quarta-feira, 29 de março de 2017

ONU e CIDH manifestam preocupação com proteção de defensores de direitos humanos no Brasil

Escritório de direitos humanos da ONU na América do Sul e Relatoria sobre os direitos de defensoras e defensores de direitos humanos da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) receberam com preocupação as notícias dos assassinatos de Waldomiro Costa Pereira, militante do MST, em Parauapebas, Pará, e do cacique Antonio Mig Claudino, da Terra Indígena Serrinha, no norte do Rio Grande do Sul, que ocorreram no dia 20 de março.
“O Brasil é um dos países mais perigosos para defensoras e defensores de direitos humanos, sobretudo em consequência de atividades ligadas à disputa por terras, ao trabalho decente e à proteção do meio ambiente”, afirmou o representante da ONU, Amerigo Incalcaterra. “Isso torna ativistas de direitos humanos que lutam pela reforma agrária, líderes sindicais, campesinos e comunitários, e lideranças indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais desproporcionalmente mais vulneráveis a ataques e ameaças.”
Waldomiro Costa Pereira (à esquerda) e Antonio Mig Claudino foram executados no dia 20 de março. Fotos: reprodução
Waldomiro Costa Pereira (à esquerda) e Antonio Mig Claudino foram executados no dia 20 de março. Fotos: reprodução D.C. – O 

Leia aqui o comunicado conjunto na íntegra.

Escritório Regional para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e a Relatoria sobre os direitos de defensoras e defensores de direitos humanos da Comissão Interamericana de Direitos Humanos  (CIDH) receberam com preocupação as notícias dos assassinatos de Waldomiro Costa Pereira, militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Parauapebas, Pará, e do cacique Antonio Mig Claudino, da Terra Indígena Serrinha, no norte do Rio Grande do Sul, que ocorreram no dia 20 de março.
“As autoridades devem agir rapidamente para apurar os motivos e os autores dos assassinatos, e garantir que esses crimes não fiquem impunes”, instou Amerigo Incalcaterra, representante para América do Sul do ACNUDH.
Por sua parte, o comissário Jose de Jesús Orozco, relator sobre os Direitos dos Defensores e Defensoras de Direitos Humanos da CIDH, afirmou: “O Estado tem a obrigação de investigar de maneira rápida e efetiva ambos os homicídios e punir seus autores materiais e intelectuais, para mandar uma mensagem clara de que esses crimes não ficarão impunes”.
Incalcaterra mostrou preocupação com a situação vulnerável de defensoras e defensores dos direitos humanos no país, e pediu às autoridades brasileiras que redobrem seus esforços para protegê-los.
“O Brasil é um dos países mais perigosos para defensoras e defensores de direitos humanos, sobretudo em consequência de atividades ligadas à disputa por terras, ao trabalho decente e à proteção do meio ambiente”, afirmou. “Isso torna ativistas de direitos humanos que lutam pela reforma agrária, líderes sindicais, campesinos e comunitários, e lideranças indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais desproporcionalmente mais vulneráveis a ataques e ameaças.”
Do mesmo modo, o relator Orozco lamentou o devastador aumento da violência contra as pessoas que defendem o direito à terra, ao meio ambiente e os direitos dos povos indígenas, e lamentou as cifras alarmantes de assassinatos de tal grupo, particularmente vulneráveis na região.
Para o representante do ACNUDH, “defensoras e defensores de direitos humanos precisam de maior proteção no Brasil na legislação e na prática, incluindo a instalação e funcionamento eficaz de programas de proteção para defensores de direitos humanos em nível federal e estadual”.
O relator da CIDH insistiu que as políticas de proteção por si sós não são suficientes para atender à situação de maneira integral, e destacou a necessidade de que o Estado desenvolva uma política global de proteção a defensores de direitos humanos. Ele deu um foco especial na prevenção, proteção e investigação de ataques contra os defensores da terra, do meio ambiente e dos povos indígenas, de tal forma que estes possam continuar desempenhando sem temor seu trabalho fundamental.
Incalcaterra lembrou também que em 2018 a ONU celebrará 20 anos da adoção da “Declaração das Nações Unidas sobre os Defensores dos Direitos Humanos”, destacando que “quaisquer atos de violência, repressão e criminalização contra defensoras e defensores de direitos humanos são condenáveis pelo direito internacional”.
O representante da ONU instou as autoridades competentes a adotar medidas para valorizar o trabalho realizado por defensoras e defensores de direitos humanos no país, e que “garantam que sua atuação seja livre de violência, ameaças e intimidações”.
Por fim, ambos os especialistas expressaram sua solidariedade com as famílias das vítimas.
Onu
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Missão Paz: Trabalho escravo e migração em debate no “Diálogos no CEM”




Trabalho escravo e migrações foi o tema do 1º Diálogos no CEM/2017, e que contou com a participação da Dra. Tatiana Simontti, Procuradora do Trabalho junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT), e do Dr. Renato Bignami, Auditor Fiscal do Trabalho junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Eles apontaram que o Plano de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo no Brasil - PPCTE serve de referência para muitos países que também lidam com a perversa e triste realidade da escravidão moderna. Porém, destacaram que há inúmeras dificuldades para colocar o referido Plano em ação no Brasil.

Há um déficit de 1000 profissionais (Auditores do Trabalho, Procuradores do Trabalho) que possam atender às demandas apresentadas por trabalhadores e movimentos populares que denunciam os crimes de trabalho escravo. Além disso, o Estado “parece” dizer uma coisa através do PPCTE e, na prática, faz outra bem diferente. O Brasil é um dos principais países que mais geram postos de trabalho precário no mundo.

Ainda falaram sobre os setores de atividades, o perfil das empresas escravagistas de hoje e o perfil dos trabalhadores escravizados, sendo que os migrantes nacionais e internacionais formam a maioria entre eles.

A efetiva prevenção e combate ao trabalho escravo no Brasil têm, entre outros, o desafio de fortalecer e ampliar as instâncias de denúncia, fiscalização e punição às empresas que cometem o crime do trabalho escravo.

Tatiana Simonetti e Renato Bignami ainda apresentaram várias estatísticas e responderam perguntas sobre a recente aprovação, pela Câmara de deputados, do Projeto de Lei que permite a ampla terceirização das atividades laborais, inclusive das atividades fins. 
Cerca de 50 pessoas, de diferentes nacionalidades, participaram presencialmente do 1º Diálogos no CEM/2017, e mais de mil pessoas visualizaram o evento pelo Facebook da Missão Paz. O vídeo do Diálogos no CEM está disponível no Facebook da Missão Paz. A Web Rádio Migrantes em Espanhol também transmitiu, ao vivo, o Diálogos no CEM.

O próximo Diálogos no CEM será realizado no dia 26 de abril/2017, às 14h00, na Missão Paz. Terá como tema “Religião e migração”, com enfoque nas formas de organização social, acolhida institucional e pentecostalismo entre os imigrantes haitianos.

Missão Paz 

Fotos :Miguel Ahumada

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terça-feira, 28 de março de 2017

El médico que asiste migrantes desde hace 26 años dice que la tragedia es "peor que el Holocausto"

Pietro Bartolo, un médico que desde 1991 atiende a los migrantes que llegan a la isla italiana de Lampedusa, ha asegurado hoy que la tragedia de las muertes en el mar Mediterráneo "es mucho peor" que el Holocausto porque en este caso "todos somos conscientes de lo que sucede" y aún así no lo evitamos.
En declaraciones a la prensa, Bartolo ha añadido que "en este momento probablemente están muriendo niños intentando llegar a Europa" y ha recordado que en el Mediterráneo solo se produce "una pequeña parte de todas las muertes" provocadas por las migraciones.
Bartolo, que ha atendido a más de 300.000 personas llegadas a Lampedusa en los 26 años que hace que trabaja en el policlínico de la isla, ha afirmado tener "un récord infame, del que me avergüenzo", pues probablemente sea "la persona que ha hecho más inspecciones de cadáveres del mundo".
Las inspecciones, ha explicado el médico, "son algo que odio profundamente hacer" porque no se trata solo de observar un cadáver, sino que hay que inspeccionar ojos, bocas, y a veces extraer tejidos, algo que le parece como "ultrajar su cuerpo", aunque entiende que esto confiere dignidad a los cadáveres que analiza.
El médico ha pedido que "evitemos que comiencen el viaje" estableciendo "corredores humanitarios" que no hagan desplazarse a los migrantes hasta "Libia, un auténtico infierno".
"Les hemos robado todo: el petróleo, los diamantes, el marfil", y luego hablamos de "invasiones", cuando lo único que buscan los migrantes es "una vida digna" y debemos verlos "como una oportunidad y no como un problema", ha asegurado Bartolo.
Pietro Bartolo ha presentado hoy "Lágrimas de Sal" (editado en castellano por Debate y en catalán por Ara Llibres), libro que ha escrito con la periodista Lidia Tilotta, en el cual cuentan "historias para explicar la Historia".
El libro narra la vida de Bartolo, que a los 16 años cayó del barco de su padre y estuvo a punto de morir ahogado y que tras estudiar Medicina decidió volver a la isla de Lampedusa "para ayudar a los migrantes que llegan a sus costas desafiando ese mismo mar".
El texto relata la vida del médico "a través de una serie de instantáneas que retratan casos reales de mujeres, hombres y niños que llegan a Lampedusa en las peores condiciones imaginables" y, sin embargo, "no se dan por vencidos, deseosos de empezar una nueva vida en Europa porque lo que dejan atrás es peor que cualquier escenario alternativo".
Tilotta ha definido a Bartolo como "un emblema de lo que pasa en Lampedusa" y ha agradecido al médico haber escrito el libro con ella, pues "revivir estas tragedias no ha sido para él nada fácil".
La periodista ha afirmado que éste es "un libro político", que pide a Europa soluciones "que son extremadamente sencillas" de llevar a cabo, y ha manifestado que las personas migrantes "no buscan una vida mejor, solo quieren sobrevivir".
Bartolo ha reiterado que los migrantes "no son números, son personas" y ha relatado el sufrimiento de las personas que ha atendido, especialmente de las mujeres, muchas de las cuales llegan embarazadas al haber sido violadas durante el trayecto.
"Estoy orgulloso de ser italiano", ha dicho Bartolo, pues este país "nunca ha cerrado las puertas a los migrantes", y ha asegurado que los habitantes de Lampedusa tienen "una enfermedad increíble, la solidaridad y la acogida, que espero que sea contagiosa".
"Me duele mucho que me digan que soy un héroe porque eso significa que nuestra sociedad está enferma", ha sentenciado el médico, quien ha concluido que "yo solo cumplo con mi deber".

 Eco.Diario.es

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Seminário debate refúgio em São Paulo

Um seminário internacional vai discutir refúgio, migração e deslocamentos na capital paulista a partir da próxima quinta-feira (30) até o sábado (1). Representantes do setor público, de entidades, acadêmicos, estudantes, jornalistas, juristas e diplomatas vão debater a questão e propor caminhos na área. A promoção é da Biblioteca e Centro de Pesquisa América do Sul- Países Árabes-África (Bibliaspa) em parceria com o Ministério de Relações Exteriores e o Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil-África da Universidade de São Paulo (USP).

O seminário terá uma série de abordagens dentro do tema principal, como o acesso de refugiados a serviços públicos, a educação e o aprendizado de línguas por estas pessoas, a discriminação, os direitos dos refugiados, o aspecto psicológico do deslocamento e a inserção no novo país, a produção artística dos refugiados, as políticas internacionais, entre outros.

Será mostrado como diferentes países lidam com a questão dos refugiados e feita uma reflexão sobre a política externa brasileira, como o Brasil se posiciona frente ao tema. O organizador responsável, Paulo Farah, afirma que é importante abrir as portas aos refugiados quando a maioria dos países se fecham, mas, segundo ele, isso não basta, é preciso também dar uma integração real a eles, com pleno acesso à educação, saúde e suprimento de necessidades básicas.

A realização do seminário ocorre em função da atualidade do tema, além do momento que o mundo vive, com crescente xenofobia, intolerância religiosa e preconceito. “Um fenômeno mundial, mas que atinge o Brasil”, afirma o organizador Farah, que é diretor da Bibliaspa e do Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil-África da USP. De acordo com ele, esse é o momento de o Brasil se posicionar, manter sua postura de diálogo intercultural e afirmar sua total aversão à xenofobia, à discriminação racial, ao preconceito e à intolerância religiosa.

Do encontro resultará uma publicação. Ao final de cada dia haverá uma mesa dedicada a refletir sobre os debates do dia e pensar em desdobramentos e soluções para os problemas levantados. O organizador Farah pensa em formação de comitês e criação de uma plataforma permanente de pesquisa. De acordo com ele, participarão pessoas que têm poder de reflexão e de tomada de medidas. “É um seminário que também quer propor soluções para que o Brasil de fato receba bem migrantes e refugiados”, afirmou à ANBA.

Entre os palestrantes estarão a professora de Direito da USP, Cynthia Carneiro, o defensor e coordenador do Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública Estadual, Davi Quintanilha Failde de Azevedo, o secretário estadual de Educação de São Paulo, José Renato Nalini, o reitor da Universidade Zumbi dos Palmares, José Vicente, o especialista argelino com doutorado em Estudos Migratórios, Chafik Ketala, o pesquisador sobre migração e refúgio no contexto europeu e região do Oriente Médio e Norte da África, Stylianos Kostas, o refugiado sírio Salim Khrezati, a especialista francesa em migração e refúgio, Sylvie Debs, entre outros.

O seminário ocorre no Auditório Principal da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. O local tem capacidade para 500 pessoas. A participação no encontro é gratuita, mas é necessário fazer inscrição prévia. Na abertura solene, no dia 30, das 18h30 às 20h30, haverá apresentação de coral, recitação de poesia e show de música por refugiados. Também integram a iniciativa exposição de obras de arte de Cassiano Araújo e Jamal Zeiter e de fotografias feitas por refugiados que estudam na Bibliaspa, além de exposição sobre o Programa para Refugiados da Bibliaspa.

Serviço:
Seminário Internacional sobre Migrações, Refúgios e Deslocamentos
Dias 30 e 31 de março e 01 de abril de 2017
Auditório Principal da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo
Aberto ao Público – inscrições gratuitas mediante inscrição prévia
Mais informações: https://bibliaspa.org/
Inscrições: https://goo.gl/7mjWks
Isaura Daniel
Agencia de Noticias Brasil-Arabe

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    Isaura Daniel

segunda-feira, 27 de março de 2017

Europa: envelhecimento, crescimento e imigração

Toda a Europa é hoje prisioneira de uma mudança estrutural no nível de envelhecimento das populações e, por conseguinte, não são de admirar o baixo crescimento e a baixa inflação.
A altura em que a União Europeia cumpre 60 anos é sem dúvida de inquietação, sobretudo para os europeístas, mas não é só um momento de balanço; é também de reflexão para o futuro, além dos altos e baixos da vida política, como o Brexit e o populismo soberanista. Com efeito, mesmo que a actual estrutura da UE se desmoronasse, isso não resolveria nenhum dos problemas de que se queixam países tão diversos como a Inglaterra ou a Polónia. De Portugal nem falemos! Pessoalmente, levo mais de 40 anos numa Europa comunitária e nunca conheci melhor lugar para viver e circular, sempre com o número de países a aumentar… e a protestar!
Esta Europa sempre teve inimigos. O caso da Inglaterra é paradigmático: com um pé dentro e outro fora, foi a crise gerada em 2007-2008 nos USA que levou ao Brexit e que exacerbou a crise nos elos mais fracos da «moeda única». Foi então que a casta dirigente inglesa preferiu fugir a encontrar soluções dentro de uma UE que não tinha capacidade para dirigir… Trata-se, contudo, de prolongados problemas conjunturais que poderão ser ultrapassados com o tempo e com reformas apropriadas para lidar, sobretudo, com esse experimento único que é o «euro», o qual foi sempre detestado pelos USA e pela Inglaterra porque lhes faz concorrência.
Para além dos problemas conjunturais houve, porém, nos 60 anos de existência da UE, mudanças societais de natureza profunda às quais nenhum país se adaptou totalmente. A principal delas é o envelhecimento cada vez mais acentuado das populações europeias, seja no «centro», como a Alemanha, ou nas «periferias» de Leste e do Sul. Portugal é dos casos mais agudos do mundo a médio-longo prazo.
Dito isso, muito pouco tem sido feito no sentido de incorporar o envelhecimento sócio-demográfico nas políticas públicas, nomeadamente pensões e saúde, conforme recordou a antiga secretária de Estado Margarida Correia de Aguiar. Entretanto, a comunicação social repete em uníssono que o actual governo se propõe «dar bónus a quem adiar as reformas», quando na verdade o governo tem é evitado discutir a sério as repercussões orçamentais do envelhecimento da população, começando por criar uma comissão independente de especialistas, inclusive internacionais. Na saúde, claramente, os cortes operados nos cuidados não têm feito outra coisa se não obrigar os idosos a tirar o dinheiro das pensões para se tratar. E depois os economistas admiram-se das baixas poupanças.
Sendo incontornável, este é apenas um exemplo entre inúmeros outros da forma complexa como o envelhecimento da população se repercute no crescimento, sobretudo nos países cujos sistemas económicos ainda nem sequer desenvolveram os múltiplos mercados de tecnologia e serviços que já existem para a «terceira idade», como é o nosso caso. Com efeito, as consequências económicas negativas do envelhecimento na UE explicam em boa parte o baixo crescimento da economia europeia, em especial nos países com baixa exportação. Por sua vez, o baixo crescimento induz uma imigração muito menor do que já foi, deixando esta última de substituir a força-de-trabalho local que está a deixar de existir devido à baixa natalidade e de trazer à Europa pessoas jovens com índices de fecundidade mais altos. É, pois, um encadeado de efeitos negativos que a crise gerada em torno dos refugiados dos países muçulmanos não ajuda, obviamente, a resolver no curto-prazo, mas o problema não é apenas político, como se vê em Portugal, onde é a ausência de crescimento que repele os imigrantes!
O balanço dos efeitos e contra-efeitos do envelhecimento sobre o crescimento económico é hoje matéria de estudos abundantes. Foi recentemente publicado em Portugal um «meta-artigo» que faz o balanço de 50 estudos cujas conclusões variam de país para país mas são, como era de esperar, mais negativas do que positivas. Segundo Axel Börsch-Supan, uma das principais autoridades na matéria, os efeitos do actual nível de envelhecimento não têm precedentes e a investigação citada acima considera que tais efeitos, dependendo dos métodos de análise, são particularmente negativos em países como os da UE.
Salientam-se, assim, os efeitos devidos à mudança dos padrões de consumo e poupança dos mais idosos, ao capital humano inferior das pessoas em fim de carreira e, sobretudo, ao aumento da despesa social pública, portanto dos impostos versus investimento. Toda a Europa é hoje prisioneira desta mudança estrutural e, por conseguinte, não são de admirar o baixo crescimento e a baixa inflação. Em Portugal, devido às políticas dos sucessivos governos, as facilidades dadas pelo «euro» traduziram-se num crescimento abaixo de medíocre em todo o século XXI. Sem reformas estruturais, o envelhecimento da população é parte da explicação. Isto deve preocupar-nos tanto ou mais do que a presente conjuntura internacional, se quisermos que a comunidade europeia prossiga a sua marcha.
Observador
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Na Arena do Grêmio, times de refugiados e imigrantes entram em campo por visibilidade e inclusão

Na Arena do Grêmio, times de refugiados e imigrantes entram em campo por visibilidade e inclusão  Luiz Eugenio Gressler/Divulgação
A equipe Coletivo, formada por senegaleses que vivem em Caxias do Sul, venceu a primeira copa na CapitalFoto: Luiz Eugenio Gressler / Divulgação 
A camiseta é da Seleção Brasileira, com Ronaldinho grafado de ombro a ombro nas costas, e o apelido é Zé Roberto, porque o cabelo lembra o visual adotado pelo lateral do Palmeiras, mas o nome do homem que se articula e grita à margem do campo na Arena do Grêmio é Alix Georges. Ele é haitiano e técnico da equipe do Haiti Porto Alegre na primeira edição da Copa dos Refugiados, campeonato que transformou, neste domingo, a casa gremista num palco para a causa humanitária que envolve pessoas que deixam seus países para buscar uma vida melhor no Brasil.

O haitiano Alix Georges , com a camiseta da Seleção, antes de entrar em campo com a equipe Haiti Porto AlegreFoto: Reprodução / Agencia RBS
Criado há três anos em São Paulo pela ONG África do Coração, o evento aposta no esporte que é paixão nacional como ferramenta de visibilidade e inclusão de refugiados e imigrantes, combatendo preconceitos, xenofobia e falta de informação. O congolês Jean Katumba, fundador da ONG, celebra a chegada do projeto a Porto Alegre, primeira cidade a sediá-lo fora dos limites de São Paulo. Espera que a iniciativa sirva para dar a esses estrangeiros o protagonismo de que tanto precisam.
— Queremos entrar em campo e fazer gol — diz Jean, numa analogia entre o principal objetivo em um jogo de futebol e metas de vida para cada refugiado no Brasil.
A primeira Copa dos Refugiados em Porto Alegre, organizada pela agência de inovação social Ponto, contou com oito equipes e cerca de cem jogadores, alguns deles desportistas em seus países de origem e muitos apenas amantes de futebol. A organização de cada time começou há cerca de seis meses com a ajuda de empresas e entidades apoiadoras. 
Por mais que se notasse o empenho em vencer dentro das quatro linhas, quem foi à Arena neste domingo, dentro e fora de campo, comungava de algo mais grandioso do que a taça de um campeonato.
— Queremos mostrar, aproveitando a paixão pelo futebol, que refugiados não são criminosos, não deixaram seus países porque cometeram crimes, deixaram para fugir de problemas, de guerras. O Brasil abre suas portas, mas, muitas vezes, fecha janelas, e a copa quer mostrar que não é só na Europa que existem refugiados. Aqui também, e eles precisam de ajuda — reforça um dos diretores do projeto, Abdulbaset Jarour, sírio de Aleppo que chegou ao Brasil em plena Copa do Mundo de 2014.
— Na época, havia muito medo de que viriam terroristas para o Rio de Janeiro. Havia preconceito com refugiados — lembra.
A Copa dos Refugiados pretende chegar a outras capitais e ampliar as ações para além da promoção de uma partida de futebol, integrando mulheres e crianças refugiadas em outras atividades, sempre com o foco na inclusão social. Neste domingo, alguns serviços, como orientação sobre documentos e exames básicos de saúde, foram oferecidos durante o evento, que integra o calendário da 58ª Semana de Porto Alegre.
Os jogadores que atuaram na Arena, emprestada pelo Grêmio especialmente para o torneio, integrarão um álbum de figurinhas, ao estilo dos colecionáveis da Copa do Mundo, em que serão disponibilizadas informações como currículo profissional e habilidades. Esse material também estará disponível no site do projeto, copadosrefugiados.com.
Torcida internacional na Arena
A torcida que movimentou as arquibancadas da Arena neste domingo ocupou um modesto espaço no mar de cadeiras azuis. O ingresso era um quilo de alimento não perecível, que seria encaminhado a refugiados recém-chegados e atendidos pela Paróquia Nossa Senhora da Pompéia, no bairro Floresta. 
Naquela ponta de estádio, o incentivo e a crítica ao que ocorria em campo soavam em francês, português, espanhol e créole. O jogador era torcida, e a torcida, por vezes, jogava junto. A experiência, para muitos, foi a primeira oportunidade de entrar em um estádio de futebol brasileiro.
— Acho que viver um momento assim faz esquecer das dificuldades — filosofava Alix, o Zé Roberto do Haiti Porto Alegre, que chegou à semifinal da Copa.
Os campeões foram os senegaleses do time Coletivo, de Caxias do Sul, e o vice-campeonato ficou com a Colômbia.
Por: Bruna Porciúncula
ZERO HORA
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domingo, 26 de março de 2017


Según el municipio, la creciente llegada de estudiantes extranjeros ha ayudado a regular la pérdida de matrícula en los colegios públicos. Algunas estrategias son flexibilizar el currículum y traducir a niños con distinto idioma.

Los niños entran corriendo a la sala entre risas y murmullos. Son los alumnos de primero básico de la Escuela República de Colombia de Santiago. De pronto, con un sonido de la profesora, se ordenan rápidamente en sus puestos a mirarla con atención. En sus rostros se ve la diversidad del curso: chilenos, peruanos, colombianos, venezolanos, haitianos y chinos, son parte de las nueve nacionalidades que componen esta escuela, donde un 54% de los alumnos son extranjeros.
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Este es uno de los efectos de la creciente llegada de migrantes al país, que está reflejándose en la matrícula de los colegios municipales. De hecho, en la comuna de Santiago en los últimos cuatro años la cantidad de estudiantes extranjeros ha aumentado en un 72% y actualmente representan a un 16% del total de los alumnos.
grafico1“Pasamos de tener 3 mil niños y jóvenes extranjeros en nuestras escuelas y liceos, a más de 5 mil este año. Esto ha permitido que la matrícula en Santiago no solo se haya equilibrado, sino que para este año se mantenga en el orden de los 33.300 estudiantes”, señala el alcalde Felipe Alessandri (RN).

Hace algunos años el colegio, al igual que el resto de la educación municipal, había perdido muchos alumnos. No alcanzaban a llenar las salas de clases y sobraban cupos en la matrícula. “Ahora es marzo y la matrícula ya está completamente copada. De hecho tenemos lista de espera de alumnos que quieren entrar”, dice la profesora Karen Orellana.

La directora del colegio, Marcela Jara, explica que la llegada de alumnos migrantes “es algo que ha ido en ascenso desde 2010. Es un proceso que es irreversible y que se está dando en la mayoría de la escuelas públicas”.

Pero la mayor diversidad en los alumnos, también implica una adaptación por parte de los colegios para integrar de mejor forma. “Estamos trabajando en nuestros establecimientos para eliminar las diferencias entre chilenos y extranjeros, porque los estudiantes provenientes de otros países son un aporte importantísimo en la formación y aprendizaje de todos nuestros alumnos”, señala el alcalde.

Por su parte, la directora del colegio explica que en su caso han flexibilizado el currículum. “Eso lo hacemos entregando contexto a los niños para que el aprendizaje sea más significativo. Si en un curso de sexto básico, por ejemplo, se está enseñando historia de Chile, la profesora paralelamente va contando lo que pasaba en el resto de América Latina en ese momento”.

Ultimamente, el lenguaje se ha convertido en un nuevo desafío. En el primero básico de la profesora Orellana han llegado alumnos de Haití y de China. Es por eso que ha tenido que buscar distintas formas para asegurarse de que aprendan junto con sus compañeros. “Les pongo carteles en todas las cosas, en sus cuadernos, en la mesa, en la mochila, con el nombre en español y en su idioma. Además, me dedicó más a explicarles cada actividad, para que no se queden atrás”, relata la docente.

Desafíos para docentes
La creciente llegada de extranjeros al país y la diversidad que se está reflejando en las salas de clases implican un desafío para los docentes. Según la académica de la facultad de Educación de la U. Católica, Claudia Matus: “Los programas de formación para profesores deben repensarse. Es un punto vital que debió haber comenzado por lo menos hace cinco años”.
En ese sentido, explica que la nueva composición de las escuelas “nos hace entender que un profesor no puede salir de su carrera sin haber tenido ramos acerca de razas, de etnias, de género, etc. Es vital para que puedan tomar decisiones pedagógicas”, dice la experta.
El problema, agrega, es que cuando los docentes no reciben formación en esas materias, “actúan según la forma en que ellos aprendieron. Hoy no podemos tener docentes que actúan desde el sentido común, sino que deben tener una preparación sólida en estos temas”.
Una opinión similar tiene Carolina Stefoni, académica de sociología de la U. Alberto Hurtado. La experta explica que la diversidad en las escuelas “abre una serie de oportunidades en la formación de los estudiantes, permite que se conecten con la sociedad que se está construyendo hoy día, que es mucho más globalizada y donde uno se encuentra con personas que vienen de múltiples contextos”.
La académica destaca que “la Ley de Inclusión abre una puerta de entrada y permite que la diversidad exista. Pero no podemos aplicar las mismas fórmulas que hemos venido aplicando en el último siglo, hay que cambiar las estrategias y la formación de profesores en educación intercultural para que podamos realmente hacernos cargo de la diversidad”.
La Tercera
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sábado, 25 de março de 2017

Jogadores contam histórias do preconceito enfrentado na Europa

A presença do racismo na trajetória de jogadores de futebol brasileiros negros no futebol europeu é mostrada nas histórias orais de vida colhidas por Marcel Tonini, em pesquisa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Apesar do tema ser tabu no Brasil, o estudo superou o receio dos jogadores, a maioria com passagem pela Seleção Brasileira, e revelou episódios de racismo e xenofobia vividos pelos atletas e seus familiares, envolvendo torcedores, técnicos e outros jogadores. A pesquisa constatou maior conscientização dos atletas, mas aponta para a necessidade de ações coletivas contra o preconceito.
O objetivo do estudo era aprofundar a discussão sobre o racismo no futebol, iniciada pelo pesquisador em seu trabalho de mestrado, sobre dirigentes negros em diversas posições dentro do universo do futebol (jogadores, treinadores, árbitros, dirigentes, jornalistas, torcedores e intelectuais). “Numa das entrevistas, Junior, ex-jogador do Flamengo, disse que, quando atuava no Torino da Itália, ao ser avisado de uma manifestação racista de torcedores, declarou que isso não o atingia, porque a miscigenação no Brasil era total”, relata o historiador. “A partir da daí, surgiu a ideia de discutir o mito da democracia racial, associada com a questão das migrações internacionais e da globalização, por meio de entrevistas sobre trajetórias de vida e profissional, usando a metodologia da história oral.”
Ao todo, foram coletadas 16 histórias orais de vida, de uma a duas horas de duração, com jogadores que atuaram na Itália, Espanha, França, Alemanha e Inglaterra, em diferentes épocas. Entre os entrevistados, 15 jogaram na Seleção Brasileira, oito atuaram em Copas do Mundo e cinco foram campeões. O mais velho é Jair da Costa (Copa de 1962), que jogou por dez anos na Itália. Também falaram Paulo Cézar Caju, Luis Pereira, Junior, Júlio César, João Paulo, Djalminha, Paulo Sérgio, Amoroso, Betão, Gilberto Silva, Cláudio Caçapa, Zé Maria, Roque Júnior, Ewerthon e Denilson.
O historiador relata que, entre os atletas que jogaram entre as décadas de 1960 e 1970, são mais comuns as referências à democracia racial. “Na ocasião, esse mito era amplamente aceito no imaginário social dos brasileiros e apenas contestado na academia e nos movimentos negros”, diz. “A única contestação veio do Paulo Cézar Caju, que já era muito consciente nos tempos de jogador. Nascido pobre, viu a mãe ser discriminada, foi adotado por um técnico com padrão de vida mais elevado, viajou muito, e levou sua indignação com o racismo para o discurso, sendo muito influente entre seus colegas.”

Conscientização

Entre os jogadores que atuaram a partir dos anos 1990, Tonini observa que há mais conscientização sobre o racismo, ainda que não haja um envolvimento maior com o movimento negro. “Uma exceção foi o volante Denilson, que atuou cinco anos na Inglaterra e disse não ter percebido isso na Europa”, observa. “Em alguns casos, há receio de entrar em polêmica e comprometer a própria carreira. Não se pode julgar, evidentemente, devido à origem pobre, em meio à fome e à violência, com uma série de carências na infância, sem oportunidades de se educar, onde a grande preocupação em seu caso, e possivelmente em muitos outros, era sobreviver. De um modo geral, há mais consciência, graças aos avanços na educação, porém o discurso da democracia racial ainda é aceito pela sociedade.”
Os relatos reunidos pelo historiador mostram que, entre os europeus, havia um limite muito sutil entre racismo e xenofobia, em especial até a metade da década de 1990, quando os países limitavam a presença de estrangeiros a um, dois ou três jogadores por equipe. “Isso fazia com que fossem contratados atletas renomados, que recebiam altos salários. Isso causava um estranhamento dentro da equipe. Os jogadores mencionaram várias vezes que os companheiros pensavam que eles iam ocupar seu lugar, ainda que não comentassem”, afirma Tonini. “Três atletas contaram que, logo no primeiro treino, os outros jogadores nacionais ou não passavam a bola durante a atividade, ou a passavam forte para ver se dominariam, ou a chutavam em suas costas antes da atividade começar, para ver a reação. Nesses casos, o conflito era pelo fato de haver um estrangeiro de nome no time.”
Embora falar abertamente fosse pouco comum da parte dos jogadores, era mais frequente entre os técnicos, diz Tonini. “Por exemplo, o zagueiro Betão ouviu do treinador do Dínamo, de Kiev (Ucrânia), que ele e os outros brasileiros, por serem do Brasil e ganharem muito bem, deveriam mostrar mais futebol”, conta. “A princípio, os atletas pensavam apenas no racismo dos torcedores, mas durante os depoimentos surgiram relatos de racismo e xenofobia vindos de treinadores, colegas de equipe e colegas de outros times.”
Segundo Tonini, os relatos dos jogadores mostram que as manifestações racistas por parte de torcedores, como insultos, gestos e faixas, são muito frequentes na Europa, especialmente em algumas regiões, como Verona, na Itália, ou no interior da Espanha. “Embora não tenham dito, fica claro que são tão comuns que eles de certa forma se habituam a essas situações, como se fizessem parte da paixão do torcedor”, afirma. “No entanto, quando isso vem do técnico ou de um colega de equipe, pela proximidade, eles ficam indignados e se sentem humilhados.”
Tonini aponta, a partir da análise dos depoimentos, que as reações dos jogadores ao racismo são principalmente individuais. “As mais comuns são demonstrar sua importância na equipe por meio da dedicação ao trabalho, impor-se pelo talento, com dribles e gols, e usar a ironia, rindo ou beijando a pele ao comemorar um gol”, relata. “No entanto, a melhor maneira de combater o racismo contra os negros talvez seja uma reação coletiva, ou seja, os jogadores se unirem e tomarem atitudes conjuntas, como não jogar em cidades onde há manifestações preconceituosas da torcida, por exemplo. Isso levaria a uma divulgação e um efeito muito maiores.”
Julio Bernardes
Jornal USP
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Scalabrinianas inauguram novo serviço de Comunicação


 
 
 
 
 


As Missionárias Scalabrinianas, da Província Nossa Senhora Aparecida, com sede em São Paulo, acabam de realizar um grande sonho: a organização de um serviço de comunicação que, em consonância com o governo geral, tem como objetivo qualificar a comunicação como um caminho de comunhão e um meio de evangelização a serviço dos migrantes e refugiados.

.O serviço de comunicação, com sede no bairro da Aclimação - SP, tem como coordenadora, Irmã Rosinha Martins e uma jornalista contratada, Simone Siqueira Filadelfo que faz parte da equipe,
“Pela primeira vez na história da Congregação, temos um Conselho para a Comunicação no Governo Geral, que visa animar e atuar junto às comunidades das Irmãs, para dar visibilidade à missão”, afirma a coordenadora da Comunicação”, Irmã Rosinha Martins. Ainda, segundo a Irmã, o setor de comunicação terá como missão primordial, “ser formadora de opinião positiva, ética e cristã para que a sociedade possa ver no migrante e no refugiado um irmão, um protagonista do desenvolvimento integral do meio aonde chega, e não um inimigo”.
“É com grande contentamento que inicio meu trabalho, no departamento de comunicação com as Irmãs Scalabrinianas, na Província Nossa Senhora Aparecida. O trabalho de jornalista vai além das habilidades acadêmicas. Ser jornalista é servir a comunidade, transmitir de forma correta e imparcial as notícias. Nesse segmento, o grande diferencial é agregar a informação e a evangelização”, relata a jornalista Simone Siqueira Filadelfo que atua no setor, junto às Scalabrinianas.
Filadelfo vê esse trabalho como significativo pela relação que tem com imigrantes do seu bairro, a oportunidade de fazer amizades, mas de constatar que a xenofobia e o preconceito ainda reinam na sociedade brasilieira.  “O nosso trabalho terá, também, o objetivo de informar aos cidadãos, o lindo serviço que tem sido realizado pelas Irmãs. Reitero que é com imensa alegria que me sinto privilegiada de fazer parte dessa nova jornada, na criação e organização do serviço de comunicação da Província Nossa Senhora Aparecida.
A Superiora Provincial das Irmãs Scalabrinianas de São Paulo, Irmã Sandra Maria Pinheiro falou da importância deste trabalho.  “Considero que o serviço de comunicação na vida e missão da Congregação das Irmãs Missionárias Scalabrinianas é sumamente importante. Hoje, como nos dizia o Papa João Paulo II, o universo da mídia constitui o “primeiro areópago do tempo moderno, que está unificando a humanidade, tornando-a uma aldeia global”.
De acordo com Irmã Sandra, a inovação tecnológica, origem de profundas transformações sociais, está determinando uma nova visão da pessoa, da cultura e do mundo, e ela têm exercido um forte impacto na visão do mundo de hoje. “Diante destas novas circunstâncias e condições culturais, temos a missão de conhecer, valorizar a nova realidade dos MCS, conhecendo, promovendo e assumindo um compromisso com esta realidade, buscando anunciar a mensagem da Boa nova a esta sociedade através destes meios tão modernos e atuais”, garante.
 “Nós, como Irmãs Missionárias Scalabrinianas, acrescentamos, através de nossos serviços de comunicação que queremos divulgar nossa ação missionária com os migrantes e refugiados, ajudando a sociedade a fazer uma outra leitura da realidade das migrações e dos refugiados, mostrando ao mundo que muito mais que desafios, conflitos e problemas, os migrantes e refugiados trazem para nós uma grande contribuição humana, cultural, social e econômica”.



POR ASSESSORIA DE IMPRENSA

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