacios a la inmigración se incluyen "Amanecer dorado" de Grecia, el Partido Popular de España, el Partido Nacional Democrático de Alemania, el Partido Nacional Británico y el Frente Nacional Francés. 

Además, la Liga del Norte, de Italia, el Partido Nacional Irlandés, el partido Demócratas, de Suecia, el Partido del Progreso, de Noruega, el Partido de la Libertad, de Austria, el Partido Popular Suizo, el Primer Partido Australiano, el partido Verdaderos Finlandeses y el Tea Party, de Estados Unidos. 

La Asamblea General, de 193 miembros, tiene previsto realizar un diálogo de alto nivel sobre migraciones y desarrollo el año próximo. El último fue llevado a cabo en 2006. 

Jean-Philippe Chauzy, jefe de medios y comunicaciones de la Organización Internacional para las Migraciones (OIM), dijo a IPS el diálogo previsto en 2013 presenta una única oportunidad para darle relevancia el tema a nivel nacional, regional y mundial. 

"Es también una oportunidad única para promover y defender la protección de los derechos humanos de todos los migrantes, incluyendo los indocumentados", indicó. 

Una resolución de la Asamblea General de 2011 invita a la OIM a participar de los preparativos y procedimientos para el diálogo de alto nivel. 

Chauzy dijo a IPS que la OIM insiste en un cambio fundamental en la percepción pública de los inmigrantes, y destacó que ese fue el enfoque fundamental que adoptó su informe del año pasado. 

A nivel programático, "continuamos lanzando campañas de información para promover un mejor entendimiento de las migraciones y de las contribuciones que hacen los inmigrantes a las sociedades, más recientemente en Sudáfrica, con la campaña ‘Yo también soy un inmigrante’", añadió. 

También destacó la importancia de PLURAL+, iniciativa conjunta de la OIM y de la Alianza de Civilizaciones, de la ONU, que insta a jóvenes a registrar en cortometrajes sus experiencias como inmigrantes. 

En tanto, Chamie dijo  que la situación de los migrantes se había vuelto de vital importancia en el marco de la incertidumbre económica mundial. 

En una declaración en vísperas del Día Internacional del Migrante, la OIM subrayó que la evacuación de más de 200.000 trabajadores extranjeros en Libia el año pasado llamó la atención mundial sobre la situación de decenas de miles de inmigrantes en ese país. 

Estos procedían fundamentalmente de países de bajos ingresos, y eran víctimas de crisis políticas, sin dinero ni empleo ni documentación, incapaces de regresar con sus familias. 

Su marginación en Libia y su obvia vulnerabilidad movió a donantes internacionales, que decidieron ayudar a agencias como la OIM y a la Oficina del Alto Comisionado de las Naciones Unidas para los Refugiados para montar una masiva operación de repatriación. 

Entre los donantes se incluyó el Banco Mundial, que aportó 10 millones de dólares para que la OIM pudiera trasladar a 35.000 inmigrantes a Bangladesh. 

La situación en Libia dejó aun más en evidencia que los conflictos y los desastres naturales o causados por el hombre pueden impactar en esa población ya vulnerable y desencadenar crisis humanitarias. 

Para el director general de la OIM, William Lacy Swing, el tema presenta desafíos multifacéticos, y para afrontarlos se requiere de fuertes asociaciones. 

Esas alianzas deben estar integradas por organizaciones internacionales, estados y una gran variedad de actores no gubernamentales, como grupos de la sociedad civil, medios, el sector privado y grupos religiosos. 

"Todos compartimos la responsabilidad de proteger los derechos humanos de todas las personas", subrayó.(FIN/2012)

 IPS

A UE deve assegurar a igualdade de direitos e igualdade de tratamento para os migrantes no trabalho


A Confederação Europeia de Sindicatos (CES) tem a intenção de comemorar o Dia Internacional dos Migrantes, reiterando o compromisso de todos os sindicatos europeus para o respeito da dignidade humana e dos direitos de todos os migrantes.
A CES sublinha a necessidade de considerar os migrantes, antes de tudo, como seres humanos, para quem a igualdade dos direitos humanos e sociais deve ser assegurada a mesma medida que os cidadãos europeus, bem como o direito à mobilidade livre e justo e à igualdade de tratamento no local de trabalho . Esta é a única maneira de combater o dumping social ea exploração dos migrantes, e para alcançar um mercado equilibrado e justo de trabalho na Europa.
" A União Europeia, diz Visentini, Confederal Secretário da CES, diz que vai conceder aos nacionais de países terceiros direitos e obrigações comparáveis ​​aos dos cidadãos da União Europeia. Mas até agora a promessa não foi cumprida, especialmente nas directivas mais recentes no domínio da migração. Esperamos um sinal importante de mudança a partir da adoção, esperava em breve, com as propostas de directiva sobre o emprego sazonal e intra-empresariais transferências de nacionais de países terceiros. Estas duas directivas poderia marcar uma nova fase na política de imigração europeia em que a contribuição positiva e concreta de que os migrantes fazem para a economia europeia pode finalmente ser reconhecido, concedendo-lhes igualdade de tratamento e mais transparentes e acessíveis os canais legais para a migração. "
A CES também está chamando para uma ratificação rápida da Convenção OIT 189 sobre Trabalho Doméstico que contribuir concretamente para melhorar as condições de trabalho e de vida de milhares de migrantes na Europa.
Bookmark 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

18 DE DEZEMBRO – DIA INTERNACIONAL DO IMIGRANTE


O Brasil vive um importante momento no que diz respeito aos rumos a serem dados para suas políticas públicas de imigração. No plano federal, o Governo da Presidenta Dilma vem se dedicando à revisão da legislação migratória e iniciou recentemente um Grupo de Trabalho que envolve 4 ministérios em torno do programa preliminarmente chamado “Brasil de Braços Abertos”. O trabalho coordenado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência tem a tarefa de indicar diretrizes dessa política. Cabe-nos perguntar: que o valor será dado à perspectiva de direitos humanos nesse programa?
No âmbito municipal, é também de suma importância a previsão de políticas migratórias, especialmente no caso de São Paulo, cidade cosmopolita, que recebe imigrantes de todas as partes do mundo e pode se firmar como referência mundial em matéria de política pública para imigrantes.
Entendemos que cada vez mais emerge a necessidade de se pautar a migração no âmbito local, pois os Municípios tem grande responsabilidade no processo de integração social dos imigrantes. Tarefa pouco refletida no marco jurídico atual.
No momento em que se espera uma resposta do Brasil, como país receptor de imigrante e que poderia protagonizar um novo paradigma de política migratória nos preocupa a possibilidade de uma política seletiva, tema que o seminário terá presente no debate.
Justamente num momento em que se discute uma política municipal de imigração precisamos confrontar ideias em defesa da vida e da dignidade dos migrantes e suas famílias e ao mesmo tempo nos perguntar:
Que desafios são mais urgentes? Quais os atores sociais envolvidos na elaboração da nova proposta de política migratória brasileira? Que políticas públicas serão necessárias para dar ao Governo Municipal condições para garantir de fato uma governabilidade da migração em São Paulo?
É neste contexto que se realiza no dia 18 de dezembro o Seminário “Por uma Política Municipal de Migração em defesa da Vida e da Dignidade dos Trabalhadores Imigrantes e suas Famílias”.
A data coincide com o Dia Internacional dos Imigrantes, estabelecido pela ONU em 18 de Dezembro de 1990, quando foi aprovada a Convenção Internacional sobre a Proteção dos Direitos de todos os Trabalhadores Migrantes e dos Membros de suas Famílias.
O Evento está sendo organizado pelo Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante – CDHIC e pelo Instituto de Relações Internacionais da USP IRI/ USP e contará com a presença de representantes do Governo de Transição da Prefeitura de São Paulo e do Secretária Nacional de Justiça.
Quando: 18 de dezembro as 18hs00
Onde: Centro Universitário Maria Antônia, Rua Maria Antônia, 258, Vila Buarque, São Paulo – SP.
Para maiores detalhes do seminário entre em contato com o CDHIC: 11 2384 2274/2275 ou pelo e-mailsecretaria.cdhic@gmail.com – www.

ACNUR e organizações religiosas concordam em expandir cooperação a favor dos deslocados no mundo


Um importante encontro entre o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e representantes de religiões e de ONGs de orientação religiosas terminou hoje, em Genebra, com um acordo para dinamizar a cooperação em apoio às populações deslocadas por conflitos e apátridas do mundo.
O ACNUR, uma organização humanitária apolítica e sem orientação religiosa, trabalha há mais de 60 anos na ajuda de pessoas deslocadas ao redor do mundo. Em comum com organizações de cunho religioso, o ACNUR busca prover proteção e assistência a estas pessoas que foram forçadas a fugir devido a conflitos, perseguições e violações dos direitos humanos.
Ao falar no encerramento do encontro, o Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, disse que uma cooperação mais próxima entre organizações humanitárias e instituições de orientação religiosa servirá para melhor assistir os deslocados em todo o mundo.
“Religião e espiritualidade motivam pessoas, comunidades e organizações a ajudar as pessoas em necessidade e salvá-las do perigo”, disse Guterres, ressaltando que a relação entre o trabalho humanitário e os valores e princípios que estão na base das grandes religiões do mundo. “Neste encontro, houve um reconhecimento unânime da valorosa contribuição das organizações e comunidades religiosas à proteção dos refugiados e outras populações deslocadas”.
O encontro desta semana com representantes e organizações de diferentes orientações religiosas foi o primeiro deste tipo para o ACNUR. Mesmo assim, durante este ano, a agência da ONU para refugiados teve diversos encontros com ONGs para ampliar a cooperação com este tipo de instituição, além de uma reunião específica com a Organização de Cooperação Islâmica (Organization of Islamic Cooperation). Representantes de governos, organismos internacionais e ONGs laicas também participaram do encontro desta semana, em Genebra.
 Guterres disse que embora muitos participantes tenham reconhecido que violência e perseguição também acontecem em nome da religião, todos concordaram que podem trabalhar para reduzir a intolerância religiosa e integrar-se mais nos esforços de prevenção de conflito e reconciliação. O Alto Comissário também ressaltou os pontos em comum entre organizações humanitárias e as instituições participantes.
“Agentes de instituições orientadas por religião ou princípios de fé têm um papel desde o início das crises, com vistas a promover soluções duradouras antes que uma crise de refugiados se torne prolongada”, disse Guterres. “Também podem ajudar a prevenir conflitos e lidar com as raízes do deslocamento forçado, ajudar refugiados a tomar decisões sobre sua situação e atuar para que a integração de refugiados em suas comunidades seja sustentável”, ressaltou.
Diferentes grupos de trabalho realizados durante o encontro propuseram ideias para ajudar a integração de pessoas deslocadas em novas comunidades, incluindo a promoção de atitudes positivas em relação a estrangeiros e o enfrentamento da xenofobia.
Guterres disse ainda que o ACNUR buscará colocar algumas dessas ideias em prática. Ele afirmou que o ACNUR buscará aprofundar seu conhecimento sobre diferentes tradições religiosas e se engajar melhor com estes atores. “O diálogo iniciado nesta semana deverá ser institucionalizado e aberto a outras organizações humanitárias, ONGs e instituições religiosas”, afirmou António Guterres.
Por: ACNUR


sábado, 15 de dezembro de 2012

Saiba mais sobre o trabalho da Pastoral do Migrante no Brasil



Neste mês de dezembro o Papa Bento XVI convocou toda a Igreja a rezar pelos migrantes, a fim de que, em todo o mundo, eles sejam acolhidos, especialmente pelas comunidades cristãs, com generosa e autêntica caridade.

No Brasil, a situação dos migrantes que chegaram ao país nos últimos quinze anos é mais delicada do que aqueles que já estão em terras brasileiras há mais tempo, como é o caso dos italianos, espanhóis, portugueses e outros povos. 

Segundo o Coordenador Nacional da Pastoral do Migrante, José Carlos Alves Pereira, uma das grandes dificuldades dos migrantes recentes é a falta de documentação e, consequentemente, a falta de emprego, devido às irregularidades de documentos. 
Diante desta realidade, a Pastoral do Migrante no Brasil, preocupada com as pessoas que vêm para o país, quase sempre sem ter com quem contar, realiza trabalhos que visam à inclusão social e à dignidade humana.
Os trabalhos da Pastoral do Migrante
A missão da Pastoral do Migrante é oferecer a essas pessoas uma acolhida digna, em nome da Igreja e dar-lhes condições de viver aqui como qualquer cidadão. 
Dentre as diversas atividades da Pastoral, José Carlos destacou as visitas de acompanhamento, as missões populares, em que são realizadas celebrações com os migrantes, e a prestação de serviços sociais.
“Muitos deles chegam e não têm com quem contar, logo, oferecemos apoio e orientação jurídica para regularizar documentação, a fim de terem acesso à escola, hospitais, creches e postos de saúde. São mais de 100 migrantes que todos os dias buscam orientação, em postos da Pastoral,” disse Carlos José. 
A Pastoral também oferece capacitação profissional – Informática, Corte e Costura, Língua Portuguesa e até Inglês. Outra forma de apoio são as iniciativas artísticas e culturais. “Esse pessoal que vem tem uma cultura muito linda e forte e que não pode ser escondida. Nós organizamos festivais de música, poesia, teatro, encontro de mostras de cultura geral, onde eles levam seus grupos folclóricos, seus corais e grupos de dança.”
O objetivo destas atividades é a inclusão social e a dignidade humana. “Uma vez que o migrante participa, tem mais condições de ser reconhecido como uma pessoa de direito, capaz de contribuir com a organização social no Brasil e de exercer todas as suas atividades como um ser humano digno.”
“A pastoral do migrante nunca olha essas pessoas como uma mão-de-obra, mas como pessoa,  um ser humano de direito, de responsabilidades, capaz de contribuir com o bem viver do país”, ressaltou José Carlos. 
Os migrantes e o medo
De acordo com José Carlos, o migrante chega ao país de destino com muitos medos e inseguranças. Primeiro, o medo do desconhecido, afinal ele parte para um lugar onde não conhece a fundo, com culturas e hábitos diferentes. Segundo, o medo institucional ou político, que é o receio de ser pego sem documentos, o que resultaria numa possível deportação. 
Além disso, há o medo do trabalho escravo. Neste o imigrante receia ficar exposto ao trabalho degradante, por falta dos documentos. Ele precisa manter-se no país, se não está documentado, é obrigado a se entregar ao trabalho opressivo e humilhante, à troca de comida ou, às vezes, apenas de hospedagem. Por fim, o medo da discriminação pelo fato de ser diferente, tido como o menor, o diminuído, como sem importância pelos nativos da terra. 
Os migrantes como intenção de oração Papa
José Carlos considera muito importante o Papa se interessar por esta causa, sobretudo em um mês em que se comemora o Dia Internacional do Migrante. De modo especial, em um contexto em que as migrações estão intensificando-se, motivadas principalmente pela fuga da pobreza, violação de direito, discriminação e xenofobia. 
“A ação do Papa de rezar pelos migrantes vem para sensibilizar a comunidade, as autoridades políticas e as pessoas em geral, a acolherem de forma digna esses migrantes. A oração consegue falar com mais força aos nossos corações. Propor-se a rezar pelos migrantes tem esse significado humanitário e político muito forte!”

André Luiz

Brasil deverá dar mais vistos a haitianos


O Conselho Nacional de Imigração aprovou o fim da restrição à emissão de vistos para haitianos interessados em emigrar para o Brasil.

Pela regra atual, definida em janeiro deste ano, o consulado brasileiro em Porto Príncipe, capital do Haiti, pode emitir até cem vistos permanentes por mês.
A reportagem é de Flávia Foreque e Natuza Nery e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 14-12-2012.

A intenção é eliminar essa trava e permitir que a emissão de vistos ocorra de acordo com a capacidade de processamento da representação brasileira.

A mudança foi decidida anteontem, na última reunião do conselho neste ano, e encaminhada à Casa Civil.

Apesar de ter autonomia para tomar essa decisão, o grupo, vinculado ao Ministério do Trabalho, decidiu encaminhar o documento para o Planalto por se tratar de um tema "delicado", segundo assessores do governo.

O texto deve ser publicado ainda neste mês no "Diário Oficial da União". O próximo encontro do grupo, formado por representantes de nove ministérios da Esplanada e da sociedade civil, está agendado para fevereiro.

A nova regra deverá valer para todo o próximo ano -ao final de 2013, a medida será discutida mais uma vez.

Em janeiro deste ano, o governo anunciou a restrição para ingresso de haitianos no Brasil. A decisão foi tomada numa tentativa de coibir o ingresso ilegal dos haitianos, em grande parte pela região Norte do país.

Na ocasião, também houve um aumento do efetivo da Polícia Federal na fronteira com Bolívia e Peru.

Esse movimento migratório se intensificou após o terremoto que atingiu o país em 2010. O episódio provocou a morte de 200 mil pessoas e devastou a capital do país, o mais pobre das Américas.

O governo decidiu ainda regularizar a situação dos haitianos que entraram no Brasil ilegalmente, concedendo visto de caráter humanitário para os que já estavam no país.

Nos últimos dois anos, o governo autorizou emissão de 4.016 vistos desse tipo para haitianos.

No Haiti, a emissão de 1.200 vistos ao ano, entretanto, não foi suficiente para atender à demanda.

Reportagem da Folha publicada na semana passada mostrou que o consulado brasileiro não recebe mais novos pedidos de vistos permanentes - as entrevistas para concessão dos vistos para 1.200 famílias haitianas em 2013 já foram realizadas.

A avaliação do governo é que essa demanda reprimida pode estimular a vinda ilegal de haitianos e a atuação de "coiotes" (atravessadores). Ao mesmo tempo, o governo não acredita que o fim da limitação de vistos provocará uma "explosão migratória" para o Brasil.

Representantes da sociedade civil também não veem prejuízo com a mudança. A princípio, a concessão de cem vistos por mês para famílias do Haiti foi vista com ressalva por centrais sindicais.

Havia um temor de que os estrangeiros tomassem postos de brasileiros, o que não se confirmou.

A expectativa é que essa mão de obra seja absorvida em obras do PAC.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

ENTRADAS DE ESPAÑOLES EN CHILE AUMENTARON EN 65%


La presencia de ciudadanos de España va en alza en el  país. Este año se han realizado más de 7 mil movimientos migratorios de turistas de esa nación en comparación a 2011.
En la Jefatura Nacional de Extranjería y Policía Internacional de la PDI han notado un aumento de españoles que llegan a Chile.
Los movimientos migratorios, que consideran tanto las entradas como las salidas al país, han presentado una variación porcentual entre 2011 y 2012 de 17,49%.
Entre enero y octubre de 2011 se realizaron 56.150 movimientos migratorios de entrada de ciudadanos españoles, mientras que en el mismo período de 2012 se registró la cantidad de 66.889.
Según la subprefecta Laura Contreras, la jefa del Departamento de Procesamiento y Estadísticas de la Jefatura Nacional de Extranjería, han notado un fuerte aumento de españoles visitando Chile.
Podría deberse al tema económico porque somos un país estable con opción de trabajo. No podría decir a ciencia cierta que esa es la razón, pero sí hemos notado la tendencia de aumento con los españoles”, explicó la subprefecta.
Además también existe un incremento en las visas registradas por personas que provienen de ese país. En 2011 hubo 1.396 visas y en lo que va de 2012 se han registrado 2.310.
Esta es gente que pidió visa para trabajar o estudiar y no vienen a hacer turismo”, agregó Contreras.
Aún así el número de extranjeros proveninentes del país Ibérico que viene como turista es mayor que quienes son residentes en Chile.
Entre enero y octubre de 2012 se han registrado 49.115 movimentos migratorios de ingreso de turistas y en el mismo período las entradas de residentes han sido 17.684.
De todas maneras los movimientos de ingreso de residentes en 2012 son 3.323 más que los realizados en 2011.
Y aunque no es algo común, la subprefecta aseguró que es posible que algunos de los españoles que ingresan a Chile como turistas y luego pidan su visa de trabajo por lo que el número de movimientos migratorios de españoles residentes en Chile sea mayor.
Pueden entrar como turistas por 90 días a Chile y en algún momento decidir  quedarse acá. Pero lo común es que pide la documentación desde allá y llegan con la visa lista”, explicó.

Fuente: Publimetro

Pela primeira vez desde 1910 a imigração de asiáticos supera a de hispânicos.


Pela primeira vez desde 1910 a imigração de asiáticos supera a de hispânicos.


Em 2011, a entrada ilegal de mexicanos nos Estados Unidos baixou a níveis históricos. Esse ano a imigração também chegou a um fluxo líquido de zero, com a saída de imigrantes equilibrando a entrada de novos estrangeiros. E no final deste 2012, o Censo confirma o declínio da imigração ilegal, depois de mais de uma década.

Um conjunto de fatores econômicos, sociais e demográficos têm contribuído para que os EUA não seja mais o destino para milhares de imigrantes da América Latina, especialmente do México. A melhoria das condições econômicas em seus países de origem, o envelhecimento da população mexicana, a crise da economia americana, bem como as novas medidas de segurança que aumentaram na fronteira, têm reduzido as entradas ilegais em seu território.

O contínuo declínio nos últimos cinco anos fez com que, pela primeira vez desde 1910, a imigração de hispânicos tenha sido superada pela de cidadãos de origem asiática. A população ilegal americana chegava a 11,1 milhões em 2011, quase um milhão a menos em relação ao pico atingido em 2007, de acordo com a Oficina de Censo. A cifra, que não mudou desde 2009, representa 28% da população e põe o número de cidadãos sem documentos em níveis semelhantes aos de 2005, antes da última onda de imigração.
O crescimento da economia americana em meados da década passada e o boom imobiliário fizeram com que muitos imigrantes do México e de outros países latino-americanos cruzassem a fronteira em busca de emprego no setor. À época, o número de americanos nascidos no exterior foi equiparada a de imigrantes legais e ilegais. Nos EUA vivem hoje 12 milhões de estrangeiros, 31% dos residentes no país, graças aos vistos temporários e permissões de residência. Outros 15 milhões, 15%, conseguiram a cidadania americana por meios legais.
Esta semana, o ex-presidente George W. Bush pressionou o Congresso para insistir em aprovar uma reforma imigratória abrangente, que não se baseie em medidas parciais. A nova lei de imigração deve incluir mudanças na emissão de vistos para trabalhadores temporários, em medidas de controle para evitar a contratação de imigrantes ilegais, bem como em uma forma de regularizar as 11,1 milhões de pessoas que vivem no país sem autorização.
As eleições de 2012 tiveram um número recorde de eleitores hispânicos, quase 24 milhões, e que poderia dobrar até 2030, segundo o Centro Hispânico Pew. Muitos deles foram às urnas especificamente para apoiar Obama por sua promessa de promover a reforma da imigração, durante seu segundo mandato na Casa Branca, uma proposta que tem cada vez mais apoio entre a população americana.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Engenheiros são os que têm mais autorizações de trabalho no Brasil


Engenharia e construção de edifícios foram os setores mais contemplados com autorizações de trabalho a portugueses no Brasil entre janeiro e setembro deste ano. Sindicatos e associações profissionais consideram que a entrada de trabalhadores qualificados europeus, favorece o investimento e a produtividade.

Engenharia e construção de edifícios foram os setores mais contemplados com autorizações de trabalho a portugueses no Brasil entre janeiro e setembro deste ano. Sindicatos e associações profissionais consideram que a entrada de trabalhadores qualificados europeus, favorece o investimento e a produtividade.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil, entre janeiro e setembro deste ano, 1.032 portugueses receberam autorização de trabalho temporário no Brasil. 
As carreiras mais contempladas foram os serviços de engenharia (97 vistos), construção de edifícios (74), atividades de consultoria em gestão empresarial (62) e fabrico de estruturas metálicas (44). Para conseguir esta autorização, no entanto, é necessário um pedido da empresa contratante junto ao Ministério do Trabalho. O tempo de permissão varia e pode ser limitado ou depender da duração do contrato de trabalho. 
Apesar de ser o mais contemplado, o setor da engenharia é polémico, já que os diplomas de universidades portuguesas e brasileiras não são compatíveis, sendo necessária uma adaptação da formação do emigrante para exercer a profissão no Brasil. 
Por outro lado, os grandes eventos desportivos que irão ocorrer no país, como o Mundial de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, tem incentivado essa procura nos mercados da engenharia e construção. No final de novembro, o Governo brasileiro emitiu uma portaria que acelera a entrada de trabalhadores para esses eventos, com visto mais rápido e válido até ao fim do trabalho, sendo a inscrição feita pela internet. 
Enquanto os vistos de viagem cultural e de estudos e de trabalho sem remuneração tiveram o seu pico de emissão em 2009 e 2008, respetivamente, com posterior redução, os vistos permanentes, de técnicos e de estudantes (incluindo graduação e pós-graduação) registaram maior volume este ano.
Os vistos emitidos para estudantes somaram 1.005 este ano, até outubro, face aos 944 do ano passado, que havia sido o maior número até então. O mesmo ocorreu com os cientistas, professores e técnicos, com 1.342 vistos este ano, até outubro, mais do que os 861 de 2011.
Entre os vistos permanentes, o movimento é parecido: 1.107 vistos entre janeiro e outubro deste ano, face aos 986 do ano passado. Neste caso, é de realçar que as emissões quase duplicaram entre 2010 - com 518 vistos - e 2011. De acordo com o ministério, entre os vistos emitidos dos três consulados brasileiros em Portugal (Lisboa, Porto e Faro) também contam os pedidos feitos por estrangeiros não portugueses. O consulado em Faro foi aberto este ano. 

Mais investimento e produtividade

Para responsáveis sindicais e de associações profissionais, a nova migração de trabalhadores qualificados europeus, incluindo portugueses, que fogem da crise económica, favorece o investimento e a produtividade no Brasil. "Para o país de origem também é bom, pois, em geral, este capital social está esterilizado e, ao sair, produz riqueza e transfere parte dela de volta, além de facilitar a integração produtiva e os fluxos comerciais e de conhecimento", disse à Lusa Emerson Casali, gerente-executivo de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI) do Brasil. 
O mesmo responsável sublinha que esses trabalhadores chegam para suprir a carência de mão de obra qualificada, principalmente em setores da engenharia e da tecnologia da informação.

Crianças representam um terço das vítimas de tráfico de pessoas no mundo, diz ONU


Cerca de 27% de todas as vítimas de tráfico de seres humanos oficialmente detectados em todo o mundo entre 2007 e 2010 são crianças, 7% a mais do que no período de 2003 a 2006, revela oRelatório Global sobre Tráfico de Pessoas 2012, divulgado ontem  (12) pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).
“O tráfico humano exige uma resposta enérgica fundada sobre a assistência e proteção às vítimas, a rigorosa aplicação do sistema de justiça criminal, uma política de migração coerente e regulação firme dos mercados de trabalho”, disse o Diretor Executivo do UNODC, Yury Fedotov.
Os resultados incluem um aumento no número de meninas vítimas, que compõem dois terços de todas as crianças traficadas. Meninas agora constituem de 15% a 20% do número total de vítimas registradas, incluindo adultos — se somadas às mulheres adultas, essa proporção chega a 75%, enquanto os meninos representam cerca de 10%, de acordo com o relatório que toma como base dados oficiais fornecidos por 132 países.
Entre as conclusões do relatório, o UNODC observou que existem variações regionais significativas. Enquanto a percentagem de crianças vítimas detectadas é de 68% na África e no Oriente Médio, e 39% no Sul da Ásia, a Ásia Oriental e Pacífico, essa proporção diminui para 27% nas Américas e 16% na Europa e Ásia Central.
Além disso, países da África e da Ásia em geral interceptam mais casos de tráfico para trabalho forçado, enquanto a exploração sexual é um pouco mais frequentemente encontrada na Europa e nas Américas. O tráfico para remoção de órgãos foi detectado em 16 países pesquisados.
De acordo com o UNODC, Fedotov reconheceu as atuais lacunas no conhecimento sobre este crime e a necessidade de dados mais abrangentes sobre os infratores, vítimas e os fluxos de tráfico. Ainda assim, a agência estima que o número de vítimas de tráfico chegue a milhões.
O Relatório também alerta sobre baixos índices de condenação dos responsáveis. 16% dos países pesquisados não registram uma única condenação por tráfico de pessoas entre 2007 e 2010. O UNODC é guardião do Protocolo para Prevenir, Suprimir e Punir o Tráfico de Pessoas, ratificado por 154 países e adotado pela Assembleia Geral.