Programa Latinoamerica no Ar- Missão Paz , Radio 9 de Julho Am 1600 Khz Domingo das 16 a 17 h. Miguel Angel Ahumada, Patricia Rivarola
webradiomigrantes.www.radiomigrantes.net
Um homem no albergue Senda de Vida, em Reynosa, Tamaulipas, no dia 26 de junho de 2025. (Foto: Nayeli Cruz)
A migração para os Estados Unidos, um fenômeno histórico, enfrenta uma nova realidade.O fluxo migratório mudou drasticamente, com uma queda nas tentativas de cruzar a fronteira e um aumento no número de migrantes que permanecem no México, buscando trabalho e residência. As detenções de migrantes caíram a mínimos históricos, refletindo essa nova dinâmica.
O campamento Río Camp, em Reynosa, no México, que chegou a abrigar cerca de mil migrantes, agora está vazio. Os migrantes, que antes sonhavam em cruzar para os EUA, estão retornando para seus países de origem ou se estabelecendo em outras cidades mexicanas. As políticas de imigração mais rígidas, implementadas durante a administração de Donald Trump, resultaram em um aumento do fenômeno migratório do norte para o sul da América Latina.
Dados recentes mostram que as detenções de migrantes no México caíram 80% entre janeiro e maio de 2025, enquanto as detenções na fronteira dos EUA diminuíram 88% no mesmo período. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) documenta um aumento nas solicitações de asilo no México, com 250 pedidos diários, quase o mesmo número de 2024.
Mudanças nas Rotas Migratórias
Com a redução do fluxo migratório, muitos migrantes decidiram permanecer no México. Cerca de 46% dos migrantes agora veem o país como um destino final, um aumento significativo em relação aos 24% do ano anterior. Essa mudança é acompanhada por um aumento nas solicitações de trabalho e residência, com muitos migrantes já empregados em setores como construção e comércio.
Entretanto, as causas estruturais que forçam as pessoas a deixar seus países ainda persistem. A invisibilidade dos migrantes que permanecem em trânsito é uma preocupação crescente, conforme as políticas de controle se tornam mais restritivas. Especialistas alertam que a necessidade de migrar não desapareceu, apenas mudou de forma.
Impactos no Crime Organizado
A diminuição do fluxo migratório também levanta questões sobre o papel do crime organizado. Com menos migrantes para explorar, os cartéis podem redirecionar suas atividades para as populações locais, aumentando o recrutamento e a extorsão. As tarifas cobradas pelos "coyotes" para cruzar a fronteira aumentaram, refletindo a nova realidade do tráfico de pessoas.
As organizações humanitárias estão se adaptando a essa nova dinâmica, com muitos albergues enfrentando uma queda nas doações e recursos. A resposta a essa situação exige uma reavaliação das estratégias de assistência, já que a mobilidade dos migrantes se torna mais complexa e arriscada.
A situação atual revela um cenário em transformação, onde a migração continua a ser uma questão central, mas com novas rotas e desafios. Os migrantes, que antes buscavam o norte, agora enfrentam a necessidade de se estabelecer em um novo contexto, enquanto as políticas de imigração moldam suas vidas de maneiras inesperadas.
O Instituto Cyrela disponibiliza curso de formação para Instaladores Hidráulicos voltado a migrantes e refugiados. A iniciativa realizada em parceria com o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e o CAMI (Centro de Apoio e Pastoral do Migrante) já concluiu duas turmas, resultando na contratação de todos os alunos que finalizaram a formação.
Com foco na educação e capacitação profissional, a iniciativa começou em março deste ano. Os refugiados e migrantes estão contratados para atuar no setor de construção civil em obras da Living e da Vivaz, marcas do Grupo Cyrela, na cidade de São Paulo.
Em nota à imprensa, Aron Zylberman, diretor-executivo do Instituto Cyrela, disse que a ideia é preparar essas pessoas para o mercado de trabalho, oferecendo oportunidades reais de qualificação. “Se, ao final do processo, elas estiverem alinhadas com as nossas vagas e puderem se tornar nossas colegas, será uma grande alegria. Mas o mais importante é garantir que estejam prontas para trilhar novos caminhos e conquistar uma nova vida”, comentou.
Situação dos refugiados no Brasil
Um estudo do Comitê Nacional para Refugiados (Conare) mostrou que, entre 2015 e 2024, o Brasil recebeu mais de 454 mil solicitações de reconhecimento de refúgio. Conforme os dados divulgados na última edição do relatório Refúgio em Números 2025, esses pedidos são oriundos de 175 nacionalidades diferentes.
Apesar de acolher uma quantidade significativa de refugiados, o Brasil enfrenta problemas de desemprego entre essa população. Em 2023, a pesquisa “Mercado de Trabalho para Pessoas Refugiadas no Brasil” demonstrou que somente 14% dos refugiados possuíam emprego formal no país, com o desemprego atingindo 55% deste grupo.
Em nota, o Instituto Cyrela diz acompanhar de perto a situação dos migrantes e refugiados em solo brasileiro, dedicando-se a desenvolver iniciativas promotoras de inclusão social e integração. Nesse sentido, a organização oferece acesso a trabalho, educação e ações que facilitem a adaptação dessas pessoas no país.
Objetivo de Desenvolvimento Sustentável
O trabalho de suporte a migrantes e refugiados do Instituto Cyrela colabora diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Principalmente com o ODS 1 (erradicação da pobreza), ODS 4 (educação de qualidade), ODS 8 (trabalho decente e crescimento econômico) e ODS 10 (redução das desigualdades).
Sobre o Instituto Cyrela
Fundado em 2011, o Instituto Cyrela é responsável pelos investimentos sociais privados da Cyrela, que tem a missão de transformar a cidade e o jeito de viver. Com ênfase na educação, o Instituto atua no desenvolvimento de projetos que contribuem com a melhoria da qualidade na educação da rede pública de ensino, desde a primeira infância até o primeiro emprego. O Instituto recebe como orçamento 1% do lucro líquido da operação da Cyrela e é guiado por sua missão de fazer o bem, desempenhando um papel crucial na transformação da sociedade e no fortalecimento das relações comunitárias.
Os países da região norte da América Central são os principais dependentes de remessas de dinheiro vindas dos Estados Unidos
Darío Brooks
Role,BBC News Mundo
O dinheiro enviado pelos migrantes significa o pão de cada dia nas casas de centenas de milhares de famílias na América Latina.
Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) indicam que oito em cada 10 migrantes latino-americanos enviam dinheiro para os entes queridos nos seus países de origem. Eles pagam despesas com alimentação, moradia, transporte e também se encarregam de gastos maiores de curto e longo prazo, como intervenções médicas e a educação dos filhos.
Em 2024, as remessas financeiras para a América Latina somaram cerca de US$ 160 bilhões (cerca de R$ 881 bilhões) e o principal país de origem desse dinheiro acaba de aprovar um imposto de 1% sobre as transferências em espécie: os Estados Unidos.
Este novo imposto foi significativamente reduzido durante as negociações para sua aprovação no Congresso americano — inicialmente, ele seria de 5%. E também será aplicado apenas aos pagamentos em espécie, não a todos os tipos de remessa, como se previa originalmente.
O novo imposto entrará em vigor em janeiro de 2026.
Especialistas alertam que, embora este imposto diminua a receita das famílias, um ponto percentual não é uma cifra que possa causar problemas aos países que mais dependem das remessas, como El Salvador, Guatemala, Honduras e Nicarágua. Neles, quase 25% do Produto Interno Bruto (PIB) provêm das transferências feitas pelos migrantes que vivem nos Estados Unidos.
O novo imposto "não representa nenhum tipo de risco macroeconômico para os países, mesmo para os que dependem muito [das transferências] na América Central", explica Mario Campa, especialista em política econômica e finanças internacionais da Universidade Colúmbia, nos Estados Unidos.
"O que ocorre é que ele reduz um pouco o valor das remessas, [um impacto] que precisará ser absorvido pelo remetente ou pelo destinatário", segundo ele.
Uma análise do think tank (centro de pesquisa e debates) Centro para o Desenvolvimento Global (CDG), com sede em Washington e Londres, alerta que o imposto de 1% terá "impacto significativo" sobre a quantidade de remessas recebidas pelos diferentes países, vários deles na América Latina.
Mas os especialistas consultados pela BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) destacam que a lei aprovada pelo Congresso americano na semana passada deixa abertas várias opções para que os migrantes possam evitar o imposto — incluindo os sem documentos, que têm poucas opções de uso do sistema financeiro normal dos Estados Unidos.
"Eles podem falar com um amigo que seja cidadão, que tenha acesso ao banco. Estas pessoas vão pedir favores para outras e isso pode encarecer as remessas", afirma o diretor do Instituto Centro-Americano de Estudos Fiscais, Ricardo Barrientos.
"Mas, enquanto eles permanecerem trabalhando nos Estados Unidos, haverá remessas. Pode ocorrer uma redução, mas dificilmente uma queda catastrófica", explica ele.
Crédito,Getty Images
Legenda da foto,Os Estados Unidos aprovaram um imposto às remessas de dinheiro pagas em espécie.
Os países que mais recebem dinheiro
Em relação ao volume total de remessas de dinheiro, o México é, de longe, o principal país de destino das transferências enviadas para a América Latina.
O país recebeu cerca de US$ 65 bilhões (cerca de R$ 358 bilhões) no ano passado e o BID indica que 96% destes recursos provêm dos Estados Unidos.
Mas, como percentual do PIB mexicano (3,2%), a cifra não representa uma fonte de receita tão significativa quanto para quatro países da América Central.
Os números de 2024 indicam que a Nicarágua (27,6%), Honduras (25,9%), El Salvador (23,5%) e Guatemala (19,5%) são os países que mais dependem desta receita estrangeira, proporcionalmente ao PIB nacional.
Nestes países, a origem das remessas é mais diversificada do que no caso do México. Ainda assim, 75% das transferências provêm dos Estados Unidos.
Já os países sul-americanos recebem menos de 5% do seu PIB em remessas do exterior. Sua origem se divide entre os países europeus, principalmente a Espanha e Portugal, e os envios dos Estados Unidos. Por isso, o impacto do imposto de 1% aprovado por Washington é muito menor que nos países da América Central.
Os cálculos do CDG indicam que o México poderá ser o país que mais irá perder com o novo imposto em valores líquidos: pouco mais de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 8,3 bilhões) por ano.
A Guatemala perderia cerca de US$ 415 milhões (R$ 2,3 bilhões); El Salvador, quase US$ 200 milhões (R$ 1,1 bilhão); e Honduras, US$ 175 milhões (R$ 963 milhões).
A República Dominicana teria um impacto maior, de cerca de US$ 234 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão), segundo esta projeção.
Na América do Sul, o país que mais recebe dinheiro é a Colômbia. Em 2024, foram cerca de US$ 11,83 bilhões (cerca de R$ 65,1 bilhões). A metade destes fundos vem dos Estados Unidos.
Por isso, o país sul-americano pode sofrer uma redução de fluxo de US$ 66 milhões (cerca de R$ 363 milhões), segundo uma análise do centro de pesquisa colombiano Fedesarrollo.
O Brasil recebeu, em 2024, cerca de US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 23,1 bilhões). O valor representa 0,2% do PIB brasileiro, segundo os dados do BID.
Mas Campa acredita que, no caso do México, o total dos recursos que o país deixará de receber pode ser muito menor — "cerca de US$ 600 milhões (R$ 3,3 bilhões), devido à evasão, fraudes e transferências digitais".
A legislação aprovada em Washington aplica o imposto apenas aos remetentes que pagarem as remessas em espécie (papel-moeda, cheques ou outros instrumentos financeiros físicos). O envio via internet, bancos ou serviços eletrônicos de remessa não estará sujeito à cobrança de imposto.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, também considerou que as transferências dos cidadãos mexicanos não sofrerão a cobrança de 1% porque, segundo o Banco do México, quase 100% delas são realizadas por meios eletrônicos e ficarão livres do imposto.
No caso da Guatemala, o Banco Central do país calculou que as remessas seriam reduzidas em até US$ 225 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão).
Barrientos explica que, na Guatemala, de alguns anos para cá, o valor das remessas superou o próprio orçamento do governo. Por isso, qualquer perturbação neste fluxo é motivo de preocupação.
Os valores "são maiores que todo o orçamento do Estado, que é de cerca de 14% do PIB", explica ele.
"Por isso, as remessas superam todos os impostos recolhidos no país, todo o valor gasto em infraestrutura, em serviços sociais, e este fator é o que mantém o saldo da conta-corrente há quatro anos."
Mas o imposto de 1%, por enquanto, não teria isoladamente o potencial de gerar problemas macroeconômicos para a Guatemala, nem para os demais países centro-americanos.
"Os migrantes são os verdadeiros heróis nacionais da Guatemala, Honduras e El Salvador", destaca Barrientos.
"São pessoas jovens que enfrentaram riscos de violação, sequestro e morte, mas chegaram aos Estados Unidos e irão encontrar ali uma forma [de viver]. O imposto é uma dificuldade a mais que estas pessoas precisarão superar. São sobreviventes."
Evitando o imposto
Desde que os Estados Unidos apresentaram o imposto sobre as remessas, com taxa inicial de 5% (depois reduzida para 3,5% e, por fim, para 1%), os especialistas destacaram que os migrantes ainda teriam opções para evitar a cobrança.
Diferentemente do que ocorria com frequência nas últimas décadas, quando as remessas eram realizadas em dinheiro, em lojas ou agências bancárias, os migrantes atualmente costumam usar mais as transferências eletrônicas e aplicativos de empresas de remessas para enviar dinheiro aos seus países. E este procedimento permitirá que eles evitem o imposto de 1%.
Campa e Barrientos concordam que aqueles que não detêm acesso ao sistema financeiro, como migrantes recém-chegados ou sem documentos, podem pedir a familiares e amigos que façam as transferências. Outra alternativa pode ser o uso de cartões bancários pré-pagos ou até de meios de pagamento mais novos, como as criptomoedas.
Em última análise, Barrientos opina que os migrantes estariam até dispostos a custear a alíquota de 1%.
"Se, das remessas, depender a vida da minha mãe, porque ela compra medicamentos, e, em vez de pagar US$ 15, vou pagar US$ 16, é claro que vou pagar", explica ele.
Os especialistas destacam que as próprias comissões das empresas de remessas ou o tipo de câmbio que elas oferecem chegam a representar, em alguns casos, mais do que 1%.
A análise do CDG indica que pode ocorrer evasão do imposto pelo uso de vias alternativas, mas também destaca que um possível efeito é o desestímulo ao envio de remessas, em até 1,6%.
Crédito,Getty Images
Legenda da foto,O maior acesso a plataformas eletrônicas para envio das remessas de dinheiro evitará que muitos migrantes paguem o novo imposto
Outra mensagem contra os imigrantes
O objetivo inicial da iniciativa do presidente americano Donald Trump era que o imposto sobre as remessas de dinheiro gerasse uma arrecadação de US$ 26 bilhões (cerca de R$ 143 bilhões) em 10 anos.
As remessas também têm grande incidência sobre outros países fora da América Latina, principalmente a Índia e a China.
O imposto fazia parte do seu recém-aprovado "grande e belo projeto de lei", que fez com que o Departamento de Segurança Nacional e outras agências migratórias, como o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega, na sigla em inglês), conseguissem um orçamento recorde para cumprir com seus objetivos de deter e deportar migrantes sem documentos, além de fazer avançar a construção do muro na fronteira sul do país.
Mas a redução do imposto para 1% significa que a receita fiscal a ser gerada será muito menor que o esperado.
O CDG indica que, na melhor das hipóteses, a receita do país seria de US$ 4,6 bilhões (cerca de R$ 25,3 bilhões), já que a lei aprovada incluiu os remetentes de remessas por qualquer motivo, incluindo os cidadãos americanos — não apenas os imigrantes originários de outros países, como foi proposto inicialmente.
Mas este valor está muito longe dos mais de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 550 bilhões) que o ICE irá receber nos próximos quatro anos. O organismo é responsável por realizar as detenções e deportações de migrantes sem documentos.
Para Mario Campa, o imposto é mais uma mensagem do governo Trump na sua iniciativa contra os imigrantes sem documentos.
"É um jogo de sinais para mostrar rigor contra os migrantes", explica ele. "Estão tentando vender a ideia de que o orçamento adicional para o Departamento de Segurança Nacional virá de um pagamento dos migrantes, quando, na verdade, a arrecadação será baixa."
Crédito,Getty Images
Legenda da foto,A política anti-imigração de Donald Trump poderá representar um golpe mais significativo sobre as remessas de dinheiro do que o imposto, segundo especialistas
Como ocorre com as tarifas de importação, Trump e seus aliados no Congresso podem ter usado o imposto sobre as remessas nas suas negociações com os países latino-americanos, "porque houve lobby entre os governos para que não se impusesse este imposto sobre as remessas", segundo Campa.
O que, sim, poderia gerar maior efeito sobre as remessas são as perseguições de migrantes, segundo os analistas. Elas vêm causando faltas ao trabalho, desde que Trump iniciou sua ofensiva.
"E, com menos receita disponível, diminuem as transferências", explica Campa. "E tem havido menos migração e mais deportações nos últimos meses, o que reduz o montante das remessas."
Barrientos também considera que a tendência de alta nas remessas para os diferentes países pode se desacelerar.
Alternativamente, a medida poderá gerar mais receio entre os trabalhadores, se a aplicação do imposto for associada a algum tipo de registro que exponha a presença de imigrantes sem documentos.
Ainda assim, o especialista acredita que os migrantes continuarão enviando dinheiro para suas famílias. Afinal, este é o objetivo que os levou a sair dos seus países.
"Para a vida do migrante, cada mês é um ciclo de vida", conclui B
É cada vez maior o uso dos meios de comunicação com
objetivos educacionais e de integração do migrante e refugiado coma à sociedade.
Desde 2013 aos dias atuais apresenta uma programação
variada, 24 horas no ar, com música e informações sobre as situações de
migração e de refúgio no Brasil e no mundo, além de temas da política,
legislação, sociedade local que afetam diretamente a vida do migrante.
Pertencente à ordem religiosa Congregação Scalabriniana, , é um espaço aberto
aos migrantes, que podem produzir sua própria programação, desta forma há a
promoção da experiência de comunicar-secom o outro em um espaço dinâmico, de inter e multiculturalidade.
Extraindo do bom convívio as vivências fortalecedoras e enriquecedoras vindas
dos mais diversos grupos migrantes e suas respectivas culturas.
A Web Rádio Migrantesfuncionando em plataforma on-line está situada em São Paulo, capital, na
Paróquia Nossa Senhora da Paz Missão Paz desde o dia 9 de julho de 2013
cujaidentidade é proporcionar um mundo
justo construindo-o sob a responsabilidade da inserção da cultura e do bom
convívio entre as diferenças.
É um espaço destinado aos migrantes e refugiados
integrando-os aos eventos, notícias, informações da migração tanto nacional
quanto internacional.
A responsabilidade social dos meios de comunicação
assuntosrelacionadoscom a imigração, em torno É óbvio que os
meios de comunicação são hoje os principais construtores , que fornecem toda a
população modelos de interpretação da realidade, do estereótipos que alimentam
de dados, configurar, confirmar ou negar as visões de mundo.
Assim, os meios de comunicação participam de forma decisiva
na construção de valores sociais, em um relacionamento dialético, os meios de
comunicação são um espelho dos valores de umasociedade e suas relações internas e, por outro, são fundamental na
definição de valores e atitudes.
Através das diferentes plataformas onlinea web radio começa a transmitir diferentes
eventosonde esteja a temática
migratória e assim conquista uma visibilidadepodendo expressar opiniãoe ser
um veiculo quecontribui para
ampliaro debatesobre questões culturais, politicas que
envolvem migrantes e refugiados
O desafio colocado para a web radio permanece sendo a
integração com os migrantes sendo heterogênea a população imigrante, em
consequência da confluência e acumulação de fases migratórias com
características tão diferentes, são também diversos os desafios que se colocam
na sua integração sócio profissional.
Numa sociedade em constante movimentação e marcada pela
heterogeneidade de origens e culturas, a integração dos migrantespassou a ser um desafio cada vez maior para
as sociedades de acolhimento. A melhoria dos meios de comunicação revelou-se
fundamental na mudança dos processos migratórios, permitindo um contato mais
fácil e rápido dos imigrantes com tudo o que os rodeia. As tecnologias de
informação e comunicação vêm abrir novas perspectivas, através de novas formas
de expressão e socialização, da redução das desigualdades sociais e da promoção
da inclusão e integração social.
Muito obrigado a quem acompanha a radio e continuamos
comunicando esperança
As ações de acolhimento e integração de migrantes venezuelanas no Brasil ainda carecem de articulação efetiva com políticas públicas nas áreas de saúde, moradia, educação e trabalho. O alerta vem de uma pesquisa conduzida pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e ONU Mulheres, com apoio do Governo de Luxemburgo.
Desde abril de 2018, mais de 150 mil venezuelanos interiorizados voluntariamente em Boa Vista foram realocados para cerca de 1.100 cidades brasileiras.
O estudo reconhece avanços, como o aumento de 12% no rendimento médio mensal individual e de 8% no rendimento domiciliar per capita. No entanto, as entidades ressaltam que persistem desigualdades de gênero, especialmente no acesso a serviços essenciais e à inserção no mercado de trabalho. O impacto maior é sobre mulheres e famílias monoparentais.
Os dados
Os dados mostram que homens venezuelanos sem filhos e com maior nível de escolaridade conseguem mais oportunidades de interiorização para outros estados. Por outro lado, mulheres migrantes enfrentam mais vulnerabilidades, lideram a maioria dos lares monoparentais e apresentam taxas mais altas de desemprego e informalidade.
A pesquisa também indica uma melhora no tempo médio para inserção no mercado de trabalho, que caiu de 6,7 para 4,7 meses. Apesar disso, a média continua mais desfavorável para as mulheres, ainda que o estudo registre avanços na empregabilidade feminina ao longo do tempo.
Na área da educação, crianças e adolescentes venezuelanos abrigados em Boa Vista ainda enfrentam dificuldades para acessar a escola. A compreensão da língua portuguesa melhorou entre os migrantes, sobretudo entre as mulheres.
Em relação à saúde reprodutiva, a pesquisa identificou aumento no uso de métodos contraceptivos entre venezuelanos interiorizados. Mesmo assim, persistem barreiras no acesso ao pré-natal e à prevenção do câncer, especialmente entre mulheres abrigadas.
O estudo também aponta crescimento nos índices de insegurança alimentar e discriminação, tanto entre mulheres venezuelanas quanto entre a população migrante interiorizada de forma geral.
A pesquisa, iniciada em 2021, foi dividida em três fases de coleta de dados quantitativos: entre maio e julho de 2021; de outubro a novembro de 2021; e entre agosto e novembro de 2023. Os dados comparam migrantes interiorizados a partir de Boa Vista com aqueles que ainda vivem em abrigos da capital.
A execução do levantamento ficou sob responsabilidade do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Faculdade de Ciências Econômicas e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead/UFMG).
O Brasil alcançou, em 2025, o maior número já registrado de estrangeiros formalizados como Microempreendedores Individuais (MEI). De acordo com dados oficiais coletados pelo Sebrae, 85.433 imigrantes mantêm CNPJ ativo na categoria em julho de 2025, o que representa um crescimento de 11% em relação a 2024 e um salto de 99% desde 2019, quando o total era de 42,9 mil.
Apesar da alta, os estrangeiros ainda representam uma fatia modesta do universo de MEIs no país: apenas 0,70% do total de 12,1 milhões de microempreendedores individuais brasileiros.
Roraima lidera em proporção de imigrantes MEI
Embora São Paulo concentre o maior número absoluto de estrangeiros formalizados como MEI (cerca de 32,9 mil), é Roraima quem lidera em proporção: 9,76% dos MEIs ativos no estado são imigrantes — a maior taxa do país. Lá, os venezuelanos formam a maioria, reflexo do fluxo migratório impulsionado pela crise humanitária no país vizinho.
Na região Norte, o estado só perde em número absoluto para o Pará, mas se destaca pela densidade. Roraima soma 2.040 CNPJs ativos de estrangeiros, número significativo diante da população do estado.
Entre os estrangeiros com MEI ativo no Brasil, 66% vêm de países da América do Sul. O ranking é liderado pelos venezuelanos (17,8 mil, ou 20,9% do total), seguidos por:
Bolivianos: 11,9 mil (14%)
Colombianos: 8,7 mil
Argentinos: 7 mil
Uruguaios: 3,8 mil
Haitianos: 3,5 mil
Paraguaios: 3,4 mil
Peruanos: 3,3 mil
Portugueses: 2,8 mil
Cubanos: 2,7 mil
Roupas e beleza entre as principais atividades
Os estrangeiros que optam por empreender no Brasil têm se concentrado em atividades com baixo custo de entrada e forte presença no setor de serviços. As ocupações mais comuns são:
Comércio varejista de vestuário e acessórios (11,5%)
Confecção de roupas (10%)
Cabeleireiros e estética (6,3%)
Aulas particulares e ensino (5%)
Capacitação e inclusão: apoio do Sebrae e ACNUR
Diante do crescimento do empreendedorismo entre migrantes e refugiados, diversas entidades têm oferecido suporte específico. Uma delas é a plataforma Refugiados Empreendedores, criada pela ACNUR (Agência da ONU para Refugiados) e pelo Pacto Global da ONU – Rede Brasil, com apoio do Sebrae.
A ferramenta reúne mais de 160 negócios liderados por refugiados no país, conectando-os a oportunidades de capacitação e divulgação. O Sebrae também oferece consultorias específicas para imigrantes, como foi o caso da artesã venezuelana Norelis Madriz, que buscou orientação para sair da informalidade.
Como um estrangeiro pode se formalizar como MEI?
Para abrir um MEI no Brasil, o estrangeiro precisa acessar a plataforma gov.br e apresentar um dos seguintes documentos:
Carteira Nacional de Registro Migratório (CRNM)
Documento Provisório de Registro Nacional Migratório
Protocolo de Solicitação de Refúgio
Todos esses registros devem estar devidamente cadastrados junto à Polícia Federal.
A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) realiza no próximo dia 12 de julho, das 9h às 16h, na Praça da Estação, a “Feira Cultural dos Migrantes Refugiados”. O evento chega em sua 4ª edição e é organizado pelo Comitê de Elaboração e Acompanhamento do Plano Municipal de Políticas para a População Migrante, Refugiada, Apátrida e Retornada. Ao longo do dia, a feira contará com apresentações de dança, comidas típicas, artesanatos, rodas de conversa, distribuição de materiais educativos, entre outras atividades.
Representantes de serviços também integram a programação da feira como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subseção Juiz de Fora, Cátedra Sérgio Vieira de Mello (UFJF), Defensoria Pública da União (DPU), Defensoria Pública de Minas Gerais (DPE), Liga Acadêmica de Odontologia Psicossocial - (LAOP/UFJF), Secretaria de Educação (SE) e alunos do curso de Psicologia (UFJF). De acordo com a supervisora de Políticas para População Migrante e Refugiada da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), Victoria Sabatine, a iniciativa tem o objetivo de dar visibilidade para a cultura dos migrantes e refugiados em Juiz de Fora, reforçando a sensação de pertencimento desta parcela da população na cidade e também uma forma de enfrentar a xenofobia.
Confira a programação cultural:
10h30 - Marcelo Paulista , WF.eds. , Arashi san e Tidoido (Rappers e hip hop) 12h - Leticia Torga (Dança do ventre) 13h - Edelweiss Tiroler Alpenbühne Tanz Gruppe (Dança alemã) 15h - Dy Eiterer (Dança Cigana)
Problemas com a variação linguística, dificuldades de adaptação em sala de aula e o sentimento de exclusão por parte dos colegas foram alguns dos desafios enfrentados por Luzia, estudante migrante de Angola, ao ingressar no curso de Serviço Social da UFSC e se adaptar à vida em Santa Catarina. A situação começou a mudar quando ela se envolveu com o projetoUFSC Sem Fronteiras, uma iniciativa de extensão voltada à integração e permanência de estudantes internacionais, migrantes e refugiados.
Assim como Luzia, muitos vivenciam trajetórias semelhantes. Atualmente, a UFSC conta com cerca de 73 estudantes do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G) e 583 estudantes internacionais regulares de graduação, conforme levantamento da Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica (Prograd), realizado em 13 de maio. Muitos desses estudantes chegam ao Brasil sem acompanhamento institucional e enfrentam dificuldades de adaptação, como as relatadas por Luzia.
Luzia Maweza contando sua experiencia com o projeto.
Elisa Schemes, representante do Programa de Estudantes Convênio de Graduação (PEC-G) e ligada à Secretaria de Relações Internacionais (Sinter), explicou que o projeto em questão nasceu da vivência de acompanhamento dos estudantes que ingressam via PEC-G. Este é um programa do governo brasileiro que oferece vagas gratuitas em cursos de graduação para estudantes estrangeiros de países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordos educacionais e culturais. Segundo ela, a intenção é estender o suporte que já era oferecido pela Sinter e pelo Programa Institucional de Apoio Pedagógico aos Estudantes (Piape) a todos os demais estudantes internacionais da UFSC.
A coordenação do projeto está a cargo de Janaina Santos, também coordenadora do Piape. Com doutorado na área de migrações e refúgio, ela já atuava na aproximação com coletivos e organizações de apoio a pessoas migrantes e refugiadas. Janaina fez parte da comissão na UFSC que implementou a política de acesso específico para cursos de graduação voltado a pessoas refugiadas, solicitantes de refúgio e portadoras de visto humanitário. O processo seletivo para esse público existe na UFSC desde 2022 e oferece 10 vagas por ano.
Segundo explica Janaina, o UFSC sem Fronteiras reúne estudantes de Graduação e Pós-Graduação migrantes, pessoas refugiadas, solicitantes de refúgio e internacionais para a realização de ações de acolhimento, integração acadêmica, acompanhamento das trajetórias estudantis, atividades culturais e artísticas.
Roda de conversa com estudantes internacionais, migrantes e refugiados(as) da UFSC.
Ações do UFSC sem Fronteiras
O projeto divide seus esforços em duas frentes principais: uma voltada para o público interno e outra focada no público externo.
A iniciativa age internamente com atividades para estudantes já matriculados na UFSC, por meio da construção de uma rede de apoio, oferecendo suporte acadêmico e pedagógico. Entre as ações realizadas estão rodas de conversas com estudantes internacionais, migrantes e pessoas refugiadas da UFSC para escutar suas experiências, conhecer suas trajetórias e contribuir para sua permanência e integração no ambiente acadêmico.
Para esse público, o projeto também fornece informações sobre a vida acadêmica, divulgando atividades de apoio pedagógico do Piape, serviços psicológicos do Serviço de Atenção Psicológica (Sapsi) e orientações sobre regularização migratória na Polícia Federal. Além disso, orienta sobre a abertura de conta bancária, atendimento no SUS e outros setores da UFSC.
Com o público externo, o UFSC sem Fronteiras desenvolve ações de divulgação de processos seletivos específicos para pessoas refugiadas e migrantes. O projeto também busca promover a conscientização sobre direitos humanos, a importância do acolhimento e dados sobre refúgio e migrações, para desconstruir mitos e tornar a sociedade mais acolhedora. Há ainda a intenção de criar uma ponte com os países de origem dos estudantes para orientá-los sobre como vir estudar na UFSC.
Pelo processo seletivo específico para refugiados e migrantes, desde 2022, a UFSC poderia ter 30 estudantes, sendo 10 vagas por ano. “No entanto, o número é menor, em torno de 20 novos alunos anuais”, Janaína explica que muitos se evadiram por falta de acompanhamento acadêmico e acolhimento institucional. “O projeto busca justamente combater essa evasão, garantindo que os estudantes se sintam acompanhados ao ingressarem”, salienta.
Janaína Santos apresentando o projeto
Segundo Janaína, estudantes internacionais, migrantes e refugiados compartilham especificidades que tornam o apoio essencial. Eles podem estar longe da família e do país de origem; ter vivenciado múltiplas violências; enfrentar dificuldades linguísticas; questões culturais, além de ter dificuldades acadêmicas relacionadas à escolarização anterior, como ausência de conhecimentos sobre o Brasil e o contexto nacional. Outros aspectos são as dificuldades com organização para estudos; sentimento de isolamento e dificuldades com afiliação institucional e acadêmica e incompreensão dos códigos acadêmicos.
Luzia Maweza, bolsista do Projeto UFSC sem fronteiras e migrante de Angola que chegou ao Brasil em 2022 na Bahia, compartilha suas próprias dificuldades ao ingressar na UFSC e se adaptar em Santa Catarina. Ela percebia que estudantes africanos tendiam a formar grupos entre si, enquanto que para ela ser incluída em outros grupos foi “preciso provar que era boa” o suficiente para ser incluída. Ela critica a postura de alguns professores que, ao sugerirem trabalhos em grupo, não consideram as dificuldades de integração e linguagem de estudantes internacionais, deixando-os “se virar”. Luzia também mencionou a diferença cultural na alimentação e um preconceito em Santa Catarina que ela sentiu ser mais sutil do que na Bahia, mas que “dói mais” por não ser verbalizado, mas perceptível.
Participar de projetos na UFSC, como o Projeto Praxis Antirracista e o UFSC sem Fronteiras, foi transformador para Luzia. Ela conta que, inicialmente, sentia receio em mostrar seu conhecimento, mas com o apoio e a visibilidade desses projetos, conseguiu se destacar, adquirir mais conhecimento sobre a realidade brasileira e a questão racial e desenvolver uma capacidade mais crítica. Isso a ajudou a desconstruir preconceitos que colegas tinham sobre ela, como a ideia de que não teria capacidade para construir conhecimento. Isso a fez ser vista de outra forma.
Um dos pontos mais importantes destacados por Janaina e Luzia é a necessidade de ampla divulgação do projeto. Muitos estudantes e migrantes e refugiados não sabem que existem instâncias e lugares na universidade onde é possível buscar auxílio. Luzia, que se sentiu perdida ao chegar, enfatiza a importância de informar a outros estudantes que o projeto está à disposição para ajudar e auxiliar aqueles que se sentem perdidos e que suas experiências de dificuldade não são individuais, podendo encontrar acolhimento no projeto.
O Paraná se destaca no cenário nacional como um importante
destino para migrantes. Entre 2017 e 2022, o estado recebeu 377.237 pessoas
vindas de outros estados brasileiros e de diversos países, de acordo com dados
do Censo Demográfico 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). Esse fluxo migratório impulsiona o crescimento populacional
e a diversidade cultural do estado.
Além do grande número de migrantes, o Paraná também se
destaca pelo número de naturalizações. No período analisado, 32.394
estrangeiros se tornaram cidadãos brasileiros e escolheram o estado como seu
novo lar. Esse número consolida o Paraná como o segundo estado com mais
naturalizações no Brasil, demonstrando a receptividade e as oportunidades que o
estado oferece aos imigrantes.
O fluxo migratório interno também é significativo. O Paraná
registrou um saldo positivo de 85.045 pessoas, resultado da diferença entre os
327.943 migrantes que chegaram de outras unidades da federação e os 242.898
paranaenses que se mudaram para outros estados. “Esse saldo migratório positivo
demonstra a capacidade do Paraná de atrair e reter talentos de diferentes
regiões do país”, avalia um especialista em demografia.
Entre os migrantes internos, São Paulo (105.546), Santa
Catarina (55.870), Rio Grande do Sul (16.713), Mato Grosso do Sul (15.956) e
Rio de Janeiro (15.064) foram os principais estados de origem. Já os
paranaenses que deixaram o estado buscaram principalmente Santa Catarina
(96.110) e São Paulo (61.568).
No que se refere à migração internacional, 49.294
estrangeiros com cinco anos ou mais de idade passaram a viver no Paraná, vindos
diretamente de outros países. A América Latina é a principal região de origem,
com destaque para venezuelanos (22.125), paraguaios (7.709) e haitianos
(3.971). O estado contabiliza imigrantes de 71 nacionalidades distintas,
refletindo a sua crescente diversidade cultural e o seu papel como importante
porta de entrada para o Brasil.