segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Caravana de migrantes: Mario Castellanos, o menino que viaja sozinho entre os milhares de hondurenhos que tentam chegar aos EUA

Mario Castellanos é agarrado por policial
"Você sabe bem como uma mãe se sente sem seu filho. Se eu não deixo este mundo, é porque o único que pode nos levar embora é o nosso pai celestial." Assim relata sua angústia Dilsia Murillo, de 36 anos, mãe de Mario Castellanos, um menino de Honduras que viaja sozinho na caravana de imigrantes que buscam entrar nos Estados Unidos.
Mario, de 12 anos, partiu no sábado da semana passada de San Pedro Sula, no norte de Honduras, país da América Central, e, na tarde da última sexta-feira, estava em meio às milhares de pessoas que tentavam cruzar a ponte na fronteira entre a Guatemala e o México.
Mario foi um dos primeiros que tentou fazer a travessia e, assim como outros, aparentemente tentou se atirar no rio abaixo quando sua passagem foi bloqueada pela polícia mexicana.
Segundo ele conta, um policial o pegou pelo pescoço e o atirou no chão, ferindo-o. Ele também foi afetado pelo gás lacrimogênio lançado pela polícia. Depois do incidente, foi atendido no posto de imigração.
"Em Honduras, as pessoas sofrem", disse ele à BBC. Mario conta que, em seu país, ele não frequentava a escola. Em vez disso, ia ao centro de sua cidade vender chicletes para conseguir algum dinheiro para levar para casa.
"Queriam que eu entrasse para uma gangue. Diziam que me pagariam bem, mas eu não queria."
Policial contém imigrantes na fronteira entre México e GuatemalaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionGrupo que chegou à fronteira somava mais de 4 mil pessoas
Sua mãe diz que a família vive em condições muito difíceis. O pai de Mario trabalha como vigia. Ela não trabalha. "Digo a Mario que, quando temos o que comer, ele tem de comer. Quando não temos, ele tem de aguentar", afirma Dilsia.
Ela se lembra que, em algumas ocasiões, o menino lhe disse que queria ir para os Estados Unidos, porque lá podia "ganhar muito dinheiro".
No entanto, a mãe de Mario diz que ele foi sem sua permissão. Dilsia afirma que o menino falou para os pais que ia ao centro da cidade e voltaria mais tarde. Mas horas se passaram, e Mario não voltou.
"Umas amigas me avisaram por telefone que o tinham visto na televisão", diz ela.

'Quero seguir adiante'

Mario CastellanosDireito de imagemANDREA GODÍNEZ
Image captionMario diz que sua missão é chegar aos Estados Unidos
Assim como outros que participam da caravana, Mario conta ter encontrado pelo caminho muita gente que o ajuda. "As pessoas são boas, me dão comida", diz.
"Não trouxe nada comigo. Vim só com a roupa do corpo. Na viagem, uso as roupas que ganho de presente. Vou usando e jogando fora, não posso carregar muita coisa."
Ele diz que, na caravana, todos já o conhecem. "Cada vez que quero voltar, me fazem ir adiante", diz e ri.
"Caminhar é muito duro, mas minha missão é chegar. Sinto saudades de casa, mas quero seguir adiante. Em nome de Deus, sei que Deus vai nos ajudar a passar", afirma.
A última vez em que ele falou com sua mãe foi no dia 15 de outubro. Dilsia sente saudades, mas não é totalmente contrária ao fato de ele estar com a caravana.
"Se ele puder atravessar são e salvo, melhor para ele. Mas, se não, é melhor que venha para cá", diz.

A caravana

Mario é uma das pessoas que saíram em caravana de San Pedro Sula rumo ao México. O grupo já contava com 4 mil pessoas quando chegou à fronteira.
Ponte lotada de imigrantes na fronteira entre México e GuatemalaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionOs imigrantes fogem da pobreza e da violência, em busca de uma vida melhor nos EUA
Muitas dizem que ficaram sabendo sobre a marcha pelos meios de comunicação hondurenhos e, então, decidiram juntar-se a ela. Algumas viajam já há uma semana. Outras começaram o percurso há poucos dias.
A pobreza e a violência são motivos citados para terem deixado para trás seu país e suas famílias.
Cerca de 10% da população da Guatemala, El Salvador e Honduras já deixou seus países para fugir da criminalidade, o recrutamento forçado por gangues e as poucas oportunidades de trabalho.
A região tem uma das maiores taxas de homicídios do mundo, segundo dados da ONU, e Honduras lidera o ranking global, com 55,5 mortes para cada 100 mil habitantes em 2016 - o Brasil ocupa a sétima posição, com 31,3 para cada 100 mil.
Exaustas e famintas, as pessoas que participam da caravana chegaram à fronteira depois de caminharem centenas de quilômetros na chuva e no calor, comendo e dormindo como podiam.
Os imigrantes, entre os quais idosos, crianças e mulheres grávidas, cruzaram a ponte sobre o rio Suchiate, que liga a Guatemala ao território mexicano, correndo, tomados pela euforia por terem finalmente deixado a Guatemala para trás.
"México, México", diziam, em um coro alegre, na crença de que as autoridades mexicanas os deixariam seguir viagem rumo ao que acreditam ser uma vida melhor nos Estados Unidos.
O que eles não sabiam, contudo, era o que lhes esperava do outro lado: centenas de policiais mexicanos armados com escudos e cassetetes.
O México está sob pressão do presidente americano, Donald Trump, que pediu pelo Twitter que o país freasse a caravana.
No tuíte, Trump ameaçou fechar a fronteira americana caso o pedido não fosse atendido. Também afirmou que interromperia a ajuda econômica a Honduras, El Salvador e Guatemala, "que parecem não ter praticamente nenhum controle sobre suas populações".
Mulher corre com os filhos em meio à confusão na fronteira entre México e GuatemalaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionO México está sob pressão dos EUA para impedir que os imigrantes sigam em frente
Na ponte, houve confusão e empurra-empurra com as forças de segurança. Os oficiais lançaram gás lacrimogênio. Os imigrantes, pedras. O caos tomou conta da situação por algum tempo. Houve pânico, e algumas pessoas entraram em colapso nervoso.
Após momentos de tensão, alguns conseguiram atravessar a fronteira, mas a maioria seguiu presa no bloqueio montado pelas autoridades.
As autoridades mexicanas declararam ter deixado passar aqueles que tinham visto, como é o procedimento padrão para cidadãos hondurenhos, e pediu ajuda à ACNUR, a agência das Nações Unidas para refugiados, para dar início aos trâmites para aqueles que queiram solicitar refúgio.
No sábado, a multidão na ponte já havia se reduzido consideravelmente, publicou o jornal americano The Washington Post, conforme o México aceitou a entrada de pequenos grupos em busca de asilo e deu a alguns permissão de entrada no país por um período de 45 dias.
Depois, os imigrantes foram levados para um local a céu aberto próximo da cidade de Tapachula, onde a Cruz Vermelha montou tendas.
O governo mexicano disse em um comunicado que havia recebido 640 pedidos de refúgio de hondurenhos na fronteira e divulgou imagens de imigrantes recebendo abrigo, alimentos e atendimento médico.
BBC
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sábado, 20 de outubro de 2018

Consulado de Portugal em São Paulo não aceita novos pedidos de nacionalidade



O consulado geral de Portugal na cidade de São Paulo, a maior do Brasil, suspendeu esta quinta-feira a receção de novos pedidos de reconhecimento de nacionalidade e de vistos para brasileiros e luso-descendentes, devido ao excesso de procura. 

A informação consta de um comunicado publicado no sítio do consulado na Internet, justificando a decisão com a forte procura e a necessidade de analisar com maior rapidez os processos em andamento. 

"Por forma a evitar ainda maior lentidão na análise dos processos que já se encontram pendentes de tratamento por este posto consular e por outras autoridades portuguesas, o consulado geral vê-se forçado a suspender temporariamente a admissão de novos pedidos de nacionalidade - em São Paulo e no Escritório Consulado em Santos, igualmente sobrecarregado com solicitações", refere o mesmo comunicado. 

O consulado pede desculpa pelo incómodo e revela que a receção de novos pedidos vai ser retomada a2 de Janeiro, "data em  que reabriremos no site as informações sobre os processos de nacionalidade", esclarece o consulado.

Lusa
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Chile lança plano de retorno gratuito e voluntário para haitianos

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O governo do Chile lançou nesta quarta-feira (17) um "plano de retorno humanitário", voluntário e gratuito, para haitianos que queiram retornar a seu país.
"É uma boa notícia para os cidadãos do Haiti", disse o ministro do Interior, Andrés Chadwick, ao lançar o plano desenhado inicialmente para o retorno voluntário de algum dos 165.000 haitianos residentes hoje no Chile.
"Muitas dessas pessoas vieram ao Chile estimuladas por falsas promessas e expectativas, criadas em muitos casos, por indivíduos inescrupulosos que prometiam um futuro que não correspondia à realidade", acrescentou o ministro.
Os haitianos que desejarem retornar ao seu país devem se inscrever a partir desta quarta-feira no site do Departamento dos Estrangeiros. Para optar ao programa não podem ter pendências com a justiça e precisam assinar uma declaração em que se comprometem a não voltar ao Chile nos próximos nove anos.
Se os migrantes tiverem cônjuge ou filhos, deverão realizar o trâmite de maneira conjunta e viajar como grupo.
O plano não tem custo para os haitianos. A viagem será realizada em aviões da Força Aérea do Chile.
O governo não deu estimativas sobre o número de haitianos que pode optar por esse plano, apenas informou que inicialmente estão previstos entre 15 e 18 viagem de Santiago para Porto Príncipe.
Os haitianos protagonizaram uma explosiva migração para o Chile nos últimos anos, mas não são a maior comunidade de migrantes no país. De acordo com dados apresentados nesta quarta-feira pelo governo chileno, somente entre 2016 e 2017 chegaram e ficaram no país 165.000 cidadãos haitianos.
Em,com,br
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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

La caravana de migrantes alerta a los gobiernos de Centroamérica, México y EEUU

AGUA CALIENTE  HONDURAS   18 10 18 - Migrantes hondurenos llegan a un reten policial antes de realizar sus tramites migratorios hoy  jueves 18 de octubre de 2018  en la frontera de Agua Caliente  entre Honduras y Guatemala  EFE  Gustavo Amador
Centenares de migrantes hondureños continúan su travesía hacia EEUU pese a las amenazas de Donald Trump de suspender las ayudas a los países que permitan el paso de esas caravanas y de enviar militares a la frontera con México, cuyo Gobierno pidió hoy ayuda a la ONU para atender a los caminantes.

De San Pedro Sula salió el sábado pasado una primera caravana con 3.000 migrantes, según la ONU, de los que algunos ya han podido llegar a México. Hay otros grupos procedentes de varias regiones de Honduras que van en el mismo camino en busca de una mejor vida.

Un primer grupo de la primera caravana llegó el pasado jueves a la frontera de Guatemala con México, mientras que las autoridades de El Salvador informaron que permitieron el ingreso de 1.235 hondureños a su territorio y 20 personas más que no lograron cruzar la frontera por falta de documentos, atravesaron el río Guascorán, pese a la subida de su cauce por las lluvias.

Arriesgan su vida en el camino

Muchos de los migrantes arriesgan sus vidas, ya que al no tener documentos pasan por caminos, trochas o ríos para esquivar el control de las autoridades fronterizas que los detiene y después los reenvía a Honduras. Es el caso de 55 hondureños que fueron devueltos por las autoridades de Guatemala en un autobús. También ya hay varios grupos de migrantes que ante las dificultades han retornado a su país por su propia voluntad.
Guatemala ha sido solidario con los migrantes dándoles alimento y ropa, sin embargo, el Gobierno advirtió a los hondureños que transitan por el país que no permitirá actos criminales y que se reforzarán los controles en la frontera con México, porque se han encontrado en la caravana personas que pertenecen a pandillas.

Desde Honduras, las autoridades tratan de organizar a las personas que buscan cruzar la frontera solo si tienen sus documentos en regla, por eso muchos se arriesgan a pasar por otros puntos peligrosos. El Gobierno hondureño informó de que retuvo a 54 menores solos que pretendían salir del país y llegar a EE.UU. y anunció la habilitación de dos centros de protección temporal para atender a los niños en condición de migración irregular.

Las amenazas de Donald Trump

Ante esta situación el presidente Donald Trump amenazó hoy con ordenar a sus militares que "cierren" la frontera con México si no se detiene la "acometida" de inmigrantes centroamericanos que llegan a Estados Unidos.

Trump, que advirtió a Honduras, Guatemala y El Salvador de que les cortaría la ayuda económica si no frenan el avance de la caravana ni evitan que sus ciudadanos emigren hacia EE.UU., señaló que tomaría medidas extremas para asegurar la frontera sur de su país.

"Debo, en los términos más enérgicos, pedir a México que detenga esta acometida (de inmigrantes), y si no pueden hacerlo llamaré a los militares de EE.UU. y CERRARÉ NUESTRA FRONTERA SUR!", escribió Trump en su cuenta de Twitter.

El mandatario ordenó en abril el despliegue en la frontera de la Guardia Nacional -un cuerpo de reserva de las Fuerzas Armadas- como respuesta a las noticias sobre otra caravana de migrantes, que en ese caso inició su recorrido en el sur de México.

México pedirá ayuda a la ONU

Por su parte, el Gobierno de México anunció que va a pedir apoyo a la ONU para gestionar las peticiones de asilo que puedan presentar los miles de migrantes hondureños que ya están llegando a su frontera.

El canciller mexicano, Luis Videgaray, quien se reunió hoy con el secretario general de la ONU, António Guterres, también restó importancia a las amenazas de Trump de cerrar la frontera atribuyéndolas al contexto "electoral".
México ya había advertido de que deportará a quienes entren de forma ilegal al país, aunque atenderá a aquellos que soliciten refugio.

El Periodico

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Anistia Internacional denuncia Itália e França por imigração

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A ONG Anistia Internacional denunciou  "violações sistemáticas" que estariam sendo cometidas contra refugiados e imigrantes na fronteira entre Itália e França. 

De acordo com a entidade, essas violações foram constatadas durante uma missão enviada à fronteira entre os dias 12 e 13 de outubro, na zona de Briancon, nos alpes franceses.

 Entre as violações observadas, estão "a rejeição de 26 pessoas do posto de polícia de fronteira de Montgenèvre sem exame individual da situação de cada um, nem da possibilidade de pedir asilo". "Não foi considerado que oito pessoas eram menores de idade", disse a Anistia Internacional, acrescentando que também foram constatadas situações de discriminação, ameaças, insultos e dificuldades para registros de solicitação de asilo. "Essas práticas ilegais e esses comportamentos são inaceitáveis em um Estado de direito. 

A inumanidade e a hipocrisia são intoleráveis", criticou a Anistia. Participaram da missão da ONG 60 voluntários, sendo seis advogados do tribunal de GAP, na França, e três advogados italianos, com apoio de outras ONGS, como Anafé, La Cimade, Médicins du Monnde, Médicos Sem Fronteiras, Secour Catholique, Caritas França, Chemins Pluriels, Emmaus France, SGI, GISTI, Icare 05, Refuges Solidaires, Tous Migrants. 

Nas últimas semanas, os governos da França e da Itália trocaram farpas devido a incidentes com imigrantes na fronteira. Paris se desculpou com Roma por largar imigrantes de origem africana em um bosque de Claviere, em 12 de outubro. 

A França acusa a Itália de violar normas internacionais ao fechar seus portos para pessoas resgatadas no mar, enquanto Roma alega que o país vizinho barra sistematicamente imigrantes na fronteira.

Terra
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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Organizações que ajudam refugiados pedem aos líderes europeus para parar mortes



A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) pediram esta quarta-feira aos líderes europeus, reunidos em Bruxelas, que atuem para impedir o aumento de mortes no Mediterrãneo.

 "O tom atual do debate político no qual se descreve a Europa assediada [por imigrantes], não só é de escassa utilidade, como está completamente fora da realidade", segundo uma declaração conjunta dos responsáveis pelas duas maiores agências internacionais que trabalham a favor dos imigrantes. 

Esta tomada de posição surge um dia antes dos líderes europeus abordarem a questão num encontro, em Bruxelas. 

Na Europa, assinalam ainda, as mesmas organizações, está a expandir-se um discurso "tóxico" sobre os imigrantes e refugiados, em especial contra aqueles que chegam em embarcações pelo Mediterrâneo, apesar das entradas na Europa por mar terem diminuído sensivelmente este ano, com exceção de Espanha. 

"Essa narrativa está a gerar medo desnecessário, torna mais difícil que os países trabalhem juntos, e evita que se avance para verdadeiras soluções", segundo os responsáveis da ACNUR, Filippo Grandi, e da OIM, António Vitorino. 

Desde o início de 2018, 1.839 pessoas morreram a tentar atravessar o norte de África até à Europa. 

Em setembro, um em cada oito imigrantes faleceu ou desapareceu no mar. 

O número de chegadas situa-se em 88.736 desde 01 de janeiro, entre as quais 40.598 passaram por Espanha, de acordo com dados da OIM. 

Outras 21.712 pessoas chegaram através de Itália no mesmo período, enquanto que 24.912 fizeram-no pela Grécia, e 525 por Chipre.

Cm
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Polícia Federal atualiza números da migração de venezuelanos em RR

A Polícia Federal atualizou nesta terça-feira (16) os números da migração de venezuelanos. De 2015 até 10 de outubro, 85 mil procuraram a PF no Estado de Roraima em busca de regularização.
Dentre os 85 mil, 54,1 mil solicitaram refúgio e 18,9 mil, residência. Outros 12 mil haviam agendado atendimento até a data.
Durante reunião do Comitê Federal de Assistência Emergencial, presidido pela Casa Civil, a PF também atualizou os números de entrada e saída de venezuelanos do Brasil. Entre 2017 e 2018, 176.259 entraram pela fronteira de Pacaraima (RR), mas 90.991 (51,6%) desses saíram do País, 62.314 por via terrestre e outros 28.677 embarcaram em voos internacionais.
A principal rota de saída dos venezuelanos é a própria fronteira de Pacaraima, por onde saíram 64% desses venezuelanos. Outros 17% deixaram o País pela ponte Tancredo Neves, em Foz do Iguaçu (PR). Guajará-Mirim (RO) e Uruguaiana (RS) registraram a saída de 5% dos venezuelanos cada.
O aeroporto de Guarulhos registrou saída de 58% dos 28.677 que deixaram o Brasil pelo modal aéreo. Os aeroportos internacionais de Manaus, Brasília e Rio de Janeiro registraram 14%, 13% e 12%, respectivamente.
Comitê FederalO Comitê Federal de Assistência Emergencial se reúne mensalmente no Palácio do Planalto para monitorar as medidas de acolhimento, ordenamento de fronteira e interiorização de venezuelanos no estado de Roraima. 
Desde abril, mais de 2,6 mil foram transferidos para 18 cidades em 12 etapas do processo de interiorização. Em Roraima, 5,2 mil pessoas vivem em 10 abrigos de Boa Vista e em dois de Pacaraima. 
Para o ordenamento de fronteira, foi montada em Pacaraima estrutura para recepção, identificação, fiscalização sanitária, regularização migratória e triagem. Desde junho, quando o posto ampliado começou a funcionar, até 14 de outubro foram feitas já na fronteira 18.046 pedidos de regularização migratória, sendo 55% de pedidos de refúgio e 42% de residência temporária. 
Em 18 de setembro começou a funcionar também um posto de triagem em Boa Vista, com objetivo de dar suporte ao ordenamento de fronteira e emitir documentos aos migrantes. 
Fonte: ASCOM/Casa Civil
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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

MJ seleciona projetos para reassentamento de refugiados no Brasil

A Secretaria Nacional de Justiça, do Ministério da Justiça, seleciona projeto de organização da sociedade civil sem fins lucrativos de natureza social, para realizar o reassentamento no Brasil de núcleos familiares de refugiados, imigrantes e apátridas. O Edital foi publicado no Diário Oficial da União de 16/10/18. 
 Os projetos devem garantir a recepção, o alojamento, as assistências jurídica, social e psicológica, a inserção das pessoas refugiadas reassentadas em serviços e em políticas públicas, bem como a realização de cursos e capacitações profissionais, pelo período de 12 meses, visando à sua inserção no mercado de trabalho.
 O Termo de Colaboração a ser firmado envolve a transferência de recursos financeiros à organização da sociedade civil (OSC), conforme condições estabelecidas no Edital.

Clique aqui e leia o edital.
Ministerio da Justiça 
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