terça-feira, 18 de abril de 2023

Joinville tem mais de quatro mil estudantes estrangeiros na rede municipal



Foto Freepik

Joinville tem mais de quatro mil crianças e adolescentes estrangeiros matriculados na rede municipal de ensino, segundo dados divulgados pela Secretaria de Educação do município. Dentre este número, cerca de três mil não têm nacionalidade definida, 712 são da Venezuela e 169 do Haiti.

As idades das crianças são variadas. Grande parte dos alunos está entre o 1º ano (588) e o 2º ano (322) do Ensino Fundamental. No total, são 4.029 alunos estrangeiros matriculados nas escolas da rede municipal.

Dados pela Secretaria de Educação de Joinville. Crédito gráfico: Yasmim Eble/O Município Joinville

Cerca de 3.030 estudantes não têm a nacionalidade especificada. Segundo a gerente de apoio a aprendizagem da Secretaria de Educação de Joinville, Deyze Faust, isso acontece por conta de como esses dados são coletados. 

“Esse tipo de dado é coletado na hora da matrícula em cada escola da cidade. Dizer que a nacionalidade não é definida, quer dizer que, ao preencher os documentos, foi colocado em outra opção”, explica. A área da educação de Joinville está realizando e mapeando estratégias para redefinir esses dados. 

Deyze relata que cada escola está sendo orientada. “As ações são para definir de onde essas crianças são para mapear e entender as necessidades desses estudantes. Assim podemos também refinar esses dados”, conta. Esse tipo de estratégia também poderá ajudar o município na tomada de decisões de forma macro. 

Já das nacionalidades definidas, 712 são da Venezuela, 169 do Haiti, 19 do Paraguai, 15 da Bolívia, 13 do Peru, 12 da Colômbia, 11 da Cuba e 8 da Argentina. Um número menor de crianças são de outros países.

Dados pela Secretaria de Educação de Joinville. Crédito gráfico: Yasmim Eble/O Município Joinville

Os bairros onde as crianças e as famílias residem também são diversos. Os principais são o Jardim Paraíso (338), Paranaguamirim (258), Comasa (265) e Adhemar Garcia (117).

Dados pela Secretaria de Educação de Joinville.

Atendimento às crianças

A Escola Municipal Doutor José Antônio Navarro Lins, localizada no bairro Comasa, é referência quando se trata de acolhimento e educação de jovens estrangeiros. Ao todo, 863 alunos são atendidos e divididos entre o 1º ao 9º, cerca de 24 deles são estrangeiros.

“Nesses casos, verificamos sempre a documentação junto a família. Principalmente para não colocar um aluno em uma série que não corresponde a dele”, relata Patrícia Muller Sousa, diretora da escola. Após isso, o aluno é encaminhado para a orientação, ainda com a família, para que eles sejam orientados sobre a escola, o uniforme e os materiais. 

“Também é nessa hora que avaliamos o nível de acompanhamento necessário. Muitas vezes precisamos fazer provas de nivelamento, para entender em qual pé está a alfabetização daquela criança na língua portuguesa”, explica Patrícia. Essas crianças são encaminhadas para uma aula de reforço, normalmente organizada no contraturno escolar em alguns dias da semana. É ali que a criança é alfabetizada em português. 

“A grande maioria não tem dificuldade de aprendizagem e apenas não sabe a língua”, acrescenta. Na escola, um dos alunos estrangeiros já recebeu a medalha de honra de melhor aluno da rede municipal. Ele era um aluno estrangeiro e seu país de origem era o Haiti. 

A escola foi se adaptando junto aos alunos. Segundo Esdra Lima Pinheiro Schreiber, orientadora do 6º ao 9º ano, no início foi difícil. “Passamos por muitas etapas até conseguir esse tipo de atendimento. Fazíamos muitas aulas de reforço e usamos a tecnologia ao nosso favor para conseguir nos comunicar com as crianças”, conta.

Acolhimento dos alunos

As dificuldades sociais também são percebidas durante esse tipo de atendimento. “Esse ano, atendi uma aluna do 5º ano que estava preocupada com o uniforme e com os materiais escolares. Ela só havia vindo com a mochila, sem nada dentro”, relata Mariel Almeida Machado, supervisora do 1º ao 5º ano do colégio. 

Após a orientação, a aluna recebeu os uniformes e os materiais necessários. “Ela veio orientada para saber como conseguir o necessário para estudar. E na semana seguinte ela já estava uniformizada”, relembra. Os alunos também sempre são matriculados, mesmo sem todos os documentos necessários. 

Da esquerda para a direita está Esdra Lima Pinheiro Schreiber, Mariel Almeida Machado, Deyze Faust, Clarice Nunes Pereira Teixeira, Sandra Regina Quadra e Patricia Muller Sousa. | Crédito: Yasmim Eble/O Município Joinville

“Quanto mais tempo essa criança passa fora da sala de aula, mais auxílio ela terá que receber no futuro. Por isso, sempre fazemos a matrícula e então orientamos em como conseguir os documentos”, explica Patrícia. A orientadora do 1º ao 5º ano, Sandra Regina Quadra, relata que o apoio é sempre feito de forma individual. 

“Conversamos e tentamos orientar cada família, sempre nos mostrando presentes. E eles retribuem isso, são muito agradecidos com tudo que recebem e aprender”, relata. Sandra conta que a escola tem um papel essencial para mostrar que nenhum estrangeiro veio ao local para tirar o lugar de ninguém.

Barreira linguística

Em específico na Escola Municipal Navarro Lins, o trabalho de acolhimento e diversidade é realizado dentro e fora da sala de aula. Patricia ressalta que a inclusão, acolhimento e integração fazem parte das pautas diárias, com trabalhos envolvendo igualdade racial, contra xenofobia e preconceitos. .

Em muitas aulas, a cultura dos alunos estrangeiros são introduzidas. Como nos costumes de cada região do Brasil ou nas comidas típicas. A professora do 6º ao 9º, Clarice Nunes Pereira Teixeira, conta que, no primeiro momento, os professores entendem que, além de receber um aluno, a escola está recebendo uma família de imigrantes. 

“Trabalhamos sempre com a empatia, pois o impacto cultural é muito grande. Por isso, tento quebrar ao máximo esse impacto e barreira linguística”, conta. Professora de português há 14 anos, Clarice resolveu que a maior saída seria adaptar as atividades. 

Em uma produção de texto, por exemplo, ao passar um filme para a realização de uma resenha, o filme era do Haiti ou da Venezuela com legenda em português. “Eu tento sempre trabalhar a língua deles e a nossa em conjunto. Não impedimos que eles falem a língua nativa, mas sempre indicamos como é no português”, explica. 

Nesses casos, os próprios alunos estrangeiros se ajudam. Àqueles que têm mais domínio da língua auxiliam os mais novos e novatos. “Outra coisa interessante é que a própria sala de aula muda. O contato com outra religião, com outro tipo de alimentação e esse intercâmbio de ideias é muito rico para quem é nativo do Brasil”, acrescenta Clarice. 

Curso de português para estrangeiros

Joinville também oferece cursos de português para estrangeiros. Segundo a Secretaria da Educação, os cursos são oferecidos em dois níveis com mais de 80 horas de aula, durante um semestre.

Também é oferecido em dois polos cursos de português para jovens e adultos: Escola Municipal Professor Edgar Monteiro Castanheira e Escola Municipal CAIC Professor Desembargador Francisco José Rodrigues de Oliveira. Novos polos devem ser abertos pela secretaria. “Queremos trabalhar não apenas o estudo da língua, como a alfabetização para essas pessoas”, conclui Deyze.

omunicipiojoinville.com

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sábado, 15 de abril de 2023

Especialistas debatem estratégias brasileiras de coleta e análise de dados sobre trabalho infantil

 

Participantes no intercâmbio virtual

Brasília – Representantes do Brasil, Trindade e Tobago e da OIT se reuniram em 12 de abril para compartilhar informações, desafios e progressos sobre a coleta e a análise de dados para a erradicação do trabalho infantil.

O objetivo do intercâmbio virtual foi apoiar os esforços dos atores nacionais para desenvolver um módulo de trabalho infantil a ser incluído na "Pesquisa por Amostra de População Contínua (CSSP)" de Trindade e Tobago. O intercâmbio de conhecimentos permitirá que Trindade e Tobago aproveite as lições aprendidas e as boas práticas decorrentes da experiência brasileira na coleta e análise de dados para apoiar políticas públicas destinadas a erradicar o trabalho infantil.

A atividade foi realizada no âmbito do Programa de Cooperação Sul-Sul Brasil-OIT e do projeto intitulado "Consolidação do progresso da Iniciativa Regional América Latina e Caribe Livre de Trabalho Infantil como parte de um de seus componentes  "Apoio à coleta e análise de dados estatísticos sobre trabalho infantil para geração de conhecimento sobre o trabalho infantil".

O encontrou reuniu, do lado brasileiro, representantes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE). Do lado de Trindade e Tobago, participaram representantes da Unidade de Informação do Mercado de Trabalho, o Escritório Central de Estatística (CSO) e o Comitê Gestor Nacional do Trabalho Infantil, além de funcionários dos escritórios da OIT do Brasil, Caribe e Costa Rica.

Maria Lucia França Pontes Vieira, diretora de Pesquisas Substituta do IBGE, apresentou a coleta de dados sobre trabalho infantil por meio das principais pesquisas, com destaque para a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD).

Desde 2015, a PNAD fornece informações anuais sobre o mercado de trabalho, incluindo temas estruturais como Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs), saúde e trabalho infantil.

“Não é simples coletar informações sobre o trabalho infantil por duas razões: às vezes os dados não são informados com precisão; e muitas vezes o trabalho não é identificado como trabalho infantil, devido a uma questão cultural sobre o que é ou não considerado trabalho infantil. É necessário pensar em um questionário que amplie as possibilidades de apuração do trabalho infantil para captar ainda melhor essa realidade”, disse Maria Lucia.

Roberto Padilha Guimarães, auditor fiscal do trabalho da Coordenação Nacional de Fiscalização para a Erradicação do Trabalho Infantil e ponto focal do Brasil na Iniciativa Regional América Latina e Caribe Livres de Trabalho Infantil, comentou a importância dos dados coletados para se conhecer a dimensão e as características do problema do trabalho infantil no Brasil, um fenômeno complexo e multicausal.

“O conhecimento do problema é fundamental para orientar políticas mais eficientes para a erradicação do trabalho infantil no país. É importante que o país meça seus esforços e avanços na erradicação do trabalho infantil, e a série histórica dos dados é um ponto relevante" comentou Roberto.

Bruce Spencer, chefe da Unidade de Informação do Mercado de Trabalho do Ministério do Trabalho de Trindade e Tobago, compartilhou alguns desafios semelhantes para a coleta e a obtenção de informações nos domicílios respondentes. “Nós temos uma técnica de coleta semelhante à do Brasil em relação aos domicílios respondentes e temos desafios semelhantes nos domicílios que visitamos. É necessária uma coleta de dados que tenha diversas formas de amostragem, pois precisamos captar o dinamismo do mercado de trabalho em Trindade e Tobago, avaliou Bruce.

Iniciativa Regional América Latina e Caribe Livres de Trabalho Infantil  foi estabelecida em 2014 como um instrumento de cooperação intergovernamental que se baseia em mais de 20 anos de experiência regional na prevenção e erradicação do trabalho infantil. Seu objetivo é fomentar estratégias inovadoras contra o trabalho infantil e contribuir para alcançar a Meta 8.7 da Agenda 2030 . O papel da iniciativa na geração de informação e conhecimento e na facilitação de intercâmbios e colaboração direcionados entre governos, trabalhadores, setor privado e atores da sociedade civil tem sido um catalisador para que a cooperação Sul-Sul se torne uma modalidade primária de cooperação para o desenvolvimento entre os atores regionais.

Essa iniciativa regional também foi capaz de reconhecer uma demanda comum de capacitação no Caribe para abordar o tema transição escola- trabalho e identificou o Brasil como o parceiro de cooperação mais apropriado com base em sua experiência e boas práticas em aprendizagem e inspeções no tema do trabalho infantil.

OIT
ilo.org

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Atendimento jurídico para migrantes e refugiados é objeto de termo de cooperação firmado entre Defensoria e UFBA

 

Defensoria prestará orientação e atendimento jurídico com fins de promoção dos direitos individuais e coletivos desta população na Bahia

Para desenvolver ações relacionadas ao atendimento jurídico de migrantes e refugiados(as), a Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE/BA) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA) celebraram acordo de cooperação. Pela parceria estabelecida, a UFBA encaminhará à DPE/BA demandas da área de migração e refúgio recepcionadas no âmbito de seus núcleos e redes. Caberá a Defensoria prestar orientação e atendimento jurídico, integral e gratuito, com fins de promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, dos direitos individuais e coletivos desta população na Bahia.

“Atenderemos os migrantes e refugiados nas matérias afetas a Defensoria Pública Estadual, a exemplo de demandas na área de saúde, infância e juventude, criminal, registros públicos e família. Estamos fortalecendo essa atuação pois identificamos que as ondas migratórias seguirão crescendo nos próximos anos por força de questões climáticas, sociais e políticas”, comentou o defensor e coordenador do Núcleo de Gestão de Projetos da DPE/BA, Gil Braga.

Além disso, a UFBA deverá ofertar vagas para defensores(as) públicos(as) em seu programa de pós-graduação em Direitos Humanos e Migração e capacitar servidores(as) da Instituição em idiomas e processos de atendimento que garantam a criação de fluxos de atendimento adequados e humanizados para esta população.

O termo de cooperação prevê também a participação de ambas as Instituições em atividades de educação em direitos para os refugiados. Além do desenvolvimento de guias, cartilhas e outros materiais de orientação e atendimento voltados para esta população vulnerável.

defensoria.ba.def.br

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sexta-feira, 14 de abril de 2023

Governo agiliza vistos para haitianos com parentes no Brasil

 


O Ministério da Justiça e Segurança Pública passará a ser responsável pela análise de pedidos de autorização de residência prévia e visto temporário feitos por haitianos que têm parentes até segundo grau no Brasil.

O objetivo do governo brasileiro é acelerar o processo de concessão de visto para reunião familiar. As solicitações envolvendo mulheres, crianças, idosos, pessoas com deficiência e seus grupos familiares terão prioridade.

A medida consta em portaria interministerial assinada pelos ministros da Justiça, Flávio Dino, e das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e vale até 31 de dezembro de 2024. O documento foi publicado nesta terça-feira,11, no Diário Oficial da União e entra em vigor em 30 dias.

Segundo o Ministério da Justiça, a medida deve beneficiar cerca de 3 mil pessoas. Hoje, muitos refugiados haitianos que vivem no Brasil, acolhidos por ações humanitárias, precisam recorrer à Justiça para trazer seus parentes.

O pedido de residência prévia deve ser feito por meio de formulário online que será disponibilizado na página do Departamento de Migrações. Caso a seja aprovada a documentação, a pasta da Justiça informará ao Itamaraty para que autorize a Embaixada do Brasil em Porto Príncipe, capital do Haiti, a conceder o visto.

Também será atribuição do Ministério da Justiça informar aos parentes que solicitem o documento. Os que conseguirem o visto devem chegar ao Brasil e se apresentar à Polícia Federal em até 90 dias para solicitar a Carteira Nacional de Registro Migratório.

Por Andreia Verdélio 

agenciabrasil.ebc.com.b

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ONU alerta sobre 'preocupante' aumento de migrantes que cruzam selva de Darién

 


A ONU alertou, nesta quinta-feira (13), sobre o "preocupante" aumento de migrantes que atravessam a inóspita selva de Darién, uma rota perigosa na fronteira entre Panamá e Colômbia pela qual já passaram este ano mais de 100 mil pessoas.

"A Agência da ONU para os Refugiados (Acnur) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) alertam sobre o preocupante aumento de pessoas que cruzam a selva de Darién", disseram ambas as entidades em uma nota conjunta.

"Mais de 100 mil pessoas que cruzam o Darién foi alcançado, seis vezes mais que as que chegaram à região no mesmo período de 2022", acrescentaram.

A selva de Darién se tornou um corredor para os migrantes que, da América do Sul, tentam chegar aos Estados Unidos, apesar dos perigos pelo caminho, repleto de rios caudalosos, animais selvagens e gangues de criminosos.

"O Panamá enfrenta uma das crises mais desafiadoras de movimentos mistos na última década, como parte de deslocamentos sem precedentes nas Américas", indica o comunicado.

Em 2022, o recorde de quase 250 mil pessoas cruzaram o Darién. A maioria é de venezuelanos, haitianos e equatorianos, embora também haja asiáticos, principalmente da China e da Índia, e africanos, principalmente de Camarões e Somália.

"Os perigos e níveis de violência que essas pessoas enfrentam são altamente preocupantes", declarou Philippa Candler, representante da Acnur no Panamá.

"As histórias que ouvimos mostram os horrores que representa para famílias inteiras atravessar o Darién. Muitos perderam a vida ou desapareceram enquanto outros conseguiram atravessá-lo, mas agora eles têm problemas de saúde significativos", disse Giuseppe Loprete, chefe da OIM no Panamá.

De acordo com essas agências, os migrantes alegam motivações econômicas, desemprego e violência como principais motivos para abandonar seus países de origem.

Esta semana, o secretário de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Alejandro Mayorkas, se reuniu no Panamá com os chanceleres panamenho e colombiano para buscar soluções para esta crise migratória.

"É urgente trabalhar em uma solução regional", pediu Candler.

"Nos preocupa que as pessoas que estão pensando em fazer a travessia não tenham noção dos perigos", completou Loprete.

* AFP

gauchazh.clicrbs.com.br

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quinta-feira, 13 de abril de 2023

Prefeitura e Estado capacitam profissionais que atuam com migrantes e refugiados

 

 (Foto: Éder Souza / Divulgação)

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social realizou, nesta quarta-feira (12), uma grande ação de capacitação dos profissionais que atuam com migrantes e refugiados que vivem na cidade de Campos. Atualmente, vivem no município cerca de 80 migrantes e refugiados que estão inscritos no CadÚnico. Na ação, os migrantes e refugiados receberam atendimento psicossocial, foram encaminhados para programas sociais e deram entrada na regularização de documentação.

A capacitação foi destinada especificamente aos servidores da área da Saúde, Educação e Desenvolvimento do município. Assim, eles receberam informações sobre como melhor atender a essa população, que são de diferentes países, principalmente da América do Sul, como Venezuela, Colômbia e Argentina. As orientações foram sobre os conceitos de migração e refugiados, a saúde desse grupo, além de informações sobre o enfretamento ao tráfico de pessoas e trabalho escravo.

Promovida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social por meio da Gestão do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), a ação foi em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Ministério da Saúde e Cáritas, que é uma confederação de 165 organizações humanitárias da Igreja Católica que atua na defesa de direitos humanos.

De acordo com Neilda Alves, gerente de Promoção da Igualdade Racial da SIRDH, os profissionais acabam tendo um grande desafio no atendimento a esse público, já que é uma população que possui demandas diferentes. “São pessoas de diferentes países e de diferentes costumes. Com a capacitação, o profissional que trabalha na ponta consegue ter uma condição melhor de passar informações precisas no contexto da vida desses migrantes e refugiados de acordo com as demandas que eles apresentam”, pontuou.

De acordo com Lilian Cardoso, representante da Secretaria de Estado de Saúde, a ação conjunta entre estado e município faz com que o atendimento aos refugiados tenha mais qualidade “A nossa intenção é fazer com que os servidores municipais não se sintam sozinhos nesse acolhimento aos refugiados, porque o Estado do Rio tem um comitê próprio de saúde que abrange os refugiados. Então, a gente como Secretaria de Estado de Saúde está trazendo essa capacitação para que os profissionais de saúde se qualifiquem nesse atendimento e para que os refugiados tenham um serviço de qualidade”, disse.


campos.rj.gov.br
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SME oferece formação sobre migração e diversidade para 450 pessoas

 Imagem com silhuetas de pássaros coloridos com nuvens azuis. Segue com o texto "Cultura em Movimento: migrações e diversidade em São Paulo".

O Núcleo de Educação para as Relações Étnico-Raciais (NEER), da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, realiza o evento formativo “Cultura em Movimento: Migrações e Diversidade em São Paulo”, nesta sexta-feira (14), das 14h às 18h, na Universidade Cidade de São Paulo (UNICID).

A iniciativa gratuita é aberta a todos os profissionais da Rede Municipal de Ensino e também às pessoas interessadas no tema. As inscrições podem ser feitas até se esgotarem as 450 vagas. 

O evento pretende abordar o tema das migrações e da presença de migrantes na Rede Municipal de Educação de São Paulo, com o objetivo de estimular reflexões e trocas de experiências sobre práticas de acolhimento.

A programação contará com contação de história, mesa de debates sobre os temas migrações no Brasil contemporâneo e educação e diversidade linguístico cultural, além de apresentação musical. 

A ação acontecerá no auditório da UNICID – Tatuapé, localizada na Rua Cesário Galeno, 48/475, Tatuapé. Participe! Faça já sua inscrição aqui (Link para um novo sítio).

Migrantes na educação Municipal da capital 

Em 2023, a Rede Municipal de Ensino de São Paulo atende um total de 9.866 migrantes, de cerca de 100 nacionalidades. Entre elas, as mais representativas são as da Bolívia, Venezuela, Haiti, Angola, Paraguai, Peru, Argentina, Japão, Colômbia e Estados Unidos da América. Essa diversidade cultural nos estimula a refletir sobre a importância de reconhecer e valorizar esse patrimônio comum da humanidade nas diferentes práticas cotidianas. 

Para fomentar discussões e boas práticas, promovemos o evento Cultura em Movimento: Migrações e Diversidade em São Paulo, que tem como público alvo todos(as) interessados(as) na pauta das migrações e educação. 

Confira, abaixo, a programação:

14h – Credenciamento 

14h30 – Contação de história – A menina Aisha – Grupo Performatron 

15h – Mesa 1 – Migrações no Brasil contemporâneo: William Torres Laureano da Rosa (ACNUR); Thamara Thomé e Prosper Dinganga Sikabaka (CRAI); Abdul Jarour (Identidade Humana). Mediação: Tatiana Waldman.

16h – Mesa 2 – Educação e diversidade linguístico cultural: Ana Paula Martinez Duboc (USP); Regina Brito (Mackenzie); Alan Silvio Ribeiro Carneiro (Unifesp). Mediação: Adriana de Carvalho. 

17h – Apresentação musical – Fanta Konatê

17h30 – Encerramento

educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br

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quarta-feira, 12 de abril de 2023

Primeiro trimestre de 2023 foi o mais mortal desde 2017 para migrantes no Mediterrâneo

 


Com 441 vidas perdidas tentando chegar à Europa, o período de janeiro a março de 2023 foi o primeiro trimestre mais mortal para migrantes que atravessam o Mediterrâneo desde 2017, informou a ONU nesta quarta-feira (12).

Organização Internacional para Migração (OIM) da ONU destacou que os atrasos nas operações de busca e salvamento (SAR) foram fundamentais em pelo menos seis incidentes desde o início do ano, resultando na morte de pelo menos 127 pessoas.

"A total falta de resposta a um sétimo caso custou a vida de pelo menos 73 migrantes", disse a OIM em um comunicado, acrescentando que os esforços de busca e resgate de organizações não governamentais diminuíram significativamente nos últimos meses.

O OIM disse ainda que o número de 441 mortes registradas nos primeiros três meses do ano é provavelmente inferior à realidade.

"A persistente crise humanitária no Mediterrâneo central é intolerável", enfatizou o chefe da OIM, Antonio Vitorino.

"Com mais de 20.000 mortes registadas nesta rota desde 2014, temo que estas mortes tenham ‘normalizado’", alertou, acrescentando que "os atrasos nas operações de busca e resgate realizadas pelos Estados custam vidas humanas".

O projeto "Migrantes Desaparecidos" da agência das Nações Unidas também investiga vários casos de embarcações desaparecidas, onde não há vestígios de sobreviventes ou dos restos da embarcação, portanto também não há operações de resgate.

O destino de mais de 300 pessoas a bordo dessas embarcações permanece incerto, disse a organização.

folhape.com.br

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Estado e ONU realizam escutas qualificadas sobre migração no Alto Acre

 Representantes do governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (Seasd), dirigiram-se esta semana para a região do Alto Acre, para tratar de questões migratórias com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), agência da Organização das Nações Unidas (ONU) que atua na proteção dos direitos das pessoas em situação de refúgio.

Uma das ações acompanhadas pelo Estado foi a reunião na sede da Polícia Federal de Epitaciolândia. Foto: Carlos Alexandre/Seasd

O encontro reuniu também autoridades de Brasileia e Epitaciolândia, para identificar o funcionamento do fluxo migratório nos municípios e as necessidades enfrentadas pelos profissionais que atuam diariamente nas questões referentes à constante migração de pessoas na região.

Juliana Serra e Raquely Portela representaram a agência da ONU no encontro. Foto: Carlos Alexandre/Seasd

Uma das ações acompanhadas pelo Estado foi a reunião com o delegado Valdir Celestino Costa, na sede da Polícia Federal de Epitaciolândia, onde são realizados atendimentos diários com emissão de protocolo de refúgio, regulando a documentação dos migrantes que chegam ao Brasil pelo Acre.

O delegado relata que o fluxo migratório no município se beneficiou com o apoio prestado em Brasileia, uma união estimulada pelo Estado e demais instituições participantes, na busca de aprimoramento no atendimento e acolhimento de migrantes. 

Prefeito Sérgio Lopes e servidoras da assistência social relataram a atuação do Município frente às questões migratórias emergentes em Epitaciolândia. Foto: Carlos Alexandre/Seasd

A Prefeitura de Epitaciolândia também foi visitada. O prefeito Sérgio Lopes e servidoras da assistência social relataram a atuação do Município frente às questões migratórias emergentes na cidade. Segundo informaram, em fevereiro mais de 500 pessoas foram recebidas na Casa de Passagem gerida em parceria com Brasileia.

O encontro identificou necessidades enfrentadas pelos profissionais que atuam diariamente nas questões do fluxo migratório na região. Foto: Carlos Alexandre/Seasd

Em Brasileia, também foi visitada a sede da Cáritas, organização humanitária da Igreja Católica que visa à qualidade de vida de vulneráveis sociais. No município, Lindaci Franco, assessora de proteção da Cáritas, explanou: “Realizamos diversos tipos de atendimento, buscando garantir direitos; orientamos desde o acesso a documentos a outras demandas espontâneas”.

agencia.ac.gov.br

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