sábado, 25 de março de 2023

Ilha italiana de Lampedusa tem recorde na chegada de migrantes

 


A ilha italiana de Lampedusa bateu um novo recorde na chegada de estrangeiros nas últimas 24 horas, com mais de dois mil migrantes desembarcando no local neste sábado (25).

Essas pessoas estavam em sete embarcações precárias já bem próximas à ilha e foram levadas em segurança para lá pela ONG Louise Michel e pelos barcos da Capitania dos Portos e da Guarda de Finanças da Itália.

Essas chegadas são consideradas "autônomas" porque os migrantes estavam muito próximos de Lampedusa e não tem a ver com o trabalho das ONGs humanitárias no Mar Mediterrâneo, alvo de um recente decreto restritivo do governo italiano.

Por conta das boas condições climáticas e das temperaturas mais quentes do que o normal para o período, os desembarques em Lampedusa estão em aumento na comparação com os anos anteriores.

Só na sexta-feira (24), foram 43 desembarques em um total de 1.778 pessoas.

No centro de acolhimento de Imbriacola, o primeiro local para onde os migrantes são levados, estão 1.831 abrigados, sendo que só há a capacidade de receber 400. Conforme as autoridades locais, 525 pessoas foram transferidas para outros centros italianos nesta sexta.

As pessoas têm diversas nacionalidades, como Guiné, Burkina Faso, Costa do Marfim, Mali, Camarões, Tunísia, Níger e Gâmbia.

Segundo a última atualização do Ministério do Interior, já chegaram à Itália até o dia 23 de março deste ano 20.379 migrantes pelo Mar, mais de três vezes do que o registrado no período em 2022 (6.518) e 2021 (6.183). .

terra.com.b

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Ministro classifica terceirização como ‘prima-irmã do trabalho escravo’

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 O ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), definiu a terceirização de trabalhadores como uma “prima-irmã” do trabalho escravo. A declaração ocorreu nesta sexta-feira (24) para a coluna Igor Gadelha, do Metrópoles. 

A terceirização é prima-irmã do trabalho escravo. Cresceu muito (o trabalho análogo ao escravo), um crescimento preocupante”, declarou o ministro. 

A ampliação do método de contratação via terceirização foi aprovada pela reforma trabalhista em 2017, durante o governo de Michel Temer. Segundo Marinho, um projeto sobre a temática está sendo trabalhado e será encaminhado ao Congresso Nacional.

“Eu venho cobrando, quase toda semana, as sindicais. Quase três meses se passaram. Não temos mais quatro anos (de governo). Precisamos acelerar esse processo de entendimento. A meta das próprias sindicais é consolidar essa conversa no primeiro semestre”, afirmou o ministro. 

Em 2023, mais de 920 pessoas foram resgatadas de condições análogas a escravidão. 

bahia.ba

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Projeto Connect auxilia imigrantes em busca de emprego no PR

 Celebrado em 25 de março, o Dia Nacional da Comunidade Árabe fomenta importantes reflexões sobre os desafios de quem escolhe o Brasil para viver. Só no Paraná são mais de 120 mil imigrantes de diferentes nacionalidades, segundo dados do Centro Estadual de Informação para Migrantes, Refugiados e Apátridas (CEIM).


Além das barreiras do idioma, o ingresso no mercado de trabalho é uma das principais dificuldades. De acordo com a consultora nas áreas de Empreendedorismo e Recursos Humanos, Helaine Badia, a elaboração do currículo é o primeiro entrave. “Além de não dominar o português, os imigrantes não conhecem o formato de currículo utilizado no Brasil”, explica a professora da área de Gestão e Negócios do UniCuritiba – instituição que integra a Ânima Educação, um dos maiores ecossistema de ensino superior privado do país.

Para ajudar os imigrantes em busca de emprego, o UniCuritiba mantém, desde 2021, o projeto Connect. Entre outras atividades, os estudantes voluntários auxiliam imigrantes na tradução das experiências de trabalho e na criação de currículos nos moldes brasileiros. “Desta forma, o candidato mostra ao recrutador que, mesmo não tendo trabalhado no Brasil, ele consegue desenvolver as atividades exigidas”, diz Helaine, idealizadora do projeto.

O Connect já atendeu mais de 50 imigrantes com dificuldades de encontrar um emprego. A iniciativa é realizada em parceria com 15 instituições, entre empresas, ONGs e entidades internacionais como a Organização Internacional para as Migrações (OIM) – órgão intergovernamental das Nações Unidas voltado ao enfrentamento dos desafios relacionados às migrações humanas.

Mais de 70 estudantes de diferentes cursos do UniCuritiba já se envolveram nas atividades do Connect, incluindo workshops sobre a elaboração de currículos, orientações sobre processos seletivos, locais onde procurar emprego de forma segura, particularidades do mercado de trabalho no Brasil e como se portar em uma entrevista de emprego. Os eventos são realizados em parceria com a OIM e a regional paranaense da Cáritas do Brasil.

Para auxiliar na produção de currículos em português, os voluntários se reúnem com os interessados (por zoom ou meet) e conversam individualmente com cada imigrante. Com base nas informações e nas orientações da coordenação do projeto, eles elaboram os currículos.

Outra frente de atuação do projeto é a identificação de empresas parceiras com interesse em acessar o banco de talentos imigrantes e encaminhamento dos candidatos para as vagas disponíveis. “Nosso objetivo é conscientizar as empresas sobre a importância da diversidade imigrante e cultural em seus ambientes de trabalho”, informa a professora.

Por iniciativa do Connect são realizadas ainda entrevistas com os imigrantes para alinhamento de perfil dos candidatos, prospecção de empresas interessadas em participar do programa, atualização do banco de currículos e capacitação para o desenvolvimento de competências profissionais.

Cartilha Trabalhista
Além dos atendimentos individualizados e dos workshops, o UniCuritiba atua em outras frentes para auxiliar imigrantes e refugiados. Um exemplo é publicação da Cartilha Trabalhista, resultado da parceria entre o projeto Connect e a Cátedra Sérgio Vieira de Mello. O documento auxilia no entendimento da comunidade migrante sobre o mercado de trabalho brasileiro.

A primeira edição está disponível em quatro idiomas e traz dicas sobre como produzir um bom currículo em português, como se sair bem em processos seletivos, onde buscar emprego no Paraná e quais os direitos e deveres do trabalhador imigrante no Brasil. Para consultar ou fazer o download da cartilha basta acessar https://bit.ly/3hJVKGu

Como obter ajuda
Os imigrantes com dificuldades para conquistar um emprego no Paraná podem recorrer ao Connect pelo Instagram do projeto (@projeto.connect) e enviar uma mensagem no direct. Outra forma é mandar um e-mail com o assunto “Quero saber mais” para contato.projetoconnect@gmail.com.

Para ser contratado no Brasil é necessário ter o documento de identificação de acordo com a categoria migratória (Carteira de Registro Nacional Migratório – CRNM, antigo Registro Nacional do Estrangeiro), CPF e Carteira de Trabalho.

Protagonismo estudantil
A professora Helaine Badia lembra que não são apenas os estrangeiros que se beneficiam com essa iniciativa. Os estudantes também desenvolvem habilidades e têm a oportunidade de alinhar seu projeto de vida ao propósito de contribuir para um mundo melhor.

Geovana Pellegrini é uma das voluntárias. Para a estudante do 5º período do curso de Relações Internacionais do UniCuritiba, o projeto superou as expectativas. “Descobri uma realidade que eu não conhecia, entrei em contato com outras culturas e adquiri conhecimentos sobre a temática de migração e trabalho” conta.

Como universitária e ingressante no mercado de trabalho, Geovana continua: “O projeto contribuiu para o meu desenvolvimento porque pude exercitar o protagonismo, trocar ideias com os times e colocar a mão na massa. Acima de tudo, foi transformador perceber como a união tem o poder de mudar a realidade e como as ações do projeto fazem a diferença na vida de quem precisa.”

A estudante do 5º período de Psicologia do UniCuritiba, Janaina Filippetto, também percebeu o impacto do Connect em sua formação. “Entrar em contato com realidades tão diferentes da minha, buscar informações de qualidade para instrumentalizar os imigrantes, participar dos processos de formação de outros alunos, redigir currículos e, particularmente, realizar os atendimentos favoreceram o amadurecimento e o ampliação da minha visão de mundo. Tudo isso foi desafiador, mas também compôs uma construção de habilidades que vou levar para a vida”.

Apoio permanente
O UniCuritiba mantém um trabalho permanente de apoio a imigrantes e refugiados por meio da Cátedra Sérgio Vieira de Mello e de um convênio de cooperação com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Entre as iniciativas estão a edição de cartilhas, em diversos idiomas, sobre os direitos de estrangeiros que vivem no Brasil e um curso online e gratuito de língua portuguesa. As aulas são ministradas por estudantes e professores voluntários. As cartilhas estão disponíveis em https://linktr.ee/labri_unicuritiba, assim como o link de inscrições para o curso de português sempre que uma nova turma é aberta.

Iniciativa do UniCuritiba reúne estudantes voluntários no apoio a imigrantes e refugiados que desejam uma oportunidade no mercado de trabalho

O Centro Universitário tem ainda uma parceria com o Vale do Pinhão e a Agência 
Curitiba de Desenvolvimento e Inovação para oferecer treinamentos na área de gestão e marketing para refugiados que desejam empreender na região.

Sobre o UniCuritiba
Com mais de 70 anos de tradição e excelência, o UniCuritiba é uma instituição de referência para os paranaenses e reconhecido pelo MEC como uma das melhores instituições de ensino superior de Curitiba (PR). Destaca-se por ter um dos melhores cursos de Direito do país, com selo de qualidade OAB Recomenda em todas as suas edições, além de ser referência na área de Relações Internacionais.

Integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima, o UniCuritiba conta com mais de 40 opções de cursos de graduação em todas as áreas do conhecimento, além de cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado.

Possui uma estrutura completa e diferenciada, com mais de 60 laboratórios e professores mestres e doutores com vivência prática e longa experiência profissional. O UniCuritiba tem seu ensino focado na conexão com o mundo do trabalho e com as práticas mais atuais das profissões, estimulando o networking e as vivências multidisciplinares.

paranashop.com.br

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sexta-feira, 24 de março de 2023

Atuação social leva venezuelana a integrar comitê que discute políticas públicas para pessoas refugiadas, migrantes e apátridas em Manaus

 

Em Manaus (AM), Nohemi busca promover os direitos de pessoas refugiadas e migrantes. ©ACNUR/Felipe Irnaldo

Desde que chegou ao Brasil, há cerca de cinco anos, a história da venezuelana Nohemi não parou de se entrelaçar com a de inúmeras pessoas refugiadas e migrantes vindas de diferentes países. Como uma vocação, ela dedica parte de seu tempo a apoiar quem precisa de orientações ou encaminhamentos para recomeçar a vida no Brasil, especialmente na cidade de Manaus (AM). Seu engajamento é tamanho que atualmente ela integra o Comitê Municipal de Políticas Públicas para Pessoas Refugiadas, Migrantes e Apátridas de Manaus (COMPREMI).  

Farmacêutica na Venezuela, Nohemi decidiu vir para o Brasil junto a um dos três filhos, ingressando pela fronteira de Pacaraima (RR), onde ficou por alguns meses até se mudar para Manaus. Na capital amazonense, Nohemi começou vendendo água e café nas ruas. Nesse período, estudou português, conquistou um emprego formal e conseguiu juntar dinheiro para abrir um pequeno negócio, que não resistiu ao período da pandemia. Depois de muito estudo, ela voltou a empreender – dessa vez, no ramo de gastronomia e coquetelaria, empreendimento que a mantém financeiramente até hoje. 

Mesmo com todas as adversidades, a venezuelana sempre esteve atenta às necessidades de pessoas que vivem realidades semelhantes à sua. De forma voluntária, ela iniciou sua história como liderança comunitária.

Cidadania

Junto a outras mulheres com perfil de liderança, Nohemi faz parte de um grupo virtual organizado em um aplicativo de mensagens que busca fortalecer, entre outros temas, o debate a respeito da participação política e social das mulheres refugiadas e migrantes em todo o Brasil. Todas as mulheres do grupo fizeram parte, em algum momento, de ações e capacitações oferecidas por Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), ONU Mulheres e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), com apoio do Governo de Luxemburgo.

A ação conjunta se iniciou em 2018, e atualmente segue por meio do programa Moverse. 

Ainda que considere a sua condição de vida atual estável, Nohemi aponta para a profissionalização e o acesso ao mercado formal de trabalho como umas das principais dificuldades enfrentadas pelas pessoas refugiadas e migrantes. “Os custos para revalidar um diploma no Brasil são muito altos – mais ainda quando pensamos que, além de pagar pelos custos, também temos que nos manter e mandar dinheiro para nossas famílias”, ressalta.

A queixa vai ao encontro dos dados revelados pela pesquisa “Oportunidades e desafios à integração local de pessoas de origem venezuelana interiorizadas no Brasil durante a pandemia de Covid-19”, lançada por meio do Moverse em 2022. Os dados apontam que são as mulheres que apresentam maior dificuldade de acesso ao mercado formal de trabalho brasileiro. 

A importância no bem-estar do próximo revela um pouco sobre como o caminho de Nohemi foi se desenhando para falar em nome de seus pares e, para hoje, ocupar a posição de suplente na presidência do COMPREMI – formado por representantes do poder público, comunidade refugiada e migrante, e pela sociedade civil. “Somos a voz dos migrantes, refugiados e apátridas. O migrante merece uma vida digna. O comitê é muito importante para dar voz a essas pessoas. É diferente quando estamos organizados, do que quando estamos sozinhos. As pessoas nos escutam”, explica. 

Sobre o Moverse

Implementado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), ONU Mulheres e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), com o apoio do Governo de Luxemburgo, o Moverse foi iniciado em setembro de 2021. O objetivo geral do programa, com duração até dezembro de 2023, é garantir que políticas e estratégias de governos, empresas e instituições públicas e privadas fortaleçam os direitos econômicos e as oportunidades de desenvolvimento entre venezuelanas refugiadas e migrantes.

Para alcançar esse objetivo, a iniciativa é construída em três frentes. A primeira trabalha diretamente com empresas, instituições e governos nos temas e ações ligadas a trabalho decente, proteção social e empreendedorismo. A segunda aborda diretamente mulheres refugiadas e migrantes, para que tenham acesso a capacitações e a oportunidades para participar de processos de tomada de decisões ligadas ao mercado laboral e ao empreendedorismo. A terceira frente trabalha também com refugiadas e migrantes, para que tenham conhecimento e acesso a serviços de resposta à violência baseada em gênero.  

acnur.org

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Bolívia se diz disposta a discutir fenômeno migratório com Chile e Venezuela

 

Luis Arce, presidente da Bolívia, quer manter um diálogo internacional  - Foto: Aizar Raldes/AFP

O governo da Bolívia afirmou, nesta quinta-feira (23), que quer manter um diálogo internacional para tratar do fenômeno migratório dos venezuelanos que atravessam seu território em direção ao Chile, principalmente.

"A Bolívia propõe um diálogo entre todos os países envolvidos na migração de nossa região, abordando o tema migratório sob a perspectiva da defesa e do respeito à vida", disse o presidente Luis Arce em um discurso por ocasião do "Dia do Mar", data que reforça a defesa de seus territórios na guerra contra o Chile no final do século XIX.

Arce acolheu a ideia do Chile de resolver conjuntamente o problema.

Na semana passada, o presidente chileno, Gabriel Boric, propôs uma reunião com governantes "amigos" da região para discutir este assunto, que tem tensionado as relações entre Santiago e os governos da Bolívia e da Venezuela.

De acordo com a Presidência chilena, o encontro ocorrerá no âmbito da Cúpula Ibero-Americana, que acontecerá na República Dominicana em 25 de março.

O governo chileno deslocou militares para sua fronteira norte na tentativa de controlar o fluxo de migrantes, cuja maioria chega da Bolívia. Segundo Boric, nem La Paz nem Caracas estão recebendo os cidadãos que o Chile quer devolver.

No ano passado, apenas por Colchane, 21.553 pessoas entraram no Chile de forma irregular a partir da Bolívia, de acordo com números oficiais.

folhape.com.br

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quinta-feira, 23 de março de 2023

Papa encontra membros de ONG de resgate de migrantes no Mediterrâneo

 


O papa Francisco se reuniu nesta quarta-feira (22) com uma delegação da Mediterranea Saving Humans, ONG responsável por resgates de migrantes no mar, e elogiou seus esforços para salvar vidas no Mediterrâneo.

O encontro também contou com a presença do cardeal Michael Czerny, prefeito do Dicastério para Desenvolvimento Humano Integral, além do cardeal Franco Montenegro e dos arcebispos de Palermo e Nápoles, Corrado Lorefice e Mimmo Battaglia, respectivamente.

Os membros da ONG compartilharam com o Pontífice o caminho que estão seguindo com as Igrejas, que veem as arquidioceses de Palermo e Nápoles como líderes do Mediterrâneo italiano, informou o jornal "Avvenire" ao publicar fotos da reunião.

De acordo com dom Mattia Ferrari, capelão da Mediterranea, o objetivo era "compartilhar com o papa Francisco qual é o ponto de encontro entre as igrejas e tantas pessoas de boa vontade, vindas de muitos mundos, mesmo muito distantes uns dos outros, que fazem parte do Mediterrâneo".

Os socorristas da ONG falaram "do amor visceral, aquele amor que caracteriza o coração de Deus, o coração de Jesus e que cada pessoa é capaz de sentir. Aquele amor visceral que nos leva a atuar no Mediterrâneo e na Ucrânia", enfatizou Ferrari.

Além disso, a organização, que pertence à rede dos movimentos populares de todo o mundo, agradeceu ao Papa o acompanhamento das Igrejas em relação aos migrantes. No final do encontro, uma obra de Igor Scalisi Palminteri, "pintor do bairro" de Palermo, foi doada ao argentino. A pintura retrata São Erasmo, um pescador de homens, vestindo um colete salva-vidas e dois remos. .

terra.com.br

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UFGD destina 270 vagas de cursos de graduação para acolhida humanitária de refugiados e migrantes

Foto: Ricardo Zanella/Divulgação/UFGD

Refugiados, asilados políticos, apátridas, portadores de visto temporário de acolhida humanitária e portadores de autorização de residência para fins de acolhida humanitária ou para reunião familiar podem fazer um curso de graduação na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), por meio do Processo Seletivo de Acolhida Humanitária (PSAH-2023/UFGD), que oferece 270 vagas em 29 cursos.

O foco da Universidade é acolher as pessoas em condições de vulnerabilidade migratória já que, na última década, Mato Grosso do Sul tem recebido centenas de migrantes, especialmente haitianos e venezuelanos, que saíram de seus países por causa das graves crises ambientais e econômicas.

Por ser uma ação institucional de acolhida humanitária, a seleção tem apenas uma fase, a prova de redação em Língua Portuguesa, que será aplicada em 10 de abril, das 19h às 21h. No dia da prova, o candidato deve chegar com, no mínimo, 45 minutos de antecedência, apresentar documento original de identificação com foto e usar caneta esferográfica preta ou azul escura, confeccionada em material transparente.

INSCRIÇÕES

A inscrição é gratuita, vai até 31 de março e pode ser feita pelo próprio candidato ou por alguém que assumirá a responsabilidade pelas informações prestadas, sem necessidade de apresentar procuração. A página do processo seletivo com os procedimentos que são necessários é: https://portal.ufgd.edu.br/vestibular/psah/psah-2023-1 .

Para inscrever-se, é preciso acessar a Área do Candidato (https://selecao.ufgd.edu.br/ ), preencher os dados cadastrais, a ficha de inscrição eletrônica e selecionar o curso que deseja concorrer.

VAGAS

São 270 vagas em 29 cursos: Artes Cênicas, Biotecnologia, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Ciências Sociais, Direito, Educação Física, Engenharia Agrícola, Engenharia Civil, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Aquicultura, Engenharia de Computação, Engenharia de Energia, Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica, Física, Geografia, Gestão Ambiental, História, letras, Letras, Letras Libras, Licenciatura em Educação do Campo, Matemática, Nutrição, Psicologia, Química, Sistemas de Informação e Zootecnia.

PRINCIPAIS DATAS

O cronograma prevê que a UFGD convocará os inscritos para a realização das provas por meio de edital divulgado em 6 de abril, os candidatos farão a prova de redação em 10 de abril, na cidade de Dourados (em local a ser informado na Área do Candidato), o resultado preliminar será publicado em 17 de abril e, após o período de recursos, o resultado final será divulgado em 19 de abril. O início do primeiro semestre letivo de 2023 será em 15 de maio.

CONTATOS

Centro de Seleção (fase de inscrição): telefone (67) 3410-2840 e e-mail centrodeselecao@ufgd.edu.br  .

Secretaria Acadêmica (documentação, ingresso e matrícula): telefone (67) 3410-2820/ 2825 / 2826 ou, ainda, pelo e-mail secac@ufgd.edu.br  .

Página oficial do PSAH-2023/UFGD: https://portal.ufgd.edu.br/vestibular/psah/psah-2023-1 

94fmdourados.com.br

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quarta-feira, 22 de março de 2023

Migrantes, "Livres de escolher se migrar ou permanecer"

 

O Papa saúda uma refugiada durante sua visita ao centro de Mitilene, na Grécia (2021)  (Vatican Media)

. Foi divulgado, nesta terça-feira (21/03), o tema do 109º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado que será celebrado no domingo, 24 de setembro próximo.

O Santo Padre escolheu como tema para a sua tradicional mensagem "Livres de escolher se migrar ou permanecer", com o intuito de promover uma renovada reflexão sobre um direito ainda não codificado a nível internacional: o direito a não ter que emigrar ou, por outras palavras, o direito a poder permanecer na própria terra.

A natureza forçada de muitos fluxos migratórios atuais impõe uma atenta consideração das causas das migrações contemporâneas. O direito a permanecer é anterior, mais profundo e mais amplo do que o direito a emigrar. Inclui a possibilidade de participar no bem comum, o direito a viver com dignidade e o acesso a um desenvolvimento sustentável, direitos esses que deveriam estar efetivamente garantidos nas nações de proveniência através dum real exercício de corresponsabilidade por parte da comunidade internacional.

Para favorecer uma adequada preparação para a celebração do referido Dia, o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral lançará no mundo da comunicação uma campanha destinada a favorecer uma compreensão profunda do tema da mensagem através de subsídios multimídia, material informativo e reflexões teológicas.

vaticannews.va

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Guarulhos inaugura a segunda residência transitória para migrantes e refugiados



Fotos: Fábio Nunes Teixeira/PMG











A Prefeitura de Guarulhos inaugurou oficialmente nesta segunda-feira (20) a segunda residência temporária da cidade, o Acolhimento Transitório para Pessoas Migrantes e Refugiados Povos Fraternos, localizado no Residencial Parque Cumbica. O prefeito Guti fez a entrega do equipamento acompanhado de secretário de Desenvolvimento e Assistência Social, Fabio Cavalcante.

 

O novo serviço tem capacidade para 62 pessoas e oferece apoio e moradia aos migrantes estrangeiros encaminhados pelo Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante do aeroporto internacional com solicitação de refúgio ou visto humanitário. Ele será administrado pelo Núcleo Batuíra e possui nove quartos, lavanderia, cinco banheiros, área de convivência, refeitório, além de espaço para sala de aula e brinquedoteca.

 

“Fico muito feliz em estar aqui hoje. Muitos se dedicaram de corpo e alma para que conseguíssemos acolher nossos irmãos, que não conhecemos, porém temos a obrigação de ajudar. Nenhum município tem a obrigação constitucional de atender a demanda migratória, mas temos o dever humanitário. São pessoas que vêm do outro lado do oceano e essa tarefa é de grande magnitude”, afirmou Guti.

 

O prefeito observou ainda que cabe ao governo federal garantir políticas públicas para migrantes e refugiados. “A porta de entrada por Guarulhos é a maior da América do Sul por ter o aeroporto e vai estar sempre à disposição do acolhimento. Hoje chegamos a 170 vagas e temos de pensar na retaguarda. O governo federal precisa reconhecer o município como fronteira aérea de forma a garantir que os primeiros acolhimentos, que passam por aqui, possam ser feitos da melhor maneira possível. Para isso, precisamos ter recursos que assegurem que as políticas públicas sejam longevas e permanentes”, explicou o chefe do Executivo.

 

O apoio e a parceria das diversas instituições da sociedade civil no atendimento aos migrantes e refugiados foram reconhecidos pelo gestor da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social. “A inauguração deste equipamento é motivo de muita alegria, é quase um sonho. É a efetivação de uma política pública no município que possibilita dar melhor acolhida aos migrantes que chegam pelo aeroporto de Guarulhos, não apenas aos afegãos, mas aos que fogem de seu país em situações de medo da morte, perseguição e deixam para trás sua cultura e família. Agradeço o auxílio e a colaboração da sociedade civil no atendimento a eles”, disse Cavalcante.

 

Ele destacou ainda não haver refugiados no aeroporto aguardando acolhimento. “Hoje não há pessoas migrantes no aeroporto porque as vagas de retaguarda estão dando conta. As três pessoas que hoje estavam lá foram encaminhadas para equipamentos”, afirmou o secretário.

 

Para a chefe do escritório do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) em São Paulo, Maria Beatriz Bonna Nogueira, o novo equipamento é um legado à cidade. “Todos deram sua contribuição para que esta inauguração acontecesse hoje, em especial a Prefeitura. Houve o empenho em dar conta de uma demanda inesperada, difícil e específica que é a chegada de um refugiado. Este serviço é um legado ao município e ao Estado”, disse a representante da Acnur.

 

Já o procurador Guilherme Göpfert, do Ministério Público Federal, ressaltou o papel do município no acolhimento aos refugiados. “Guarulhos é um exemplo a ser seguido pelo país inteiro em fazer um esforço hercúleo para dar alimento, vacinar, atender e garantir que os migrantes tivessem o mínimo para sobreviver. Neste local os migrantes serão tratados com muito carinho, respeito e dignidade. Trata-se de um exemplo humanitário que irá reverberar para demais municípios e outros estados”, afirmou.

 

.guarulhos.sp.gov.br


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terça-feira, 21 de março de 2023

Discriminação racial: mulheres negras sentem maior impacto nas diferenças de gênero no mercado de trabalho

Mulheres negras são as que sentem maior impacto de desigualdade de gênero no mercado de trabalho e no empreendedorismo, dis pesquisa. (Foto: Agência Brasil).

Dentro do Mês da Mulher, também é celebrado em março, nesta terça-feira (21), o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial. A data é de reflexão e deve ser voltada a pensar políticas públicas e privadas que viabilizem a ascenção de pessoas negras – cujos desafios no Brasil ainda são grandes e para as mulheres negras, são especialmente maiores.

Conforme levantamento de 2022 do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mulheres negras possuem um rendimento médio 46,3% menor que um homem branco. Esta diferença é um dos sintomas de muitas dificuldades que elas enfretam no mercado de trabalho.

Uma pesquisa realizada pela Avon Global sobre Equidade de Gênero em fevereiro deste ano — em oito países, incluindo o Brasil — revela que ainda estamos longe de um ideal de sociedade menos desigual para população feminina, especialmente em relação a oportunidades no mercado de trabalho e no empreendedorismo para mulheres negras.

De acordo com o estudo, 46% das brasileiras acreditam que é mais desafiador para elas construírem uma carreira em comparação aos homens, enquanto 49% percebem mais obstáculos para começarem um negócio. Se forem negras, esses números sobem para 58% e 61%, respectivamente.

Também é mais díficil no mercado de trabalho para as mulheres negras, conforme a pesquisa:

Conseguirem um emprego (54%);

Alcançarem uma posição de liderança em uma companhia (68%);

Serem promovidas (66%);

Obterem um aumento (71%);

Alcançarem a independência financeira (50%);

Terem mais flexibilidade no trabalho (51%).

Além disso, acreditam que a desigualdade de gênero está mais presente, principalmente, na disparidade salarial entre homens e mulheres (64%) e em oportunidades de trabalho que permitem conciliar profissão, maternidade e responsabilidades domésticas (59%).

Cerca de 87% das entrevistadas negras também gostariam de ter uma renda maior, seja através do atual trabalho ou de um negócio próprio, e 84% desejam mais flexibilidade no emprego. Entretanto, encontraram barreiras como falta de capital inicial (57%), medo de falhar (36%) e falta de conhecimento sobre o mercado (36%).

Para o levantamento, intitulado The Global Progress for Women Report, foram entrevistadas mais de 7 mil mulheres de oito países — Reino Unido, Polônia, Romênia, Itália, África do Sul, Turquia, Filipinas e Brasil (este último contou com a parceria da Red Consultancy para aplicar o questionário).

No território brasileiro foram ouvidas 1.026 mulheres em todas as regiões do país e o resultado contempla critérios como estado, escolaridade, renda, faixa-etária, étnico-racial e condições de emprego.

jornaldaparaiba.com.br

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Caxias promove formação sobre migrantes e refugiados

 

Caxias promove formação sobre migrantes e refugiadosDivulgação

Duque de Caxias - A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos de Duque de Caxias, através do Departamento Municipal de Políticas de Promoção de Igualdade Racial e Direitos Humanos Individuais, Coletivos e Difusos - LGBTI, realizou, no auditório do DEMPPIRD, localizado no Restaurante do Povo, uma formação para a sociedade civil, técnicos e convidados a fim de dialogar sobre questões pertinentes aos direitos dos migrantes e refugiados no Brasil, como informações sobre o processo de documentação.


Para tratar sobre o tema, a SMASDH convidou a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, a Organização Internacional para as Migrações, a PARES Cáritas e o Ministério da Saúde. Durante o treinamento, os migrantes e refugiados presentes receberam atendimento de profissionais especializados.

Caxias promove formação sobre migrantes e refugiados - Divulgação
Caxias promove formação sobre migrantes e refugiadosDivulgação
Um caso de superação é o de Daniel Diowo. O congolês chegou ao Brasil em condição de refugiado e hoje trabalha na Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos como assistente da coordenação de imigração e refúgio. Segundo Diowo, o trabalho é uma oportunidade de ajudar a comunidade a evoluir cada vez mais na melhoria da qualidade de vida.

De acordo com a subsecretária Municipal de Direitos Humanos, Andrea Santos, é de suma importância a formação para uma maior capacitação, tanto de profissionais como sociedade civil, além da garantia de direitos para migrantes e refugiados.

"Trabalhamos sempre na perspectiva de viabilização de garantia dos direitos humanos", declarou Andrea Santos.

Para a subsecretária Municipal de Assistência Social, Aline Ferreira, é muito importante promover formações com o objetivo de informar e proteger os direitos dos migrantes e refugiados no Brasil.
“Temos o dever de trabalhar para que todos tenham seus direitos garantidos”, finalizou Aline Ferreira.
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