quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Desespero dos migrantes encurralados em "terra de ninguém"

 

Direitos de autor  AP Photo

Milhares de migrantes permanecem encurralados em "terra de ninguém" entre a Polónia e a Bielorrússia. Cerca de uma centena tentou forçar a entrada, junto a Kuźnica. As forças polacas estacionadas na fronteira usaram canhões de água e gás lacrimogêneo para impedir a passagem.

Varsóvia acusa as autoridades bielorrussas de dar granadas de fumo aos migrantes que tentavam atravessar a fronteira.

A União Europeia insiste que a Bielorrússia está a instrumentalizar os migrantes, permitindo a entrada no país e encaminhando-os para a Polónia, Letónia e Lituânia.

De visita a um centro de refugiados polaco em Michałowo, a comissária europeia para os Direitos Humanos considerou a situação como "extremamente complexa e problemática". Dunja Mijatović diz que é visível "o enorme sofrimento das pessoas que são deixadas no limbo" e declara ser "absolutamente inaceitável o que a Bielorrússia está a fazer e a forma como as pessoas são manipuladas".

O presidente bielorrusso falou esta terça-feira ao telefone com a chanceler alemã. Sem detalhar, disse que propôs a Merkel uma solução para o problema. Lukashenko voltou a recusar responsabilidade no aumento do fluxo migratório nas fronteiras dos países da União Europeia.

"Não estamos a recolher refugiados em todo o mundo e a trazê-los para a Bielorússia, como a Polônia disse à União Europeia. Aceitamos na Bielorrússia aqueles que vêm legalmente. Aceitamo-los aqui, da mesma forma que qualquer outro país o faria. Àqueles que violam a lei, mesmo no mínimo, colocamos  num avião de volta," declarou o Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko.

A maioria dos migrantes estacionados na fronteira bielorrussa vem de países do Médio Oriente. Há famílias inteiras a céu aberto, com temperaturas cada vez mais baixas. A travessia já custou a vida a pelo menos 11 pessoas.

Euronews

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segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Migrantes que trabalham como domésticos no Líbano expostos à exploração sexual e violência

 

OIM/Muse Mohammed

Salário pago dificilmente cobre as necessidades

Duas décadas após a adoção da Declaração e Programa de Ação da Primeira Conferência Mundial contra o Racismo em Durban, África do Sul, ainda há relatos de existência ou piora de discriminação racial pelo mundo. 

enfrentam diversos desafios e estão sujeitos ao chamado “sistema kafala” ou uma espécie de patrocínio, que os coloca sob o controle de empregadores, e muitos deles autores dos abusos e violações de direitos humanos. 

Direitos básicos 

Esses trabalhadores sofrem de privação de direitos mais básicos e formas diversas de discriminação de gênero e classe.  

Seus direitos humanos básicos não são respeitados, eles têm seus documentos retirados como passaporte ou cartão de residência, não podem descansar e se movimentar, comunicar com amigos e familiares e usufruir de outras liberdades individuais. 

Trabalhadores domésticos migrantes estão recebendo baixos salários e, às vezes nenhum, especialmente após o colapso econômico
Fatima Abdel Jawad
Trabalhadores domésticos migrantes estão recebendo baixos salários e, às vezes nenhum, especialmente após o colapso econômico

 

Recentemente, entidades de direitos humanos revelaram que a grande maioria dos cerca de 250 mil trabalhadores domésticos que vivem no Líbano, são mulheres com permissão de trabalho. A maior parte é originária da Etiópia, além das Filipinas, de Bangladesh e Sri Lanka. 

Sistema Kafala, exploração e abusos 

Entidades da sociedade civil e de direitos humanos dizem que está agora mais clara a dimensão do impacto negativo do kafala. Esse sistema consiste no patrocínio de residência desses trabalhadores no Líbano que dita sua relação com o empregador.  

O empregador tem quase “controle quase total” sobre a vida do funcionário, numa situação que torna o grupo vulnerável ​​a todas as formas de exploração e abuso por um salário que varia de US$ 150 a US$ 400 por mês. 

No sistema, um trabalhador migrante não pode rescindir o contrato sem o consentimento do empregador. O patrocinador adquire os privilégios após pagar uma quantia que varia entre US$ 2 mil e US$ 5 mil às agências de recrutamento. 

A lei não impede o empregador de confiscar o passaporte do trabalhador migrante, que se fugir, torna-se ilegal. 

“Mercadorias humanas” 

Adanesh Worko um etíope que trabalha numa casa em Beirute, declarou que o tratamento recebido das agências de recrutamento e dos empregadores é equivalente ao de “mercadorias humanas”. 

Muitas vezes foi “espancado e impedido de comer” na casa onde trabalha. Agora, não pode deixar a família empregadora, “nem voltar para sua própria casa por causa do contrato”.  

Migrantes em Beirute, no Líbano
OIM/Muse Mohammed
Migrantes em Beirute, no Líbano

 

Ele contou que a patroa exige que ele pague US$ 2 mil para que “possa ir embora aonde quiser”. Segundo ela, ele foi “comprado”. 

Passaporte com o patrocinador 

Das Filipinas, Maria, de 30 anos, anseia retornar à sua casa com três filhos. O mais velho tem quase seis anos. Quando questionada sobre a situação, ela respondeu que trabalha para uma mulher na região de Mar Elias, em Beirute. O salário pago em lira libanesa, dificilmente cobre as necessidades da pequena família dela. 

Maria acrescentou que havia se casado com um libanês, mas este a abandonou e se recusa a registrar os filhos. Ela explicou que não conseguiu registrá-los sozinha, porque seu passaporte não foi liberado pelo patrão. 

ONU Mulheres  

A diretora do Escritório da ONU Mulheres no Líbano, Rachel Dore-Weeks, disse que atua para abolir o sistema de kafala que vincula trabalhadores domésticos migrantes a empregadores, mas exclui do enquadramento do direito do trabalho.  

Dore-Weeks explica que essa situação limita o grupo de ter proteção, tornando-o mais vulnerável ​​a todos os tipos de abusos, incluindo exploração sexual, violência, abuso e exploração econômica. 

Para ela, os trabalhadores domésticos migrantes estão recebendo baixos salários e, às vezes nenhum, especialmente após o colapso econômico. Eles também não podem desfrutar de férias. 

A representante da ONU Mulheres enfatizou os esforços empreendidos pela associação “Kafa” e outras entidades de direitos humanos no Líbano, em parceria com a agência que lidera, para atender necessidades das trabalhadoras domésticas. 

Rachel Dore-Weeks reiterou o apoio a organizações que lidam com as questões dos trabalhadores domésticos migrantes para mobilizar esforços, defender a reforma e a abolição do sistema de kafala no Líbano. 

 onunews

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Dia Mundial da Paz 2022: "Educação, trabalho, diálogo entre as gerações"

 Três contextos e três percursos para construir uma paz duradoura: este é o título da Mensagem proposta pelo Papa para o Dia Mundial da Paz a ser celebrado em 1° de janeiro do próximo ano

Co


mo podemos construir hoje uma paz duradoura? No tema da próxima Mensagem para o Dia Mundial da Paz, em 1º de janeiro de 2022, o Papa identifica três contextos de extrema atualidade sobre os quais refletir e agir. Daí o título: "Educação, trabalho, diálogo entre as gerações: instrumentos para a construção de uma paz duradoura".

Após o percurso da "cultura do cuidado" proposto em 2021 para "erradicar a cultura da indiferença, do descarte e do conflito, que hoje muitas vezes parece prevalecer", para o próximo ano Francisco - como anunciado em uma declaração do Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral - propõe uma leitura inovadora que responde às necessidades dos tempos atuais e futuros. O convite através deste tema é portanto - como o Papa já disse em seu discurso à Cúria Romana por ocasião das saudações de Natal de 21 de dezembro de 2019 - para "ler os sinais dos tempos com os olhos da fé, para que a orientação desta mudança desperte novas e velhas questões com as quais é justo e necessário confrontar-se".

E assim, partindo dos três contextos identificados, pode-se perguntar, como a instrução e a educação podem construir uma paz duradoura? O trabalho no mundo responde mais ou menos às necessidades vitais dos seres humanos de justiça e liberdade? E por fim, se as gerações são realmente solidárias entre si? Será que acreditam no futuro? E se e até que ponto o governo das sociedades consegue estabelecer, neste contexto, um horizonte de pacificação?

Recordamos que Dia Mundial da Paz foi estabelecido pelo Papa Paulo VI em sua mensagem de dezembro de 1967 e celebrado pela primeira vez em janeiro de 1968. No tema a Guerra do Vietnã e o pedido de um cessar-fogo do conflito que tinha iniciado em 1955.

Gabriella Ceraso – Vatican News

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sábado, 13 de novembro de 2021

ACNUR incentiva países a solucionar a situação da apatridia do mundo

 

Família que já esteve em situação de apatridia exibe seus documentos de identidade recém-obtidos em Dushanbe, no Tadjiquistão. © ACNUR / Didor Saidulloyev

 Mais ações são necessárias para resolver a situação de milhões de pessoas em todo o mundo que ainda estão sem qualquer reconhecimento de cidadania, pediu a Agência das Nações Unidas para Refugiados (o ACNUR) no sétimo ano da campanha #IBelong (Eu Pertenço) pelo fim da apatridia.

“Um significativo progresso foi feito nos últimos anos, mas os governos devem fazer mais para fechar as lacunas jurídicas e políticas que continuam deixando milhões de pessoas apátridas ou permitem que crianças nasçam sem uma nacionalidade”, disse o Alto Comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi.

A apatridia, ou situação de não ser reconhecido como cidadão por nenhum país, afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Os apátridas geralmente não têm acesso aos direitos mais básicos, incluindo ir à escola, trabalhar regularmente, acessar serviços de saúde, casar ou registrar o nascimento de uma criança.

Desde que o ACNUR lançou sua campanha #IBelong pelo fim da apatridia em 2014, chamando a atenção para o fim da apatridia globalmente, mais de 400 mil apátridas em 27 países adquiriram a nacionalidade, enquanto dezenas de milhares de pessoas na Ásia, Europa, África e Américas agora têm um caminho para a cidadania, resultado das mudanças legislativas recentemente promulgadas.

Nos últimos sete anos, 29 países aderiram às Convenções sobre Apatridia, sinalizando o fortalecimento da vontade política de acabar com a apatridia.

“Estamos encorajados por este impulso global para combater a apatridia que, com esforços conjuntos dos Estados, podemos erradicar. Mas, a menos que o progresso acelere, os milhões que permanecem privados de uma nacionalidade ficarão presos em um limbo de direitos humanos, incapazes de acessar os direitos mais básicos”, disse Grandi.

A apatridia tem muitas causas, que normalmente são o resultado de lacunas ou falhas nas leis de nacionalidade e de como elas são implementadas. A discriminação – inclusive com base na etnia, religião e gênero – é uma das principais causas da apatridia.

Por não serem reconhecidas como cidadãos, as pessoas apátridas são frequentemente privadas de direitos legais ou serviços básicos. Isso as deixa política e economicamente marginalizadas e vulneráveis ​​à discriminação, exploração e abuso. Elas também podem não conseguir acessar a testagem ou vacinação contra a COVID-19, além deterem pouco acesso ao apoio ou proteção em face dos riscos climáticos.

Os governos detêm o poder de decretar reformas legais e políticas que podem ajudar as pessoas apátridas em seu território a adquirir cidadania ou prevenir a ocorrência de apatridia, às vezes com um decreto ou uma mudança legal relativamente simples. A apatridia continua a ser um problema a ser evitado e de fácil resolução.

Acnur

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sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Comissão aprova R$ 650 milhões em emendas para acolhimento a imigrantes e refugiados

 

Foto Senado 

A Comissão Mista Permanente sobre Migrações Internacionais e Refugiados aprovou nesta quinta-feira (11) quatro emendas ao projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2022 (PLN 19/2021), no valor total de R$ 650 milhões. As indicações seguem para análise da Comissão Mista de Orçamento (CMO).

Presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), a comissão recebeu ao todo 10 indicações de emendas. O relator, deputado Túlio Gadêlha (PDT-PE), acatou aquelas que considerou mais conectadas ao programa de trabalho do colegiado. Entre as emendas aprovadas, está uma relativa ao programa “Acolhimento humanitário e interiorização de migrantes em situação de vulnerabilidade e fortalecimento do controle de fronteiras”. Para a ação, do Ministério da Defesa, deverão ser liberados R$ 250 milhões. A emenda foi sugerida pelo senador Chico Rodrigues (DEM-RR). 

Assistência social

Duas sugestões da senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) foram acatadas. A primeira libera R$ 150 milhões para a ação "Direito de migrar", que faz parte do programa Promoção e Defesa de Direitos Humanos para Todos, do Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos. A segunda reforça o caixa da ação “Estruturação da Rede de Serviços do Sistema Único de Assistência Social (Suas)”, voltada para o apoio aos imigrantes. Outros R$ 150 milhões podem ser destinados para essa ação. 

Por último, o relator acatou emenda de Paulo Paim (PT-RS) que aporta R$ 100 milhões para ações de proteção social especial, focadas em imigrantes refugiados.

Fonte: Agência Senado

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Migrantes são uma bênção também para as Igrejas na Europa

 Ao dirigir-se aos participantes de um encontro promovido pelas Missões Católicas italianas na Europa, o Papa Francisco lembrou que "a migração acompanhou e pode apoiar, através do encontro, a relação e a amizade, o caminho ecumênico nos diferentes países europeus".

O Papa Francisco recebeu em audiência, no Vaticano, nesta quinta-feira (11/11), os participantes do encontro "Os italianos na Europa e a missão cristã", promovido pela Fundação Migrantes da Conferência Episcopal Italiana.

À luz da experiência latino-americana, pude afirmar que os migrantes, se são ajudados a se integrar, são uma bênção, uma riqueza e um dom que convida uma sociedade a crescer", disse o Santo Padre, em seu discurso, citando uma passagem da Encíclica "Fratelli tutti".

Após saudar o presidente da Fundação Migrantes, sacerdotes e colaboradores pastorais "a serviço das comunidades e missões de língua italiana na Europa", o Papa lembrou a tragédia ocorrida, em 2016, na Bélgica, no aeroporto de Zaventem, onde 32 pessoas morreram após ataques terroristas reivindicados pelo Estado islâmico. "Aqueles que fizeram isso", disse o Papa, "eram belgas, filhos de migrantes não integrados, guetizados". Francisco lembrou então os passos a serem dados para responder aos desafios colocados pela migração. Estas etapas coincidem com quatro verbos: "receber, acompanhar, promover e integrar". A migração", acrescentou ele, "também pode ser uma bênção para a Europa":

Os migrantes também são uma bênção para e em nossas Igrejas na Europa. Se forem integrados, eles podem nos ajudar a respirar o ar de uma diversidade que regenera a unidade; podem alimentar o rosto da catolicidade; podem dar testemunho da apostolicidade da Igreja; podem gerar histórias de santidade. Não nos esqueçamos, por exemplo, que Santa Francesca Saverio Cabrini, religiosa lombarda migrante, foi a primeira santa cidadã dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, as migrações acompanharam e podem apoiar, através do encontro, da relação e da amizade, o caminho ecumênico nos diferentes países europeus, onde os fiéis pertencem principalmente às comunidades reformadas ou ortodoxas.

Os migrantes são uma parte de "nós"

O Papa então articulou seu discurso com três reflexões. "A primeira, diz respeito à mobilidade, migração. Muitas vezes vemos os migrantes apenas como 'outros' de nós, como estranhos":

Na realidade, mesmo lendo os dados do fenômeno, descobrimos que os migrantes são uma parte relevante de "nós", assim como, no caso dos migrantes italianos, pessoas próximas a nós: nossas famílias, nossos jovens estudantes, graduados, desempregados, nossos empreendedores. A migração italiana revela - como escreveu o grande bispo Geremia Bonomelli, fundador da Obra de Assistência aos Migrantes na Europa e no Oriente Médio - uma 'Itália filha' - a migração italiana revela uma Itália filha- a caminho na Europa e no mundo. É uma realidade da qual me sinto particularmente próximo, pois minha família também emigrou para a Argentina. O "nós", portanto, para ler a mobilidade.

A Europa é um belo mosaico que não deve ser desfigurado

A segunda reflexão diz respeito à Europa. "A leitura da emigração italiana no continente europeu", acrescentou Francisco, "deve nos tornar cada vez mais conscientes de que a Europa é uma casa comum":

Mesmo a Igreja na Europa não pode deixar de considerar os milhões de emigrantes da Itália e de outros países que estão renovando o rosto das cidades, o rosto dos países. E, ao mesmo tempo, estão alimentando "o sonho de uma Europa unida, capaz de reconhecer raízes comuns e alegrar-se com a diversidade que a habita" (Enc. Fratelli tutti, 10). É um belo mosaico, que não deve ser desfigurado ou corrompido por preconceitos ou ódio velados de respeitabilidade. A Europa é chamada a revitalizar no mundo de hoje sua vocação para a solidariedade na subsidiariedade.

Fios da memória e herança a serem revitalizados

A terceira reflexão", disse Francisco, "diz respeito ao testemunho de fé das comunidades de emigrantes italianos nos países europeus:

Graças à sua religiosidade popular arraigada, eles comunicaram a alegria do Evangelho, tornaram visível a beleza de serem comunidades abertas e acolhedoras, compartilharam os caminhos das comunidades cristãs locais. Um estilo de comunhão e missão marcou sua história, e espero que também molde o seu futuro. Este é um belo fio que nos prende à memória de nossas famílias. Como não pensar em nossos avós que emigraram e em sua capacidade de serem generativos também em termos de vida cristã? É uma herança a ser preservada e cuidada, encontrando maneiras de revitalizar o anúncio e o testemunho de fé. Isto depende muito do diálogo entre as gerações: especialmente entre avós e netos.

Haurir das raízes

Detendo-se no diálogo intergeracional, o Papa sublinhou um aspecto crucial: é preciso que os jovens "permaneçam apegados às suas raízes. No momento em que se encontram vivendo em outros contextos europeus, a seiva que extraem de suas raízes, de seus avós, uma seiva de valores humanos e espirituais, é preciosa". O Pontífice indicou passagens e testemunhos do passado que podem iluminar o presente e o futuro. "Que o Beato Bispo João Batista Scalabrini, cuja ação entre os migrantes alimentou a missão das Igrejas na Itália, e Santa Francesca Cabrini, padroeira dos migrantes, guiem e protejam o seu caminho nas Igrejas na Europa para um novo, alegre e profético anúncio do Evangelho", concluiu o Papa.


Amedeo Lomonaco/Mariangela Jaguraba

Radio Vaticano 

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quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Empresas estão atentas à diversidade, mas inclusão de grupos populacionais vulneráveis ainda é desafio no mundo corporativo, diz pesquisa

  

A maioria das empresas no Brasil se preocupa em ampliar a diversidade no quadro de funcionários, mas ainda enfrenta desafios para promover a real inclusão, preparar o ambiente de trabalho com ações para acolher, reter e desenvolver talentos de pessoas provenientes de grupos marginalizados no ambiente corporativo. Com isso, buscam candidatos e candidatas para vagas regulares, sem adequar exigências de qualificações, o que leva ao não preenchimento das vagas ou à busca por colaboradores e colaboradoras até mesmo na concorrência. É o que revela uma pesquisa inédita realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), a plataforma Somos Diversidade e UNAIDS Brasil.

A pesquisa “Diversidade Aprendiz ” é parte do projeto “Diversidade Aprendiz: aprendizados para um futuro inclusivo”, que tem como objetivo ampliar a inserção de grupos excluídos pelo preconceito no mundo do trabalho. Para isso, a pesquisa buscou identificar, junto com empresas de diversos portes e setores, as dificuldades, barreiras de entrada, oportunidades e demandas necessárias para a promoção da diversidade e inclusão nos processos seletivos e nas políticas internas de permanência e ascensão no local de trabalho.

Os grupos populacionais excluídos alvos do projeto são pessoas migrantes, refugiadas, negras, com deficiência (PcD), com 50 anos ou mais, LGBQIA+ e egressas do sistema penitenciário ou que estão em liberdade assistida, assim como pessoas com baixa rende e que moram nas periferias.
No âmbito da pesquisa, o grupo formado por pessoas transexuais foi separado do grupo LGBQIA+ para testar, por meio da metodologia, a hipótese segundo a qual esse grupo seria ainda mais marginalizado do que os demais que formam a sigla no que diz respeito à entrada no mercado de trabalho. Dessa forma, o grupo T foi tratado como uma categoria à parte nos critérios da pesquisa.

“Conseguimos com esta pesquisa perceber uma série de dificuldades que ainda temos e consequentemente pensar em pontos de melhorias potentes e que acelerem a criação de culturas organizacionais verdadeiramente mais inclusivas. Estas análises nos mostram possibilidades para a construção de caminhos que irão nos ajudar a diminuir os abismos de desigualdades que existem, e este é sem dúvida, um grande passo, para irmos da teoria para a prática”, afirma Maite Schneider, coordenadora do Somos Diversidade e Embaixadora da Rede da Mulher Empreendedora.

Diversidade e inclusão

O conceito de diversidade está relacionado à representatividade dos diversos segmentos sociais e populacionais no espaço de trabalho. Ao passo que a inclusão se refere a criar mecanismos eficientes para a contratação pela empresa, mas também para reter talentos diversos, por exemplo, por meio do encorajamento de candidaturas de segmentos marginalizados da sociedade, mudanças nos processos seletivos e na cultura organizacional, de forma esse público seja acolhido.

De acordo com a pesquisa, cerca de 55% das pessoas respondentes afirmaram que as empresas onde trabalham estão muito preocupadas (55,71%) com a inclusão de pessoas de grupos marginalizados da sociedade. Ao passo que, 34% estão preocupadas em parte e 10% não estão preocupadas.

Além disso, cerca de 87% dos(as) respondentes da pesquisa afirmaram que suas empresas gostariam de ser reconhecidas por valorizar a diversidade e 78% das empresas dizem divulgar vagas encorajando a candidatura de grupos marginalizados, ainda que não o façam de forma sistematizada.

No entanto, a proporção cai quando se trata de preparar o ambiente interno corporativo: 60% dos respondentes disseram que suas empresas possuem ações ou programas de inclusão de grupos marginalizados. Ainda assim, mais de 60% dos(as) respondentes acreditam que o número de pessoas que fazem parte dos grupos marginalizados aumentou em suas empresas nos últimos dois anos e 80% acreditam que esse número tende a aumentar nos próximos dois.

Os números sugerem que as empresas entendem a importância e querem ser reconhecidas por valorizarem a diversidade e a inclusão, mas ainda precisam conhecer melhor a realidade desses grupos para possam criar processos seletivos capazes de atrair, reconhecer e recrutar profissionais dos grupos marginalizados e desenvolver o seu potencial no pós-contratação

Contudo, a pesquisa revelou que muitas das empresas que não possuem programas estruturados para a inclusão de grupos marginalizados já trabalham com algumas ações afirmativas. Isto é, a não existência de programas específicos formais não significa a ausência de ações na direção de um ambiente mais diverso e inclusivo.

" A inclusão de grupos marginalizados, de fato, requer o cuidado de entender que é preciso criar vagas e planejar processos específicos, inclusive atentando para a interseccionalidade de vulnerabilidades desses grupos, pois os segmentos não são estanques, e que o investimento no desenvolvimento é primordial", disse Thaís Dumêt Faria, Oficial Técnica em Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho para América Latina e Caribe.

“A OIT tem sua missão histórica de promover o trabalho decente que só pode ser concretizado em uma sociedade onde todas as pessoas sejam livres para existir em toda sua identidade e potencialidade. A sociedade ganha com a inclusão de trabalhadores e trabalhadoras livres para exercer sua profissão, com criatividade e direitos.”, acrescentou ela.

Inclusão e representatividade

Dentre os(as) respondentes que disseram que as empresas em que trabalham possuem programas de inclusão: 74% afirmaram que há programas para a população negra, 69% para população LGBQIA+, 61% para PcD e 60% para pessoas transexuais. Dezoito por cento dos(as) participantes da pesquisa disseram existir em suas empresas programas inclusão voltados para migrantes e refugiadas, e 29%, ações voltadas para pessoas com mais de 50 anos. Apenas 3% dos respondentes disseram que suas empresas possuem programas voltados para pessoas egressas do sistema prisional.

A pesquisa aponta que os grupos mais bem representados dentro das empresas são: LGBQIA+ (45,54%), negro (32,52%) e população de baixa renda (30,77%). No extremo oposto, os grupos com menor representação, ainda segundo as pessoas respondentes, são pessoas egressas do sistema penitenciário (99%), migrantes (96,36%) e transexuais ((3,33%).

Isso sugere um descompasso entre os programas existentes e os grupos mais e menos representados dentro das empresas dos(as) respondentes. A menor representação de pessoas trans parece não refletir o percentual de programas corporativos voltados para a inclusão desse público. Nesse contexto, a situação de vulnerabilidade socioeconômica em que se encontra a maioria das pessoas trans poderia afastá-las das competências requeridas para as vagas disponíveis no mercado de trabalho e parece ser refletida na justificativa de contratação pelas empresas.

“É necessário enfrentar as desigualdades sociais e a discriminação que impactam no direito à saúde, ao trabalho, à renda, à educação e à cidadania. A superação desses desafios é fundamental para promoção de ações de inclusão de pessoas trans no mercado de trabalho.”, disse Ariadne Ribeiro Assessora de Apoio Comunitário do UNAIDS Brasil.

Escada corporativa

As vagas de porta de entrada ou vagas de base, também chamadas de vagas operacionais, que exigem poucas competências iniciais e possibilitam inserção formal de grupos vulneráveis em termos socioeconômicos no meio corporativo.

No caso do perfil de contratações para essas vagas, a pesquisa revelou que mais de 80% das empresas dos(as) respondentes fazem contratação direta, quase 80% das vagas existentes estão concentradas no público que tem entre 14 e 29 anos (cerca de 21% para pessoas com mais de 30 anos e nem 1% para aquelas com mais de 60), e que 45% delas são voltadas para quem tem ou está cursando ensino superior - contra 27% sem qualificação superior.

Além disso, assim como na contratação para vagas que exigem escolaridade mais avanças, no caso das vagas de base as chamadas soft skills (boa comunicação e competências socioemocionais) sobrepõem-se às hard skills, que exigem qualificação, experiência ou certificação.

COVID-19.

É importante mencionar que algumas entrevistas expuseram questões relacionadas à COVID-19, demonstrando que algumas posições deixaram de ser necessárias no momento que a equipe está trabalhando em home office. Uma das entrevistas citou a vaga de recepcionista como temporariamente desnecessária, e outras duas citaram as profissionais da limpeza como pessoas que ficaram sem emprego, já que, sem trabalho no escritório físico, esse serviço deixou de ser primordial.

Caminho à frente

Na segunda fase do projeto, os resultados apurados servirão de alicerce para elaboração de cursos de capacitação e políticas de fomento e divulgação de oportunidades em conjunto com instituições e empresas parceiras, com a finalidade de promover a equiparação de currículos com a demanda real do mercado. A terceira e última etapa será a promoção e acompanhamento das contratações da população-alvo do projeto, promovendo, de fato, a equidade, a autonomia e a sustentabilidade.

OIT

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V Dia Mundial dos Pobres

 


"Faço votos de que o Dia Mundial dos Pobres, chegado já à sua quinta celebração, possa radicar-se cada vez mais nas nossas Igrejas locais e abrir-se a um movimento de evangelização que, em primeira instância, encontre os pobres lá onde estão. Não podemos ficar à espera que batam à nossa porta; é urgente ir ter com eles às suas casas, aos hospitais e casas de assistência, à estrada e aos cantos escuros onde, por vezes, se escondem, aos centros de refúgio e de acolhimento".(Papa Francisco)

A quinta edição do Dia Mundial dos Pobres será celebrada no próximo domingo, 14 de novembro. A iniciativa é fortemente desejada pelo Papa Francisco para exortar a Igreja e os fiéis a "sair" para encontrar a pobreza nas várias formas em que ela se manifesta no mundo moderno e estender a mão aos mais necessitados.

O lema escolhido para promover o Dia deste ano vem do Evangelho de Marcos: “Sempre tereis pobres entre vós» ” (Mc 14,7), divulgado como sempre na Mensagem do Santo Padre no dia de Santo Antônio de Pádua, no passado dia 13 de junho.

Como todos os anos, o Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dicastério do Vaticano encarregado pelo Papa para promover o evento, organizou várias iniciativas em preparação à celebração.

Encontro do Papa Francisco com os Pobres em Assis

 

O Santo Padre fará uma visita privada a Assis na sexta-feira, 12 de novembro, onde na Basílica de Santa Maria dos Anjos encontrará um grupo de 500 pessoas pobres de diferentes partes da Europa e viverá com eles um momento de escuta e oração. O Papa será acolhido pelo "abraço dos pobres" que lhe darão o manto e o cajado de peregrino e o acompanharão em procissão até a Basílica.

Em um primeiro momento o Santo Padre, refazendo os gestos de São Francisco de Assis, fará uma pausa para rezar na Porciúncula, local entre os mais importantes na vida do Santo, que naquela época gostava de receber seus frades e numerosos pobres e onde Santa Clara decidiu consagrar-se ao Senhor.

Lá, Francisco também fará um gesto significativo: no final da celebração abençoará uma pedra retirada anteriormente da Porciúncula para ser doada a alguns representantes do abrigo para sem-teto "Rosas de São Francisco" em Trsat, fundada em 2007 pela fraternidade local da Ordem Franciscana Secular de Trsat, na cidade de Rijeka, Croácia.

Os 500 pobres que encontrarão o Papa são provenientes das dioceses da Úmbria, guiados pela Caritas, pela Associação francesa "Fratello" e por uma delegação proveniente de Roma formada pela Esmolaria Apostólica e pelas associações Caritas Diocese de Roma, Círculo São Pedro, Comunidade de Sant'Egidio, Coordenação Regional da Família Vicentina, Centro Astalli, ACLI de Roma.

No final do dia, serão doadas aos participantes 500 mochilas produzidas no âmbito do projeto “+Three” - que promove produtos feitos em conformidade com a sustentabilidade ambiental e econômica, dentro de uma cadeia ética socialmente útil, cada uma contendo roupas doadas pela Tombolini, conhecida marca de roupas produzidas na Itália - contendo blusões, cachecóis, chapéus e bonés, casacões e máscaras anti-Covid em tecido lavável e reutilizável.

Todo o evento poderá ser acompanhado ao vivo pelo circuito das mídias do Vaticano e será transmitido por algumas redes nacionais e internacionais.

Celebração da Santa Missa na Basílica de São Pedro

 

No domingo, 14 de novembro, às 10 horas (horário italiano), o Papa presidirá a celebração da Santa Eucaristia na Basílica de São Pedro, com a participação de 2.000 pobres, de acordo com as normas e cuidados de saúde, assistidos pelas várias associações de voluntários presentes na região de Roma. As leituras e as orações dos fiéis serão proclamadas por alguns pobres. No final da Celebração serão distribuídas refeições quentes a todos os participantes.

Os ingressos para participar da Celebração podem ser retirados na sede do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Via della Conciliazione 7, de quinta 11 a sábado 13 de novembro, das 8h30 às 13h30.

Distribuição de alimentos

 

Este ano, o Papa Francisco quis dar atenção especial às Casas-família presente no território da Diocese de Roma. Essas estruturas acolhem - oferecendo muitas vezes também residências - pessoas, principalmente adolescentes ou em tenra idade junto com suas mães profundamente necessitadas de um lugar protegido para crescer, receber uma educação ou ter a possibilidade de começar uma nova vida através da integração gradual na sociedade.

Na região há um grande número de Casas-família de todos os tipos, que oferecem diversas modalidades de hospitalidade. Por esse motivo, as necessidades materiais para a administração dessas estruturas muitas vezes são enormes e nem sempre é possível corresponder apropriadamente às necessidades.

Foi decidido por este motivo, por generosidade da rede de Supermercados Elite, e com fornecimento de macarrão e molho de tomate do Antico Molino e Pastificio La Molisana, de ajudar 40 Casas-família, entregando diretamente em suas sedes, alimentos e produtos de higiene pessoal, especialmente produtos para a primeira infância, o suficiente para mais de dois meses.

Um suprimento semelhante também será entregue a algumas paróquias e organizações de caridade. No total, serão distribuídas cerca de 5 toneladas de macarrão, sendo 1 tonelada de arroz, 2 toneladas de molho de tomate, 1.000 litros de óleo e 3.000 litros de leite, só para citar alguns entre os muitos produtos pedidos pelas várias estruturas que serão entregues por uma equipe de voluntários.

Outra iniciativa consistirá na distribuição de 5 mil “kits” de artigos de saúde e cuidados pessoais a cerca de 60 paróquias de Roma, que então os distribuirão às famílias mais necessitadas.

Unidade hospitalar móvel na Praça São Pedro

 

Devido às restrições devido à pandemia Covid-19, não foi possível durante os últimos dois anos, a instalação do Centro de Saúde na Praça de São Pedro. A estrutura, um verdadeiro hospital móvel, forneceu várias consultas e serviços médicos para pessoas pobres, por meio de várias associações de voluntariado.

Este ano, portanto, ainda querendo dar um sinal de proximidade às pessoas que necessitam de alguma assistência médica, e com o objetivo de dar continuidade às atividades de triagem e visitas à Praça de São Pedro, será realizada – como já aconteceu no passado - a iniciativa "Em busca do vírus”.

Assim, estará presente na Praça de São Pedro durante o Dia Mundial dos Pobres, em dia 14 de novembro, uma unidade móvel equipada para realizar testes capazes de detectar a presença do vírus HCV (hepatite C) e do vírus HIV. O serviço estará disponível a partir do momento em que o Santo Padre concluir a recitação do Angelus, pouco depois das 12h, até às 18h.  Terão acesso aos serviços oferecidos todos os pobres que estiverem na Praça São Pedro.

O projeto é executado com o apoio da sociedade Regia Congressi S.r.l. de Florença, da S.I.M.G. (Sociedade Italiana de Medicina Geral e Cuidados Primários), do Departamento de Doenças Infecciosas da Policlínica da Universidade de Roma Tor Vergata e do Corpo de Enfermeiras Voluntárias do Cruz Vermelha Italiana.

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quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Museu da Imigração debate a realidade de crianças e jovens nas migrações internacionais

 O cronograma de novembro do Museu da Imigração – instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo – contará com roda de conversa on-line, live, oficinas de pintura e artesanato e lançamento de livro. As atividades serão voltadas tanto para quem deseja participar presencialmente quanto para aqueles que preferem acompanhar à distância.


No dia 18 (quinta-feira), em parceria com o Ministério Público do Trabalho, a Unicamp, o Núcleo de Estudos de População “Elza Berquó” e o Observatório das Migrações em São Paulo, acontecerá a quinta edição da roda de conversa “VOZES”, que trabalhará a temática “crianças e jovens nas migrações internacionais”.

Por meio de uma transmissão ao vivo no YouTube, marcada para iniciar às 10h, o público poderá assistir apresentações de convidados abordando identidade e pertencimento, experiências pedagógicas, estratégias de educação não formal e proteção à infância e a partilha de histórias e afetos nas famílias migrantes.

No mesmo dia, uma live da série “Conversas entre MI e MC” terá como foco a incorporação dos podcasts na rotina das instituições museológicas. No bate-papo, agendado para às 17h, no Instagram, os pesquisadores Bruno Bortoloto e Pietro Amorim (Museu do Café) e Thiago Haruo (Museu da Imigração) trocarão ideias sobre a vivência com essa ferramenta – após a produção, respectivamente, de “Café Sem Filtro” e “Mobilidade Humana e Coronavírus”.

Em referência ao Dia da Consciência Negra, os artistas plásticos Lavi Kasongo (República Democrática do Congo) e Paulo Chavonga (Angola) ministrarão uma oficina de pintura no dia 20 (sábado), às 11h. Na atividade ao ar livre, os profissionais – envolvidos em ações anteriores do Museu – compartilharão as suas técnicas e vivências. Para participar, é necessário se inscrever antecipadamente. As vagas são limitadas.

Já às 15h, a oficina “Ponto a Ponto”, com os educadores Bruna Marques e Luiz Gregório, ensinará o passo a passo para a confecção do macramê nó festone (duas guias), no Zoom. Os interessados em descobrir como desenvolver o recurso devem garantir a presença até o dia 19 (sexta-feira), às 17h. Para o melhor andamento da proposta, as vagas também são limitadas.

Finalizando a agenda, o lançamento do livro “Os ventos ao sul” poderá ser prestigiado no dia 27 (sábado), às 11h, no jardim. O romance de Fragata de Morais foi, originalmente, publicado pela Mayamba Editora, em Luanda (Angola), e chega ao Brasil pela Aetia Editorial. No material, os leitores se deparam com a saga da família Labrego, originária do Porto (Portugal), cujo protagonista se envolve com a Revolução Setembrista e é julgado e deportado para a Angola, cumprindo pena de seis anos.

serviço

VOZES – Crianças e jovens nas migrações internacionais
Data: 18 de novembro
Horário: 10h
Plataforma: YouTube

Live “Conversas entre MI e MC”
Data: 18 de novembro
Horário: 17h
Plataforma: Instagram

Dia da Consciência Negra | Oficina de pintura
Data: 20 de novembro
Horário: 11h
Local: Museu da Imigração
Inscreva-se

Oficina “Ponto a Ponto: macramê nó festone (duas guias)”
Data: 20 de novembro
Horário: 15h
Inscrição: até 19 de novembro, às 17h
Plataforma: Zoom

Lançamento do livro “Os ventos ao sul”
Data: 27 de novembro
Horário: 11h
Local: Museu da Imigração

Museu da Imigração
Rua Visconde de Parnaíba, 1.316 – Mooca – São Paulo/SP
Tel.: (11) 2692-1866
Funcionamento: de terça a sábado, das 9h às 18h, e domingo, das 10h às 18h (fechamento da bilheteria às 17h).
R$10 e meia-entrada para estudantes e pessoas acima de 60 anos | Grátis aos sábados
Acessibilidade no local – Bicicletário na calçada da instituição – Não possui estacionamento
www.museudaimigracao.org.br

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