sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

Fórum Internacional na USP irá discutir a questão dos refugiados

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Com debates e atividades culturais, o Fórum Internacional Fronteiras que Cruzam irá refletir sobre o papel das universidades no acolhimento de refugiados – Foto: Divulgação

 

Entre os dias 11 e 13 de dezembro, no Centro MariAntonia da USP, acontece a quarta edição do Fórum Internacional Fontié ki Kwaze – Fronteiras Cruzadas, com o tema Refugiados urbanos e Univer(cidades): pesquisa, extensão e cultura na era das crises. Durante os três dias, das 9 às 19 horas, a proposta é refletir sobre a realidade migratória e o papel das universidades nesse contexto. Para isso, o evento irá promover debates, rodas de conversa, conferências, oficinas, performances artísticas e atividades com projetos de extensão universitária e coletivos de migrantes. 

O fórum é coordenado pelas professoras Vera Telles e Bianca Medeiros, ambas do Departamento de Sociologia, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, com pesquisas na área de estudos urbanos. A curadoria foi feita por Karina Quintanilha, advogada e doutora em Sociologia pela Unicamp, atualmente pesquisadora colaboradora na FFLCH, em parceria com coletivos de migrantes e com o grupo de estudos Cidade e Trabalho, coordenado por Vera.

Karina Quintanilha – Foto: Victoria Alves

“Ao longo dos três dias do evento, vamos buscar contribuir para visibilizar e estimular projetos de pesquisa, extensão e cultura comprometidos com as lutas por direitos humanos e, ao mesmo tempo, construídos em conjunto com as pessoas migrantes, refugiadas e na diáspora”, afirma Karina.

A quarta edição se insere no cenário de migração atual, em que ocorrem desastres ambientais e guerras, aumentando os processos migratórios e, ao mesmo tempo, ampliam-se as formas de controle e criminalização de populações que migram em busca de refúgio. A curadora destaca que o “‘IV Fórum’ vai buscar agregar diversas experiências, incluindo formas de organização dos próprios migrantes e refugiados, que demonstram a importância das redes constituídas na universidade para a garantia de direitos, bem como para a produção do conhecimento e o enfrentamento das diversas formas de discriminação étnico-racial e de gênero na sociedade brasileira”.

A programação conta com a presença de convidados nacionais e internacionais, como Amarela Varela-Huerta, da Universidade Autônoma da Cidade do México (UACM), e Pablo Ceriani Cernadas, vice-presidente do Comitê das Nações Unidas sobre a Proteção dos Direitos dos Trabalhadores Migrantes e suas Famílias (CMW-ONU). Todas as atividades podem ser conferidas no site do fórum

Fronteiras que cruzam 

O nome do fórum Fontié ki Kwaze significa “fronteiras que cruzam” em creole haitiano. Ele surgiu em 2017, a partir do diálogo com membros da União Social dos Imigrantes Haitianos (USIH), coordenada por Fedo Bacourt, integrante do projeto de extensão Fronteiras Cruzadas no Departamento de Sociologia da FFLCH da USP. 

Há sete anos, o fórum se dedica a projetos de extensão e cultura com o objetivo de produzir conhecimento e desenvolver novas formas de engajamento e pesquisa. Na edição deste ano, haverá um Sarau Multicultural, Pelo Direito de Migrar e Solicitar Refúgio, organizado pelo artista boliviano Aymara Juan Cusicanki e pela atriz Alohá de la Queiroz, com participação especial de Nduduzo Siba, multiartista da África do Sul, Rawaa Alsagueer, videomaker e ativista da Palestina, e do grupo musical Son de los Andes.

Karina explica que “este ano o Sarau busca chamar a atenção para o ‘direito de migrar e solicitar refúgio’, reivindicando Justiça por Evans Wusu, migrante de Gana que morreu  à espera do refúgio, sem ter recebido atendimento médico, no Aeroporto de Guarulhos. O Sarau também convoca a solidariedade pela situação de dezenas de migrantes impedidos de solicitar refúgio que estão ameaçados de deportação, neste momento, no Aeroporto de Guarulhos em razão de retrocessos na política migratória brasileira que violam tratados internacionais de direitos humanos”.

O evento é aberto e gratuito, todas as pessoas interessadas podem se inscrever pelo link, principalmente estudantes, professores, organizações, movimentos sociais e pessoas que tenham contato com a questão migratória no dia a dia do trabalho. O período de inscrição estará aberto até esgotarem as vagas. Haverá emissão de certificado para os participantes.

Cartaz do evento – Foto: Divulgação

Serviço

IV Fórum Internacional Fronteiras Cruzadas: Refugiados urbanos e Univer(cidades) 

Quando: 11, 12 e 13 de dezembro, das 9 às 19 horas

Onde: Centro MariAntonia da USP – Rua Maria Antônia, 294, Vila Buarque, São Paulo

Inscrições: https://forms.gle/pLAymDKkcNy9xdV29

Mais informações: fontieforum@gmail.com

*Estagiária sob a supervisão de Antonio Carlos Quinto

Jornal Usp 

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quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Número de deslocados internos dobrou nos últimos 10 anos

 


Atualmente, cerca de 76 milhões de pessoas estão deslocadas internamente em todo o mundo devido a guerras, violência e desastres.

As informações foram apresentadas nesta quarta-feira pelo conselheiro especial sobre Soluções para o Deslocamento Interno, que termina o mandato no fim do mês.

Invisibilidade

Em conversa com jornalistas em Nova Iorque, Robert Piper explicou que os deslocados internos são a maioria das 120 milhões de pessoas deslocadas à força no mundo, “mas são relativamente invisíveis, apesar de seu número”.

O conselheiro afirmou que “não existe uma agência dedicada, um tratado global ou pacto para os deslocados internos, nem um dia internacional específico para eles”.

O número de pessoas nessa condição dobrou nos últimos 10 anos, chegando a 76 milhões em 2023, dos quais 10% foram deslocados por desastres e 90% por conflitos.

Meninos deslocados pelo conflito na Síria em frente a um abrigo. (arquivo)
WFP
 
Meninos deslocados pelo conflito na Síria em frente a um abrigo. (arquivo)

Responsabilidade dos governos

Sobre os avanços feitos, Piper destacou que “o mais importante é que os governos dos países afetados têm assumido a liderança.” Ele citou novas leis e políticas sobre deslocamento interno aplicadas em países como Chade, Nigéria e Filipinas.

O especialista afirmou que “apenas governos podem resolver deslocamentos de longo prazo, pois isso requer segurança, investimento em serviços, decisões sobre compensações”, dentre outras medidas

Citando o Painel de Alto Nível da ONU sobre Deslocamento Interno, de 2019, Piper disse que a grande lacuna é que muitas pessoas ficam presas na condição de deslocamento por anos.

Ele afirmou que para esses casos não se trata de “levar uma caixa de ferramentas humanitárias e sim de fazer com que os governos cumpram sua responsabilidade”.

Piper elogiou os governos do Iraque, República Centro-Africana, Colômbia, Etiópia, Nigéria, Líbia, Moçambique e Somália, que se comprometeram coletivamente a aplicar soluções para mais de 11,5 milhões de deslocados internos, em linha com o plano de ação da ONU lançado em 2022.

Reestabelecendo a “normalidade”

O conselheiro destacou ainda que as Nações Unidas reconfiguraram suas estruturas e políticas para melhor apoiar os governos nesta tarefa, inclusive com investimentos em serviços e criação de empregos.

Ele explicou que o esforço de oferecer soluções para o deslocamento interno envolve restabelecer a “normalidade” com oferta de moradia, acesso a serviços e meios de subsistência.

Piper citou ainda outros elementos “menos óbvios”, como reconhecimento e compensação pelos prejuízos sofridos, inclusão na vida cívica e restauração de documentação legal.

Ele adicionou que o deslocamento interno deve ser uma das categorias contempladas em eventuais fundos de perdas e danos que sejam criados para responder à crise do clima.

Aplicação no Líbano

Respondendo a uma pergunta, Robert Piper disse que acredita que o Líbano nesse momento parece apresentar as condições necessárias para implementar um caminho de soluções para os deslocados pela guerra. O especialista afirmou que a ONU vai apoiar as autoridades nos próximas semanas e meses nesse sentido.

Piper reiterou a necessidade urgente de melhorar as ferramentas de prevenção de novos deslocamentos. Para ele, os mecanismos atuais “não estão à altura da tarefa”.

As melhorias propostas envolvem melhorar a prevenção de conflitos, garantir maior respeito ao direito humanitário internacional e ampliar esforços de redução de riscos de desastres e adaptação às mudanças climáticas.


ONUNEWS


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quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

“A comunicação a serviço da verdade traz cura”, diz Dom Amilton Manoel da Silva na abertura de encontro para Rádios e TVs de inspiração Católica

 

Começou na manhã desta quarta-feira, 4 de dezembro, o Encontro Nacional de Rádios e TVs de Inspiração Católica, promovido pela Associação Católica de Comunicação SIGNIS Brasil e pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O evento, realizado no auditório da Paulinas Cursos, em São Paulo (SP), reúne emissoras e profissionais de comunicação católicos para discutir os desafios da evangelização nos meios eletrônicos e digitais.

Durante o momento celebrativo de abertura do encontro, Dom Amilton Manoel da Silva, bispo de Guarapuava (PR) e membro da Comissão Episcopal para a Comunicação da CNBB, destacou que “a comunicação a serviço da verdade traz cura. Jesus curava através de uma comunicação plena. Numa sociedade onde a desesperança tem crescido, precisamos comunicar um Jesus que cura, liberta e salva. Com isso, cabe a pergunta: a quem atingimos e qual a profundidade da nossa comunicação?”, refletiu o bispo.

Dom Amilton Manoel da Silva durante o momento celebrativo. Foto: Franklin Machado/SIGNIS Brasil.

Palestras e debates

A programação inclui palestras sobre temas como “Areópagos da modernidade: os desafios da evangelização via meios eletrônicos e digitais”, ministrada por Dom Valdir José de Castro, bispo de Campo Limpo (SP) e presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação da CNBB, e “Comunicação 3.0”, apresentada por Raymundo Costa Pinto Barros, da Rede Globo e membro do Fórum TV 3.0. Além disso, representantes da Kantar Ibope Media, Jackson Santana e Patrícia Albuquerque, abordarão pesquisas de mercado e audiência.

Mesa de abertura com Alessandro Gomes, presidente da SIGNIS Brasil, Dom Valdir José de Castro, presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação da CNBB, Irmã Rosa Maria Ramalho, coordenadora da Paulinas Cursos. Foto: Franklin Machado/SIGNIS Brasil.

O encontro também prevê debates, grupos de trabalho e momentos de confraternização, com o objetivo de planejar campanhas e pautas conjuntas entre as emissoras católicas. A programação completa está disponível na página oficial do encontro, que pode ser acessada clicando aqui. Você também pode acompanhar o evento pelas redes sociais da SIGNIS Brasil.

Signis Brasil

Franklin Machado

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Protocolo nacional para abrigos emergenciais de refugiados passa em comissão

 A Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou o projeto (PL 2.347/2024), do senador Alessandro Vieira (MSD-SE). Ele prevê a criação de um protocolo nacional para abrigos emergenciais, destinado a pessoas refugiadas e desabrigadas em decorrência de desastres naturais.

Foto: Pedro França/Agência Senado
FoFoto: Pedro França/Agência Senadoto: Pedro França/Agência Senado

O projeto do senador Alessandro Viera, do MDB de Sergipe, cria um Protocolo Nacional para Abrigos Emergenciais de Refugiados, com diretrizes para a gestão e a organização desses abrigos. Pelo texto, toda pessoa refugiada, sem moradia ou impedida de acessar sua casa, mesmo que temporariamente, tem direito a um abrigo emergencial. A medida também inclui os chamados deslocados internos, ou seja, aqueles que perderam a casa em função de desastres naturais, como enchentes e deslizamentos de terra. O relator, senador Fernando Dueire, do MDB de Pernambuco, acredita que a medida vai garantir mais dignidade a quem precisou abandonar seu lar e se encontra em situação de vulnerabilidade.

Os indivíduos compelidos a abandonar seus lares em decorrência de perseguições, conflitos, violência generalizada, violação de direitos humanos ou eventos naturais necessitam de medidas imediatas que assegurem sua segurança e bem-estar. Nesse sentido, o protocolo busca estabelecer diretrizes para a administração e organização dos abrigos em causa. Já a senadora Tereza Cristina, do Progressistas de Mato Grosso do Sul, lembrou da situações de imigrantes que aguardam refúgio em aeroportos brasileiros e que também serão beneficiados pela proposta.  Sabemos que hoje o Brasil tem muitos refugiados, vindos lá da faixa de Gaza, enfim, do Líbano, de vários países do mundo, e que ficam retidos, muitos, no aeroporto de Guarulhos.Parece que é uma população enorme, e ficam em condições não adequadas, porque não temos um abrigo, enfim, que possa resolver tanto os problemas legais para que eles possam ser encaminhados para os diversos estados ou para fora também, os que estão aqui, e que precisam sair do país. 


Fonte Agencia Senado 

www.radiomigrantes.net

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

OAB SP lança cartilha para orientar imigrantes e refugiados sobre abordagens

 

Crédito:Agência Senado

Com o objetivo de promover a proteção de direitos e oferecer informações essenciais para migrantes e refugiados em situações de abordagens policiais, o Núcleo de Migrantes e Refugiados da Comissão de Direitos Humanos da OAB SP lançará na próxima sexta-feira (29), às 19h30, a cartilha ‘Abordagem Policial para Migrantes e Refugiados’. O evento acontece na sede da OAB SP e é gratuito, aberto à advocacia e ao público em geral. 

Estarão presentes representantes da Defensoria Pública do Estado e do Conselho Municipal de Imigrantes, entre outras autoridades, além de migrantes e refugiados. 

A cartilha reúne informações práticas sobre segurança pública, direitos e deveres em abordagens policiais e contatos úteis de órgãos públicos que oferecem suporte, como a Ouvidoria das Polícias de São Paulo, Corregedorias da Polícia Militar e Polícia Civil do Estado de São Paulo, e o Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes (CRAI) Oriana Jara. O texto foi traduzido para inglês, espanhol, francês e persa. 

De acordo com Carla Mustafa, coordenadora do Núcleo de Migrantes e Refugiados, a iniciativa nasceu de um caso trágico que mobilizou a comunidade e a OAB SP, a morte de Talla Mbaye, um migrante senegalês, durante uma abordagem policial na região central de São Paulo. “Após este episódio, participamos de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) em junho e nos comprometemos a criar um material que pudesse informar e proteger migrantes e refugiados”, explica. 

Direitos em situações de abordagem policial 
 
A cartilha oferece orientações claras e detalhadas sobre os direitos de quem é abordado pela polícia. Entre os tópicos abordados estão: 
 
* Obrigação de identificação por parte do policial; 
* Direito à gravação da abordagem; 
* Proteção contra revistas arbitrárias ou invasões de domicílio sem ordem judicial; 
* Direito ao silêncio e à assistência jurídica; 
* Garantia de que pessoas trans sejam tratadas de forma respeitosa e de acordo com sua identidade de gênero. 

O material ainda alerta sobre os limites da atuação policial, reforçando que o uso de algemas, revistas e apreensões deve ser devidamente justificado e realizado de forma proporcional e respeitosa. 
 

Serviço 
Evento: Lançamento da Cartilha ‘Abordagem Policial para Migrantes e Refugiados’ 
Data: Sexta-feira, 29 de novembro de 2024 
Horário: 19h30 
Local: Sede da OAB SP – Rua Maria Paula, 35 – Centro – São Paulo/SP 
Entrada: Gratuita 

https://abcdoabc.com.br/

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quarta-feira, 27 de novembro de 2024

Abertas as inscrições para compor o Comitê Distrital para Apoio a Migrantes, Refugiados e Apátridas

 

Foto: Divulgação/Sejus-DF

A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) anunciou a abertura do processo seletivo de escolha de representantes da sociedade civil para compor o Comitê Distrital para Apoio a Migrantes, Refugiados e Apátridas.

O mandato dos futuros integrantes do comitê será de dois anos, podendo ser reconduzido uma vez por igual período. Serão escolhidos quatro titulares e quatro suplentes vindos de organizações da sociedade civil que comprovem atuação em assistência, proteção e integração de refugiados, migrantes e apátridas. Além disso, serão selecionados dois titulares e dois suplentes de comunidades, organizações ou movimentos diversos, incluindo indígenas e instituições de ensino superior; e mais dois titulares e dois suplentes de instituições públicas, privadas ou comunitárias que desenvolvam atividades de pesquisa ou apoio a refugiados, migrantes e apátridas no Distrito Federal.

O processo de seleção será formado por três etapas: inscrição, habilitação das candidaturas e seleção dos representantes da sociedade civil. A comissão de seleção será composta por seis membros, devendo todos serem servidores da subsecretaria de Apoio a Vítimas de Violência (Subav), da Sejus.

A pontuação máxima dos candidatos é de 100 pontos, onde a comissão de seleção irá avaliar a veracidade das documentações que comprovem o tempo de atuação na promoção da temática do migrante, refugiado e apátrida; participação em organismos da sociedade ou estatais voltados a esse tema; experiência na organização de ações ou atividades na promoção da temática; participação em atividades, eventos, audiências públicas, seminários voltados ao tema e produção, autoria, participação ou colaboração em materiais escritos, publicações acadêmicas e audiovisuais relacionados à promoção e defesa dos direitos humanos.

Jornaldebrasilia.com.br

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segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Defensoria Pública faz mutirão em MS para atender migrantes internacionais e refugiados

 


A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul e o Comitê Estadual para Refugiados, Migrantes e Apátridas (Cerma/MS) realizam no sábado (30), o Migra-Ação Integração, evento gratuito para atender migrantes internacionais em situação de vulnerabilidade e refugiados que moram em Mato Grosso do Sul.

Serão prestados atendimentos e orientações jurídicas integrais e serviços sociais ao público-alvo, de modo a facilitar a integração delas e deles no Brasil, promover uma qualidade de vida melhor às assistidas e aos assistidos, criar mecanismos para ingresso no mercado de trabalho e permitir o acesso a direitos fundamentais.

Migra-Ação Integração será realizado em 30 de novembro, um sábado, das 8h às 12h, na Arena do Horto Florestal – Avenida Fábio Zahran, 316, em Campo Grande. A participação da Defensoria de Mato Grosso do Sul se dará por meio dos atendimentos da Van dos Direitos.

midiamax.uol.com.br

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sábado, 23 de novembro de 2024

PJF é destaque nas ações para migrantes

 

Nesta quinta-feira, 21, a Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) participou do seminário "Os Desafios da Integração de Migrantes no Brasil", organizado pela Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU).

O evento contou com participações de referências da sociedade civil, de governos locais, do governo federal, das agências da ONU e parceiros internacionais. A responsável por representar a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) foi a coordenadora da pasta sobre migrantes, refugiados, apátridas e retornados da SEDH, Victoria Sabatine. “A atual gestão da prefeita Margarida Salomão identificou a necessidade do poder público em atuar junto a essas pessoas especificamente, para além daquilo que já é ofertado e que também é direito deles. Isso foi algo inovador nesse sentido, de buscar reunir pessoas, servidores, organizações  e migrantes para que possamos pensar, construir e possibilitar uma vida minimamente digna para essas pessoas”, explicou.

Vale ressaltar que Juiz de Fora recebeu nos últimos anos, por três vezes consecutivas, da Organização Internacional para as Migrações (OIM), o Selo Migracidades, o que indica o seu aprimoramento no tocante à pauta migratória e avanços no município.

As principais ações nesta gestão em relação ao tema foram a instituição da Política Municipal para a População Migrante e criação do Comitê de Elaboração e Acompanhamento do Plano Municipal de Políticas para a População Migrante, Refugiada, Apátrida e Retornada (Decreto Nº 14.900 de 7/12/2021); a publicação do Plano Municipal de Políticas para a População Migrante, Refugiada, Apátrida e Retornada (Decreto Nº 15.952 de 20/06/2023); o curso de português para migrantes; capacitações como forma de qualificar o atendimento, promover a discussão, sanar as dúvidas sobre direitos dos migrantes e a adesão à Rede Nacional de Cidades Acolhedoras criada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Outras iniciativas de destaque são a realização, desde 2022, da Feira dos Migrantes com o objetivo de dar visibilidade para a cultura dos migrantes e refugiados em Juiz de Fora e o curso “Trilha de Capacitação em Empreendedorismo” em parceria com a OIM e o Sebrae.


 https://www.pjf.mg.gov.br/

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sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Cerca de 203 mil migrantes têm trabalho formal no Brasil, diz Boletim das Migrações

 

Imigrante em comércio de artesanato

O Boletim da Migração de novembro de 2024 destaca o papel crescente dos migrantes, refugiados e apátridas no mercado de trabalho formal brasileiro. De janeiro a agosto de 2024, foram registradas 203.473 admissões de trabalhadores desses grupos. O documento também apresenta uma análise detalhada por gênero, nacionalidade e setores econômicos, o que demonstra a contribuição significativa dessa população para a economia nacional.

O relatório é produzido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), com base nos dados do Observatório das Migrações (Obmigra). Ele está disponível em PDF e em formato de bussiness analytics .

Entre as nacionalidades mais representativas no mercado de trabalho estão os venezuelanos, que lideram as admissões, seguidos por haitianos e argentinos. No setor industrial, maior empregador, foram criados mais de 19 mil postos de trabalho no período, enquanto o comércio e a reparação destacaram-se como o segundo segmento com maior saldo positivo. Os dados reforçam a relevância de políticas de acolhimento para a inserção laboral dessa população.

O boletim também aponta diferenças no saldo de admissões por gênero, com os homens representando 28.886 das vagas e as mulheres, 19.562. A maior concentração de trabalhadores migrantes está nas regiões Sudeste e Sul, com São Paulo (SP) e Santa Catarina (SC), que lideram a oferta de empregos formais. As informações foram compiladas a partir de bases como o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.

Versão mensal

O Boletim das Migrações é uma importante ferramenta de monitoramento. O documento divulga, mensalmente, o quantitativo para ajudar a entender as tendências migratórias, planejar e implementar políticas públicas mais eficazes e, assim, garantir a proteção dos refugiados e migrantes no Brasil.

Disponível em versão digital e em formato de business intelligence, o boletim tem navegação interativa. Essa funcionalidade busca ampliar a transparência e facilitar o uso das informações para gestores públicos, pesquisadores e demais interessados no tema migratório.

As informações atualizadas são baseadas em dados do Obmigra, que reúne dados por meio do acordo de cooperação técnica entre o MJSP, o Ministério do Trabalho e Emprego, o Ministério das Relações Exteriores, a Polícia Federal, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e a Universidade de Brasília.

Link: https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/noticias/cerca-de-203-mil-migrantes-tem-trabalho-formal-no-brasil-segundo-boletim-das-migracoes

Agencia gov.

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quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Universidade de Dourados abre 138 vagas de graduação para refugiados e migrantes


Vagas são para Dourados (Foto: Marcos Morandi, Midiamax)

A UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) está com 138 vagas de graduação para refugiados, migrantes em situação de vulnerabilidade e apátridas. As oportunidades são para 26 cursos disponibilizados pela instituição.

Segundo a instituição, o início das aulas está previsto para 10 de fevereiro. Para efetuar a inscrição, o candidato deve preencher o formulário de inscrição, disponível aqui.

A inscrição é gratuita e aberta a todos os interessados que cumprirem as exigências. O processo de seleção não inclui a prova de vestibular, mas uma prova de redação em língua portuguesa, marcada para o dia 9 de dezembro, das 19h às 21h.

As vagas estão distribuídas nos seguintes cursos: Agronomia, Artes Cênicas, Biotecnologia, Ciências Biológicas, Ciências Econômicas, Ciências Sociais, Educação Física, Engenharia Agrícola, Engenharia Civil, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Aquicultura, Engenharia de Computação, Engenharia de Energia, Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica.

Além disso, os interessados também podem se inscrever para os cursos de Física, Geografia, Gestão Ambiental, História, Letras, Licenciatura em Educação do Campo (habilitação em Ciências da Natureza), Matemática, Nutrição, Pedagogia, Química e Zootecnia.

De acordo com o edital, a UFGD divulgará o resultado preliminar no dia 16 de dezembro. Após o período para recursos, o resultado final será publicado em 18 de dezembro. O início das aulas está previsto para 10 de fevereiro de 2025.

Saiba se você pode se inscrever:

  1. Refugiados: pessoas que “receando com razão ser perseguida em virtude da sua raça, religião, nacionalidade, filiação em certo grupo social ou das suas opiniões políticas, se encontre fora do país de que tem a nacionalidade e não possa ou, em virtude daquele receio, não queira pedir a proteção daquele país”.
  2. Migrante em situação de vulnerabilidade: pessoas com a “capacidade limitada de evitar, resistir, lidar ou recuperar-se do risco potencial ou da situação de violência, exploração e abuso a que são expostos ou que vivenciam no contexto migratório”.
  3. Apátrida: pessoa não considerada por qualquer Estado, segundo a sua legislação, como seu país de origem.
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