terça-feira, 26 de julho de 2022

Refugiados e migrantes com visto humanitário podem se inscrever para processo seletivo especial da UFPR

 


Estão abertas as inscrições para o processo seletivo especial que a UFPR realiza anualmente para migrantes com estado de refugiados ou visto humanitário e solicitantes de refúgio. A universidade oferta a esse grupo 10 vagas suplementares em cursos de graduação e cursos técnicos de nível pós-médio. Os interessados podem se inscrever até o meio-dia do dia 2 de setembro, no site do Núcleo de Concursos da UFPR (nc.ufpr.br).

A seleção dos candidatos será feita em fase única, junto com a primeira fase do Vestibular 2023 da UFPR, no dia 23 de outubro. A prova será composta de 35 questões objetivas, sendo 5 de cada uma das seguintes disciplinas: Biologia, Física, Geografia, História, Língua Portuguesa (como língua estrangeira), Matemática e Química.

As 10 vagas (com limite de uma por curso) serão preenchidas por escolha dos candidatos, de acordo com a ordem de classificação. Após a divulgação do resultado, o candidato mais bem colocado fará a escolha do curso, que deixará de figurar dentre as opções possíveis.

Em seguida, o segundo candidato fará a escolha, e assim sucessivamente, até o preenchimento das 10 vagas disponíveis. Os demais candidatos serão classificados em lista de espera para possível chamada complementar, no caso de desistências.

A criação de um processo anual de seleção para migrantes com visto humanitário e refugiados na UFPR foi aprovada em novembro de 2018 pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, passando a compor as políticas institucionais de inclusão da universidade.

Documentação
Para fazer a inscrição, os candidatos devem enviar os seguintes documentos:

a) Documento de identidade (RNM, CIE, RNM, CRNM, passaporte ou equivalente);

b) Documento que comprove a condição migratória exigida, como cópia da solicitação de refúgio (Protocolo do MJ/PF); ou documento que ateste a condição de refugiado reconhecida pelo Comitê Nacional de Refugiados – CONARE (Passaporte, RNE, CIE, RNM, CRNM, todos com a indicação da Lei 9474/97); ou documento que ateste o caráter humanitário da condição migratória (Passaporte, RNE, CIE, RNM, CRNM, com a indicação das Portarias do Conselho Nacional de Imigração – CNIg, Portarias Interministeriais ou outro órgão competente ou o visto/residência de acolhida humanitária); ou outro documento que comprove o cumprimento dos requisitos migratórios para concorrer.

Caso tenha visto ou residência por reunião familiar, deverá demonstrar o documento do familiar que gerou o refúgio ou a condição humanitária, bem como seu grau de parentesco com o mesmo;

c) Cópia do documento da Receita Federal do Brasil, emitindo um número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF);

d) Cópia de documento que comprove a conclusão do ensino médio. Em caso de ensino médio concluído no exterior, o documento deverá ser revalidado por Secretaria de Educação de qualquer estado brasileiro.
Confira o edital e o programa de prova.

cbncuritiba.com

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segunda-feira, 25 de julho de 2022

UFU passa a contar com ação afirmativa para estudantes estrangeiros e refugiados


UFU aprovou projeto de ação afirmativa para estrangeiros — Foto: Milton Santos/UFU


Pessoas em situação de refúgio, asilo político, acolhida humanitária ou sob outras políticas humanitárias passaram a contar, neste mês de julho, com ações afirmativas de ingresso à Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Uma resolução aprovada pelo Conselho Universitário (Consun) no fim de junho determinou a instituição de política de cotas e auxílios para essa população.

No caso das cotas, a resolução prevê a abertura de uma vaga adicional para esses alunos nos cursos oferecidos pela UFU, pela Educação Infantil da Escola de Educação Básica (ESEBA) e pelas outras unidades da faculdade. Os estudantes também terão mais facilidade no reconhecimento e revalidação de diplomas.

“As ações afirmativas são oportunidades para nossa comunidade de reconhecer-se na alteridade e enriquecer-se na diversidade. Uma formidável resposta acolhedora e responsável para um mundo que, por vezes, infelizmente, ainda insiste no distanciamento, separação e exclusão”, afirmou o vice-reitor da UFU, Carlos Henrique Martins da Silva.

A ação afirmativa foi proposta pela Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM), do Núcleo de Pesquisas e Estudos em Direitos Humanos (Nupedh), do Instituto de Economia e Relações Internacionais (IERI). O trabalho da comissão foi embasado em pesquisas sobre experiências em outras instituições de ensino superior.

“A validação dos diplomas permite que os migrantes que foram obrigados a deixar seus países em razão de crises possam retomar seus projetos de vida, mas também contribuir com o desenvolvimento da sociedade onde eles estão inseridos”, explicou a professora do IERI e coordenadora do núcleo, Marielle Maia.

G1Triangulo Parnaiba

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Centenas de migrantes forçados chegam ao sul da Itália

 

Desembarque de migrantes em Messina, na Itália

Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Duas embarcações da Capitania dos Portos da Itália atracaram neste domingo (24) em Messina, na Sicília, com 179 pessoas resgatadas de um barco à deriva no Mar Mediterrâneo.

Ao todo, cerca de 500 migrantes foram salvos na operação, mas o restante foi distribuído entre outros dois portos na Sicília e um na Calábria. As embarcações que chegaram em Messina também carregavam cinco corpos de pessoas mortas por causas ainda não esclarecidas.

Além disso, mais de 20 barcos de migrantes chegaram neste domingo em Lampedusa, ilha italiana que fica mais perto do norte da África do que da Península Itálica, totalizando mais de 700 indivíduos.

Com isso, o centro de acolhimento de Lampedusa, que tem capacidade para 350 pessoas, abriga mais de 1,5 mil.

A Itália já recebeu 34.013 migrantes forçados via Mediterrâneo em 2022 (sem contar os números deste fim de semana), crescimento de 33% na comparação com o mesmo período de 2021, de acordo com o Ministério do Interior.

Os principais países de origem dos deslocados são Tunísia (6.209), Egito (5.991), Bangladesh (5.860), Afeganistão (3.292) e Síria (2.111). Geralmente, esses migrantes usam a Itália como porta de entrada na União Europeia e depois seguem para países ao norte.

Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), 828 pessoas já morreram ou desapareceram na travessia do Mediterrâneo Central em 2022.

O recrudescimento dos fluxos migratórios no sul da Itália deve ser um dos principais temas da campanha para as eleições antecipadas de 25 de setembro, que têm a extrema direita como favorita à vitória.

Tanto a deputada Giorgia Meloni, líder nas pesquisas, quanto o ex-ministro do Interior Matteo Salvini, terceiro colocado, prometem endurecer as políticas migratórias do país e barrar a entrada de pessoas resgatadas no Mediterrâneo.

terra.com

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sábado, 23 de julho de 2022

Pandemia agrava pobreza e desigualdade no Brasil e gera desafios para mais vulneráveis

 Relatório “Pobreza e Equidade no Brasil – Mirando o Futuro Após Duas Crises”, do Banco Mundial, analisa situação da população brasileira após a Covid-19; país é o terceiro mais afetado pelo vírus no mundo.


A Covid-19 causou graves estragos no Brasil e em sua economia. Com mais de 33 milhões de casos diagnosticados, o país tem sido o país mais afetado na América Latina e o terceiro em todo o mundo. 

No início da pandemia, aproximadamente 30% dos brasileiros eram pobres e 8% da população vivia na extrema pobreza. 

Dados comparáveis

Neste novo relatório, o Banco Mundial mostra que esses percentuais não mudaram muito desde 2012, 33% e 7,4%, respectivamente, o primeiro ano para o qual há dados comparáveis. 

Especialistas do Banco Mundial lembram que o Brasil não tem uma linha oficial de pobreza. De acordo com a definição utilizada no relatório, estão abaixo da linha de pobreza pessoas com renda per capita inferior a R$ 499 por mês.

Favela no Rio de Janeiro, Brasil
Unicef/Giacomo Pirozzi
Favela no Rio de Janeiro, Brasil

 

Tendo diminuído substancialmente em 2020, as taxas de pobreza aumentaram, acentuadamente, assim que a assistência do governo minguou, tornando evidente a dependência das famílias brasileiras do suporte do Estado diante de más condições no mercado de trabalho.

No entanto, estima-se que essas taxas tenham sido inferiores em pouco mais de um ponto percentual em 2021 em relação a 2019. O programa Auxílio Emergencial, iniciado em 2020 pelo governo federal para enfrentar a Covid, ajudou a conter o aumento da pobreza naquele ano, informa o relatório.

Tecnologia e capital humano

O baixo acesso à tecnologia e ao capital humano tornou mais difícil para os mais pobres sua adaptação ao mercado de trabalho durante a pandemia. É o que explica Gabriel Lara Ibarra, economista sênior do Grupo de Pobreza e Equidade do Banco Mundial, responsável pelo relatório.

“Segundo o relatório, os pobres e vulneráveis do Brasil sentiram mais duramente as consequências econômicas negativas da pandemia. A deterioração do mercado de trabalho diminuiu a renda domiciliar do trabalho, com os 40% mais vulneráveis da população sendo os mais atingidos. O baixo acesso à tecnologia e ao capital humano é comum entre os pobres, limitando sua capacidade de adaptação ao ambiente de trabalho ocasionado pela Covid-19.

A participação das mulheres na força de trabalho diminuiu significativamente mais do que para os homens, em grande parte devido aos papéis sociais tradicionais de gênero que aumentaram o trabalho doméstico não remunerado das mulheres e os encargos educacionais infantis durante os bloqueios escolares. Entre os jovens, aqueles de baixa escolaridade, os afro-brasileiros e os residentes nas regiões Norte e Nordeste tiveram maior probabilidade de perder seus empregos como resultado da pandemia”.

Norte e nordeste do Brasil

A pandemia gerou um alto custo para a acumulação de capital humano a longo prazo e ampliou a lacuna de desigualdade. Em novembro de 2020, 27,8% das crianças das regiões Norte e Nordeste, as mais pobres do país, não estavam matriculadas ou não tinham acesso às atividades escolares. 

Brasil tem sido o país mais afetado pela pandemia na América Latina e o terceiro em todo o mundo
Aldeias de Crianças SOS Colômbia
Brasil tem sido o país mais afetado pela pandemia na América Latina e o terceiro em todo o mundo

 

O acesso também foi menor para as crianças que vivem em áreas rurais. Em meados de 2021, o envolvimento em atividades escolares ainda era afetado de forma desigual pela pandemia.

Os dados mostram que apenas metade das crianças que viviam em um domicílio entre os 20% mais pobres da população estava envolvida (presencialmente ou virtualmente) em atividades escolares durante toda a semana, enquanto esse era o caso de três em cada quatro crianças nas famílias mais ricas.

Problemas históricos

O relatório mostra que, apesar do progresso realizado nas décadas anteriores, as profundas divisões socioeconômicas no país são problemas históricos.

Entre 2001 e 2012, o PIB do Brasil cresceu a uma taxa média anual de 2,6% em termos reais, e a diferença de desigualdade de renda diminuiu significativamente à medida que o Brasil experimentou uma redução significativa de 16 pontos percentuais na pobreza geral.

Ainda assim, as disparidades na população brasileira permanecem: quase três em cada 10 pobres são mulheres afro-brasileiras que vivem em áreas urbanas, enquanto três quartos de todas as crianças que residem em áreas rurais são pobres.
Impactos diretos

O documento aponta que é necessária uma visão ampla e renovada para dar aos grupos populacionais mais vulneráveis uma vida decente no futuro. 

Rua Augusta, em Bela Vista, na cidade de São Paulo
Rovena Rosa/Agência Brasil
Rua Augusta, em Bela Vista, na cidade de São Paulo

No curto prazo, as prioridades políticas devem se concentrar na proteção dessas populações contra a erosão (ou esgotamento) dos ativos. As políticas devem abordar os impactos diretos da pandemia: proteger o capital humano das crianças e ajudar os indivíduos a voltar ao trabalho.

No longo prazo, esforços devem ser feitos para construir e promover a acumulação de ativos para a base mais ampla possível. Investimentos em capital humano são necessários para aumentar a produtividade da força de trabalho – presente e futura. 

Deve haver um forte impulso para apoiar a transformação econômica estrutural que está ocorrendo no Brasil. Além disso, investimentos em infraestrutura e acesso a ativos produtivos são necessários para melhor conectar e proteger as populações vulneráveis para que o Brasil possa se orientar para um crescimento inclusivo e resiliente.

*Do Banco Mundial, em Brasília, Sidrônio Henrique.

Onunews

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Na Etiópia, seca agrava situação humanitária de quase 10 milhões de pessoas

Quatro temporadas consecutivas de chuvas fracas deixaram milhões de pessoas à mercê da fome no Quênia, Somália e Etiópia. (Foto de Simon MAINA/AFP)  (AFP or licensors)

O índice de desnutrição na Etiópia está aumentando de forma alarmante devido à seca. Em quatro regiões etíopes, estima-se que cerca de 600 mil crianças precisarão de tratamento para a desnutrição aguda até o final do ano. Na região da Somália, em um ano, houve um aumento de quase 45% de hospitalizações de menores de 5 anos, devido à sua grave desnutrição.

As regiões de Afar, Oromia, Nações, Nacionalidades e Povos do Sul (SNNPR) e Somalis, na Etiópia, estão passando por uma grave seca devido à falta de chuvas por quatro temporadas consecutivas. Os poços de água secaram e milhares de cabeças de gado morreram, provocando um deslocamento em massa.

Manuel Fontaine, diretor das Operações de Emergência do UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), declarou que "o impacto da seca sobre as crianças é devastador. Somente na região da Somália, quase um milhão de pessoas emigraram. A seca não se refere apenas à falta de água: crianças morrem de fome e de sede todos os dias e são obrigadas a percorrer quilômetros a pé em busca de comida e água; muitas vezes, para matar sua sede, até bebem água de fontes contaminadas, o que causa desnutrição e outras doenças mortais evitáveis, como a diarreia”.

O índice de desnutrição na Etiópia está aumentando de forma alarmante devido à seca. Em quatro regiões etíopes, estima-se que cerca de 600 mil crianças precisarão de tratamento para a desnutrição aguda até o final do ano. Na região da Somália, em um ano, houve um aumento de quase 45% de hospitalizações de menores de 5 anos, devido à sua grave desnutrição.

“Esta crise causada pelo clima – afirmou ainda Manuel Fontaine – provoca uma profunda desnutrição nas crianças, não apenas na Etiópia, mas em toda a África. No entanto, o UNICEF e seus parceiros continuam a atuar nestas regiões, dando apoio nutricional para salvar milhares de crianças, gravemente desnutridas. Somos muito gratos pela recente contribuição de 200 milhões de dólares que USAID (Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional) ofereceu ao UNICEF. Este financiamento, que, em geral, representa um avanço muito oportuno, contribui, sobremaneira, para aumentar nossa ajuda nutricional no mundo inteiro".

O efeito cascata da guerra na Ucrânia leva milhares de famílias africanas ao limite da exacerbação, piora a insegurança alimentar, aumenta os preços dos combustíveis e reduz as importações de trigo. A Etiópia importa 67% do trigo da Rússia e Ucrânia.

“Isso significa – conclui Manuel Fontaine - que os preços de óleo de cozinha, pão e farinha de trigo estão atingindo preços recordes nos mercados; também as famílias, que não vivem em situação de crise humanitária, não conseguem mais suprir suas necessidades alimentares diárias”.

Por isso, o UNICEF faz seu premente apelo para enfrentar a seca nas áreas atingidas na Etiópia: são necessários 65 milhões de dólares; a questão humanitária em geral precisa de 351 milhões. Estes financiamentos específicos servirão para assistir mais de 2 milhões de pessoas vulneráveis ​​na Etiópia.

Radio Vaticano 

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sexta-feira, 22 de julho de 2022

Parlamento de Portugal aprova lei que facilita empregos para brasileiros

 

Foto: Reprodução/Pixabay | Foto: Reprodução/Pixabay

O Parlamento de Portugal aprovou nesta quinta-feira, 21, um projeto de lei que facilita a concessão de vistos de trabalho para os cidadãos das Comunidades dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) — organização nacional integrada pelo Brasil e outros nove Estados-Membros.

Com a aprovação da nova medida, brasileiros poderão obter vistos especiais para trabalhar em terras lusitanas. Eles devem ser requeridos diretamente nas embaixadas ou nos consulados de Portugal. A permissão vai valer por um prazo de 120 dias e pode ser renovada por mais 60, para que os imigrantes exerçam profissão no país.

Para entrarem oficialmente em vigor, as novas regras dependem apenas da regulamentação do governo português. Antes da aprovação do Parlamento, conseguir um emprego em Portugal era mais difícil, burocrático e demorado. O processo era feito por meio do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), órgão que têm em análise mais de 160 mil ações de pedidos para trabalhar no país.

A mudança na legislação é uma aposta do governo de Portugal, proposta pelo governo do premiê António Costa (Partido Socialista). A agilidade da aprovação da lei se dá pelo atual cenário econômico do país: existe uma falta de mão de obra, sobretudo nos setores de turismo e serviços, em virtude do rápido processo de envelhecimento da população.

Além de garantir maior facilidade para os brasileiros que buscam emprego em Portugal, o novo projeto de lei também certifica que, caso o imigrante não consiga emprego dentro do prazo estipulado, será obrigado a sair do país. Outro pedido de visto só poderia ser requerido um ano após o fim da validade do documento anterior.

revistaoeste.com

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MG : Evento da Faculdade de Direito aborda migrações e tráfico de pessoas nesta segunda, 25

 

O contexto regional de migrações humanas, bem como os aspectos históricos, jurídicos e econômicos do tráfico de pessoas serão tema de evento do Departamento de Direito, na próxima segunda, 25. A atividade do campus Governador Valadares da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF-GV) contará com a presença do delegado Daniel Fábio Fantini, chefe da Delegacia de Defesa Social e Institucional, no Departamento de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Federal.

A iniciativa é dedicada a refletir o Dia Mundial de Combate ao Tráfico de Pessoas, instituído em 30 de julho. Para o docente Bráulio Magalhães, a data impulsiona um relevante debate sobre as causas, consequências e a necessidade de políticas públicas para combater o tráfico de pessoas, sobretudo de mulheres e crianças para fins de exploração sexual, como também as conexões com o contrabando de migrantes. “A dinâmica histórica e social do Vale do Rio Doce, sobretudo na cidade de Governador Valadares e entorno indica a necessidade de se debater sobre o tema nas suas dimensões diversas, dada a complexidade em que se entrelaçam componentes jurídico-legais, histórico-sociais, econômicos e culturais”, relaciona.

O docente enfatiza a relevância do debate em um cenário de vulnerabilidades da população envolvida, ampliado em decorrência da pandemia de Covid-19 e seus impactos econômico-sociais. “As pessoas têm se endividado para tentar a migração, inclusive de forma ilegal. A Polícia aponta grande aumento, nos últimos dois anos, nas tentativas de ir, principalmente, para os Estados Unidos”. Bráulio destaca os efeitos dessa tendência no crescimento dos casos de exploração e trabalho escravo: “tem causado uma série de problemas que decorrem, não apenas da ilegalidade, mas do risco a que essas pessoas estão submetidas com os contrabandistas”.

O fórum acontece na sala 408 do Pitágoras, a partir das 9h30, e será aberto a toda a sociedade. Haverá emissão de certificado aos participantes.

ufjf.br

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quinta-feira, 21 de julho de 2022

Migração moderna no Brasil

 

Legenda: Daniel Pedrosa é escritor e autor do livro Retirantes: O Legado das Sombras

Durante um período de nossa história, muitos artistas brasileiros retrataram a dor do migrante em obras primas das mais diversas. O famoso quadro “Retirantes”, do renomado pintor paulista Candido Portinari, e a obra literária “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, eternizaram a realidade de muitos que enfrentaram a fome e a violência.

Mas, quase um século depois, poderíamos dizer que esta realidade é apenas um recorte específico de nosso passado e deve ser lembrada de forma nostálgica como um período superado? O mundo moderno nos trouxe novas tecnologias e com elas a possibilidade de evitar que a fome e o sofrimento façam parte da vida. Porém, em um país onde praticamente 10% da população vive a margem da pobreza extrema, não seria correto acreditar que eliminamos definitivamente esta realidade.

Então, por que não vemos mais notícias que relatam migrações em massa e pessoas carregando seus filhos em estradas, morrendo de fome ou sede pelos caminhos? Uma das hipóteses que podemos explorar é que a migração se tornou um negócio na nova sociedade e que acontece de maneira mais organizada, sem que seja percebida, mas enfrentando muitos dos problemas vividos em meados do século passado.

Os migrantes, e até mesmo imigrantes internacionais, muitas vezes refugiados, não caminham mais em estradas sob o sol escaldante, mas ainda chegam às grandes cidades e acabam explorados, quando não viram moradores de rua ou se envolvem na criminalidade para poder conseguir o que comer. É como se existisse um muro que separasse a realidade de uma parcela da sociedade que decide se aceita ou não a inclusão de novos membros.

Observados o passado e o presente, fica o questionamento sobre o futuro. No meu novo livro “Retirantes: O Legado das Sombras”, crio uma história distópica e apresento uma família que enfrenta a fome, o medo e a violência para vencer as barreiras que os impedem de fazer parte da sonhada sociedade em que a vida é digna e abundante.

Ao colocar em palavras o individualismo e o preconceito inserido no subconsciente de cada um, torço para estar enganado: que o futuro nos surpreenda com uma realidade diferente da que prevejo na obra e que sejamos capazes de ver para além dos espelhos.

Daniel Pedrosa é escritor e autor do livro Retirantes: O Legado das Sombras

diariodonordeste

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Jovens participam de caminhada em prol de vítimas e refugiados ucranianos

 

No início da tarde desta quarta-feira (20), vários jovens se reuniram em uma ação na praça da Catedral de Maringá.

A caminhada, que teve início no ginásio do Colégio Objetivo, e foi finalizada no gramado da Catedrla, aconteceu ente às 11h até às 13:30h.

O evento fez parte da programação da Temporada da Inverno do Instituto TeenStreetBrasil, evento religioso que acontece nas dependências da UniCesumar, entre os dias 18 a 23 de julho.

A caminhada teve por objetivo conscientizar as pessoas sobre a realidade das vítimas e refugiados da guerra.

Vestidos com roupas nas cores preta, amarela e azul, e levando bandeiras de países com refugiados no Brasil, os adolescentes seguiram em silêncio pelas ruas e avenidas da de Maringá, parando em alguns momentos para orarem pelos refugiados.

Segundo dados da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), ao final de 2021, existiam 60.011 pessoas reconhecidas como refugiadas no país.

Números divulgados na 7ª edição do relatório “Refúgio em Números” informam que apenas em 2021 foram feitas 29.107 solicitações da condição de refugiado, sendo que o Conare reconheceu 3.086 pessoas de diversas nacionalidades como refugiadas.

Tanto os homens (55,2%) como as mulheres (44,8%) reconhecidos como refugiados encontravam-se, predominantemente, na faixa de 5 a 14 anos de idade (50,4%).

maringapost.com.br

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quarta-feira, 20 de julho de 2022

Número crescente de imigrantes na fronteira é um dos principais desafios do governo Biden

Cresce o número de imigrantes tentando entrar nos EUA pela fronteira em Yuma, Arizona (Foto: reprodução do Twitter - CBP)


 Em Yuma (Arizona), na divisa entre os Estados Unidos e o México, uma rotina se repete dia após dia: dezenas, às vezes centenas, de indocumentados de uma só vez dobram a esquina do muro da fronteira, tentando encontrar os agentes da Border Patrol. Os imigrantes se entregam às autoridades, na esperança de obter asilo no País, em mais um capítulo da crise imigratória norte-americana. Segundo os policiais, o fluxo de pessoas tentando entrar nos EUA é o maior desde o período pós-desastres climáticos no Haiti, em 2010, quando houve uma intensa migração. E isso representa um grande desafio para a Casa Branca, em um ano político crucial.

As autoridades têm o poder de devolver alguns imigrantes para o México, de acordo com uma lei da era Trump, conhecida como Título 42, mas isso não se aplica a todas as nacionalidades. Cidadãos da Venezuela e Cuba, por exemplo, podem ser libertados ao finalizarem o processo de imigração. “Continuamos a evoluir com tecnologia e recursos, não apenas para nossos agentes, mas também para garantir os detidos terão comida para sobreviver”, disse Chris Clem, agente da fronteira.

A situação política é preocupante para o presidente Joe Biden, que vem discutindo constantemente com seu colega mexicano, Andrés Manuel López Obrador, medidas para conter a imigração ilegal. “Esse é um desafio comum dos países do continente e firmamos um compromisso nesse sentido na Cúpula das Américas”, afirmou Biden. Há meses ele determinou que as agências do governo monitorem o aumento do movimento de imigrantes naquela região, mas admitiu que o fluxo atingiu uma alta histórica. No passado, Yuma geralmente recebia pessoas do México e da América Central, cujo processamento imigratório é mais simples – só que agora, há indocumentados de pelo menos 100 nacionalidades diferentes. Segundo Clem, cerca de 1.000 imigrantes são detidos diariamente, tanto que o governador do Arizona, Doug Ducey, assinou uma lei no final de junho para reforçar os fundos para a segurança da fronteira.

No Texas, a situação também é a mesma. Em apenas uma semana, cerca de 2.200 migrantes foram detidos no setor da fronteira em Del Rio da fronteira, quase o dobro do que foi registrado em outro setor, o do Vale do Rio Grande, que costumava ser o mais concorrido. Lá também, os indocumentados chegam em grandes grupos, para se entregar aos agentes. Geralmente são de Cuba e da Venezuela, aquelas nacionalidades que não estão sujeitas ao Título 42.

acheiusa.com/

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OMS lança primeiro relatório sobre saúde de migrantes e refugiados

 Milhões de refugiados e migrantes em situação precária incluindo trabalhadores com baixa qualificação enfrentam dificuldades com cuidados de saúde em países anfitriões.

A conclusão é do primeiro estudo global sobre o tema, compilado pela Organização Mundial da Saúde, OMS.

Reorientando o setor a responder a um mundo em mutação

A situação ameaça o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS, neste grupo demográfico.

Refugiados ucranianos chegam à fronteira de Medyka na Polônia
OIM/Muse Mohammed
Refugiados ucranianos chegam à fronteira de Medyka na Polônia

Em muitos casos, migrantes e refugiados vivem em condições precárias, abaixo dos padrões dos cidadãos dos países de destino.

O diretor-geral da OMS lembra que o mundo tem hoje quase 1 bilhão de migrantes, ou um em cada oito habitantes.

Tedros Ghebreyesus ressalta que o relatório pede ação coletiva e urgente para assegurar que essas pessoas possam ter acesso aos serviços de saúde. Ele afirma que também é preciso enfrentar as causas das falhas na saúde reorientando o setor a responder a um mundo cada vez mais em mutação.

Saúde e bem-estar entre trabalhadores migrantes e não-migrantes

O estudo da OMS mostra que migrantes e refugiados têm muitas variantes quando o tema é saúde. Eles dependem de condições de educação, salário e outras barreiras que estão por trás de uma saúde precária.

O relatório também ressalta que a experiência de migração e deslocamento é um fator chave na saúde e bem-estar de uma pessoa.

A análise incluiu mais de 17 milhões de participantes de 16 países em cinco regiões geográficas da Organização Mundial da Saúde. Comparados a trabalhadores não-migrantes, os migrantes tinham menos chance de usar os serviços de saúde ainda que fossem mais propensos a acidentes de trabalho.

Migrantes e refugiados da Venezuela recebendo assistência em Boa Vista, Roraima, no Brasil
OIM Brasil/Amanda Nero
Migrantes e refugiados da Venezuela recebendo assistência em Boa Vista, Roraima, no Brasil

 

Pelo menos 169 milhões de trabalhadores migrantes experimentam riscos maiores de acidentes associados à função que ocupam que os não migrantes.

Saúde não começa e termina na fronteira de um país

A OMS afirma que existe fossos críticos nos dados da informação dos sistemas de saúde sobre migrantes e refugiados. Os números são fragmentados e mesmo que os grupos apareçam em banco de dados usados para monitorar os avanços dos ODS, as estatísticas sobre saúde geralmente ficam de fora.

A agência da ONU defende mais ação para melhorar as condições de cuidados e saúde de migrantes e refugiados. Para a OMS, mais investimentos poderão ajudar a melhorar a coleta de dados, monitorar os sistemas de saúde e ofertar políticas e intervenções no setor.

O diretor do Programa de Saúde e Migração da OMS, Santino Severoni, disse que a saúde não começa e termina na fronteira de um país. 

Onunews

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segunda-feira, 18 de julho de 2022

Relatores da ONU falam em África no Sul em precipício de "xenofobia explosiva

 


Homem trabalha em fábrica de algodão na África do Sul - Crédito: Unctad/Kris Terauds

Um grupo de relatores de direitos humanos afirma que a violência xenofóbica e a discriminação aumentaram na África do Sul.

Os especialistas citam que a operação dudula, que começou como uma campanha de redes sociais, se converteu num centro de mobilização de protestos violentos.

Assassinatos de estrangeiros

Outros motivos de preocupação são violência de grupos de vigilantes, incêndios criminosos contra casas e negócios de migrantes, além de assassinatos de estrangeiros.

Os relatores alertaram que a mobilização xenofóbica é mais profunda e ampla e se tornou uma estratégia central para vários partidos políticos no país.

A narrativa contra migrantes de integrantes sêniores do governo está levando a violência. E outros agentes falham em conter esses abusos e levar os culpados à justiça.

Os relatores disseram que a situação preocupa.

Bodes expiatórios, intimidação de grupos

O governo sul-africano tem que tomar medidas urgentes para conter a figura de migrantes e refugiados como bodes expiatórios, a violência e intimidação desses grupos. Se isso não ocorrer, o país estará à beira de uma xenofobia explosiva. A xenofobia existe especialmente contra migrantes e refugiados de países de renda baixa na África e no sudeste da Ásia. E tem ocorrido há anos na política sul-africana.

Em 2008, mais de 60 pessoas foram mortas e cerca de 100 mil foram obrigadas a sair de suas casas. Em alguns casos, cidadãos sul-africanos são acusados de “serem muito pretos para serem sul-africanos”.

Pai de quatro filhos espancado até à morte e carbonizado

Em abril, um homem do Zimbábue, de 43 anos, e pai de quatro filhos, foi assassinado por um grupo que ia de porta em porta exigindo ver o visto das pessoas.

Os criminosos tiraram o homem de um lugar onde ele buscava asilo, o espancaram até a morte e atearam fogo ao corpo dele.

Os relatores da ONU dizem que a discriminação contra estrangeiros na África do Sul está institucionalizada tanto na política do governo como no resto da sociedade sul-africana.

Para os especialistas, a África do Sul não está cumprindo suas obrigações de proteger os direitos humanos à medida que evita a discriminação racial e a xenofobia.

Eles pediram aos atores públicos e privados para honrar os compromissos com a justiça social e os direitos humanos.

*Os relatores de direitos humanos são independentes das Nações Unidas e não recebem salário pelo seu trabalho

progresso.com.br

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Relatório sobre a situação dos migrantes e refugiados no Peru

 


A Conferência Episcopal do Peru informou que o documento retoma os dados do Instituto Nacional de Estatística e Informática e da Plataforma de Coordenação para Refugiados e Migrantes da Venezuela, segundo os quais quase um milhão e 300 mil venezuelanos chegou de modo regular ao país. Existem ainda cerca de 530 mil pedidos de abrigo, apresentados à Comissão Episcopal para os Refugiados do Ministério do Exterior.

O relatório peruano, dividido em 24 capítulos, inicia com uma avaliação do acolhimento de migrantes e refugiados no país; depois, fala do trabalho da Pastoral da Mobilidade Humana (PMH) e, por fim, faz uma descrição sobre a mobilidade humana no mundo.

O documento refere-se ao êxodo dos venezuelanos e apresenta detalhes sobre o contexto migratório e os principais desafios das ações pastorais, assistência social, psicológica e humanitária aos migrantes e refugiados nos devidos centros de acolhimento para migrantes e refugiados; recorda as palavras do Papa Francisco sobre o tema migratório e expõe o trabalho em rede.

A situação em nível mundial

Segundo o relatório do “World Migration Report 2022”, da Organização Internacional para as Migrações (OIM), estima-se que há cerca de 285 milhões de migrantes no mundo, dois terços dos quais migrantes em busca de trabalho.

Entre outros dados, o relatório afirma que quase 90 milhões de pessoas no mundo são deslocados, obrigados a deixar suas casas; entre estas pessoas, mais da metade, ou seja, 27 milhões de refugiados, tem menos de 18 anos de idade.

Vatican News

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