Foto Acnur
Com a escalada da crise na Venezuela, intensificada após a
ofensiva militar dos Estados Unidos registrada neste sábado (3), a questão
migratória voltou ao centro do debate no Brasil. O país tem sido um dos
principais destinos de acolhimento de venezuelanos que deixam o território
vizinho em busca de proteção humanitária.
Somente em 2025, o Brasil recebeu 68.512 venezuelanos na
condição de acolhidos, segundo dados do Boletim da Migração no Brasil,
elaborado pelo Departamento de Migrações da Secretaria Nacional de Justiça, do
Ministério da Justiça.
O volume mantém o Brasil entre os principais países de
acolhimento de venezuelanos na região diante do agravamento do cenário
político, econômico e humanitário venezuelano.
De acordo com o relatório, apenas no mês de outubro, último dado consolidado, 8.917 venezuelanos ingressaram no Brasil sob mecanismos de acolhida. O número integra um fluxo migratório que se mantém elevado desde 2021, com crescimento gradual até atingir o pico em 2023, quando quase 200 mil registros migratórios de venezuelanos foram contabilizados no país, segundo a série histórica do boletim.
A resposta brasileira a esse movimento ocorre,
principalmente, por meio da Operação Acolhida, política humanitária do governo
federal voltada ao atendimento do fluxo migratório na fronteira entre Brasil e
Venezuela.
A operação é estruturada em três eixos: controle de
fronteira, com triagem e regularização migratória; acolhimento em abrigos,
administrados em parceria com órgãos federais; e interiorização, que permite o
deslocamento voluntário dos migrantes para diferentes cidades brasileiras, com
foco na integração social e no acesso a oportunidades de trabalho e serviços.
O aumento da atenção sobre o tema migratório ocorre em meio
à condenação oficial do governo brasileiro às ações militares dos Estados
Unidos em território venezuelano.
Também neste sábado (3), o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva classificou os ataques como uma “afronta gravíssima” à soberania da
Venezuela e alertou para os riscos de instabilidade internacional decorrentes
do uso da força.
https://portalcorreio.com.br/
www.miguelimigrante.blogspot.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário