sábado, 19 de fevereiro de 2022

Prefeitura de Brasileia assina parceria para implantação da casa de acolhimento aos migrantes

 Foi realizada na tarde de quinta-feira (17), no auditório do Senac de Brasileia a assinatura do acordo onde os representantes da Diocese de Rio Branco, Prefeitura de Brasileia, Prefeitura de Epitaciolândia, Governo do Acre, Ministério Público do Acre, Ministério Público Federal, Defensorias Pública do Estado e da União assinaram para implantação e custeio da casa de acolhimento ao migrante em Brasileia.

O objetivo do encontro é dar respostas para a ausência de uma política social migratória na região, que tem verificado um crescimento com a chegada espontânea de pessoas provenientes de diversos países. E que as prefeituras, diocese de Rio Branco, os ministérios públicos estadual e federal trabalhem em parceria, para que, juntos possam atender e cuidar dos migrantes e do fluxo migratório na Regional do Alto Acre, organizando uma rede de proteção social nos municípios de Brasileia e Epitaciolândia.


Para a Prefeita Fernanda Hassem a assinatura do acordo é um exemplo para todo o país. “Muito me honra em poder assinar e participar de um momento tão importante como esse, por eu estar prefeita de Brasileia e poder ajudar não só a população do meu município, como também posso ajudar aos irmãos migrantes e refugiados que estão de passagem. Eu estou prefeita, mas sou assistente social de formação, e não vim apenas para cuidar das ruas, prédios e ramais, quando vim para ser candidata foi para cuidar de pessoas, proporcionar mais qualidade de vida. E aqui parabenizo aos Ministérios Públicos Estadual e Federal, Defensoria Pública do Estado e União, Governo do Acre e Diocese de Rio Branco por entender a importância da união nesse momento em trabalharmos juntos em prol de quem tanto precisa nesse momento”, destacou Fernanda Hassem, prefeita de Brasileia.

O acordo visa garantir a implantação, custeio e execução dos trabalhos na casa de acolhimento ao migrante localizada no quilometro 4, Santuário de São Francisco. Além de fornecer atendimento conforme as diretrizes e objetivos do Sistema Único de Assistência Social (Lei nº 12.435/11), além de promover assistência emergencial a pessoa em situação de vulnerabilidade decorrente de fluxo migratório provocado por crise humanitária (Lei nº 13.684/2018), por meio da oferta e execução das ações governamentais, de forma direta e/ou em regime cooperação com as entidades socioassistenciais presentes no território.


Estiveram presentes as Procuradoras de Justiça Katia Rejane e Patrícia Rêgo, Promotores de Justiça Juleandro Oliveira e Pauliane Sanches, o Defensor Público Federal Matheus Nascimento, a Defensora Pública Estadual Flávia Oliveira, Prefeita de Brasileia Fernanda Hassem, a Secretária da SEASDHM Ana Paula, representando a Diocese de Rio Branco Padre Robson Costa e os migrantes Francisco Ramos e Deigli Padrón.



Texto:SECOM

Fotos: Raylanderson FrotaPrefeitura de Brasileia
www.miguelimigrante.blogspot.com

Número de brasileiros em Portugal cresce 13% e bate recorde, com quase 210 mil

 

O número de brasileiros morando legalmente em Portugal cresceu pelo quinto ano consecutivo e atingiu a marca recorde de 209.072 pessoas em 2021. O resultado representa um aumento de 13,6% em relação a 2020.

Com isso, os brasileiros permanecem na liderança isolada como a maior comunidade imigrante em território português, representando 29,2% de todos os estrangeiros em situação regular no país.

As informações foram divulgadas pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) à agência de notícias Lusa e confirmadas pela reportagem. Embora a comunidade brasileira já seja bastante expressiva de acordo com os dados divulgados, o número real é ainda maior.

Pessoas com dupla cidadania portuguesa ou de outro país da União Europeia não são contabilizadas como brasileiras. Quem está em situação migratória irregular no país também fica de fora das estatísticas.

O Itamaraty estima que haja 300 mil brasileiros vivendo em Portugal. Associações que trabalham com apoio a imigrantes acreditam que o número pode chegar a 400 mil.

"Nós notamos a chegada crescente de pessoas oriundas do Brasil. Os perfis são muito variados: estudantes, investidores, trabalhadores de todas as áreas", avalia Cyntia de Paula, presidente da Casa do Brasil em Lisboa, ONG que presta auxílio à comunidade brasileira no país.

Em 2021, o número total de imigrantes de todas as nacionalidades vivendo em Portugal também atingiu seu recorde desde o início da série histórica: são 714.123 estrangeiros entre os cerca de 10,3 milhões de habitantes.

O valor representa um aumento de quase 80% em relação a 2016 ano em que a imigração em Portugal voltou a crescer após um período de queda quando havia 397.731 cidadãos de outros países. Na comparação com 2020, o aumento foi de 7,8%.

Os fluxos migratórios entre Portugal e Brasil costumam acompanhar questões político-econômicas. Após atingir um pico de 119.363 residentes em 2010, a comunidade brasileira caiu nos anos subsequentes, quando Portugal passou a viver as consequências de uma dura crise econômica em que precisou pedir ajuda financeira internacional. Enquanto isso, o Brasil vivia um bom momento econômico e de baixo desemprego.

A partir de 2017, com Portugal em crescimento e o Brasil com o panorama político e econômico em deterioração, a dinâmica se inverteu. Desde então, o número de brasileiros cresce em ritmo acelerado.

Ao contrário da maioria dos países europeus, Portugal tem um sistema de regularização relativamente simples, apesar de longo, para quem entra no país como turista e permanece morando e trabalhando sem a autorização adequada. Essa regularização por meio do trabalho é tradicionalmente a principal forma de concessão de autorizações de residência para brasileiros.

 

O processo, no entanto, costuma ser burocrático. Mesmo cumprindo todos os requisitos e pagando os impostos em dia, é comum haver uma espera de dois ou mais anos até a obtenção da autorização de residência.

O status migratório irregular deixa os estrangeiros ainda mais vulneráveis à exploração laboral e a outros problemas, além de ser fortemente desencorajado por especialistas em migração.

Na avaliação da presidente da Casa do Brasil, o ritmo de chegada dos brasileiros já atingiu os mesmos níveis vistos antes da pandemia de coronavírus. Por causa da Covid-19, as fronteiras de Portugal estiveram fechadas para turistas brasileiros entre março de 2020 e setembro de 2021.

"Consideramos que só houve um momento de pausa com o fechamento das fronteiras. Passada a questão da pandemia, consideramos que as pessoas vieram em peso", diz Cyntia de Paula.

Com a demora de muitos processos de regularização, as estatísticas costumam estar atrasadas em relação à situação atual dos fluxos migratórios. Ou seja: os dados divulgados nesta sexta ainda não incluem quem chegou há pouco tempo.

Para Cyntia, muitos dos recém-chegados têm se deparado com dificuldades no país. Um dos principais problemas é o acesso à habitação. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), comprar uma casa em Portugal ficou cerca de 50% mais caro nos últimos cinco anos.

Embora em ritmo mais moderado, o valor dos aluguéis também vem subindo ponto particularmente sentido por imigrantes, que já buscam alternativas em pontos menos concorridos do território português. "Notamos também uma desterritorialização [da comunidade brasileira], no sentido de não ficar só em Lisboa. As pessoas têm procurado cidades menores, sobretudo motivadas pelo preço da habitação."

 Folha de São Paulo

portaldoholanda.com.br

www.miguelimigrante.blogspot.com

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Políticas permanentes contra o racismo são essenciais para combater a desigualdade


De acordo com Eunice Prudente, promover a igualdade racial é dever de todo governante – Foto: Freepik.

Políticas de governo permanentes contra o racismo são necessárias para combater o racismo estrutural e institucional, para garantir ações afirmativas e para assegurar os direitos de quem sofre discriminação racial. A professora Eunice Prudente, do Departamento de Direito do Estado da Faculdade de Direito (FD) da USP, secretária Municipal de Justiça de São Paulo e autora da primeira tese que propôs a criminalização da discriminação racial, aprovada em 1980, conversou com o Jornal da USP no Ar 1ª Edição sobre as políticas contra o racismo que vêm sendo desenvolvidas.

Luta diária

“Temos que nos voltar muito para a formação de novos cidadãos brasileiros na luta contra essas formas de discriminação, porque, entre nós, observamos formas e expressões de racismo estrutural. Naturalizaram-se algumas violências — porque discriminar é praticar violência”, comenta Eunice.

Eunice Aparecida de Jesus Prudente, docente da Faculdade de Direito da USP – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

A professora comenta o caso de uma jovem branca, presa recentemente. Tanto o delegado responsável pela prisão quanto a mídia televisiva enfatizaram que a moça tinha uma “ótima aparência” e que não aparentava ser criminosa. O caso é grave por associar a aparência da jovem com seu crime, pressupondo que o crime tem aparência específica.

Eunice destaca um termo utilizado no direito: o “réu comum”. “Quem é o réu comum, gente? Será que é o moço preto, negro, pobre, das comunidades das nossas cidades?”, questiona.

Dever político

“Promover a igualdade racial é dever de todo governante. É um desafio permanente de todas as gestões comprometidas com a agenda dos direitos humanos”, diz Eunice. A professora menciona algumas políticas que já temos em São Paulo. Desde 2013, há leis que dispõem sobre políticas de ação afirmativa de cotas para o ingresso de negros e negras no serviço público municipal.

Também comenta sobre leis municipais específicas para punir práticas de descriminação racial e sobre os centros de referência contra o racismo — atualmente quatro em São Paulo, com planos de que sejam 12 no futuro. “Uma pessoa que sofra qualquer forma de discriminação pode ir a qualquer delegacia — ou mesmo on-line — e requerer o seu Boletim de Ocorrência, formular a sua queixa; ou ela pode ir ao centro de referência contra o racismo, que é mantido pelo município.” Ela diz que quem buscar o centro encontrará um advogado e um psicólogo de plantão.

 Jornal Usp 

www.miguelimigrante.blogspot.com

Boa Vista e Pacaraima somam quase 5 mil migrantes fora dos abrigos

 

Só nas ruas de Boa Vista e Pacaraima, eram 831 migrantes venezuelanos (Foto: Nilzete Franco/FolhaBV)

Boa Vista e Pacaraima, as cidades de Roraima que mais concentram migrantes e refugiados que fogem da crise na Venezuela, somaram 4.665 cidadãos do país vizinho fora dos abrigos da Operação Acolhida em janeiro. O balanço é da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Só no município que faz fronteira com a Venezuela, no mês passado, haviam 2.483 migrantes nessa situação (755 homens, 679 mulheres e 1.049 pessoas com menos de 18 anos), total que representa redução de 3% em relação a dezembro de 2021.

Desse universo, a ampla maioria ocupava espaços públicos (1.690), seguidos pelas ruas de Pacaraima (573) e as ocupações privadas (220).

Na capital Boa Vista, em janeiro, 2.182 migrantes e refugiados viviam fora do acolhimento do governo federal (800 homens, 605 mulheres e 777 pessoas com menos de 18 anos). O total aponta para uma redução de quase 12% de pessoas nessa situação, em relação ao mês anterior.

A maioria desses migrantes estavam no Posto de Recepção e Apoio (PRA) da Acolhida (935 pessoas), seguido por ocupações privadas (595), espaços públicos (394) e as ruas da capital (258).

Segundo a OIM, a pesquisa visa “conhecer e acompanhar a situação de refugiados e migrantes que permanecem fora dos abrigos reconhecidos pela Operação Acolhida em Roraima, operados por entidades públicas ou privadas, para gerar evidências para a tomada de decisões e respostas coordenadas em apoio a essa população”.

O estudo é divulgado mensalmente e os dados são obtidos por entrevistas e pesquisas feitas nos espaços, com participação da comunidade e de lideranças locais, sempre na última semana do mês. Os números são complementados por contagens diurnas e noturnas realizadas pela OIM com o apoio da Força Tarefa Logística Humanitária.

folhabv.com.br

www.miguelimigrante.blogspot.com


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Milhares de refugiados afegãos nos EUA podem ser evangelizados: “Deus abriu oportunidade”

 Afegãos encontram refúgio em diversos países. (Foto: EU Civil Protection and Humanitarian Aid/Flickr)

Afegãos encontram refúgio em diversos países. (Foto: EU Civil Protection and Humanitarian Aid/Flickr)

Em fevereiro, começou um processo de reassentamento acelerado para refugiados nos Estados Unidos. Mais de 3 mil afegãos serão transferidos de bases militares para locais onde poderão reconstruir suas vidas em segurança.

A proposta foi elogiada pela Acnur — Agência da ONU para Refugiados — e mostra que o plano reflete “o compromisso do governo americano” em garantir que os refugiados mais vulneráveis sejam tratados com dignidade. 

Mas, não é o contexto político que chama a atenção do Projeto Joshua e sim a oportunidade de evangelizar essas pessoas. “O reassentamento de refugiados apresenta oportunidades para o Evangelho”, disse um dos representantes da organização cristã, com sede em Colorado. 

O Projeto Joshua coordena o trabalho de organizações missionárias para rastrear os grupos étnicos do mundo com o menor número de seguidores do cristianismo. Para isso, mantém dados etnológicos para apoiar as missões cristãs. 

“Uma grande oportunidade de evangelização”

Segundo os organizadores, desde agosto de 2021 cerca de 75 mil refugiados afegãos entraram nos EUA. Dessa população, 68 mil já fizeram a transição de bases militares para comunidades americanas. 

“O Deus soberano dispersou os afegãos para que agora sejam nossos vizinhos. Para os cristãos americanos, acho que essa é uma grande oportunidade”, disse Len Bartlotti, consultor intercultural especializado no Afeganistão e no Paquistão.

O Projeto Joshua aponta para dados importantes: 68 dos 70 grupos de pessoas no Afeganistão são considerados “não alcançados”, ou seja, ainda não tiveram acesso ao Evangelho. 

“A maioria desses afegãos nunca conheceu um verdadeiro cristão, nunca ouviu sobre Jesus e nunca leu a Bíblia em seu idioma. Eles não são resistentes, eles são negligenciados”, disse Bartlotti.

Segundo ele, o povo afegão faz parte de um terço da humanidade que não teve chance de conhecer a Cristo.

“Ore para que Deus se revele a esses afegãos”

“Deus está nos dando uma oportunidade neste estágio da história de olhar para os campos e identificar aqueles povos que não tiveram a oportunidade de ouvir o Evangelho. Deus está se movendo”, enfatizou. 

Bartlotti disse que os americanos devem perguntar a Deus como podem ajudar os refugiados afegãos a encontrar Jesus.

“Precisamos pedir ao Senhor que nos dê olhos para ver quem está ao nosso redor. Jesus ajudou a todos os que estavam com Ele no caminho. Então, ame a todos os que cruzam seu caminho”, continuou.

“Ore para que Deus se revele a esses afegãos. Somos acolhedores e damos as boas-vindas a eles, em nome de Cristo”, finalizou.

guiame.com.br

www.miguelimigrante.blogspot.com

Membros do comitê de elaboração e acompanhamento da população migrante e refugiada são empossados em Juiz de Fora

 

Prefeitura de Juiz de Fora empossa membros do Comitê de Elaboração e Acompanhamento do Plano de Políticas para a População Migrante — Foto: Prefeitura/Divulgação

Foram empossados, na última terça-feira (15), os membros do Comitê de Elaboração e Acompanhamento do Plano Municipal de Políticas para a População Migrante, Refugiada, Apátrida e Retornada de Juiz de Fora. O comitê é composto por 6 membros da sociedade civil, incluindo migrantes, e mais 6 representantes da Prefeitura de várias secretarias. Veja os nomes mais abaixo.

O comitê foi criado em dezembro de 2021, quando um decreto que institui a Política Municipal para a População Migrante foi assinado na cidade. O objetivo do grupo é garantir o acesso a direitos sociais e serviços públicos para esta parcela da população.

Segundo o secretário de Direitos Humanos, Biel Rocha, a nomeação dos membros é um passo importante para a elaboração do Plano Municipal de Políticas para a População Migrante, Refugiada, Apátrida e Retornada.

"Nunca é demais reforçar a importância dos direitos humanos em um país tão marcado pela violência como o Brasil”, afirmou.

Para a chefe do escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), Maria Beatriz Nogueira, a instituição do comitê é reflexo de um processo de protagonismo dos municípios e estados na proposição de novas pautas para a questão do migrante no país.

“Durante muito tempo estivemos limitados ao debate de tópicos como anistia, visto, entre outros assuntos. Agora, estamos avançando, debatendo a implantação de políticas para garantir os direitos destas pessoas, como comprova a recente criação do Comitê Intersetorial de Políticas de Atenção às Pessoas Refugiadas, Imigrantes e Apátridas (Compar-Rio), motivada pelo caso Moïse”, avaliou.

Membros de comitê

O comitê é composto por 6 membros da sociedade civil, incluindo migrantes, e mais 6 representantes da Prefeitura de várias secretarias. Veja os nomes:

Secretaria de Direitos Humanos (SEDH)

Fabiana Rabelo dos Santos Nascimento (titular)

Patrícia da Silva Coutinho (suplente)

Secretaria de Saúde (SS)

Denicy de Nazaré Pereira Chagas (titular)

Paula Miranda de Oliveira (suplente)

Secretaria de Educação (SE)

Gutemberg Rodrigues Silva (titular)

Adriana Aparecida Benony (suplente)

Secretaria de Assistência Social (SAS)

Lenita Moreira Barros (titular)

Lílian Sônia Resende Cunha (suplente)

Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Inclusivo, da Inovação e Competitividade (Sedic)

Juliana Macário de Oliveira (titular)

Jordan Beloto de Souza (suplente)

Fundação Alfredo Ferreira Lage (Funalfa)

Paulo Azarias (titular)

Lucas de Oliveira Ignácio (suplente)

Coletivo Enactus da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)/Projeto Imigrasomos

Alícia Andrade Barboza (titular)

Pedro Henrique de Souza Pereira (suplente)

Casa de São Francisco de Assis

Wanderson Leite Lacerda (titular)

Angela Faria (suplente)

Instituto Educação e Cidadania (IEC)

Déadalva Ribeiro de Souza (titular)

Raquel Mota Dias Gaio (suplente)

Coletivo de Migrantes

Alberto Jovito Farias Navarro (titular)

Anggy Jeremi Desangles de Machuca (suplente)

Cátedra Sérgio de Mello UFJF

Rodrigo Christofoletti (titular)

Alexandre José Pinto Cadilhe de Assis Jacomé (suplente)

Associação Municipal de Apoio Comunitário (Amac)

Flávio Lúcio da Silva (titular)

Thiago Silva Andreazza (suplente)

Após a posse, foi realizada uma capacitação de nivelamento com os membros do comitê, coordenada pela assistente de projetos da OIM, Juliana Miranda Rocha, e pela assistente sênior de meios de vida da Acnur, Juliana Tubini.

Na sequência, durante a 1ª reunião, os integrantes recém-empossados aprovaram uma manifestação pública de repúdio pela morte do congolês Moïse Kabagambe, de 24 anos, refugiado político que chegou no Rio de Janeiro em 2014 com a mãe e os irmãos, morto em janeiro deste ano.

 G1

www.miguelimigrante.blogspot.com

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Prefeitura carioca cria comitê de políticas públicas para refugiados

 

(crédito: Fabio Motta/Prefeitura do Rio)

A prefeitura do Rio de Janeiro publicou ontem (14), no Diário Oficial do município, decreto criando o Comitê de Políticas Públicas para Refugiados, Imigrantes e Apátridas do Município do Rio de Janeiro (Compar-Rio), que ficará sob a gerência executiva da Coordenação de Direitos Humanos da Secretaria de Cidadania.

O Decreto 50.187 foi assinado pelo prefeito Eduardo Paes em reunião, na última sexta-feira (11), da qual participaram o secretário municipal de Cidadania, Renato Moura; o coordenador de Direitos Humanos, Matheus Tavares; o coordenador de Relações Internacionais e Cooperação, Bruno Oliveira; representantes da Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

O objetivo do comitê é defender e promover os direitos humanos das pessoas refugiadas, imigrantes e apátridas no âmbito da cidade do Rio de Janeiro, por meio de metas anuais pactuadas entre os órgãos e entidades envolvidos na temática, segundo informou a prefeitura carioca, por meio de sua assessoria de imprensa.

Segundo o coordenador Matheus Tavares, a Secretaria de Cidadania e a Coordenação de Direitos Humanos vêm trabalhando na formatação do comitê há muito tempo. Desde o ano passado, a secretaria mantém contato com a Acnur, a OIM e lideranças, para avaliar a criação do decreto. "Já havíamos criado um grupo de trabalho da prefeitura mas, de fato, a barbárie ocorrida com o congolês Moïse Kabagambe acabou exigindo ainda mais agilidade na criação do comitê", disse.

Moïse Kabagambe, de 25 anos, foi assassinado no dia 25 de janeiro, no quiosque onde trabalhava como atendente, na praia da Barra.

Os trabalhos deverão ser iniciados imediatamente, visando firmar mais parcerias para que mais órgãos e instituições façam parte do Compar-Rio e contribuam para suas ações em defesa dos direitos humanos.

Na avaliação do secretário de Cidadania, Renato Moura, a assinatura do decreto representa um largo passo da cidade e faz parte das prioridades da Secretaria de Cidadania, marcando "o início de um trabalho ainda mais incisivo de inclusão e combate à xenofobia, ao racismo e a toda forma de preconceito". 

Cooperação

Para beneficiar a população de refugiados e imigrantes, a prefeitura carioca formalizou, na última sexta-feira (11), por meio de Memorando de Entendimento com a Organização Internacional para as Migrações, parceria para a promoção de iniciativas relacionadas aos direitos dessa comunidade. As principais ações incluem combate ao tráfico de pessoas, assistência jurídica a migrantes e realização de estudos e mapeamento da população migrante no Rio para subsidiar a tomada de decisões e a formulação de políticas públicas no tema.

O chefe de Relações Internacionais da prefeitura, Bruno Santos, ressaltou que o governo da capital está trabalhando em conjunto com as organizações para facilitar o acolhimento e a integração da população. "Queremos que a cidade do Rio seja reconhecida pela diversidade e o respeito a todos. Sem distinção."

correiobraziliense.com.br

www.miguelimigrante.blogspot.com


'Cidadania, agora!': Migrantes fazem greve e vão às ruas pedir reforma migratória nos EUA

Migrantes pedem reforma migratória, em 14 de fevereiro de 2022, em frente à Casa Branca, em Washington (AFP/Nicholas Kamm) (Nicholas Kamm)

 Centenas de imigrantes se manifestaram nesta segunda-feira (14) em frente à Casa Branca, em Washington, e em outras cidades dos Estados Unidos, e milhares não foram trabalhar em resposta a uma convocação no TikTok para reivindicar uma reforma migratória.

Aos gritos de "não somos um, não somos cem, somos milhões, conte-nos direito!" e "o que queremos? Cidadania, agora, agora, agora", centenas de imigrantes enfrentaram um frio congelante para dizer ao presidente Joe Biden que "se sentem decepcionados e querem que ele cumpra as promessas da campanha eleitoral", disse à AFP Carlos Eduardo Espina, o influenciador que convocou o protesto na rede social.

"Presidente, acorde, essas pessoas que levaram a frente (o país) durante a covid, que cultivaram a terra e levaram comida para as mesas, as mulheres que cuidaram das crianças, os idosos, os que trabalharam na limpeza, na lojas, na construção, as empregadas domésticas" querem ser reconhecidas, declarou no microfone Lenka Mendoza, de origem peruana.

- Os esquecidos -

"São heróis que trabalharam durante a pandemia e não podemos permitir que continuem esquecidos", acrescentou a mulher, que sabe muito bem o que significa lutar por seus ideais.

No mesmo local, em frente à Casa Branca, há oito anos, fez uma greve de fome de 18 dias para que o ex-presidente Barack Obama assinasse um programa para ajudar pais sem documentos com filhos americanos, que posteriormente seu sucessor Donald Trump encerrou.

Atualmente, estão pedindo a Biden um caminho para a cidadania. O presidente propôs uma reforma para levar cidadania a 11 milhões de imigrantes indocumentados em um país que não tem uma lei desse tipo há 35 anos, mas suas principais iniciativas estão paralisadas, sem apoio suficiente no Senado, onde ele se depara com uma oposição frontal dos republicanos e de alguns centristas.

A iniciativa "Um Dia Sem Imigrantes" - que conta com o apoio de parlamentares como Alexandria Ocasio-Cortez, de origem porto-riquenha, e Ilhan Omar, ex-refugiada somali e muçulmana - mobilizou milhares de pessoas desde que Espina, que tem mais de 2,5 milhões de seguidores no TikTok, a convocou há menos de 15 dias.

A data escolhida corresponde ao Dia dos Namorados nos EUA. "É um dos dias de maior gasto no país. Mas se não fossem os imigrantes, esse dia tão comercial não seria possível", diz a página do movimento no Facebook.

- "É assim que nos pagam" -

O mexicano Leopoldo López, de 43 anos, foi um dos que decidiu aderir à ação e fechou sua empresa de mudanças em Nova York. "Não estamos roubando aqui, estamos criando empregos. Emprego 12 cidadãos e viajo pelo país onde preciso de mão de obra e dou trabalho", disse à AFP.

"Trabalhamos batendo de porta em porta para movimentar a votação e é assim que nos pagam, com essas injustiças", queixou-se Anselmo Salazar, referindo-se aos democratas, diante dos manifestantes que gritavam palavras de aprovação. "Quero te dizer, Joe Biden: se não cumprir sua promessa, ficará sonhando com a reeleição."

Em 2020, os latinos foram a maior minoria com participação nas urnas e, segundo algumas estimativas, votaram em torno de 70% nos democratas e quase 30% nos republicanos, embora os percentuais variem muito entre estados.

Os organizadores do protesto desta segunda-feira pedem a todos os migrantes nos Estados Unidos que liguem e escrevam para os congressistas de seu estado para solicitar que se mobilizem por "uma reforma migratória para todos, que lhes permita trabalhar legalmente e viajar livremente (...) sem risco de deportação".

"Aqui não temos lados políticos", afirma Espina. "Não apoiamos mais promessas, mas sim fatos."

Estadão de Minas 

www.miguelimigrante.blogspot.com

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

1ª Conferência de Direitos Humanos para Refugiados e Migrantes LGBTI

 1ª Conferência de Direitos Humanos para Refugiados e Migrantes LGBTI, promovida pelo Casarão Brasil.

Crédito: Divulgação

A Secretária Municipal de São Paulo de Relações Internacionais, Marta Suplicy, e a Consulesa-Geral dos Países Baixos em São Paulo, Henriette Bersee, estão confirmadas na programação da 1ª Conferência de Direitos Humanos para Refugiados e Migrantes LGBTI, promovida pelo Casarão Brasil - Associação LGBTI. O evento online terá como tema “Políticas Públicas de Atendimento” e acontece no dia 17 de março, das 15h às 17h, transmitido pela plataforma Google Meets, em razão da continuidade da pandemia da Covid-19. A conferência será aberta a todos os interessados.

O encontro virtual terá participação de representantes de diferentes países para debater cidadania e inclusão de refugiados e migrantes LGBTI, em palestras com 10 minutos de duração. Os eixos temáticos das palestras serão Promoção e Garantia de Acesso a Direitos Sociais e Serviços Públicos; Promoção do Trabalho Decente; Inclusão Social e Reconhecimento Cultural; Legislação Federal e Política Nacional para as Migrações e Refúgio; e Atendimento de demandas específicas da População LGBTI.

A programação completa do evento será divulgada nas próximas semanas. O Casarão Brasil - Associação LGBTI é uma organização social sem fins lucrativos, fundada em 2008 para inovar as atuações política e social em favor da cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexual (LGBTI).

A instituição oferece uma variedade de serviços para a comunidade arco-íris e realiza eventos em diversas áreas, como assistência social, saúde, educação e trabalhos voltados para o fortalecimento e autoestima dessa população. Também promove campanhas desenvolvidas para os homossexuais e a sociedade em geral.

Serviço

1ª Conferência de Direitos Humanos para Refugiados e Migrantes LGBTI, promovida pelo Casarão Brasil.

Crédito: Divulgação

.abcdoabc.com.br

www.miguelimigrante.blogspot.com