terça-feira, 2 de junho de 2026

Corumbá lidera rota de entrada de imigrantes para trabalho escravo no Brasil



Duas cidades de Mato Grosso do Sul figuram entre as principais portas de entrada de trabalhadores estrangeiros submetidos ao trabalho escravo no Brasil. Corumbá, na fronteira com a Bolívia, lidera o ranking nacional, responsável por 29,1% dos registros identificados entre 2003 e 2022. Ponta Porã aparece em 5º lugar, com 8,25%.

Os dados são da plataforma SmartLab Trabalho Escravo, desenvolvida pelo Ministério Público do Trabalho e pela OIT Brasil. Em Corumbá, o fluxo mais frequente envolve trabalhadores bolivianos com destino a São Paulo. Em Ponta Porã, a rota principal envolve paraguaios com destino a cidades do interior sul-mato-grossense.

Entre 2003 e 2022, o Estado registrou 3.215 trabalhadores resgatados. O município com mais resgates foi Brasilândia, com 1.011 casos, seguido de Iguatemi, com 668. O perfil das vítimas no período revela que 47% eram indígenas, mais de um terço tinha até 24 anos e quase metade era analfabeta. O agronegócio concentra a maior parte dos casos de exploração no Estado.

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