quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Saída do pacto de migração prejudica mais os brasileiros que vivem fora


O presidente eleito Jair Bolsonaro e o futuro ministro das Relações Exteriores, embaixador Ernesto Fraga Araújo, concedem entrevista à imprensa no CCBB.

Bolsonaro e Ernesto: decisão foi anunciada nesta segunda-feira (Valter Campanato/Agência Brasil)

A decisão do futuro governo Bolsonaro de se afastar do Pacto Global de Migração da ONU tende a afetar mais os três milhões de brasileiros que moram no exterior do que aqueles que pedem refúgio no Brasil.

Essa é a avaliação de organizações que defendem os direitos de refugiados e imigrantes.
Para Marcelo Haydu, diretor do Instituto Adus, organização que reintegra refugiados no Brasil, os brasileiros que moram em outros países podem sofrer retaliações e exclusões.
“Os brasileiros que moram fora, independente do motivo, podem se prejudicar. Quando o Brasil se isenta de ser acolhedor com imigrantes, outras nações devem colocar barreiras e empecilhos”, afirmou.

Segundo o especialista, o Brasil tem cerca de três milhões de pessoas vivendo em outras nações, enquanto aqui há apenas 1 milhão de emigrantes.

Camila Asano, coordenadora de programas da ONG Conectas, afirma que a decisão tomada pelo futuro governo é um contrassenso, já que o Brasil aprovou recentemente a Lei de Migração, que representou um grande avanço para o tema.

“Agora, com o indicativo de saída do pacto, retrocederemos à lógica de olhar para o migrante sob uma óptica de segurança nacional, na qual o migrante é visto como ameaça e não alguém com condições para contribuir com a sociedade”, diz.

A especialista também refuta que os brasileiros no exterior serão atingidos pela medida.
“Se pegarmos como exemplo os países que já anunciaram sua retirada do pacto, esses conterrâneos serão impactados no exterior de forma análoga ao impacto sobre um migrante que vive no Brasil. No caso, há países que têm uma postura muito mais restritiva que o Brasil e isso poderá impactar seriamente os brasileiros que vivem no exterior”, completa.

Paal Nesse, do Conselho Norueguês de Refugiados, lamentou a decisão de governos de deixar o esforço e disse não haver indicações de que o acordo mine a soberania de um país.

“O pacto prevê um espaço suficiente para que cada governo possa ter sua política”, indicou o representante de uma das maiores entidades que lidam com refugiados e migrantes. “Não há nada que indique a soberania seria abandonada ou perdida.”

Para ele, a decisão de governos de se distanciar do pacto “enfraquece o momento político e mina os esforços internacionais para ter a migração organizada de forma mais ordenada”.

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Nesta segunda-feira (10), o futuro chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, divulgou em seu Twitter que, a partir de janeiro, o país deixará o Pacto Global de Migração, assinado no mesmo dia, em Marraquexe, por mais de 160 nações — inclusive o Brasil.
“O governo Bolsonaro se desligará do Pacto Global de Migração que está sendo lançado em Marrakech, um instrumento inadequado para lidar com o problema”, escreveu Araújo, acrescentando que a “imigração é bem-vinda, mas não deve ser indiscriminada”.

Exame 
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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

México e América Central propõem plano de desenvolvimento regional para travar fluxos

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Numa conferência de imprensa conjunta, os chefes da diplomacia dos quatro países salientaram que este "plano integrado de desenvolvimento" para a América Central é "o primeiro esforço regional" que sai do pacto global para a migração, que foi hoje adotado formalmente numa conferência intergovernamental em Marraquexe (Marrocos) por mais de 150 países, incluindo Portugal.
"Esta é a primeira e a mais importante aplicação do pacto", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros mexicano, Marcelo Ebrard, avançando que o México prevê aplicar cerca de 30 milhões de dólares em investimento neste plano.
Os chefes da diplomacia de El Salvador, Guatemala e Honduras frisaram, por sua vez, que este plano regional pretende, entre outros aspetos, "ir ao fundo" das causas estruturais que desencadeiam os fluxos migratórios e assegurar a proteção dos migrantes em trânsito.
"Devemos mostrar ao mundo que é possível, é tangível e será mais eficaz que todas as medidas de contenção", referiu o recém-nomeado Marcelo Ebrard, destacando ainda que esta abordagem representa "uma mudança de paradigma do México em relação à migração".
Milhares de migrantes, provenientes de países da América Central como Honduras, El Salvador ou Guatemala, iniciaram em outubro passado uma longa e dura jornada rumo aos Estados Unidos.
Fugir da miséria, da violência de grupos criminosos organizados e alcançar o 'sonho americano' são as principais motivações destas pessoas.
Esta movimentação em massa de migrantes, que foi apelidada como a "marcha dos migrantes", começou nas Honduras, mas depois alastrou-se a outros países da região.
Depois de muitos quilómetros percorridos a pé, milhares de centro-americanos estão concentrados em Tijuana, na fronteira entre o México e os Estados Unidos.
A conferência intergovernamental dedicada ao pacto global para a migração e promovida pela ONU termina na terça-feira em Marraquexe.
DN
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Pacto Mundial para a Migração da ONU é adotado oficialmente

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O Pacto Mundial para a Migração das Nações Unidas foi aprovado formalmente nesta segunda-feira (10), em Marrakech, no Marrocos, em uma conferência intergovernamental que reuniu quase 160 países.
Ao destacar os esforços feitos para chegar ao pacto, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, afirmou que os países não devem sucumbir ao medo da migração.
Em seu discurso de abertura, ele denunciou as "muitas mentiras" sobre o texto, que recebeu críticas de nacionalistas e dos partidários do fechamento das fronteiras.
O pacto, que pretende reforçar a cooperação internacional para uma "migração segura, ordenada e regular", ainda deve passar por uma última votação de ratificação em 19 de dezembro na Assembleia Geral da ONU.
A conferência de Marrakech deveria ser uma etapa puramente formal do processo, mas, como o tema provoca paixões, alguns países anunciaram sua retirada, ou o congelamento de sua decisão sobre o pacto.
Embora não tenha publicado uma lista oficial, quase 160 dos 193 países representados na ONU haviam confirmado presença em Marrakech, uma centena deles com chefes de Estado, de Governo, ou ministros.
O pacto, não vinculante, destaca princípios (defesa dos direitos humanos, das crianças, reconhecimento da soberania nacional) e enumera propostas para ajudar os países a enfrentar as migrações, como o intercâmbio de informação e de experiências, ou a integração dos migrantes.
Também proíbe as detenções arbitrárias e apenas autoriza as prisões como medida de último recurso.
Os ativistas dos direitos humanos consideram que o acordo não vai longe o suficiente em termos de ajuda humanitária, serviços básicos e direitos trabalhistas dos migrantes. Seus críticos o consideram uma incitação aos fluxos migratórios sem controle.
Existem hoje no mundo cerca de 258 milhões de pessoas em mobilidade e migrantes, ou seja, 3,4% da população mundial.
Os Estados Unidos, que se retiraram da elaboração do texto em dezembro de 2017 por considerá-lo contrário à política migratória do presidente Donald Trump, lançou um novo ataque ao pacto na sexta-feira.
"As decisões sobre a segurança das fronteiras, sobre quem é autorizado a residir, ou a obter cidadania legalmente, são algumas das decisões soberanas mais importantes de um país", ressaltou a missão diplomática americana na ONU em um comunicado.
Nos últimos meses, Washington se esforçou para partilhar sua opinião sobre o pacto com outros países signatários, especialmente na Europa, de acordo com diplomatas da ONU.
Até agora, nove países se retiraram do processo, após sua aprovação em 13 de julho em Nova York: Áustria, Austrália, Chile, República Checa, República Dominicana, Hungria, Letônia, Polônia e Eslováquia. Outros seis solicitaram mais tempo para consultas internas: Bélgica, Bulgária, Estônia, Itália, Eslovênia e Suíça, de acordo com Louise Arbor.
No sábado, em Ottawa, grupos pró-migração e militantes de direita que se opõem à adesão ao pacto entraram em conflito. Mas o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, pretende assinar o texto: "Acolher pessoas vindas do mundo inteiro, graças a um sistema migratório rigoroso, é o que torna o Canadá um país forte", disse ele.
A chanceler alemã, Angela Merkel, também favorável ao texto, esteve presente em Marrocos, bem como os chefes de governo da Espanha, Pedro Sanchez, da Grécia, Alexis Tsipras, e o belga Charles Michel.
Jornal do Brasil
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Chile é primeiro país sul-americano a rejeitar pacto migratório da ONU

O Chile tornou-se neste domingo o primeiro país da América do Sul a anunciar que não participará da conferência de adoção formal do pacto da ONU sobre migrações, marcada para esta segunda e terça-feira em Marrakech, no Marrocos, com a participação de mais de 150 países. Segundo o Ministério do Interior do Chile, o governo considera que algumas disposições do documento “não são aplicavéis à política migratória chilena”.
Haitiano passa por faixa de saudação a imigrantes em igreja no Chile, que recentemente adotou uma política migratória mais restritiva Foto: Ivan Alvarado / REUTERS
Haitiano passa por faixa de saudação a imigrantes em igreja no Chile, que recentemente adotou uma política migratória mais restritiva Foto: Ivan Alvarado / REUTERS
O Brasil participará da reunião, em delegação chefiada pelo chanceler Aloysio Nunes Ferreira Filho. De acordo com nota do Itamaraty, o pacto “será de grande importância para a garantia de tratamento digno aos mais de 3 milhões de brasileiros que residem no exterior”.
O Pacto Global para uma Migração Segura, Ordenada e Regular, acordado em julho na Assembleia Geral da ONU, não impõe obrigações legais aos Estados. Ainda assim, ele vem sendo abandonado por vários países com governos de direita e nacionalistas, sob a alegação de que põe em risco a soberania nacional. Além de Chile, Estados Unidos, Austrália, Israel, Hungria, República Tcheca, Polônia, Eslováquia, Suíça, Bulgária, Bélgica, Letônia e República Dominicana renunciaram ao pacto ou expressaram reservas a ele.
Ontem, o pacto provocou o rompimento da coalizão de governo na Bélgica, com a saída dos nacionalistas flamengos. O governo italiano, do qual faz parte o partido de extrema-direita Liga, também voltou atrás no último momento e disse que a assinatura do acordo dependerá de uma votação no Parlamento.
O documento visa coordenar políticas nacionais de migração, com propostas para combater o tráfico humano e assegurar o respeito à dignidade dos imigrantes, no momento em que o número de pessoas que se desloca pelo mundo é de 250 milhões, pouco mais de 3% da população mundial. Depois da conferência no Marrocos, o documento retornará à Assembleia Geral para votação, no dia 19 de dezembro.
O subsecretário do Interior do Chile, Rodrigo Ubilla, disse neste domingo que o texto funciona como “uma espécie de camisa de força a respeito do que corresponde a cada país soberanamente fazer” em sua política migratória. Ele reclamou do fato de o pacto não diferenciar a imigração regular da irregular, o que é uma forma de facilitar a regularização do status do imigrante e vai contra a política migratória mais restritiva adotada recentemente pelo país, que nos nos últimos anos recebeu 155 mil haitianos e 200 mil venezuelanos.
— Nossa posição é clara. Nós dizemos que a migração não é um direito humano. O direito é dos países de definir as condições de ingresso de cidadãos estrangeiros. Se fosse um direito humano, então estaríamos em um mundo sem fronteiras — afirmou.
O pacto não diz que a migração é um direito humano, e sim que os direitos dos imigrantes devem ser respeitados.
Segundo Ubilla, o governo do presidente Sebastián Piñera continuará discutindo o documento na ONU, de modo a “deixar claramente estabelecido quais são as divergências” em relação a ele.
Em Paris, o ministro do Exterior francês, Jean-Yves Le Drian, lamentou ontem as “sandices” e “manipulações” em relação ao pacto migratório da ONU.
— Há muito tempo que não ouvia tantas sandices (...) Há uma elucubração fantástica sobre o texto — disse Le Drian. — Por motivos um pouco perversos em função das maiorias eleitorais em um país ou outro, se utiliza e se manipula o pacto sobre as migrações.
Segundo ele, “não se trata de um texto restritivo” à soberania:
— Prevê que os Estados têm a responsabilidade de garantir suas fronteiras, que a política migratória é uma prerrogativa da soberania nacional, que os países de origem, de trânsito e de destino se comprometam a controlar os fluxos migratórios, a desmantelar e combater as redes de traficantes e a respeitar os direitos humanos — disse.
Oglobo
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Dia Internacional dos Direitos Humanos

Social Media pequenoi

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, adverte que há "hostilidades perturbadoras" em relação aos direitos humanos em todas as regiões do mundo. 

O Dia dos Direitos Humanos é celebrado a 10 de dezembro, dia em que, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em Paris. No próximo ano - a 10 de dezembro de 2018 - celebramos o 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos sendo que o Dia dos Direitos Humanos deste ano marca o arranque de uma campanha que durará um ano e que pretende comemorar este 70º aniversário da Declaração..

Na sua mensagem para o Dia dos Direitos Humanos, o Secretário-Geral, António Guterres, expressou sua preocupação com a atual situação  dos Direitos Humanos que constituem os  alicerces das sociedades pacíficas e do desenvolvimento sustentável: "Hoje, vemos hostilidades perturbadoras em relação aos direitos humanos em todas as regiões. é necessário contrariar essas forças negativas. A Declaração Universal dos Direitos Humanos é o documento mais traduzido do mundo. Juntos temos de garantir que as palavras são traduzidas em ações." -  afirma o Secretário-Geral da ONU.

"Hoje, à medida que a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto estão cada vez mais distantes, a consciência da importância dos Direitos Humanos parece estar a desaparecer a um ritmo alarmante e o enorme progresso alcançado através da promulgação progressiva dos princípios dos direitos humanos, conforme estabelecido na Declaração Universal, está a ser cada vez mais esquecido ou deliberadamente ignorado " - alerta o Alto Comissário para os Direitos Humanos.

Onu
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sábado, 8 de dezembro de 2018

Igreja em Massachusetts mostra presépio com bebê Jesus em jaula como crianças imigrantes

Igreja em Dedham (MA) mostra presépio com bebê Jesus em jaula como crianças imigrantes
Uma igreja em Massachusetts provocou polêmica ao exibir um presépio não ortodoxo com o bebê Jesus trancado em uma jaula. A exibição é um ato de protesto contra a política de imigração de tolerância zero do presidente Donald Trump, que separou as famílias de imigrantes indocumentados depois que elas atravessaram a fronteira entre os Estados Unidos e México.
A exposição mostra o “bebê Jesus Cristo” enjaulado, uma representação simbólica das crianças imigrantes arrancadas de suas mães. Também tem uma simbologia em torno do significado dos três sábios, que representa a "caravana de imigrantes" que tenta entrar no país.
Os homens também se mostram separados da Virgem Maria e do menino Jesus com uma cerca marcada como “deportação”.
O sinal acima da cena mostra “Paz na Terra?”
O pastor/padre Stephen Josoma disse que a igreja queria ter uma “imagem do mundo como é e juntá-la com uma mensagem de Natal”.
O grupo da igreja Pax Christi foi quem teve a ideia do presépio criativo.
Pax Christi é um movimento católico internacional de paz, com grupos em igrejas ao redor do mundo, cujo objetivo é “educar a comunidade em assuntos relacionados a questões de paz e justiça, incluindo guerra, tortura e degradação ambiental do mundo”.
Pat Ferrone, membro do comitê do grupo católico, disse que o objetivo do presépio deveria refletir a atual situação da sociedade norte-americana. "Não estamos tentando escandalizar ninguém. Estamos tentando refletir uma realidade que precisa ser analisada”, afirmou.
Os paroquianos da igreja foram rápidos em acolher o presépio, alegando que o próprio Jesus era "político".
“Cristo era político, ele foi enforcado em uma cruz por fazer declarações políticas e resistir à autoridade e é exatamente por isso que ele morreu”, disse Phil Mandeville, um paroquiano de St. Susanna.
Esta é a segunda cena de Natal com uma declaração política que rendeu as manchetes da mídia. No ano passado, a igreja colocou cartazes em sua exibição que documentaram os locais e números de mortes por tiroteios em massa em todo o país.
A imagem do bebê Jesus viralizou no Twitter de Beth Germano.
Brazilian Times
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Michel Temer anuncia intervenção Federal em Roraima, após imigração de venezuelanos

O presidente Michel Temer anunciou nesta sexta-feira (7) intervenção federal em Roraima até 31 de dezembro.
O estado enfrenta uma crise migratória com a chegada de cidadãos venezuelanos e também uma crise no sistema penitenciário.
Temer recebeu ministros no Palácio da Alvorada nesta sexta-feira e, no momento em que cinegrafistas foram autorizados a filmar a reunião, o presidente anunciou a decisão, afirmando ter negociado a intervenção com a governadora Suely Campos.
“Tentamos os mais variados meios […]. Não encontramos nenhuma saída legal para tanto, daí porque eu, ainda pouco tempo atrás, falei com a senhora governadora e disse que a única hipótese para solucionar esta questão, especialmente aquela de natureza salarial, seria decretar a intervenção até a posse, naturalmente, do novo governador, ou seja, até 31 de dezembro”, afirmou Temer.
“Fiz com a senhora governadora uma espécie de intervenção negociada. Ela cedeu a esta fórmula, concordou com esta fórmula, acha que de fato a situação está se complicando no estado de Roraima e que a melhor solução seria precisamente essa”, acrescentou.
Segundo o presidente, um interventor federal em Roraima será nomeado e, neste sábado (7), serão convocados os conselhos da República e de Defesa Nacional.
G1
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Pesquisa revela que 20 milhões de jovens nem estudam nem trabalham na América Latina e no Caribe

Lançado nesta segunda-feira, 3, na sede do Ipea, em Brasília, o estudo aponta para a necessidade de repensar políticas públicas para a juventude
Millennials

O estudo "Millennials na América e no Caribe: trabalhar ou estudar?", lançado no Brasil nesta segunda-feira (03), na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília, apresenta uma radiografia da juventude da região a partir de dados de 15 mil jovens entre 15 e 24 anos, moradores de áreas urbanas de nove países: Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Haiti, México, Paraguai, Peru e Uruguai. A pesquisa revela que em média 21% dos jovens, o equivalente a 20 milhões de pessoas, não estudam nem trabalham. Enquanto isso, 41% se dedicam exclusivamente ao estudo e/ ou capacitação, 21% só trabalham, e 17% trabalham e estudam ao mesmo tempo.

Realizado pelo Ipea em parceria com a Fundación Espacio Público do Chile, o Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento Internacional (IRDC) do Canadá, e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o trabalho mostra que, apesar das habilidades cognitivas, técnicas e socioemocionais dessa geração, as possibilidades educacionais e as oportunidades do mercado de trabalho limitam o seu desenvolvimento e sua posição na sociedade. Em todos os países pesquisados, há um contingente expressivo de jovens que não trabalham nem estudam, em sua maioria de famílias com menos recursos. As taxas são maiores no México (25%), em El Salvador (24%), no Brasil (23%) e no Haiti (19%), por razões como crise econômica, falta de políticas públicas, problemas de saúde ou de ordem médica, obrigações familiares com parentes e filhos, entre outros.   

As diferenças entre homens e mulheres jovens são evidentes no levantamento. Entre aqueles que não trabalham e não estudam, o número de mulheres chega a ser o dobro de homens. Esse fenômeno quase triplica em países como El Salvador e Brasil, no qual Recife, capital pernambucana, foi escolhida como cidade referência para a coleta de dados.

A pesquisa indica, ainda, que 70% dos jovens que trabalham são empregados em atividades informais. Entre aqueles que estão dentro do mercado formal há uma alta rotatividade de mão de obra. 
Apesar da pesquisa observar que 40% dos entrevistados não são capazes de executar cálculos matemáticos muito simples e úteis para o seu dia a dia, há também resultados animadores: os jovens analisados, com exceção dos haitianos, têm muita facilidade de lidar com dispositivos tecnológicos, como também possuem altas habilidades socioemocionais. 

Os jovens da região apresentam altos níveis de autoestima e de autoeficácia (capacidade de se organizar para atingir seus próprios objetivos).

Nesse contexto, o estudo pontua a necessidade de investimentos em treinamento e educação dos jovens. Nas conclusões, os pesquisadores sugerem a adoção de políticas públicas que ajudem os jovens a fazer uma transição bem-sucedida de seus estudos para o mercado de trabalho.  As autoras responsáveis pelo estudo com os jovens brasileiros, as pesquisadoras do Ipea Enid Rocha e Joana Costa, destacam que no Brasil há cerca de 33 milhões de jovens com idade entre 15 e 24 anos, o que corresponde a mais de 17% da população.


ipea Assessoria de Imprensa e Comunicação 

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Encontro político em Marrakesh discute acordo global para migrações seguras

A primeira caravana de migrantes centro-americanos chegou à cidade de Matías Romero, em Oaxaca, no México, em 1º de novembro. O secretário mexicano de assuntos exteriores estima que 4 mil pessoas tenham passado a noite no local. Foto: OIM/ Rafael Rodríguez
Políticos e autoridades de todo o mundo irão se reunir em Marrakesh, Marrocos, neste fim de semana, antes de uma grande conferência convocada pelas Nações Unidas para adotar formalmente um acordo global extenso e inclusivo com objetivo de tornar a migração mais segura e digna para todos.
O texto do acordo, conhecido formalmente como Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular, foi aceito por Estados-membros sob os auspícios da Assembleia Geral da ONU em julho. O acordo foi elogiado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, como uma “conquista significativa”.
O Pacto Global não vinculante é baseado em valores de soberania de Estados, compartilhamento de responsabilidade, não discriminação e direitos humanos. O acordo reconhece que uma abordagem cooperativa é necessária para aperfeiçoar os benefícios gerais da migração, enquanto também mitiga os riscos e desafios para indivíduos e comunidades em países de origem, trânsito e destino.
Guterres afirmou em comunicado que o Pacto Global “também reconhece que cada indivíduo possui o direito a segurança, dignidade e proteção”.
Com mais de 68 milhões de pessoas forçadas a se deslocar no mundo, migrantes e refugiados tomaram as manchetes nos anos recentes; da crise de refugiados na Europa às caravanas de migrantes saindo da América Central e seguindo para o sul dos Estados Unidos.
Leia, a seguir, informações importantes para a Conferência Internacional de Marrakesh, que começa na segunda-feira (10) e irá durar dois dias.

Migrantes regulares, migrantes irregulares e refugiados... Qual a diferença?

A Conferência de Marrakesh terá foco em migração. E migração regular, como colocado pela representante especial para migração internacional, Louise Arbour, “se refere às pessoas que entram ou permanecem em um país do qual não são cidadãs através de meios legais, e cujas posições neste país são obviamente conhecidas para o governo e em conformidade com todas as leis e regulamentos”. Migrantes regulares representam “a maioria esmagadora das pessoas que cruzam fronteiras”, acrescentou Arbour em entrevista ao UN News.
Já a migração irregular “é a situação de pessoas que estão em um país, mas cujos status não estão em conformidade com exigências nacionais”. Segundo a autoridade sênior da ONU para migração, a vasta maioria destas pessoas entrou legalmente no país, talvez com vistos de turismo ou estudo, e estendeu permanência. “Elas podem ser regularizadas, ou, caso contrário, precisam retornar ao país de origem”.
Refugiados, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), são pessoas que foram forçadas a fugir de seus países por conta de perseguição, guerra ou violência. Eles têm um “medo bem fundamentado de perseguição por razões de raça, religião, nacionalidade, opinião política ou participação em um determinado grupo social”.

O que está em jogo para estas pessoas em movimento e suas comunidades?

Os dados mais recentes da Organização Internacional para as Migrações (OIM) indicam que até agora neste ano 3.323 pessoas morreram ou desapareceram em rotas migratórias no mundo todo, a maioria no Mar Mediterrâneo, onde milhares de pessoas, principalmente da África e da Ásia, tentam cruzar fronteiras rumo à Europa.
A migração está se tornando cada vez mais difícil, especialmente no que diz respeito à Europa. A OIM destacou um incidente, no qual um barco pesqueiro espanhol, o “Nuestra Madre Loreto”, ficou preso no mar por mais de uma semana após resgatar 12 migrantes que viajavam da Líbia em uma embarcação de borracha no início de novembro. Nenhum país da União Europeia aceitou conceder autorização para os migrantes desembarcarem, de acordo com relatos da imprensa espanhola.
Muitos países do mundo precisam de trabalhadores de fora, como a representante especial Arbour destacou: “os dados demográficos sugerem que se os países quiserem manter os padrões econômicos atuais ou até mesmo crescer, irão precisar receber estrangeiros bem treinados para cumprir demandas do mercado de trabalho”.
Como a migração pode ser regulada para que funcione para todos – tanto para países quanto para pessoas? O Pacto Global é projetado para responder isto, ao trabalhar em níveis nacional, regional e global, explicou Arbour.
“Não há dúvida de que veríamos um aumento da colheita de benefícios da migração e, de forma muito importante, uma redução de seus aspectos negativos.”
Arbour, que irá presidir a Conferência de Marrakesh, afirmou que, se o pacto for adotado, veremos “uma grande melhoria nos aspectos de desenvolvimento, no aspecto humanitário e em todos os benefícios econômicos que a migração é capaz de produzir, se for administrado de maneira cooperativa”.

O que é o Pacto Global?

O Pacto Global, aceito por Estados-membros da ONU em 13 de julho, é um documento abrangente para administrar de forma melhor a migração internacional, responder seus desafios e fortalecer direitos dos migrantes, enquanto ao mesmo tempo contribui para o desenvolvimento sustentável.
O texto do Pacto Global é profundamente enraizado na Carta das Nações Unidas e na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Arbour, que foi alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, descreveu o acordo como um “grande projeto de cooperação internacional daqui para frente”.
Destacando que “migração tem sido parte da experiência humana ao longo da história” e reconhecendo isso como uma fonte de prosperidade, inovação e desenvolvimento sustentável no mundo moderno globalizado, o Pacto expressa o comprometimento coletivo de Estados-membros para melhorar cooperação em migração internacional.
O Pacto claramente “reconhece que nenhum Estado pode responder à migração sozinho e sustenta sua soberania e suas obrigações sob lei internacional”. Logo, o Pacto apresenta um panorama cooperativo, que não é legalmente vinculante e que avança com comprometimentos aceitos sob os próprios Estados-membros dois anos antes, na Declaração de Nova York para Refugiados e Migrantes.
O ex-presidente mais recente da Assembleia Geral, Miroslav Lajčák, que tornou a migração uma peça-chave de sua agenda, destacou em julho que o Pacto “não encoraja migração ou busca impedi-la”, acrescentando que o pacto não é vinculante. "Ele não irá impor. E ele respeita totalmente as soberanias de Estados”.
Ele explicou que a implementação do Pacto irá mudar as marchas “de um modo reativo para um modo proativo”. Lajčák afirmou que o acordo “pode fornecer uma nova plataforma para cooperação". "E isto pode ser um recurso na descoberta do equilíbrio certo entre os direitos de pessoas e a soberania de Estados”.
Com a ausência de diversos Estados, que sinalizaram recentemente que não irão se juntar ao Pacto, Arbour afirmou que “a maioria esmagadora dos Estados-membros da ONU apoia este projeto cooperativo”.
“Acho que suas políticas externas e o espírito de multilateralismo é afetado seriamente se eles, de certo modo, se afastarem de um documento que aceitaram há poucos meses. Então, acho que isto reflete muito mal naqueles que participaram do que foram negociações reais”, disse Arbour ao UN News.

Migração é um fenômeno humano. Por que atuar agora?

A migração humana não é um fenômeno novo. Humanos sempre se movimentaram de um lugar para outro ao longo da história. Mas o mundo tem vivido um grande aumento no número de migrantes recentemente e este número deve aumentar ainda mais por conta das mudanças climáticas, disse Arbour.
“Atualmente, 3,4% da população mundial são de migrantes. No ano 2000, eram 2,7%”, disse. “Isto é um fenômeno. Tem aumentado. Vai continuar aumentando? Quando olhamos todos os dados demográficos e outros fatores, sim, há expectativa de que veremos mais pessoas em movimento”.

O que prestar atenção durante a conferência

Em 10 de dezembro, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) completa 70 anos e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) irá celebrar a data realizando um evento paralelo mostrando oportunidades para negócios e setores fortalecerem e aumentarem seus esforços para a defesa dos direitos humanos.
A Conferência de Marrakesh também contará com o lançamento oficial da Migration Network, que será feito por Guterres. Este órgão irá garantir um sistema de apoio amplo e abrangente para implementação do Pacto Global, com a OIM assumindo o papel principal.
Outras agências da ONU, que têm em seu mandato algum aspecto relacionado à migração, farão parte da Migration Network. Isto inclui o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD) e o ACNUR.
Embora o ACNUR lide com refugiados, “existem frequentes sobreposições entre refugiados e migrantes e fluxos mistos de população”, disse Arbour, afirmando que “todas estas agências da ONU que possuem um interesse nesta questão irão se juntar para tentar maximizar a abordagem colaborativa”.
Onu
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Migrantes, refugiados e comunidades em crises estão entre as populações mais vulneráveis à tuberculose

O aumento no processo migratório que vem ocorrendo em algumas regiões do mundo está contribuindo para o surgimento de epidemias de tuberculose, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM). O Relatório Mundial sobre Tuberculose 2017 aponta para o surgimento de 28 mil novos casos por dia e 4,5 mil mortes relacionadas à doença diariamente. A estimativa é de que 40% dos novos casos da doença passem despercebidos.
Em relatório divulgado no final de 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para os mais de 1,6 milhão de pessoas que perderam a vida para a doença no ano passado. O Brasil está entre os seis países com altos números de casos de tuberculose e HIV ao lado do Congo, Gana, Guiné-Bissau, Indonésia e Libéria.
O pneumologista Irinei Melek, do Hospital Angelina Caron, explica que as condições precárias de moradia e de trabalho, má alimentação e falta de acesso aos cuidados básicos de saúde contribuem para o aumento das chances de contrair a doença. “O deslocamento de pessoas internamente e os países em crise acabam contribuindo para o surgimento de epidemias da doença. Por isso a inclusão dos migrantes é fundamental para a erradicação da doença. O objetivo do plano global das Nações Unidas é extinguir a doença até 2020.”
A transmissão da tuberculose é direta (de pessoa a pessoa) e por isso, a aglomeração de pessoas é o principal fator de transmissão. Fatores como má alimentação, falta de higiene, tabagismo, alcoolismo ou imunidade reduzida também favorecem a infecção.
O diagnóstico e o tratamento no Hospital Angelina Caron pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são gratuitos. Desde 2003, a tuberculose é prioridade na agenda do Ministério da Saúde. A OIM oferece programas de prevenção, diagnóstico e tratamento em todo o mundo.
Melek cita a importância da descoberta precoce da doença. “A tuberculose é o mal infeccioso que mais mata no mundo e o Brasil está entre os países que mais registram novos casos. A bactéria pode se mostrar resistente a alguns antibióticos e a demora na identificação pode significar o agravamento da doença. Há casos que o tratamento pode durar até dois anos. A recuperação plena do paciente depende do estágio da infecção e da adesão adequada ao tratamento”, reforça.
Sobre o Hospital Angelina Caron
O Hospital Angelina Caron está localizado na cidade de Campina Grande do Sul, na Grande Curitiba (PR). De caráter eminentemente social, o local é um centro médico-hospitalar de referência no Sul do País e um dos maiores parceiros do Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná. Realiza, anualmente, 420 mil procedimentos em pacientes de todo o país. Atua em todas as vertentes da medicina e é um centro tradicional de fomento ao ensino e à pesquisa. O setor de transplantes é um dos mais destacados, reconhecido internacionalmente, com cerca de 303 procedimentos por ano nas áreas hepática, renal, reno-pancreática, cardíaca e de tecidos corneanos.
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Bachelet quer respeito pelo direito internacional para migrantes centro-americanos

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A Alta Comissária das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, disse hoje que os migrantes e refugiados centro-americanos que procuram chegar aos Estados Unidos devem ser tratados no respeito pelo direito internacional.
Quer sejam aceites ou não, devem ser tratados de forma adequada", disse Michelle Bachelet, durante uma conferência de imprensa, em Genebra, quando questionada sobre as perspetivas para os cerca de 7.000 migrantes e refugiados que se encontram no México e que a administração norte-americana assegurou que não deixará entrar nos Estados Unidos.
Bachelet disse que espera que os pedidos de asilo ou os refugiados "sejam aceites num tempo razoável" e, sobretudo, que "sejam tratados como seres humanos".
Quanto aos que não sejam aceites, a Alta Comissária disse ter esperança na "boa vontade" manifestada pelo novo Presidente do México, Manuel López Obrador, que prometeu procurar criar as condições económicas para que possam encontrar trabalho no seu país.
Admitiu que alguns regressarão de forma voluntária, como já está a acontecer em repatriamentos facilitados pelas organizações internacionais.
Bachelet sublinhou que, face à problemática migratória, o mais importante é solucionar as suas causas estruturais, em regra associadas à pobreza e violência nos países de origem.
Disse ainda que são essas questões que serão abordadas no Pacto Mundial para as Migrações, que estará em cima da mesa, na próxima semana, numa cimeira em Marrocos.
"O Pacto Mundial tenta abordar a migração de forma integral para entender as suas causas e propor regulações", disse, reconhecendo as dificuldades dos países face à chegada massiva de migrantes.
Bachelet manifestou "deceção" pela decisão de alguns países que, quase nas vésperas da cimeira, anunciaram que não assinarão o documento sobre migrações, que propõe um conjunto de opções para que os países possam gerir adequadamente as migrações de acordo com as legislações e realidades nacionais.
Apontou que os países que agora se opõem, incluindo a Hungria, Áustria, Austrália, Bulgária, Estados Unidos, Polónia, Israel e República Checa, "tiveram muitos meses para propor uma linguagem com a qual se sentissem cómodos", mas não o fizeram.
Os políticos, acrescentou, "em vez de dirigir e dar exemplos de respeito pelos princípios e valores" preferem "olhar para as sondagens" para avaliar se as pessoas temem a imigração e para atuar de acordo com esses sentimentos.
Durante a conferência de imprensa, a também ex-presidente do Chile manifestou desacordo com aqueles que defendem "mão pesada" para combater a criminalidade e da violência e acesso facilitado a armas por parte de civis.
"Tenho a impressão que perante situações de violência e insegurança muitas vezes se pensa que a solução é mão pesada, como colocar os militares a tratar da criminalidade, mas não concordo", disse.
Bachelet manifestou-se contra "dar armas sem controlo", acrescentando que, como se vê em muitos lugares, há "gente que usa armas em tiroteios que matam crianças em escolas".
"As armas são muito perigosas nas mãos de pessoas que não sabem como usá-las de forma adequada", reforçou.
Lusa 
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