sexta-feira, 13 de junho de 2014

Miami é "sede" da Copa graças aos milhares de latinos

Metade da população de Miami nasceu no exterior. Bandeiras das seleções latino-americanas que participam do Mundial já cobrem bares e restaurantes
 Poucas cidades nos Estados Unidos vivem com tanta intensidade a Copa do Mundo como Miami, que acolhe comunidades imigrantes de vários países latino-americanos que participam do Mundial, que começa nesta quinta-feira no Brasil.
Miami, condado em que metade da população nasceu no exterior, espera que alguma de 'suas' seleções levante a taça. E as chances são grandes, pois ali vivem milhares de torcedores de Brasil, México, Argentina, Colômbia, Honduras, Uruguai, Costa Rica, Chile e Equador.
'Somos os mais barulhentos: temos matracas, trombetas, vuvuzelas e mariachis no intervalo das partidas', explicou à Agência Efe Erksy Ricaño, integrante do grupo Mexicanos em Miami, sobre os preparativos para a Copa.
Ricaño garantiu com orgulho que os cerca de 60 mil mexicanos que vivem no condado poderãoassistir aos jogos da 'Tri', como a seleção mexicana é conhecida em seu país, e reeditarão a onda popularizada no Mundial do México 1986 usando sombreros e com os rostos pintados de verde, branco e vermelho.
As bandeiras das seleções latino-americanas que participam do Mundial já cobrem bares e restaurantes de Miami-Dade, onde os torcedores empurrarão as equipes mesmo estando distantes de casa, mas rodeados de compatriotas.
Os atuais campeões do mundo também são presença forte no condado e os mais de 30 mil espanhóis, segundo dados do consulado, estão prontos para celebrar as vitórias da La Roja com vinhos, presuntos e as tradicionais tapas.
'Para a Espanha não será fácil porque ela é a seleção a se bater', disse à Agência Efe Javier P. Palencia, diretor-executivo da Câmara de Comércio Espanha-Estados Unidos.
Para Miami, no entanto, ainda está fresca na memória o pentacampeonato brasileiro conquistado em 2002, quando o verde e amarelo tomaram as ruas da cidade, que celebrou com os brasileiros um esporte que na época buscava conquistar mais popularidade nos Estados Unidos.
A alegria brasileira volta nesta quinta à área financeira de Miami, que fechará uma rua para dar as boas-vindas à Copa com dançarinos, samba, batucada e até um carro alegórico antes da partida inaugural entre Brasil e Croácia.
O adido cultural da Argentina em Miami, Pedro Sondereguer, disse que o dia dos pais será completo se a Argentina vencer a Bósnia no domingo, o que seria um grande começo de torneio para os 50 mil argentinos que moram na cidade. O dia dos pais na Argentina é comemorado sempre no segundo domingo de junho.
Sondereguer garantiu que Miami é, por excelência, uma cidade onde existe uma 'rivalidade fraternal' entre as seleções latino-americanas.
Os residentes de origem colombiana e hondurenha também prometem apoiar suas equipes, pois a maior concentração deles nos Estados Unidos estão justamente no condado de Miami-Dade, com cerca de 114 mil e 55 mil pessoas, respectivamente.
A colombiana Estela López, casada com um mexicano, contou que aposta na seleção de seu país, e na do marido, exceto se elas jogarem uma contra a outra.
Proprietários de um restaurante de uma região de Miami conhecida como 'Pequena Buenos Aires' o casal já prepara a festa para os dias de jogos. 'Certamente virão os mexicanos, mas aqui na quadra há restaurantes de toda a América Latina, brasileiros, colombianos, argentinos, cubanos, peruanos e uruguaios'.
'E quem não tiver seu país competindo, imagino que torcerão pelos Estados Unidos', acrescentou López.
Os Estados Unidos são o país com maior número de imigrantes no mundo, mais de 40 milhões, e isso se reflete também na seleção, graças aos jogadores de origem mexicana Omar González e Nick Rimando e colombiana Alejandro Bedoya.
Todos acreditam que as seleções farão uma boa Copa, mas aconteça o que acontecer os latino-americanos não perdem o orgulho de ser uma comunidade otimista. 'A seleção indo bem ou mal, os mexicanos se vestem de verde e vão torcer', disse à Efe

Andrés Ruiz. EFE

quinta-feira, 12 de junho de 2014

O problema da migração no Japão

Um artigo elaborado por Debito Arudou, doutorado pela Meiji Gakuin University do Japão em Estudos Internacionais, toca em aspectos delicados sobre a política japonesa para resolver os agudos e profundos problemas criados com a redução da população, que ao mesmo tempo envelhece rapidamente. A questão colocada estimula considerar os problemas de migração em outras partes do mundo.
Arudou é um acadêmico naturalizado japonês com ampla produção científica em diversas entidades norte-americanas e colaborações regulares ao The Japan Times.
Para o articulista, medidas como a permissão de importações de recursos humanos das Filipinas e da Indonésia (principalmente de enfermeiras que dominem o idioma japonês, para cuidar de idosos) são paliativas. Ele cita também o estímulo às mulheres japonesas, que ganham condições para aumentar a natalidade emelhores oportunidades para voltar a trabalhar em tempo integral depois de cuidar inicialmente dos seus filhos. E ainda as licenças temporárias para descendentes de japoneses trabalharem no Japão, os dekasseguis, um grupo que inclui muitos brasileiros.
Ele considera que ações como essas decorrem de uma visão limitada, não resolvem problemas estruturais e poderiam ser consideradas de conveniência unilateral.
Se muitos estrangeiros veem no Japão oportunidades de melhorar suas condições de vida, a população local tende a considerar os imigrantes cidadãos de segunda classe, um fenômeno que se repete em muitos países europeus. Mesmo que sejam admitidas para trabalhos temporários, essas pessoas tendem a se incorporar à população local deforma permanente, até em situação irregular, contribuindo para suavizar os problemas populacionais que alguns países enfrentam.
As diferentes culturas trazidas por esses imigrantes, defende Arudou, precisariam ser abraçadas por uma política deestímulo à imigração de contingentes populacionais que não se restrinja a uma política que define como Galápagos (por se delimitar a um arquipélago).
O articulista tem plena consciência de todas as dificuldades aqui implícitas, uma vez que possui em seu currículo diversos trabalhos discutindo esses e assuntos correlatos, em que predomina o difícil problema da etnia. Assim sendo, entende que as autoridades japonesas tendem a manter o status quo, pois necessitam de trabalhadores estrangeirospara trabalhos difíceis, sujos e perigosos, como a limpeza das contaminações de Fukushima ou o preparo das Olimpíadas de 2020, mas os mantém discriminados.
Não há, segundo ele, uma verdadeira preocupação com os considerados não japoneses, que incluem os que estão há muito tempo no Japão, desde antes da Segunda Guerra Mundial, como os de origem chinesa ou coreana, provenientes das antigas colônias japonesas, e que continuam sofrendo discriminação. Lamentavelmente, os problemas étnicos ainda provocam até conflitos armados.
O governo de Shinzo Abe, segundo este autor, está admitindo mais “estagiários” provenientes do exterior, ou seja, temporários que não gozam de todos os direitos trabalhistas e de cidadãos. O imin, imigrantes em japonês, é um tabu que não tem sido considerado de forma ampla, como também acontece em alguns países europeus. Até nos Estados Unidos, apesar das declarações oficiais em contrário, procura-se admitir somente os recursos humanos vistos como os mais qualificados.
O incrível é que a maioria da população procura desconhecer que na virada do século 19 para o 20, quando o país sofria um terrível ajustamento com o excesso de sua população, foram enviados, notadamente para a América Latina, imigrantes como os que vieram para o Brasil.
Por aparentemente ignorar sua história, impõe muitas limitações às populações oriundas de outros países, gerando situações de irregularidades que dificultam as tendências naturais para o equilíbrio. Ao mesmo tempo, muitos países desenvolvidos lutam pela liberdade para os fluxos de capital e de mercadorias, cobrando royalties sobre o uso de tecnologias.
Esses tratamentos diferenciados, com a manutenção de alguns privilégios, não parecem contribuir para a convivência pacífica num mundo cada vez mais globalizado.

 Carta Capital

ONU alerta para aumento do extremismo e do racismo na Europa

A responsável das Nações Unidas para os direitos humanos, Navi Pillay, manifestou-se hoje preocupada com o aumento do extremismo e do racismo retórico na Europa, avisando que a contestação à origem dos imigrantes pode conduzir ao abuso de direitos.
“Estou preocupada com o aumento recente no espetro político em vários Estados da Europa Ocidental de um discurso marcado por um sentimento racista e pela intolerância religiosa”, afirmou Pillay perante os diplomatas presentes num encontro do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.
Lembrando a vitória recente dos eurocéticos e dos discursos anti-imigração e xenófobos proferidos no último mês por alguns partidos durante as eleições para o Parlamento Europeu, a responsável manifestou-se preocupada perante o facto de os políticos que fizeram declarações perturbantes figurarem entre os decisores europeus.

Lusa


quarta-feira, 11 de junho de 2014

Governo sul-africano muda regras de imigração

Desde Junho corrente, a República Sul-Africana (RSA) proibe o uso do certificado de emergência, vulgo salvo-conduto moçambicano, e o passaporte não digital, vulgo passaporte Manual antigo, como documento oficial para entrar naquele, para todos os cidadãos, incluindo os mineiros, que entram naquele país através dos postos fronteiriços de Ressano Garcia e de Goba. O Governo moçambicano, através do Ministério do Interior (MINT), confirmou o facto esta terça-feira (10) e garantiu que vários cidadãos sem o Passaporte Biométrico foram impedidos de entrar na terra do rand entre os dias 06 e 09 deste mês.
Contudo, há informações que dão conta de que a proibição está em vigor desde 01 de Junho em curso. Na África do Sul, o @Verdade contactou a Direcção Provincial do Ministério do Interior em Joanesburgo para perceber o que se está a passar em torno deste assunto. O porta-voz da instituição mostrou-se indisponível para tecer quaisquer esclarecimentos, tendo uma funcionária sénior nos assegurado que realmente se está a proibir o uso do certificado de emergência e do passaporte manual.
Segundo a mesma funcionária, o Governo moçambicano devia seguir o exemplo da Zâmbia, que ao introduzir o sistema de passaporte biométrico criou uma espécie de lei que obrigava os seus cidadãos a trocarem os documentos manuais pelos digitais em tempo útil.
Do lado moçambicano, Joaquim Bule, assessor do ministro do Interior, explicou à Imprensa que as autoridades sul-africanas tomaram esta decisão sem aviso prévio, prejudicando, assim, milhares de cidadãos, em particular aos mineiros que estiveram no país em gozo de suas licenças de fim-de-semana.
Facto curioso é que mesmo os usuários do passaporte manual cuja validade é até Dezembro de 2015 foram proibidos de entrar naquele país. As autoridades sul-africanas alegam que o impedimento visa garantir o cumprimento das deliberações da Organização Internacional de Aviação Civil, segundo as quais os passaportes que sejam de leitura não digital para serem aceites devem ter sido emitidos depois de 24 de Novembro de 2005.
Segundo Joaquim Bule, o Executivo moçambicano soube de oficiais da RSA que o certificado de emergência só será aceite caso a validade não seja superior a um dia, isto é, mesmo para casos de emergência. Refira-se que, o certificado de emergência tem uma validade de três anos.
Sem avançar números, Bule reconheceu que em Moçambique há uma massiva emissão dos certificados de emergência (117 meticais), por ser preferência dos compatriotas uma vez que é mais barato em relação ao passaporte piométrico, que custa 2.800 meticais.
Todavia, Bule aconselha aos moçambicanos a adquirirem o passaporte biométrico para não serem apanhados em contra pé, porém, garantiu que a situação está normalizada e as pessoas podem entrar na RSA sem qualquer impedimento.
Entretanto, se para as autoridades sul-africanas, o único documento aceite neste momento é o passaporte biométrico, o portador deste documento só deve, no mínimo, permanecer 24 horas no território sul-africano, segundo apurou o jornal Notícias. Aliás, a nossa fonte da  Direcção Provincial do Ministério do Interior em Joanesburgo confirma.
O mesmo matutino reporta que, para além de ver o certificado de emergência cancelado com base num selo (CANCELLED PASSPORT), os moçambicanos têm estado a receber uma notificação com os seguintes dizeres “Department of Home Affairs: Notification to person at port of entry that he or she is illegal foreigner and is refused admission” (o que traduzido quer dizer: Departamento dos Negócios Estrangeiros: Notificação à pessoa no porto de entrada que ele ou ela é estrangeiro ilegal e é recusada a sua admissão).


VERDADE

62% dos norte-americanos apoiam concessão de cidadania a imigrantes ilegais

Sessenta e dois por cento dos norte-americanos apoiam a aprovação de um meio para concessão de cidadania aos imigrantes que vivem nos Estados Unidos  ilegalmente se eles atenderem aos requisitos, enquanto quase 20 por cento são favoráveis à sua deportação, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta terça-feira.

Com o governo do presidente Barack Obama esperando que a reforma da imigração possa ser aprovada este ano, 17 por cento dos norte-americanos entrevistados apoiam a permissão para que imigrantes ilegais se tornem residentes permanentes, revela a sondagem feita pelo Instituto de Pesquisa  Pública Religião (PPRI, na sigla em inglês), órgão não partidário, e pela entidade de centro-esquerda Brookings Institution.
O apoio para uma forma de concessão de cidadania aos cerca de 11 milhões de residentes sem documentos nos EUA é quase o mesmo que o constatado em outra pesquisa em março de 2013, na qual 63 por cento se mostraram favoráveis.
"Mesmo em meio à falta de ação do Congresso, o apoio a um caminho para a cidadania para os imigrantes que vivem ilegalmente no país permanece extraordinariamente amplo", disse o executivo-chefe do PRRI, Robert Jones , em um comunicado.
Setenta por cento dos democratas, 61 por cento dos eleitores independentes e 51 por cento dos republicanos são a favor da concessão de cidadania.
A mesma pesquisa mostrou que 68% dos norte-americanos apoiam a legalização de imigrantes que entraram no país quando crianças.
Obama, do Partido Democrata, fez da reforma da imigração uma prioridade, mas um projeto de lei aprovado pelo Senado, controlado pelos democratas, está parado na Câmara dos Deputados, dominada pelos republicanos.
A pesquisa, conduzida por telefone, ouviu 1.538 adultos entre 7 e 27 de abril. A margem de erro é de 3,3 pontos percentuais.
 Ian Simpson)
Reuter


terça-feira, 10 de junho de 2014

Os vistos para o exterior e suas peculiaridades

Com a popularização das passagens aéreasno Brasil, tem aumentado sensivelmente o número de brasileiros viajando pela primeira vez ao exterior. O que poderia ser a realização de uma sonho pode se tornar um pesadelo se não forem observados alguns pequenos, porém, importantes detalhes.
A primeira dificuldade é o visto. A maioria dos países exigem visto de entrada e muitos brasileiros sequer sabem onde e como tirá-los. Primeiramente, verificar se o país aonde deseja ir exige visto, em caso positivo, busque a embaixada ou o Consulado mais próximo e faça seu agendamento. Os agendamentos são feitos online e sempre exige-se uma taxa de pagamento que deve ser paga antes da entrevista agendada.
A segunda e talvez, maior dificuldade é a famosa entrevista. As pessoas costumam tremer, ter calafrios, só em pensar em passar por tal situação. Mas não há o que temer, a não ser para aqueles que estão fazendo algo ilegal. Para uma entrevista de visto é só seguir algumas regrinhas básicas e terá total sucesso, tais como: Conheça um pouco da cultura do país onde pretende viajar e porte-se bem dentro da embaixada ou consulado, dentro dos padrões de costumes e etiquetas daquele país. Fale o mínimo possível, só responda o que for perguntado. Nós brasileiros, temos por hábito, conversar demais, querer sempre acrescentar algo nas respostas; isso não é comum nos países de primeiro mundo. Seja simples e direto em suas respostas.
Não minta jamais! Mentir é imperdoável em muitos países (deveria ser para nós também!). Não crie documentos falsos, não use de fraudes, isso é um risco enorme, uma pessoa pode sair presa de uma entrevista de visto por apresentar documentos falsos; isso é crime. Apresente documentos que comprovem seu vínculo com o Brasil, demonstrando que você irá voltar. Vínculos podem ser filhos, faculdade ou cursos em geral, trabalho, imóveis, condições financeiras de arcar com as despesas da viagem, etc.
Outra orientação importante é em relação à postura do aplicante ao visto, mantenha-se discreto, aja educadamente, com respeito à cultura daquele país; a apresentação pessoal também é importantíssima, vista-se adequadamente. Não se deve ir vestido como quem vai a feira de domingo, bem como também, não se deve ostentar nada que realmente não possua. Usar do bom senso é sempre a melhor alternativa. Agora se a ideia é imigrar para outro país, fazer isso de forma legal é sempre o melhor caminho.
Muitos brasileiros sonhos em morar fora, principalmente nos Estados Unidos, conquistar o tão famoso “American Dream”. Poucos conseguem, pois a maioria busca alcançar este sonho de forma ilegal, como imigrantes sem documentos vivem nas sombras, estão vulneráveis a negociantes inescrupulosos que sonegam impostos, pagam menos que o salário mínimo aos trabalhadores ou burlam as normas de saúde e segurança. A impressionante maioria dessas pessoas está somente tentando ganhar a vida e sustentar a família. Mas eles infringiram as regras e furaram a fila. E a verdade é que a presença de tantos imigrantes ilegais insulta aqueles que estão tentando imigrar legalmente. Essa é uma razão por que tem sido tão difícil fazer a reforma do sistema de imigração americano.
Ao contrário do que se pensa, os Estados Unidos vê com bons olhos os imigrantes. Em discurso recente o Presidente Obama destacou “Esta é a promessa deste país – que qualquer pessoa possa escrever o próximo capítulo da nossa história. Não importa de onde você veio; o que importa é que acredite nos ideais sobre os quais estamos fundamentados; que acredite que todos nós somos iguais e merecemos a liberdade de buscar a felicidade. Ao assumir os Estados Unidos, você se torna americano. E isso enriquece todos nós.” E mais a frente disse também “vejam a Intel, o Google, o Yahoo e a eBay – essas são grandes empresas americanas que criaram inúmeros empregos e nos ajudaram a liderar o mundo no setor da alta tecnologia. Cada uma delas foi fundada por um imigrante. Não queremos que a próxima Intel ou o próximo Google seja criado na China ou na Índia. Queremos que essas empresas e os empregos criem raízes na América.”
Bill Gates concorda quando disse: “Os Estados Unidos terão muito mais dificuldade para manter sua margem competitiva, se excluírem aqueles que são capazes e desejam nos ajudar a competir”.
Na contramão do que foi dito acima, o Governo Obama tem sido o que mais deportou imigrantes ilegais na história dos Estados Unidos, mas não fazendo isso arbitrariamente; concentrando os limitados recursos das patrulhas de imigração em transgressores e pessoas condenadas por crimes; não em famílias, não em pessoas que estão somente tentando amealhar uma renda.
Não faltam vistos de imigração para os Estados Unidos, o que falta é informação. Os pequenos empresários, investidores, trabalhadores com habilidades especiais, estudantes, pesquisadores, religiosos, são sempre muito bem recebidos nos Estados Unidos. Infelizmente, um dos vistos imigração mais fáceis de conseguir, o Visto E, para pequenos empresários, não está mais acessível ao brasileiro graças a nossa Presidente ter se recusado a assinar um acordo reciprocidade, permitindo que imigrantes americanos também pudessem abrir suas pequenas empresas no Brasil; mas muitos outros vistos de imigração temporária ou permanente ainda estão disponíveis a quem queira começar uma vida nova em um país cujas Leis são sérias e respeitadas, cujos impostos são revertidos aos cidadãos, baixos índices de corrupção, pouquíssima burocracia e onde a competitividade justa é mola propulsora da economia.

(Mara Ganzarolli, relações públicas na empresa Law Offices of Witer de Siqueira)


Romaria Scalabriniana reza pelos migrantes

A 11ª Romaria Scalabriniana reuniu hoje no Santuário Nacional mais de mil integrantes, sendo cerca de 100 padres e religiosos, representantes de diversas regiões como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná.

A Santa Missa das 9h00, presidida pelo Missionário Redentorista padre Alberto Pasquoto, foi em ação de graças pelos 109 anos de falecimento do fundador Dom João Scalabrini e em intenção pela Semana Nacional do Migrante, de 15 a 22 de junho. “Viemos até o Santuário da Mãe porque Ela sempre nos acompanha e todo migrante deve ter consciência disso”, disse ao A12.com padre Agenor Sbaraini, Superior Regional dos Padres Scalabrinianos da América do Sul.
Para as Imãs Missionárias de São Carlos Borromeo, a romaria foi, em especial, um momento de preparação para a beatificação da co-fundadora da congregação, Madre Assunta, que será realizada em São Paulo (SP) no dia 25 de outubro, com a presença do Cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as causas dos santos no Vaticano.
“A congregação vive um momento de grande alegria. A beatificação coroa o testemunho de amor a Deus a aos irmãos da nossa co-fundadora, que dedicou 53 anos de sua vida consagrada a serviço dos órfãos e migrantes mais pobres aqui no Brasil”, ressalta Irmã Sandra Maria Pinheiro, Superiora da Província de São Paulo. A religiosa acrescentou que a beatificação “é um grande dom que a Igreja nos dá por seu testemunho de vida e santidade”.

No dia 26 de outubro, dia seguinte à beatificação, representantes da família scalabriniana no Brasil e no mundo estarão novamente na Basílica Nacional de Aparecida agradecendo a Padroeira do Brasil.
“Ela nos motiva a continuar trazendo para o mundo de hoje o testemunho de Madre Assunta, e nos fortalece nessa caminhada, que é de muitos desafios, mas também de muitas alegrias junto aos migrantes, que representam nosso carisma e nossa missão”, testemunha Irmã Sandra.
A Romaria contou ainda com a presença do Conselheiro Geral dos Scalabrinianos, padre Luís Antonio Dias, da Colômbia.

Tatiana Bettoni 
Foto de: www.mscs.org.br


segunda-feira, 9 de junho de 2014

ESTRANGEIROS SE UNEM A ATOS POR MORADIA EM SÃO PAULO

No prédio do antigo Cine Marrocos, na região central de São Paulo, 475 famílias pagam R$ 200 mensais ao Movimento dos Sem-teto do Sacomã (MSTS), criado em setembro de 2013 e responsável por sete ocupações. Dos sete andares, três estão reservados só para estrangeiros. Haitianos, o grupo mais numeroso, somam 52 famílias e ficam no segundo pavimento. Camaroneses e dominicanos estão logo acima, no terceiro. No quarto ficam peruanos, bolivianos e venezuelanos. Gays e travestis foram agrupados no quinto andar.
Às vésperas da Copa do Mundo, estrangeiros moradores de ocupações, incluindo imigrantes de Serra Leoa e de Cabo Verde que participaram de conflitos armados em seus países, estão escalados na linha de frente dos protestos de sem-teto marcados para acontecer em São Paulo a partir de terça-feira. Manifestações previstas para terça prometem parar a cidade
Atualmente, 17 movimentos de luta por moradia – entre eles Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Luta por Moradia Digna (LMD), Movimento Moradia Para Todos (MMPT) e Frente de Luta por Moradia (FLM) – pressionam vereadores a incluir no novo Plano Diretor proposta que reserva novos terrenos para a construção de conjuntos populares, até mesmo em áreas nobres e de preservação ambiental. Os atos prometem mais uma vez parar o centro, como vem acontecendo há três meses.
A esperança que move o haitiano Wadson Jean, 34, é a de participar de algum programa habitacional, como o Minha Casa Minha Vida. No país desde 2011, ele quer arrumar logo uma mulher e ter um filho, o que lhe daria direito ao benefício. Jean mora no prédio do Cine Marrocos desde o fim do ano passado e já viveu em duas favelas. “Não perco um protesto”, afirma.
Os principais movimentos estimam que africanos e latinos representem hoje 10% dos moradores dos 50 prédios da região central que viraram ocupações desde outubro de 2012. Segundo a Prefeitura, são 20 mil moradores fixos nos edifícios. Desses, 2.000 são estrangeiros.
Pelo direito à moradia digna
Prestes a completar cinco anos de Brasil em 9 de setembro, o casal de peruanos Carmem Paredes, 32, e seu marido, Richard Torres, 33, não deseja mais nada na vida além de uma casa própria. “Quando não consigo ir, por causa do filho, meu marido vai. A gente não falta em nenhum. O próprio artigo 6.º da Constituição assegura moradia a todos os cidadãos do país, não diz que estrangeiro não pode”, afirma Carmem, repetindo um mantra adotado pelos moradores de ocupações do centro.
Ficar no Brasil
Acolhimento. Para entrar em programas de moradia do governo, o estrangeiro precisa ter pelo menos cinco anos de residência fixa e legal no Brasil, além de filho matriculado em escola, entre outras exigências.

Fonte: O Tempo on line.


PENTECOSTES E MIGRAÇÃO

Pe. Alfredo J. Gonçalves, CS
Três coisas chamam a atenção na liturgia da Solenidade do Pentecostes: o própro relato do Livro dos Atos dos Apóstolos (At 2,1-11), o paralelo com o episódio da Torre de Babel (Gn 1,1-9) e a conexão com a imagem da Carta de São Paulo aos Romanos (Rm 8,22-27).
Barulho, vento forte e fogo. Em várias partes das Sagradas Escrituras, a teofania (manifestação de Deus) vem associada às imagens do silêncio, da brisa suave ou da luz. No relato do Livro dos Atos dos Apóstolos, porém, o autor sublinha o fragor ou barulho, o vento forte e as línguas de fogo. De fato, o grupo embrionário da Igreja, após o medo, o fracasso, a frustação e a impotência diante do fim trágico na cruz, fecha-se hermeticamente sobre si mesmo. No episódio dos discípulos de Emaús assistimos à tristeza e à fuga. Aqui vemos a “comunidade” cerrada a qualquer contato. O barulho, o vento forte e o fogo parecem indicar que o Espírito de Deus vem sacudir o torpor dos seguidores de Jesus, restituir-lhes a coragem para que abram as portas e se ponham a caminho. O mesmo faz o Espírito, por exemplo, no Concílio Ecumênico Vaticano II, na Assembleia dos bispos da América Latina e Caribe, em Aparecida. Em síntese, sempre que a sociedade e a Igreja ameaçam parar no tempo, congelar-se em fórmulas e instituições rígidas e fixas, fossilizar-se – o Espírito de Deus irrompe para quebrar as cadeias, as fortalezas, as alianças espúrias e resgatar a fluidez viva e dinâmica do tempo. Vemos isso no fluxo e refluxo dos migrantes que, com teimosia e tenacidade, buscam alternativas de vida?
Torre de Babel e Pentecostes. Em nosso imaginário, torre remete a riqueza, domínio e poder. No caso do Livro do Gênesis representa também a cidade em contraste com o compo, este sendo obrigado a manter aquela atrvés de pesados impostos. A imagem nos diz que o egoísmo de uma minoria prevalece sobre a responsabilidade de buscar o bem comum de toda a população. Daí que, embora falem a mesma língua, a comunicação torna-se impossível. Os interesses são diferentes, opostos e até conraditórios. Quanto mais alta a torre, ou quanto maior a distância entre a base e o topo da pirâmide social na sociedade moderna e urbanizada, mais difícil o entendimento. É nítido o contraste com o relato do Pentecostes nos Atos dos Apóstolos. Neste caso, com a vinda do Espírito, respira-se o clima alegre e caloroso da Boa Nova de Jesus Cristo. Embora provenientes de regiões, povos e línguas distintas, todos os presentes entendem a comunicação dos Apóstolos, pois estes falam a linguagem do amor. A essa fraternidade ou cidadania universal nos convidam os migrantes, com seus desafios ao encontro e ao interculturalismo!
A criação geme e sofre de dores de parto. O Espírito de vida sobrepõe-se ao espírito de morte. Cada pessoa, juntamente com toda a criação, é convidada a renascer. Nascimento e renascimento pressupõem dor, sofrimento, perda, renúncia – em vista de uma vida com horizontes infinitivamente mais amplos. Por isso é que “os sofrimentos do momento presente não se comparam com a glória futura que deverá ser relelada em nós”, afirma o apóstolo Paulo. Aqui também a irrupção de Deus surpreende a história. Enquanto esta tende à inércia e a uma acomodação petrificada, o Espírito subverte seus alicerces para revelar o dinamismo de uma criação que continua a evoluir. O tempo de Deus (kairós) toma o lugar do tempo dos tiranos e tiranias. O curso da trajetória humano-divina ou divino-humana permanece aberto a alternativas inovadoras. Os migrantes em movimento reabrem fronteiras cerradas e põem em marcha a própria história!

Roma, Itália, 8 de junho de 2014, Solenidade de Pentecostes

sábado, 7 de junho de 2014

Série brasileira exibe histórias de imigrantes de países que disputarão a Copa

Serão exibidas histórias dos imigrantes da Argentina e Holanda; Alemanha e Austrália; Colômbia e Irã; Chile e Coreia; Itália e Suíça; Camarões e EUA; Equador e Rússia; Bélgica e Honduras; França e Uruguai; Bósnia e Inglaterra; Costa do Marfim e Portugal; Grécia e México; Croácia e Nigéria; Argélia e Espanha; Brasil e Gana.

A nova série faz um raio-X dos imigrantes oriundos dos países que disputarão a Copa do Mundo no Brasil. BR14 – A rota dos imigrantes é uma série documental composta por 32 minidocs, que serão exibidos em 16 episódios diários, de 26 minutos cada. A ideia é mostrar o estilo de vida desses imigrantes e seus descendentes, os seus hábitos e comportamento comum. Como esses imigrantes contribuíram para a formação da identidade brasileira? Quais as curiosidades e principais traços que estão enraizados na cultura nacional? Essas e outras perguntas serão respondidas nos episódios.

Na estreia, a atração desvenda os imigrantes do Japão e da Costa Rica. O telespectador vai conhecer a história de Rodrigo, paulistano, filho de uma japonesa com um brasileiro. É o único dos filhos que fala a língua de sua mãe. Curioso e fascinado pela cultura japonesa, Rodrigo topou viajar para Tomé-Açu, no Pará, para conhecer uma pequena comunidade japonesa no meio da floresta, que ainda mantém uma série de tradições desde a época em que os primeiros imigrantes pisaram na região, na década de 1920. Rodrigo visita a única escola, dá uma aula de mangá, conhece um instrutor de sumô e o time de beisebol.

Já Sara Devandas Garro, de 38 anos, é assistente social e mora há três anos em Natal, no Rio Grande do Norte. É apaixonada pela Bahia e pelo livros de Jorge Amado. Não foi à toa que casou com um baiano e jura que Costa Rica e Salvador tem muito em comum. Sara é dançarina de danças tradicionais e sente muita falta de mais contato com a cultura de seu país no seu dia a dia. Para estar mais perto do ladocultural dos seus compatriotas, Sara viajou para Salvador com o objetivo de conhecer alguns costarriquenhos e entender como fazem para manter a ligação com a cultura do seu país.


 Achei USA

Patriarca defende resposta solidária à imigração ilegal

Se a Europa não ajudar os países de origem da imigração e não integrar os ilegais "da maneira mais solidária possível, temos um problema que não nos dá futuro bom", alerta D. Manuel Clemente.

A Europa deve resolver de forma solidária o problema "muito sério" da imigração ilegal, defendeu esta quinta-feira o Patriarca de Lisboa.
Numa referência às notícias frequentes de barcos cheios de imigrantes que atravessam o Mediterrâneo, D. Manuel Clemente afirma que este é um "problema que está dentro da Europa e que a Europa tem que resolver".

Os países do "Velho Continente" têm que ajudar as nações de origem dos imigrantes a melhorar as condições de vida das populações e integrar os ilegais, propõe o Patriarca de Lisboa, em declarações à Renascença.

À margem de um seminário em Lisboa sobre a lei de bases da economia social, o prelado advertiu que a “Europa não se resolverá como sociedade se não ajudar a resolver o problema de sociedades que não o são, concretamente, de onde provêm estas vagas imensas de imigrantes forçados, que batem às portas da Europa e ficam de fora”.
“Aí é a solidariedade que deve imperar. Se nós não os ajudarmos a resolver nos seus países estes problemas e não integrarmos os que já cá estão da maneira mais solidária possível, nós temos um problema que não nos dá futuro bom”, sublinha D. Manuel Clemente.


Renascença

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Ainda as eleições europeias


O resultado das eleições europeias tem sido objeto de diversas análises e teve mesmo já impacto em termos partidários; ainda assim, a generalidade das análises tem remetido para o caso português, comparando e muito bem a abstenção e os resultados eleitoraisface a eleições homólogas anteriores. E passou-se á frente, que todos os dias nos confrontamos com novas questões de relevância e complexidade ou mesmo com casos do quotidiano que nos surpreendem.
Perdoar-me-ão que, no entanto, volte á questão das eleições europeias, e ao grau de incerteza que me parece hoje reforçado na União Europeia. Na Inglaterra, o Partido da Independência (UKIP) obteve 27% dos votos, ganhando as eleições; a sua campanha baseou-se em larga medida na saída da U.E., bem como na necessidade de limitar tanto a
livre circulação de pessoas como a imigração. Na Finlândia, um partido que se intitula de “Verdadeiros Finlandeses” (Finns Party), e que se situa na extrema-direita, conseguiu 13% dos votos; na Holanda, o Partido Holandês para a Liberdade rondou os 12%; na Grécia, o Golden Dawn ficou em terceiro lugar com mais de 9%; no caso da Hungria, o Movimento para uma Melhor Hungria (Jobbik) conseguiu cerca de 15% dos votos; o Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ) obteve 20,5%. Em França e na Dinamarca, partidos da extrema direita ganharam claramente as eleições - a Frente Nacional de Marine Le Pen com 25% dos votos, e o Partido do Povo Dinamarquês (DF) com 26,7%. Na generalidade dos casos, mais ou menos nuances, a retórica foi no sentido da contestação á União Europeia, um reforço dos nacionalismos e uma forte oposição á imigração. 
A experiência que temos vivido na prática nos últimos 50 anos teve sempre uma base voluntarista, radicada na 
visão estratégica e na determinação de uns quantos dirigentes excecionais. Ao longo de décadas, a experiência foi-se alargando, captando um número crescente de aderentes num processo que tem sido designado por alguns de “dominó”, mais ou mos no estilo “se é bom e tu estás, eu também quero”; o período entre 1950 e 1973 ficou conhecido como a “Idade de Ouro” do crescimento económico europeu, e ao longo das décadas de 80 e 90, os rendimentos per capita europeus tenderam rapidamente a aproximar-se dos EUA. O alargamento do processo criou dificuldades acrescidas, tanto mais que veio comprovar e revelar aprofunda heterogeneidade dos estados membros; de qualquer forma, um estudo muito recente (Campos e outros, 2014) veio mostrar que os países ganh aram com a integração. O que os autores fazem é comparar a evolução tendencial de cada país em termos do PIB per capita e a produtividade do trabalho antes e depois da integração e concluem que os resultados, mesmo com a crise, são positivos para Portugal, bem como para a generalidade dos países embora com graus diferentes. É curioso que só a Grécia é um caso á parte, revelando um desempenho francamente dececionante. 
No entanto, o resultado das eleições manifesta um claro descontentamento. O euro tem responsabilidades, sem dúvida, não por causa do projeto em si, mas
devido á forma como foi montado sem a rede que necessariamente teria que ter. Pensou-se provavelmente que, a par do que aconteceu nos anos 50 com a construção da CEE, criavam-se primeiro as instituições económicas que as instituições políticas logo se adaptariam. Na altura a coisa até correu bem, mas agora com um único poder monetário, supranacional (o Banco Centra Europeu) e múltiplos poderes fiscais nacionais a poderem remar em direções diferentes e no contexto de uma crise financeira mundial, a história foi outra. Ainda assim, a explicação é insuficiente para perceber países como a Dinamarca, onde o impacto da crise foi apesar de tudo menor, e não estão na zona euro. 
Historicamente a 
questão da imigração tem demonstrado ter capacidade para gerar reações emocionais, independentemente dos países e das culturas. Os economistas têm demonstrado que as atitudes face á imigração refletem as condições do mercado de trabalho e os mecanismos fiscais de redistribuição de rendimentos (existem diversos estudos sobre este tema, a maior parte dos quais muito recente, como por exemplo o de Otto e Steinhardt). Isto é, os trabalhadores de cada país que podem porventura, dadas as suas ocupações profissionais e competências, ser substituídos por imigrantes, têm a expetativa de que os salários tenderão a baixar por essa razão e portanto opõem-se á imigração. No caso dos países que recebem na sua maior percentagem trabalhadores não qualificados, o sistema fiscal acaba por os beneficiar, o que pode contribuir para uma atitude negativa de muitos. Ora a União Europeia confronta-se atualmente com cerca de dezanove milhões de desempregados com um grau de mobilidade já relativamente elevado no mercado de trabalho europeu, a par de uma pressão imigratória contínua de fora da Europa. E sobre isso há explicações de caráter sociológico, as identidades nacionais, a cultura, os percursos históricos, a opinião pública - e o racismo enquanto agregador. 


Margarida Proença
Correio do Minho