quarta-feira, 21 de junho de 2023

Brasil e OIT assinam novo programa de Parceria Sul-Sul para promover a justiça social no Sul global

 

Foto:© Crozet – Pouteau – Albouy / ILO
Brasília - O Governo do Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), selaram nesta sexta-feira (16) o novo Programa de Cooperação Sul-Sul 2023-2027 “Justiça Social para o Sul Global”, com o propósito de apoiar na promoção do trabalho decente e da justiça social nos países em desenvolvimento da América Latina, África e Ásia-Pacífico.

O programa foi assinado pela diretora-geral Adjunta para Relações Exteriores e Corporativas da OIT , Laura Thompson, e pelo diretor da ABC, embaixador Ruy Pereira, na sede da OIT em Genebra, na Suíça, como parte da X Reunião Anual de Avaliação da Cooperação Sul-Sul Brasil-OIT, que reuniu também representantes do governo e organizações de trabalhadores e de empregadores brasileiros, e da OIT.

"O Programa assinado hoje reflete o compromisso do Brasil com a Justiça Social e se correlaciona fortemente com a atual Cúpula do Mundo do Trabalho da OIT: Justiça Social para Todos, que provou ser uma excelente oportunidade para ouvir as prioridades dos constituintes da OIT e outras agências e atores internacionais e alimentar a proposta de forjar uma Coalizão Global pela Justiça Social.", disse Laura Thompson.

"Reflete ainda o compromisso do Brasil como ator-chave em organizações regionais, como o Fórum Índia-Brasil-África do Sul (IBAS), G20, G77 + China, CPLP e BRICS na promoção de parcerias estratégicas e no fortalecimento da cooperação Sul-Sul e triangular entre os países membros.", acrescentou.

Conforme ressaltou o diretor da ABC, “O novo Programa buscará avançar na promoção do trabalho decente e da justiça social nos países em desenvolvimento da América Latina, África e Ásia-Pacífico, apoiando a ampliação das capacidades dos países parceiros para desenvolver, fortalecer e integrar políticas, programas e iniciativas em quatro eixos de atuação considerados prioritários pelo Governo brasileiro e a OIT”.

A reunião contou com a participação do ministro de Estado do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, do secretário de Relações Internacionais da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em representação dos trabalhadores, Antônio Lisboa, do Representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Pablo Cordeiro, do embaixador do Brasil junto às Nações Unidas, embaixador Tovar da Silva Nunes, do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Lélio Bentes Côrrea, do procurador-geral do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho (MPT), José de Lima Ramos Pereira, além de representantes da ABC e da OIT, entre eles, o diretor do Departamento de Parcerias Multilaterais e Cooperação para o Desenvolvimento da OIT, Christophe Perrin, a chefe da Unidade de Parcerias Emergentes e Especiais da OIT, Anita Amorim, e a coordenadora Programa de Cooperação Sul-Sul e Triangular do Escritório da OIT no Brasil, Fernanda Barreto.

Realizada pela primeira vez após sete anos, a X Reunião Anual de Avaliação da Cooperação Sul-Sul Brasil-OIT apresentou os progressos alcançados e discutiu a colaboração presente e futura na promoção da Cooperação Sul-Sul no Mundo do Trabalho, nos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho, na Justiça Social e no Trabalho Decente para o Sul Global.

O encontro foi resultado da articulação de diversos atores, notadamente, o diretor do Escritório da OIT para o Brasil, Vinícius Pinheiro, a coordenadora Programa de Cooperação Sul-Sul e Triangular, Fernanda Barreto, a chefe de Parcerias Emergentes da OIT, Anita Amorim, e o chefe da Unidade de Finanças Públicas, Serviços Atuariais e Estatísticas do Departamento de Proteção Social da OIT, Helmut Schwarzer.

Sobre o Programa Brasil-OIT de Cooperação Sul-Sul

Criado em 2009, o Programa já implementou mais de 20 projetos colaborando com mais de 40 países da África, da América Latina e do Caribe.

Em sua nova fase, a iniciativa buscará contribuir com o avanço e a promoção do trabalho decente e da justiça social nos países em desenvolvimento da América Latina, África e Ásia-Pacífico, apoiando a ampliação das capacidades dos países parceiros para desenvolver, fortalecer e integrar políticas, programas e iniciativas em quatro eixos de atuação:
  • Erradicação do trabalho infantil e do trabalho forçado;
  • Fortalecimento da segurança e saúde no trabalho (SST) e da inspeção do trabalho;
  • Promoção da equidade de gênero, raça, geracional e promoção da igualdade no mundo do trabalho;
  • Promoção do emprego digno e da proteção social.
As prioridades estratégicas do Programa de Cooperação Sul-Sul 2023-2027 “Justiça Social para o Sul Global” foram definidas de forma participativa  em abril de 2023, durante uma jornada estratégica de diálogos sociais com a participação de representantes do Escritório da OIT Brasil, da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e de outras áreas políticas, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), e dos Ministérios do Trabalho e Emprego (MTE), da Previdência Social (MPS), dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDH), do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), dos trabalhadores representados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) Nacional, dos empregadores representados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

O Brasil desempenha um papel fundamental na Cooperação Sul-Sul, exemplificando o espírito de solidariedade e compromisso com o desenvolvimento internacional das nações. Por meio de diferentes modalidades e alianças, o País tem participado ativamente da promoção da cooperação e do desenvolvimento entre as economias em desenvolvimento, com parcerias sólidas, compartilhamento de conhecimentos e abordagem conjunta de desafios comuns enfrentados pelo Sul Global, o Brasil tem contribuído para fortalecer laços e impulsionar a cooperação internacional.

O novo Programa de Cooperação Sul-Sul 2023-2027 contribui para o atingimento pelo Brasil e pelos países parceiros dos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030: ODS 8 (Trabalho decente e Crescimento econômico ); e ODS 17 (Parcerias e Meios de implementação ).

Para acessar a galeria de fotos da reunião (que reúne todos os encontros Brasil-OIT realizados no âmbito da Conferência Internacional do Trabalho), clique aqui .

OIT

www.miguelimigrante.blogspot.com

terça-feira, 20 de junho de 2023

Dia Mundial dos Refugiados pede mais apoio aos países anfitriões

 Secretário-geral da ONU, António Guterres, destaca que tema da celebração neste ano, “Esperança Longe de Casa”, faz apelo por mais oportunidades; chefe do Acnur, Filippo Grandi pede comprometimento com inclusão de pessoas que buscam abrigo.

As Nações Unidas marcam o Dia Mundial dos Refugiados neste 20 de junho. Em mensagem para a data, o secretário-geral da ONU, António Guterres, ressalta que mais de 100 milhões de pessoas que vivem em países abalados por conflitos, perseguições, fome e caos climático foram forçadas a fugir de suas casas.

Ele destaca que “não são apenas números”, são mulheres, crianças e homens que fazem viagens difíceis e muitas vezes enfrentam violência, exploração, discriminação e abuso. 

Apoio aos refugiados

Para Guterres, a celebração alerta que é dever de todos proteger e apoiar os refugiados, criando soluções para realojar pessoas e apoiar famílias a reconstruir suas vidas com dignidade.

O secretário-geral das Nações Unidas cita o Pacto Global para Refugiados, que prevê mais apoio internacional aos países anfitriões para aumentar o acesso à educação de qualidade, ao trabalho digno, à assistência médica, ao alojamento e à proteção social. 

Ao revelar o tema desse ano, “Esperança Longe de Casa”, o chefe da ONU faz um apelo ao mundo para que aproveite a esperança que os refugiados carregam nos seus corações.

Quênia como anfitrião

O chefe da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, está marcando a data com uma visita ao Quênia. Filippo Grandi esteve no campo de refugiados de Kakuma, e conheceu somalis que estão reconstruindo sua vida no país.

Grandi afirma que os quenianos acolheram generosamente refugiados por mais de 30 anos. Em diversas viagens pelo país, o alto comissário afirma ter visto o impacto para melhorar as condições dos refugiados e das comunidades de acolhimento.

Com essa passagem, ele quer destacar ao resto do mundo que é possível fazer mais para oferecer esperança, oportunidades e soluções aos refugiados, onde quer que estejam e seja qual for o contexto. 

Hawaye Ibrahim com seu filho Manane, que foi atacado por milicianos em sua casa em Darfur, Sudão. Agora estão refugiados no Chade.
UNHCR VIDEO
 
Hawaye Ibrahim com seu filho Manane, que foi atacado por milicianos em sua casa em Darfur, Sudão. Agora estão refugiados no Chade.

Inclusão e apoio aos países anfitriões

O Acnur defende que a inclusão é a melhor forma de apoiar os refugiados no exílio, prepará-los para que possam ajudar na reconstrução de seus países quando as condições permitirem seu retorno, ou para prosperar caso sejam reassentados em outro país.

No entanto, a agência reforça que os países anfitriões não podem fazer isso sozinhos: a comunidade internacional deve intensificar e fornecer os recursos financeiros para permitir a implementação de políticas. 

Para Grandi, é necessário mais comprometimento para incluir refugiados na sociedade, seja em escolas, locais de trabalho, sistemas de saúde e além, permitindo que os refugiados possam recuperar a esperança longe de casa.

Assim, ele faz um chamado para que líderes cumpram com sua responsabilidade de intermediar a paz para que a violência pare e os refugiados possam voltar para casa com segurança e voluntariamente.

O chefe do Acnur conclui pedindo aos governos por mais oportunidades de reassentamento de refugiados desesperadamente necessitados.


Onunews


www.miguelimigrante.blogspot.com


Conheça 7 organizações que atuam em defesa dos refugiados no Brasil

 No Dia Mundial do Refugiado, o Observatório do Terceiro Setor listou sete organizações da sociedade civil que atuam em defesa dos direitos humanos de migrantes e refugiados no Brasil

refugiados
Foto: Adobe Stock

Por Ana Clara Godoi

O número de pessoas em situação de deslocamento forçado no mundo atingiu a marca recorde de 110 milhões neste ano, segundo relatório da Agência de Refugiados das Nações Unidas (Acnur). Somente no Brasil, são mais de 65 mil pessoas reconhecidas como refugiadas.

Alguns dos principais motivos para o aumento do número de refugiados são os conflitos armados na Ucrânia e Sudão, além de guerras que existem há anos, como a da Síria, e regimes autoritários, como o do Afeganistão. No Brasil, a população refugiada enfrenta vários desafios para sua integração efetiva e digna. Para Roberta de Sousa, diretora de Comunicação e Cultura do Abraço Cultural, podemos citar a dificuldade do aprendizado do idioma e a falta de políticas públicas como principais fatores.

“Da falta de políticas públicas, discorrem outras dificuldades como a escassez de abrigos e moradia para pessoas refugiadas, dificuldade de reinserção no mercado de trabalho, dificuldade de atendimento desta população nos serviços públicos gratuitos de educação e saúde, e burocracia e empecilhos para revalidações de diplomas”.

Em busca de mudar este cenário, diversas organizações do terceiro setor atuam em defesa dos direitos dos refugiados e migrantes no país. “As organizações do terceiro setor são quem atua na linha de frente desta população, quem conhece, se organiza e luta pela melhoria das políticas e da qualidade de vida das pessoas em situação de refúgio. ONGs e outras instituições são a referência do poder público e das agências internacionais quando se trata de conhecer as dificuldades e as dinâmicas dessas populações no Brasil”.

No Dia Mundial do Refugiado, conheça sete delas.

Visão Mundial

Visão Mundial oferece programas e projetos de ação humanitária voltados à proteção à infância, educação e advocacy. Para beneficiar as crianças, é necessário auxiliar os pais e responsáveis; por este motivo, em abril deste ano, a Visão Mundial lançou o “Selo Empresa Amiga do Migrante”. O objetivo da ferramenta é certificar e reconhecer empresas que contratam pessoas migrantes e refugiadas.

Compassiva

A Compassiva é uma organização social comprometida em atender crianças, adolescentes, mulheres e refugiados em situação de vulnerabilidade na cidade de São Paulo. Ao todo, são 255 pessoas atendidas atualmente, com destaque para àquelas provenientes da Síria, Venezuela, Afeganistão e outras regiões do mundo. Os cursos e atividades socioeducativas oferecidas são voltados à arte, cultura e esportes.

A organização também conta com o projeto LAR, que responde às necessidades mais básicas e urgentes de refugiados e solicitantes de refúgio sírios em solo brasileiro. O programa oferece curso de português, assistência jurídica, cadastro em sistemas de recrutamento para o mercado de trabalho, além de amparo em relação a moradia, saúde, alimentação e integração social.

Abraço Cultural

Abraço Cultural capacita pessoas refugiadas através da educação. Por meio de cursos oferecidos à comunidade local, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, a organização possibilita que pessoas migrantes atuem como professoras de idiomas e garantam sua renda. Ao todo, o Abraço Cultural possui cursos de árabe, espanhol, francês e inglês. São mais de 100 pessoas formadas como professores entre 2015 e o primeiro semestre de 2023.

ADUS

O Instituto de Reintegração do Refugiado Adus promove valorização e inserção social, econômica e cultural para pessoas que buscam refúgio no Brasil. São mais de 8 mil imigrantes de 63 diferentes nacionalidades atendidos pela organização; destes, mais de 3 mil receberam aulas de português, 365 foram empregados e 355 receberam atendimento jurídico.

Refúgio 343

Fundado em 2019, o Refúgio 343 atua para garantir a reinserção de pessoas migrantes e refugiadas no país. A organização está presente em mais de 222 cidades brasileiras e já atendeu mais de 3 mil pessoas. As iniciativas da entidade possuem foco na garantia do emprego, saúde e educação. Entre elas, a Escola Refúgio, localizada em Roraima, e o projeto Voluntário Acolhedor, que possibilita a interiorização de refugiados e migrantes a partir do apoio de voluntários. Recentemente, o Refúgio 343 ofereceu 13 vagas para bolsas de estudos exclusivas para refugiados e migrantes.

ACNUR

A ACNUR é uma agência da ONU que atua para assegurar e proteger os direitos das pessoas em situação de refúgio em todo o mundo. Junto à diversas organizações da sociedade civil, a ACNUR desenvolve campanhas, promove o empoderamento de refugiados, incentiva a prática do esporte, o acesso à cultura e participa da criação de políticas públicas. A Agência também permite que pessoas interessadas realizem doações, que são destinadas às famílias nos campos de refugiados em todo o mundo.

Missão Paz

A Missão Paz é uma organização que atua desde 1930 em prol do acolhimento de pessoas migrantes e refugiadas em São Paulo. Entre as iniciativas da instituição estão a Casa do Migrante, que acolhe e oferece um abrigo inicial aos recém-chegados; o Serviços para Migrantes, que oferece assistência médica, jurídica, social e cursos; o Centro de Estudos Migratórios, responsável por pesquisas na área; e a igreja, para os que são católicos.

observatorio3setor.org.br

www.miguelimigrante.blogspot.com

segunda-feira, 19 de junho de 2023

MDS repassa R$ 8,9 milhões para atendimento socioassistencial de imigrantes e refugiados

 


Quinze municípios e dez estados brasileiros receberão R$ 8,9 milhões para fortalecer o atendimento da rede socioassistencial a imigrantes e refugiados. O recurso foi liberado por meio da Portaria nº 893/2023, editada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, e publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (16.06). A intenção é atender a 3.738 pessoas interiorizadas por programas de acolhimento ou por iniciativa própria.

A estratégia de interiorização faz parte da Operação Acolhida, criada como resposta à crise migratória venezuelana na fronteira Norte do Brasil, com o objetivo de fornecer assistência humanitária aos refugiados e migrantes venezuelanos. Por meio da interiorização, esses cidadãos são realocados em cidades brasileiras que se voluntariam a recebê-los e lhes oferecem oportunidades de retornar ao mercado de trabalho.

"Nosso papel é auxiliar os municípios e estados a proverem necessidades básicas desses grupos vulneráveis, sem deixar de lado as diferenças culturais. Além de acolher, é preciso criar um caminho de novas oportunidades", destacou o ministro Wellington Dias.

Oriundos do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS), os recursos custearão seis meses de atendimento de necessidades básicas dos imigrantes, refugiados e de familiares, além de permitir que ingressem em programas de recolocação profissional. Cada município receberá, em parcela única, recurso proporcional ao número de pessoas acolhidas. O valor unitário é de R$ 2.400 por semestre, ou R$ 400 a cada mês.

Após receber a verba, os municípios listados devem enviar um Plano de Ação em até 30 dias. Caso não cumpram o planejamento, deverão fazer a devolução integral dos valores. O acompanhamento, a implementação de ações e a prestação de contas ficarão a cargo dos conselhos de Assistência Social, mas a equipe do ministério poderá prestar assessoria técnica aos interessados.

Até o momento, o MDS interiorizou mais de 105 mil venezuelanos para todos os estados brasileiros. De acordo com a Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), o Brasil tem atualmente 65.811 pessoas reconhecidas nessa condição e pouco mais de 155 mil pedidos em análise.

Assessoria de Comunicação Social - MDS

gov.br/mds

www.miguelimigrante.blogspot.com

Migração e soberania alimentar é tema da 38ª Semana do Migrante

 


“Migração e Soberania Alimentar” é o tema da 38ª Semana do Migrante que começou neste domingo, 18, com a celebração da Missa no Santuário Nacional de Aparecida (SP), e prossegue até o próximo, dia 25 de junho. O lema da semana é “Para o Migrante, Pátria é a terra que lhe dá o Pão”, uma referência e comunhão com a Campanha da Fraternidade deste ano, que trabalhou: “Fraternidade e Fome”.

“A Semana do Migrante é um momento forte de conscientização e de acolhida ao Migrante”, afirma o presidente do Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM) e referencial para o Setor da Mobilidade Humana da CNBB, Dom José Luiz Ferreira Salles.

O bispo lembra que os migrantes, procuram, com a mobilidade geográfica uma melhor qualidade de vida para si mesmo e para seus familiares. E reforça o convite aos agentes das pastorais sociais, movimentos populares e organizações que trabalham com migração e refúgio, a participarem desta Semana de atividades.

Durante a 38ª Semana do Migrante serão realizadas atividades em todo país, com rodas de conversa, debates, oficinas, gestos concretos com os migrantes, além de atividades virtuais.

O Papa Francisco e a migração

O Papa Francisco, em seus posicionamentos diante da realidade migratória, reforça com frequência os quatro verbos em atenção às pessoas migrantes: “acolher, proteger, promover e integrar”. E neste ano, em sua Mensagem para o 109º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que será celebrado no 24 de setembro, o Pontífice reforçou:

“Enquanto trabalhamos para que toda a migração possa ser fruto duma escolha livre, somos chamados a ter o maior respeito pela dignidade de cada migrante; e isto significa acompanhar e gerir da melhor forma possível os seus fluxos, construindo pontes e não muros, alargando os canais para uma migração segura e regular”.

Após o Angelus deste domingo, 19, o Papa lamentou com tristeza o recente naufrágio que deixou muitos migrantes mortos e desaparecidos na Grécia. E lembrou que nesta terça-feira, 20, é celebrado o Dia Mundial do Refugiado, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Subsídios da semana:

.: Texto-base acesse
.: Roteiro para Celebração Ecumênica
.: Oração para a 38ª Semana do Migrante
.: Cartaz para a 38ª Semana do Migrante

cancaonova.com

www.miguelimigrante.blogspot.com

sábado, 17 de junho de 2023

Comissão sobre migrações e refugiados será instalada na quarta

 

Victor Moriyama/ACNUR

Imigrantes venezuelanos em Boa Vista, Roraima, estado que recebeu cidadãos do país vizinho, que atravessa longa crise política e econômica


Nesta quarta-feira (21), às 14h30, será instalada a Comissão Mista Permanente sobre Migrações Internacionais e Refugiados (CMMIR), seguida da eleição do presidente e do vice-presidente do colegiado.

A comissão tem como objetivo o monitoramento dos movimentos migratórios nas fronteiras do Brasil, os direitos dos refugiados e a análise das causas e efeitos de fluxos migratórios internacionais para o país. O colegiado é composto por 12 senadores e 12 deputados como membros titulares, escolhidos pelo critério da proporcionalidade partidária. Os cargos de presidente e vice devem ser alternados entre a Câmara e o Senado.

A instalação da comissão ocorrerá na sala 9 da Ala Alexandre Costa.

Fonte: Agência Senado

www.miguelimigrante.blogspot.com

MDHC promove Semana Nacional de Migrações e Refúgio

 MDHC promove eventos na Semana Nacional de Migrações e Refúgio

Arte: Ascom/MDHC

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, por meio da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (SNDH), realiza, de 19 a 23 de junho, a "Semana Nacional de Migrações e Refúgio". A ação, em alusão ao Dia Mundial do Refugiado – 20 de junho - contará com uma série de atividades voltadas à sensibilização e à promoção dos direitos das pessoas migrantes, refugiadas e apátridas no Brasil.

“Nosso objetivo é lembrar a importância das pessoas que foram forçadas a abandonar seus países de origem devido a perseguições, conflitos armados e crises humanitárias e que muitas vezes chegam sozinhas ou com suas famílias a um novo país. O Brasil tem tradição no acolhimento a essas populações - situação que hoje é um desafio internacional em virtude do aumento do fluxo migratório no mundo. O atendimento e a proteção de migrantes e refugiados é tema central para o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania”, destaca a coordenadora-geral de Promoção dos Direitos das Pessoas Migrantes, Refugiadas e Apátridas do MDHC, Clarissa Carmo.

A Lei de Refúgio brasileira (nº 9.474/1997) é considerada uma das mais avançadas do mundo e cabe ao MDHC acompanhar e reportar a implementação e o cumprimento dos tratados e das convenções internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil é signatário. O ministério atua na proteção dos grupos acolhidos pelo Estado brasileiro, inclusive no que se refere aos direitos dos grupos em situação de risco com necessidades específicas de proteção, como mulheres, crianças, adolescentes, pessoas LGBTQIAP+, com deficiência e idosas.

Programação

A cerimônia de abertura da Semana Nacional de Migrações e Refúgio ocorre na próxima segunda-feira (19), às 14h30, seguida da mesa “Vivências Migratórias”, na qual pessoas migrantes e refugiadas compartilharão suas experiências no processo diaspórico, e de mesa de debates sobre a Operação Acolhida.

Na programação da quarta-feira (21), às 14h30, ocorrerá o lançamento do aplicativo “Clique Cidadania” e a apresentação da versão atualizada do curso “Direitos do Imigrantes e Orientações para o Atendimento”. Na sequência, haverá a exibição do filme “Aqui en la Frontera”, ambientado na fronteira Brasil e Venezuela, em meio a uma das maiores crises migratórias da América Latina, seguido de debate.

No dia 22 de junho, às 19h, e no dia 23, às 9h, será realizado o Encontro Virtual com Mulheres Migrantes e Refugiadas da Rede do Instituto Ficas (SP), que abordará as histórias, potencialidades e desafios na migração.

Também serão realizadas ações nas redes sociais do ministério.

Os interessados em participar dos eventos podem realizar inscrições por meio de formulário disponível neste link.

Aplicativo

O “Clique Cidadania” é uma ferramenta com informações e orientações sobre direitos, serviços e políticas públicas disponíveis no país, desenvolvido em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Sua interface possibilita acesso rápido a mais de 100 tópicos de informação sobre temas de Regularização Migratória, Documentação, Direitos Humanos, Assistência Social, Trabalho e Renda, Educação, Saúde e Proteção. Há ainda uma seção com orientações sobre os principais canais de ajuda do Brasil, incluindo o Disque 100.

Dia Mundial do Refugiado

Instituído no dia 20 de junho, desde 2001, o Dia Mundial do Refugiado é a data internacional das Nações Unidas para visibilizar e homenagear as pessoas refugiadas em todo o mundo. Ele celebra a força e a coragem das pessoas que foram forçadas a deixar seus países de origem em razão de conflitos ou perseguições. O tema de 2023 concentra-se no poder da inclusão e nas soluções para as pessoas refugiadas “Esperança Longe de Casa: por um mundo inclusivo com as pessoas refugiadas”.

gov.br/mdh/

www.miguelimigrante.blogspot.com

quinta-feira, 15 de junho de 2023

ONU: novo recorde de pessoas deslocadas, 110 milhões em fuga


Ansa 

 O relatório anual do ACNUR registra um aumento no número de pessoas deslocadas internamente e de refugiados que fogem da guerra, da perseguição e das mudanças climáticas. Ucrânia, Sudão e Afeganistão são as áreas com as crises mais graves. Cardoletti (ACNUR): devem ser tomadas medidas para estabilizar os países de partida e dar mais fundos aos países receptores.

Marco Guerra – Vatican News

No final de 2022, o número de pessoas forçadas a fugir por causa da guerra, perseguição, violência e violações dos direitos humanos subiu para um recorde de 108,4 milhões, um aumento sem precedentes de 19,1 milhões em comparação com o ano anterior. O alarme é está contido no relatório anual do ACNUR, intitulado Tendências Globais em Deslocamento Forçado, publicado nesta quarta-feira, 14 de junho, pela agência da ONU em vista do Dia Mundial do Refugiado, no próximo dia 20 de junho.

Novos êxodos após o conflito no Sudão

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, ACNUR coloca imediatamente os holofotes sobre as causas dessa emergência, explicando que "a guerra em curso na Ucrânia, junto com os conflitos em outras partes do mundo e perturbações climáticas, forçaram um número recorde de pessoas a fugir de suas casas em 2022, aumentando a urgência de ação imediata e coletiva para aliviar as causas e o impacto do deslocamento". "Em 2023, a tendência de aumento no número de pessoas forçadas a fugir globalmente não mostra sinais de desaceleração", diz ainda o texto, "devido em parte à eclosão do conflito no Sudão, que causou novos êxodos, elevando o número total de pessoas fugindo para um número estimado de 110 milhões em maio passado".

Principalmente pessoas deslocadas internamente

De acordo com Agência da ONU para os refugiados, a guerra na Ucrânia foi o principal fator de êxodos forçados em 2022. "O número de pessoas que fugiram da Ucrânia aumentou de 27.300 no final de 2021 para 5,7 milhões no final de 2022", especifica o relatório, "constituindo assim o êxodo de refugiados mais rápido do mundo desde a Segunda Guerra Mundial". A situação dos refugiados do Afeganistão também é dramática: seus números aumentaram acentuadamente no final de 2022 devido a estimativas revisadas de cidadãos afegãos hospedados no Irã, muitos dos quais chegaram em anos anteriores. Do total global de pessoas contadas, 35,3 milhões são refugiados, pessoas que cruzaram uma fronteira internacional em busca de segurança, enquanto o maior grupo (58%, ou 62,5 milhões de pessoas) são pessoas deslocadas, ou seja, aquelas que buscaram abrigo em seus próprios países devido a conflitos e violência.

Países pobres na linha de frente da acolhida

O relatório também confirma que são justamente os países mais pobres do mundo que pagam o preço mais alto por receber refugiados. De fato, são os países de renda média e baixa que hospedam a maioria das pessoas que fogem. Os 46 países menos desenvolvidos respondem por menos de 1,3% do produto interno bruto global, mas abrigam mais de 20% de todos os refugiados. Também é relatado que, em 2022, os fundos disponíveis para lidar com as muitas crises de refugiados em andamento e para apoiar as comunidades anfitriãs ficaram muito aquém das necessidades e continuam insuficientes em 2023, apesar das crescentes necessidades humanitárias.

Mais de 5 milhões de pessoas deslocadas voltaram para suas casas

O relatório Global Trends também mostra que alguns refugiados conseguiram retornar aos seus países voluntariamente e com segurança. Em 2022, mais de 339.000 refugiados retornaram a 38 países e, embora o número tenha sido menor do que no ano anterior, houve retornos voluntários significativos para o Sudão do Sul, Síria, Camarões e Costa do Marfim. No mesmo período, 5,7 milhões de deslocados internos retornaram em 2022, principalmente para a Etiópia, Mianmar, Síria, Moçambique e República Democrática do Congo.

Compromisso com a inclusão

Na Itália, o ACNUR está empenhada em promover e facilitar a inclusão social por meio de vários projetos que envolvem administrações públicas, o setor privado, o terceiro setor, comunidades locais e os próprios refugiados. E para celebrar a coragem e a força dos refugiados no Dia Mundial do Refugiado, a agência da ONU lança a campanha global Hope Away From Home - Um mundo onde todos os refugiados estão incluídos. A campanha tem como objetivo destacar a importância de soluções de longo prazo para os refugiados e o poder da inclusão.

Cardoletti: intervir nos países de partida

"Estamos diante de uma situação preocupante em que o mundo não está melhorando, as guerras continuam e o número de pessoas deslocadas está aumentando. A esperança é que a comunidade internacional se esforce para encontrar soluções diplomáticas que, por exemplo, trouxeram melhorias no Iêmen e na Etiópia", comenta Chiara Cardoletti, representante da ACNUR na Itália e na Santa Sé, sobre o relatório de 2022. A representante da ONU, portanto, pede um compromisso internacional nos países de origem dos refugiados, "para permitir que eles voltem para casa". Cardoletti lembra, então, a deterioração das condições na Ucrânia e no Sudão, que se somam a problemas de longa data, como os de Mianmar e da Síria. "Sinais de esperança", continua ela, "vêm dos acordos de cessar-fogo no Iêmen, na Etiópia e na Costa do Marfim". Por fim, Chiara lembra que a maioria dos refugiados está em países pobres e em desenvolvimento e que "devemos ajudar essas nações para garantir que essas pessoas deslocadas não se afastem ainda mais", no entanto, denuncia, "no final de 2022, o ACNUR havia recebido apenas metade dos fundos necessários para lidar com essa emergência".


vaticannews.va

www.miguelimigrante.blogspot.com 

Guarulhos promove oficina sobre proteção de crianças e adolescentes migrantes

 


Um total de 40 pessoas, entre conselheiros tutelares, membros da Comissão Intersetorial para a Construção e o Monitoramento do Programa de Atendimento a Crianças e Adolescentes em Situação de Violência, representantes do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e servidores, participaram nesta quarta-feira (14) da oficina “A proteção de crianças e adolescentes migrantes e refugiados: desafios contemporâneos”, promovida pela Prefeitura de Guarulhos no auditório do Adamastor, no Macedo.

O objetivo da iniciativa da Subsecretaria da Igualdade Racial é fortalecer a rede local e o sistema de garantia de direitos em relação à população migrante e refugiada para a garantia de acesso a serviços e programas observando as especificidades desses grupos, em especial crianças e adolescentes em situação ou suspeita de violações de direitos.

De acordo com a subsecretária Andreia de Andrade, a oficina auxilia na formação dos profissionais que atuam na linha de frente com a população migrante. “A prioridade é fazermos a capacitação e aperfeiçoar o olhar sobre essas crianças e adolescentes para a definição de práticas que garantam direitos”, afirmou a gestora.

A atividade de formação, de acordo com Andreia, faz parte das ações desenvolvidas por Guarulhos que levaram, em junho de 2022, à obtenção do 3º Selo MigraCidades, premiação da agência das Nações Unidas para as Migrações e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul aos governos locais que participaram com êxito de todas as etapas previstas na Plataforma MigraCidades: Aprimorando a Governança Migratória Local no Brasil.

Cerca de 103 milhões de pessoas estão deslocadas forçadamente no mundo, entre elas os venezuelanos e os afegãos que vêm para o Brasil. Do total de refugiados no planeta, 41% são crianças e requerem proteção específica.

A assistente sênior da Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), Gisele Netto, discorreu sobre a necessidade de união de forças para a proteção de crianças migrantes e refugiadas. “A criança refugiada quando chega ao Brasil tem direito à educação, à saúde e à proteção do Estado brasileiro. É importante o trabalho em rede para a proteção e a garantia desses direitos. O poder público pode sensibilizar os migrantes e refugiados, que têm culturas e costumes diferentes e legislação dos seus países de origem distinta da nossa, e agir no melhor interesse da criança”, disse Gisele.

fmetropolitana.com.br

www.miguelimigrante.blogspot.com

quarta-feira, 14 de junho de 2023

EUA e Guatemala inauguram sistema de agendamentos para conter migração irregular

 


Os Estados Unidos e a Guatemala iniciaram nesta segunda-feira (12) o programa piloto "Mobilidade Segura", que busca conter a migração irregular a partir das nações centro-americanas com um sistema de agendamentos online para a obtenção de vistos.

O programa, que durará seis meses, começou às 10h locais (11h de Brasília), informou a chancelaria guatemalteca, a fim de "fomentar uma migração segura, ordenada e regular, e acesso a mecanismos de proteção".

Aspirantes a um visto nos EUA deverão agendar uma data por meio do site movilidadsegura.org. Depois de preencher o formulário, "serão notificados para seguir com o processo. É importante levar em conta que realizar uma solicitação na página não garante a aprovação de uma via regular para migrar", esclarece o comunicado.

O programa visa também prevenir que "as pessoas se exponham a diferentes fraudes e perigos que vulnerabilizam seus direitos", e conta com o apoio de suas agências da ONU: a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Alto Comissariado para Refugiados (Acnur).

Segundo o comunicado, poderão solicitar um agendamento candidatos das nações do Convênio Centro-americano de Livre Mobilidade (CA-4) - El Salvador, Guatemala, Honduras e Nicarágua.

Estados Unidos e Guatemala anunciaram este programa, em 1º de junho, após uma visita ao país centro-americano de uma delegação americana de "alto nível", liderada por Phil Gordon, assessor de segurança nacional da vice-presidente Kamala Harris.

No fim de abril, Washington anunciou a criação de centros de atenção para migrantes na Guatemala e Colômbia após o fim do Título 42, norma que perdeu efeito em 11 de maio e que permitia deportações rápidas supostamente para combater a covid-19.

A Guatemala, além de país de origem de milhares de pessoas que migram para os EUA todos os anos, é território de passagem para migrantes de outras nacionalidades que também fogem da pobreza e da violência em seus países.

www.em.com.b

www.miguelimigrante.blogspot.com