sexta-feira, 25 de junho de 2021

Discurso anti-imigração está desumanizando os refugiados sírios, diz relatório

 

A polícia dinamarquesa escolta uma família síria em busca de asilo na Dinamarca após identificá-la na verificação de identidade dos passageiros de um trem que chegava da Alemanha, em 6 de janeiro de 2016, em Padborg, Dinamarca. [Sean Gallup/Getty Images]

O discurso anti-imigrante, que desumaniza os deslocados, está em ascensão nos círculos governamentais dinamarqueses e os refugiados sírios estão sofrendo as consequências, relatou hoje o EUobserver.

Ontem, o parlamento aprovou uma lei que permite à nação deslocar os requerentes de asilo para fora da Europa, para que seus pedidos de refúgio sejam avaliados.

A ONU se opôs ao projeto de lei da Dinamarca por temer que viole os direitos dos refugiados e encoraje outros estados da União Europeia a seguirem o exemplo.

Uma nuvem de medo e incerteza paira sobre os refugiados na Dinamarca, pois sua vida recém-construída pode acabar a qualquer momento.

Em janeiro, a primeira-ministra Mette Frederiksen disse ao parlamento que o objetivo do governo é ter “zero requerentes de asilo chegando à Dinamarca”.

“Se você pedir asilo na Dinamarca você sabe que será enviado de volta para um país fora da Europa e, portanto, esperamos que as pessoas deixem de procurar asilo na Dinamarca”, disse Rasmus Stoklund, o orador do partido do governo sobre imigração, à emissora DR no início deste mês.

Após dez anos de crise, a vida está mais difícil do que nunca para os sírios deslocados. Milhões foram obrigados a fugir de suas casas desde 2011, buscando segurança como refugiados no Líbano, Turquia, Jordânia e países europeus, ou foram abandonados dentro da Síria, de acordo com as Nações Unidas.

Hoje, 13,4 milhões de pessoas estão necessitando de assistência humanitária na Síria.

Cerca de 6,6 milhões vivem em todo o mundo, 5,6 milhões em países vizinhos da Síria, conforme estatísticas da ONU apresentadas em março.

No início deste ano, a Dinamarca se tornou a primeira nação da União Europeia a privar os refugiados sírios de sua cidadania, com o argumento de que Damasco e as áreas vizinhas são seguras para retorno e não precisam mais de proteção internacional.

Em abril, as autoridades dinamarquesas revogaram as residências de 94 refugiados sírios em uma semana, apesar de nem a ONU, nem outros países, considerarem Damasco seguro.

monitordooriente.com

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Estudo mostra predomínio de homens, jovens e mais escolarizados entre os imigrantes do RS

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Homens e jovens, vindos de países como Haiti, Venezuela e Uruguai, residentes na região metropolitana de Porto Alegre e municípios maiores do interior e com escolaridade acima da média da população são algumas das características majoritárias dos imigrantes do Rio Grande do Sul.

A partir de dados do Sistema de Registro Nacional Migratório (Sismigra), da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Único, o Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), produziu um perfil dos imigrantes do Estado e constatou uma alta significativa nos registros desde 2018. O estudo, divulgado nesta sexta-feira (25/6), mostra ainda que pretos e pardos estão mais presentes entre os imigrantes do Estado na comparação ao total da população gaúcha e os salários mais altos são pagos aos imigrantes brancos e do sexo masculino, em comparação com os demais.

Em números totais, a base de dados do Sismigra indica que entre 2018 e 2020 o RS contou com 29.357 registros de imigrantes, enquanto a Rais apontou em 2019 para 16.987 imigrantes e o Cadastro Único, com dados de janeiro de 2021, mostra 19.007 registros. As informações do Sismigra mostram o aumento relevante na entrada de imigrantes a partir de 2018, ano em que 10.657 pessoas buscaram o registro, número que subiu para 10.931 em 2019 e caiu para 2.860 em 2020, em função da pandemia.

De acordo com a pesquisadora Daiane Menezes, responsável pelo estudo, cada banco de dados aborda um recorte diferente dessa população. "Nenhuma dessas bases tem informação suficiente para cobrir todos os imigrantes que vieram a residir no Estado nos últimos anos, porém a soma de todas elas pode permitir uma ideia aproximada da situação dessas pessoas", explica.

Países e municípios de residência

Haiti, Venezuela e Uruguai são os três países com a maior participação de imigrantes em qualquer base de dados analisada. No Cadastro Único, que aponta para a população em situação de maior vulnerabilidade, Haiti e Venezuela lideram o ranking das nações de origem (26,8% e 25,6% respectivamente). No Sismigra, o Uruguai é a nação mais destacada (29,3%) seguida do Haiti (26,7%), enquanto na Rais os haitianos também estão à frente (45,3%), com os uruguaios (12,1%) e venezuelanos (7,9%) na sequência.

Entre os municípios que mais receberam imigrantes nos últimos anos, Porto Alegre lidera nas três bases de dados. Canoas, Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Santana do Livramento também têm destaque nos rankings.

Tabela municípios

Sexo, faixa etária, escolaridade e raça/cor

Homens são maioria (61,1%) dos imigrantes registrados no Sismigra entre 2018 e 2020, contra 38,9% das mulheres nessa base de dados. Na Rais, que destaca as informações sobre emprego formal, os homens eram responsáveis por 67,8% dos registros contra 32,3% das mulheres. No Cadastro Único, que prioriza as mulheres chefe de família em função do Programa Bolsa Família, a proporção se inverte (54,4% mulheres e 45,6% homens). Quanto à idade, a faixa etária entre 25 e 39 anos é a mais significativa nas três bases de dados (41% no Sismigra, 31% no Cadastro Único e 56% na Rais).

No quesito escolaridade, os inscritos no Cadastro Único, que estão aptos a receber algum tipo de benefício de assistência social, têm instrução superior à dos demais. A faixa de imigrantes com Ensino Médio completo nessa base de dados é de 27,3% contra 11,3% do total. Entre os com Ensino Superior ou mais o percentual também está muito acima do restante (9,6% contra 2,6%).

Entre os integrantes do mercado formal de trabalho, os imigrantes apresentam uma escolaridade pouco menor, com 41,7% dos trabalhadores com Ensino Médio completo contra 44,8% da população em geral. "O acesso ao mercado formal de trabalho é mais difícil para os imigrantes que têm maior escolaridade, o que pode ser decorrência de problemas de validação de diploma, por exemplo", ressalta Daiane.

Na categoria de raça/cor, os imigrantes brancos autodeclarados no Cadastro Único somavam 54,6% do total, enquanto na população não imigrante da mesma fonte o percentual era de 77,2%. O percentual de pretos e pardos imigrantes, somados, chega a 44,5%, enquanto no total era de 21,8%. Na Rais, pretos e pardos imigrantes representavam 50,1%, enquanto brancos eram 35,1%.

Renda e ocupação

Quanto à renda, 46,7% dos imigrantes inscritos no Cadastro Único recebiam até R$ 89 por mês, o que os inclui na faixa da extrema pobreza, enquanto no grupo de não imigrantes o percentual é de 37,9%. Entre as principais funções destes imigrantes estão os trabalhadores por conta própria (48,2%) e os empregados com carteira de trabalho (39,8%). No Sismigra, que tem outro recorte social, as profissões mais declaradas foram a de Estudante (14,2%) e Vendedor (7,5%). Segundo a Rais, os imigrantes recebem, em sua maioria, entre um e um e meio salário mínimo (28,9%) e de um a dois salários mínimos (33%).

O trabalho do DEE/SPGG também assinala as desigualdades registradas entre os imigrantes. As pessoas de cor preta e mulheres têm as ocupações menos qualificadas. Os imigrantes brancos predominam entre as ocupações com remuneração acima de três salários mínimos.

"As desigualdades presentes na nossa sociedade também existem em relação aos imigrantes, visto que os dados mostram brancos com salários maiores do que pretos e pardos e homens com remunerações maiores na comparação com as mulheres", conclui Daiane.

• Clique aqui e confira o estudo completo.
• Clique aqui e assista ao vídeo com a pesquisadora.

Texto: Vagner Benites/Ascom SPGG

Edição: Secom

estado.rs.gov.br

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quinta-feira, 24 de junho de 2021

Nova portaria de migração

 


Portaria Nº 655, de 23 de junho de 2021, publicada no Diário Oficial da União (DOU), efetua as seguintes mudanças nas restrições excepcionais e temporárias de entrada no Brasil durante a pandemia:

1- Inclui a exigência de testes do tipo RT-PCR para embarque e desembarque de tripulação marítima em embarcações e plataformas. O objetivo é conter a propagação de novas cepas do coronavírus no país;

2- Permite a entrada no Brasil de pessoas que persistem com o teste RT-PCR reagente positivo por longos períodos. O objetivo é permitir que quem já esteja curado possa ingressar no país mediante atendimento integral aos seguintes protocolos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa):

- apresentação de dois resultados de RT-PCR detectável, com intervalo de no mínimo 14 dias, sendo o último realizado em 72 horas anteriores ao momento do embarque;

- apresentação de teste de antígeno com resultado negativo ou não reagente com data posterior ao último resultado RT-PCR detectável;

- apresentação de atestado médico declarando que o indivíduo está assintomático e apto a viajar, incluindo a data da viagem. O atestado deve ser emitido nos idiomas português, espanhol ou inglês, e conter a identificação e assinatura do médico responsável.

3- Estende à Venezuela o livre trânsito fronteiriço entre cidades “gêmeas” com o Brasil;

4- Autoriza a regularização migratória de pessoas em situação de vulnerabilidade decorrente de fluxo migratório provocado por crise humanitária, o que vai permitir a retomada do processo de interiorização de imigrantes pela Operação Acolhida, do Governo Federal.

A Portaria Nº 655, de 23 de junho de 2021, observa todas as orientações emitidas pela Anvisa.

Casa Civil 

https://www.gov.br/casacivil

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Livro sobre imigrantes é inserido nas unidades escolares do município

 


Dados obtidos pelo Sistema I-Educar 2021 revelam que o Centro de Atenção Integral à Criança (Caic) Ayrton Senna tem matriculados 297 alunos estrangeiros, sendo um dos polos que centralizam a maior quantidade de imigrantes no município. Por este motivo, a Secretaria de Educação de Balneário Camboriú promove nesta unidade escolar uma entrega simbólica da obra O Mundo é Nosso, da autora Nilzane Fornari, nesta sexta-feira (25), em alusão ao Dia do Imigrante.

A obra aborda as mesclas de culturas e línguas, além de discutir os motivos que levam a migração, através do respeito e empatia. O livro será inserido nas bibliotecas das unidades escolares para acesso dos alunos da Educação Infantil e Fundamental.

A Secretaria de Educação buscou o material literário como forma de sensibilizar a respeito da política de integração no ambiente escolar. O Caic, localizada no Bairro dos Municípios, conta com professores que desenvolvem trabalhos pedagógicos a respeito das pessoas imigrantes, sobre inseri-las e acolhê-las na sociedade.

Secretaria de Educação
(47) 3363-7144

Diretoria de Comunicação
Estagiária de Jornalismo: Lanume Weiss

https://www.bc.sc.gov.br/

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quarta-feira, 23 de junho de 2021

A Covid-19 leva a irmã Telma Lage, a defensora dos migrantes em Roraima

 Faleceu na noite desta terça-feira, 22 de junho, no Hospital Geral de Roraima (HGR), a Ir. Telma Lage. A religiosa da Congregação das Missionárias de Nossa Senhora das Dores tinha 49 anos e trabalhava na diocese de Roraima desde o início de 2013. As condolências da REPAM.

Irmã Telma, a defensora dos migrantes em RoraimaIrmã Telma, a defensora dos migrantes em Roraima

Atualmente, a irmã Telma era Coordenadora do Centro de Migrações e Direitos Humanos da Diocese de Roraima, se tornando uma das grandes defensoras dos migrantes no Estado de Roraima, onde a chegada de venezuelanos tem sido constante nos últimos anos. Muitos consideram a religiosa falecida como a cara visível do grande trabalho que a diocese de Roraima faz com os migrantes, uma das grandes prioridades da Igreja local.

Internada no HGR desde o dia 19 de junho, tinha sido intubada no segunda-feira, 21 de junho. Na noite da terça-feira, após duas paradas cardíacas não resistiu e veio a óbito.

Pessoa muito conhecida no Estado de Roraima, tem sido muitas as homenagens recebidas nas últimas horas. Dentre elas, podemos citar aquela que dizem que “a irmã Telma tinha um coração tão grande que podia acolher muitas pessoas. Uma mulher sensível, lutadora pelos direitos dos outros e apaixonada pela missão”.

Em mensagem postado nas redes sociais, o irmão Danilo Correia, coordenador das Pastorais Sociais da diocese de Roraima, expressou os sentimentos de muitos dos que trabalharam com a religiosa: “Irmã Telma, o teu grito é o nosso grito; a tua resistência é a nossa resistência; a tua luta é a nossa luta!”. O religioso Marista, continuo dizendo: “Amiga, irmã e companheira de vida religiosa consagrada, de equipe missionária, de área missionária, de missão, de Vida, que foi se tecendo a cada segundo, minuto... Num bate papo, numa mística, nos momentos de lazer, no curso de políticas públicas, na simbologia dos gritos dos excluídos e das excluídas, até desenhos animados, planejamos juntos e juntas”.

O irmão Danilo ainda disse: “Aqui, continuamos a nossa caminhada na certeza de que você, aí do céu, nos braços do Pai, olha por nós, com aquela mesma sintonia e comunhão que construímos aqui. Fica aqui, o meu muito obrigado e a gratidão da comunidade marista, das pastorais sociais e da REPAM-RR. Um dia nos encontraremos...”.

Desde a Defensoria Pública do Estado de Roraima, em nota de solidariedade, é mostrada as condolências diante da morte de alguem “empenhada pela resistência em favor dos empobrecidos e humilhados”. Segundo a nota, a irmã Telma “contribuiu para que o racismo fosse combatido em todo lugar”, definindo-a como “pessoa alegre, dinâmica, sorridente, articulada, conselheira, missionária que ela foi”, uma pessoa “de um senso de justiça incomparável”.

O sepultamento da irmã Telma foi na manhã desta quarta-feira no Cemitério Nossa Sra. da Conceição, com uma breve oração exequial presidida por dom Mário Antônio da Silva, bispo de Roraima. Segundo informou a diocese de Roraima, com motivo das disposições médico-sanitárias, não foi possível celebrar “a missa de corpo presente da nossa irmã Telma”. O cortejo percorreu diferentes comunidades da Área Missionária São Raimundo Nonato, de Boa Vista, onde a irmã Telma estava presente juntamente com a irmã Pedrina.

REPAM-Brasil manifesta solidariedade pela páscoa da Irmã Telma Lage

A Rede Eclesial Pan-Amazônica – REPAM-Brasil manifesta, em nota, solidariedade à toda a Igreja de Roraima pela páscoa da Irmã Telma Cristina Lage dos Santos.

“Coração duro não gera vida. Você pode até doar alguma coisa, mas não transforma. O que transforma realmente é o amor! E esse só vem do coração.” Ir. Telma Lage

A Rede Eclesial Pan-Amazônica – REPAM-Brasil manifesta sua solidariedade e condolências pela páscoa da Irmã Telma Cristina Lage dos Santos. A REPAM-Brasil se une, neste momento de tristeza e saudade, à toda a Igreja de Roraima, à Congregação das Religiosas Missionárias de Nossa Senhora das Dores, familiares e amigos que sentem a dor de sua partida.

Irmã Telma foi religiosa no instituto das irmãs de Nossa Senhora das Dores e atuava na coordenação do Centro de Migrações e Direitos Humanos (CMDH) da Diocese de Roraima, em Boa Vista. Também foi membro do Eixo de Direitos Humanos e Incidência Internacional da REPAM-Brasil e articuladora da Campanha A Vida por um Fio.

Testemunha fiel de Nossa Senhora das Dores, Irmã Telma sempre pautou sua vida pela solidariedade e coerência, dedicando-se à defesa da vida e dos direitos dos mais pobres, migrantes e refugiados.

Aos familiares, amigos e ao povo da Diocese de Roraima, os nossos sentimentos e solidariedade, na certeza de que a vida e missão da Ir. Telma serão exemplos a seguir, animando a caminhada da REPAM-Brasil.

A nota é assinada por Dom Erwin Kräutler, Presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica/REPAM-Brasil.

Padre Modino, Silvonei José – Vatican News

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Crise e desemprego atinge de forma drástica migrantes e refugiados

 


Crise econômica e desemprego atingiram em cheio migrantes e refugiados. Dados do IBGE mostram que o desemprego no Brasil passou de 14% no primeiro trimestre e atingiu o recorde de 14 milhões e 800 mil brasileiros. Mas, para Gisele Netto, do Acnur, a Agência das Nações Unidas para Refugiados, o cenário é pior para os quem vivem como refugiados.

Para quem é de fora, os obstáculos começam pela língua, as diferenças culturais, a xenofobia e a regularização da documentação. Padre Paolo Parise, da Missão Paz, em São Paulo, diz que antes da pandemia o governo vinha restringindo a entrada de migrantes e refugiados, mas com a pandemia foram editadas 29 portarias impondo restrições à entrada de migrantes no país e a situação se agravou.

O Conselho Nacional dos Direitos Humanos recomendou ao governo federal a alteração da Portaria 654, de maio de 2021, para facilitar a entrada de migrantes em situação de vulnerabilidade. Mas Rodrigo Larferté, coordenador do Conare,  Comitê Nacional para os Refugiados, órgão vinculado ao Ministério da Justiça, diz que as restrições impostas não afrontam os tratados internacionais, já que se fizeram necessárias em função da pandemia do coronavírus.

O relatório Refúgio em Números, divulgado nessa terça-feira pelo Observatório das Migrações Internacionais, mostra que no ano passado o Brasil recebeu pouco menos de 29 mil pedidos de reconhecimento da condição de refugiado. Em 2019, foram quase 83 mil solicitações.

Edição: Roberto Piza/ Beatriz Arcoverde

Agencia Brasil

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terça-feira, 22 de junho de 2021

Portugal lidera na União Europeia mais acolhida para migrantes e refugiados

 Presidente Marcelo Rebelo de Sousa diz à ONU News que, por ser uma cultura de migração, seu país está em posição natural de convencer a Europa a melhor compreender a urgência de mais apoio a quem é obrigado a deixar suas casas para recomeçar a vida no continente.

Uma das grandes tarefas de Portugal na Presidência da União Europeia, neste primeiro semestre de 2021, está sendo liderar o processo de aumentar o apoio do bloco regional para acolher mais refugiados e migrantes. Foi o que disse à ONU News, o presidente do país, Marcelo Rebelo de Sousa.

Ele esteve em Nova Iorque, na semana passada, para a cerimônia de eleição do segundo mandato de António Guterres à frente da ONU como secretário-geral. 

Marcelo Rebelo de Sousa falou à ONU News após participar da cerimônia da eleição do segundo mandato de Guterres
ONU/Manuel Elias
Marcelo Rebelo de Sousa falou à ONU News após participar da cerimônia da eleição do segundo mandato de Guterres

Abrigo

Rebelo de Sousa afirmou que Portugal, pela sua história e experiência, sabe como ninguém a importância de se acolher a quem precisa de abrigo. O repórter Eleutério Guevane perguntou a ele como Portugal convencia as demais nações europeias, que tenham outra posição sobre o tema.

“Nós estamos aí como no clima, no clima natural como no clima humano, que tem a ver com as migrações, nós estamos na liderança do processo. Ainda agora na Presidência, nós não deixamos cair o processo. Sabemos que há, quem não acompanha o mesmo ritmo, por uma razão muito simples: porque não conhece. Quem não conhece, não entende. Quem não entende não pode amar. E o que acontece com muitos dos países, de vários continentes, é que não têm a proximidade que nós temos. E por isso temos de explicar. Temos de explicar que o que acontece no Mediterrâneo, que acontece nos outros oceanos, as migrações que são transcontinentais, têm a ver com falta de parceria e com problemas de desenvolvimento, que vêm de egoísmos que são de muitos de nós. Mas explicar isso a quem não teve essa experiência é difícil.”

Há alguns anos e após o dramático aumento da chegada de migrantes à Europa, especialmente à Itália, pelo mar, intensificou-se o debate sobre operações de resgate e o gerenciamento de um número, cada vez maior, de pessoas para serem acolhidas pelos países do continente.

Assembleia Geral da ONU adotou o Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular em 2019
Foto ONU/Eskinder Debebe
Assembleia Geral da ONU adotou o Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular em 2019

Violência

O tema despertou uma discussão internacional sobre a questão humanitária e a necessidade de socorro de quem por desespero é forçado a fugir de sua casa devido à perseguição, violência e outras razões, para recomeçar do zero em outro país.

Segundo a página da Comissão Europeia, havia 23 milhões de pessoas vivendo nos países da União Europeia, em 2020, que não eram cidadãos do continente. O número equivale a 5,1% de todos os habitantes do bloco.

Em 2019, países europeus concederam cidadania a 706,400 pessoas, um aumento de 5% se comparado ao ano anterior. No mesmo ano, a Assembleia Geral da ONU adotou o Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular, que pretende apoiar mais de 281 milhões de migrantes em todo o mundo.

Onunews

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Até quando?

 

Fotomontagem: Jornal da USP

 

Neste último fim de semana, o País conviveu com um número trágico: ultrapassou 500 mil mortos por conta da pandemia que nos assola desde o começo de 2020.

A dinâmica da propagação da doença já apontava para essa tragédia, intensa e cotidianamente reverberada pelos meios de comunicação para acentuar a sua gravidade, mas desdenhada pelo comando do País.

Até por isso, milhares de brasileiros foram às ruas, em todo o País, no último sábado, respeitando ao máximo as regras de distanciamento, para protestar contra o descalabro que levou a essa dramática situação.

Descalabro que tem nome e sobrenome, que não é apenas o de Jair Bolsonaro, o presidente da República, é o de toda a entourage que o cerca, de todos que apoiam sua pregação e de todos que nela acreditam, país afora.

A sociedade brasileira está diante do desafio de evitar que esse trágico número de 500 mil mortos continue crescendo sem controle.

A vacinação é a grande arma para contê-lo. Mas ela ocorre a uma velocidade muito menor do que a desejada, com erros de gerenciamento, gargalos de fornecimento e solapada por quem deveria ser o seu maior incentivador, o presidente da República.

As autoridades advertem que, por todo o País, a estrutura hospitalar e as equipes médicas estão saturadas e estressadas. E em nada ajuda o relaxamento com as medidas de distanciamento social, que tende a se alastrar com o decorrer do tempo.

Até quando?

As previsões dos cientistas e médicos, em permanente cruzada de análises, alertas e aconselhamentos nos meios de comunicação, são preocupantes. Depois de intensas campanhas de vacinação, os países desenvolvidos cuidadosamente liberam a livre circulação da população, afrouxam a obrigatoriedade de uso de máscaras e lentamente voltam à vida normal – mas se mantém alertas, pois o vírus tem o poder de se transmutar. Por aqui, não é possível prever quando quadro semelhante possa se desenhar.

Estamos entregues à responsabilidade individual de cada brasileiro, de governadores e prefeitos que mobilizam contra a pandemia em suas regiões, convivendo com pressões adversas, ao esforço da academia para descobrir caminhos para barrar a marcha do vírus. Falta, e tudo indica que nunca virá, a liderança da autoridade maior, de Brasília, que, ao contrário, trabalha, em palavras e ações, contra tudo o que combata a pandemia.

Todos devemos imensa solidariedade às famílias das vítimas e à legião de profissionais de saúde que se dedicam, País afora, a assistir os infectados pelo vírus, em seus lares, leitos hospitalares, UTIs, acompanhando-os e minorando seus sofrimentos, consolando entes queridos – e tentando, ao mesmo tempo, tocar suas vidas pessoais. A todos eles, nosso reconhecimento.

Até quando o Brasil vai viver assim?

Quantas vidas ainda serão sacrificadas?

Jornal Usp

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segunda-feira, 21 de junho de 2021

Refugiados: um mar sem fim

 


1 Temos cada vez mais que nos consciencializar que o impacto da pobreza, das violações dos direitos humanos e dos conflitos mundiais não param nas fronteiras nacionais. Não há muros que se possam erguer que possam fazer parar a fome, as perseguições, as vítimas de conflitos armadas ou até a fuga das alterações climáticas.

Esses muros são tão somente “uma fuga para a frente” e uma ode aos egoísmos nacionais.

2 Temos que continuar a afirmar que os Direitos Humanos são universais e indivisíveis e que as violações aos mais elementares direitos em particular das crianças devem ser denunciadas e combatidas sem cumplicidades e sem coniventes acalmias

Temos que continuar a olhar e a ver… porque se podemos ver, temos que reparar, como nos diz José Saramago.

3 Nos últimos anos avolumou-se o sofrimento e exponenciaram-se deslocações internas desse mar de fluxos migratórios que ondula em busca de esperança, a qual muitas vezes naufraga no Mediterrâneo ou esbarra contra os muros de silêncio de uma Europa que reconhece agora que tem falhado e que vê no seu pacto para as migrações “um recomeço no domínio das migrações” baseado “numa abordagem abrangente de gestão da migração”.

4 Pelo menos 292 migrantes morreram desde 1 de janeiro de 2021 no Mediterrâneo e 1200 em 2020, a grande maioria na rota do Mediterrâneo Central segundo os dados mais recentes da ONU. A situação de Ceuta que esteve nos radares dos Media nos últimos tempos é também reveladora da ineficácia na gestão dos fluxos diários e em particular na proteção das centenas de crianças desacompanhadas que estão depositadas em centros sem condições mínimas e sem perspetivas de novos recomeços.

É urgente uma resposta efetiva, conjunta e solidária.

5 Pelo sétimo ano consecutivo, a Turquia acolheu a maior população de refugiados do mundo, 3,7 milhões de refugiados, seguida pela Colômbia, 1,7 milhão, Paquistão, 1,4 milhão, Uganda, 1,4 milhão, e Alemanha, 1,2 milhão.

Os pedidos de asilo pendentes em todo o mundo permaneceram nos níveis de 2019, cerca de 4,1 milhões.

6 Apesar da pandemia, o número de pessoas fugindo de guerras, violência, perseguição e violações dos direitos humanos, no ano passado, não foi sustido, mas ao invés subiu para um recorde de quase 82,4 milhões de pessoas. O Relatório “Tendências Globais da Agência da ONU para os Refugiados” do ACNUR espelha esses dados e revela um aumento de 4% em relação aos 79,5 milhões de 2019.

7 Em comunicado, o alto comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, afirmou que “por trás de cada número está uma pessoa forçada a deixar sua casa e uma história de deslocação , privação e sofrimento.”

8 Sublinhe-se que crianças com menos de 18 anos representam 42% de todas as pessoas deslocadas à força. Novas estimativas mostram que quase um milhão de crianças nasceram como refugiadas entre 2018 e 2020.

9 No âmbito da Presidência Portuguesa do Conselho da UE as questões relativos ao Sistema Europeu de Asilo têm estado no centro da agenda, pelo que foi relevante o acordo aprovado com vista à construção de um Sistema de Asilo «mais justo e mais eficiente»

Com efeito, é de destacar a aprovação, por parte do Conselho da União Europeia, da extensão do mandato para as negociações com o Parlamento Europeu relativas à proposta de novo regulamento para o Gabinete Europeu de Apoio em Asilo (EASO), que visa a criação de uma agência europeia de pleno direito.

O regulamento proposto visa melhorar a Política de Asilo na UE, transformando o atual Gabinete Europeu de Apoio ao Asilo (EASO) numa agência europeia, responsável por melhorar o funcionamento do Sistema Europeu Comum de Asilo, dando assistência operacional e técnica reforçada aos Estados-membros e contribuindo para uma maior convergência na avaliação dos pedidos de proteção internacional.

10 Temos que buscar acima de tudo soluções estruturais que passam pela prevenção dos conflitos, supervisão internacional permanente, pela condenação das violações perpetradas e pela assistência ao desenvolvimento e otimizar os mecanismos existentes bem como melhorar o SECA e os instrumentos legislativos que o compõem.

11 O desafio coletivo da criação de uma cultura de refugiados com elevado standard de proteção com especial enfoque nas crianças e mulheres refugiadas, e crítica reflexiva sobre as violações aos Direitos Humanos, é assim premente e fundamental e deve começar na educação para os direitos e para a cidadania, tal como decorre da Carta do Conselho da Europa sobre Educação para a Cidadania.

Que neste mar sem fim de refugiados as suas ondas de esperança não sejam desfeitas pela areia.

Cabe a todos nós fazer com que essas ondas se levantem outra vez, afirmando os seus direitos, a sua busca legítima de proteção internacional e de um novo recomeço.

Susana Amador  Deputada do PS, Ex-consultora do ACNUR

Observador

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sábado, 19 de junho de 2021

São Paulo é segundo estado que mais recebe refugiados

 


Dia 20 de junho é o Dia Mundial do Refugiado, instituído há 20 anos pelas Nações Unidas. Também nesse dia será celebrado o 70º aniversário da Convenção de Genebra sobre o Estatuto dos Refugiados e Apátridas.

Diante de dois marcos tão importantes, a organização humanitária Refúgio 343, que atua no abrigamento, saúde, educação e interiorização de refugiados, chama a atenção para uma das maiores crises da humanidade, que já atinge 1% da população mundial.

Em dois anos de atuação, a organização já acolheu mais de 1.400 pessoas e está presente 139 cidades, de 15 estados + Distrito Federal. São Paulo é o segundo estado em número de interiorizações (281), seguido pelo Paraná (200); Minas lidera com 430 acolhimentos. Os beneficiados por meio das ações do Refúgio 343 estão, além da capital, nas cidades de Arujá, Campinas, Atibaia, Barretos, Itu, Piracicaba, Ribeirão Preto e em mais 20 municípios.

“O que mudou nas últimas décadas? É um dia para celebrar, ou para refletir? Certamente não há o que comemorar. Hoje, são quase 80 milhões de pessoas que foram obrigadas a deixar suas origens para trás”, afirma Fernando Rangel, cofundador e diretor-executivo do Refúgio 343. “Um dos fatores que contribuiu para esse número foi a movimentação em massa de venezuelanos, que já são o segundo maior grupo populacional deslocado do mundo.”

Entre os beneficiários, mais de 300 já passaram pela Escola Refúgio, onde aprendem Língua Portuguesa, Educação Intercultural e capacitação profissional, entendimentos fundamentais para a interiorização – deslocamento planejado e que visa dar autonomia aos refugiados.

No eixo de saúde, o Refúgio 343 promoveu mais de 700 consultas médicas, distribuiu quase 3 mil kits de proteção para cerca de 900 famílias e doou mais de 100 mil itens hospitalares para criação do hospital de campanha em Boa Vista, hoje chamado de Núcleo de Saúde da Acolhida (NSA).     

Recentemente, a organização passou a atuar, em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), no Posto de Recepção e Apoio (PRA). Nesse espaço, as equipes do Refúgio 343 realizam diagnósticos da população local, organização dos beneficiários para o monitoramento da entrega de refeições diárias, banho e lavanderia, e identificação de casos de proteção, entre outras atuações.

“As ondas migratórias continuarão a existir. Dados de uma pesquisa do Instituto pela Economia e pela Paz (IEP) mostram que 1,2 bilhão de pessoas se tornarão refugiadas do clima nos próximos 30 anos. É um tempo muito curto, precisamos agir agora”, diz Rangel.

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Mundo chega a número recorde de 82,4 milhões refugiados e deslocados

 Acnur pede ação urgente de líderes mundiais para reverter tendência de deslocamento crescente; relatório revela que, apesar da pandemia e dos apelos por um cessar-fogo global, conflitos continuaram a expulsar pessoas de suas casas. 

Apesar crise de Covid-19, o número de pessoas fugindo de guerras, violência, perseguição e violações dos direitos humanos, no ano passado, não foi contido, mas subiu para um recorde de quase 82,4 milhões de pessoas.  

A conclusão é do relatório “Tendências Globais da Agência da ONU para os Refugiados”, Acnur, divulgado esta sexta-feira em Genebra. O número representa um aumento de 4% em relação aos 79,5 milhões de 2019. 

Apelo 

A agência pediu aos líderes mundiais que intensifiquem seus esforços para promover a paz, com o objetivo de reverter a tendência de aumento do deslocamento que dura há uma década. 

Conflito na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, gerou a uma crise de deslocamento
© PMA/Grant Lee Neuenburg
Conflito na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, gerou a uma crise de deslocamento

No final de 2020, havia 20,7 milhões de refugiados sob a tutela do Acnur, incluindo 5,7 milhões de palestinos e 3,9 milhões de venezuelanos. Outros 48 milhões são deslocados internamente e 4,1 milhões requerentes de asilo. 

Apesar da pandemia e dos apelos por um cessar-fogo global, o conflito continuou a expulsar as pessoas de suas casas. 

Em comunicado, o alto comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, disse que “por trás de cada número está uma pessoa forçada a deixar sua casa e uma história de deslocamento, privação e sofrimento.” 

Grandi lembrou que as pessoas “merecem nossa atenção e apoio não apenas com ajuda humanitária, mas também para encontrar soluções para sua situação.” 

Ele falou da importância da Convenção para Refugiados de 1951 e o Pacto Global sobre Refugiados, mas afirmou que é precisa “muito mais vontade política para enfrentar os conflitos e perseguições que obrigam as pessoas a fugir em primeiro lugar.” 

Crianças 

Meninas e meninos com menos de 18 anos representam 42% de todas as pessoas deslocadas à força. Novas estimativas mostram que quase um milhão de crianças nasceram como refugiadas entre 2018 e 2020. Muitas delas podem permanecer refugiadas por muitos anos. 

Uma refugiada síria que mora na Jordânia lê o Alcorão com seu filho em sua casa em Amã
Acnur/Mohammad Hawari
Uma refugiada síria que mora na Jordânia lê o Alcorão com seu filho em sua casa em Amã

Para o alto comissário, “a tragédia de tantas crianças nascidas no exílio deve ser razão suficiente para fazer esforços muito maiores para prevenir e acabar com o conflito e a violência.” 

No auge da pandemia em 2020, mais de 160 países fecharam suas fronteiras, com 99 Estados não abrindo exceção para pessoas em busca de proteção. Ao longo do tempo, com melhores medidas, mais e mais países encontraram maneiras de garantir o acesso ao asilo. 

Deslocados 

Ao mesmo tempo, milhões de pessoas são deslocados internos. Impulsionado por crises na Etiópia, Sudão, países do Sahel, Moçambique, Iêmen, Afeganistão e Colômbia, o número de deslocados internos aumentou em mais de 2,3 milhões. 

Ao longo de 2020, cerca de 3,2 milhões de deslocados internos e apenas 251 mil refugiados voltaram para suas casas, uma queda de 40% e 21% em comparação com 2019. 

Outros 33,8 mil refugiados foram naturalizados por seus países de asilo. O reassentamento de refugiados registrou uma queda drástica, apenas 34,4 mil refugiados foram reassentados no ano passado, o nível mais baixo em 20 anos.  

Crise  

O ano passado marcou o nono ano de aumento ininterrupto do deslocamento forçado em todo o mundo.  

Menina em centro para deslocados internos em Tigray, na Etiópia
Unicef/Mulugeta Ayene
Menina em centro para deslocados internos em Tigray, na Etiópia

Hoje, um por cento da humanidade está deslocada e há duas vezes mais pessoas deslocadas à força do que em 2011, quando o total era de pouco menos de 40 milhões. 

Mais de dois terços de todas as pessoas que fugiram para o exterior vieram de apenas cinco países: Síria, 6,7 milhões, Venezuela, 4 milhões, Afeganistão, 2,6 milhões, Sudão do Sul, 2,2 milhões, e Mianmar, 1,1 milhão. 

Influência 

A grande maioria dos refugiados do mundo, cerca de 86%, vivem em países vizinho, áreas de crise e países de baixa e média renda. 

Pelo sétimo ano consecutivo, a Turquia acolheu a maior população de refugiados do mundo, 3,7 milhões de refugiados, seguida pela Colômbia, 1,7 milhão, Paquistão, 1,4 milhão, Uganda, 1,4 milhão, e Alemanha, 1,2 milhão. 

Os pedidos de asilo pendentes em todo o mundo permaneceram nos níveis de 2019, cerca de 4,1 milhões.  

Para Grandi, “as soluções exigem que os líderes globais e aqueles com influência deixem de lado suas diferenças, acabem com uma abordagem egoísta da política e, em vez disso, foquem na prevenção e solução de conflitos e na garantia do respeito pelos direitos humanos.” 

Onunews

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sexta-feira, 18 de junho de 2021

CNBB: neste sábado a oração pelas 500 mil vítimas brasileiras do novo coronavírus

Com o mote de que “Toda vida importa“, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza neste sábado, 19 de junho, um dia de sensibilização e orações em memória dos mortos pelo novo coronavírus. Com a previsão de o país atingir 500 mil mortes no próximo sábado, a Conferência escolheu a data para manifestar solidariedade, esperança e consolo.

Redes sociais

Durante a reunião do Conselho Permanente da CNBB, realizada na quarta e quinta-feira, 16 e 17 de junho, a iniciativa foi apresentada aos bispos. A proposta é que os prelados utilizem a identidade visual da ação como foto de perfil nas redes sociais, bem como a hastag #todavidaimporta nas publicações. Outra sugestão é que os sinos das Igrejas toquem às 15h de sábado.

Vídeo CNBB

Missa

No mesmo horário, o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, preside a Santa Missa na intenção das 500 mil vítimas da Covid-19 no Brasil. A celebração será no Santuário Nossa Senhora da Piedade, em Caeté (MG), com transmissão pelas redes sociais da CNBB e por emissoras de TV de inspiração católica, como TV Horizonte, TV Pai Eterno, Rádio e Rede Imaculada e TV Nazaré.

Oração

A CNBB também vai oferecer um vídeo de oração pelos 500 mil mortos na pandemia. Composta pelo bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, a oração será narrada pelo jornalista Silvonei José, que atua em Vatican News. A sugestão é que as emissoras de TV utilizem o material ao final dos telejornais, como uma homenagem aos que se foram ou em outros programas. O vídeo também será distribuído nas redes sociais da CNBB e rádios católicas.

A oração lembra dos irmãos e irmãs que morreram em decorrência da pandemia do novo coronavírus, “muitas sem o mínimo necessário para o tratamento digno como ser humano”. O pedido é que Deus Pai acolha esses filhos e filhas e conceda-lhes a paz eterna. A prece também é que o povo brasileiro possa trabalhar por solidariedade, acolhimento, partilha, compreensão e resiliência. “Que a saudade seja estímulo à fraternidade!
E que a fé seja o sustento de nossa esperança!”.

Fonte: CNBB

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Paraguai realiza mutirão de regularização migratória em Cidade do Leste

 


O setor migratório do Paraguai realiza em Cidade do Leste mais um mutirão de regularização de documentos para estrangeiros que residem, trabalham ou estudam no país.

O atendimento aos estrangeiros inicia na próxima segunda-feira (21) e segue até a sexta-feira (25), no Club Social Área 2, na Avenida Bernardino Caballero com Paso Pucú.

Poderão ser solicitados documentos como o cédula de admissão temporária do Mercosul; cédula de admissão permanente através da Lei de Migrações 978/96; substituição da cédula de admissão temporária e permanente, além de certificado de radicação.

radioculturafoz.

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