sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Governo do Pará estabelece Conselho Estadual de Migrantes, Refugiados e Apátridas e desenvolve ações de inclusão social

 Por Igor Oliveira (SEJU)


Primeira reunião do Conselho realizou a posse de representantes do poder público estadual
Primeira reunião do Conselho realizou a posse de representantes do poder público estadual
Foto: NCS Seju

Foi realizada nesta quarta (21), em Belém, a primeira reunião do Conselho Estadual de Migrantes, Solicitantes de Refúgio, Refugiados e Apátridas do Estado do Pará (Cemig). O evento ocorreu na sede da Secretaria de Estado de Justiça (Seju) e foi marcado pela posse dos primeiros conselheiros do órgão colegiado para tratar de políticas públicas voltadas aos direitos dessa população.

O Cemig, órgão vinculado à Seju, foi criado pelo Decreto nº 5.045 de 18 de novembro de 2025, que também definiu procedimentos para a implementação da Política Estadual de Migrantes, Solicitantes de Refúgio, Refugiados e Apátridas. O Conselho deve atuar na defesa dos direitos desses grupos por meio da articulação entre o poder público e sociedade civil, entre outras competências.

Seju tem atuação no enfrentamento ao tráfico de pessoas e promoção da migração segura
Seju tem atuação no enfrentamento ao tráfico de pessoas e promoção da migração segura
Foto: NCS Seju

Durante a ocasião, ocorreu a posse formal dos representantes do poder público estadual, além da definição da comissão organizadora para habilitação, elaboração de edital e seleção de organizações da sociedade civil para integrarem o Cemig. 

O Conselho Estadual de Migrantes, Solicitantes de Refúgio, Refugiados e Apátridas possui representantes dos seguintes órgãos estaduais: Secretarias de Estado de Justiça (Seju); de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster); de Cultura (Secult); das Mulheres (Semu); de Articulação da Cidadania (Seac); de Educação (Seduc); de Saúde Pública (Sespa); de Segurança Pública e Defesa Social (Segup); de Povos Indígenas (Sepi), de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh) e Companhia de Habitação do Estado do Pará (Cohab). 

Secretário de Justiça, Evandro Garla, considera a reunião um marco na atuação da Seju
Secretário de Justiça, Evandro Garla, considera a reunião um marco na atuação da Seju
Foto: NCS Seju

Marco na defesa de direitos - Os participantes do encontro também escolheram a Secretaria de Justiça para presidir o Cemig em sua primeira gestão. O titular da Seju, Evandro Garla, avaliou que a primeira reunião do Conselho Estadual de Migrantes, Solicitantes de Refúgio, Refugiados e Apátridas foi um marco importante para o trabalho da Seju e para a defesa dos direitos dessa população no Pará.

“É um momento que reforça a atuação da Seju nessa área e, por isso, estamos felizes em agora fazer parte de um colegiado para deliberar exclusivamente sobre esse tema e promover iniciativas como editais, grupos de apoio, orientações, oficinas, entre outras ações de cidadania e inclusão social”, afirma o secretário.

Participantes da primeira reunião do Conselho Estadual de Migrantes, Solicitantes de Refúgio, Refugiados e Apátridas
Participantes da primeira reunião do Conselho Estadual de Migrantes, Solicitantes de Refúgio, Refugiados e Apátridas
Foto: NCS Seju

A Secretaria de Justiça possui um grupo de trabalho voltado para o enfrentamento ao tráfico de pessoas e promoção da migração segura, oferecendo orientação, assistência e acolhimento humanizado a migrantes, refugiados e apátridas, além  de trabalhar em conjunto com a rede de enfrentamento do tráfico de pessoas.

https://agenciapara.com.br/

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Expositores refugiados e imigrantes mostram culturas de seus países durante o Festival de Integração Cultural

Escrito por Redação 
 

Oferecer oportunidades a refugiados e imigrantes é o objetivo do Festival de Integração Cultural, que acontece pela terceira vez na Zona Oeste, nos dias 24 e 25 de janeiro, no Mercado de Produtores do Uptown (Av. Ayrton Senna, 5.500). A entrada é franca. O evento é uma iniciativa da Araújo Abreu e da Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, com apoio da Secretaria Especial de Direitos Humanos e Igualdade Racial. 

Nesta edição, o Festival contará com 14 expositores nas áreas de gastronomia, moda e artesanato. Além disso, haverá contação de histórias para crianças, aulas de dança, oficinas de brinquedos sul-americanos e shows musicais. A intenção é apoiar a integração sociocultural e gerar renda para refugiados e imigrantes vindos de países como Angola, Venezuela, Congo, Colômbia e Argentina. Os expositores receberão estrutura e remuneração mínima garantida por sua participação.

“O Festival de Integração Cultural nasceu com a missão de valorizar a diversidade e dar visibilidade ao talento de refugiados e imigrantes que escolheram o Brasil como lar. Mais do que um espaço de exposição, o evento é uma oportunidade concreta de geração de renda e de fortalecimento da integração sociocultural. A cada edição, reafirmamos nosso compromisso em construir pontes entre culturas e aproximar o público da riqueza artística e gastronômica desses países”, afirma Fernanda Abreu, Diretora Geral da Araújo Abreu.

Para o secretário de Direitos Humanos e Igualdade Racial do Rio, Edson Santos, as ondas migratórias tendem a ser cada vez mais frequentes devido aos conflitos geopolíticos que estão ocorrendo no mundo.

“O Festival é um espaço que chama atenção para a pauta dos imigrantes e dos refugiados, tendo o papel de promover acolhimento, integração cultural e geração de renda a essas pessoas que vêm pro Brasil em busca de uma nova perspectiva de vida. A gente tem que envolver cada vez mais setores da sociedade nesse tema. O Brasil precisa ser um contraponto à situação de quase guerra civil que os EUA impõem ao mundo”, ressaltou Edson. 

O Festival de Integração Cultural reunirá sabores, artes e moda de diferentes países, com destaque para a gastronomia argentina de Mansilla Matias, a Dulcipan com especialidades da Venezuela e Cuba, e o Chez Kimberly Food trazendo pratos típicos do Congo e de Angola; no artesanato, a Venezuela marcará presença com José Valero e sua Creaciones Escorpión, a Chag-Dalla de Zhue Llamkay Otaiza Albaracin com produtos orgânicos e sustentáveis, e a Creaciones Mili’s de Zobeida Ortiz com peças de macramê e bijuterias; já na moda, a Rama Collection da congolesa Ramatoulaye.

Festival de Integração Cultural

Tutshumu apresentará roupas e acessórios vibrantes, enquanto a Juh Artesania do colombiano Miguel Camacho exibirá jóias artesanais em aço, couro e pedras naturais, dentre outros talentos que enriquecem o evento.

Vanessa Suárez está no Brasil há 11 anos e participa do Festival de Integração Cultural expondo Tequeños, um salgadinho venezuelano típico em festas e eventos locais, que é patrimônio cultural do país. Vanessa disse que o Festival proporciona mais alcance e visibilidade para seus produtos. 

“O evento é importante para que nossos produtos possam ser conhecidos por outras pessoas, ainda mais em janeiro, que costuma ser um mês de vendas mais fracas”, explica a venezuelana, que contou como tem sido sua experiência no Brasil. “No começo foi difícil pelo idioma, mas sempre tive ajuda e acolhida do povo carioca que hoje em dia considero minha família. Os cariocas me receberam de braços abertos e são ainda uma mãe que dá colo, sem se importar com cultura, política, gênero, religião, cor ou nação”, enfatiza Vanessa. 

Oficinas

A Oficina de Brinquedos Sul-Americanos é uma ação especial conduzida por talentosos imigrantes venezuelanos. Nessa oficina, o público infantil terá a oportunidade de aprender a criar brinquedos tradicionais utilizando técnicas artesanais e materiais recicláveis. Nossos instrutores trazem consigo a rica herança cultural da Venezuela e compartilharão seus conhecimentos e habilidades, proporcionando uma experiência prática.

Contação de Histórias, Dança & Performance La Sape

Além dos expositores, o Festival de Integração Cultural terá uma programação repleta de atrações imperdíveis. Os imigrantes Verônica Amoras, uruguaia, e Alexis Riquelme, peruano, irão compartilhar contos encantadores de suas culturas nas sessões de contação de histórias. Além disso, Verônica Amoras se une ao angolano Ánder João e ao cubano Israel Valdés numa experiência enriquecedora com suas aulas de dança. Thezis Luyndula Lutete, originário da República Democrática do Congo e residente no Brasil há 12 anos, apresentará “La Sape”, uma performance que mistura elegância, movimento corporal e dança, num dandismo congolês contemporâneo.

PROGRAMAÇÃO:

Sábado – 24/01

12h às 13h – DJ Raphael Moraes
13h às 14h – Contação de Histórias
14h30 às 15h30 – Aula de Dança
15h40 às 16h40 – Oficinas de Brinquedos
17h às 18h – Fred Chico
18h30 às 19h30 – Trio Sur
20h às 20h30 – Performance la Sape
20h30 às 21h – DJ Raphael Moraes

Domingo – 25/01

12h às 13h – DJ Raphael Moraes
13h às 14h – Contação de Histórias
14h30 às 15h30 – Aula de Dança
15h40 às 16h40 – Oficinas de Brinquedos
17h às 18h – Samba Menino
18h30 às 19h30 – La Santa Clave
20h às 20h30 – Performance la Sape
20h30 às 21h – DJ Raphael Moraes

*DJ e Mestre de Cerimônia nos intervalos das atividades e atrações

SHOWS

Sábado, 24/01:

  • 17h às 18h: Fred Chico, o Homem Banda, tocando simultaneamente 6 instrumentos: violão, gaita, cajón, caixa e pandeirola, loop station, além de cantar.
  • 18h30 às 19h30: Trio Sur, dedicado ao candombe uruguaio, que cria pontes vivas entre o repertório uruguaio e expressões da música brasileira.

Domingo, 25/01:

  • 17h às 18h: Samba Menino, projeto cultural e livro infantil de Raphael Moreira que ensina a história do samba para crianças, valorizando a cultura afro-brasileira.
  • 18h30 às 19h30: La Santa Clave, riquezas e semelhanças do repertório musical da América Latina.

SERVIÇO:

FESTIVAL DE INTEGRAÇÃO CULTURAL: festival de gastronomia, moda e artesanato com participação de artistas imigrantes e refugiados. Dias 24 e 25 de janeiro (sábado e domingo), das 12h às 21h, no Mercado de Produtores do Uptown (Av. Ayrton Senna, 5.500 – Rio de Janeiro). Entrada franca. Classificação livre. Valor do estacionamento R$16, período de 12 horas.

Idealização : Uptown e Sagre Agência de Projetos Incentivados

Apoio: Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Governo do Estado do RJ e Secretaria Especial de Direitos Humanos e Igualdade Racial da Prefeitura do Rio de Janeiro

Patrocínio: Araújo Abreu e Prefeitura do Rio

https://sopacultural.com/

www.radiomigrantes.net

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Israel destrói agência da ONU para Refugiados Palestinos em Jerusalém

 

Bandeira de Israel sobre estruturas demolidas da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) em Jerusalém Oriental

Israel destruiu a sede da Agência das Nações Unidas para Refugiados Palestinos (UNRWA, sigla em inglês para United Nations Relief and Works Agency), no bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental, nesta terça-feira (20). A área da cidade, anexada por Israel, é reivindicada pelos palestinos como a capital de um futuro Estado.

A agência da ONU classificou o ataque como “sem precedentes” e “uma grave violação do direito internacional e dos privilégios e imunidades das Nações Unidas”, afirmou Roland Friedrich, diretor da UNRWA para a Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

O Ministério das Relações Exteriores israelenses alegou que o espaço da Organização das Nações Unidas (ONU) era uma fachada do Hamas, o grupo político-militar palestino.

“A UNRWA-Hamas já havia cessado suas operações no local e não tinha mais pessoal da ONU nem realizava quaisquer atividades das Nações Unidas ali. O complexo não goza de qualquer tipo de imunidade, e sua confiscação pelas autoridades israelenses foi realizada de acordo com o direito israelense e internacional”, afirmou a pasta em comunicado.

O país do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu acusou ainda alguns funcionários da UNRWA de supostamente participarem do ataque do Hamas em Israel em 7 de outubro de 2023.

Após a ocupação do espaço, a bandeira israelense foi hasteada no local em substituição à bandeira da ONU, com a presença do ministro da Segurança Nacional de extrema direita, Itamar Ben-Gvir. 

Aryeh King, vice-prefeito israelense de Jerusalém, publicou em seu perfil no X que havia prometido a expulsão do “inimigo nazista de Jerusalém” e que agora “a UNRWA está sendo expulsa de Jerusalém”.

No fim de dezembro, o governo de Israel aprovou a Lei de Cessação das Operações da UNRWA, com o objetivo de impedir a continuidade das atividades da agência. A medida foi duramente criticada pela ONU, que afirmou que a legislação viola o marco jurídico internacional aplicável à UNRWA.

Em nota publicada na época, o secretário-geral das Nações Unidas ressaltou que a agência integra o sistema da ONU e lembrou as obrigações de Israel previstas na Carta da organização. Segundo o comunicado, a convenção permanece em vigor para a UNRWA, seus bens, ativos, funcionários e colaboradores, cujas instalações são consideradas invioláveis.

Desde 1º de julho, o Brasil exerce, pela primeira vez, a presidência da Comissão Consultiva da agência, responsável por aconselhar e assistir o comissário-geral na execução de seu mandato.

Em setembro do ano passado, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, copresidiu, ao lado dos chanceleres da Jordânia, Ayman Safadi, e da Espanha, José Manuel Albares Bueno, uma reunião de apoio à UNRWA, com o “objetivo reforçar o respaldo da comunidade internacional à agência, em meio à crise política e financeira que enfrenta, e reconhecer o papel essencial desempenhado na prestação de serviços básicos a cerca de seis milhões de refugiados palestinos”.

Editado por: Nathallia Fonseca

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Anistia Internacional alerta para impactos da volta de Trump

 


foto wikipedeia 

O movimento global por direitos humanos Anistia Internacional fez um alerta sobre os impactos causados pelo primeiro ano de governo após a recondução de Donald Trump a presidência dos Estados Unidos (EUA). O relatório Soando os Alarmes: Práticas Autoritárias Crescentes e Erosão dos Direitos Humanos nos Estados Unidos aponta para uma trajetória considerada preocupante.

Doze áreas foram documentadas a partir de decisões e iniciativas do governo de Donald Trump:

Liberdade de imprensa

Acesso à informação;

Liberdade de expressão;

Direito a reunião pacífica;

Funcionamento de organizações da sociedade civil;

Funcionamento de universidades;

Espaço para opositores;

Espaço para críticos políticos;

Relação com juízes,

Relação com advogados,

Funcionamento do sistema jurídico e respeito ao processo legal.

O relatório aponta um caminho observado em outros países onde o Estado de Direito foi deteriorado. De acordo com o documento, em diferentes contextos, esses países percorrem caminhos similares que iniciam com a consolidação de poder, seguido do controle da informação, o rechaçamento à crítica, a punição à dissidência, restrição ao espaço cívico e enfraquecimento dos mecanismos de responsabilização.

“O ataque ao espaço cívico e ao Estado de Direito, bem como a erosão dos direitos humanos nos Estados Unidos, refletem o padrão global que a Anistia Internacional observa e sobre o qual alerta há décadas”, diz o diretor executivo da Anistia Internacional EUA, Paul O'Brien.

Escalada de práticas autoritárias

Foram documentados no último ano práticas autoritárias como retirada de direitos de refugiados e migrantes, busca por bodes expiatórios entre comunidades e revogação de proteções contra a discriminação, uso das forças armadas para fins domésticos, desmonte de mecanismos de responsabilização corporativa e de medidas anticorrupção, expansão da vigilância sem supervisão, esforços de combate aos sistemas internacionais de proteção aos direitos humanos.

O relatório destaca ainda que a escalada das práticas autoritárias também ocorre por meio de um sistema de reforço mútuo, como quando as cidades são militarizadas após protestos contra ações repressivas por agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA).

“Práticas autoritárias só se enraízam quando são normalizadas. Não podemos deixar que isso aconteça nos Estados Unidos. Juntos, temos a oportunidade, e a responsabilidade, de enfrentar este momento desafiador da nossa história e proteger os direitos humanos,” acrescenta O'Brien.

Além dos documentos, o relatório reúne ainda um conjunto de recomendações aos Poderes Executivo, Judiciário, ao Congresso dos Estados Unidos, empresas e atores internacionais. São sugestões de iniciativas para proteção dos espaços públicos, restauração das salvaguardas do Estado de Direito, fortalecimento da responsabilização e para combater a normatização das violações dos direitos humanos.

Confira no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, as informações sobre as últimas investidas de Trump contra outros países

agenciabrasil.ebc.com.br

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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Mais de 69,5 mil atendimentos a migrantes, refugiados e apátridas são realizados pela Sejusc

 

Mais de 69,5 mil atendimentos a migrantes, refugiados e apátridas são realizados pela Sejusc


Mais de 69,5 mil atendimentos a migrantes, refugiados e apátridas são realizados pela Sejusc Durante o ano de 2025, mais de 69,5 mil atendimentos para migrantes, refugiados e apátridas foram realizados pela Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc). Os atendimentos incluem desde regularização de documentação e refúgio até o acolhimento a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Os dados são da Gerência de Migração, Refúgio, Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo (Gmig/Sejusc) 

Segundo a secretária Jussara Pedrosa, a Sejusc vem se empenhando a cada ano para oferecer um atendimento humanizado e acolhedor para esse público. “A Sejusc atua assegurando direitos e dignidade a cada pessoa que se enquadre nesse público. Buscamos sempre oferecer o melhor atendimento e acolhimento, de acordo com cada particularidade e dando os devidos encaminhamentos”, frisa.

Os atendimentos de 2025 foram realizados em três unidades essências da Gmig, sendo o Posto de Interiorização e Triagem (Pitrig) com 67.211 mil; o Posto de Recepção e Apoio aos Migrantes e Refugiados (PRA), realizando 2.198 e Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante (PAAHM) que realizou 156. 

Ações e parcerias 

Ao longo de 2025, a Gerência realizou ações em parceria com órgãos públicos e Organizações da Sociedade Civil, atendendo em visitas domiciliares, visitas institucionais a migrantes internados em serviços de saúde, apoio nas ações de cidadania da Sejusc, oferecendo serviço de encaminhamento para regularização documental migratória e a participação em eventos nacionais.

Com uma equipe acolhedora e com atendimento humanizado, a Gerência manteve apoio constante à Operação Acolhida e assumiu o serviço de documentação durante as paralisações do trabalho das agências da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil, exercendo de forma integral os serviços de pré-documentação de residência e refúgio no Pitrig, outrora compartilhado com agências da ONU.

Onde encontrar os atendimentos O Pitrig funciona dentro do PAC Compensa, e é responsável pela pré-documentação para regularização e refúgio; a unidade do PRA fica localizada na avenida Torquato Tapajós e oferece acolhimento temporário 24 horas a pessoas em situação de vulnerabilidade; já o PAAHM fica localizado no Aeroporto Internacional de Manaus, e atua no acolhimento e orientação orienta recém-chegados, além da identificar situações de risco. 

A Gmig é vinculada à Secretaria Executiva de Direitos Humanos (SEDH/Sejusc) e fica localizada no Shopping Parque 10 Mall, na avenida Tancredo Neves, bairro Parque 10, com atendimento das 8h às 17h.

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Programa Inteiro Teor mostra como o Brasil e a Justiça Federal lidam com refugiados e imigrantes irregulares

 

Em tempos de crises humanitárias em muitos lugares do mundo, esta edição de retrospectiva do Inteiro Teor relembra reportagem que abordou decisão do TRF da 1ª Região garantindo a uma estrangeira, em situação imigratória irregular, o direito de pedir refúgio no Brasil. Confira também entendimento do Tribunal ampliando a interpretação da lei e autorizando o saque de FGTS em caso de autismo. A decisão é uma recompensa à luta de uma mãe pelo direito ao custeio do tratamento da filha.

O Inteiro Teor, produzido pela Assessoria de Comunicação do TRF1, é exibido na TV Justiça aos domingos, às 7h (horário de Brasília), com reprises às segundas, às 10h30. Na TV Câmara Distrital, a exibição é diária: de segunda a sexta-feira, às 18h30; aos sábados, às 9h, e aos domingos, às 5h50. Após a primeira exibição, a edição fica disponível no canal do TRF1 no YouTube.

AD

Assessoria de Comunicação Social
Tribunal Regional Federal da 1ª Região

https://www.trf1.jus.br/trf1
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sábado, 17 de janeiro de 2026

Irã: Médicos Sem Fronteiras mantém projetos de saúde no país


 

A imensa perda de vidas relatada pela mídia é devastadora. Com as comunicações ainda ocorrendo de força esporádica, é extremamente difícil obter informações sobre a situação atual ou confirmar relatos, incluindo o número de feridos e mortos.

Durante breves períodos de retomada das comunicações em todo o país, conseguimos fazer contato com nossas equipes, que estão em segurança e conseguiram manter o atendimento aos pacientes que já acompanhavam.

Embora não estejamos autorizados a realizar atividades além do escopo de nossos projetos voltados a comunidades vulneráveis no Irã, seguimos oferecendo apoio médico aos hospitais. Até o momento, Médicos Sem Fronteiras (MSF) não recebeu nenhum paciente com ferimentos relacionados à violência.

Atividades de MSF no Irã

MSF mantém três projetos no Irã que oferecem serviços de saúde primária, incluindo consultas médicas e obstétricas, triagem de doenças infecciosas, tratamento e acompanhamento da hepatite C, além de serviços de saúde mental para populações em situação de vulnerabilidade – em especial refugiados afegãos – no sul de Teerã, em Mashhad e na província de Kerman. Essas pessoas enfrentam grandes barreiras no acesso aos cuidados de saúde devido ao estigma, à criminalização, à falta de documentos ou de seguro e à falta de condições financeiras para arcar com os custos dos serviços médicos.

Sul de Teerã

MSF iniciou seu projeto no sul de Teerã em 2012 para responder às lacunas críticas de acesso à saúde enfrentadas por populações em situação de vulnerabilidade em uma das áreas urbanas mais empobrecidas e complexas da cidade. A organização oferece atenção primária integrada e centrada no paciente por meio de uma clínica fixa, clínicas móveis e atividades direcionadas a essas populações. Os serviços incluem atendimento para doenças infecciosas e não infecciosas, saúde sexual e reprodutiva, atendimento a pessoas feridas, saúde mental e apoio social, triagem e tratamento da hepatite C, encaminhamentos para atenção secundária, além de apoio social e ações de promoção da saúde.

Mashhad

MSF está presente em Mashhad, a segunda maior cidade do Irã, próxima à fronteira com o Afeganistão, desde 1996. Desde 2018, MSF mantém diversas clínicas móveis que oferecem consultas médicas e psicológicas, além de triagem para doenças infecciosas, como hepatite C, para grupos em situação de vulnerabilidade. Na clínica do distrito de Golshahr, onde vive a maior parte dos refugiados afegãos de Mashhad, as equipes de MSF oferecem aconselhamento, apoio psicossocial, educação em saúde e encaminhamentos para serviços especializados.

Província de Kerman

MSF é a única organização médica que oferece serviços diretos de saúde a refugiados afegãos na província de Kerman. Seus centros de atenção primária à saúde atendem áreas periféricas e desassistidas da cidade de Kerman, que abriga cerca de 200 mil afegãos. Desde abril de 2024, MSF administra a clínica Vahdat, a 10 quilômetros da cidade, e está atualmente estabelecendo uma clínica fixa em Kerman, em parceria com as autoridades de saúde. Os serviços incluem atendimento a doenças transmissíveis e não transmissíveis, saúde sexual e reprodutiva, saúde mental e apoio psicossocial, atendimento a pessoas feridas e triagem para tuberculose, HIV, hepatites B e C.

https://www.msf.org.br

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Itaipu presta apoio a haitianos recém-chegados no Brasil

 Itaipu apoia chegada de haitianos em Foz, oferecendo transporte até a rodoviária rumo a cidades brasileiras.-Foto: William Brisida/Itaipu Binacional

A Itaipu Binacional forneceu apoio logístico a um grupo de 71 haitianos que desembarcaram na manhã desta quarta-feira (14) no aeroporto de Foz do Iguaçu (PR). Ônibus e vans foram disponibilizados pela empresa para transportar os imigrantes até a rodoviária, de onde saíram de ônibus para diferentes cidades do Brasil.

“Nosso País se fortalece quando acolhe com humanidade aqueles que chegam em busca de segurança e novas oportunidades”, afirmou o diretor-geral brasileiro em exercício e diretor jurídico da Itaipu Binacional, Luiz Fernando Delazari. “Receber os refugiados haitianos com respeito, empatia e compromisso é reafirmar nossos valores de solidariedade latino-americana, política de governo do Presidente Lula e com a qual a atual gestão da Itaipu tem completa sintonia. É um simples gesto de acolhida, para uma comunidade sofrida que busca melhores condições humanitárias de vida.”

Para Julien Roldy, presidente da Associação dos Migrantes, Indígenas e Refugiados de Foz do Iguaçu (AMIRF), o apoio da Itaipu nesse momento é fundamental. “A Itaipu investe nas pessoas, é parceira do desenvolvimento social e é sensacional que ela esteja mais presente junto aos imigrantes.”

Famílias

Todos os haitianos desembarcados nesta quarta-feira já têm familiares vivendo e trabalhando no Brasil, de acordo com Laurette Bernardin Louis, presidente da Associação para a Solidariedade dos Haitianos no Brasil (ASHBRA). “Há alguns meses uma portaria interministerial dos Ministérios da Justiça e das Relações Exteriores permitiu que pessoas que estão no Haiti com visto autorizado possam vir ao Brasil reencontrar seus familiares”, explicou. “Alguns estão longe de suas famílias há vários anos, e agora lhes foi possibilitada essa reunião familiar.”

É o caso do jovem Solanndy Pierre, de 17 anos, que viajará para Goiânia, no estado de Goiás, para reencontrar a mãe, que não vê há cinco anos. “Ficarei emocionado em reencontrar minha mãe. Quero terminar meus estudos, aprender a dirigir automóvel e depois fazer faculdade para ser médico”, disse.

Já Naomi Joseph vai reencontrar a irmã em Curitiba. “Estou feliz de estar aqui; viveremos melhor no Brasil, por causa da situação que atravessa nosso país. No Haiti eu trabalhava com Marketing e negócios. Sou competente nisso e aqui espero um dia trabalhar nessa área ou em outros tipos de trabalho”, revelou.

Samuel Derilus também se estabelecerá em Curitiba, na casa do irmão. “Quero trabalhar e juntar dinheiro para ajudar minha família. No Haiti eu dirigia táxi para sobreviver e aqui também gostaria de trabalhar como motorista”, disse.

Crise 

O Haiti, país da América Central, vive uma crise humanitária, com registros de violência, violações de direitos humanos e pobreza extrema. O país foi assolado por um terremoto em 2010, quando o Brasil passou a conceder visto humanitário aos haitianos.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Pedidos de refúgio no Aeroporto de Guarulhos caem 94% entre 2024 e 2025


Aviões no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo Divulgação/Alesp

 O número de refugiados no Aeroporto Internacional de São Paulo caiu de maneira brusca de 2024 para 2025. No ano passado, 458 solicitações foram feitas - uma queda de 94% na comparação com 2024, quando 7.610 pedidos foram feitos.

A diminuição se deve às medidas adotadas pelas autoridades de segurança para evitar que o Brasil seja usado como rota de imigração irregular para outros países.

Desde agosto de 2024, o passageiros em trânsito que não tenham visto de entrada no Brasil e que tenham como destino final outro país devem seguir viagem ou retornar à localidade de origem.

À época, as autoridades identificaram um aumento exponencial pessoas vindas principalmente de países asiáticos, como Índia, Nepal e Vietnã, e que tinham bilhetes aéreos emitidos com destino final a outros países sul-americanos.

O delegado Júlio Baida, que é chefe da Polícia Federal do Aeroporto de Guarulhos, destaca que não há mais acampamentos de migrantes nas áreas restritas do aeroporto.

"Então, a título de exemplo desse número que nós tivemos de pedidos de refúgio o ano passado, 458, a imensa maioria aconteceu no primeiro semestre do ano. A legislação brasileira, prevê o nobre instituto do refúgio. E ele, por vezes, é utilizado de maneira desviada por uma migração econômica que se realiza por meio de quadrilhas voltadas ao oferecimento desse tipo de serviço. Um desses caminhos que estava sendo utilizado foi fechado."

 Em 2023 e 2024, centenas de afegãos sem visto ficaram em uma área restrita do Aeroporto de Guarulhos aguardando os procedimentos de entrada no Brasil.

No ano passado, a maior parte dos pedidos veio de cidadãos de Bangladesh, Vietnã e Nigéria.

Para o professor de Relações Internacionais da Universidade Federal de Roraima, João Carlos Jarochinski Silva, a mudança de política dos Estados Unidos alterou o fluxo de migração no Brasil.

"Um outro ponto que acho que é importante também a gente destacar é a própria questão do governo Trump. A gente estava falando do Brasil como um país de trânsito, e aí você tem, nos Estados Unidos, uma política de impedimento de ingresso, aqueles corredores que eles tinham ali na América Central de possibilidade de regularização foram fechados, ações humanitárias também que estavam sendo desenvolvidas, os Estados Unidos retiraram o recurso. Então, se tornou muito difícil você alcançar o sucesso dentro dessa rota, do Brasil até lá. Então, obviamente, isso também faz com que uma parcela dessas pessoas não opte pelo Brasil."

 A solicitação de refúgio no Brasil costuma ser um pré-requisito para que, no futuro, os imigrantes peçam refúgio nos Estados Unidos, de acordo com a legislação local.

https://cbn.globo.com/

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