domingo, 4 de janeiro de 2026

Brasil acolheu quase 70 mil venezuelanos por via humanitária em 2025

 


Foto Acnur 

Com a escalada da crise na Venezuela, intensificada após a ofensiva militar dos Estados Unidos registrada neste sábado (3), a questão migratória voltou ao centro do debate no Brasil. O país tem sido um dos principais destinos de acolhimento de venezuelanos que deixam o território vizinho em busca de proteção humanitária.

Somente em 2025, o Brasil recebeu 68.512 venezuelanos na condição de acolhidos, segundo dados do Boletim da Migração no Brasil, elaborado pelo Departamento de Migrações da Secretaria Nacional de Justiça, do Ministério da Justiça.

O volume mantém o Brasil entre os principais países de acolhimento de venezuelanos na região diante do agravamento do cenário político, econômico e humanitário venezuelano.

De acordo com o relatório, apenas no mês de outubro, último dado consolidado, 8.917 venezuelanos ingressaram no Brasil sob mecanismos de acolhida. O número integra um fluxo migratório que se mantém elevado desde 2021, com crescimento gradual até atingir o pico em 2023, quando quase 200 mil registros migratórios de venezuelanos foram contabilizados no país, segundo a série histórica do boletim.

A resposta brasileira a esse movimento ocorre, principalmente, por meio da Operação Acolhida, política humanitária do governo federal voltada ao atendimento do fluxo migratório na fronteira entre Brasil e Venezuela.

A operação é estruturada em três eixos: controle de fronteira, com triagem e regularização migratória; acolhimento em abrigos, administrados em parceria com órgãos federais; e interiorização, que permite o deslocamento voluntário dos migrantes para diferentes cidades brasileiras, com foco na integração social e no acesso a oportunidades de trabalho e serviços.

O aumento da atenção sobre o tema migratório ocorre em meio à condenação oficial do governo brasileiro às ações militares dos Estados Unidos em território venezuelano.

Também neste sábado (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou os ataques como uma “afronta gravíssima” à soberania da Venezuela e alertou para os riscos de instabilidade internacional decorrentes do uso da força.

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