quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Exposição em São Paulo destaca presença das mulheres nas migrações

 

Mulheres em Movimento', exposição em cartaz no Museu da Imigração (Foto: Divulgação)

Museu da Imigração recebe a exposição “Mulheres em Movimento”, inaugurada neste mês de dezembro. A mostra é temporária e tem entrada gratuita.

A ideia da exposição é oferecer um panorama da presença feminina nos processos migratórios. Ela parte das experiências das mulheres na chegada a São Paulo desde o final do século 19. As histórias são recontadas a partir de cartas de chamada, dados, fotografias, objetos da coleção museológica e trechos de depoimentos de História Oral.

Os visitantes poderão perceber a realidade delas e descobrir informações relevantes sobre o seu apagamento e as consequências de uma documentação, em sua maioria, masculina.

A exposição “Mulheres em Movimento” segue em cartaz até o dia 30 de junho de 2022. O Museu da Imigração está localizado na Rua Visconde de Parnaíba, 1316 - Mooca. Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia), mas aos sábados a entrada é gratuita.

metroworldnews

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

UFMS prorroga inscrições para portadores de diploma e refugiados


O período de inscrições para ingressar na UFMS em 2022, por meio dos processos de transferência externa, refugiados e portadores de diploma foi prorrogado. Os interessados têm até 3 de janeiro de 2022 para se inscrever.

Há oportunidades em diversas áreas do conhecimento e em todos os câmpus da Universidade. As vagas e cursos podem ser consultados no edital completo no site ingresso.ufms.br, onde também pode ser feita a inscrição, gratuitamente.

“É uma ótima oportunidade para todos os que têm interesse em estudar na UFMS, que é uma universidade de ponta, com uma excelente estrutura, com professores muito capacitados e pesquisas e ações em diversas áreas”, aponta o diretor de Planejamento e Gestão Acadêmica da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), Anderson Araujo.

A seleção é realizada com base nas informações e documentos anexados na inscrição. Para o ingresso por transferência de outra instituição, a classificação será feita conforme a carga horária e a média obtida nas disciplinas cursadas com aprovação, além da maior idade. A seleção para estrangeiros levará em conta a maior nota obtida no Enem e também a faixa etária. Já a classificação dos portadores de diploma também será por meio da carga horária e média obtida nas disciplinas cursadas com aprovação na graduação concluída, além da idade.

A ocupação das vagas será realizada, primeiramente, entre os candidatos inscritos para ingresso por transferência de outras instituições de Ensino Superior. Em seguida, caso restem vagas, o preenchimento será entre os estrangeiros portadores de visto de refugiado, humanitário ou de reunião familiar que se candidataram ao processo; e, restando ainda vagas, estas serão preenchidas por candidatos que já possuem diploma de graduação e que queiram realizar uma outra graduação na Universidade.

O início das aulas do primeiro semestre de 2022 está previsto para 7 de março. Acesse ingresso.ufms.br e se inscreva!

Texto: Ariane Comineti e Leticia Bueno

https://www.ufms.br/p

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Papa pede acolhimento de migrantes: “abrir a porta do coração”

 


Francisco voltou a frisar que o fenômeno migratório exige uma responsabilidade partilhada e pediu novamente esforços no acolhimento de migrantes

Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Migrantes e refugiados em armazém na região de Grodno / Foto: Reprodução Reuters

O Papa Francisco volta a chamar a atenção da comunidade internacional para o fenômeno migratório, com ênfase à necessidade de acolhimento. Após a catequese desta quarta-feira, 22, Francisco convidou a uma ação partilhada para aliviar o drama de migrantes na região do Mediterrâneo.

Leia também
.: Papa ouve migrantes e pede ao mundo: passar do conflito à comunhão

O Santo Padre recordou sua recente viagem a Chipre e à Grécia no início de dezembro. Na ocasião, pôde constatar como somente alguns países europeus estão suportando a maioria das consequências do fenômeno migratório na área mediterrânica. “Na realidade, isso exige uma responsabilidade partilhada, da qual nenhum país pode se isentar, porque é um problema de humanidade”, observou.

O próprio Francisco voltou de viagem levando a Roma um grupo de refugiados, contando com a generosa abertura das autoridades italianas. Hoje, essas pessoas estavam lá na Sala Paulo VI, na audiência geral.

“Cuidaremos deles, como Igreja, nos próximos meses. É um pequeno sinal, que espero que sirva de estímulo para outros países europeus, para que permitam às realidades eclesiais locais de se encarregar de outros irmãos e irmãs que precisam urgentemente serem recolocados, acompanhados, promovidos e integrados”.

Francisco concluiu sua intervenção destacando que são muitas as Igrejas locais, congregações religiosas e organizações católicas que estão prontas para este acolhimento. “Serve somente abrir uma porta, a porta do coração! Não deixemos de fazer isso neste Natal”.

cancaonova.com

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terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Serviço Jesuíta aos Refugiados quer regularização de imigrantes com processos pendentes

 

Foto de Mariana Carneiro

Portugal foi notícia internacional por bons motivos no início da pandemia, quando decidiu atribuir a regularização de todos os imigrantes com processos pendentes no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), atribuindo-lhes os mesmos direitos fundamentais que os outros cidadãos, incluindo aos apoios sociais. Mas esse despacho cessou os seus efeitos no final de abril de 2021 e quem apresentar hoje um pedido de autorização de residência no SEF “terá à sua espera mais de um ano de demora, sem direito a igualdade de direitos fundamentais como o acesso ao SNS, ou a prestações sociais básicas”, alerta o "Livro Branco 2021 – os direitos dos imigrantes e refugiados em Portugal"

(link is external), publicado no sábado pelo Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS Portugal). Os autores defendem que aquela medida considerada histórica por diversas associações deve ser tornada permanente, tendo em conta a situação caótica dos processos de regularização, com filas de espera que chegam a demorar anos e processos eternamente pendentes, apesar destes cidadãos trabalharem e descontarem para a Segurança Social portuguesa.

“Não foi a pandemia e as suas consequências para o normal funcionamento do SEF que prejudicaram as pessoas migrantes, pois o normal funcionamento do SEF já as prejudicava. A espera prolongada pelas decisões do SEF já existia antes da pandemia, pelo que as razões que levaram à aprovação do despacho de regularização provisória – não prejudicar as pessoas migrantes por causa da anormal demora dos processos de decisão – já antes existiam e continuam a existir. Por conseguinte, justifica-se – é um imperativo de justiça – que se mantenha a regra de considerar em situação regular os migrantes que tenham processos pendentes no SEF”, defende o JRS.

Esta recomendação traduz-se na prática que “estas pessoas deverão ter, até à conclusão dos seus processos, o direito a um Número de Utente e acesso ao Serviço Nacional de Saúde ou a outros direitos de assistência à saúde, acesso às prestações sociais de apoio, celebração de contratos de arrendamento, celebração de contratos de trabalho, abertura de contas bancárias e contratação de serviços públicos essenciais”, prossegue o Livro Branco.

“O problema do SEF vai muito para além do aeroporto”

O documento analisa também outras situações e obstáculos à vida digna dos migrantes no nosso país, como o dos espaços de detenção nos aeroportos, que são de facto prisões para “pessoas que a única irregularidade que cometeram foi a de quererem trabalhar em Portugal apesar de não terem um visto de trabalho emitido por uma embaixada portuguesa”. O JRS propõe a criação do visto de procura de trabalho, “para oferecer uma possibilidade de migração legal”, e que seja ainda consagrado expressamente na lei “a não aplicação de medida de detenção a migrante que se encontre a trabalhar ou a procurar trabalho ativamente”.

No entender do JRS, “o problema do SEF vai muito para além do aeroporto” onde morreu assassinado Ilhor Homeniuk e “está, acima de tudo, nos milhares de processos pendentes ou simplesmente suspensos, muito além dos prazos legais”. Um problema que a decisão de extinção do SEF não aborda, critica o Livro Branco.

A par de um diagnóstico e recomendações nas áreas da Justiça, Segurança Social e outras, o documento chama ainda a atenção para a necessidade de melhorar o acesso à saúde dos refugiados e migrantes, o que passa por ter em conta o recurso a intérprete e as diferenças culturais quanto ao peso dos sintomas, que têm depois impacto nos diagnósticos. Outra proposta do Livro Branco é a de estabelecer na regulamentação da Lei de Bases da Saúde que os cidadãos estrangeiros residentes em Portugal têm acesso ao SNS em iguais circunstâncias aos cidadãos portugueses, independentemente de terem ou não a sua situação documental regularizada.

Esquerda.net

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Número de migrantes irregulares que retornaram a Cuba cresceu 9 vezes em 2021

 

(Arquivo) Migrantes de Haiti, Cuba e diversos países africanos cruzam ilegalmente a fronteira entre Colômbia e Panamá, em 4 de fevereiro de 2021 - AFP

O número de migrantes irregulares que retornaram à Cuba cresceu mais de 9 vezes este ano, de 154 em 2020 – em meio ao fechamento generalizado da fronteira devido à pandemia – para 1.441 em 2021, informou o jornal oficial Granma nesta segunda-feira (20).

“Em geral, houve um aumento notável na imigração irregular e nos retornos” este ano, disse o jornal, observando o retorno de 77 pessoas no fim de semana passado, vindas do México.

Trata-se de 52 homens e 25 mulheres que voltaram por via aérea. "Alguns saíram legalmente e outros ilegalmente por mar, e foram detidos pelas autoridades mexicanas em sua tentativa de chegar ilegalmente aos Estados Unidos", disse a agência estatal de notícias cubana (ACN).

Além do México, as Bahamas, as Ilhas Cayman, os Estados Unidos, a República Dominicana e o Panamá, são os países que devolveram migrantes este ano, segundo os acordos existentes, disse a ACN.

A atual crise econômica que Cuba atravessa favorece um maior fluxo migratório, em busca de melhores perspectivas, especialmente entre os jovens.

Além disso, a pandemia da covid-19 interrompeu os fluxos migratórios no ano passado com o fechamento das fronteiras, que foram reabertas em 2021.

Mais de 2 milhões de cubanos vivem em 40 países, mas a grande maioria deles está nos Estados Unidos.

Cuba e os Estados Unidos assinaram acordos de imigração em 1994-95, segundo os quais Washington prometeu conceder 20.000 vistos anuais de imigração aos cubanos e devolver todos aqueles que forem interceptados no mar ou na base naval dos Estados Unidos em Guantánamo.

Estado de Minas

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segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Norma que restringe a inscrição no CPF para refugiados e migrantes é questionada pelo MPF na Justiça

 


O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública visando a tornar nula parte de uma norma da Receita Federal do Brasil que está impedindo que migrantes e refugiados por razões humanitárias tenham acesso a direitos e benefícios previstos na legislação brasileira.

Ao aceitar como documento de identificação do migrante somente aqueles listados no inciso II do art. 4º da Instrução Normativa RFB nº 2034, de 24 de junho de 2021, a Receita Federal do Brasil impede que os estrangeiros obtenham um número de inscrição no CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) e, com isso, deixem de acessar direitos estabelecidos, como serviços públicos e bancários. Para o MPF, a exigência é ilegal pois fere o § 1º do art. 4º da Lei de Migração, que dispõe que “Os direitos e as garantias previstos nesta Lei serão exercidos em observância ao disposto na Constituição Federal, independentemente da situação migratória, … e não excluem outros decorrentes de tratado de que o Brasil seja parte.”

Entre os documentos atualmente aceitos pela Receita, estão Carteira do Registro Nacional Migratório (CRNM), Documento Provisório de Registro Nacional Migratório (DPRNM), emitido pela Polícia Federal, Protocolo de Refúgio, certificado de inscrição consular, documentos de viagem e de retorno dos Estados Partes do Mercosul e Estados associados.

Ocorre que os migrantes que aqui chegam não tem acesso sequer ao sistema de agendamento da Polícia Federal para a obtenção destes documentos. Não é justo que sejam prejudicados em razão de sua situação migratória, contrariando o disposto na Lei de Migração.
 
O MPF quer que seja determinado que a Receita Federal e entidades conveniadas (autorizadas a emitir o CPF) passem a aceitar os documentos de viagem listados no art. 5º da Lei nº 13.445, de 24 de maio de 2017 (Lei de Migração), garantindo a migrantes e refugiados o acesso a direitos e garantias previstos na legislação brasileira.

Entre os documentos que devem ser aceitos estão passaporte, laissez-passer, autorização de retorno, salvo-conduto, carteira de identidade de marítimo, carteira de matrícula consular, documento de identidade civil ou documento estrangeiro equivalente e certificado de membro de tripulação de transporte aéreo.

A ação ressalta que a exigência de documentação específica para estrangeiros residentes no Brasil, que se encontrem na condição de refugiados ou migrantes por razões humanitárias, “fere profundamente os princípios e garantias estabelecidos pelo Estado Brasileiro no sistema de direitos humanos de proteção ao refugiado”.

Ação civil pública: 5039563-60.2021.4.04.7200

Assessoria de Comunicação Social
Ministério Público Federal em SC


http://www.mpf.mp.br/sc

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Pará : Direitos dos migrantes e refugiados são tema de evento conjunto de alerta na Praça da República

 

Representantes deentidades, entre as quais a Sejudh, durante ação na Praça da República sobre direitos de migrantes e refugiadosFoto: Gerlando Klinger / Ascom SejudhA Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, por meio da Coordenadoria de Erradicação do Trabalho Escravo, Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Promoção da Migração Segura (CTETP), participou neste domingo (19) de um evento na Praça da República, em Belém, que teve o objetivo de alertar para os direitos das pessoas migrantes e refugiadas. O evento, que reuniu diversos órgãos, foi realizado em alusão ao Dia Internacional das Pessoas Migrantes e lembrou o acolhimento aos índios da etnia Warao que vivem no Pará.

Isaura Baia é venezuelana e vive no Brasil há dois anos. “Trabalho na confecção de artesanatos que fazíamos na nossa terra”, explicou a indígena. Ela vive com mais outros índios da etnia Warao em uma casa, localizada no distrito de Outeiro, em Belém. 

Isaura é da etnia Warao e vive no Brasil há dois anos, onde trabalha com o artesanato indígena que seu povo desenvolveu na VenezuelaFoto: Gerlando Klinger / Ascom SejudhDados da Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados (ACNUR), no Pará, infdicam que cerca de 900 indígenas venezuelanos da etnia Warao vivem em diversas cidades do Estado. Eles fazem parte de um total de mais de seis mil indígenas vivendo no Brasil, de diferentes etnias e em diversos estados. “Nós da Sejudh estamos atentos ao fluxo migratório dessas pessoas, para que possamos garantir o documento de permanência deles no Brasil. Por isso é extremamente importante empoderar a população a conhecer os direitos dessas pessoas”, afirmou Lorena Romão, da CTETP.

O evento contou com a participação da Comissão de Relações Internacionais, da Ordem dos Advogados Brasil – Seção Pará, Projeto Canicas, Núcleo de Assessoria a Imigrantes e Refugiados da Uepa, Associação dos Estudantes Estrangeiros da UFPA, Organização Internacional de Migrações da ONU e Fundação Papa João XXIII da Prefeitura de Belém. Foram distribuídos informativos com orientações práticas para migrantes e sociedade em geral, com a finalidade de esclarecer, conscientizar e refletir sobre a importância do acolhimento de migrantes no estado do Pará.

ATENDIMENTO

Sejudh mantém estrutura de atendimmento para migrantes e refugiados que buscam no Brasil acolhimento e novas oportunidadesFoto: Gerlando Klinger / Ascom SejudhA Sejudh dispõe de dois equipamentos públicos de acolhimento a pessoas migrantes e refugiadas. No Aeroporto Internacional de Belém, em Val de Cans, o Posto de Atendimento Humanizado ao Migrante recepciona pessoas deportadas e não-admitidas, onde é desenvolvida uma metodologia de atendimento humanizado, identificando possíveis vítimas de tráfico de pessoas e migração irregular, oferecendo, conforme cada caso, um acolhimento por meio de uma rede local.

Já na sede da Secretaria, o Espaço do Migrante e do Refugiado, inaugurado em maio deste ano, possibilita aos estrangeiros autonomia, fortalecimento e defesa dos direitos humanos a pessoas refugiadas e migrantes. No local são desenvolvidas atividades com mais de 60 pessoas de outras nacionalidades, como cursos, oficinas, palestras e informações sobre a garantia de visto e permissão para permanecer em solo brasileiro.

Por Gerlando Klinger (SEJUDH)

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sábado, 18 de dezembro de 2021

Pelo segundo ano consecutivo, Guarulhos é reconhecida por seu trabalho com migrantes

 

A Prefeitura de Guarulhos recebeu na tarde desta quinta-feira (16), pelo segundo ano consecutivo, o Selo MigraCidades-2021, premiação da agência das Nações Unidas para as Migrações (OIM) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul entregue aos governos locais que participaram com sucesso de todas as etapas previstas no projeto MigraCidades: Aprimorando a Governança Migratória Local no Brasil. Ao todo foram certificados nesta segunda edição 32 municípios e nove estados das cinco regiões do país.

Para Anderson Guimarães, subsecretário da Igualdade Racial, a decisão de participar desta edição passou pela análise do relatório sobre a estrutura de governança elaborado em 2020 e pela consolidação dos diálogos realizados pela Secretaria de Direitos Humanos com as pastas de Desenvolvimento e Assistência Social, Desenvolvimento Científico, Econômico, Tecnológico e de Inovação, Cultura, Educação, Habitação, Diversidade, Mulher, Saúde e Trabalho. “De forma plural, coletiva e colaborativa, as contribuições proporcionaram a coleta e o tratamento de dados que subsidiaram o relatório e as diretrizes de ações de curto e médio prazo, além da realização de capacitações contínuas e a constituição de um grupo de trabalho intersetorial para a implantação da política na cidade, o que demonstra que a decisão em permanecer no projeto foi acertada”, disse.

 

O processo envolveu, entre outras atividades, a construção de um diagnóstico sobre a governança migratória local e a definição de prioridades a serem monitoradas no ciclo do processo. Entre as ações já implementadas pelo município destacam-se o curso de português para imigrantes e refugiados, a Feira da Saúde, Cultura e Cidadania para a comunidade imigrante, a produção de material informativo contra o machismo, a violência doméstica e o feminicídio em inglês e em espanhol e a produção de um fascículo sobre migração no âmbito da educação.

 

Para o ano de 2022 uma das prioridades no tema migração será ampliar a elaboração e a tradução de informes dos diversos serviços e programas para serem disponibilizados nos principais idiomas. O relatório completo sobre Guarulhos pode ser consultado no link https://www.ufrgs.br/migracidades/relatorios-2021/.

 

“A entrega do selo é um marco significativo em meio a um processo de engajamento contínuo dos governos participantes, de trocas de experiências e de um produtivo diálogo migratório que realizamos ao longo do ano” diz Isadora Steffens, coordenadora de Projetos da OIM. “É um momento importante de reconhecimento e visibilidade do trabalho que os governos participantes vêm realizando”.

 

Plataforma MigraCidades                                                                           

 

O MigraCidades é um processo de construção de capacidades e certificação de governos comprometidos com a boa governança migratória local, fruto de parceria entre a OIM, a UFRGS e a Escola Nacional de Administração Pública (Enap), com apoio financeiro do Fundo da OIM para o Desenvolvimento. O processo de certificação oferece ferramentas para que os governos locais apreciem a abrangência de suas políticas migratórias, bem como identifiquem potencialidades a serem desenvolvidas em benefício dos migrantes e das comunidades de acolhida. Para isso, o MigraCidades propõe a capacitação de gestores, a ampliação do diálogo local sobre migração e o intercâmbio de informações e de boas práticas locais.

 

 

Imagens: Divulgação/PMG


guarulhos.sp.gov.br


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Dia Internacional do Migrante: Rede Municipal de SP atende mais de 8 mil estudantes vindos de outros países

 

Data instituída pela ONU celebra pluralidade cultural e o sentimento de fraternidade

Bandeiras de diversos países dispostas lado a lado

Neste sábado (18) é celebrado o Dia Internacional dos Migrantes, uma data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU). A Rede Municipal de Ensino de SP teve um aumento de 7% de estudantes migrantes matriculados entre os meses de março e novembro de 2021. Os alunos que em março eram 7777; hoje são 8340.

A nacionalidade com maior representatividade é a boliviana, com 3890 estudantes, o que significa mais de 45% dos migrantes atendidos na rede. Em seguida, aparecem os haitianos com 1651 representantes e 957 venezuelanos, o equivalente a 19% e 11% respectivamente. Outras nacionalidades são bem representadas como angolana, paraguaia, peruana, argentina, japonesa, colombiana e nigeriana.

Os estudantes estão espalhados por todas as regiões da cidade, mas é possível observar uma maior concentração nas Diretorias Regionais de Ensino (DRE) da Penha, com 2119 estudantes migrantes; Jaçanã/Tremembé, com 1556 estudantes; e Pirituba/Jaraguá, com 1100 migrantes em atendimento.

Três são as escolas que dedicam diariamente o atendimento aos alunos migrantes com presença expressiva. EMEF Duque de Caxias, na região do Glicério, com 231 estudantes; a EMEF Edgard Cavalheiro, na Vila Mesquita com 272 matrículas; e a EMEF Perus I, que atende alunos do ensino fundamental e EJA, só na EMEF são 813 estudantes migrantes, quase 10% de toda a rede. A EMEF Perus I, já foi tema de matéria aqui no portal, com a história de Olson Oscar, estudante haitiano que se tornou professor voluntário de crioulo. A pluralidade de nacionalidades pode ser percebida em Perus, com estudantes haitianos, bolivianos, holandeses, senegaleses, angolanos e guianeses.

educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Refugiados cristãos de Burkina Faso têm saudade do Natal que celebravam

  


Cristãos de Burkina Faso têm saudades da alegria com que celebravam o Natal antes que as milícias muçulmanas os expulsassem de suas casas, forçando-os a buscar refúgio em outro lugar.

Bartholomew é um católico, pai de sete filhos, forçado a fugir para Ouagadougou, a capital de Burkina Faso, quando radicais islâmicos atacaram sua aldeia em Dablo, norte do país.

“Em Burkina, tradicionalmente, no dia de Natal os pais tentavam organizar uma festa em família porque o Natal é a festa das crianças”, disse ele à Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) em entrevista divulgada nesta semana. “Depois da missa, os pais preparavam pratos de arroz e outras coisas, e nos visitávamos usando nossas melhores roupas”, lembra Bartholomew. “As crianças faziam presépios de Natal que levavam por todas as casas, cantando e louvando ao Senhor. Era uma festa muito bonita.”

Ele disse à ACN que o Natal fora de casa não é a mesma coisa, por mais que os refugiados tentem sobreviver compartilhando o pouco que têm. “Algo está faltando”, disse o pai de sete filhos à fundação. “As coisas não são as mesmas de antes da insurgência”.

A insurgência islâmica que afeta Burkina Faso desde 2016, deslocou mais de 1 milhão de pessoas. “Os terroristas têm como alvo específico os cristãos, forçando muitos a fugir. A igreja local está ajudando a apoiar essas famílias deslocadas,” diz ACN.

Segundo a fundação, Bartholomew “e sua família tinham uma vida simples e tranquila. A maioria da população local não era católica, mas os católicos locais tinham uma pequena capela para praticar sua fé. Um padre local era auxiliado por oito catequistas no ministério aos fiéis”.

Os católicos em Dablo “tinham uma existência pacífica até a chegada dos islâmicos ”, diz a ACN.

“Em 2019, houve um aumento dramático nos ataques terroristas, com os cristãos locais, a maioria dos quais católicos, sendo alvos deliberados. Muitos cristãos foram mortos e outros foram forçados a fugir de suas casas”, relata a fundação.

Bartholomew contou que terroristas cercaram a igreja onde algumas pessoas estavam escondidas e forçaram a entrada, totalmente armados, atirando nas pessoas. Os terroristas mataram cinco fiéis e o padre também.

“Ainda posso ver seus rostos”, lembra Bartholomew no relatório da ACN. “Alguns deles tinham revólveres, outros tinham barras de aço na mão. Depois disso, arrastaram e tudo, os bancos, os utensílios litúrgicos e os livros, para o centro da igreja e atearam fogo. Eles mandaram todas as mulheres cobrirem a cabeça e roubaram nossas motocicletas. Corremos para fora da igreja. Só posso agradecer ao Senhor por não terem matado a mim e minha família."

“O padre assassinado pelos terroristas era o padre Simeon Yampa”, diz o relatório da ACN. “Ele estava na paróquia por cerca de um ano na época do ataque. Em vez de tentar fugir, ele tentou negociar com os terroristas. Ele foi morto no Domingo do Bom Pastor.”

No dia seguinte ao ataque, Bartholomew e sua família fugiram. Bartholomew de bicicleta. Sua mulher, Antoinette Sawadogo, com os filhos, de carro.

Bartholomew e sua família deixaram para trás todos os seus bens e o gado que era seu sustento. Eles viajaram 195 km até Ouagadougou, onde já vivia o filho mais velho de Bartholomew. “Infelizmente, a história de Bartolomeu não é única. Há cerca de 1,3 milhão de refugiados internos em Burkina Faso que foram deslocados pela insurgência islâmica”, diz ACN.

“A ACN está ajudando a Igreja local a apoiar esses refugiados. Se você quiser nos ajudar em nosso trabalho, por favor, faça uma doação”, pede a fundação no relatório de 13 de dezembro.

ACIPRENSA

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Receitas de migrantes superam ajuda externa mesmo em meio à pandemia

 

Estudo mostra que US$ 540 bilhões foram enviados para casa em 2020; sobe demanda por mão de obra “essencial” em países de destino após Covid-19; Europa lidera com mais de 32 % de trabalhadores estrangeiros.

As receitas enviadas por migrantes a países de origem, de rendas média e baixa em 2020, superaram o total recebido em ajuda externa. 

Foram US$ 540 bilhões no ano passado, numa tendência de alta desde 2018.

Assistência

Um novo relatório da Organização Internacional para Migrações, OIM, revela que os investimentos estrangeiros diretos no período analisado chegaram a US$ 259 bilhões. Já a ajuda externa ao desenvolvimento totalizou US$ 179 bilhões.

O estudo mostra que o número global de migrantes na força de trabalho mais do que triplicou na última década para os atuais 170 milhões. Em 2010, eram 53 milhões.

Remessas diminuíram apenas em 1,6% durante um ano
FMI/Lisa Marie David
Remessas diminuíram apenas em 1,6% durante um ano

 

A OIM considera o dinheiro ou os bens enviados por trabalhadores migrantes a seus países de origem “um elo mais direto e mensurável entre a migração e desenvolvimento”.

Crise 

Com os efeitos da pandemia sobre os migrantes, as remessas diminuíram apenas em 1,6%, contra quase 5% observados na crise financeira global de 2009. 

Em nações como El Salvador, Líbano, Quirguistão, Tajiquistão e Tonga essas os envios excederam 25% do total do Produto Interno Bruto, PIB, em 2020.

O relatório destaca o aumento da demanda por mão de obra migrante. O exemplo são funções “essenciais” na pandemia, como a de médicos estrangeiros que representam 33% desta classe de profissionais no Reino Unido. 

A dependência por funcionários de saúde também acontece em países de alta renda, incluindo Estados Unidos, Alemanha, França, Espanha e Itália.

Força de trabalho 

A OIM diz que os migrantes representam cerca de 5% da força de trabalho global atual, em comparação com menos de 2% em 2010.

Fluxo de venezuelanos na América Latina também  foi causa de grande mobilidade
Acnur/Ilaria Rapido Ragozzino
Fluxo de venezuelanos na América Latina também foi causa de grande mobilidade

 

Em nível regional, 32,2% deles estão na Europa, 22,1% na América do Norte e 14,3% em Estados Árabes. 

A seguir vêm Ásia com 12,6%, África com 8,1% e Sudeste Asiático e o Pacífico com 7,2%. Por último, a América Latina e Caribe com 3,5% de trabalhadores migrantes. 

Conflitos e refugiados

Cerca de 82,4 milhões de pessoas foram forçadas a se deslocar, dentro dos países e além-fronteiras, por fatores como perseguição, conflito, violência, abusos de direitos humanos ou eventos graves que perturbaram a ordem pública. Trata-se de um aumento equivalente ao dobro em relação a 2010. 

A OIM indica que o aumento se deveu principalmente a conflitos na Síria, no Sudão do Sul, na Ucrânia ou na África Subsaariana. 

Os fluxos de refugiados rohingya para Bangladesh e de venezuelanos na América Latina também estão no topo das causas da mobilidade.

Estima-se que as chegadas de novos refugiados e requerentes de asilo tiveram uma baixa de 1,5 milhão comparado ao ano interior.

O dado indica que várias pessoas buscando proteção foram impedidas pelas medidas para conter a Covid-19. 
 

Onunews

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quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Migrantes escolhidos pelo Papa em Chipre vão começar uma nova vida na Itália

 

Poucos dias antes do Natal, seis demandantes de asilo deixaram Chipre para começar uma nova vida na Itália, onde serão recebidos por uma comunidade católica, após a visita do papa Francisco à ilha no início de dezembro.

Uma fonte do Vaticano informou que um primeiro grupo de dez migrantes de Chipre chegará a Roma nesta quinta-feira (16). A recepção é administrada pela Comunidade Sant'Egidio, que já possui experiência em operações de corredores humanitários.

Na sexta-feira, eles serão recebidos durante uma audiência privada no Vaticano.

As autoridades cipriotas afirmaram, por sua vez, que "12 dos 50 demandantes de asilo escolhidos durante a visita do Papa Francisco partiram para serem recebidos no Vaticano".

O Vaticano e a Comunidade Sant'Egidio não responderam aos pedidos de informação da AFP.

Hinda Warsame, uma somali de 25 anos, estava pronta desde quarta-feira com as irmãs Naima e Fadoumo (22 e 19 anos, respectivamente), para a viagem.

As três irmãs cresceram na Arábia Saudita, mas foram deportadas para a Somália, um país com grande instabilidade política. Foi "um pesadelo", lembra Hinda.

Graças aos vistos de estudante, as três puderam fugir para a República Turca do Norte de Chipre (RTNC), entidade que apenas Ancara reconhece e que ocupa um terço do Chipre. A ilha está dividida desde 1974, após a invasão turca em reação a um golpe liderado pelo regime dos coronéis em Atenas.

As irmãs Warsame cruzaram ilegalmente a linha verde que divide a ilha para entrar na República de Chipre, um Estado membro da União Europeia que tem a maior taxa de requerentes de asilo por habitante, de acordo com estatísticas europeias.

Quando soube que havia sido escolhida para se estabelecer na Itália, Hinda não "dormiu por uma semana", contou. "Sou muçulmana, mas realmente admiro que o papa e a Igreja cristã tenham decidido nos ajudar".

- "Ser paciente" -

Grace Enjei, de 24 anos, e Daniel Ejube, de 21, estão entre os escolhidos. Os dois são de Camarões, uma nação envolvida em violentos combates intracomunitários.

"A situação lá era realmente terrível (...) não estávamos seguros", explica Ejube, que foi ameaçado por se recusar a ingressar nas milícias anglófonas.

Os dois camaroneses, de confissão cristã, estão muito felizes e "honrados" por terem sido escolhidos pelo Papa.

Grace espera retomar seus estudos na Itália. Daniel espera tornar-se jogador de futebol, embora "não entenda nada de futebol italiano", confessa.

Apesar dos perigos vividos, Grace Enjei não deixa de encorajar os migrantes a procurarem uma nova vida, na rota do exílio "basta ter calma e paciência", explica.

Estado de Minas

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Comissão de Enfrentamento ao Tráfico Humano da CNBB alerta, em nota, sobre novos esquemas de contrabando de pessoas



A Comissão Episcopal Pastoral Especial de Enfrentamento ao Tráfico Humano da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta quarta-feira, 15 de dezembro, uma nota na qual manifesta preocupação com a realidade apresentada pela reportagem apresentada no Fantástico, no último domingo (12), sobre a megaoperação internacional que descobriu um novo esquema para entrar ilegalmente nos EUA: “as famílias de mentira”. De acordo a matéria, este novo esquema está a serviço do tráfico de pessoas, e só neste ano, movimentou R$ 8 bilhões no Brasil, segundo a estimativa da Polícia Federal.

“A Comissão vê com preocupação e indignação as realidades de exploração associadas ao tráfico de pessoas no Brasil e no mundo. Os criminosos assumem estratégias cada vez mais ousadas para burlar as leis, manipulando os laços afetivos e transformando pessoas em mercadoria. Dentre essas estratégias criam-se “famílias de mentira” para possibilitar a entrada ilegal de imigrantes nos Estados Unidos e por consequência em outros países. O chamado “Rei dos Coiotes”, que faz parte de uma quadrilha internacional e o esquema para criação dessas famílias, deflagra outras questões estruturais como a violação e exploração de crianças e adolescentes, mulheres e trabalhadores, atingindo especialmente as cidades próximas às fronteiras”.

No documento, a Comissão de Enfrentamento ao Tráfico Humano da CNBB reconhece e valoriza o trabalho dos órgãos de fiscalização e denuncia, como a Polícia Federal e da imprensa e exige do Estado Brasileiro uma maior atuação na responsabilização dos agentes destes crimes, na implantação das políticas públicas, celeridade nos canais responsáveis pelo cumprimento da legislação e medidas de proteção aos migrantes e refugiados e às vítimas do tráfico de pessoas.

A Comissão conclama todas as pessoas comprometidas com a dignidade humana, para não fecharem os olhos e os ouvidos diante dessas situações, denunciando, por meio do Disque 100, situações suspeitas de serem criminosas e associadas ao tráfico de pessoas.

Conheça, abaixo, a íntegra da nota:

Manifestação a respeito da reportagem veiculada sobre tráfico de pessoas

cnbb.org.br

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Hermanitos atua para inserir migrantes e refugiados venezuelanos no mercado de trabalho

 



o objetivo de oferecer acolhimento e inserção de migrantes e refugiados venezuelanos na sociedade brasileira, entendendo o trabalho como essencial para a construção da dignidade, a Organização da Sociedade Civil (OSC) Hermanitos realiza ações e projetos pioneiros há mais de dois anos que já beneficiaram mais de 15 mil pessoas.

Possui quatro Pilares de atuação: inserção no mercado de trabalho, apoio ao empreendedorismo, qualificação e proteção. É coordenada pelos diretores Tulio Duarte, Patrícia Pilatti e Anderson Mattos, e atualmente possui mais de 20 colaboradores diretos e dezenas de voluntários.

Ao todo, a instituição já fez contato com mais de 200 empresas e instituições para sensibilizar sobre a importância da contratação de venezuelanos, indicando profissionais do seu banco de talentos e auxiliando jovens para o primeiro emprego ou estágio.

Somente em 2021 foram mais de 1,5 mil currículos cadastrados, sendo que desses 230 venezuelanos conquistaram uma vaga no mercado de trabalho. Além disso, a instituição possui uma plataforma que incentiva atividades nesse sentido: www.hermanitos.org.br.

“Temos o maior cuidado para garantir o máximo de vitórias, o máximo de conquistas para nossos irmãos venezuelanos, diminuindo as dificuldades que eles encontram ao chegar em um novo país. Então, fazemos os currículos e preparamos eles para as entrevistas, explicando questões culturais do Brasil e até orientando como se vestir para a entrevista de emprego. É um trabalho de ‘formiguinha’, de muita articulação para mostrar aos empresários e coordenadores de Recursos Humanos (RH) sobre a importância de proporcionar uma vaga para os migrantes e refugiados venezuelanos. Sabemos a importância e a responsabilidade dessa ação, pois o trabalho muda a vida de uma família”, disse o diretor presidente do Hermanitos, Tulio Duarte.

Entre as ações realizadas pela instituição, vale destaque para os cursos de idiomas, sessões psicossociais, criação de currículos, preparação para entrevistas de emprego, oficinas, captação de vagas, projetos de integração comunitária e de saúde, e de incentivo ao empreendedorismo.

“O nosso banco de talentos tem cadastros bem diversificados, desde porteiros, jornalistas, advogados, médicos, comerciários e muito mais. Temos currículos bastante qualificados, que merecem uma oportunidade no Brasil. Por isso, lutamos diariamente para garantir o máximo de inserções no mercado de trabalho. Acreditamos que um ambiente de trabalho multicultural é benéfico e enriquecedor para todos, garantindo troca de experiência e conhecimento”, completa Tulio.

    Além de Manaus, o Hermanitos também promove articulações com empresas de outros estados para garantir a inserção de venezuelanos no mercado de trabalho. “Já garantimos algumas vitórias nesse sentido. Fizemos todo um trabalho de articulação e até conseguimos roupas apropriadas para o clima e documentos para mais de 15 venezuelanos, que foram trabalhar em cidades no interior de São Paulo e no interior de Santa Catarina”, comentou o vice-presidente da instituição, Anderson Mattos.

Empreendedores   

O Hermanitos ainda apoia mais de 55 empreendedores venezuelanos que atuam nas áreas de beleza, gastronomia, confecções e eventos. Esses empreendedores receberam cursos de qualificação e assessoria para fortalecimento do negócio e dos processos produtivos através de um plano estratégico, com diversas ações e até doações de equipamentos para o incentivo, e melhoria do empreendimento.

Também realiza ações sociais como as de doações de cestas básicas com a entrega de aproximadamente nove mil, cadastro de mais de quatro mil famílias venezuelanas, apoio para retirada de documentos, campanhas de arrecadação de brinquedos, entre outras atividades.

Dos projetos executados pelo Hermanitos, vale destaque as ações do Programa Integrando Horizontes, da Fundação Pan Americana de Desenvolvimento (PADF) e com financiamento do Escritório de População, Refugiados e Migração (PRM) do Departamento de Estado dos Estados Unidos, além das iniciativas feitas em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

    Outros projetos da instituição são “Mujeres Fuertes” com ações voltadas para venezuelanas; “Hermanitos na Praça” com a realização de atividades culturais e de integração entre brasileiros e venezuelanos, em uma praça localizada em frente à sede, que foi reformada recentemente e recebeu o nome de Praça do Hermanitos; “Artes das Unhas” que capacitou mulheres para empreender no mercado da beleza, doando uma bicicleta e materiais para exercer a profissão de manicure; “Aroma Venezuelano” incentivando pequenos negócios como a venda de café da manhã”; Seminário de Empreendedorismo; a realização do 1º Fórum Hermanitos de Empregabilidade para refugiados e migrantes: inovação em RH, responsabilidade social e ambiente multicultural, com a participação de mais de 60 empresários e representantes de vários setores; entre outros.

Histórias marcantes

    Entre as centenas de histórias marcantes que o Hermanitos já proporcionou aos venezuelanos, destacamos a do psicólogo Xiosmel Ramon. Ele relata que não tinha o que comer na Venezuela, deixou sua família e veio para Manaus, onde passou  por várias dificuldades até conhecer o Hermanitos.

“Na Venezuela, a gente sobrevive, não vive. Eu cheguei aqui (em Manaus) pesando 40 e poucos quilos, e hoje estou com 70 quilos. Comecei a vender banana nas ruas. Eu tinha um projeto na Venezuelana com o objetivo de oferecer gratuitamente consultas psicológicas. Em Manaus, vi que tinha muitos venezuelanos que estavam traumatizados com a migração para o Brasil. Então, apresentei meu projeto ao Hermanitos, que me acolheu e mudou minha vida. Comecei a executar o projeto na instituição, apoiando os irmãos venezuelanos com atendimento psicológico. Hoje, tenho trabalho, dignidade e fiz muitos amigos. Nesse ano, consegui trazer da Venezuela minha filha e minha mãe para Manaus e sou uma pessoa muito mais feliz”, disse Ramon.

Outra história marcante é da empreendedora venezuelana, Laura Garcia, que chegou em Manaus há três anos e meio, e há pouco mais de um ano começou a vender roupas e calçados. Ela foi beneficiada pelo Programa Integrando Horizontes, executado em Manaus pelo Hermanitos, e recebeu apoio, assessoria, treinamento, análise do negócio e até ganhou novos produtos para fortalecer seu empreendimento. “Graças a Deus e ao Hermanitos, hoje meu empreendimento está bem melhor, sei como gerir com mais resultados e tenho certeza que isso ainda vai fazer eu crescer ainda mais”, comentou.

hermanitos.org.br

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