sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Entenda a polêmica decisão de Israel de deportar milhares de migrantes africanos


Manifestantes exibem cartazes com fotos de africanos que teriam sido mortos após serem deportados de Israel para seu país de origem durante protesto em janeiro de 2017Direito de imagemGETTY IMAGES
Image captionEm protesto em janeiro do ano passado, manifestantes exibiam cartazes com fotos de africanos que teriam sido mortos após serem deportados de Israel para seu país de origem

O governo israelense deu um prazo de 90 dias para que quase 40 mil migrantes africanos deixem o país, sob a ameaça de serem presos.
A medida, anunciada na terça-feira, é considerada controversa por organizações de direitos humanos e chama a atenção para o drama vivido, há quase uma década, por milhares de africanos não-judeus que entraram ilegalmente no país, em busca de asilo ou trabalho.
O plano de deportação do governo oferece passagem aérea e pagamento de US$ 3,5 mil (cerca de R$ 11,4 mil) para que eles saiam "voluntariamente" de Israel.
Os migrantes em questão - provenientes principalmente do Sudão e da Eritreia - têm a opção de retornar a seu país de origem ou se dirigir a "países terceiros" -identificados como Ruanda e Uganda por grupos de direitos humanos.
"Expulsamos cerca de 20 mil, e agora a missão é retirar o resto", disse o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que classifica a presença dos migrantes africanos como uma ameaça à identidade judaica.
Uma fonte do departamento de imigração de Israel informou à BBC que há atualmente cerca de 38 mil "infiltrados" em território israelense, sendo que 1,4 mil em centros de detenção.
Israel usa o termo "infiltrado" para se referir às pessoas que entraram no país sem cruzar oficialmente a fronteira.
Apesar do ultimato, o governo israelense afirma que a saída deles será humanizada e "voluntária". E esclarece que a ordem não se aplica a crianças, idosos e vítimas de trabalho escravo ou tráfico de seres humanos.
"Depois do fim de março, aqueles que partirem voluntariamente receberão um pagamento significativamente menor e que encolherá cada vez mais, e medidas de aplicação da lei terão início", explicou uma fonte do governo, referindo-se à prisão.

Falta de transparência

A agência de refugiados da Organização das Nações Unidas (ACNUR) e outros grupos de direitos humanos afirmam, no entanto, que o plano é controverso e viola leis internacionais e israelenses.
A ACNUR expressou recentemente "grande preocupação" com a segurança dos africanos deportados.

Africanos participam de protesto em IsraelDireito de imagemAFP
Image captionPlano de deportação oferece passagem aérea e pagamento de US$ 3,5 mil para que os migrantes africanos deixem Israel 'voluntariamente'

De acordo com a agência, a falta de transparência do governo dificulta o trabalho de monitoramento da implementação da política de deportação.
"Como parte da Convenção de Refugiados de 1951, Israel tem obrigações legais de proteger os refugiados e outras pessoas que precisam de proteção internacional", afirmou Volker Türk, alto-comissário assistente da ONU para refugiados, em comunicado emitido pela agência em novembro.
Mas, conforme a BBC reportou em 2016, migrantes enviados para Ruanda e Uganda contam ter sido abandonados pelas autoridades israelenses assim que desceram do avião. Um deles se tornou vítima de tráfico humano, enquanto outro teve de se virar por conta própria sem documentos.
Um relatório de 2015 da organização Human Rights Watch mostrou, por sua vez, que, ao retornar para seu país de origem, muitos africanos enfrentaram tortura, detenção arbitrária e - no Sudão - acusações de traição por terem pisado em Israel.
O eritreu Teklit Michael, de 29 anos, que solicitou asilo em Israel, diz que a medida anunciada pelo governo é semelhante a "tráfico humano e contrabando".
"Nós não sabemos o que nos espera (em Ruanda e Uganda)", disse ele à agência de notícias Reuters por telefone.
"Eles preferem agora ficar na prisão (em Israel)".

Asilo a conta-gotas

Grupos de direitos humanos acusam ainda Israel de lentidão para processar os pedidos de asilo.
Menos de 1% das solicitações realizadas até hoje foram atendidas, deixando a maior parte dos solicitantes no limbo, à espera de uma resposta.

Migrantes africanos no centro de detenção de Holot
Image captionMigrantes africanos no centro de detenção de Holot

Nos últimos anos, milhares foram deportados por meio de diferentes acordos. E muitos daqueles que permaneceram no país realizam trabalhos mal remunerados, desempenhando funções que muitos israelenses evitam.
Eles sofrem pressão de diferentes lados.
Em maio de 2017, por exemplo, foram implementadas novas regras fiscais, que obrigam o empregador a depositar parte do salário de funcionários migrantes africanos em um fundo, que o trabalhador só pode acessar se sair de Israel.
Nos últimos anos, foram noticiados ainda diversos casos de africanos agredidos por jovens israelenses - sendo que pelo menos um episódio terminou em morte.
Segundo Netanyahu, "residentes veteranos" - em uma referência aos israelenses - já não se sentem seguros diante da forte presença de migrantes africanos nos bairros mais pobres de Tel Aviv.
"Então, hoje, estamos cumprindo a nossa promessa de restaurar a calma, um senso de segurança pessoal e lei e ordem para os moradores do sul de Tel Aviv e em muitos outros bairros", afirmou.
Em 2012, a ministra Miri Regev chegou a dizer que os migrantes africanos eram "um câncer", afirmação que foi respaldada por 52% dos judeus israelenses, segundo o Índice de Paz, divulgado na época pelo Israel Democracy Institute (IDI ).

Como tudo começou

A maioria dos migrantes africanos chegou a Israel na segunda metade da década de 2000, atravessando a Península do Sinai, no Egito.
Para impedir o fluxo migratório, Israel concluiu em 2013 a construção de uma cerca de segurança de 245 quilômetros ao longo da fronteira com o Egito. Mas calcula que, antes disso, cerca de 55 mil pessoas tenham entrado no país.
A maior parte foi para Israel em busca de asilo, após fugir da perseguição e do conflito em seus países, mas as autoridades israelenses os tratam como migrantes "econômicos".
O ultimato dado por Israel nesta semana é um desdobramento do "Programa de Partida Voluntária", lançado pelo governo em dezembro de 2013.
O plano ganhou força nos últimos meses, quando o Supremo Tribunal de Justiça aprovou, no fim de agosto, a controversa política de deportação forçada de migrantes africanos para "países terceiros", apesar do apelo de grupos de direitos humanos.
A decisão do tribunal prevê, no entanto, que as autoridades israelenses garantam que os países de destino dos migrantes sejam seguros. E limita em 60 dias o tempo de prisão para quem se recusar a deixar o país.
* A BBC usa o termo migrante para se referir a todas as pessoas em deslocamento que ainda não completaram o processo legal de reivindicação de asilo. Este grupo inclui aqueles que fogem de países devastados pela guerra, como a Síria, que provavelmente receberão o status de refugiados, assim como quem procura emprego e busca uma condição melhor de vida, mas que os governos costumam classificar como migrantes econômicos.
BBCBRASIL
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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Livro detalha história da imigração espanhola em Santos


Estação na Estrada de Ferro em Santos – Foto: Reprodução/Santos e Imigração na Belle Époque
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Publicação traz olhar sobre a relevância socioeconômica, a militância política e a vida do imigrante espanhol na cidade
Dentre a profusão de diferentes povos, culturas e etnias que deixaram suas terras natais e tiveram o Brasil como destino no decorrer da história, uma população a que se deu até aqui pouca atenção é a dos imigrantes espanhóis. É com o estudo dessa parcela, mais especificamente a que veio para São Paulo, que se ocupa a pesquisadora Marília Dalva Klaumann Cánovas, cuja tese de pós-doutorado acaba de ser publicada pela Editora da USP (Edusp), no livro Santos e Imigração na Belle Époque.

Marília é mestre e doutora em História Social e pós-doutora em História Econômica pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Esta obra é continuação de suas pesquisas de mestrado e doutorado — com foco, respectivamente, na presença espanhola no núcleo cafeeiro do oeste paulista e na capital do Estado, ambas também publicadas, a segunda pela Edusp —,  agora debruçando-se sobre a mais importante cidade portuária do Brasil.
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Vista do antigo cais do porto por Benedito Calixo, s.d. Foto: Reprodução/Santos e Imigração na Belle Époque
.Por suas investigações anteriores, a autora já conhecia a escassez de estudos e a dificuldade para encontrar fontes documentais sobre o assunto. Apesar disso, Marília traz neste livro uma pesquisa minuciosa acerca de diversos aspectos da história e da vida dos imigrantes espanhóis em Santos. Para isso, baseou-se em acervos de documentos, alguns deles inéditos, como os Libros de Inscripción de Súbditos Españoles, pertencentes ao consulado Espanhol, o periódico editado em São Paulo El Diario Español, processos de expulsão de estrangeiros do Ministério da Justiça, fontes oficiais e relatos biográficos de imigrantes.
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Com esse extenso conjunto de informações, a pesquisadora revela detalhes sobre a origem e porcentuais de gênero e idade do grupo, além de sua inserção no mercado de trabalho (em funções como as de estivadores, operários da construção civil e dos transportes, condutores de cargas, carros e bondes, tipógrafos etc.) e particularidades de seu cotidiano. Além disso, descreve vários exemplos de personagens.
Aliado a uma série de fotografias da época, imagens de documentos, tabelas, dados e até poemas, o texto de Marília Cánovas permite visualizar a experiência migratória dos espanhóis em Santos na belle époque (entre as últimas décadas do século 19 e as primeiras do século 20), com a modernidade e o cosmopolitismo do período ao lado de paradoxos sociais na cidade. Nas palavras da própria autora, na apresentação do livro, a obra contribui para a “historiografia do expressivo caleidoscópio étnico que, naquela quadra histórica, compôs a paisagem paulista, auxiliando-nos, igualmente, a refletir sobre o singular processo de formação da sociedade brasileira”.
Santos e Imigração na Belle Époque, Marília Dalva Klaumann Cánovas, Edusp, R$ 60,00.
Jornal da Usp
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Israel inicia plano de expulsão de milhares de imigrantes irregulares

O governo de Israel colocou em andamento nesta quarta-feira o plano de expulsão de milhares de imigrantes africanos que estão em situação irregular no país e deverão deixar o mesmo antes de abril, caso contrário serão presos. 

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netnayahu, disse que "os infiltrados" têm uma opção: "cooperar conosco e sair de forma voluntária, respeitável, humana e legal, ou teremos que utilizar outras ferramentas à nossa disposição". 

Resultado de imagem para Israel inicia plano de expulsão de milhares de imigrantes irregulares

Netanyahu pediu  que sejam analisadas alternativas para incentivar a expulsão como o pagamento de subsídios, informou o jornal "Haaretz". 

O premiê explicou que o plano afetará a maior parte dos 60 mil africanos que entraram em Israel antes da construção da cerca no Sinai em 2013 e assegurou que 20 mil já foram expulsos, 4 mil no ano passado. 

"Proteger as fronteiras contra a infiltração ilegal é um direito e uma obrigação fundamental de um Estado soberano", ressaltou o chefe do governo israelense, que também anunciou a construção de mais barreiras. 

A ONG Hotline para Refugiados e Migrantes declarou à Agência Efe que o Executivo dará 90 dias aos afetados pela medida para que deixem o país de forma voluntária e, caso isto não aconteça, serão enviados à prisão. 

A ONG afirmou que haverá deportações de eritreus e sudaneses para outros países com os quais as autoridades israelenses estabeleceram um acordo, como Ruanda. 

"Israel enviará refugiados a um Estado inseguro e muitos deles à morte. Ruanda não é seguro", denunciou uma coligação de organizações de direitos humanos, que acrescentou que, até o momento, mais de 7 mil solicitações de asilo de eritreus e sudaneses aguardam um desfecho em Israel. 

Em meados de dezembro, o parlamento israelense (Knesset) aprovou uma emenda à chamada "Lei contra a Infiltração", como parte das medidas para combater a imigração irregular, que inclui sanções para quem contratar pessoas sem documentos. 

Agencia Efe 

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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Advogado alerta para lei que separa pais dos filhos ao serem presos na fronteira


Advogado alerta para lei que separa pais dos filhos ao serem presos na fronteira

Alejandro foi separado de seu filho após a prisão.
Líderes políticos debatem uma proposta controversa que separaria as famílias que buscam abrigo nos Estados Unidos. Mas grupos que defendem os direitos dos imigrantes dizem que apesar da lei não ter sido aprovada, já existem vários casos de pais separados de seus filhos após serem pegos ao longo da fronteira sudoeste do país.
Várias organizações sem fins lucrativos apresentaram uma queixa formal na segunda-feira(1º), contra o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS, sigla em inglês) documentando pelo menos 15 casos de famílias que buscavam asilo e que foram divididas e enviadas para diferentes instalações de detenção.
Nem todos os casos descritos na queixa são indicativos de uma mudança de política, mas circunstâncias em alguns dos casos sugerem que a nova proposta já está tendo efeito.
Um funcionário da Patrulha de Proteção da Alfândega e Fronteiras (CBP) recusou-se esta semana a comentar sobre a queixa. "Como uma questão de política, não comentamos as investigações pendentes", disse ele. "No entanto, a falta de comentários não deve ser interpretada como acordo com nenhuma das alegações".
Os adultos que procuram asilo nos EUA são geralmente detidos na prisão de imigração depois de chegarem à fronteira. O governo federal tem um número limitado de instalações com capacidade para alojar mulheres com filhos e ainda menos para homens com filhos, de modo que as famílias são frequentemente liberadas mais rapidamente do que os adultos que são detidos sozinho.
Além do trauma de ser separado de um ente querido, os requerentes de asilo também podem acabar com diferentes resultados em seus casos de imigração porque não possuem mais um vínculo. Isso significa que uma criança poderia ganhar seu caso e permanecer nos EUA enquanto que o pai pode perder e ser deportado, ou vice-versa.
Em novembro de 2016, 1.356 pessoas que viajavam com membros da família chegaram a um porto de entrada de San Diego, sem documentos, para entrar nos EUA ou cruzaram ilegalmente e foram pegos pela Patrulha de Fronteira, de acordo com dados de Alfândega e Proteção de Fronteiras. Esse número caiu para 267 em março de 2017. Em novembro último, o número subiu para 1.202.
OPINIÃO PROFISSIONAL
O advogado Danilo Brack afirma que a lei sempre existiu.
O Brazilian Times conversou com o advogado de Imigração, Danilo Brack, e ele afirmou que “a lei sempre previu que pais que entram com filhos menores, pela fronteira, poderiam ser separados, dependendo da situação da criança, se o alojamento não fosse apropriado”.
O profissional ressalta, ainda, que este é um grande risco que as famílias correm e que não é muito debatido entre as autoridades e na comunidade. “O assunto além de delicado é muito importante que seja abordado entre os ativistas e pessoas que lutam pelos direitos dos imigrantes”, disse.
De acordo com Brack, normalmente, na maioria dos casos, as autoridades de imigração mantem os pais junto com os filhos. “Mas em muitas situações, pode acontecer de a criança ser transferida de alojamento e separada do seu pai”, afirma.
Um alerta feito pelo advogado é que os processos de deportação são individuais e conforme já foi relatado anteriormente, o pai pode ser deportado e o filho ganhar direito de ficar ou vice-versa. “Existe também a possibilidade da criança ser colocada sob custódia do estado e o pai perde a guarda do filho por negligência ou abandono”, explica.
Ele ressalta que durante as audiências, os tribunais analisam o parâmetro “melhor interessa para a criança” e às vezes as autoridades definem que pelo simples fato de colocar o filho em uma travessia perigosa na fronteira, o pai o está colocando em risco a vida da criança.
Ele orienta aos brasileiros para que não se aventure nesta “loucura” de atravessar a fronteira com o filho. “Busque um Visto e tente entrar no país de forma correta porque as consequências de entrar ilegalmente são extremamente imprevisíveis e nada aqui é o mar de rosas que os traficantes pintam para pegar o seu dinheiro”, fala. “Não coloque a sua família em risco”, finaliza.
Brazilian Times
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Dom Helder Câmara é declarado patrono brasileiro dos Direitos Humanos

Dom Helder Câmara é declarado patrono brasileiro dos Direitos Humanos
Primeiro secretário-geral e idealizador do projeto da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Helder Pessoa Câmara foi declarado Patrono Brasileiro dos Direitos Humanos. A lei de número 13.581/2017 foi sancionada e publicada no Diário Oficial da União em 26 de dezembro.
O Dom da Paz, como era conhecido, ocupou o cargo de secretário-geral em dois mandatos, de outubro de 1952 até outubro de 1964. Depois, tornou-se arcebispo de Olinda e Recife (PE).
A pessoa que recebe o título de patrono de determinada categoria ou ramo da ciência e do conhecimento é aquela cuja atuação serve de paradigma e inspiração a seus pares.
O projeto de lei que sugeriu o título a dom Helder, falecido em 1999, foi proposto em 2014, com a justificativa de se tratar de uma homenagem a um dos fundadores da CNBB e “grande defensor dos direitos humanos durante o regime militar brasileiro”. Para o deputado propositor, Arnaldo Jordy (PA), “mais que uma liderança religiosa, dom Helder Câmara era referência na luta pela paz e pela justiça social. Pregava uma Igreja simples, voltada para os pobres e a não violência”.
Incoerência
o
Em artigo publicado nesta terça-feira, o arcebispo de Olinda e Recife, dom Antônio Fernando Saburido, que é presidente do Regional Nordeste 2 da CNBB, declarou-se surpreendido pela ambiguidade do texto presidencial que declarou dom Helder patrono dos Direitos Humanos, uma vez que não explica motivações, nem consequências.
“O que significa essa medida vir de um governo que justamente esvaziou a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e comprometeu todo o trabalho que vinha sendo feito na luta contra todo tipo de discriminações? Será que nomear Dom Helder patrono brasileiro dos Direitos Humanos fará o governo voltar atrás da decisão de reduzir substancialmente os gastos públicos em saúde e educação, deixando os milhões de pobres abandonados à própria sorte? Como pensar em Direitos Humanos e relaxar as regras do controle ao trabalho escravo, assim como sujeitar os trabalhadores a regras que lhes são contrárias e que retiram direitos adquiridos na Constituição de 1988? E o que dizer da reforma da Previdência Social pela qual esse mesmo governo pressiona de formas ilícitas para vê-la aprovada?”, questiona dom Saburido.
Dom Fernando afirma ainda sentir-se “obrigado a declarar publicamente que esse decreto presidencial, para ser sincero e coerente, precisa ser acompanhado por outro modo de governar o país e de cuidar do que é público, principalmente do bem maior que é o povo, sobretudo os mais fragilizados”.
CNBB
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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Relator da ONU elogia ações do governo venezuelano após visita ao país

Um dos relatores de direitos humanos das Nações Unidas elogiou o governo venezuelano na  quinta-feira (28) pela introdução de uma série de medidas em linha com as recomendações feitas por ele em sua recente missão ao país.
Alfred de Zayas, especialista independente da ONU para a promoção de uma ordem internacional democrática e equitativa, enfatizou uma força-tarefa estabelecida pelo Ministério de Relações Exteriores do país para fortalecer a cooperação com o Sistema ONU, de forma a melhorar a distribuição de alimentos e medicamentos. Ele também elogiou o anúncio feito em 23 de dezembro sobre a libertação de diversas pessoas que estavam detidas em conexão com manifestações públicas.
O especialista da ONU elogiou o anúncio feito em 23 de dezembro sobre a libertação de diversas pessoas que estavam detidas em conexão com manifestações públicas. Foto: EBC
O especialista da ONU elogiou o anúncio feito em 23 de dezembro sobre a libertação de diversas pessoas que estavam detidas em conexão com manifestações públicas. Foto: EBC
Um dos relatores de direitos humanos das Nações Unidas elogiou o governo venezuelano na quinta-feira (28) pela introdução de uma série de medidas em linha com as recomendações feitas por ele em sua recente missão ao país.
Alfred de Zayas, especialista independente da ONU para a promoção de uma ordem internacional democrática e equitativa, enfatizou uma força-tarefa estabelecida pelo Ministério de Relações Exteriores do país para fortalecer a cooperação com o Sistema ONU, de forma a melhorar a distribuição de alimentos e medicamentos.
Ele também elogiou o anúncio feito em 23 de dezembro sobre a libertação de diversas pessoas que estavam detidas em conexão com manifestações públicas.
“Eu pessoalmente pedi a libertação de diversos detidos e fico contente em saber que muitos deles estão na lista de beneficiados pela decisão do governo. Isso se constitui um sinal de movimento rumo à reconciliação nacional e demonstra que o diálogo traz frutos”, disse o relator.
“Enquanto aqueles que foram soltos devem gozar de total liberdade, a libertação de outros detidos seria bem-vinda”, afirmou, acrescentando que os acusados de atos violentos durante manifestações devem ter garantido o devido processo legal.
O especialista encorajou todos os governos da região a apoiar o diálogo que ocorre na República Dominicana entre o governo venezuelano e a oposição, acrescentando que “qualquer resolução precisa ser desenhada e decidida por todos os venezuelanos com solidariedade internacional”.
“Encorajo todos os homens e mulheres de boa vontade a apoiar os esforços para aliviar a escassez de certos alimentos e medicamentos, e a contribuir para aliviar outros problemas resultantes em parte das sanções e boicotes contra a Venezuela que só agravaram o sofrimento dos venezuelanos de todas as classes sociais”, declarou.
Segundo o relator, a inflação também pode ser enfrentada por meio de medidas de combate ao contrabando de alimentos e remédios.
O especialista disse ainda que as medidas adotadas pelo governo fazem parte das recomendações preliminares apresentadas por ele ao governo de Caracas na conclusão de sua missão no início de dezembro.
Onu
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Imigração irregular: 2017 foi um ano ruim, mas o Interior prevê que 2018 será pior

Foto: Um grupo de imigrantes de origem subsaariana, na chegada ao Cadiz em 23 de dezembro. (EFE)

O ano que acaba de ser ruim para a Espanha sobre a imigração irregular, o pior desde 2006. No entanto, o secretário de Estado da Segurança, José Antonio NietoPrevê que 2018 "Poderia ser pior".

Os números são alarmantes. No total, até a véspera de Ano Novo Espanha tinha alcançado 27,810 imigrantes ilegais, Mais que o dobro que no ano passado, que já registrou um forte aumento. Aqueles que desembarcou viva deve ser acrescentado um outro 222 afogado, de acordo com uma estimativa da ONG. Se as entradas por via terrestre, através Ceuta e Melilha (5995 até 17 de Dezembro), quase não aumentou, aqueles produzidos por mar subiu 161%.
Nunca, desde a migração é contabilizado tinha vindo 'sem papel' tantos para a costa mediterrânica espanhola. Sim, eles desembarcaram nas Ilhas Canárias, 11 anos atrás, 31,678 imigrantes da África OcidentalMas até meados de dezembro 2017 única 416 fez.
O número total de migrantes irregulares pode ser ainda maior do que os rendimentos de Contabilidade do Ministério do Interior, porque a maioria relativa dos que chegaram por mar até meados de dezembro são, novamente, como mais de uma década, De Marrocos (22,4%) e Argélia (20,5%). Quando você colocar os pés na Espanha eles não tentar ser preso porque, ao contrário de africanos subsaarianos que pertencem a 19 nacionalidades diferentes, eles sabem que, se cair nas mãos das forças de segurança provavelmente serão devolvidos aos seus países.
Outro fato assustador é que dos menores não acompanhados que entram Espanha: 2,384 até 19 de Dezembro (8% do total), De acordo com o Interior, em sua maioria marroquinos. A figura quádruplos que de 2016 (588) e explica por que o número de crianças protegidas pelas comunidades autónomas alcançado no início do outono, um novo recorde: 5.380, de acordo com a resposta parlamentar que o governo deu ao senador Jon Iñárritu. Para algumas crianças, a Espanha é apenas uma etapa e em Paris, Marselha e para Estocolmo agora mal sobrevivem com os grupos de rua de crianças e adolescentes marroquinos que escaparam dos abrigos.
Dos três grandes rotas migratórias do Mediterrâneo, as duas principais estão em declínio. O ligando com a Turquia Grécia caiu em 79% até o fim de Novembro, Frontex, A Agência Europeia encarregado do controlo das fronteiras. Ao ir da Líbia para a Itália diminuiu em quase 40%. Basta fazer o upload do Mediterrâneo Ocidental, ligando o Magrebe com a Espanha.
Isso é parte da explicação do boom de imigração sofrendo Espanha. rotas de migração são vasos comunicantes como parcialmente corta tão perto como a Líbia para a Itália, aumenta neste caso, a pressão sobre o qual está ainda oeste. operação de Sophia, o que dá um papel importante para a guarda costeira da Líbia, e abuso (na fronteira com a escravidão) infligida africanos subsaarianos na Líbia dissuadir muitos tentando chegar à Europa cruzar o estreito de Sicília. "As máfias que traficam seres humanos, em seguida, procurar rotas alternativas", observa José Antonio Nieto. "Eles têm olhos no Mediterrâneo Ocidental", diz ele. Daí seu pessimismo para 2018.
Um número recorde de adultos "sem papel" e menores não acompanhados desembarcou na costa mediterrânea da Espanha junto 2017
Mehdi Lahlou, Professor no Instituto Nacional de Estatística e Economia Aplicada Rabat, acrescenta outros elementos para explicar Nieto. A revolta do Rif "Ele mudou prioridades de forças de segurança marroquinasMais dedicado a fim de proteger as fronteiras "para a duração da crise restaurando, diz ele. Esses protestos "também levaram centenas de jovens do norte de Marrocos para tentar a sorte" na Europa, diz ele.
o Housseine MajdoubiCorrespondente de imprensa origem marroquina que mora na Espanha, é algo além. "Marrocos sofre crise econômica e social crescimento não aliviar ", diz ele. E a seca agravou, enfatiza. Além de ser introduzido na Europa depois de longas viagens pelo norte da África 5928 marroquinos chegou à Itália em 2017 através da Líbia ", os jovens voltaram a apostar em clássico, curto e rota mais barato"A partir das margens do Tetuan ou Rif para a Espanha, Majdoubi observa.
O declínio da rota Líbia-Itália, em parte, explica o aumento da chegada de imigrantes à Espanha que excede 27.500 pessoas
Algo semelhante acontece na Argélia, onde em novembro navegou uma onda sem precedentes de pessoas de barco indo para o Levante espanhol, especialmente Murcia, que Ele caiu de detenção de imigração (CIE). O ministro do Interior, Juan Ignacio ZoidoEntão ele deu um leve toque de atenção para as autoridades argelinas Ele encontrou seu embaixador em Madrid, Taous Feroukhi- mas não desperdiçado, no entanto, uma oportunidade para exaltar a "estreita cooperação" de Marrocos. A julgar pelos resultados, em 2017 não foi tão perto.
O desembarque maciço da Argélia explodiu últimas costuras Novembro de Aliens Act cumprimento difícil quando CIE são recolhidas total de -disponen de 1480 lugares e migrantes são dadas aos ONG ou bancas de rua antes que eles são dois meses de detenção. Interior longe de problemas, em seguida, reconvertendo Prison Archidona (Málaga), Prestes a ser aberta, em um CIE provisória. A precipitação levou ainda internar há entre 457 adultos 'sem papel', sete argelinos menores agora eles já estão protegidos pela Junta de Andalucía.
O Partido Social Democrata pediu a Zoido no Congresso para explicar esse erro, mas isso não é a única provocou protestar contra a conversão de Archidona. O Aliens Act proíbe prisão CIE tem personagem, então várias ONGs conhecidos denunciaram juntos uma "prática ilegal" do Interior endossadoNo entanto, pelo Tribunal de Murcia Superior. Nieto repetido que é "Medida excepcional e temporária". "Embora existam diferenças entre os vários CIE, instalações, serviços e pessoal têm condições piores do que as prisões", diz o professor Markus González em um artigo publicado na imigração anuário CIDOB, a principal 'think-tank' catalã.
Antes de um fenómeno da imigração "não é nova, mas que está aumentando" Francisco Javier Lara, Dean da Ordem dos Advogados de Málaga, opinou em entrevista à Europa Press "que chegou o momento"Corrigindo stop" de "regular este fenômeno com medidas para Espanha e toda a Europa". É surpreendente, como fazem os especialistas na CIDOB anuário publicado recentemente, a passividade do Executivo ea oposição parlamentar.
"Isso pode exercer muito mais pressão sobre o governo a agir de uma forma pouco concertada o legislativo"Sublinhar professores José Antonio Montilla e Ignacio García Vitoria em um anuário artigo sobre a actividade legislativa cujo título resume o estado da questão: 'Low profile ou inação'.
EFE
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