quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Brasileiros precisarão de autorização de viagem para entrar em Europa em 2021

Resultado de imagem para SISTEMA EUROPEU DE INFORMAÇÃO E AUTORIZAÇÃO DE VIAGEM

A partir do ano de 2021, os cidadãos brasileiros serão obrigados a preencher uma solicitação do  SISTEMA EUROPEU DE INFORMAÇÃO E AUTORIZAÇÃO DE VIAGEM (ETIAS) Antes de embarcar para a Europa, e isso também inclui viajantes que só estarão em trânsito na Europa a caminho de outros destinos.
Qualquer cidadão brasileiro que deseje entrar na Europa por mais de 90 dias, ou para outros fins que não os permitidos no âmbito do programa ETIAS, terão que solicitar um visto Schengen. 
É aconselhável que os cidadãos brasileiros preencham sua solicitação ETIAS 96 horas antes da data de partida.
Normalmente, se não houver nenhum problema, a solicitação é processada e aprovada em minutos, e a autorização é enviada por email na forma de um documento PDF.
Documentação requerida e taxa aplicáveis
Para solicitar um ETIAS, serão necessários os seguintes:
  • Passaporte válido emitido por um país isento do visto.
  • Um cartão de crédito válido para realizar o pagamento de uma taxa de 7 euros. Solicitantes com idade inferior a 18 anos não necessitam pagar.
  • Informação para contato, incluindo endereço da sua residência permanente, número de telefone e endereço de e-mail.

Requisitos ETIAS para Brasileiros

Para entrar em qualquer um dos países membros do Espaço Schengen,  todos os brasileiros com mais de 18 anos terão que preencher o formulário online para pedir a autorização de viagem ETIAS.
Os viajantes brasileiros vão ter que disponibilizar informação pessoal no formulário, tal como:
  • Nome completo.
  • Lugar e data de nascimento.
  • Sexo.
  • Direccção.
  • Número de telefone e email.
  • Nível Académico ou informação do emprego actual.
  • Informação do passaporte ou de um outro documento de viagem válido.
  • País-membro de chegada.
  • Responder ao questionário de elegibilidade ETIAS online.
Se as informações completadas no formulário de inscrição estivem corretas, e o viajante estiver qualificado e livre de riscos aos olhos do sistema ETIAS, então ele será aprovado e receberá uma confirmação juntamente com a autorização de viagem ETIAS. Este procedimento será concluído em apenas alguns minutos.
No entanto, se algo constar no sistema ETIAS, o aplicativo será processado manualmente. O tratamento manual durará cerca de 96 horas (4 dias) ou um máximo de 2 semanas.
Etias
www.miguelimigrante.blogspot.com

Imigrantes de caravana retida no Texas cogitam novas rotas para entrar nos EUA

Resultado de imagem para Imigrantes de caravana retida no Texas cogitam novas rotas para entrar nos EUA
Alguns imigrantes centro-americanos que tentam entrar nos Estados Unidos, mas foram retidos perto de uma travessia do Texas, disseram na quarta-feira que estão cogitando ir para outra parte da fronteira na qual podem ter uma chance melhor de solicitar um rápido pedido de asilo rápido.
Ponderando seus próximos passos na empoeirada cidade mexicana de Piedras Negras, logo ao sul da travessia Eagle Pass, no lado norte-americano, o grupo mais recente de cerca de 1.700 imigrantes de uma caravana quer evitar uma espera potencial de meses por uma oportunidade de pedir asilo.
Muitos dizem que também esperam o chamado visto humanitário do governo mexicano, que pode levar a oportunidades locais de emprego, mas temem o Zetas, cartel de drogas hiperviolento da região que já atacou imigrantes.
"Não podemos parar aqui", disse Oscar Lopez, hondurenho de 33 anos que viaja com a esposa e duas filhas.
Ele disse que sua família fugiu de ameaças de morte de gangues no país natal. "Se não (atravessarmos) aqui, iremos a outra parte da fronteira".
Na terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que 3.750 tropas adicionais serão enviadas à divisa de seu país com o México para auxiliar os agentes de fronteira e impedir o que descreveu como "o avanço tremendo" de imigrantes em direção aos EUA.
Os postulantes a asilo costumam ter direito de permanecer em solo norte-americano enquanto seus casos são decididos por um juiz de imigração, mas um acúmulo de mais de 800 mil casos pode arrastar o processo durante anos.
Cerca de 250 efetivos militares estão sendo transferidos de posições no Arizona para Eagle Pass "em reação à atividade da caravana de imigrantes que atualmente se aproxima da fronteira do Texas", anunciou o Departamento da Defesa dos EUA na quarta-feira.
Entre eles há policiais militares, médicos e engenheiros. Milhares de imigrantes majoritariamente centro-americanos já fizeram a perigosa viagem a pé pelo México até a divisa do vizinho do norte desde outubro, enfurecendo Trump.
No dia 20 de dezembro o governo Trump anunciou que seu país devolverá ao México os imigrantes não-mexicanos que tiverem cruzado a fronteira enquanto seus pedidos de asilo são analisados.
"Estes imigrantes correm muitos riscos", incluindo o crime organizado, policiais locais corruptos e a hostilidade de moradores, alertou Alberto Xicotencatl, que cuida de um abrigo em Saltillo, capital do Estado de Coahuila, a cerca de 400 quilômetros ao sul de Piedras Negras.
(Reportagem adicional de Timothy Ahmann em Washington)
Extra
www.miguelimigrante.blogspot.com

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Sesc promove cineclube para crianças refugiadas em SP

Em São Paulo, teve início no final de semana (2) a edição 2019 do CineClubinho, projeto do SESC que promove exibições mensais e gratuitas de filmes infantis para meninos e meninas refugiados. Mais de 50 crianças participam da iniciativa, realizada no CineSesc, no Jardim Paulista. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).
Nour e seus filhos participam do CineClubinho, cuja agenda de 2019 segue até dezembro. Foto: ACNUR/Miguel Pachioni
Nour e seus filhos participam do CineClubinho, cuja agenda de 2019 segue até dezembro. Foto: ACNUR/Miguel Pachioni
Em São Paulo, teve início no final de semana (2) a edição 2019 do CineClubinho, projeto do SESC que promove exibições mensais e gratuitas de filmes infantis para meninos e meninas refugiados. Mais de 50 crianças participam da iniciativa, realizada no CineSesc, no Jardim Paulista. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).
“É como se o aniversário delas fosse naquele dia”, diz Nour, mãe de quatro crianças que, desde o ano passado, acompanha as sabatinas de cinema.
Os filmes são escolhidos de forma criteriosa, contemplando variados recortes culturais. As obras exibidas são de diferentes países, inclusive do Brasil. O objetivo é propor uma imersão das crianças em temas como cidadania e pertencimento, de forma lúdica e promovendo o lazer educativo.
“Como as crianças refugiadas trazem com elas memórias e experiências de vida difíceis, em diferentes aspectos, a fantasia e o imaginário proporcionados pelo cinema são extremamente importantes para que sejam estimulados entre elas, ajudando, assim, a desconstruir percepções que as afligem no dia a dia”, diz Vivianne Reais, diretora da organização não governamental IKMR, parceira do ACNUR. A instituição trabalha especificamente com crianças refugiadas em São Paulo.
Os encontros do CineClubinho também promovem trocas entre as crianças e os pais e mães que frequentam as sessões. O ingresso, o transporte e a pipoca são por conta da casa. Na capital paulista, o acesso à cultura é muitas vezes restrito pelo orçamento familiar.
Monitores de atividades educativas do SESC interagem com crianças refugiadas antes da exibição do filme no CineClubinho. Foto: ACNUR/Miguel Pachioni
Monitores de atividades educativas do SESC interagem com crianças refugiadas antes da exibição do filme no CineClubinho. Foto: ACNUR/Miguel Pachioni
“Enxergamos o cinema como um espaço de convivência e de socialização. Este momento que propiciamos para as famílias refugiadas reforça justamente a importância de se fortalecerem, aprendendo cada vez mais a lidar com o diferente, sob uma perspectiva mais afetiva, em um ambiente de acolhimento, com estéticas, repertórios e linguagens diferentes”, afirma Gabriela Rocha, animadora cultural do CineSesc.
O jovem sírio Walid, de 15 anos, acompanhou suas quatro irmãs mais novas já pela quinta vez e diz que pretende vir novamente, embora esteja planejando se dedicar mais aos estudos em 2019.
“No ano passado, já fui muito bem na escola. Estou próximo de me formar e quero conseguir boas notas nos exames para ter uma profissão reconhecida e que me faça feliz”, conta o adolescente, que deseja trabalhar na área de tecnologia da informação ou de relações internacionais.
O ACNUR atua de forma articulada para integrar em seu plano de trabalho os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), incorporando essas metas da ONU para promover sociedades pacíficas, justas e inclusivas, livres do medo e da violência.
A iniciativa do SESC se relaciona diretamente com o ODS 4 – assegurar educação inclusiva, equitativa e de qualidade e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.
Onu
www.miguelimigrante.blogspot.com

Imigrantes venezuelanos: acolher, proteger, promover e integrar

Boa Vista - Pe. Jaime Patias/Cidade do Vaticano - Cristiane Murray
Posto de triagem de imigrantes venezuelanos em Boa Vista
A escalada da crise na Venezuela obriga a população a abandonar o país em busca de sobrevivência. Estima-se que mais de 3 milhões já migraram para o exterior. Em Roraima, nas cidades de Pacaraima e Boa Vista, milhares de migrantes se encontram em condições extremamente precárias. A falta de infraestrutura para abrigar, alimentar e dar assistência à demanda de refúgio cria uma tensão social preocupante.
Estimativas do IBGE apontam que mais de 30 mil venezuelanos estão em Roraima, mas apenas cerca de 6 mil estão nos 13 abrigos montados com verbas do governo federal e construídos pelo Exército com o apoio do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
Em Boa Vista, Padre Jaime Patias, missionário da Consolata, acompanha a atuação da Igreja junto aos migrantes e nos relata a sua condição na capital:
“Um bom número está em casas alugadas ou quartos que logo ficam lotados. Sem auxílio, fica difícil pagar aluguel que custa entre R$ 300 e 500 reais. Mas o que impressiona é a quantidade de gente dormindo nas ruas e praças". 
“ Durante o dia os cruzamentos e semáforos ficam cheios de ambulantes tentando vender qualquer coisa ou simplesmente ganhar um dinheirinho ”
“O governo brasileiro concede refúgio, mas as ações de acolhida deveriam garantir também proteção social, saúde, educação, alimentação e segurança para todos. Uma das ações para desafogar Boa Vista é a interiorização de venezuelanos em outros estados. Neste sábado, 2 de fevereiro um grupo de 99 imigrantes viajou com um voo fretado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) rumo a Dourados (MS) onde vão trabalhar em uma indústria de alimentos”.
 A particularidade dos voos é que neles viajaram venezuelanos que tinham sido pré-selecionados para empregos fora de Roraima. As companhias publicam as vagas e identifica as pessoas que reúnem as condições necessárias. Depois disso, essas pessoas passam por um processo seletivo que inclui entrevistas e uma análise de currículo.
Um total de 300 venezuelanos mostraram interesse por essas oportunidades de trabalho e participaram da etapa inicial do processo de seleção.
Um dos maiores objetivos deste programa, no qual a OIM colabora com o Exército brasileiro, é reduzir a pressão que há sobre o estado de Roraima, por ser o ponto de entrada de migrantes da Venezuela no Brasil, e facilitar ao mesmo tempo a integração dessas pessoas em outras partes do país.
A Equipe Missionária Itinerante do Instituto Missões Consolata (IMC) formada pelos padresLuiz Carlos Emer, Jaime Carlos Patias e Manolo Loro está dando prioridade às pessoas mais vulneráveis em situação de rua e aos indígenas Warao que estão fora do abrigo.
Radio Vaticano
www.miguelimigrante.blogspot.com

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Registro de migrantes sobe, mas Brasil reconhece mil refugiados

Brasil facilitou legislação para registro de venezuelanos
O Brasil registrou 121.539 novos migrantes em 2018 — número que representa um aumento de 18,4% em relação a 2017, quando foram registrados 102.634 novos estrangeiros em situação legal no território nacional.
Também no ano passado, o governo concedeu status de refugiados a 1.036 estrangeiros — um crescimento de 16,5% em relação aos 889 de 2017.
Os dados foram obtidos pelo R7 por meio da Polícia Federal, que é responsável pela emissão do RNM (Registro Nacional Migratório) — documento que atesta a identidade de estrangeiros com residência temporária ou permanente no país. 
Para o professor de Relações Internacionais na UFRR (Universidade Federal de Roraima) João Carlos Jarochinski, os aumentos registrados na emissão dos documentos, ainda que não sejam expressivos, se devem a uma série de fatores.
“Entre 2016 e 2017, o índice de desemprego estava mais acentuado no Brasil e a capacidade de atuação dos migrantes no mercado de trabalho nacional era menor. Além disso, para o caso dos venezuelanos, por exemplo, não havia uma resolução que facilitasse a regularização do fluxo. Já entre 2017 e 2018, houve uma leve recuperação econômica e mudanças legislativas que favoreceram a regularidade e a obtenção de documentos”, diz.
Desde março de 2018, os venezuelanos que desejam se regularizar no Brasil podem recorrer à portaria interministerial 9/2018 — que autoriza, por dois anos, a “residência ao migrante que esteja em território brasileiro e seja nacional de país fronteiriço, onde não esteja em vigor o acordo do Mercosul”. De acordo com a PF, há 36.349 migrantes da Venezuela registrados no Brasil atualmente. Os egressos do país vizinho só ficam atrás dos haitianos — que totalizam 70.129 registrados.
Número de novos migrantes cresceu 18,4% entre 2017 e 2018

Número de novos migrantes cresceu 18,4% entre 2017 e 2018

Arte R7
Do Haiti à Venezuela
Haitiano relata dificuldade para renovar registro

Haitiano relata dificuldade para renovar registro

Reprodução/Facebook
Um dos que chegaram do Haiti é o jovem Challes Obas, de 31 anos. Ele veio depois que a ilha foi devastada por um terremoto no ano de 2010.
Antes de pisar em terras tupiniquins, Obas passou por Quito, no Equador, onde recorreu à embaixada brasileira para obter o protocolo que lhe desse direito à residência temporária no Brasil. À época, o país concedia visto humanitário para haitianos atingidos pela tragédia.

Ao chegar aqui, o jovem foi à PF dar entrada no processo para a obtenção do RNM (antigamente chamado de Registro Nacional do Estrangeiro). Lá, recebeu um novo protocolo para utilizar como documento até que o RNM fosse emitido — procedimento que durou, no total, três meses.
“Nesse período, tive muita dificuldade para conseguir trabalho e abrir conta em banco porque ninguém sabia que aquele protocolo tinha validade, por mais que o papel contasse com um carimbo da PF. Isso já mudou um pouco, mas havia muita confusão — tanto que as ONGs passaram a fazer campanhas de conscientização para mostrar que aquele documento é legal”, relata, em entrevista ao R7.
Mesmo com o RNM em mãos, o haitiano não deixa de enfrentar percalços no que diz respeito à sua documentação. “Preciso renovar o registro, mas não encontro horário para agendamento na sede da PF em São Paulo. Há horários disponíveis em postos no litoral e no interior, mas sem comprovante de residência desses lugares e morando longe fica difícil”, relata.
Dificuldades semelhantes se apresentaram ao venezuelano Jose Rafael Camejo, de 46 anos, que chegou ao Brasil em setembro de 2018.
“Tentei conseguir o RNM pelo processo de residência temporária, mas não havia data para atendimento na sede da PF em São Paulo. Agendei em Bauru e, chegando lá, não me atenderam porque não é a cidade onde eu moro. Decidi solicitar o status de refugiado na capital paulista. Saí com o protocolo da solicitação de refúgio em trâmite no mesmo dia em que pedi”, conta.
Com o protocolo, Camejo, que é engenheiro de informática, conseguiu trabalho como desenvolvedor para uma empresa de softwares e abriu uma conta em banco. Até que seja efetivamente reconhecido como refugiado, deve renovar o protocolo anualmente. A solução parece ter se dado de forma fácil, mas muitos na mesma situação do venezuelano costumam se deparar com mais incertezas, segundo Marcelo Haydu, coordenador da Adus, ONG de apoio a refugiados em São Paulo. 
“O caso dos solicitantes é complexo porque muitas companhias não admitem, no protocolo, um documento válido. Aí vem a dificuldade para a inserção no mercado de trabalho. Mesmo quando entendem que o protocolo é válido, não te contratam porque sabem que você está em situação provisória e existe a incerteza em relação ao reconhecimento. As pessoas esperam, em média, de três a quatro anos para ter um posicionamento das autoridades sobre o refúgio”, aponta.
Haitianos totalizam 70.129 migrantes registrados no Brasil

Haitianos totalizam 70.129 migrantes registrados no Brasil

Arte R7
As dificuldades dos refugiados
Camejo se tornou solicitante de refúgio no Brasil

Camejo se tornou solicitante de refúgio no Brasil

Reprodução/Facebook
O reconhecimento de pouco mais de mil refugiados pelo governo brasileiro ao longo de 2018 — em meio a um total de 80.014 solicitações em trâmite, de acordo com dados da PF — é um reflexo da reduzida estrutura do Conare (Comitê Nacional para os Refugiados, ligado ao Ministério da Justiça), conforme explicam especialistas ouvidos pelo R7.
“O Conare é um órgão com uma estrutura pequena para fazer essa análise de todas as solicitações. Além disso, fica tudo centralizado em Brasília — a entrevista dos solicitantes, que não é um procedimento simples, é feita por um órgão colegiado que se reúne uma vez por mês. Precisaríamos de um outro dinamismo ou de um aumento dessa estrutura de forma descentralizada”, aponta Jarochinski, da UFRR.
Atualmente, a maioria dos refugiados reconhecidos no Brasil vem da Síria — são 1.249 no total. Em seguida, aparecem 445 congoleses. Os haitianos, embora sejam maioria com RNM no país, totalizam 163 refugiados. Isso acontece porque o status de refúgio implica premissas específicas, segundo Manuel Furriela, reitor do Complexo Educacional FMU FIAM-FAAM e presidente da Comissão do Refugiado, Asilado e da Proteção Internacional da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional São Paulo).
“A primeira é de que o estrangeiro só veio para o Brasil porque ele não teve condições de permanecer em seu país. Ele foi forçado a sair por causa de alguma perseguição — religião, política e guerra são as causas mais comuns. Quando chega aqui e é autorizado, pode permanecer por tempo indeterminado. O refúgio cessa se o conflito acabar”, explica.
Sírios são maioria entre refugiados reconhecidos no Brasil

Sírios são maioria entre refugiados reconhecidos no Brasil

Arte/R7
Legislação moderna 
Apesar dos empecilhos estruturais, a legislação brasileira para os refugiados é considerada avançada. O país tem a tradição de acolher egressos de países em conflito desde as grandes guerras do século 20, recorda Furriela.
“O que também pôs o Brasil na vanguarda foi uma lei específica do presidente Fernando Henrique Cardoso, de 1997. Foi criada uma norma especial para o refúgio com todos os dispositivos para regularizar o processo — que prevê questões mais práticas em relação aos direitos humanos. O refugiado tem direito a todos os serviços públicos e a continuar sua vida aqui com suporte temporário do governo brasileiro para se inserir na nossa sociedade”, detalha.
“Existe, por exemplo, a previsão — não são todos os países que aceitam, mas o Brasil aceita — de que, a partir do momento em que a pessoa é reconhecida como refugiada, ela possa trazer todos os seus familiares ou pessoas ligadas a si. Não é necessário que cada um faça a própria solicitação. Há ainda a possibilidade de revalidação do diploma de ensino superior sem custos”, completa.
Na opinião de Jarochinski, da UFRR, o que falta é melhorar a efetividade da lei para que mais pessoas tenham acesso e sejam formalmente registradas no país: “Nós pensamos em política de refúgio para poucas pessoas porque estivemos longe dos grandes conflitos mundiais. Houve um aumento significativo na demanda de pedidos para uma estrutura que continua a mesma de 20 anos atrás”, finaliza.
R7
www.miguelimigrante.blogspot.com

Migrantes venezuelanos são tema de exposição no Museu da Imigração

Resultado de imagem para lançamento do livro migraçao venezuelana
Com o olhar dos direitos humanos, os registros apresentam pessoas, profissão e sonhos, proporcionando uma reflexão sobre a imigração de maneira menos reagente e mais humana. Por meio de 20 fotografias, os visitantes poderão conhecer a realidade desses imigrantes e pensar sobre como essa é uma condição que pode ser vivida, a qualquer momento, por eles próprios, assim como por conhecidos e amigos.
Retratando populações indígenas, pedreiros, contadores, engenheiros e um juiz federal, as imagens da mostra foram realizadas por Max, nas cidades de Pacaraima e Boa Vista, em setembro de 2018, e revelam um fenômeno migratório complexo que atinge todas as classes socioeconômicas e culturais.
A exposição temporária é uma parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade Federal de Roraima (UFRR) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) e ficará em cartaz no MI até o dia 31 de março.
Programa de Seminário do Observatório das Migrações
9h Abertura
Prof.Dr. Marcelo Knobel – Reitor da UNICAMP
Dra. Catarina von Zuben – Ministério Público do Trabalho
Dra. Aparecida Izilda Alves – Comitê Estadual para Refugiados/Secretaria da Justiça e da Cidadania do Estado de São Paulo
Dr. Carlos Bezerra Jr. – Secretário Municipal de Esportes e Lazer da Prefeitura de São Paulo
Alessandra Almeida – Museu da Imigração do Estado de São Paulo
Conferência “Operação Acolhida”
Cel. Georges Feres Kanaan – Coordenador Operacional Adjunto da Força Tarefa Logística Humanitária
10h Painel – Migrações Internacionais e Direitos Humanos
Coordenação: Dra. Catarina von Zuben – Coordenadora da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo do Ministério Público do Trabalho
Expositores:
Dr. Gustavo Accioly – Ministério Público do Trabalho
Dr. João Freitas de Castro Chaves – Defensoria Pública da União
Dra. Lívia dos Santos Ferreira – Auditora Fiscal do Trabalho
Dra. Maria Beatriz Bonna Nogueira – Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados
Dr. Jaime Nadal – Fundo de População das Nações Unidas – UNFPA
Dr. Guilherme Otero- Organização Internacional para as Migrações – OIM
11h30 Mesa Redonda – Lançamentos de publicações: Migrações Venezuelanas
Coordenação: Profa. Rosana Baeninger –UNICAMP e Prof. Duval Fernandes -PUCMinas
Expositores:
Pe. Paolo Parise – Missão Paz
José Roberto Mariano – Casa de Passagem Terra Nova
Maria Cristina Morelli e William Rosa – Cáritas Arquidiocesana de São Paulo
Prof. Leonardo Cavalcanti – Universidade de Brasília/OBMigra
Dr. Tadeu de Oliveira – IBGE/OBMigra
César Barrios – Associação Nacional de Imigrantes Venezuelanos
Dra. Juliana Felicidade Armede – organizadora do Calendário Juntas Impactamos
www.miguelimigrante.blogspot.com
Museu da Migraça

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Brasileiro é deportado dos EUA 31 anos após ser adotado no país


Brasileiro é deportado dos EUA 31 anos após ser adotado no país
O brasileiro Paul Fernando Schreiner, de 35 anos, foi deportado dos Estados Unidos após 31 anos vivendo no país. Segundo o limpador de piscinas, em outubro de 2017, quando seguia para o trabalho, ele foi parado em uma blitz, conhecida como "Trump raid", que busca por imigrantes em situação irregular.

"Pediram meus documentos, eu entreguei: carteira de motorista, documento de seguridade social. Perguntei pelo que eu estava sendo acusado, me disseram que estava sendo deportado porque era brasileiro e ilegal", disse ele. A deportação ocorreu em meados de 2018. "Isso é racismo, isso é monstruoso", lamentou em entrevista à revisa 'Época'.
A publicação conta que Paul foi adotado no Brasil aos 4 anos, em 1988, por Rosanna e Roger, que saíram de Seward, em Nebraska, para conhecer o menino em Nova Iguaçu, no Rio, com intermédio da empresa Holt, especializada em adoções no exterior
Contudo, Paul nunca teve a sua nacionalidade americana reconhecida, apesar de ter todos os documentos de um cidadão do país e ter passado quase a vida toda nos Estados Unidos. Segundo a ONG Adoptee Rights Campaign, há entre 25 mil e 49 mil adultos em situação semelhante.
Depois de deter Paul, o Controle de Imigração (ICE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos solicitou os documentos de nacionalidade brasileira dele ao consulado do Brasil em Los Angeles, que cobre o estado do Arizona. A princípio, o consulado negou. Em nova tentativa, a instituição acabou cedendo ao ICE e atestando a nacionalidade do jovem, que era o suficiente para que ele fosse mandado de volta ao Brasil.
No documento, o Itamaraty refere-se ao deportado apenas como Fernando, sem esclarecer quem são seus pais nem sua cidade natal, que são requisitos básicos para definir a nacionalidade.
Ao ser questionado pela revista, o Itamaraty não disse quais documentos usou para atestar a nacionalidade brasileira de Paul. Acredita-se ter sido uma certidão de nascimento do cartório de Nova Iguaçu, em que não há os nomes dos pais, nem o local do nascimento dele. O mesmo documento foi usado, em 1988, para dar a guarda de Paul a Roger e Rosanna e permitir que ele fosse levado do país.
Atualmente, Paul está hospedado de favor na casa de um pastor em Niterói, não fala português e passa o dia na internet conversando com a sua família, nos Estados Unidos. Ele tem três filhas, frutos de dois relacionamentos.
Sobre a emissão de documentos para deportação de brasileiros, o Itamaraty disse tratar-se de "cidadão brasileiro que não dispunha de status migratório regular em país estrangeiro e era objeto de ordem de deportação". "Uma vez que as autoridades norte-americanas agora estão aptas a deportar estrangeiros com base em mera confirmação de identidade/nacionalidade, em última análise, Fernando não podia ser impedido de ingressar em território nacional", concluiu.
Minuto a Minuto
www.miguelimigrante.blogspot.com

Mais de 5.900 migrantes usaram rota marítima para entrar na União Europeia

Ao longo de janeiro, 5.989 migrantes e refugiados entraram na Europa por via marítima, segundo a Organização Internacional para Migrações (OIM). A agência, vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), destaca haver um recuo nos registros, já que, no mesmo período do ano passado, 6.550 pessoas acessavam o continente em semelhantes condições.
De acordo com o levantamento da entidade, o Mar Mediterrâneo mantém-se como a rota migratória mais letal do mundo, já que dois terços das mortes ocorreram no local. Foi em suas águas, que, de um lado, banham terras do Marrocos, da Tunísia, Argélia, Líbia e Egito, e, de outro, a de países como Espanha, Itália, França e Grécia, que 208 pessoas perderam a vida, no primeiro mês deste ano.
A OIM lembra ainda que, conforme balanço do Projeto de Migrantes Desaparecidos (PMD), em todo o mundo 308 refugiados e migrantes morreram enquanto cruzavam territórios. Na avaliação da entidade, tem contribuído para o aumento das mortes no mar uma maior perversidade por parte dos contrabandistas de pessoas, como forçá-las a navegar em barcos superlotados e a desembarcar em águas profundas.
Um dos naufrágios mais recentes, citado pela OIM, ocorreu no dia 28 de janeiro, nas Caraíbas, perto da fronteira marítima entre a Colômbia e o Panamá. Na ocasião, 24 pessoas que tentavam completar a travessia morreram.
Ultimas Noticias 
www.miguelimigrante.blogspot.com

sábado, 2 de fevereiro de 2019

3 mil crianças cruzaram fronteira entre Guatemala e México em janeiro

Resultado de imagem para 3 mil crianças cruzaram fronteira entre Guatemala e México em janeiro
Crianças desacompanhadas estão entre os migrantes da América Central que caminham em direção aos Estados Unidos. Na foto, são retratados nas ruas de Tapachula, Chiapas, México, em 21 de outubro de 2018. Foto: UNICEF México
Mais de 12 mil pessoas, entre elas, 3 mil meninas, meninos e adolescentes, cruzaram a fronteira de Tecun Umán, na Guatemala, para Tapachula, no México, desde 17 de janeiro, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). A agência da ONU alertou para a necessidade de garantir proteção especial para as crianças, particularmente para aquelas que viajam sozinhas.
"As milhares de crianças e famílias que cruzam a fronteira todos os dias são em sua maioria bem recebidas pelo governo e o povo do México", disse Paloma Escudero, diretora de comunicação do UNICEF ao fim de uma visita de dois dias a Tapachula e Tcun Umán.
"Se essas crianças ficarem no México ou se dirigirem para o norte, é essencial que permaneçam com suas famílias, que sejam mantidas fora dos centros de detenção e que seu interesse seja protegido durante todo a viagem", declarou.
De acordo com estatísticas oficiais do governo mexicano, mais de 30 mil meninas, meninos e adolescentes de Honduras, Guatemala e El Salvador passaram por centros de detenção em 2018.
Apesar de o México estar implementando cada vez mais e melhores medidas para proteger os direitos das crianças durante o trânsito ou a busca de refúgio no país, os desafios permanecem.
Na estação migratória de Tapachula, na qual se encontram cerca de 1 mil homens, mulheres e crianças, Escudero falou com as mães e as mulheres jovens que permanecem na estação, enquanto são processados seus pedidos de refúgio ou suas ordens de deportação.
"Apesar de as pessoas que ficam no centro terem acesso a alimentos, saúde e serviços recreativos, as condições são inadequadas", disse Escudero. "Vi mães e crianças pequenas dormindo no chão, nos corredores. Muitos me disseram que não estavam certos do que aconteceria com eles ou quando teriam autorização para ir embora".
O novo governo mexicano se comprometeu oficialmente a colocar fim à detenção de todas as crianças migrantes, e atualmente está trabalhando para cumprir com essa nova política. O UNICEF e outras organizações estão apoiando de perto esses esforços, ajudando a desenvolver e implementar alternativas à detenção.
"Muitas dessas crianças e jovens estão trocando o trauma da violência e da pobreza em seus lares pelo trauma do deslocamento e da incerteza de seu trajeto migratório", disse Escudero. "A esperança de ter um futuro melhor e mais seguro os mantém caminhando, o que está cada vez mais fora de nosso controle".
No México e na Guatemala, o UNICEF continua trabalhando com o governo e seus aliados para garantir que as crianças migrantes recebam o apoio e os serviços de que necessitam e que seus direitos sejam garantidos.
Através de suas equipes em Tapachula, o UNICEF dá apoio direto às crianças, fornecendo informação sobre suas opções migratórias (ou seja, cartão de visitante, solicitação de refúgio ou retorno voluntário), assistência técnica direta à Secretaria de Bem-Estar e às Autoridades de Proteção à Infância para garantir que meninas, meninos e adolescentes não acompanhados tenham seus pedidos processados devidamente e recebam a atenção adequada.
Na Guatemala, o UNICEF continua fornecendo serviços de higiene, apoio psicossocial para crianças de todas as idades, assim como espaços amigos para proteção. A agência da ONU também está advogando para a construção de programas de sucesso para a atenção a crianças migrantes, mantendo o interesse superior da infância acima de todas as demais considerações.
"O UNICEF está trabalhando com o governo para identificar e implementar soluções alternativas que incluam vistos humanitários, albergues de portas abertas e centros de dia (estadia diurna) que possam manter as famílias e as crianças seguras e protegidas, enquanto suas solicitações (de refúgio) são processadas", disse Escudero.
"Esperamos ver mais desses programas ao longo do caminho migratório no México. A migração não é um delito e não deve ser tratada como tal", concluiu.
Onu 
www.miguelimigrante.blogspot.com

Entendendo a xenofobia, o medo de estranhos que gera ódio

Resultado de imagem para Entendendo a xenofobia, o medo de estranhos que gera ódio
A xenofobia é o medo irracional ou antipatia das pessoas que são diferentes de si, particularmente dos estrangeiros. O termo xenofobia se origina das palavras gregas xénos (estranho) e phóbos (medo).
Portanto, xenofobia significa essencialmente o ‘medo de estranhos’. No entanto, é mais comumente usado para descrever ódio ou hostilidade, especialmente em relação a imigrantes, migrantes e refugiados de outros países.
A xenofobia é um tipo de fobia específica, um distúrbio mental bastante comum. Portanto, quando esses pontos de vista afetam de maneira significativa e negativa a vida de uma pessoa, ela pode se qualificar para o diagnóstico de fobia específica. (Apenas um profissional de saúde mental pode fazer um diagnóstico.)
Além disso, a xenofobia não precisa ser limitada àquelas pessoas de uma etnia diferente. A homofobia, o medo de pessoas de diferentes origens culturais e até o medo daqueles que se vestem, falam ou pensam diferentemente podem ser considerados subconjuntos da xenofobia.
Ainda é bastante debatido por pesquisadores se a xenofobia se qualifica como uma desordem psicológica. Muitas pessoas acabam confundindo xenofobia com racismo, devido as características apresentadas por esse comportamento.
Xenofobia e Ódio
O desejo de pertencer a um grupo é penetrante e primitivo. Ao longo da história, aqueles que se uniram em famílias, tribos ou clãs prosperaram, enquanto indivíduos que foram separados por escolha ou circunstâncias enfrentaram perigos e oportunidades limitadas.
Embora a identificação forte com um grupo específico possa ser saudável, também pode levar a conflitos com quem não pertence ao determinado grupo. É natural e possivelmente instintivo querer proteger os interesses do grupo. Infelizmente, essa proteção natural muitas vezes faz com que os membros de um grupo evitem ou até mesmo ataquem aqueles que são vistos como diferentes, mesmo que eles não representem nenhuma ameaça legítima.
Esse tipo de comportamento levou a inúmeros crimes de ódio, perseguições, guerras e desconfiança generalizada. A xenofobia é tem um grande potencial para causar danos a outras pessoas, em vez de afetar apenas aqueles que sofrem com isso.
Sintomas da xenofobia
Certamente, nem todo mundo que sofre de xenofobia começa guerras ou executa crimes de ódio. A maioria das pessoas que apresentam esse comportamento é capaz de conter suas reações e viver dentro das normas sociais.
Um xenófobo pode se sentir desconfortável com pessoas que se encaixam em um grupo diferente do seu. Evita bairros específicos, corta amizade com certas pessoas apenas devido à sua cor de pele, modo de se vestir ou outros fatores externos.
Escola Educaçao
www.miguelimigrante.blogspot.com

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

México se recusa a manter menores que aguardam pedidos de refúgio nos EUA

A nova política que pretende forçar os imigrantes que procuram asilo nos Estados Unidos a permanecerem no México ainda não foi implantada, mas está prestes a acontecer. Com isso, imigrantes que aguardam o pedido de asilo para entrar nos Estados Unidos pelo México enfrentam agora uma outra questão: a agência de imigração do México informou que seu país não vai aceitar migrantes com menos de 18 anos.
O comissário do Instituto Nacional de Imigração, Tonatiuh Guillen, também disse na última segunda-feira, 28, que o México não vai estender a política para além de um único posto de fronteira – a passagem de El Chaparral em Tijuana.
O comissário também disse que o México aceitará apenas requerentes de asilo de 18 a 60 anos e estabeleceu regras sobre os países que o México aceitaria os solicitantes de asilo do programa. Somente os cidadãos da Guatemala, El Salvador e Honduras que tiverem direito a vistos de quatro meses podem permanecer no país enquanto seus pedidos de refúgio nos EUA são processados.
Desde 1º de dezembro, o México concedeu 3.983 vistos de trânsito para os centro-americanos, a maioria dos quais espera alcançar os Estados Unidos. O México também estenderá outros programas de vistos de trabalho para aplicar em mais estados mexicanos e em mais países da América Central.
As autoridades mexicanas também aceitarão migrantes apenas da Guatemala, El Salvador e Honduras e concederá a eles vistos de quatro meses enquanto aguardam a solicitação de asilo.
“Remain in Mexico”
Visando reduzir a chance de que os migrantes façam pedidos de refúgio e fiquem dentro do território americano mesmo tendo o pedido negado, o governo determinou que os solicitantes de asilo devem aguardar o pedido no México.
O programa “permanecer no México” estava marcado para começar na semana passada com cerca de 20 migrantes, mas até então não foi colocado em prática. Segundo o Departamento de Segurança e Cidadania dos EUA, os solicitantes serão transportados por autoridades norte-americanas do posto em Tijuana para audiências judiciais no centro de San Diego e levados de volta ao México.
Devido ao grande aumento de pedidos de refúgio desde outubro do ano passado, especialmente de famílias da América Central, e o limite de 20 dias imposto pelo tribunal para detenção de crianças, as famílias geralmente são liberadas com um aviso para comparecer no tribunal de imigração. Como o governo enfrenta um atraso de mais de 800.000 casos, pode levar anos para resolvê-los.
A política deverá ser contestada em tribunal por defensores dos direitos de imigração. Com informações da ABC News.
Gazeta Brazilian News
www.miguelimigrante.blogspot.com

Número de trabalhadores estrangeiros no Japão atinge nível histórico


O número de  trabalhadores estrangeiros no Japão teve um crescimento histórico em 2018, cerca de 14% em relação ao ano anterior, alcançando novo recorde pelo sexto ano consecutivo, de acordo com um relatório revisado e divulgado pelo governo japonês na última segunda-feira.
Segundo o levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social do Japão, que se baseia em dados fornecidos por empregadores, o número de estrangeiros trabalhando no Japão apurados até 31 de outubro de 2018 ultrapassou a marca histórica de 1,460 milhão.
O montante recorde representa um aumento de aproximadamente 180 mil, ou 14%, em comparação com o ano anterior. Além de bater o recorde pelo sexto ano consecutivo, o número mais que duplicou em relação ao registrando em 2013.
Por nacionalidade, trabalhadores chineses continuam no topo da lista, com cerca de 390 mil, respondendo a 27% do total. Vietnamitas estão em segundo lugar, com 310 mil, o que corresponde a 22% da força de trabalho estrangeira. Aliás, o número de trabalhadores do Vietnã registrou um aumento de 32% em relação ao ano anterior, a maior elevação por nacionalidade, enquanto os filipinos representam a terceira maior força de trabalhadores imigrantes, totalizando cerca de 160 mil, ou 11% do total.
Já os brasileiros representam o quarto maior grupo de trabalhadores estrangeiros no país. Segundo o ministério, a força de trabalho de brasileiros no país representa cerca de 9% do total de estrangeiros, somando aproximadamente 125 mil.
Cerca de 439 mil trabalhadores estrangeiros, ou 30% do total, estão concentrados em Tóquio. As maiores concentrações seguintes são na província de Aichi, com 152 mil, e em Osaka, com 90 mil.
Embora o número de trabalhadores estrangeiros tenha aumentado rapidamente, eles ainda representam uma pequena parcela da força de trabalho total do Japão, com apenas 2%.
A grave escassez de mão de obra do Japão obrigou o governo do primeiro ministro Shinzo Abe a criar uma estrutura para aumentar o número de trabalhadores estrangeiros e, assim, aliviar a pressão sobre os empregadores.
Uma nova lei de imigração, que entrará em vigor em abril deste ano, permite que o país aceite formalmente trabalhadores de colarinho azul do exterior e lhes dê um caminho para a residência permanente. Isso provavelmente levará ainda mais estrangeiros a escolher o Japão como um destino de emprego.
O governo estima que até 340.000 trabalhadores estrangeiros poderiam entrar no Japão nos próximos cinco anos.
Embora a lei permita trabalhadores estrangeiros adicionais na agricultura, enfermagem e em outros 12 setores, questões como garantir condições de trabalho adequadas para esses “imigrantes” ainda precisam ser resolvidas.
As preocupações permanecem sobre o sistema de saúde do Japão e sua capacidade de acomodar os imigrantes e suas famílias. O governo está tentando garantir que os trabalhadores estrangeiros possam fazer seu trabalho enquanto são integrados em suas comunidades.
Porém, essa tendência não é muito bem vista pela sociedade japonesa, que é notória pela xenofobia e, portanto, reluta em aceitar imigrantes, mesmo com o rápido descenso populacional.
população japonesa diminuiu em quase um milhão de pessoas entre 2010 e 2015. No ano passado, caiu mais 227 mil. Em paralelo, o número de residentes com mais de 65 anos atingiu 27% da população total, um recorde. Segundo estimativas, esse contingente de idosos deverá subir ainda mais, para 40%, em 2050.
Mundo-Nipo
Fontes: NikkeiBBC News.
www.miguelimigrante.blogspot.com