segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Documento aponta São Paulo como exemplo de boas práticas na gestão das migrações

A liderança da capital paulista na gestão das migrações e suas boas práticas são destaques do “Perfil 2019 da cidade de São Paulo – Indicadores de Governança Migratória”, que será lançado na quarta-feira (23).
Além de apontar práticas positivas em seis áreas temáticas, o documento traça oportunidades de avanços em governança migratória. O lançamento é fruto de parceria entre Organização Internacional para as Migrações (OIM), Prefeitura de São Paulo e Unidade de Inteligência da revista britânica The Economist.
A cidade de São Paulo é um dos principais destinos de migrantes sul-americanos. Foto: Agência Brasil
A cidade de São Paulo é um dos principais destinos de migrantes sul-americanos. Foto: Agência Brasil
A liderança da capital paulista na gestão das migrações e suas boas práticas são destaques do “Perfil 2019 da cidade de São Paulo – Indicadores de Governança Migratória”, que será lançado na quarta-feira (23).
Além de apontar práticas positivas em seis áreas temáticas, o documento traça oportunidades de avanços em governança migratória. O lançamento é fruto de parceria entre Organização Internacional para as Migrações (OIM), Prefeitura de São Paulo e Unidade de Inteligência da revista britânica The Economist.
O perfil da cidade de São Paulo faz parte da fase-piloto da versão local dos Indicadores de Governança Migratória (MGI, na sua sigla em inglês).
Criado em 2015 pela OIM, em parceria com a Unidade de Inteligência da The Economist, o MGI é uma ferramenta da qual já participaram 51 países, inclusive o Brasil, e três cidades. O objetivo é apoiar gestores públicos e organizações locais a discutir as iniciativas de migração, promover o diálogo sobre o tema e ampliar o aprendizado entre os envolvidos.
“Os Indicadores de Governança Migratória foram estabelecidos para apoiar a construção de uma compreensão abrangente sobre as políticas migratórias. Esses indicadores são um ponto de partida para gestores desenvolverem políticas de migração mais adequadas às suas realidades”, destaca o chefe de missão da OIM no Brasil, Stéphane Rostiaux.
Ao analisar as dimensões de proteção dos direitos dos migrantes, abordagem integrada de governo, construção de parcerias, bem-estar socioeconômico dos migrantes e das sociedades, dimensão de mobilidade das crises e garantias para uma migração segura, ordenada e regular, observou-se que nos anos recentes a cidade estruturou políticas-chave.
Nas seis dimensões pesquisadas, as iniciativas promovidas pela cidade revelam exemplos criativos e de alta qualidade técnica para uma boa gestão da migração em benefício dos migrantes e das comunidades de acolhida, de acordo com a OIM.
Para a coordenadora de políticas para imigrantes da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Jennifer Alvarez, a promoção da integração local da população imigrante na cidade precisa contemplar diversas dimensões da vida, a partir do desenvolvimento de políticas de saúde, educação, acolhimento, mas também promover o lazer, a valorização da diversidade cultural e a participação social.
“Nesse sentido, destaca-se que os indicadores apontam para esta complexidade do sujeito imigrante dentro dos deslocamentos humanos.”
A criação da Coordenação de Políticas para Imigrantes na cidade de São Paulo (2013), do Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes (2014), da Política Municipal para a População Imigrante (Lei Municipal 16.478/2016 e Decreto Municipal 57.533/2016), e do Conselho Municipal de Imigrantes (2017) são alguns dos destaques entre as políticas desenvolvidas.
Segundo a OIM, chama a atenção o caráter participativo da construção dessas iniciativas junto à população por meio de mecanismo de participação social. É nesse sentido que é realizada este ano a II Conferência Municipal de Políticas para Imigrantes, que conta também com o apoio técnico cedido pela OIM, e que ocorrerá em 8, 9 e 10 de novembro.
No âmbito da resposta humanitária frente ao aumento do fluxo de pessoas da Venezuela, estabelecida pelo governo do Brasil, o município também foi o que mais recebeu beneficiários pela estratégia de interiorização apoiada pelo Sistema ONU e a sociedade civil.
A partir de um Grupo de Trabalho Intersetorial, foi estruturado não só o acolhimento, mas a integração local dos imigrantes interiorizados, mediante a construção coletiva, interinstitucional e intergovernamental.
Até agosto deste ano, mais de 1.300 venezuelanos saíram voluntariamente de Boa Vista (RR) com destino a São Paulo, sendo 313 acolhidos na rede socioassistencial do município.
Outras práticas de sucesso destacadas são: o atendimento ao cidadão em diversas línguas, como inglês, espanhol, português, francês, créole, árabe, lingala, sualí e tshiluba; formação sobre a temática migratória para servidores; inclusão das crianças imigrantes na rede de ensino pública; e a contratação de agentes comunitários de saúde de origens diversas para facilitar o contato com a população migrante.

O MGI Local

São Paulo foi escolhida em 2018, juntamente com Acra, em Gana, e Montreal, no Canadá, para participar do projeto. A escolha reflete um reconhecimento do pioneirismo na cidade na gestão e inovação nas políticas para os migrantes.
Para construir o perfil da cidade brasileira, as equipes das três entidades trabalharam em conjunto durante um ano, realizando levantamento de dados, entrevistas e oficinas para discussão dos achados. O trabalho é feito com base em 87 indicadores técnicos.
A realização do estudo contou com o apoio fundamental de representantes das Secretarias Municipais de Assistência e Desenvolvimento Social, Educação, Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Habitação, Relações Internacionais, Saúde e Segurança Urbana, bem como do Conselho Municipal de Imigrantes, que apresentaram emendas, correções e sugestões de melhoria ao longo do processo de pesquisa.
Números em destaque do Perfil 2019 da cidade de São Paulo – Indicadores de Governança Migratória
– Pelo menos 5.300 crianças de diferentes nacionalidades estudam na rede pública municipal de educação de São Paulo.
– Em 2018, 1.206 imigrantes receberam aulas de português para imigrantes oferecidas pela cidade na rede municipal de ensino.
– São Paulo possui oito agentes comunitários de saúde imigrantes, facilitando o contato com essas populações.
– 63 centros de saúde da cidade receberam treinamento de sensibilização para atenção ao público migrante.
– O Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes (CRAI) atende em diversos idiomas, como inglês, espanhol, português, francês, creole, árabe, Lingala, sualí e tshiluba.
– O guia “Somos Tod@s Migrantes” está disponível em 7 línguas: árabe, crioulo, inglês, francês, mandarim, português e espanhol.
– 1.071 servidores da prefeitura já receberam treinamento sobre a temática migratória.
Em 2013, a cidade realizou a 1ª Conferência Municipal de Políticas para Imigrantes, envolvendo 13 secretarias, 14 organizações da sociedade civil e mais de 600 participantes, que culminou com a aprovação de 57 propostas.
– A Política Municipal para Imigrantes, aprovada em 2016, foi formulada por um comitê intersetorial participativo, composto por 13 membros da administração pública e 13 membros da sociedade civil.
– Entre abril de 2018 e agosto de 2019, 1.329 venezuelanos foram interiorizados de Boa Vista para a cidade de São Paulo por meio da Operação Acolhida em vôos da FAB ou custeados pela OIM ou sociedade civil.
– Entre fevereiro de 2012 e março de 2019, 13.333 trabalhadores migrantes foram atendidos nos Centros de Apoio ao Trabalho e ao Empreendedorismo (CATes) da cidade.
– Desde 2015, 4.085 migrantes obtiveram autorizações para trabalho nos CATes da cidade.

Serviço

Lançamento do perfil da cidade de São Paulo para os Indicadores de Governança Migratória Local
Data: Quarta-feira, 23 de outubro
Local: Galeria Olido, Avenida São João, 473, centro.
Horário:
19h – Abertura
19h30 – Apresentação do perfil de São Paulo
20h – A implementação de políticas migratórias no âmbito local vistos a partir das experiências exitosas de São Paulo
20h30 Encerramento e coquetel
Participam: autoridades da prefeitura de São Paulo, do governo federal, OIM e convidados
Onu
www.miguelimigrante.blogspot.com

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Seminário Internacional de Comunicação irá abordar fluxo migratório

Para proporcionar um ambiente de integração e troca de experiências na área de pesquisa em comunicação, a Universidade Federal de Roraima realizará de 21 a 25 de outubro a décima terceira edição do Seminário Internacional de Metodologias Transformadoras da Rede AMLAT (América Latina). O evento reunirá pesquisadores de seis países: Argentina, Brasil, Equador, Espanha, Uruguai e Venezuela.
A discussão do seminário será baseada nos seguintes temas: Comunicação Sem Fronteiras, o Pensamento Crítico, os Fluxos Migratórios e os Saberes Amazônicos. Durante o Seminário serão realizadas apresentações de trabalhos, conferências e mesas redondas, todas concentradas no auditório Alexandre Borges, campus Paricarana, nos turnos manhã, tarde e noite.
O foco é compartilhar as experiências e técnicas na pesquisa em comunicação. Para a vice-coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da UFRR, professora Lisiane Aguiar, o evento representa “uma possibilidade especial para que os alunos possam falar dos trabalhos desenvolvidos na academia, inseridos em debates que vão agenciar novas ideias e troca de saberes, pois vamos estar com pesquisadores de outras áreas da comunicação”.
Folha Boa Vista
www.miguelimigrante.blogspot.com

OIM realiza em São Paulo primeira oficina de formação sobre emigração e retorno

Nos dias 21 e 22 de outubro, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) realiza a primeira oficina de formação para multiplicadores sobre o tema de emigração e retorno, em São Paulo (SP). A capacitação é destinada a parceiros da Rede de Referenciamento no Apoio e Reintegração de Brasileiros Retornados, formada por entidades públicas, privadas e ONGs de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, os principais estados de destino dos brasileiros retornados apoiados pela OIM.
A atividade vem em complemento à atuação da OIM de apoio ao retorno dos brasileiros que se encontram em situação de vulnerabilidade no exterior. Nos últimos três anos, foram mais de 2 mil beneficiários, muitos dos quais receberam apoio direto para sua reintegração por meio da abertura de pequenos negócios, tratamentos de saúde ou educação profissionalizante.
O objetivo da capacitação é sensibilizar atores locais e parceiros para a questão do retorno, de modo que os brasileiros que regressaram ao país possam contar com uma rede mais ampla de serviços e iniciativas de seu interesse. Foto: OIM
O objetivo da capacitação é sensibilizar atores locais e parceiros para a questão do retorno, de modo que os brasileiros que regressaram ao país possam contar com uma rede mais ampla de serviços e iniciativas de seu interesse. Foto: OIM
Nos dias 21 e 22 de outubro, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) realiza a primeira oficina de formação para multiplicadores sobre o tema de emigração e retorno, em São Paulo (SP). A capacitação é destinada a parceiros da Rede de Referenciamento no Apoio e Reintegração de Brasileiros Retornados, formada por entidades públicas, privadas e ONGs de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, os principais estados de destino dos brasileiros retornados apoiados pela OIM.
A atividade vem em complemento à atuação da OIM de apoio ao retorno dos brasileiros que se encontram em situação de vulnerabilidade no exterior. Nos últimos três anos, foram mais de 2 mil beneficiários, muitos dos quais receberam apoio direto para sua reintegração por meio da abertura de pequenos negócios, tratamentos de saúde ou educação profissionalizante.
O objetivo da capacitação é sensibilizar atores locais e parceiros para a questão do retorno, de modo que os brasileiros que regressaram ao país possam contar com uma rede mais ampla de serviços e iniciativas de seu interesse. Para isso, serão debatidos, durante os dois dias, uma série de temas, como reintegração econômica e social, dados sobre emigração no Brasil, e os aspectos psicossociais da migração de retorno.
“No âmbito desta realidade pouco discutida ainda no Brasil, a oficina de formação de multiplicadores irá reunir atores importantes como os governos de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, o SEBRAE, a Defensoria Pública da União, o Observatório das Migrações, entre outros, e será um momento de reflexão para podermos começar a trabalhar em conjunto com o objetivo de facilitar a reintegração de brasileiros retornados”, afirma a coordenadora do projeto pela OIM em Lisboa, Bárbara Borrego.
A oficina realizada em São Paulo será a primeira formação para os parceiros da rede. Outras devem ocorrer em Goiás e Minas Gerais, com atores locais que desempenham papel relevante na reinserção social destes migrantes.

Reintegração

Visando promover um processo de reintegração mais informado e sustentável no Brasil, a OIM iniciou em 2019 o Mecanismo Complementar Comum para uma Reintegração Sustentável (SURE, na sua sigla em inglês).
O projeto, com duração até dezembro de 2020, visa beneficiar brasileiros que retornam ao país apoiados pelos programas de Apoio ao Retorno Voluntário e à Reintegração, já existentes e implementados pela OIM em Portugal, Irlanda e Bélgica.
Este projeto é financiado pelo Fundo para o Asilo, Migração e Integração (FAMI) e co-financiado pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras de Portugal (SEF).
OIM
www.miguelimigrante.blogspot.com

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Manaus: Migração e refúgio são abordados em palestra para servidores da Sejusc

Servidores da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) participaram, nesta quarta-feira (16/10), de uma capacitação com foco em Migração, Refúgio e Assistência Social, promovido pelo Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante (CDHIC). O evento foi realizado na Unidade 3 do Centro Universitário do Norte (Uninorte), na avenida Joaquim Nabuco, Centro de Manaus.O encontro esclareceu dúvidas sobre a atual Lei da Migração e a situação dos refugiados venezuelanos na capital amazonense.
Segundo dados da Agência da ONU para Refugiados (Acnur), 16 mil venezuelanos solicitaram formalmente refúgio no Amazonas. Desde 2017, o Brasil já recebeu mais de 115 mil solicitações, segundo a Polícia Federal. A Sejusc é responsável pelo Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante, que fica no entorno da Terminal Rodoviário Engenheiro Huascar Angelim – Rodoviária de Manaus. Com a Operação Acolhida, foram instaladas estruturas de albergue no local para pernoite dos refugiados, que têm recebido aproximadamente 300 venezuelanos.
A secretária executiva adjunta de Direitos da Sejusc, Edmara Castro, participou da abertura do evento. Ela falou sobre as ações da pasta e sobre o trabalho feito na Operação Acolhida em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas), prefeitura de Manaus, Forças Armadas, Acnur e Organização Internacional para as Migrações (OIM), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
“Ninguém consegue fazer nada sozinho. Estamos conseguindo implantar a Operação Acolhida com muita rapidez. A resposta humanitária do Brasil é referência mundial. Nós temos casos de venezuelanos que já foram para outros países da América Latina e, pelo tratamento não ser satisfatório, eles acabam vindo para o Brasil porque a resposta aqui é referência, principalmente na questão humanitária”, afirmou a secretária.
sejusc.am.gov.b
www.miguelimigrante.blogspot.com

Congresso sobre migração abre inscrições para artigos

Resultado de imagem para Congresso sobre migração abre inscrições para artigos
Mais de 65 milhões de pessoas em todo o mundo estão agora oficialmente deslocadas de suas casas por conflitos, violência e perseguição – a mais alta cifra registrada pelas Nações Unidas desde a Segunda Guerra Mundial. Em 2017, mais de 170.000 migrantes, incluindo refugiados, chegaram à Europa por via marítima. Cerca de 120.000 cruzaram o Mediterrâneo Central, a rota dos migrantes com a maioria das mortes registradas no mundo, e quase 2.900 migrantes registrados mortos ou desaparecidos nessa rota no mesmo ano. 
A maioria deles viajou em barcos de contrabandistas partindo da Líbia, Tunísia ou Egito, arriscando suas vidas em busca de segurança na Itália e além. No entanto, a grande maioria das pessoas está deslocada dentro de seu país de origem ou permanece perto dela. O Líbano, com uma população de 4,5 milhões de pessoas, está lutando para hospedar 1,2 milhão de refugiados sírios. Um número crescente deles vive em condições difíceis nos campos ou entre comunidades de acolhimento nas fronteiras da Turquia e da Jordânia. Segundo as Nações Unidas, o número total de venezuelanos registrados que deixaram o país recentemente é superior a 2,3 milhões. Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR): Mais de 290.000 são solicitantes de refúgio. Mais de 567.000 obtiveram outras formas de permanência legal em vários países. Isso significa que mais de um milhão permanecem em situação migratória irregular. No Brasil: Pelo menos 800 venezuelanos entram no Brasil todos os dias.
Mais de 57 mil chegaram nos últimos anos, cerca de 32.000 solicitaram refúgio e 25.000 têm autorização de residência legal, com as tensões entre o país vizinho e os países que formam o Grupo de Lima a situação dessas pessoas torna-se mais vulneráveis e o Brasil como ator de destaque na América Latina precisa debater a questão por meios de pesquisa em políticas públicas desenvolvidas na universidade, por isso a importância de se debater nessa segunda edição do Congresso Internacional.
Infelizmente, a organização e a divulgação de eventos que abordem esse contexto ainda é reduzida e limitada a algumas áreas. Procurando então incluir profissionais da área, a sociedade e a comunidade acadêmica, propomos a organização do II Congresso sobre Refugiados e Transformações Globais, com o tema “Liberdadade-Interculturalidade”. Trata-se de um ciclo de palestras, apresentações de trabalhos nas temáticas de Direito, Geopolítica, Economia e Educação e eventos culturais a serem desenvolvidos durante os dias 12 a 14 de novembro de 2019. A previsão é atingir um público de 600 pessoas em 3 dias de evento na Faculdade de Economia da Universidade Federal do Ceará.
Serão convidados palestrantes e especialistas reconhecidos internacionalmente e localmente, além da organização e publicação de um volume especial da revista Tensões Mundiais, com os melhores trabalhos de cada Grupo de Trabalho, em parceria com o
 Observatório da Nacionalidade. São 5 Grupos de Trabalho (GT) nas seguintes temáticas: 
GT1 – Mulher e Refúgio 
GT2 – Nacionalismo , xenofobia e Refúgio; 
GT3 – Neo Liberalismo em crise , precarização do trabalho e sua influência no processo migratório; 
GT4 – Quilombolas, Povos Originários, Reforma Agrária em Refúgio Ambienta; 
 GT5 – Jornalismo, gênero e emergências Humanitárias.

  • Data: 12 a 14 de novembro de 2019
  • Local: Faculdade de Economia da Universidade Federal do Ceará
  • Endereço: Av. da Universidade, 2431 - Benfica, Fortaleza - CE, 60020-180
  • Informações: (85) 3366-7827

Público Alvo

O público alvo é constituído de professores, advogados, internacionalistas, estudiosos, gestores do poder público, estudantes universitários das diversas áreas do conhecimento, artistas, críticos de cinema e sociedade civil. 

Meta

Propiciar uma ampla discussão entre juristas, pesquisadores e gestores sobre a equidade, o impacto sociocultural, o desenvolvimento econômico e a geopolítica referentes à questão dos refugiados, tendo como pano de fundo o Direito Internacional, em particular o Direito Humanitário e os Direitos Humanos , contexto econômicos que permeiam o processo de migração e refugio, geopolítica elucidando todo o contexto dos conflitos que geram essas migrações forçadas, sendo essa a meta central do evento que acontecerá entre 12 a 14 de novembro de 2019 na cidade de Fortaleza, Ceará. Atingir um publico de 1500 mil pessoas em 3 dias de evento.
www.miguelimigrante.blogspot.com

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Imigrantes se cadastrarão como MEI com regras simplificadas

Resultado de imagem para Imigrantes se cadastrarão como MEI com regras simplificadas
Imigrantes que trabalham como autônomos podem registrar-se, a partir de ontem  (15), como microempreendedor individual (MEI) de forma simplificada. A Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia reduziu as exigências para o cadastro de estrangeiros.
Antes, o imigrante precisava seguir as mesmas regras do brasileiro. Com a simplificação, o estrangeiro que quiser se formalizar como MEI precisa apenas informar o país de origem e o número de um dos seguintes documentos: carteira nacional de registro migratório, documento provisório de registro nacional migratório ou protocolo de solicitação de refúgio.
Pelas regras anteriores, o imigrante precisava apresentar o número do recibo da última Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física ou o título de eleitor. Caso não tivesse título de eleitor, o estrangeiro não poderia emitir a declaração de renda por ter entrado no país no mesmo ano em que recebeu o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).
Na prática, as normas anteriores adiavam a formalização do estrangeiro como microempreendedor para o ano seguinte à chegada ao Brasil. Segundo o Ministério da Economia, atualmente existem no país 46.591 estrangeiros de 169 nacionalidades inscritos como MEI.
EBC
www.miguelimigrante.blogspot.com

III Fórum Internacional de Acolhimento e Internacionalização da UFMG

Até o dia 20 de outubro, está aberto o período de submissão de trabalhos para o III Fórum Internacional de Acolhimento e Internacionalização da UFMG, evento de caráter transdisciplinar promovido pela Diretoria de Relações Internacionais (DRI) com sólida política de internacionalização e perspectivas de novas e mais abrangentes políticas de acolhimento de refugiados.
A programação do evento, que ocorrerá no dia 11 de novembro de 2019, inclui uma mesa-redonda e apresentações no formato Pecha Kucha (ou pitch de 6 minutos), com o objetivo de fomentar as discussões acerca da internacionalização e do acolhimento internacional. Além disso, o evento contará com uma sessão especial de discussão sobre o cenário da internacionalização em instituições de ensino superior do estado, e terá a participação de convidados especiais.
Na III Mostra Fotográfica que compõe a programação do Fórum, cujo tema será “Seu olhar me abraça”, serão recebidas inscrições de trabalhos da comunidade acadêmica que retratem a internacionalização em casa, o acolhimento da comunidade internacional, e suas diversidades. Na oportunidade também poderemos apreciar a Exposição de Fotografias da Série “Janelas”, dos artistas Cris Xavier e Edhu Nascimento.
Para acessar a chamada geral, clique aqui.
As inscrições em todas as modalidades são gratuitas e estão abertas para docentes, servidores técnico-administrativos em educação, estudantes de graduação e pós-graduação da UFMG, além de membros da comunidade externa.
As chamadas de cada modalidade disponível podem ser acessadas nos links:
Para acessar o powerpoint para o Pecha Kucha, clique aqui.
Para se inscrever como ouvinte, clique aqui. O prazo vai até dia 06 de novembro.
Para submissão de trabalhos, clique aqui. O prazo vai até dia 20 de outubro.
Dúvidas e sugestões devem ser enviadas para foruminternacional@dri.ufmg.br
UFMG
www.miguelimigrante.blogspot.com

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Diálogos no CEM -Missão Paz : Migração - comunicação e identidades


7º Diálogos no CEM, com o tema "Migração, comunicação e identidades", que será abordado pelo Prof. Luis Mauro, da Fundação Casper Líbero, São Paulo.
Local: Missão Paz
Rua Glicerio 225
Horario : 14h 
O seminário também será transmitido, ao vivo, pelo Facebook da Missão Paz, São Paulo e pela Web Rádio Migrantes.

www.miguelimigrante.blogspot.com

Projeto oferece oportunidade a imigrantes refugiados

Resultado de imagem para migrantes
A Marfrig Global Foods, uma das companhias líderes globais em carne bovina e a maior produtora de hambúrguer do mundo, deu início ao projeto Marfrig Sem Fronteiras, que tem como objetivo estimular o aprendizado e promover novas oportunidades a imigrantes refugiados.

A iniciativa, que está em andamento na planta de Várzea Grande, no estado do Mato Grosso, já conta com cerca de 40 estrangeiros que acabaram de ser contratados para atuar em diversas áreas do Complexo Industrial Várzea Grande. “A presença de imigrantes contribui para a construção de um ambiente multicultural e diminui preconceitos e discriminações, gerando uma cultura saudável para a empresa como também dignidade e cidadania para aqueles que chegam ao nosso país em busca de trabalho e qualidade de vida”, diz Jairo Agosta, Gerente de Recursos Humanos da operação América do Sul da Marfrig no Brasil.
O projeto
O “Marfrig Sem Fronteiras” foi idealizado tendo em vista o papel social da empresa na comunidade. O trabalho, que vai ao encontro de um dos pilares da companhia que é a responsabilidade social e a cooperação com as comunidades nas quais a Marfrig atua é feito por meio de uma parceria com a Pastoral do Migrante que atende refugiados de vários países em especial Haitianos, Venezuelanos, Cubanos e Bolivianos.
Agrolink .com
www.miguelimigrante.blogspot.com

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Orfãos da Terra

Resultado de imagem para migrantes no Brasil

Donald Trump fez um acordo cm Erdogan para retirar as tropas americanas da fronteira nordeste da Síria, onde vive a minoria de curdos-sírios. Com isso, viabilizou a invasão daquele território sírio pelas tropas da Turquia. Quando escrevo, já são mais de 130 mil pessoas desalojadas, outras centenas perderam a vida. Cerca de 800 prisioneiros do ‘Estado Islâmico’ (EI) conseguiram fugir das prisões em que se encontravam. O governo turco alega que vai criar uma ‘zona de segurança’, combater terroristas curdos e facilitar o retorno de parte dos 200 mil curdos que hoje vivem na Turquia. Os críticos dizem que a retirada americana, substituída pela ocupação turca, vai facilitar a vida dos terroristas do EI. Sabe-se lá o que acertaram Trump e Erdogan, que tanto têm em comum no desprezo pelos valores democráticos e civilizatórios. Mas sabe-se que privar os curdos do seu território sírio vai engrossar as tenebrosas estatísticas dos refugiados sem um lugar para viver.

Para as vítimas desses conflitos e do subdesenvolvimento o mundo de hoje mais parece o inferno. O outro lado da medalha é a atitude de pessoas e organizações que se movem para diminuir o sofrimento dos refugiados. ACNUR, OEA, Médicos sem Fronteiras, Cruz Vermelha e tantas outras ONGs fazem a sua parte. Somando-se à legião dos que se sensibilizam com o drama, a novela Órfãos da Terra, da TV Globo, merece todos os elogios. Pela escolha do tema, diante do sofrimento de tantos milhões de pessoas sem perspectivas de sobreviver no torrão em que nasceram. Pela mensagem de solidariedade ao sofrimento alheio. E por ajudar outras pessoas a tomar consciência desse drama que é um dos mais lancinantes do mundo atual. A trilha sonora escolhida para a novela já deixava claro o que viria a seguir. ‘Diáspora’, dos Tribalistas, é de 2003. Mas premonitória do agravamento da triste sina dos refugiados mundo afora que se agravaria nos próximos anos. “Atravessamos o mar Egeu/

Um barco cheio de Fariseus/Com os Cubanos/Sírios, ciganos/Como Romanos sem Coliseu/Atravessamos pro outro lado/No rio vermelho do mar sagrado/Os center shoppings superlotados/De retirantes refugiados/(...) Onde está?/Meu irmão sem irmã/O meu filho sem pai/Minha mãe sem avó/Dando a mão pra ninguém/Sem lugar pra ficar/Os meninos sem paz/Onde estás meu Senhor?”

A cena final da novela mostrou o elenco segurando fotos de antepassados que para cá migraram vindo de diferentes regiões do mundo. A fala final da personagem Laila foi um brado para que o Brasil cumpra seu destino de país tolerante, acolhedor e solidário com os migrantes. “Que o Brasil continue sendo esse país acolhedor, com pessoas que praticam a empatia, a solidariedade, o respeito às diferenças e o amor, que esse país que é um grande caldeirão de raças inspire o mundo. Que não existam mais fronteiras fechadas, crianças sem pais, barcos sem portos para atracar, bombas que matam e incêndios que destroem memórias e culturas em nome da ganância e da intolerância. Que não existam mais gases lacrimogênios e sprays de pimenta, que ardem, cegam e nos impedem de enxergar o outro. Que não se faça noite em pleno dia. Que angolanos, curdos, ciganos, bolivianos, tibetanos, palestinos, congoleses, indígenas, filipinas, sírios, cristãos, judeus, muçulmanos de Mianmar deixem de ser órfãos e possam ser todos filhos dessa terra”.


Maurício Rands
Advogado formado pela FDR da UFPE, PhD pela Universidade Oxford

Diario de Pernambuco 

www.miguelimigrante.blogspot.com