Novo Hamburgo tem atualmente cerca de 3 mil migrantes ou refugiados, sendo mais de 60% mulheres. Pensando nelas, o Município recebeu, nesta terça-feira (24), uma ação voltada ao acolhimento e fortalecimento de mulheres migrantes. Com o tema “Mulheres Migrantes: Direitos, Vozes e Protagonismo”, a iniciativa foi promovida pela Secretaria de Assistência Social e Habitação (SDSH), em parceria com o Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR Brasil), sendo realizada pela manhã no CRAS Primavera e, à tarde, na BACI Santo Afonso.
Entre as participantes, estava a cubana Dayamy Roque Pacheco, de 56 anos. Educadora licenciada em seu país, ela ressaltou a importância das atividades oferecidas no Município e destacou a força das mulheres latino-americanas. “Nós somos mulheres que temos vontade de trabalhar. Buscamos oportunidades e queremos fazer parte da comunidade onde estamos”, afirmou. Dayamy também destacou o acolhimento recebido e as possibilidades de integração com outros migrantes.
A programação contou com acolhimento, rodas de conversa e atendimentos individuais, abordando temas como direitos no mercado de trabalho, processos de naturalização e o protagonismo feminino. A iniciativa também incluiu encaminhamento para vagas de emprego, orientação jurídica e apoio para regularização documental junto à Polícia Federal.
Um dos diferenciais foi o atendimento multilíngue, realizado nas línguas nativas das participantes pelos integrantes do SJMR Brasil, alguns deles também estrangeiros. Foram disponibilizados atendimentos em português, espanhol, kreyòl (crioulo haitiano) e inglês, garantindo mais acessibilidade e efetividade.
De acordo com a psicóloga e coordenadora do Núcleo de Proteção Social do SJMR Brasil, a proposta foi intensificar o atendimento às mulheres no mês de março, marcado por ações de valorização feminina. “A ideia é estarmos mais próximos da comunidade, apresentando o nosso serviço e fortalecendo parcerias já existentes com o Município, além de oferecer um espaço de escuta qualificada”, explicou.
Do total dos 3 mil migrantes residentes em Novo Hamburgo, aproximadamente 1,8 mil são venezuelanos, além de grupos vindos de países como Cuba, Senegal, Haiti e Argentina. Os bairros Canudos, Santo Afonso e Boa Saúde concentram a maior parte dessa população.
“Buscamos ampliar o acesso à informação e fortalecer a rede de apoio às mulheres migrantes, promovendo autonomia, inclusão social e oportunidades”, destaca o gerente de Políticas Públicas para a Igualdade Racial da SDSH, Jeferson Mendes dos Santos.
A atividade integra um conjunto de ações realizadas ao longo do mês de março, voltadas à valorização das mulheres, reforçando o compromisso do município com a promoção de direitos, o respeito à diversidade e a construção de uma cidade mais acolhedora.
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